Revista GGN

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Oh, que légua tão tirana!!!

Oh, que estrada mais comprida

Oh, que légua tão tirana
Ai, se eu tivesse asa
Inda hoje eu via Ana

Quando o sol tostou as foia
E bebeu o riachão
Fui inté o juazeiro
Pra fazer minha oração

 

Tô voltando estropiado
Mas alegre o coração
Padim Ciço ouviu a minha prece
Fez chover no meu sertão

Varei mais de vinte serras
De alpercata e pé no chão
Mesmo assim, como inda farta
Pra chegar no meu rincão

 

 

Trago um terço pra Das Dores
Pra Raimundo um violão
E pra ela, e pra ela
Trago eu e o coração

 

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E estamos conversados

 

Um sabiá-laranjeira
Cantando no meu telhado
Uma rede na sombra
Meu potro de pêlo malhado
Uma morena faceira
No bolso algum trocado
É tudo o que desejo
E estamos conversados.

Nada mais há que eu queira
Este é todo o meu tesouro
Sou um homem abençoado

Não devo ao imposto de renda,
Não preciso advogado
Nem ouro pra ser roubado.

Um sabiá-laranjeira
Meu pôtro de pêlo malhado
Uma morena faceira
No bolso algum trocado
Uma rede na sombra
E estamos conversados.

FRED MATOS POEMA | ARTE PICASSO

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Tributo

 

MONUMENTO EM HOMENAGEM AO TENOR DO CEARÁ

Parceirinho Maior, após exaustivos estudos, este é o nível de detalhamento do meu particular projeto idealizado para homenageá-lo pela sua marcante carreira percorrida no mundo da música.

Aguardo a sua aprovação para que eu possa, urgentemente, despachá-lo pelo Trem do Pantanal, que estaciona no Parque Ecológico do Rio Cocó, às 7:00, de acordo com o confiabilíssimo cronômetro do triptanolizado Raulzito.

Meu ídolo, peço, por gentileza, conferir e assinar o documento atestando o recebimento do tributo dedicado a você, o extraordinário Tenor do Ceará.

Peço, também, a sua aplicação para - após a inauguração do seu monumento, contando com a performance da nervosa banda de música local, tocando os clássicos da MPB das antigas - não se furtar a encomendar a cachaçada e a farra homérica, que na moita, não pode ser divulgada para o conhecimento da galera perfumada e deschegada nos rocks Dionísiacos que elevam a alma indócil da indomada Sociedade dos Poetas Loucos

Inté intão!

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Schubert

 

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Ela é um amor de pessoa

porém não lhe torre a paciência...

 

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Lunga

 

 

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Olha o que descobri, meu parcinha!!!

Saudade danada!!!

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Rapá

 

Deu no

INSIPIDUS BLOG

  – MANOEL DE BARROS

"Acho que o quintal onde a gente brincou é maior do que a cidade. A gente só descobre isso depois de grande. A gente descobre que o tamanho das coisas há que ser medido pela intimidade que temos com as coisas. Há de ser como acontece com o amor. Assim, as pedrinhas do nosso quintal são sempre maiores do que as outras pedras do mundo. Justo pelo motivo da intimidade."

Parça Marvado, o meu avatar no INSIPIDUS BLOG, o meu blog, aquele que não fede e nem cheira, como tantos porraí, será M.S.C., as iniciais de Mulo Sem Cabresto, que vem a ser o irmão gêmeo da  famosa Mula Sem Cabeça e primo da perseguida Mula Sem Cabaço, da nobre linhagem muar do INCITATUS.

Abraço arroxado!

Não roxo.

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sou conservador, ainda prefiro Luis Gonzaga.

sou conservador, ainda prefiro Luis Gonzaga. Ótima contribuição, como sempre, Hortênciao!

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"A fidelidade muitas vezes não passa de falta de imaginação " - Oscar Wilde

Para Dom Nickname!

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ATÉ O SOL RAIAR

 

"Cortaram a cabeça do Rei, mas não mataram Lampião"

Usando a moderna técnica da animação em 3D, o curta é uma narrativa fantástica de uma lenda sertaneja. Os personagens de barros feitos por um artesão de uma humilde vila sertaneja ganham vida e agitam o sertão numa noite de São João, como nos memoráveis tempos do cangaço.

Humor, drama e ação compõem o fio condutor da história, levando a um final contado em prosa e verso por gerações de homens e mulheres que presenciaram os fatos narrados no filme.

Além da perfeita execução técnica, é emocionante como o roteiro do curta foi bem elaborado, unindo várias ícones culturais nordestinos (artesanato, forró, festas juninas, cordel, cangaço) numa história muito bacana.

Ilustração com fotos do artesanato de barro produzido no exuberante nordeste brasileiro.

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Chegada de Lampião no Inferno

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lucianohortencio

A desgraça do país

É falta de homi sério ...

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MINHA VIOLA

 

Minha viola querida,

Certa vez, na minha vida,

De alma triste e dolorida

Resolvi te abandonar.

Porém, sem as notas belas

De tuas cordas singelas,

Vi meu fardo de mazelas

Cada vez mais aumentar.

Vaguei sem achar encosto,

Correu-me o pranto no rosto,

O pesadelo, o desgosto,

E outros martírios sem fim

Me faziam, com surpresa,

Ingratidão, aspereza,

E o fantasma da tristeza

Chorava junto de mim.

Voltei desapercebido,

Sem ilusão, sem sentido,

Humilhado e arrependido,

Para te pedir perdão,

Pois tu és a jóia santa

Que me prende, que me encanta

E aplaca a dor que quebranta

O trovador do sertão.

Sei que, com tua harmonia,

Não componho a fantasia

Da profunda poesia

Do poeta literato,

Porém, o verso na mente

Me brota constantemente,

Como as águas da nascente

Do pé da serra do Crato.

Viola, minha viola,

Minha verdadeira escola,

Que me ensina e me consola,

Neste mundo de meu Deus.

Se és a estrela do meu norte,

E o prazer da minha sorte,

Na hora da minha morte,

Como será nosso adeus?

Meu predileto instrumento,

Será grande o sofrimento,

Quando chegar o momento

De tudo se esvaicer,

Inspiração, verso e rima.

Irei viver lá em cima,

Tu ficas com tua prima,

Cá na terra, a padecer.

Porém, se na eternidade,

A gente tem liberdade

De também sentir saudade,

Será grande a minha dor,

Por saber que, nesta vida,

Minha viola querida

Há de passar constrangida

Às mãos de outro cantor

Ilustrações: telas de brilhantes artistas Naif brasileiros, disponíveis na Internet

O poema é do genial Patatitva do Assaré

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Meu parceiro JNS, vulgo Jones!!!

Eu tenho violas para todos os gostos, tenho umas três ou quatro "Quebradas"; tenho "Cantadeiras", tenho violas que vão pro "Fundo do Baú" e outras mais. Apesar da diversidade de "Violas", não perderia por dinheiro nenhum no mundo a oportunidade de divulgar a voz da minha querida amiga D'ALVA STELLA NOGUEIRA FREIRE, nem, muito menos, o piano de NÍZIA DIOGO MAIS, outra querida amiga que partiu para o plano maior.

Anexo ainda dois vídeos que editei por ocasião dos 90 anos da minha querida amiga e regente. D'Alva Stella completará 91 anos agora em janeiro, com toda lucidez. É ela quem me socorre nas dúvidas que surgem quando da edição de vídeos que contêm composições mais antigas e complicadas.

Abração do luciano

 

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Era uma vez

 

Em uma misteriosa ilha do Mediterrâneo

As Sereias - seres marinhos, metade mulheres, metade pássaros - tocavam e cantavam as músicas maravilhosas do álbum 'Sons da Terra do Sol', que enfeitiçavam quem passava junto a ilha e as ouviam.

Hipnotizados, os navegantes aproximavam-se demasiado das costas rochosas, naufragavam e os marinheiros eram devorados pelas fascinantes Sereias.

Julisses, que ia navegar proximo do local, queria ouvir o 'Canto das Sereias' sem, no entanto, correr perigo ou colocar em risco os companheiros de viagem e as suas embarcações.

Para isso, ordenou que os marinheiros e os remadores tapassem os ouvidos deles com cera e que o amarrassem, muito bem preso, ao mastro da embarcação.

Em seguida, avisou-os de que não podiam libertá-lo, em circunstância alguma, mesmo que ele ordenasse ou implorasse insistentemente.

Assim, Julisses conseguiu ouvir a beleza do 'Canto das Sereias' e evitou o perigo mortal que todos corriam.

Depois que Julisses foi embora, a sereia D'Alva Stella foi aportar em Fortaleza, prá socorrer o velho Lobo do Mar do Ceará.

E todos foram felizes para sempre, curtindo, na Internet, os seus vídeos, que, durante a viagem dele na Arca de Noé, eram updeitados por seletos e velocíssimos pombos correios.

Antes que ela me jogue uma praga maligna, mando um beijo carinhoso pra Dona Stellita.

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Don Giovanni!!!

E Deus te livre da pronta resposta e do raciocínio rápido da D'Alva Stella, amigo JNS! É famosíssima por suas tiradas bem e também mal humoradas... Não deixa nada sem resposta e nunca deu ponto sem nó!

Bia Lessa veio a Fortaleza montar a ópera Dom Giovanni. Mega espetáculo! Celeuma na cidade. Todo mundo sendo convidado a participar e nada de D'Alva Stella ser chamada. Só se falava na ópera nos meios artísticos, principalmente no Conservatório de Música Alberto Nepomuceno.

Em uma noite, antes de começar o ensaio do Coral de Câmara, estavámos a bater papo no hall quando chega um aluno meio "sem noção:

- E aí, D'Alva, vai participar de Dom Giovanni?

- Não, meu filhinho, até porque não fui convidada! Não se precupe, porém. Quando tiverem a necessidade de uma índia velha para jogar flechas na platéia eles saberão me procurar...

FUI!

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Muxoxo

 

Quem perdeu foi Dom Giovanni

São preciosidades como o seu relato coloquial que humanizam este espaço tão... (mais não falo, por não ser muito prudente).

E mais palmas pra D'Alvinha Flecheira, que, diante de reiterados rapapés, não vai soprar a sua zarabatana envenenada pro meu lado.

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Obrigado, Carlos Magno!

Tens toda razão! Peguei a letra na internet e nem prestei atenção. 

Corrigido agora!

Abraço do luciano

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lucianohortencio

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