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Fanatismo religioso, mal do mundo

Correio do Povo – Porto Alegre – 03/04/2011

Fanatismo religioso, mal do mundo

Jurandir Soares

O fanatismo religioso segue sendo o principal responsável pelas atrocidades cometidas no mundo. Já foi assim com o 11 de setembro nos EUA e foi da mesma forma nesta sexta-feira no Afeganistão. Assim como também o foi a 20 de março, quando o pastor protestante Wayne Sapp queimou um exemplar do Corão em uma igreja da Flórida. Foi o ato radical do pastor americano que levou a massa ignara da cidade de Mazara-I-Sharif, no Afeganistão, a atacar a representação da ONU e matar oito funcionários da organização. Sendo dois decapitados, segundo as informações. Ato inconcebível. Os funcionários da ONU estão lá para tentar ajudar o país e acabam sendo agredidos de forma covarde. O episódio é a prova maior de que não há o mínimo controle por parte das forças de segurança. Dizia-se que o Afeganistão sob o domínio do Talibã vivia nas trevas. Percebe-se que não é preciso o nefasto regime estar no poder para a população mostrar que ainda vive na Idade Média.

No Iraque, onde a representação da ONU também foi para os ares, vitimando o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, não passa uma semana sem que aconteça um atentado que mata 40 ou 50 pessoas. Brigas entre xiitas e sunitas. Com as guerras nesses dois países - Iraque e Afeganistão -, os EUA já gastaram 1 trilhão de dólares. E o resultado é este que se vê. Vão ter que deixar aqueles países sem ter conseguido estruturar segurança para os governos aliados que deixam no poder. Ou melhor, deixam no cargo, porque o poder eles não detêm.

MUDANÇA NA LÍBIA

Os EUA tiraram o corpo fora e passaram para a responsabilidade da Otan o comando das ações na Líbia. Na prática, não muda muito, porque os comandos e os maiores contingentes da organização, tanto em termos bélicos quanto humanos, são americanos. Então, serão esses que continuarão a desenvolver as ações, só que, não em nome dos EUA, mas da Aliança Atlântica. Envolto na contradição de ser o ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2009 e de ter autorizado uma nova guerra, o presidente Barack Obama foi à televisão para dizer que as forças americanas ajudaram a salvar vidas de civis do Leste da Líbia que iriam morrer em função dos ataques das forças de Kadhafi. É verdade, mas, em compensação, conforme denunciou a Igreja Católica em Trípoli, estão ajudando a matar os civis do Oeste, que são atacados pelas forças que são contra Kadhafi. Assim como também morrem civis nos bombardeios feitos contra aviões e tanques líbios. Embora o alvo seja militar, é muito difícil realizar um ataque sem efeito colateral.

Outro problema que desponta é saber quem irá governar a Líbia, após o afastamento de Kadhafi. Obama diz que os árabes devem seguir os exemplos de Brasil e Chile, que saíram de ditaduras para a democracia. A diferença é que brasileiros e chilenos já conheciam a democracia antes e trataram de reconquistá-la. Os árabes nunca conheceram democracia. A composição de seus países, de um modo geral, é feita por tribos ou facções religiosas, que costumam brigar entre si. Para manter a ordem, só um regime de força. Quando tentam impor democracia vira bagunça. Basta ver Iraque. Com a Líbia, possivelmente, não será diferente. Já há especulação de que as tribos vencedoras em Benghazi podem não ser aceitas pelas tribos de Trípoli. Conforme ressaltou o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, as intervenções estrangeiras só tendem a aumentar ainda mais as divisões internas dos países árabes. Assim é que a Líbia poderá ser mais um país que o Ocidente terá que ficar tutelando, como o Iraque e o Afeganistão, a um altíssimo custo, tanto em termos políticos e militares, quanto em vidas humanas.

PREOCUPAÇÃO EM ISRAEL

Israel está acompanhando de perto a crise na Síria e vê com apreensão uma possível queda do presidente Bashar Al-Assad. As autoridades israelenses temem que uma liderança mais conservadora assuma o poder, o que seria um risco para a segurança da fronteira no Norte de Israel. Os dois países, que já se enfrentaram três vezes, vivem uma espécie de guerra fria, já que a Síria mantém uma aliança com o Irã, e apoia o grupo Hezbollaz no Líbano. Da mesma forma, há grande preocupação com quem irá assumir o governo no Egito. Pois pode surgir um apoio maior para o grupo radical palestino Hamas. São as pedras do dominó do Oriente Médio que seguem balançando.

http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=116&Numero=185&Caderno=0&Editoria=112&Noticia=276089

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O resumo sobre o Fanatismo Religioso: Que os grupos de uma religião matam outros de outras religiões para defender sua religião. Eu acho isso uma barbaridade! Cada um segue a sua religião! Se você é contra o Fanatismo Religioso dá joinha aí! :) Obrigado à todos.


 

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Acho o fanatismo religioso o mal do mundo, sim.

Com  a única diferença de que ele não é a causa primeira de nenhum conflito, e sim o grande instrumento de espertalhões para transformar o povo em massa e obter hegemonia política e econômica (infelizmente funciona).

Ninguém está querendo o mundo para Cristo, G-d, Alá ou os duendes.

Querem o mundo no seu bolso, literalmente.

O Vaticano não é um Estado com um B-A-N-C-O  e tudo? Os pentecostais não estão enriquecendo a olhos vistos e Israel não diz que a terra lhe pertence por direito divino? "Fanatismo" judaico-cristão póódji...

Ainda mais se for para salva o Ocidente do "perigo" muçulmano, como já nos salvaram inúmeras vezes dos russos.

 

 

Todo religião tem em si o DNA do fanatismo. Uma verdade que é revelada e que não pode ser contestada sempre levara ao  fanatismo, e quando este fanatismo é apropriado pelo poder, fato ocorrido inúmeras vezes na história, temos a receita perfeita de merda.

GIOVANNI RICCIO

 

Essa de fanatismo religioso só faz-me lembrar dos desgraçados pastores, bispos e outras mazelas que ficam iludindo um bando de allienados, em todo o Brasil. A campanha para presidente mostrou esse lado nojento dos "pastores" e seus alienados fiéis. Quem não lembra da barata chamada malafaia, o  bispo de Guarulhos, o pastor (?) piragini da igreja batista, do bispo (?) aldo pagotto da paraíba, do valdemiro da igreja mundial, do pastor wellington da Assembléia de DEus, e de outros tantos que não quero aqui declinar os nomes, para não sujar minha boca e a mente de vocês !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Vade retro para todos eles !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

 

Será possível ainda, nos dias atuais, imaginar ser possível a crença e a prática dela consequente, em seres irreais, imaginários? E a obediência aos dogmas e determinismos 'divinos' por eles divulgados? 

Quem, hoje em dia, larga sua família e parte em guerra para o fim de eliminar seu semelhante?

A religião, como atraso. Como manipulação das massas ignóbeis. Como forma de justificação da opressão da população. Incluindo a falta de instrução, falta de filosofia...

Religião demais, filosofia de menos... eis a solução do problema.

 

Já li coisa melhor do Jurandir. Mas este texto é superficial e respinga orientalismo de todos as linhas. No texto, fanatismo religioso é sinônimo de islã, o que o coloca completamente alinhado com os ideólogos do imperialismo e da "guerra de civilizações" do direitoso Samuel Huntington (e, notem os amiguinhos do império tupiniquins que, para Huntington e seus seguidores, a América Latina NÃO  faz parte da civilização ocidental:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Choque_de_civiliza%C3%A7%C3%B5es ) 

A religião é um mal que proporciona justificativas para todo tipo de preconceito e irracionalidade, mas, dificilmente, é a CAUSA dos problemas atuais.

Mesmo na Idade Média, a religião era o verniz que legitimava as guerras e a repressão cujo motivo último era a manutenção da riqueza e do poder das elites de então (a igreja, inclusive). Não que os crentes, NECESSARIAMENTE, fossem hipócritas. É que quem crê, no mais das vezes, tende a ver nas suas crenças a justificação para legitimar seus interesses. Em sua mente, a crença é o mecanismo assegurador, justificador das suas ações.

A religião pode ser, também, o fator motivador da resistência à opressão. Enquanto o protestantismo justificava, para os príncipes alemães, o seu direito de expropriar a igreja católica e se apropriar de suas terras e vassalos, e a ortodoxia católica justificava a luta feroz contra os príncipes "protestantes" por parte do imperador romano-germânico (e rei da Espanha) e nobreza clerical para manter seus privilégios e terras, a reforma dava aos camponeses anabatistas liderados por Thomas Müntzer, a certeza da justeza de sua luta contra o rei e os nobres católicos e os príncipes luteranos para estabelecer o "reino de deus na terra", coletivista e igualitário.

No Iraque, após a invasão estadunidense, as alianças dos invasores para melhor gerirem o país invadido estimularam a violência religiosa (que nunca chegou ao nível de guerra civil nos tempos de Saddam Hussein). Saddam massacrou os curdos por motivos pragmáticos, não religiosos (as lideranças curdas se aliaram ao Irã na guerra). Até mesmo porque, tanto Saddam quanto os curdos eram sunitas. Os xiitas não sofreram massacre (a não ser, quando da primeira guerra do golfo, os estadunidenses insuflaram uma revolta, no sul, contra Saddam, que, depois, não apoiaram - aliás, como estão fazendo no leste da Líbia, agora!). Saddam chegou a assassinar as lideranças xiitas que podiam lhe desafiar (o aiatolá pai de Muqtada al-Sadr, por exemplo), mas, no geral, jamais perseguiu os xiitas generalizadamente. Não havia, no Iraque anterior à invasão, luta religiosa. Essa foi estimulada pelo favorecimento absoluto dos EUA das lideranças xiitas, em um primeiro momento, despojando os sunitas de qualquer influência no governo (porque a base social de Saddam era sunita). Os remanescentes do partido Baath, de Saddam, começaram uma guerrilha contra as tropas invasoras e contra o governo, agora, todo xiita e curdo. O governo e algumas milícias xiitas mais extremistas retaliaram, indiscriminadamente, contra os sunitas, que revidaram. No meio disso, grupos que se identificaram como Al Qa'ida no Iraque - e que não existiam antes da invasão, à vezes formados por estrangeiros como o jordaniano Mussad al-Zarqawi - começaram a atacar os xiitas indiscriminadamente. Como se vê, a guerra etno-religiosa NÃO COMEÇA como uma questão religiosa, mas como uma questão POLÍTICA.

A mesma coisa no Afeganistão. A ONU, no país, contrariamente ao que o mal-informado Jurandir afirma no texto, NÃO  está auxiliando os afegãos. A maior parte dos parcos fundos mandados ao país são consumidos pelas ONGs ocidentais, que pagam salários milionários aos seus empregados (ocidentais, naturalmente), e pelas elites corruptas instaladas e mantidas no governo pelos exércitos invasores (porque não tenham dúvida: Karzai não se sustenta no governo um minuto sequer sem a proteção das tropas euro-estadunidenses!).

Há uma revolta generalizada, no Afeganistão, contra os invasores que faz com que uma parcela siginificativa da população, mesmo aquela que sofreu sob o Taliban, prefira os tiranos locais que os tiranos impostos pelos estrangeiros.

Quando, aliado à agruras impostas diretamente pelos invasores, se soma a humilhação e a provocação dos fundamentalistas cristãos (como no caso da queima do Corão, nos EUA), os afegãos sentem que esta é a palha que quebra a espinha do camelo, a gota d'água que entorna a sua paciência. Neste momento, a ONU é o símbolo mais visível e mais próximo dos odiados invasores ocidentais, arrogantes e infieis, prontos sempre a tripudiar sobre tudo o que o afegão preza e considera sagrado.

Ou seja, a religião entra na história como a cereja no bolo. É da política que se trata. 

 

A Semelhança da Capela do MIT e da catedral de Brasilia.

Quem conhece os dois edifícios percebe uma certa semelhança. A capela do MIT  é de 1956 e a catedral de 1960. As duas tem, no interior,  o mesmo formato: redondo.  A do MIT representa a terra. A capela do MIT como se vê, tem uma enorme clarabóia no teto e pendurado vários objetos que refletem a luz. A clarabóia no teto é uma contribuição do teólogo suíço Karl Barth, que descreve a clarabóia como simbolo da revelação. Pergunta: qual revelação os cientistas do MIT buscam?

A catedral de Brasília  no teto ver a foto da UNB http://e-groups.unb.br/fau/pos_graduacao/paranoa/edicao2000/ceu/ceu.html tem vitrais por onde entra a luz. Conforme a concepção dos construtores dos vitrais de Notre-Dame, a revelação atravessa os vitrais. Nas igrejas a luz é sempre símbolo da revelação, como fala Le Corbusier na sua Chapel Rochamp (a última foto). Compare a arquitetura das duas obras: redondas e uma com clarabóia e a outra com vitrais no teto. Além de bonitas fruto do talento e com grande simbolismo, cada entende como quiser, espiritual:

 

A revelação, através da luz, na capela de Corbusier.

    

 

 

 

 

 

 

 

 

Calma,crianças,não briguem!Caso contrário,há que se dar razão ao que está escrito no post! 

 

Segundo o Aurélio, é fanático quem "tem zelo religioso cego, excessivo, intolerante".

Porém, cá pra nós, para crer em deus é necessário algum zelo religioso cego, pois senão ele cai imediatamente. No meu entendimento, qualquer crédulo tem seu grau de fanatismo.

Já quanto à intolerância, isto é coisa dos fundamentalistas islâmicos e cristãos; os verdadeiros cavaleiros da destruição, que se reforçam nos livros sagrados destas correntes teístas.

De resto, achei o artigo fraco, sem contrução de argumentos consistentes. Mas concordo com uma coisa: democracia no mundo árabe tende à teocracia, a ditadura do misticismo.

 

ESSE BLOG ESTÁ FICANDO INSUPORTAVEL.

ESTÁ CARREGADO DE PRECONCEITOS.

PRECONCEITOS RELIGIOSOS, RACIAIS, IDEOLOGICOS, ETC

O ENGRAÇADO É QUE PARECEM SER PESSOAS CULTAS, PORÉM , CURTAS DE EDUCAÇÃO, RESPEITO À NOVAS IDÉIAS.

DEBATE NÃO É ISSO QUE TEMOS AQUI.

ISSO AQUI É MASSACRE. PARECE QUE ISSO VIROU UMA GANG.

VOU DAR UM TEMPO A ESSE BLOG - FICOU INSUPORTÁVEL.

 

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=9dsClG9fPs0

 

Ontem  eu fui  numa missa  na igreja católoca. Minha  mãe era um pouco  praticante, a missa foi para ela .

Fiquei  um pouco surpresa.O padre quase chorou pela morte do nosso Zé, e elogiou Lula.

 

Sou contra qualquer tipo de fanatismo. Fanatismo cega!

 

Conversa fiada. Este papo de fanatismo é só para justificar a violência que se faz contra aqueles pobres que tem petróleo no seu território. O fanatismo da guerra e da morte é muito mais presente e cruel.

Já perceberam que não falam em fanatismo de país que não tem petróleo?

 

Não deixa de ser interessante que, quando se fala em fanatismo religioso o nosso imaginário parece já devidamente "direcionado" para o Oriente Médio, notadamente os chamados xiitas do mundo islâmico. Manuel Castels em um de seus livros chama a atenção para o fundamentalismo religioso que se cultiva nos Estados Unidos. Foi inspirado no fundamentalismo religioso que George Bush, filho de George Bush elegeu o "eixo do mal". "Naturalmente" aparece a Líbia de Gadafi, o Afeganistão dos talebãs, o Irã xiita, o Iraque de Saddan, e de "intrusos" como a  a Venezuela de Chavez, a Coreia do Norte, quem sabe até El Salvador, Honduras, o Haiti...ou seja, o delírio dos líderes da grande potência não tem limites. Aqui no Brasil, certos pastores, especialmente os midiáticos se nutrem em maior ou menor grau desse fundamentalismo que nas últimas eleições presidenciais brasileiras confundiram as coisas, praticaram sem nenhum escrúpulo a arte da difamação contra nomes ou candidaturas que para eles eram "satânicas" (sic). Alguém comentou por aqui que a fração católica Renovação Carismática é tão fanática quanto os muçulmanos. Eu, que sou cristão, mas não necessariamente evangélico, católico, ortodoxo, maronita, sei lá mais o quê percebo que tanto carismáticos quanto neopentecostais que bebem na cultura fundamentalista norteamericana precisam um do outro para "justificarem" tanta besteira que falam e fazem. Basta lembrar a mais recente, a pérola do deputado Marcos Feliciano que não vou repetir aqui. Parece que a humanidade não aprendeu realmente a arte da tolerância, do convívio com a diferença e, apesar de ter muita esperança de que possa aprendê-la, NÃO ACREDITO que esses líderes sejam capazes de contribuir para que isso aconteça, por mais que se digam cristãos.

 

O texto repete um mar de bobagens que se publica há séculos em relação ao fanatismo religioso do mundo árabe, e quando coloca a religião no centro dos problemas mundiais deveria se lembrar que a igreja católica já fez guerra, matou e também decaptou em nome de supostas heresias cometidas por estes. Então, religião é mesmo um cancro para o ser humano, mas não se trata somente de religião, no mundo contemporâneo ela apenas é utilizada como pretexto para uso da força imperialista na sua sede irrefreável de poder  e rapinagem dos povos menos desenvolvidos.

 

Nem li o texto.Perda de tempo,se o fizesse.Não ousaria ler um texto dos civilizados e intelectualmente livres - sic,sic.

Adoram pegar no pé dos islâmicos por conta da relgião.É o discurso perfeito para o imperialismo,aliás,criado pelo imperialismo.É a ideologia dominante mostrando garras.É a ideologia acefalando multidões.

Esquecem que a religião é a identidade de alguns povos.Assim como no Brasil não se aceita que joguem casca de banana nos jogadores de futebol,ou imitem símios para ridicularizar os jogadores negros nacionais,ou ver um argentino fazer um gol contra a seleção brasileira,o muçulmanonão aceita que profanem o símbolo máximo de sua existência.

Não vou cometer a indelicadeza de justificar o radicalismo religioso(sic) de outros povos para não corroborar com os intelectualmente livres(sic),os civilizados(sic),a leva criada por Lutero,que reformou o cristianismo(sic) em algo maleável,racional,burguês.

Taí.Lutero criou a civilização.Esta mesma civilização dos impérios,das guerras,do sangue,e claro,do bacon no café da manhã.Atentemos para o seguinte:a face mais irracional do capitalismo,não afirmando com Weber,mas pensando na sua "A ética protestante e o espírito do capitalismo",surge do protestantismo.

Mas minha intenção não é desmerecer os protestantes.Mas sim desmascará-los.Tarefa difícil,que não realizarei.Falta retórica.Falta tempo.Falta conhecimento.Todavia,o crú,a essência desse mundo está aí perambulando nas mentes imperializadas,colonizadas.

Está aí.Aqui.Acolá.A justificativa das cruzadas pós-modernas.A intervenção no Ocidente.A intervenção da civilização.

 

Terei eu, que não tenho religião alguma, lido superficialmente ou o "fanatismo religioso" é tratado apenas como sinônimo de "fanatismo muçulmano"?

E o fanatismo católico, que tanto causou guerras, inquisiçõe e extermínios de povos "pagãos"? E que só não continua o estrago porque perdeu seu poder, e está, hoje, até um tanto sitiado?

E o fanatismo judaico, que, por razões eminentemente religiosas(*), implantou um país no meio de uma região geopolítica que passou a causar boa parte dos maiores problemas ao mundo contemporâneo (incluso o "terrorismo internacional")?

E outros tantos fanatismos que mantém países atrelados a sacerdotes e seus governantes?

Sim há também a "religião"do petróleo como um colega mencionou...

Repetindo, não tenho religião alguma, mas se há uma coisa que aprendi é a respeitar as crenças alheias, mesmo que as ache bizarras. E concordo que o fanatismo religioso é fonte de grandes problemas.

Mas não podemos meramente escolher uma bola da vez e proceder ao linchamento como se após isso, "tudo estaria finalmente resolvido"...

(*) Não me venham falar de História, pois se cada povo quiser restaurar sua(s) posição(ões) de milhares de anos atrás, estaremos todos fritos. Nem me digam que sou anti-semita, pois não sou e acho que o povo judeu merece ter seu país. Mas haveria até opções MELHORES, para eles e para o mundo, que sequer foram discutidas ou aventadas, graças, meramente, à ... religião.

 

Em tempo: mais relevante do que "os males causados por fanatismo religioso" é a exploração religiosa por razões outras (poder, riqueza, domínio, recursos...), que, de certo, são as verdadeiras e nefastas razões.

As religiões são, tipicamente, as desculpas que movem as paixões dos ingênuos, manobrados para outros fins.

 

Dia sim dia não más notícias para Israel.

Pensaram os sionistas que anos e anos de humilhação, roubos, assassinatos, expoliação e toda a sorte de infortúnios praticados contra os palestinos e toda a sorte de calúnias, difamações, golpes baixos, assassinatos "seletivos" praticados contra os líderes dos paises muçulmanos e não muçulmanos, ficariam em vão.

Julgou Israel que o hoje da dominação horrenda fosse perpetuado. Acharam que o dinheiro e o apoio dos EEUU e dos ricos doadores sionistas espalhados pelo mundo bastassem para calar a humanidade e tornar imutável a triste rotina sanguinária da política de Israel.

Cada dirigente fantoche muçulmano que cai será substituido por outro mais cambativo em favor das causas muçulmanas. Israel falhou clamorosamente na tentativa de destruir o Iran. Cada alcorão queimado pelos fanáticos estadunidenses, aumenta o risco de Israel.

Sem dúvida, mais importante do que o petróleo árabe ou persa, há a questão Israel. É essa a causa de toda a agitação no OM.

 

Francisco, Marroni e demais colegas,

vejo q vc gostam de "fuçar" um pouco os assuntos, então gostaria de deixar novamente alguns links para os q não conhecem, fiquem conhecendo (alguns são meio extensos, mas valem a leitura):

primeiro, pq alguns judeus sionistas, religiosos ou direitistas encontram "argumentos" para tratar outras etnias e, principalmente os palestinos, na mesma categoria de gado:
http://www.vho.org/aaargh/fran/livres6/OTalm.pdf
(este livro existe; procure na Amazon)

segundo, como funciona a "escola" de lavagem cerebral para fazer da maioria dos judeus "os escolhidos" e ao mesmo tempo, perseguidos "por todo mundo", expondo a indústria do antissemitismo, desmascarada em parte neste vídeo:
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=rCUPXWyE1HY

aqui, como se organizam para usufruir as benesses do poder e do dinheiro, sempre longe dos olhos do grande público:
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2010/06/472795.shtml

e aqui, veja como é a parte brasileira da estrutura de "policiamento" sobre temas de interesse deles na internet e em outros meios:
http://www.mobilizacaojudaica.kit.net/principal/atividade_embaixadores.html

aguardo algum comentário, pró, contra, ou muito pelo contrário... rsrs
acho q o tema favorece um maior debate, e gostaria de outros olhares, principalmente sobre o conteúdo dos links.

 

 

Meu Deus! Isso é antissemitismo da pior espécie! Os Judeus são gente igual às outras pessoas! Parem com essas teorias conspiratórias delirantes! Parem de disseminar essas teorias absurdas! Sejam contra a política externa do Estado de Israel, se acharem assim, mas não generalizem estas ideias para o povo judeu. O povo judeu é um povo igual a qualquer outro, que viveu coisas terriveis, perseguições terriveis, com setores progressistas (inclusive desfavoraveis à política externa israelense), e com setores de direita tenebrosos. Nao existe essa 'lavagem' cerebral, não existe conspiração para que judeu nenhum domine o mundo, há judeus ricos e pobres, poderosos e submissos, banqueiros e faxineiros, como em QUALQUER outro povo do mundo. 

 

Este tipo de teoria conspiratória, generalista, antissemita, é equivalente às teorias de que turcos são todos violentos, de que negros são menos inteligentes que brancos, que os italianos do sul são ladrões, que os baianos são preguiçosos, que muçulmanos são terroristas, que homossexuais são promíscuos... SOMOS TODOS SERES HUMANOS!!!! AS PESSOAS DO MUNDO SAO TODAS IGUAIS!!! PAREM COM ISSO, PELO AMOR DE DEUS!!!

 

Sinceramente, como descendente de Judeus (e sem nenhuma religião), me dá vontade de chorar quando vejo que esse tipo de delírio antissemita ainda existe, assim como o preconceito racial ainda existe, etc... 

 

 

Leandro,

não exagere no argumento!

não há comentários contra bons judeus, e se a carapuça não lhe serve, não precisa vesti-la.... ninguém está falando TODOS JUDEUS SÃO ISSO OU AQUILO, longe de mim pensar ou falar algo do tipo. Generalizar é perigoso em qquer caso.

como citei ao Francisco, eu reajo com a mesma intensidade com q tentam me manobrar ou sufocar minha opinião.

veja q, qdo indiquei os links ao Francisco (acompanhe os links vc tbém), fui bem claro q foi para denunciar como alguns judeus ligados ao sionismo, preconceito religioso ou posições políticas extremadas usam de artimanhas, geralmente religião como pano de fundo, para subjugar e tirar vantagens de outras etnias.

se os palestinos é q estivessem fazendo esse papel, ou os esquimós, ou até mesmo minha etnia, eu estaria expondo-os igualmente.

um tempo atrás, dei uma dura nos árabes q enviam ajuda financeira para serem mais seletivos, cuidadosos ao enviar dinheiro para ajuda humanitária nos seus países de origem, pois esse dinheiro poderia estar sendo desviado para formação de radicais ao invés de salvar vidas.

Leandro, vc já leu o talmud (como minúsculas mesmo)?
(tem um link no meu comentário ao Francisco)
montes e montes de judeus preconceituosos usam os "ensinamentos"(?) lá propagados para justificar a exploração sobre outras etnias (e, em menor escala, contra os próprios judeus).

veja tbém o link do youtube sobre a indústria do antissemitismo feito por um judeu e as denúncias contra isso tbém lá contidas.

de resto, se vc é um cidadão do mundo como eu, não alguém só navega na sua etnia, bem vindo!

um abraço fraternal, bro (brother)!

 

Leandro,

ou vc é ingênuo ou é mal intencionado.
como vamos debater algo se vc não dá retorno aos tópicos levantados?

vou perguntar de novo:

a) já leu o talmud? o q vc acha? (pode ser no link q passei ao Francisco)

b) vc assistiu o vídeo no youtube? o q vc acha?

eu gostaria de comentar o conteudo e confrontar alguns dados q vc mesmo mencionou e fazer um paralelo com os dois (talmud e vídeo)...

depois voltamos a trocar figurinhas se esses conceitos pré-moldados - q vc está divulgando como se estivéssemos praticando e divulgando no site do Nassif - tem fundamento ou não; por enquanto vc manifestou SUA opinião.

ah, já estava esquecendo...
"Em primeiro lugar esse site é bastante amador, por assim dizer."
então, por favor, através do seu conhecimento, como não ser amador?
primeiro, defina "amador";
segundo, como seria algo não amador? ex.?

o daniel dantas é judeu? não vi ninguém do pedaço falando mal dele... ou ele é um exemplo a ser seguido? qual SUA opinião?
o madoff tbém é gente boa, não? tbém não vi ninguém do pedaço falar mal dele... (a não ser os q entraram na conversa dele e perderam o dinheirinho, melhor, dinheirão) Qual SUA opinião?

finalizando, seu estilo realmente denota q vc estava quase chorando...

obrigado e aguardo suas opiniões para podermos debater de coração e mentes abertos (e vou até citar judeus q admiro); tenho certeza q vc tem muito a aprender comigo e eu com vc, principalmente para deixarmos de ser amadores e tornarmos o mundo um lugar melhor e mais justo para TODOS.

 

Leandro,

obrigado por responder, mas vc vai ver como a parte tbém pode representar o todo, e por isso o filme, dentro de um parâmetro adequado, é importante, sim!

apareceram mais umas atividades inesperadas, e uma resposta qualificada pra vc, ou a qquer outro comentarista "educado", consome um tempo q não tenho agora.

estou escrevendo um pouco acima para a coluna não ficar mto estreita.

talvez no final da tarde ou à noite eu tenha um pouco mais de tempo.

eu só gostaria q vc postasse antes quais as partes do talmud com as quais vc não concorda (como te falei, uns 5 "ensinamentos" com os quais vc não concorda" - e tbém acho um pouco exagerada a versão do link, mas como te falei, não é isso q importa, mas quais os "ensinamentos" do talmud q vc julga mais errados ou preconceituosos).

obrigado novamente.

p.s.: pra q vc dá tantos espaços em branco? o texto fica mais comprido ainda...

 

leu trecho do talmud, tá...

independentemente se a versão é a original ou "tutelada" (o q pra mim não faz diferença nenhuma, já q não preciso "tutela" para interpretar o mundo), quais as atitudes vc discorda e por que?
liste pelo menos umas 5 (depois comento pq).

viu o filme? tá...

1) o q vc achou do escritório dessa organização em NY e depois no jornal em Israel e das respectivas rotinas (olhando as pessoas trabalharem, estavam muito atarefadas?)

2) o q vc achou da entrevista com a avó do cara q estava filmando?

3) o q vc achou da viagem dos estudantes? e o trecho em q o cara orienta o segurança para ficar de olho numa menina? pq fez isso?

4) o que achou da entrevista do prof. Finkelstein?

5) o q achou do conteudo da palestra de um cara meio gordinho?

6) o q achou das "confidências" de um casal de idade já no finalzinho do filme (acho q seguidamente à palestra do "gordinho")?

repetindo outro trecho deixado sem resposta...
então, por favor, através do seu conhecimento, como não ser amador?
primeiro, defina "amador";
segundo, como seria algo não amador? ex.?

o daniel dantas é judeu? não vi ninguém do pedaço falando mal dele... ou ele é um exemplo a ser seguido? qual SUA opinião?
o madoff tbém é gente boa, não? tbém não vi ninguém do pedaço falar mal dele... (a não ser os q entraram na conversa dele e perderam o dinheirinho, melhor, dinheirão) Qual SUA opinião?

 

 

Me desculpe policzbus (o que o for, já que nem nome você tem), mas se você não é capaz de ter senso crítico para julgar se a entrevista com uma velhinha em um filme é representativa de algum fenômeno sociológico ou não, ou se te incomoda que exista uma organização judaica que busca combater o sionismo que tem pouco a fazer (ainda bem), ou se a entrevista com um par de adolescentes escolhidos por um autor de um filme querendo justificar seu ponto de vista (quer apostar que outros adolescentes não são tão obtusos?) convence de você de alguma coisa, não tem jeito mesmo de você entender o que é o racismo e o antissionismo. Você acha que sua opinião sobre o Talmud pode mesmo ser baseada naquela seleção racista de frases? Você acha que os judeus se baseiam naquelas frases para ditar seu comportamento? Voce conhece algum judeu? Você conhece algum sinal de vingança dos Judeus contra os alemães? Aliás, aquele filme estúpido coloca aqueles adolescentes estúpidos dizendo que "não podem esquecer, nem perdoar". Você acha que os judeus não perdoaram os alemães? Você conhece preconceito anti-alemão judeu (suponho que não, porque não existe). Voce sabia que os EUA reconstruiram a Alemanha depois da guerra? Onde estavam os judeus manipuladores nessa hora? Ou eles perdoaram tudo? O que Daniel Dantas tem a ver com qualquer coisa dita aqui? Ele é judeu? Sinceramente não sei, e se for? O que isso tem a ver? Ah, vai a m., sinceramente, muito baixo nivel pro meu gosto.

Terceiro, sua argumentação se baseia na suposição cínica (tá...) de que eu não li partes do Talmud ou não vi o filme? Faça-me o favor, apresente-se com nome e sobrenome, e estude um pouco, e quanto ao filme, aprenda um pouco também como é facil no jornalismo e na industria cinematográfica fazer um decumentario tendecioso sobre qualquer coisa, quanto mais juntando um conjunto de depoimentos factuais, escolhidos a dedo, para justificar um argumento totalmente vazio.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1 - Você já leu o Talmud?

R: Algumas partes. O que eu acho: primeiro eu acho que é uma idiotice como todo livro religioso, se tomado ao pé da letra. Se tomado como base para um conhecimento histórico e sociológico pode ser interessante. Segundo, que essa coletânea de frases do Talmud do "livro" que você mandou é espantosamente e abertamente antissemita. É o mesmo que coletar um conjunto de frases belicosas (e há) do Alcorão para justificar a natureza terrorista dos muçulmanos (aliás, prática bastante comum). Fazer isso (essa seleção viciada de frases) é uma atitude abertamente preconceituosa do autor. Por favor, leia você outras parte do Talmud para ter uma ideia melhor. E leia entendendo que os leitores habituais de tal texto não são fantoches do fanatismo, mas são capazes de interpretar e criticar o que estão lendo, assim como você. Se o ser humano não fosse capaz disso, todo religioso seria fanático, e não é assim nem com os Judeus nem com nenhum outro grupo.

 

2 - Vi partes do filme. Esse filme não me diz nada, sinceramente. Em uma parte ele pretende mostrar que o antissemitismo não é grave hoje em dia. Concordo plenamente, e concordo que, principalmente nos EUA, não vai ser possivel encontrar manifestações antissemitas claras para fazer um documentário interessante. Felizmente a condição do povo Judeu no mundo é muito melhor hoje que antes da segunda guerra mundial. Isso não é motivo para condenar as organizações judaicas que procuram obsessivamente detectar sinais de antissemitismo em qualquer lugar. Os judeus viveram uma experiência de marginalização lenta e progressiva, que culminou no holocausto nazista (e soviético). Esta experiência mostrou, não só para os judeus, mas para toda a sociedade, que os preconceitos étnicos, raciais, sociais, etc., têm que ser combatidos em sua origem, por mais brandos que sejam, porque sua progressão para a barbaridade pode ser lenta, gradual, mas pode levar a desgraças de tamanho incomensurável. E é por esta razão que o Holocausto é permamentemente lembrado: não por que os judeus querem se fazer de vítimas, mas por que é o exemplo por excelência de que o preconceito não leva apenas à marginalização lenta mas reversível de um povo, ou a casos isolados de maus tratos, mas pode levar ao massacre. É por isso que o Holocausto deve ser lembrado, é por isso que a escravidão deve ser lembrada, não para fazer os negros de vítimas. É por isso que o estudo das condições dos povos ANTES desses eventos terríveis deve ser feito, e a vigilância permanente das manifestações dos preconceitos deve existir. E repito: as teorias conspiratórias sobre o poder judeu são o preconceito prevalecente contra esse grupo.

 

Ó nóis de novo aqui...

O sionismo, essa palavra que vcs adoram e falam de boca cheia, é coisa de fanático... Coisa de maluco ortodoxo... Obviamente que entrou na discussão do post, pois é um mal... Estão criando um estado muito igual a África do Sul em Israel... Aliás, recomendo ler um artigo do Haaretz onde o colunista, Professor Daniel Blatman da Universidade Hebraica de Jerusalém, demonstra como esse processo vem ocorrendo em Israel... Mais uma vez, lá a extrema direita usa os mesmos artifícios que garantiram a permanência do Bush na presidência dos EUA, o medo. Recomendo a vocês (e eu também), que defendem a justa criação do Estado Palestino e o fim das atrocidades cometidas por Israel, que "folheiem" o Haaretz para ter uma noção do que se passa... Só passar pelo site, ver que não é um país de idiotas... Ainda! Sendo judeus ou não... Afinal, quem reelegeu o Bush não foram só os rednecks de Dixie... Teve muita gente de Quipá também... 

http://www.haaretz.com/print-edition/opinion/heading-toward-an-israeli-apartheid-state-1.353942

Mudando um pouquinho de assunto:

Nosso amigo Francisco transcende isso: ele não consegue esconder sua raiva contra a raça, pq provavelmente foi doutrinado para tal, não pq refere-se ao judaísmo ou Israel, mas sim pq seria (e é, em partes) fruto do império, os EEUU, como gostam de escrever para não usar a sigla do Império que seria a mais correta, EUA. Desconhece a origem de Israel, a relação dos palestinos com os árabes (sim, não são a mesma coisa), e pior, não faz questão de conhecer, repetindo o mantra esquerdóide (adoro essa palavra) que vemos diariamente pelos blogs progressistas da vida... Confunde a liberdade dos palestinos com a derrocada de um satélite do império da coca cola e do mcdonalds... Assista o vídeo que o politicz enviou, leia mais sobre o assunto, principalmente sobre o que Egito, Irã e Síria fizeram para melhorar a vida do povo palestino, e aí quem sabe uma conversa com a ausência do antissemitismo poderá ocorrer... Não vai sair de vc, mas dá pra esconder melhor...

 

 

ANTIFA!

fala diogo, bão?

ow, gostei de vc hj... colocou a "caneta" (teclado, sei!) pra escrever, hein?
(tá indo bem... assim vai virar cronista... rsrs)

como diz o PHA, o Sol é um ótimo desinfetante; vem daí q se ambos os lados esmiuçarem os pontos a serem debatidos, abrirem as cxs. pretas, conversa-se sobre FATOS, não suposições e preconceitos.

valeu pela intervenção e sinta-se à vontade para inquirir sobre qquer pauta (pelo menos comigo).
estamos construindo conhecimento juntos (falando nisso, assisti "Lebanon", drama centrado na tripulação num tanque israelense, mas ainda não tenho uma impressão final... vou ver de novo qdo der tempo).

¡hasta la vista!

 

"se os palestinos é q estivessem fazendo esse papel, ou os esquimós, ou até mesmo minha etnia, eu estaria expondo-os igualmente"

 

Eu não acho que as pessoas sejam antissemitas. Eu acho que as pessoas não percebem que estão sendo antissemitas, porque as afirmações antissemitas tem se confundido com as críticas ao Estado de Israel. E ilustro isso com sua frase acima, no sentido contrário: "se os palestinos...", os "esquimós..."  O que eu quero dizer é que não existem "OS PALESTINOS", não existem "OS ESQUIMÓS". Se um palestino está fazendo alguma coisa errada, que seja criticado como INDIVÍDUO. Não critique todos os palestinos por causa disso. Assim como não critique ou culpe os muçulmanos pelo terrorismo. Assim como é errado e, sim, antissemita, sugerir que "alguns judeus" "se organizam para usufruir as benesses do poder e do dinheiro, sempre longe dos olhos do grande público". Com certeza há judeus entre os corruptos do mundo, há judeus entre os ricos do mundo, há judeus entre os ladrões do mundo, mas não mais que do que católicos ou protestantes, isso com certeza. A diferença é que esse tipo de preconceito É o preconceito prevalecente contra os Judeus. Portanto é o tipo de afirmação que deve ser combatida como afirmação antissemita. Se alguem diz aqui que os judeus são preguiçosos, ou burros, ou promíscuos, isso vai entrar um por ouvido e sair pelo outro, porque esse não é o preconceito prevalecente contra os judeus. O preconceito é que eles são mesquinhos, conspiratórios e manipuladores. E os links que você mandou são todos nessa linha.

 

 

 

 

 

 

 

 

Leandro,

Há um flagrante engano no seu comentário. Estas manifestações de antissemitismo, que voce enumera, não foram citadas e nem defendidas por mim.

Leia novamente (se é que leu) http://www.mobilizacaojudaica.kit.net/principal/atividade_embaixadores.html e verá que os comentários feitos se referem ao modus operandi de um site sionista destinado a vigiar, catalogar, rastrear e denunciar brasileiros que não sejam simpáticos à causa de Israel. 

Além do mais, Leandro, abomino esta sua estratégia de taxar pessoas que pensam diferente da cartilha sionista, de antissemita. Desafio voce a mostrar onde foi dito que judeus não são um povo igual aos outros. Reputo isso a falta de argumentos para defender a insânia da ocupação da Palestina por Israel. E também a intenção incompatibilizar este comentarista com os demais colegas do colegas do blog.

Querer confundir antisionista com antissemita é uma tremenda canalhice.

 

 

Em primeiro lugar esse site é bastante amador, por assim dizer. Em segundo lugar, qual é o problema de que existam organizações judaicas que procurem conhecer e registrar o status do antissemitismo no mundo? Não existem organizações pela defesa dos direitos dos homossexuais? Não existem organizações pela defesa dos direitos raciais? Aqui não é nem sequer uma questão de direitos, mas uma questão de vigilância quanto a um tipo de preconceito que causou, para esse povo, um dos maiores desastres humanos da historia, com descendentes ainda vivos, portanto muito recente. Os preconeitos são característicos. Negros não são acusados de conspiratórios, baianos não não são acusados de usureiros, turcos não são acusados de burros, homossexuais não são acusados de serem violentos. O preconceito antissemita é e sempre foi esse: de que Judeus estão por tras das maiores esferas de poder controlando o poder e o dinheiro de forma sutil e maliciosa. Isso não existe! É claro que existem Judeus poderosos e influentes. Não existem católicos poderosos e influentes, por acaso? Não existem protestantes poderosos e influentes? Não existem muçulmanos poderosos e influentes?

 

Diga-se de passagem: eu sou contra a política externa de Israel em relação à Palestina. E muitos israelenses tambem são contra.

 

E sim, ser anti-sionista é ser antissemita, porque dizer-se anti-sionista é generalizar para todo o judaismo israelense as discordâncias quanto à política externa de Estado. O sionismo não foi um movimento imperialista, o sionismo foi um movimento populacional que levou centenas de milhares de pessoas de um povo, a grande maioria pobre e perseguida em seus países de origem, a buscar um lugar no mundo onde pudessem viver sem medo de serem expulsos e onde tivessem suas liberdades civis respeitadas. Evidentemente teria sido melhor se este movimento tivesse levado os Judeus a algum lugar deserto no mundo, mas o único lugar no mundo no qual estes tinham uma identificação geográfica era a palestina. Dizer-se anti-sionista é pregar o que? A dissolução do estado de Israel, a diáspora? Seja contra a política externa de Israel: eu sou contra. Mas não misture o povo judeu com isso. Assim como seja contra as ditaduras teocráticas islâmicas, mas não misture o povo muçulmano com isso. As pessoas são apenas gente querendo viver suas vidas normalmente, cheias de ansiedades e medos, como em qualquer outro lugar do mundo.

 

Ps. Eu vou defender com a mesma veêmencia se começarem a acusar os muçulmanos de terroristas. É o preconceito em voga agora, apesar de que há 1,5 bilhão de muçulmanos no mundo e uns, talvez, mil terroristas. Essas coisas tem que parar, as pessoas tem que ser julgadas por seus atos individuais. As políticas de Estado tem que ser combatidas de forma incisiviva e precisa, não com generalizações: assim como as ditaduras teocráticas islâmicas não tem que ser combatidas bombardeando-se os países, a política externa israelense não tem que ser combatida com antissemitismo, até porque Israel tem setores de oposição, tem setores moderados, que inclusive já estiveram no poder. Assim como o preconceito e a opressão exacerbam o apoio populacional árabe aos estados teocráticos e ao terrorismo, o preconceito antissemita exacerba o apoio populacional judeu às políticas de Estado opressoras de Israel. Bom, esse círculo vicioso todos já conhecemos.

 

 

 

 

 

 

Leandro,

Mesmo com suas ponderações, mantenho o que escrevi. Sugiro que voce seja mais cuidadoso, de modo a não jogar pessoas que lutam pelos direitos dos palestinos na vala comum de preconceituosos.

 

 

Para se defender os direitos dos seres humanos daquela região temos que começar a perceber que existem pessoas razoáveis em todos os lados. Por exemplo, é facil encontrar no jornal mais importante de Israel opinioes como esta:

http://www.haaretz.com/print-edition/opinion/we-must-stop-the-nationalis...

Pessoas como este comentarista não vão se declarar "anti-sionistas", mas são flagrantemente contra as atuais políticas do Estado Israelense. Assim mesmo, é uma trajédia para o povo palestino que as facções terroristas tenham seus braços no poder político. Em Israel, que é uma democracia, devem ser apoiados os partidos humanistas e pacifistas. Nos países islâmicos deve-se lutar pela derrocada das ditaduras teocráticas. O radicalismo de ambos os lados é trágico, e é ele que deve ser combatido, sem generalizações às populações que ali vivem. As populações, como em todos os outros lugares do mundo e em toda a história, vão ser mais radicais quanto mais medo tiverem.

 

Colega,

Lí apenas o último ítem, por ora.

Já sabia que os sionistas fazem esta "varrição" na internet buscando identificar e "fichar" brasileiros  contrários às políticas de Israel. Não custa lembrar que foi denunciado no ano passado que o MOSSAD contratou 100 sionistas para para atuarem nos foruns e blogs, isto no mundo todo. Estes contratados do MOSSAD não se confundem com os muitos voluntários sionistas que atuam desvinculados da organização terrorista.

É bom que os colegas que aqui defendem os direitos dos palestinos saibam que existe um dossiê sobre eles arquivado nos porões da organização terrorista  MOSSAD e que inúmeras  organizações que operam sob nomes inocentes, na verdade fazem o trabalho elementar de coleta de informações para os terroristas.

 

Que mentira absurda.

Ocidentais malditos e ignorantes.

O ocidente promove a guerra, pratica tortura, limpeza étnica e comete genocídio contra povos muçulmanos... e de quem é a culpa? Do fanatismo religioso?

Se há um "mal do mundo" é o ocidente ladrão e assassino.

 

Besteira. O fanatismo religioso, quando muito, é instrumentalizado pelas partes em luta pelo poder, ou por mais poder. É este exatamente o caso do "fanatismo islâmico", instrumentalizado para justificar o óbvio, o extremado imperialismo americano no O. Médio.

 

O Afeganistão, quem são as lideranças políticas , apoiadas por quais setores da sociedade afegã , esta pode só ser dividida religiosamente ou tambem em camadas sociais enivel de instrução , existem grupos políticos com planos nacionais de desenvolvimento para o Afeganistão ? Então como imaginar esta sociedade organizada nos moldes convencionais europeus ou ocidentais ?

Presença militar ostensiva estrangeira não é o melhor metodo para se levar democracia aonde quer que seja. É fácil imaginar o custo para o país invasor do sentimento que esta presença desperta na população local , o Obama dentro da sua visão vai aos pouquinhos tentando sair desta roubada , imagina sair na rua e dar de cara com o gringo seja da onde for armado até os dentes enquadrando todo mundo. Em um aregião com valores religiosos fortes esta agressão pode levar tempo para ser esquecida e se não gerar problemas , lucros com certeza não gerará , confusão aos montes e nemhuma perspectiva de solução por esta via.

Esta situação se repete com diferenciais na maior parte daqueles países , a África tambem ficou picotada , a Árabia Saudita sem a presença da monarquia vai se tornar incomoda no atual tamanho , deixa claro que a solução terá que ser interna e da forma que a ONU dividiu aquilo o grupo mais forte em varios casos usará da força para se impor até que o nivel de educação , informação e renda aumentem. Ao menos assim tem sido o processo de autonomia das sociedades e queda das ditaduras.

 

FeLiPe Vargas Zillig

Os países considerados mais justos e éticos no mundo , são a Suécia e a Dinamarca. Ambos possuem uma altíssima taxa de ateísmo , o que permite supor que o humanismo dispensa dogmas religiosos para sua prática. A recíproca é verdadeira , os países mais violentos , injustos e belicosos do mundo são os mais religiosos , o que  tambem  permite supôr que , ao deixar tudo nas mãos de Deus , esquecemos de fazer nossa parte.

 

A opinião deste sujeito, Jurandir Soares, está completamente errada.

Sou ateu. Concordo com Bertrand Russell: as religiões são más, em todos os sentidos. Mas não é verdade que o fanatismo religioso seja "a causa" dos problemas.

Vejamos de perto as opiniões do senhor Jurandir.

(1) "O fanatismo religioso segue sendo o principal responsável pelas atrocidades cometidas no mundo. Já foi assim com o 11 de setembro nos EUA e foi da mesma forma nesta sexta-feira no Afeganistão."

Essa afirmação é completamente falsa. As maiores atrocidades cometidas no mundo, desde 1914, não são responsabilidade dos fanáticos religiosos, e sim da natureza do sistema socio-econômico em que vivemos. A decadência do capitalismo, com suas crises cíclicas e guerras mundiais ou localizadas, é a causa última e primeira de todos os problemas.

A religião e o discurso religioso são meros disfarces para a política, que responde sempre aos interesses dos grupos econômicos que dominam as grandes nações.

Exemplo: Bush afirmou certa vez que Deus ordenou a ele que invadisse o Iraque. Houve toda aquela campanha contra o "Eixo do Mal" (Irã-Iraque), um enorme esforço de propaganda para convencer os cidadãos norte-americandos de que a invasão tinha motivos humanitários e democráticos: a missão civilizatória do Ocidente! Era tudo mentira. Tratava-se como sempre dos interesses da indústria do petróleo e da indústria bélica dos EUA. Mover a máquina de guerra norte-americana significa aquecer a economia do país, movimentar capitais. 

O próprio atentado do 11 de setembro foi fabricado pelos EUA. A história de todas as guerras revela uma fase prévia de conspirações e intrigas internacionais. Hitler incendiou o Parlamento alemão, e pôs a culpa nos comunistas (um auto-atentado), antes de deflagrar sua ofensiva no interior da Alemanha. Há inúmeros outros exemplos.

Culpar as religiões pela invasão do Iraque e do Afeganistão é livrar a barra do verdadeiro culpado: o imperialismo.

Glossário: denomina-se "imperialismo" a política internacional dos grandes conglomerados financeiros (capitais bancários + capitais industriais) que controlam a economia mundial, através dos governos dos principais estados nacionais.

(2) "Os árabes nunca conheceram democracia. A composição de seus países, de um modo geral, é feita por tribos ou facções religiosas, que costumam brigar entre si. Para manter a ordem, só um regime de força. Quando tentam impor democracia vira bagunça. Basta ver Iraque."

Aqui o senhor Jurandir está defendendo a intervenção imperialista disfarçada de missão civilizatória democratizante.

O fato de haver constantes conflitos entre xiitas e sunitas no Iraque deve-se não às dissensões tribais ou religiosas. Mas aos atentados que são provomidos contra civis pelas forças de seguramça. São os agentes do serviço secreto britânico que promovem atentados com carros-bomba nos mercados, vitimando civis e insuflando o ódio étnico e religioso. No momento da invasão, xiitas e sunitas uniram-se sob a bandeira: somos todos iraquianos, coisa que nunca acontecera. Para vencer, o imperialismo recordou-se da máxima: "Dividir para governar".

Não haverá nunca estabilidade no Iraque, pois o país foi invadido, saqueado, estuprado, torturado e humilhado pelas forças militares do imperialismo. Não há democracia no Iraque,  senhor Jurandir.

O mesmo vale para o Afeganistão. O fato de não haver estabilidade nesses países não tem nada a ver com a experiência anterior dos árabes com a democracia, e sim com a miséria e o terror decorrentes da guerra de pilhagem promovida pelos EUA e países europeus, sob o manto ridículo da ONU.

A morte dos agentes invasores da ONU no Afeganistão (que eu comemoro aqui de minha casa), na última sexta-feira, foi de fato motivada pelas provocações da ultra-direita dos EUA, cuja política é disfarçada de discurso religioso evangélico. Contra-revolução e religião estão sempre de mãos dadas. Mas buscar a origem dos fenômenos na própria religião é uma estupidez completa. Este é também o erro de acadêmicos que nada entendem de política, como Richard Dawkins.

Dawkins está coberto de razão quando defende a ciência contra a religião. Evolução contra criacionismo. Mas quando mete-se a tratar de política só diz bobagens.

Espero que um dia os trabalhadores haitianos, que estão sendo escravizados nas zonas francas da indústria têxtil (eles comem biscoitos de barro, são semi-escravos), e dominados militarmente pelos invasores estrangeiros, matem todos os militares e agentes da ONU, seguindo o  exemplo dos pobres afegãos.

O Brasil, nação herdeira da escravidão, morrerá para sempre de vergonha, nas páginas da História Universal, por ter enviado seus militares imbecis para escravizar seus irmãos haitianos.

 

Adorei seu texto.É bom saber que tem gente no mundo que pensa como eu.COntinueos nesse caminho:a vitória parece se aproximar.

 

Obrigado. Eu devia ter revisado direito. O advérbio atrai o pronome reflexivo. Odeio quando cometo esse tipo de erro. Mas o recado está aí. As revoluções árabes estão mudando os ventos a favor dos povos explorados e oprimidos de todo o mundo. Chegará o nosso dia.

 
 

"Ganhe as profundezas, a ironia não desce até lá" Rilke. "A ironia é o pudor da humanidade" Renard. "A ironia é a mais alta forma de sinceridade" Vila-Matas.

Fanatismo de uma maneira geral não uma coisa boa, mas quando se mistura a religião costuma formar um caldo explosivo.

 

Srªs Senadoras e Srs. Senadores, a Transparência Internacional divulgou, nesta terça-feira, a classificação anual dos países mais corruptos do mundo, e a situação do Brasil, sob o império do “lulismo”, só piorou. Demóstenes Torres 08/10/2003

Não há como discutir essa questão poupando os Estados Unidos, como faz o artigo acima. São eles, os americanos, para auferir vantagens, os fomenadores de toda barbárie.

 

Falando em religião, religiosos, hipocrisia e sinceridade...

 

Bela gravata a dele, não? Será que é Christian Dior?

 

Este é um blog notadamente antipaulista! Paulistas, não se submetam docilmente a humilhações e manifestações de preconceito!! A internet é enorme.

Bonita a gravata do Sobel, né...

 

Será que é de cânhamo?

 

Ele pegou dum palestino semi morto num campo de refugiados na cisjordânia perto dum assentamento de judeus ortodoxos que tem pacto com o demo...

 

ANTIFA!