O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou neste sábado (12) o pedido do ministro Alexandre de Moraes para analisar, em uma mesma sessão plenária, os processos que envolvem a sua conduta e a do ministro André Mendonça. Com a determinação o tribunal mantém para a próxima terça-feira (15) o julgamento focado no relatório da Polícia Federal (PF) que aponta supostas mensagens trocadas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A deliberação sobre as acusações de parcialidade imputadas a Mendonça nos casos Master e INSS ficou agendada para o dia 23 de setembro. Moraes havia solicitado a junção das pautas sob o argumento de evitar o “risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual“, criticando a tramitação isolada das matérias.
Divergências processuais e prazos internos
Ao indeferir a solicitação, Fachin sustentou que as duas apurações se encontram em estágios processuais distintos. Enquanto o procedimento referente a Moraes já está pronto para deliberação, o expediente relativo a Mendonça ainda depende de manifestações formais, incluindo pareceres do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do próprio magistrado citado.
“A manutenção em pauta tão somente da Pet 16.662 assegura a precisa delimitação do objeto da deliberação deste Tribunal, viabilizando a apreciação de matéria cujo contraditório e elucidação preliminar já se terá aperfeiçoado, sem prejuízo do posterior exame das questões afetas à Pet 16.704“, justificou Fachin no despacho assinado neste sábado.
O presidente da Corte indicou ainda que avaliará posteriormente a solicitação de Moraes para intimar todos os membros da magistratura citados em procedimentos vinculados ao caso Master, visando a prestação de esclarecimentos e a preservação das prerrogativas do Judiciário.
Origem do embate e desdobramentos
O impasse no tribunal expõe divergências diretas entre os integrantes da Corte. Entre suas críticas, Moraes acusa Mendonça de agir com “escolha seletiva” ao retirar o sigilo de apenas parte dos procedimentos do caso, omitindo cerca de 180 arquivos do sistema do tribunal, e defende a derrubada integral do segredo de justiça dos autos.
As apurações têm como pano de fundo as investigações da Polícia Federal sobre fraudes financeiras e a ramificação de recursos em frentes políticas. Entre os desdobramentos apurados pela PF está o suposto direcionamento de emendas parlamentares repassadas a produtoras culturais para o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.
ed vett
12 de setembro de 2026 4:44 pmA maior PRIORIDADE do MOMENTO para esfriar a crise e começar a pôr ordem na casa pelo interesse da sociedade é:
RETIRAR A RELATORIA DE MENDONÇA DOS CASOS MASTER E INSS.
Investigar Moraes (caso as meias mensagens sejam esclaricidas e comprovadas) e Mendonça (por parcialidade, incompetência, irregularidades e ilegalidades) se faz necessário, lembrando que o âmbito sobre Moraes diz respeito a ele próprio.
Já o âmbito sobre Mendonça abrange o BRASIL, já que envolve e põe em risco processos BILIONÁRIOS com dezenas de políticos relevantes (vários ex-colegas) e outros protegidos enquanto pesca desafetos, com parcialidade evidente, avacalhar e DESMORALIZAR INSTITUIÇÕES e tumultuar as ELEIÇÕES.
Transformaram uma reunião plenária (que poderia preliminarmente ser como foi a de Toffoli) para avaliar a legalidade e aceitação de uma investigação em “julgamento” de Moraes. Sobre Mendonça, muito mais grave e relevante, nada!
Frachin retirou DE PRONTO a relatoria de Moraes, mas mantém a muito mais relevante e perigosa relatoria de Mendonça. Embora tenha atrasado a apuração de Mendonça para 23/9 (~10 dias da eleição!), ele pode retirar a relatoria JÁ! Não o faz por que?
É a segunda vez que Fachin (“uhu é nosso”) interfere decisivamente nas eleições, coincidentemente contra Lula!
Né?
+almeida
12 de setembro de 2026 10:11 pmEu penso que o ministro Edson Fachin deve fazer parte da relação de ministros suspeitos, nos casos do Banco Master e INSS. Entendo que ficou assistindo o Circo pegar fogo, sem usar do seu dever de autoridade maior do STF, por ser o atual presidente em exercício, e por outras críticas que se encontram nas redes sociais e algumas mídias jornalísticas.
Também avalio como uma imensa aberração e um deslavado deboche com a população, o fato da grande mídia + Faria Lima + Poder Judiciário permitirem o livre trânsito de Flávio Bolsonaro na tortuosa estrada das justificativas injustificáveis, das desculpas indesculpáveis e de uma real e aparente certeza de que nada lhe acontecerá. O resultado da soma dessa inescrupulosa salada de desmoralização, em grupo, dos Três Poderes será a abertura definitiva da Porteira do Regime Democrático, para que a horda sedenta de sangue e de poder lhe domine, lhe humilhe e o condene a prisão perpétua.
O viralatismo, em complexo, reinará em sua escravizada submissão na futura terra do país arrasado.
Jose
12 de setembro de 2026 10:47 pmEm conchavo com o suspeito André Mendonça
o mais urgente eh retirar esse processo do caso Master das mãos do boneco de ventríloquo do Bozzo