A avaliação do governo Lula permanece com saldo negativo, mas apresentou pequena melhora em relação a março, segundo pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta segunda-feira (22). O levantamento ouviu 2 mil eleitores em 130 municípios entre os dias 13 e 17 de junho, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Atualmente, 38% dos brasileiros consideram o governo ruim ou péssimo, queda de 2 pontos em relação a março, quando o índice era de 40%, oscilação dentro da margem de erro. A avaliação como ótimo ou bom recuou de 33% para 32%. Já a parcela que classifica a gestão como regular subiu de 24% para 28%. Apenas 2% não souberam ou não quiseram responder.
Para Márcia Cavallari, diretora da Ipsos-Ipec, “apesar da pequena melhora na avaliação regular, o saldo do governo ainda é negativo”, com um cenário de “opiniões consolidadas e polarizadas”.
Quem aprova
A avaliação positiva é mais expressiva entre quem declarou ter votado em Lula em 2022 (62%), moradores do Nordeste (47%), entrevistados com ensino fundamental (47%), pessoas com renda familiar de até um salário mínimo (41%) e católicos (38%).
Já a avaliação negativa concentra-se entre quem votou em Bolsonaro em 2022 (74%), entrevistados com renda acima de cinco salários mínimos (54%), evangélicos (49%), pessoas com ensino superior (46%) e moradores do Sudeste (44%).
Aprovação e confiança
Quando perguntados sobre a forma como Lula está governando, 44% dizem aprovar e 50% desaprovam — uma leve melhora em relação a março, quando a aprovação era de 43% e a desaprovação chegava a 51%.
Na questão da confiança, 41% afirmam confiar no presidente, ante 56% que dizem não confiar. Os índices praticamente não mudaram desde março.
Expectativas
A percepção de que o governo está pior do que o esperado recuou de 43% para 42%. A parcela que avalia o desempenho como igual ao esperado subiu de 28% para 32%, enquanto os que consideram melhor caíram levemente, de 25% para 23%.
Sobre a situação econômica nos últimos seis meses, 41% dos entrevistados acham que o país está pior — uma queda de 1 ponto em relação a março. Outros 30% dizem que a economia está igual, e 25% avaliam que melhorou.
Em relação aos próximos seis meses, o humor mudou de sinal: o otimismo superou o pessimismo pela primeira vez desde março. Agora, 36% acreditam que a economia vai melhorar, ante 32% que esperam piora. Em março, os pessimistas eram maioria: 36% contra 33% de otimistas.
*Com informações do g1.
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