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Violência na escola e suas consequências

Na última década a violência nas escolas tem preocupado o poder público e toda sociedade, principalmente, pela forma como esta tem se configurado. O conflito e violência sempre existiram e sempre existirão, principalmente, na escola, que é um ambiente social em que os jovens estão experimentando, isto é, estão aprendendo a conviver com as diferenças, a viver em sociedade.

O grande problema é que a violência tem se tornado em proporções inaceitáveis. Os menos jovens, como eu, estão assustados. Os professores estão angustiados, com medo, nunca se sabe o que pode acontecer no cotidiano escolar; os pais, preocupados. Não é raro os jornais noticiarem situações de violência nas escolas, as mais perversas.

Não quero dizer com isso que antes não existia violência. Existia sim, e muita. “Desde que o mundo é mundo, há violência entre os jovens”. Todos os diferentes, para o bem ou para o mal, são vítimas em potencial na escola, há muito tempo. Brigas, agressões físicas, enfim, sempre existiram.

O que não existia antes e, que hoje tornou comum é que os jovens depredam a escola, quebram os ventiladores, portas, vidros, enfim, tudo que é possível destruir, eles destroem. Antes, não se riscava, não murchava ou cortava o pneu do carro do professor. Agredir fisicamente ou fazer ameaças ao mestre, nem pensar. Não se levava revolver e faca e não se consumia drogas e álcool no interior das escolas. No meu tempo, por exemplo, nunca se ouviu falar que um colega tinha assassinado um amiguinho na sala de aula ou que alguém tinha jogado álcool no colega e ateado fogo. Enfim, são muitos os relatos de violência extrema no interior das escolas.

Muitas de nossas crianças e adolescente passam por violências, e ficam calados – algumas delas não têm coragem de revelar, outras, por medo da retaliação do agressor. Essa violência entre colegas não é a única. A violência entre professores e alunos também tem crescido. Assustadoramente, a violência de alunos contra professores é a regra agora, e não mais o oposto. A violência não contra um ou outro, mas contra a escola mesmo, em todos os sentidos e modos, também tem aumentado.

O que tem intrigado a todos é que esse aumento da violência veio junto com a ampliação dos direitos dos cidadãos e com o Estatuto da Criança e Adolescente. Essa é uma questão que não devemos desprezar. No meu ponto de vista, o Estatuto prioriza os direitos em detrimento dos deveres.

Após a promulgação do Estatuto as ações contra a violência nas escolas tem se realizado a partir da mediação, conselhos, etc. O que, também, é muito bom. A mediação de conflitos é importante, necessária, e muitos problemas são resolvidos, mas, muitas vezes, não basta. Junto com a mediação, infelizmente, tem que haver a punição. Vou citar um exemplo que não é do ambiente escolar, mas por analogia podemos refletir sobre essa questão. Por exemplo, o problema de dirigir um veículo embriagado. A conscientização é importante? Sim. Resolve? Não. É necessário fiscalização, multa, prisão, etc.

Não estamos conseguindo resolver o problema da violência nas escolas e, isto é grave. Por quê? Falta, para isso, entendimento, lucidez. Ou seja, falta pensamento crítico, entender o “porque” agir e “como” se deve agir. Com tais perguntas é que os problemas podem ser amenizados. Para resolver, de fato, é preciso sair da mera indignação moral baseada em emoções passageiras, que tantos acham magnífico expor. Aqueles que expõem suas emoções se mostram como pessoas sensíveis, bondosas, creem-se como antecipadamente capacitados porque emotivos. Porém, não basta. As emoções em relação à violência na escola passam e tudo continua como antes. Para isso, não podemos ver o problema da violência sob um só viés. É preciso dialética, racionalidade, determinação e, sobretudo, a união de todos.

Podemos classificar inúmeras questões que levam a violência para o ambiente escolar. Por exemplo, os mais gerais: diferenças sociais, culturais, psicológicas, etc. e tantas outras como: experiências de frustrações, diferenças de personalidades, competição, etc. Também, podemos enumerar vários tipos, áreas, níveis de violência. Cada área do saber tem o seu método próprio de análise, a Filosofia, Sociologia, Psicologia e o Direito. Hoje, sabemos que a tendência da desfragmentação do saber é o melhor caminho a trilhar. Amultidisciplinaridade e a interdisciplinaridade é a proposta em voga de superação da fragmentação do saber. Somente através do dialogo aliado a práxis efetiva é que poderemos amenizar o grau de violência no interior das escolas.

 Esse círculo de violência deve ter um olhar mais universal, principalmente, por aqueles que pensam sobre a educação. É necessário ver que a violência contra a instituição escolar, contra colegas e professores e, de certo modo, a violência dos adultos contra as crianças, também, contém elementos de caracterização bem comuns. A não aceitação das diferenças em toda a sua amplitude – se é diferente, é hostilizado, desprezado, humilhado. E quando a vítima reage é violentada.

A não aceitação das diferenças, também, perpassa pela escola como instituição, com seus próprios professores, funcionários e com os próprios alunos. Essa uniformização, isto é, uniformizar o diferente, é feita com violência – em todos os casos. E esse comportamento institucional, gera violência.

Não são raros os casos em que o professor que faz a aula diferente, ainda que seja boa, é admoestado pelo diretor. O diretor que pensa diferente é castrado pelos supervisores ou pelo dirigente regional de ensino e, assim, sucessivamente. O aluno que é diferente, que pergunta demais é admoestado pelo professor e, aquele que pergunta na hora que a aula está acabando é vaiado pelos colegas. Essas são pequenas violências que alimentam as grandes violências. Não reconhecer nesse processo é o nosso grande problema. Atualmente, vivemos um problema ético de não reconhecimento da nossa incompetência, o problema sempre são os outros, eu não.

A escola é o primeiro ambiente social que a criança experimenta, antes disso, ou seja, na socialização primária se restringe a família, igrejas, vizinhos, enfim, um circuito bastante restrito. É na escola, aonde ele vai, realmente, experimentar um ambiente social – lá ele vai aprender a conviver com as diferenças e constituir um ser para si. Esse ser é para a sociedade.

Por isso, a urgência que se tornou essencial hoje – e que muitos não percebem, é tratar a violência na escola como um trabalho de lucidez quanto ao que estamos fazendo com nosso presente, mas, sobretudo, com o que nele se planta e define o rumo futuro. Para isso, é preciso renovar nossa capacidade de diálogo e propor um novo projeto de sociedade no qual o bem de todos esteja realmente em vista. 

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10 comentários

Comentários

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Kheila

Amei !

O texto foi muito bom pra mim porque eu tenho que fazer uma pesquisa da escola sobre a violência escolar, e agora já sei um pouco mais sobre o assunto. Valeu !

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Emerson gamer

gostei mt cara

Cara gostei mt, me ajudou bastante, estou estudando sobre esse assunto para fazer uma redação mt bem cara parabéns. Se vc jogar lol e quizer joga comig add ai "trituradordenub"

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esthefane

violencia nas escolas

kra esse texto me ajudou muitoooooo,valeu

 

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Maria Ines de Sousa

violencia escolar

Parabenizo o autor desta site por ver e descrever sobre um assunto tão polemico.

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kethielle costa

parabéns mto bom  

parabéns mto bom

 

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ROSANGELA DE MELO SOUZA

Tenho esse tema como pesquisa científica.

Amei suas palavras, como te falei tenho esse tema como pesquisa. Gostaria de trocar alguma idéias com quem tem  interesse neste tema.  Grande abraço!!!

 

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Klara

Violência nas escolas

A  violência nas escolas está cada dia maior ,as vezes elas começam por algumas besteiras como aconteceu comigo sem quere eu quebrei a unha de uma colega de classe e ele chutou meu rosto algumas vezes e eu fiquei no chão por alguns minutos,mas como aconteceu comigo pode ter acontecido com varias outras pessoas. 

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mayaralindeberg

gostei do seu post pois me

gostei do seu post pois me ajudou bastante com meu trabalho sobre violencia na escola

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mayaralindeberg

gostei muito vc me ajudou

gostei muito vc me ajudou bastante

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raylson

a violencia na escola

com certeza , nós só precisamos ter consciencia de que só depende nós querer e tudo isso pode mudar

 

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linda pagina bjs so que eu copiei no caderno

Na última década a violência nas escolas tem preocupado o poder público e toda sociedade, principalmente, pela forma como esta tem se configurado. O conflito e violência sempre existiram e sempre existirão, principalmente, na escola, que é um ambiente social em que os jovens estão experimentando, isto é, estão aprendendo a conviver com as diferenças, a viver em sociedade.

O grande problema é que a violência tem se tornado em proporções inaceitáveis. Os menos jovens, como eu, estão assustados. Os professores estão angustiados, com medo, nunca se sabe o que pode acontecer no cotidiano escolar; os pais, preocupados. Não é raro os jornais noticiarem situações de violência nas escolas, as mais perversas.

Não quero dizer com isso que antes não existia violência. Existia sim, e muita. “Desde que o mundo é mundo, há violência entre os jovens”. Todos os diferentes, para o bem ou para o mal, são vítimas em potencial na escola, há muito tempo. Brigas, agressões físicas, enfim, sempre existiram.

O que não existia antes e, que hoje tornou comum é que os jovens depredam a escola, quebram os ventiladores, portas, vidros, enfim, tudo que é possível destruir, eles destroem. Antes, não se riscava, não murchava ou cortava o pneu do carro do professor. Agredir fisicamente ou fazer ameaças ao mestre, nem pensar. Não se levava revolver e faca e não se consumia drogas e álcool no interior das escolas. No meu tempo, por exemplo, nunca se ouviu falar que um colega tinha assassinado um amiguinho na sala de aula ou que alguém tinha jogado álcool no colega e ateado fogo. Enfim, são muitos os relatos de violência extrema no interior das escolas.

Muitas de nossas crianças e adolescente passam por violências, e ficam calados – algumas delas não têm coragem de revelar, outras, por medo da retaliação do agressor. Essa violência entre colegas não é a única. A violência entre professores e alunos também tem crescido. Assustadoramente, a violência de alunos contra professores é a regra agora, e não mais o oposto. A violência não contra um ou outro, mas contra a escola mesmo, em todos os sentidos e modos, também tem aumentado.

O que tem intrigado a todos é que esse aumento da violência veio junto com a ampliação dos direitos dos cidadãos e com o Estatuto da Criança e Adolescente. Essa é uma questão que não devemos desprezar. No meu ponto de vista, o Estatuto prioriza os direitos em detrimento dos deveres.

Após a promulgação do Estatuto as ações contra a violência nas escolas tem se realizado a partir da mediação, conselhos, etc. O que, também, é muito bom. A mediação de conflitos é importante, necessária, e muitos problemas são resolvidos, mas, muitas vezes, não basta. Junto com a mediação, infelizmente, tem que haver a punição. Vou citar um exemplo que não é do ambiente escolar, mas por analogia podemos refletir sobre essa questão. Por exemplo, o problema de dirigir um veículo embriagado. A conscientização é importante? Sim. Resolve? Não. É necessário fiscalização, multa, prisão, etc.

Não estamos conseguindo resolver o problema da violência nas escolas e, isto é grave. Por quê? Falta, para isso, entendimento, lucidez. Ou seja, falta pensamento crítico, entender o “porque” agir e “como” se deve agir. Com tais perguntas é que os problemas podem ser amenizados. Para resolver, de fato, é preciso sair da mera indignação moral baseada em emoções passageiras, que tantos acham magnífico expor. Aqueles que expõem suas emoções se mostram como pessoas sensíveis, bondosas, creem-se como antecipadamente capacitados porque emotivos. Porém, não basta. As emoções em relação à violência na escola passam e tudo continua como antes. Para isso, não podemos ver o problema da violência sob um só viés. É preciso dialética, racionalidade, determinação e, sobretudo, a união de todos.

Podemos classificar inúmeras questões que levam a violência para o ambiente escolar. Por exemplo, os mais gerais: diferenças sociais, culturais, psicológicas, etc. e tantas outras como: experiências de frustrações, diferenças de personalidades, competição, etc. Também, podemos enumerar vários tipos, áreas, níveis de violência. Cada área do saber tem o seu método próprio de análise, a Filosofia, Sociologia, Psicologia e o Direito. Hoje, sabemos que a tendência da desfragmentação do saber é o melhor caminho a trilhar. Amultidisciplinaridade e a interdisciplinaridade é a proposta em voga de superação da fragmentação do saber. Somente através do dialogo aliado a práxis efetiva é que poderemos amenizar o grau de violência no interior das escolas.

 Esse círculo de violência deve ter um olhar mais universal, principalmente, por aqueles que pensam sobre a educação. É necessário ver que a violência contra a instituição escolar, contra colegas e professores e, de certo modo, a violência dos adultos contra as crianças, também, contém elementos de caracterização bem comuns. A não aceitação das diferenças em toda a sua amplitude – se é diferente, é hostilizado, desprezado, humilhado. E quando a vítima reage é violentada.

A não aceitação das diferenças, também, perpassa pela escola como instituição, com seus próprios professores, funcionários e com os próprios alunos. Essa uniformização, isto é, uniformizar o diferente, é feita com violência – em todos os casos. E esse comportamento institucional, gera violência.

Não são raros os casos em que o professor que faz a aula diferente, ainda que seja boa, é admoestado pelo diretor. O diretor que pensa diferente é castrado pelos supervisores ou pelo dirigente regional de ensino e, assim, sucessivamente. O aluno que é diferente, que pergunta demais é admoestado pelo professor e, aquele que pergunta na hora que a aula está acabando é vaiado pelos colegas. Essas são pequenas violências que alimentam as grandes violências. Não reconhecer nesse processo é o nosso grande problema. Atualmente, vivemos um problema ético de não reconhecimento da nossa incompetência, o problema sempre são os outros, eu não.

A escola é o primeiro ambiente social que a criança experimenta, antes disso, ou seja, na socialização primária se restringe a família, igrejas, vizinhos, enfim, um circuito bastante restrito. É na escola, aonde ele vai, realmente, experimentar um ambiente social – lá ele vai aprender a conviver com as diferenças e constituir um ser para si. Esse ser é para a sociedade.

Por isso, a urgência que se tornou essencial hoje – e que muitos não percebem, é tratar a violência na escola como um trabalho de lucidez quanto ao que estamos fazendo com nosso presente, mas, sobretudo, com o que nele se planta e define o rumo futuro. Para isso, é preciso renovar nossa capacidade de diálogo e propor um novo projeto de sociedade no qual o bem de todos esteja realmente em vista. 

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Excelente texto!

 

o que falta é educação,a educação começa emcasa,porém muitos pais tem relaxado com respeito a isso,também vejo que menor não pode ir pra cadeia,mas agente ver menor matando,portando arma de fogo,usando droga,não é,engraçado né,esses governantes só sabem pedir e pedir votos,promessas e mais promessas,já tá na hora de acabar com esse excesso de violência,mas digo uma coisa quando eu era pequeno já existia bulling,já levei beliscão de professora sim,hoje eu tenho 30 anos só pra vcs terem idéia,mas uma esperança podemo ainda ter de que toda essa violência pode sim ser reduzida aparti do momento em que nosso governantes tomarem alguma atitude mais rígida.

 

EU SO GOSTARIA DE PARABENIZAR LUIZ CLAUDIO TONCHIS PELO EXCELENTE ARTIGO E PELA LUCIDEZ COM QUE ELE FOI ESCRITO.

 

que textao

 

gostei muito dese texto oque eu presisava encontrei nele.

 

    A VIOLÊNCIA ESTAR EM TODO LUGAR NAO INPORTA SE É BRANCO OU PRETO RICO OU POBRE

 

    Noa estou justificando a violencia mais em um pais que a violencia e frequente e que poucos sao punido e que o respeito de ser hmano para com o ser humano esta tao raro.  nao estou generalisando pois tem profesores que tambem praticao violencia verbal para com os alunos ,ja começa dividindo os alunos pela sua classe social pois se mora na periferia ja sao taxados cmo aluno plobrema .   pois conheço uma professora que chega estresada da casa e descarega seus plobremas nos alunos os atacando verbalmente com "filho de uma vaca " como podemos exigir que nossos filhos respeite  se eles nao tem o mesmo respito devido.                 Como neste pais tem proficionais muito capasitado que ama o que faz nao estao em uma sala de aula apenas para ganhar um salario se empenha para melhorar o ensino em nosso pais  meus mais sincero parabens.

 

abriu realmente a minha mente depois de ter lido esse tema que tras   uma brangencia enorme no que realmente acontece e precisa ser mudado nos dias atuais nos corredores das escolas.....

 

Parabéns!!! Gostei mto do seu texto. E que bom, que tem pessoas como vc,preocupadas cm a violência no ambiente escolar e cm o futuro dessa geração que, infelizmente não conhecem o termo "respeito" ao próximo.

 

ADOREI O SEU TEXTO, ESPERAMOS QUE OS NOSSOS GOVERNANTES INVISTAM MAIS NAS POLITICAS PUBLICAS, PARA DIMINUIR TANTA VIOLENCIA NAS ESCOLAS E MESMO NAS RUAS.

 

Achei tudo o q precisava para um trabalho de escola, otimo texto parabens!!

 

Gente violência só gera VIOLÊNCIA.. Necessita de uma conscientização URGENTE sobre este assunto.. O mesmo atualmente é assustador !

 

GENTE TEMOS QUE SE CONCINTIZA PORQUE VIOLENCIA E UM ATO MUITO FEIO NOS BRASILEIROS TEMOS QUE MUDAR SER UMA PESSOA MELHOR EU TENHO APENAS 13 ANOS NAO QUERO UM FUTURO ASSIM PRA MIM POR ISSO TEMOS QUE MUDAR TENHO UM PROCHAMADO PAZ SIM VIOLENCIA NAO ALIÁS ISSO É UMA BOA NAO EH GALERA . ENTAO POR FAVOR ME EJUDE A MUDAR O MUNDO CO ESSE ATO DE SOLIDARIEDADE COM O PROXIMO. OBRIGADO

 

encontrei tudo que queria aq, muito obrigada

 

muito bom achei tudo que queria nesse texto!!

obrigada por me ajudar...

 

Sou Sargento da Polícia Militar de Pernambuco e diariamente lido com violência nas ruas. Percebo uma enorme falha no nosso sistema, pois somos obrigados a adotar procedimentos que por demais defende pessoas que não estão nem aí com o mal que provocam. Estas transformam a vida de suas vítimas ao ponto de sujeitá-las a tratamento psicológico. Quem elaborou estas leis nunca vivenciou um assalto ou coisa parecida, nunca se deparou com estas vítimas logo após o ocorrido. Nosso código foi feito para uma estrutura de sociedade totalmente diferente da que vivemos, para pessoas que, ao menos, sabem o valor que tem uma vida.

Dizem que é porque "o bichinho" não teve uma familia estruturada ou uma escola decente. DISCORDO, é porque ele não tem coragem de trabalhar para receber 622,00 por mês e também não quer estudar para conseguir uma profissão melhor. Além do mais, vários exemplos de pessoas que vieram da merda e hoje são vencedores. É pura safadeza.

 

Realmente a violência nas escolas se tornaram mas ampla, e os educadores ficam com receio de ensiar o aluno que o coagi; é um fato bastante alarmante, pois as escolas são o preparo para uma vida social ou seja uma convivência na sociedade, e está sendo um local com mas amplitude de violência. Como o autor cito, as diferenças estão ampliando ainda mas a violência escolar, tanto social quanto racial. Portanto é necessário que haja mas dialógo ambos projetos que façam com que a violência não se torne tão demasiadamente como atualmente está. A família também deve propor educação e saber lhe dar com as situações, abranger todo tipo de mal comunicação e elaborar dialogos mas firmes.

 

Na minha opiniao os jovens agem na escola devido a sua educaçao dentro de casa.Eu ja fui muitos anos      e nao esso filhos de classe carrete tambem e de todas as classes sociais

 

      Esse título é muito forte, mas é verdadeiro, pois nos preocupamos não só com a educação de nossos filhos, mas com a segurança deles nas escolas. Sabemos que não é fácil de educá-los, tentamos dar o melhor a eles, pois eles são o futuro de nossa nação, não podemos ficar calados de braços cruzados, temos gritar, que admitir que precisamos mudar nosso país, porque são nossos filhos que estão aí, e eles que vão viver nesse país e fazer toda diferença.

 

ligamos atv e sempre vemos violencia nas escola devemos fazer algo para acabar a violencia isso e um abisurdo

 

ira ter o fim da violencia nas escola não só nas escolas como em todos os lugares desse mundo

 

      Hoje a escola não está preparada para essa realidade em que vive,muitos são os fatores que contribui para essa violência nas escolas e não percebemos que em parte temos contribuido com isso por  em sala de aula mostrar os direitos das crianças sem definir que pra isso devem cumprir com seus direito.

ATLrT

 

Não entendo muito da área educaçional, mas, minha opinião é que temas como estes não chamam a atenção, quando acontece algém entrar armado e ceifar vidas muitos assistem para ficarem informados, outros por causa do sensacionalismo das reportagens, mas, ninguém está interessado em tomar alguma providência.

O víveo "para nossa alegria" tem milhões de acesso, bobagens, e outros temas pobre de cultura (besterol), tem muito acesso e são amplamente divugados... mas temas como "VAMOS MUDAR O NOSSO PAIS PARA MELHOR".

Em todo o país a inversão de valores, saber onde tudo isso começou, não estou certo que seja possível, me sinto como se estivesse perdendo meu tempo escrevendo esse desabafo, nenhum politico que poderia fazer alguma coisa vai ler mesmo.

 

massa gostoi

 

Soluções a caminho...


http://iserj.net/2011/07/projeto-de-lei-26711-%E2%80%93-responsabilidade-dos-estudantes/


Projeto de Lei 267/2011

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 267/11, da deputada Cida Borghetti (PP-PR), que estabelece punições para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento de instituições de ensino.


Em caso de descumprimento, o estudante infrator ficará sujeito a suspensão e, na hipótese de reincidência grave, encaminhamento à autoridade judiciária competente.

A proposta muda o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) para incluir o respeito aos códigos de ética e de conduta como responsabilidade e dever da criança e do adolescente na condição de estudante.

Indisciplina

De acordo com a autora, a indisciplina em sala de aula tornou-se algo rotineiro nas escolas brasileiras e o número de casos de violência contra professores aumenta assustadoramente. Ela diz que, além dos episódios de violência física contra os educadores, há casos de agressões verbais, que, em muitos casos, acabam sem punição.

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Projeto de Lei 267/11
A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 267/11, da deputada Cida Borghetti (PP-PR), que estabelece punições para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento de instituições de ensino.
Em caso de descumprimento, o estudante infrator ficará sujeito a suspensão e, na hipótese de reincidência grave, encaminhamento à autoridade judiciária competente.
A proposta muda o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) para incluir o respeito aos códigos de ética e de conduta como responsabilidade e dever da criança e do adolescente na condição de estudante.
Indisciplina
De acordo com a autora, a indisciplina em sala de aula tornou-se algo rotineiro nas escolas brasileiras e o número de casos de violência contra professores aumenta assustadoramente. Ela diz que, além dos episódios de violência física contra os educadores, há casos de agressões verbais, que, em muitos casos, acabam sem punição.
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


 

 

Começa com essas ideias da deputada fascista (PP, ex-ARENA), termina como no Texas de Bush:


http://advivo.com.br/blog/luisnassif/caminho-suave-do-texas-leva-as-delegacias

 

Qual a sua profissão, senhor Morales?

Sou professora há mais de 30 anos e sei muito bem o quanto vários alunos desrespeitam profissionais da Educação. Só quem não conhece a realidade das escolas para escrever o que o senhor escreveu. 

Vá  a uma escola e lá permaneça por alguns dias e mudará de ideia, com certeza.

 

Se o projeto passar e virar lei vamos ver dentro das salas de aula plaquinhas intimidatórias semelhantes àquelas que existem em diversas repartições públicas (em geral naquelas que pior atendem a população): "Código Penal. Art 331. Desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela: Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, ou multa".

O pior é saber que eu tenho colegas meus (professores) que apoiam coisas ridículas como essa.

 

o problema para variar é que neguinho trata a questao de modo politico


E através disso defende absurdos como conceber a ideia que alguem que mate , espanque, violente, ou ameaçe deva ser ininputavel baseado em alguem senso onirico de justiçao.


Pessoas que matam ou fazem coisas assim DEVEM sim ser penalizadas e isso nada tem de facista ou direitista ou coisa parecida.


Vidas humanas são preciosas e ao atentar contra elas deve ser pago um preço.


Questao basica em qualquer sociedade que queira resquardar seus cidadaos de facinoras.


Se o menor tem um vida sofrida deve sim ser apoiado , mas se matou ou praticou algum crime deve responder por ele com pena de privaçao de liberdade sem duvida alguma...


 

 

leonidas

Curiosamente, quando as vítimas são sem-terras, quilombolas, indígenas, trabalhadores ou torturados e desaparecidos do regime militar ou alvos das invasões imperialistas ou do sionismo, a fascistada muda de opinião.


E quanto aos casos de assassinatos em escolas, no Brasil, são raríssimos.

 

 


Nassif, bom dia!


                         FINALMENTE!!  Alguém lembrou de trazer o assunto para conhecimento de todos. EFETIVAMENTE,  a violência, principalmente nas escolas pública, é uma  dura e terrível realidade!


                         O texto retrata, de modo fiel,  o caos em que se transformou a escola, principalmente a pública.  As análises  e sugestões do autor são oportunas,   TODAVIA, a situação é MAIS GRAVE  e muito mais caótica!!  Há uma situação perversa e terrível  acontecendo,  PRINCIPALMENTE   nas escolas públicas: os alunos estão “aprendendo” a delinqüir (furtos, roubos, tráfico de drogas, extorsões, etc.) e a usar drogas!!


                      Isso é cruel e terrível, pois,  além  não permitir uma educação de boa qualidade, porque,  aos poucos, tornar-se impossível ensinar ou aprender alguma coisa, há  uma NOTÓRIA  associação  com a criminalidade: a imensa maioria dos presos é  constituída por jovens!!  Seria  oportuno e muito proveitoso  que os estudantes de pós graduação, principalmente em sociologia, se interessassem pelo estudo  de tal fato.


                     DESGRAÇADAMENTE, não se nota  qualquer providência  séria das  autoridades para resolver o problema!!


                     NOTE que é necessário MUDAR  as estratégias para que se possa pelo menos, fazer alguma coisa.  Não podemos continuar com  providência “de cima para baixo”  como tem sido feito. Alguns “entendidos” “escolhidos”  por quem está no poder reúnem-se e sugerem  providências, normalmente equivocadas. 


                             ”Podemos classificar inúmeras questões que levam a violência para o ambiente escolar. Por exemplo, os mais gerais: diferenças sociais, culturais, psicológicas, etc. e tantas outras como: experiências de frustrações, diferenças de personalidades, competição, etc. Também, podemos enumerar vários tipos, áreas, níveis de violência.”


– Com certeza!! porém  há necessidade de ESTUDOS SÉRIOS e muito responsáveis das comunidades (SÃO DIFERENTES!!),  das situações peculiares a cada caso,  e as soluções sugeridas devem ser levadas a efeito até o fim, SEM SOLUÇÃO DE CONTINUIDADE!


                    Para conseguir tudo isso há necessidade de compromisso dos governantes  com o bem-estar da sociedade, mas, infelizmente, isso não acontece.    


                    Parabéns por  lembrar-se  do tema!! Mas, para conseguir alguma coisa, será necessário insistir MUITO e denunciar a situação, pois a PRIMEIRA VÍTIMA  não é apenas  a sociedade,  mas quem precisa estudar e   aprender! 


 

 

Esta é uma área que convivo pois tenho familiares que trabalham com educação e ouço o relato do dia das escolas , principalmente na periferia das grandes cidades . O que vem acontecendo é que os pais estão delegando a escola não so a educação escopar mas tambem  aquela que é dever dos pais , que ´é tornar aquele individúo em um cidadão .  A desestruturação familiar e o contato com a marginalidade são os ingredientes principais na formação deste jovem . Os pais tem que trabalhar e muita das vezes esta criança fica na rua ou uma vó ou irmão mais velho fica sendo o responsável mas nunca substituem os pais a altura , e o pior que por perto tem o traficante de ôlho no possivel avião ou conssumidor . 

Quanto a violencia , na maioria das vezes estas crianças reproduzem na escola o seu ambiente diário que é de agressões e o total desrespeito ao outro ,  ou a lei da rua.

 

A violencia nas escolas publicas onde estudam os filhos de pobres só é mais visivel do que aquela que sempre vigorou nas escolas particulares. Quem ja viveu mais, sabe o que se passava nas antigas escolas da elite pensante. A violencia era camuflada. As escolas religiosas eram antros de pedofilia e os alunos morriam de tuberculose e anemia na endeusada escola do Caraça que formou tantos proceres da Republica.

Nunca foi facil ser estudante. A diferença é que hoje em dia existe um estimulo permanente para que cada um exerça a sua individualidade ainda que e muitas vezes perversa e destrutiva.

 

A violência das juventude na escola é sintoma da violência que tomou conta da sociedade e que tem sido encarada como um valor positivo pelos mais velhos ( os pais em primeiro lugar) e os meios de comunicação de massa reforçam essa valoriazção da violência no cotidiano. A escola só reflete essa realidade e torna insuportavel a situação mas não sera na escola que isso se resolvera. A angustia de professores é compreensivel e a questão não tem saida por meios disciplinares.

 

Por sinal, fragmento de um comentario de Emmerson:  o Brasil investe menos que a Jamaica em educacao.

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-planilha-inconsistente-a-qual...

"Um ano de juros representa cinco anos de gastos federais com Educação. Ao todo são mais de 53 milhões de estudantes matriculados em todos os níveis de ensino. Dados da Cepal (2006) revelam que o gasto per capita em educação no Brasil (128 dólares) fica abaixo de Cuba (328 dólares), Argentina (279 dólares), Costa Rica (235 dólares), México (233 dólares); Trinidad y Tobago (223 dólares), Venezuela (213 dólares); Chile (209 dólares); Panamá (185 dólares); Uruguai (173 dólares); Jamaica (162 dólares). A comparação com países desenvolvidos é ainda mais dramática."

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Ando concluindo que a escola é um reflexo sem filtros da sociedade. Quando a sociedade é violenta, a escola é violenta e aparenta ser mais violenta por não ter os "filtros" das aparências que são postos pelos adultos violentos, as crianças violentas não sentem a necessidade de disfarçar a sua violência.

O que fazer a respeito? Não faço idéia. Que não adianta muito tentar ensinar uma criança violenta que o que ela faz é errado, quando os pais dela a incentivam a ser violenta. Talvez colocar a criança violenta em uma jaula? E os pais dela junto quanto eles vierem babando amarelo em defesa do "direito" do pimpolho de agredir os outros. Se eu algum dia tiver filhos eles não irão para a escola, eu terei que cuidar da educação deles pessoalmente para que eles não caiam nas garras dos "mini-animais" que seriam os seus colegas.

 

Wannabe, acho que você se referiu a uma realidade das mães de classe média. As cenas que listei ocorreram em escolas públicas. A realidade dessas mães é a seguinte: 

Acordam às cinco horas, fazem almoço para os filhos, pegam um onibus às sete horas, trabalham o dia todo e chegam em casa ás 21 horas. Têm pouca escolarização, normalmente o pai das crianças foram embora, etc.

Quando perguntadas se valorizam os estudos dos filhos dizem: trabalham muito para que eles tenham um futuro melhor do que o meu.

Essas famílias são consideradas desestruturadas... na minha opinião são simplesmente famílias brasileiras...    



  

 

Em um País onde a violência é tratada com mais e mais impunidade, onde se edita uma lei onde se permite escapar da prisão temporária para quase todos os criminosos, desde que tenham dinheiro p/ pagar uma fiança, onde se pune um facínora com medidas sócio-educativas porque ele é menor e, coitadinho, não sabe o que faz, esperam o quê? E o pior, caímos sempre no lugar-comum. Quem defende medidas rigorosas é fascista, quem defende medidas humanistas é esquerdopata. E o bom senso, onde fica? Quando falamos de violência, há os 2 lados: prevenção e punição. Tem gente que pode ser reeducada, tem gente que não. Tratamos os 2 casos com as mesmas medidas? Não! Então porque quem defende X é isso e quem defende Y é aquilo? Porque esses imbecis não conseguem absorver que, quando estamos tratando de humanos, todas as variantes são possíveis? No Brasil atual, tudo que se faz a respeito de violência é de péssima qualidade, porque a questão é politizada. Estamos brincando de fazer políticas anti-violência. Medidas sócio-educativas é para quem pode ser educado. Violência consumada é o leite derramado. Para esses o rigor da lei. Mas não essa código penal indecente e sem-vergonha que o Brasil adota, mas sim uma lei que iniba a violência de verdade.

 

Vou transcrever aqui algumas situações que vivi em uma escola da periferia da cidade de São Paulo, mais precisamente no bairro do Imirim. Era 1963 e eu cursava o 1º ano Primário em uma escola de feita de madeiras. Não era difícil encontrar por ali até escorpião. Então estudávamos olhando para todo o canto com medo.

A maioria das crianças não tinha sapatos e suas roupas eram bem simples. Até por isso, não existiam uniformes, pois sabiam que a maioria dos pais não poderia comprar. Só havia dois tipos de merenda: um copo de leite de soja ou copa com sopa de trigo. Na época ouvíamos que a diretora (que hoje tem o seu nome em uma rua do bairro) desviava a merenda para o seu estabelecimento comercial.

Assisti várias vezes a minha professora espancar e humilhar as crianças. Certa vez a professora pegou o cabelo de uma menina e bateu várias vezes a sua cabeça contra um caiabro que sustentava a janela. Ela só não chegou bater em mim porque a minha mãe foi até a escola e a ameçou. Ao contrário de minha mãe, algumas iam na escola pedir para que os filhos fossem "corrigidos" quando necessário.

Esta minha breve história é para dizer que a violência sempre existiu. Nas décadas passadas ela partia mais dos professores.  A minha mãe foi na escola não só para que eu não apanhasse como as minha colegas, mas também para que eu não sofresse o mesmo que ela sofreu quando  foi aluna na década de 30/40. Segundo a minha mãe, a professora  humilhava os alunos mais pobres, eles deveríam entrar por último na sala, sentar no fundo da sala e outras coisas assim.  Então se a violência não era física era psicológica. Nada era feito, pois o professor tinha o respeito que hoje perdeu.

A violência nas escolas não se resolverá de forma simplista. A escola é um espaço bastante complexo, pois assim são os relacionamentos e as pessoas. Apesar desta professora do 1º ano, conheci  outros professores maravilhosos, gente digna que honra o nome do magistério.

Talvez este modelo escolar que existe por década deva estar falido. Por outro lado, é fundamental que a sociedade esteja voltada para a valorização do ensino e da própria escola. Não me parece que isso esteja acontecendo, pelo contrário.

Há 6 anos, mais ou menos, fui até uma escola estadual gravar um vídeo e fiquei impressionada com o número de grades na edificação e como a maioria dos alunos se comportavam feitos patetas, a comunicação entre eles se dava entre risadas desconcertadas e piadas estúpidas. Detalhe: eram enorme adolecentes. Num canto um aluno brincava de dar tapinhas na cabeça de  uma "aluna" um pouco mais velha. Depois descobri que não era uma aluna, mas sim a sua professora. Saí de lá quase em estado de choque. As diferenças entre a minha escola primária de 1963 e aquela de 2005 eram muitas, mas ao mesmo tempo o horror que eu senti era o mesmo. Como pode a violência ficar fora de espaços e pessoas como estas?

 

 

 

Isso tudo são os efeitos colaterais , que se intensificam cada vez mais ,  das idéias de liberalização dos costumes , iniciadas nos anos 60. É o lixo originado no processo de fabricação com o qual temos que conviver.


Quando se diz : o fenômeno da violência ocorre no mundo inteiro , provavelmente isso não é inteiramente verdade nas sociedades orientais que não sucumbiram totalmente a esses movimentos de liberalização.


No Brasil isso adquiri contornos ainda mais graves , dada a fraqueza das instituições em inibir a criminalidade e a delinquencia. Cada vez mais as gerações anteriores se espantam com as gerações atuais. Crimes hediondos cometidos por pessoas cada vez mais jovens .


O ECA contribuiu muito para isso. São inesquecíveis as declarações do então ministro da justiça Marcio Thomaz Bastos de que considerava um absurdo a idéia de se colocar pessoas em formação em penitenciárias junto com criminosos avançados. Concordo com ele. Bastava apenas construir presidios específicos para esses jovens cumprirem suas penas. Simples assim. Mas a legislação brasileira considera que uma pessoa que cometeu um homicidio e tem menos de 18 anos , merece apenas uma "medida correcional " .


O que acontece hoje é que as barreiras psicológicas impostas pelas noções de hierarquia, precedência e disciplina são dissolvidas.


Se antes havia abuso por parte dos mestres no trato com os alunos , hoje os alunos não tem mais incutido no seu consciente aquela noção de distância entre sua condição de aluno e a condição de mestre.


Eu fui aluno ginasial na década de 80. Presenciei professores arracarem as orelhas de alunos. Na época me choquei ; hoje acho que estavam certos .


Já naquele tempo se discutia a indisciplina e a delinquencia em sala de aula. Mas olhando para a situação de hoje , a gravidade da situação daquele época fica totalmente pálida. Ainda havia esse sentimento de distância entre você aluno e o seu mestre. Eu mesmo não me sentia a vontade para me dirigir quando e como quisesse aos meus professores. Havia certa deferência no trato.


Hoje isso acabou. Os jovens já são deformados na educação paterna. Não conhecem limites. Não admitem serem contrariados. Ai de quem lhes nega o tenis novo , o celular , o videogame , o relacionamento com o novo namoradinho.  Quem se coloca em seu caminho , se puderem passam por cima. Assim são educados.


E a coisa só piora , pois a geração deformada do passado alimentou a geração de hoje , que passará seu legado para a de amanhã , e assim a cada ciclo de uma forma pior.


Me chamou a atenção outro dia uma entrevista do FREJAT , do Barão Vermelho e companheiro de banda do Cazuza . Ao relatar que seu filho de 13 anos lhe questionou sobre uma entrevista dele nos anos 80 na qual ele afirmava que já tinha experimentado todo tipo de droga. Encurralado pelo filho de 13 anos , se saiu com essa : "naquela época era diferente. As drogas eram uma expressão de libertação. Uma experiência. Hoje é diferente. Droga é só vício " .


Mentira, né ! Nos anos 60 ainda vá lá. Droga era rebeldia. Nos anos 80 já não eram mais. Eram apenas coisa de drogado mesmo. Mas tudo bem , se é pra enrolar o filho pra se manter longe das drogas tá valendo.


E todos esses casos assombrosos com que somos bombardeados diariamente : jovens que assassinam os pais , menores dirigindo carros e matando pessoas , adolescentes de 12 anos já completamente dominados pelas drogas , ..... tudo isso é o resultado direto da falência da educação , foi a grande conquista da geração dos 60 , que mandava não confiar em ninguém com mais de 30 !


Em 2012 completam-se 10 anos de um dos casos criminais de maior repercussão na imprensa em todos os tempos :


Suzane Richtofen , com a ajuda do namorado ,  matava seus pais à pauladas enquanto dormiam . Vale como simbolo emblemático da situação de toda essa geração ! 

 

 O que tenho observado também, para complementar a questão da responsabilidade paterna/materna, é que nos estamos vivendo um momento social muito agressivo, de muita competição, de valores ligado basicamente à dinheiro e status, sem nenhuma ou pouca preocupação com a ética, com a moral ou com o bem-estar do proximo.

 Tenho um filho de três anos e o levo para brincar e passear nos parquinhos e jardins desde que era bebê, e o que me deixou surpresa foi ver o quanto mães e pais, desde que a criança começa a andar, começam a incentiva-las a passar o outro, a não ceder a vez, muitos não ensinam as palavras "com licença", "por favor" ou "desculpe", que deveriam ser ensinadas às crianças desde pequenininhas. Ja presenciei duas vezes em parquinhos brigas de mães, com tapas, puxões de cabelos e ofensas, cada uma "defendendo" a seu filho da forma mais agressiva possivel em relação ao outro. E isso na presença de crianças ! 

 O mal-estar na escola, ao meu ver, é um sintoma do que acontece la fora. Do que tem acontecido nos ambientes sociais, nas filas de cinema, nos restaurantes, na praia e, sobretudo, no ambiente de trabalho. Se nos não tivermos essa consciência de que estamos agindo de forma muito individualista, numa agressividade e competitividade quase constantes, não vamos poder resolver a violência de nossos filhos, pois somos nos mesmos os primeiros a incentiva-la.

 Alias, ainda sobre educação, meu marido e eu tomamos a decisão de banir a televisão de vez aqui de casa. Por hora, meu filho não viu praticamente nada de televisão nem desenhos infantis. Acho que ai também é outra analise que cabe ser feita: quando colocamos bebês em frente à televisão (e qual a televisão que temos mesmo ?) para assistir o que nos, adultos, assistimos ou para ver desenhos, muitas vezes ultra-violentos, e não temos dialago com a criança sobre as imagens violentas e agressivas que invadem às nossas casas e a cebecinha delas, como esperar outro comportamento das crianças e jovens nos ambientes externos, super estimuladas que foram de que o mundo é um lugar de combate ? 

 

 

Muito boa análise Maria Luiza

Ontem na TV mostraram a tía do rapaz que gerou o acidente do JetSky que acabou matando uma criança: "Falei para não pegar o JetSky, mas...o menino tem 13 anos e é tão levado, não obedece a ninguém e faz sempre o que ele quer..." (foi algo assim)

 

A questão da violência  não se dá apenas nas escolas, mais em toda a sociedade.

Este fim de semana um promotor de justiça agrediu uma juiza de direito.

A agressão se dá de forma direta e indireta.

Veja o caso de Pinheirinhos, exaustivamente abordado aqui no blog.

Veja os casos das agressões de índios e ribeirinhos no caso de Belo Monte.

A perseguição e muitas vezes a matança, também vastamente documentada aqui no blog, de jornalistas e demais defensores dos direitos das minorias.

A violência da polícia baiana no seu movimento de greve.

Portanto, não se deve analizar pontualmente como no Post em tela a violência da sociedade.

O problema ocorre em todo o mundo e se deve ao fato da falência do modelo que põe o homem como uma máquina, um ser individualizado que despreza o coletivo na sua busca por excelência, do individualismo agregado ao seu consequente egoísmo.

Esse individualismo paradigmático levou a a sociedade à frustração e a sua concepção de afastamento do coletivo, dos seus semelhantes na predatória caça ao sucesso leva o homem a acreditar exclusivamente em si desrespeitando tudo o que concerne ao grupo, ao seu semelhante e ao seu entorno.

Mas, há luz neste fim de poço.

A sociedade muda quando se encontra sufocada.

 

Mandou bem amigo. É isso mesmo.

 

Luiz Cláudio Tonchis Filósofo, Professor e Especialista em Gestão Escolar

 

A vida agitada de hoje; o consumismo exagerado; a inversão de valores; a falta de exemplo em muitas autoridades, em todos os poderes; as drogas; etc. são situações que enfraquecem as instituições que lidam com moral e boas costumes, começando pela própria família e, naturalmente: a escola.

 

Deve-se cobrar maior participação e responsabilidade da família, pois nos tempos de hoje, com a libertação da mulher, ninguém quer tomar conta dos filhos, de cobrar o dever de casa nem muito menos assistir a reuniões de pais e apoderados.

 

Escola integral (do tipo CIEP – Brizolão); professores mais bem pagos e definir a educação como a prioridade das prioridades. Um país desenvolvido é onde moram pessoas desenvolvidas.

 

 

 

Caro Nassif

É só estar dentro de uma sala de aula para saber que o que muitos comentam e ficam horrorizados, é fichinha.É muito pior do que tudo isso.

Apesar de todo esse caos programado, ainda tem alunos, professores e funcionários rebeldes, que conseguem aprender, ensinar e fazer funcionar, dentro do possível, essa máquina trituradora. São esses que seguram o pouco do que se pode trabalhar.

Aguardava ansiosamente, que quando Lula fosse eleito, o Ministro da Educação, chamaria todos Secretários e faria um arrastrão Educacional. Valeu pelo sonho.

O pior é não ver perspectivas de melhora.Tablets?! Tá brincando.

Saudações

 

Avelino,


A minha esposa é professora na rede estadual e na rede municipal. Tem muitas queixas dos alunos, mas relatos de violência fora do esperado em aglomerados humanos são, praticamente, inexistentes. Nas escolas em que minha esposa trabalha, bairros de Pelotas, RS, não se tem mais conflitos, por exemplo, do que ocorrem em famílias.


O único caso que eu me lembre da imprensa local reportar, em 19 anos que moro nesta cidade, a terceira maior do Estado, foi o de uma professora que perdeu a visão de um olho pela agressão de um aluno que a agrediu com uma cadeira. O fato teve repercussão, precisamente, porque era inusitado.


No Estado como um todo, e olha que a RBS espreme até as pedras para ver se corre sangue, os casos de violência escolar extrema são raríssimos, se comparados com os diuturnos relatos de violência na sociedade gaúcha em geral.


Bagunça em sala de aula e problemas de aprendizagem NÃO são manifestações de violência e NÃO requerem medidas repressivas, mas pedagógicas. 

 

Ai que saudades do tempo que esse pobrerio estava fora da escola!

Foi só botar essa gentalha na escola que o nível caiu! Eles não se submetem a um padrão digno de família burguesa, católica, estruturada, pai, mãe e filho, estilo propaganda de leite em pó Ninho dos anos 60. Imagina essas vagabundas nem sentam com os filhos para auxiliá-los na lição de casa. Um horror! Só pensam em funk, roda de samba e feijoada na laje.

Tem que esterilizar todo essa chusma e adota pena de morte pra moleque infrator desde os sete anos. São tudo marginal mesmo. Pra que escola?

É assim que as ideias da fascistada "classe mérdia" se disseminam e se tornam lugar comum.

 

A violencia também atinge escolas particulares, não só as públicas, o problema é geral.

 

@DanielQuireza

Daniel,


Agora, falando sério. Antes de iniciar qualquer discussão, eu gostaria de ver as estatísticas sobre a violência nas escolas (não a histeria promovida pelos meios de comunicação fascistas) e em que medida elas são superiores aos índices da sociedade em geral.


Com base nesses dados, a gente poderia fazer alguma discussão proveitosa. Na ausência deles, é dar palco para o teatrinho de horrores da fascistada saudosa da gorilada de 64.

 

Ilustríssimo missivista,

Ainda recordo quando neste país havia respeito. Eu era professor no colégio estadual e lá só recebiamos alunos filhos de respeitáveis famílias. Como era bom ter na primeira fileira a filha do digníssimo juiz de direito da comarca, na segunda o brilhante filho do doutor Epaminondas, médico respeitadíssimo. Na outra fileira, estavam os filhos dos mais importantes fazendeiros, do promotor de justiça, do prefeito municipal. Iniciávamos o ano escolar com um missa celebrada pelo monsenhor Alvarenga e, por vezes, pelo próprio bispo diocesano. A escola limpa, tudo funcionava com regularidade. Que bons tempos aqueles. Tínhamos boas empregadas domésticas, meninos que carregavam as nossas sacolas quando voltávamos da feira - os quais sempre retribuímos com algum tostãozinho. Meninos que sabiam o seu devido lugar. Que se transformavam em ordeiros trabalhadores. Mas, infelizmente, vieram as tais "leis trabalhistas" e com elas aqueles sindicatos que plantaram a discórdia com os patrões (oh, foi aí que a desordem começou). Bem que ainda tentamos manter os pilares da sociedade com a redentora revolução de 31 de março de 1964. Confiamos em nossos grandes generais para enfrentar aquela banda apodrecida da sociedade, a escória que queria a baderna. Quanto heroísmo vimos de nossos abnegados guardiães. Lamentavelmente nosso bravos acabaram sucumbindo e hoje estamos entregues a esses demagogos corruptos que não merecem nossa confiança. O desrespeito impera. A escola foi invadida por meliantes, crias de gente de conduta duvidosa e por toda a sorte de retardados, maltrapilhos e desqualificados.

Pobres mestres. Foram embora aqueles bons alunos, provenientes de famílias estruturadas. Aquelas em que o pai é chefe, que provê e mostra com rigor o que é respeito e que tem na mãe a ternura e o exemplo da caridade.

Por isso nós defendemos que qualidade de educação é educação para gente de qualidade. Precisamos voltar a ser como éramos no passado. Só assim poderemos formar uma geração sadia de condutores da pátria que vai salvar nosso país dessa bagunça.

Bons tempos aqueles...

PS: Só faltava dizer "alvissaras", mas aí o blog era outro. Toda a vez que o tema escola aparece é essa mesma história: uma escola ideal, um passado glorioso, professores oprimidos e soluções para lá de fascistas. Não é a toa que os que se acham mais se escondem em condomínios fechados, blindam seus carros e escondem seus filhos em escolas privadas. O problema está no fato de que todo acabam optando por alguma classe social.