A balança comercial fechou o mês de julho com um superávit de US$ 7,067 bilhões, resultado de US$ 34,119 bilhões em exportações e US$ 27,052 bilhões em importações, com corrente de comércio de US$ 61,17 bilhões. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
No ano, as exportações totalizam US$ 218,552 bilhões e as importações, US$ 169,513 bilhões, com saldo positivo de US$ 49,039 bilhões e corrente de comércio de US$ 388,065 bilhões.
As exportações brasileiras ganharam força em julho de 2026, impulsionadas pelo desempenho da agropecuária, da indústria extrativa e da indústria de transformação. Na agropecuária, o avanço foi de US$ 670 milhões (+9,3%), enquanto a indústria extrativa registrou aumento de US$ 810 milhões (+10,8%). Já a indústria de transformação ampliou as exportações em US$ 420 milhões, crescimento de 2,4% na comparação anual.
Entre os produtos que mais contribuíram para o resultado de julho, a soja voltou a ocupar posição de destaque. As exportações do grão cresceram 17,4%, acrescentando US$ 870 milhões às vendas externas. Também apresentaram expansão o algodão em bruto, animais vivos e produtos hortícolas.
Na indústria extrativa, o principal motor foi o petróleo bruto. As exportações de óleos brutos de petróleo cresceram 23,8%, com aumento de US$ 960 milhões em relação a julho de 2025. Também houve alta nas vendas de outros minerais e de minérios metálicos.
Já na indústria de transformação, os maiores destaques ficaram com os combustíveis derivados de petróleo, que avançaram 63%, além da celulose, do ouro não monetário, dos óleos vegetais e das carnes de aves, todos com crescimento expressivo nas exportações.
No acumulado entre janeiro e julho, o movimento se intensificou. As exportações brasileiras cresceram em todos os grandes setores, com destaque para a indústria extrativa, que adicionou US$ 9,56 bilhões às vendas externas, seguida pela indústria de transformação (US$ 6,68 bilhões) e pela agropecuária (US$ 4,26 bilhões).
China amplia liderança entre os principais mercados
A Ásia permaneceu como principal destino das exportações brasileiras em julho. As vendas para a região cresceram 11,5%, impulsionadas principalmente pela China, que ampliou suas compras em 8,6%, além de Índia, Indonésia e Japão.
Na Europa também houve crescimento, com destaque para Países Baixos, Espanha e Irlanda. Em contrapartida, as exportações recuaram para a América do Norte e para parte da América do Sul, especialmente Estados Unidos, Argentina e Chile.
Os dados acumulados de 2026 reforçam essa tendência. Entre janeiro e julho, a China respondeu pelo maior aumento absoluto das exportações brasileiras, com crescimento de US$ 11,3 bilhões, seguida por Índia, Singapura e Turquia. Já os Estados Unidos registraram a maior queda entre os principais parceiros comerciais do Brasil no período.
Importações crescem puxadas por tecnologia, veículos e medicamentos
As importações também aumentaram em julho, principalmente devido à indústria de transformação. As compras externas desse segmento cresceram US$ 1,61 bilhão (+6,9%), impulsionadas por equipamentos de informática, semicondutores, medicamentos, combustíveis e polímeros utilizados pela indústria. A indústria extrativa também registrou crescimento, enquanto as importações da agropecuária recuaram.
No acumulado do ano, as importações continuam concentradas em produtos de maior valor agregado, como veículos de passageiros, componentes eletrônicos, combustíveis e medicamentos, evidenciando a dependência brasileira de bens industriais e tecnológicos produzidos no exterior.
O levantamento também mostra aumento das compras provenientes da China, Coreia do Sul e México, enquanto as importações originárias dos Estados Unidos apresentaram retração no acumulado do ano.
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