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Blog de Laura Macedo

"Eu e Você" com Clélia Simone e Tito Madi

Clélia Simone e Tito Madi

"Eu e Você" com Clélia Simone e Tito Madi

por Laura Macedo

Foi através do canal no YouTube do grande amigo Gilberto Inácio Gonçalves que ouvi pela primeira vez a valsa - “Eu e você” -, do compositor Tito Madi, na voz do próprio compositor e da cantora, desconhecida para mim, Clélia Simone.

Sobre o compositor/cantor Tito Madi muito já se escreveu na história da MPB. A influência do pai, tocador de alaúde e dos irmãos mais velhos que tocavam violão e bandolim. A preferência de Tito Madi recaiu sobre o violão e a arte de compor.

No começo da década de 1940, Tito Madi, montou com os irmãos, um serviço de alto falante intitulado - “A Voz de Pirajuí”. Anos mais tarde quando a cidade inaugura sua primeira emissora de Rádio, Tito Madi é convidado a colaborar na emissora.

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Única gravação de Stella Maris em disco 78 rpm, por Laura Macedo

Stella Maris e Dorival Caymmi

por Laura Macedo

Numa tarde de domingo, Dorival Caymmi foi assistir a um programa de calouros na Rádio Nacional e uma candidata loura de olhos verdes chamou sua atenção.

E a senhorita, o que vai cantar? – perguntou o apresentador.

"Último desejo", de Noel Rosa – respondeu.

"Fiquei petrificado, virei mármore na cadeira", conta Caymmi no documentário “Um certo Dorival Caymmi”, de Aluisio Didier. "Não tem cara de Noel Rosa, nem de samba. Mas vai sair bonito. Botei uma fé".

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"Mesmo assim..." - Eduardo Souto, João da Praia e Bahiano, por Laura Macedo

 

Bahiano (Manoel Pedro dos Santos)

por Laura Macedo

Manoel Pedro dos Santos, conhecido popularmente como Bahiano (1887-1944), foi o primeiro cantor de disco no Brasil. Nascido em Santo Amaro da Purificação, integrou junto a outros cantores da época o primeiro grupo de profissionais da Casa Edison, cujo proprietário era Frederico Figner, pioneira na gravação de discos de gramofone no Brasil.

Bahiano bateu recordes de gravações na Casa Edison, totalizando cerca de 400 fonogramas. Mesmo tendo gravado bastante ainda teve tempo de atuar como ator e cantor em teatros da época.

Segundo o pesquisador Jairo Severiano o cantor Bahiano tinha, felizmente, a preocupação em documentar sua vida artística, colecionando os catálogos da Casa Edison, o qual doou ao radialista/pesquisador Almirante e que foram de imensa utilidade na elaboração da “Discografia Brasileira”, patrocinada pelo Ministério da Educação.

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Parabéns São Paulo e Tom Jobim!, por Laura Macedo

por Laura Macedo

A cidade de SÃO PAULO completa hoje, 25 de janeiro de 2017, 463 anos e TOM JOBIM, se vivo, estaria completando 90 anos. E a homenagem vem com a música “São Paulo”, do nosso eterno Maestro Soberano. PARABÉNS SÃO PAULO e PARABÉNS TOM JOBIM!

Te amo São Paulo” (Tom Jobim) # Tom Jobim e Banda Nova.

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Jairo Severiano - 90 Anos de Cultura Musical, por Laura Macedo

 

Jairo Severiano

* 20/01/1927 - Fortaleza (CE)

Pesquisador / Escritor / Historiador / Produtor / Funcionário Público

Hoje, dia 20 de Janeiro de 2017, nosso querido amigo Jairo Severiano completa 90 Anos e merece todas as homenagens pelo muito que fez e faz em prol da Música Brasileira. Um aspecto da sua personalidade que mais admiro é o seu sentimento altruístico, sempre disponível a esclarecer as dúvidas dos seus interlocutores.

Depois da minha aposentadoria da UFPI (Universidade Federal do Piauí/2008) decidi enveredar pelo fantástico universo da Música Popular Brasileira. Entre os primeiros livros que adquiri, figura a “A Canção no Tempo: 85 Anos de Músicas Brasileiras” / Vol.1 e Vol.2, de Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello. Sou uma principiante na área musical, mas de uma coisa tenho certeza: É isso o que quero fazer enquanto viver.

 

 

Querido amigo Jairo: Vou pegar carona no Programa da Rádio Batuta do IMS (Instituto Moreira Salles) e destacar as suas 21 Músicas Favoritas. Que bom gosto musical! Adorei sua seleção! Assino embaixo!

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"Uma coisinha gostosa chamada amor", por Laura Macedo

"Uma coisinha gostosa chamada amor"

por Laura Macedo

Assinando o “ponto” todos os dias no excelente Grupo Arquivo Confraria do Chiado (Facebook) soube da existência desse delicioso fox-trot gravado por Francisco Alves. Como não encontrei o fonograma em outras mídias apelei para o “Banco de Dados do Acervo Nirez” que, prontamente como sempre, enviou o fonograma o qual socializo com vocês. Espero que gostem!

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Lamartine Silva - "Minha canção de amor", por Laura Macedo

 

por Laura Macedo

O que motivou esta postagem foi a publicação feita pelo amigo/pesquisador Claudevan Melo da capa da Partitura acima, no Grupo Arquivo Confraria do Chiado (Facebook). Fiquei curiosa em conhecer o compositor Lamartine Silva, mas infelizmente não encontrei nenhum verbete sobre ele, muito menos uma foto do artista.

Pelas pesquisas que fiz nos sites: Instituto Moreira Salles, Banco de Dados do Acervo Nirez e da Fundação Joaquim Nabuco, localizei algumas de suas composições. A mais gravada foi - “Minha canção de amor” -, sendo uma das poucas disponível no site YouTube.

Na capa da Partitura está escrito: “1º Prêmio do Concurso realizado pela Associação Nacional dos Editores e Negociantes de Música”, o que me leva a concluir que o Lamartine Silva logrou o referido prêmio.

Minha canção de amor” foi a sua composição mais gravada, a exemplo dos cantores/cantoras: Maria Branca e Trio Ortega (1930), André Penazzi (1952), Nelson Novais (1953), Gauchinho (1960) e Cascatinha e Inhana nos anos de 1958, 1978, 1995 e 2005 (Fotos abaixo).

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"Despedida de Mangueira" - Vários Intérpretes, por Laura Macedo

Foto acima: Pintura óleo sobre tela, de Heitor dos Prazeres (1965). Ao lado os compositores Benedito Lacerda e Aldo Cabral.

por Laura Macedo

 

Apaixonada, desde sempre, pela Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira fiquei curiosa quando descobri a composição - “Despedida de Mangueira” (Aldo Cabral/Benedito Lacerda) lançada, inicialmente, por Francisco Alves pelos Selos Columbia (1940) e Continental (1952/ano de sua morte).

Despedida de Mangueira” logrou o 2º Prêmio de Sambas no Concurso realizado pelo Departamento de Imprensa e Propaganda. A referida composição integrou o filme “Laranja da China”, do poeta Olegário Mariano, estrelando: Irmãs Pagãs, Arnaldo Amaral, Francisco Alves, Dircinha Batista, Benedito Lacerda, Lauro Borges, Barbosa Júnior, Nair Alves [irmã de Francisco Alves] e Grande Otelo.

Coube à cantora Aracy Cortes, no Teatro de Revista, lançar outras composições, a exemplo: “Vamos deixar de intimidade”, “Laranja da China”, “Febre Azul”, “A polícia já foi lá em casa já”, entre outras.

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"Casadinhos" - Delícia de Choro!, por Laura Macedo

por Laura Macedo

Uma delícia de “choro” dos compositores Luiz Bittencourt e Tuiú [Augusto de Oliveira Pinto], nas interpretações de Marlene e César de Alencar .

 

 

César de Alencar iniciou na Rádio Nacional, em 1945, atuando em locuções comerciais e narrações. Com a saída de Paulo Gracindo assume o seu lugar, dando inicio ao Programa César de Alencar.

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A arte de Dilermando Reis, por Laura Macedo

 

DILERMANDO dos Santos REIS


*22/09/1916 - Guaratinguetá (SP)
+02/01/1977 - Rio de Janeiro (RJ)

 

Compositor / Violonista

 

Dados Pessoais e Familiares

Oriundo de uma família de quinze filhos, Dilermando Reis nasceu em Guaratinguetá (SP), em 22 de setembro de 1916. Seu pai “arranhava” o violão, como se dizia na época; já a mãe não gostava nada do interesse do filho pelo instrumento, que naquela época era visto de forma preconceituosa.

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"Bate Palmas" - Se gostar peça Bis!, por Laura Macedo

 

por Laura Macedo

O samba “Bate palmas”, composto pelos compositores Príncipe Pretinho e Boanerges Guedes, foi gravado pela Dupla Preto e Branco [Herivelto Martins/Nilo Chagas], em 1937.

 

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Nilton Bastos e seus Parceiros, por Laura Macedo

por Laura Macedo

Nilton Bastos


*12/07/1899 - Rio de Janeiro (RJ)
+08/09/1931 - Rio de Janeiro (RJ)

Compositor

O compositor Nilton Bastos não estudou música, mas tocava piano de ouvido, o que facilitou a arte de compor. Desde a juventude, a exemplo dos amigos da época, frequentava as Rodas de Samba e Ranchos Carnavalescos, a exemplo do “Ameno Resedá” e “Flor do Abacate”.

Outro reduto frequentado pela boemia da época era o Bar e Café Apolo, ponto de encontro de sambistas e compositores, como os amigos Ismael Silva, Bide, Baiaco, Mano Rubem, entre outros.

Sua primeira música gravada foi o samba “O destino é Deus quem dá”, em 1929, interpretada pelo cantor Mário Reis, um dos sucessos do ano pelo selo Odeon. No ano seguinte (1930) emplacou mais uma composição, agora, com os parceiros/amigos Ismael Silva e Francisco Alves.

 

O destino Deus é quem dá” (Nilton Bastos) # Mário Reis. Disco Odeon (10.357-B) / Matriz (2405). Gravação (27/02/1929) / Lançamento (abril/1929)

 

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Laurindo de Almeida e Heleninha Costa, por Laura Macedo

por Laura Macedo

Laurindo de Almeida teve uma enorme importância ao introduzir o violão brasileiro no mundo do jazz norte-americano, tornando-se um dos violonistas brasileiro mais conhecido (sem o “de”, como era chamado no Brasil) e apreciado nos Estados Unidos, aonde chegou, em 1947, com trinta anos de idade e por lá viveu por 48 anos até sua morte, ocorrida em 26 de julho de 1995.

 

A carioca Heleninha Costa (1924-2005) iniciou sua carreira artística, em 1938, na cidade de Santos, onde morava quando criança/adolescente. Retornou ao Rio de Janeiro, em 1943, atuando como cantora na Rádio Clube do Brasil. Nesse mesmo ano atuou como cronner e bailarina do Cassino da Urca. Posteriormente atuou, também, na Rádio Mayrink Veiga e na Rádio Nacional.

 

Heleninha Costa, nos anos de 1945/1946, gravou quatro composições de Laurindo de Almeida.

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A Arte de Nabor Pires Camargo, por Laura Macedo

por Laura Macedo

Nabor Pires Camargo
*09/02/1902 - Indaiatuba (SP)
+03/10/1996 - Mococa (SP) - 20 Anos

 

Compositor / Clarinetista / Pianista

Ainda na infância encantou-se pela clarineta do seu irmão mais velho e sempre que podia, às escondidas, praticava um pouco. A sorte ou destino quis que um regente de fora viesse a sua terra natal para formar uma banda infantil. Foi o ponta pé inicial de uma carreira vitoriosa.

Aos 19 anos, transferiu-se para a capital paulista, onde se matriculou no Conservatório Dramático Musical. Lecionou durante muitos anos clarineta, saxofone e piano.

No início dos anos 1930, começou a editar pela editora “Irmãos Vitale” seus álbuns para o estudo da clarineta, flauta, saxofone e violino, os "Choros do Nabor". Compôs ao todo dez desses álbuns, editados até 1946, mas até hoje usados em larga escala pelos músicos até hoje.

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Dalva de Oliveira e Roberto Inglêz, por Laura Macedo

 

por Laura Macedo

Dalva de Oliveira durante sua longa e bem sucedida excursão pela Europa, em 1952, fez uma série de 17 gravações nos estúdios da EMI-Parlophone, em Londres, acompanhada pela Orquestra do maestro e pianista Roberto Inglêz (1913-1978).

Segundo o pesquisador Samuel Machado Filho foram doze músicas em português, sendo oito inéditas, e cinco em espanhol. Dessas, treze saíram no Brasil pela Odeon, subsidiária da EMI. As primeiras a ganhar edição brasileira da "marca do templo", na série azul internacional, foram as composições: “Kalu” e “Fim de comédia”.

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As "Aquarelas" de Ary Barroso, por Laura Macedo

por Laura Macedo

Há exatos 113 anos nascia (07/11/1903) - Ary Barroso -, um dos mais importantes artistas brasileiros do século XX. Atuou como apresentador de programas de auditório, locutor esportivo, vereador e compositor excepcional. Saiu de cena em 09 de fevereiro de 1964, em pleno carnaval, dia em que a Escola de Samba Império Serrano desfilava com o enredo “Aquarela Brasileira”, em sua homenagem.

 

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O Genial Radamés Gnattali

 

 

O genial compositor, arranjador, regente e pianista, Radamés Gnattali é um dos músicos brasileiros que transcendeu preconceitos e o tradicional distanciamento entre a música dita erudita e a música popular. Suas participações nas duas áreas o colocam como uma figura emblemática da música brasileira como um todo.

 

 

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O genial Jararaca

 

José Luiz Calazans [Jararaca: 1896-1977] e, posteriormente, o parceiro Ratinho participaram (1929) do Teatro de Revista Carioca atuando em: “Guerra do mosquito”, “Onde está o gato?”, “Mineiro com botas” e “Por conta do Bonifácio”.

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Centenário de Newton Teixeira, por Laura Macedo

Por Laura Macedo

Newton Carlos Teixeira


*04/4/1916 - Rio de Janeiro (RJ)
+7/3/1990 - Rio de Janeiro (RJ)

Compositor / Cantor / Violonista

 

A vida do compositor Newton Teixeira é bem parecida com todos os suburbanos cariocas, do início do século, os quais enveredaram pelo caminho da Música Popular.

 

No caso de Newton a música aflora aos dez anos de idade, quando começa a aprender o bandolim, o qual seria logo trocado, na adolescência, pelo violão – instrumento dominado com muita competência pelo irmão mais velho - Valzinho, considerado, até hoje um músico avançadíssimo para a época.

 

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Violão, Bandolim e Cavaquinho

Por Laura Macedo

O Violão, o Bandolim e o Cavaquinho são os instrumentos de destaque neste Post, executados por grandes solistas, intérpretes de suas composições, gravadas a partir da fase do sistema elétrico de gravação no Brasil em 1927.

Destacamos, entre outros, os compositores/intérpretes: Américo Jacomino [Canhoto], João Pernambuco, Henrique Brito, Luperce Miranda, Rogério Guimarães, Levino da Conceição, Nelson dos Santos Alves e Mozart Bicalho.


Américo Jacomino - Canhoto

O paulista Américo Jacomino (1889-1928) foi um dos primeiros instrumentistas a realizargravações de violão solo no Brasil, por volta de 1912/1913. Provavelmente foi, também, o primeiro concertista do país, em 15 de setembro de 1916, quando se apresentou no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. Sua discografia abrange mais de 60 títulos, em sua maioria em gravações mecânicas.

A valsa era um dos seus gêneros prediletos. Era nela que, nas cordas de aço do violão, imprimia seu estilo em performances cheias de vibratos. Seus últimos registros fonográficos foram: “Niterói” e “Escuta minh’alma”.

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Aracy de Almeida - Sambas Inéditos de Noel Rosa

 

Fui presenteada, há dois anos, pelo amigo Gilberto Inácio Gonçalves (infelizmente afastado do Grupo Arquivo Confraria do Chiado/Facebook) com as gravações da cantora Aracy de Almeida. Um tesouro inesgotável.

 

 

Hoje compartilho com vocês o Compacto Duplo SINTER 45rpm (45-1007) - Aracy de Almeida – Sambas Inéditos de Noel Rosa, lançado em 1959. A capa é um quadro do artista plástico cearense Aldemir Martins, amigo de Aracy.

 

 

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Os Pioneiros da Marchinha

 

Foi no início da década de 1920 que o samba começa a adquirir prestígio como canção carnavalesca. Não demorou muito para que as Marchinhas, de ritmo animado, letras alegres e sugestivas, dividisse com o samba sua hegemonia.

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Gravações históricas de Pedro Galdino e Pessoal do Bloco, por Laura Macedo

 

Por Laura Macedo

O compositor/flautista afro-descendente Pedro Galdino era oriundo de uma família de músicos. Conhecido, também, como Pedrinho de Vila Isabel, por conta da sua atuação como operário na Companhia Fiação Tecidos Confiança, localizada no bairro de Vila Isabel, onde residia e atuava como mestre da Banda de Música da referida fábrica. Integrou também a banda do trombonista/compositor Cândido Pereira da Silva – o Candinho Trombone.

 

 

Segundo Alexandre Gonçalves Pinto - Pedrinho, primoroso flautista, de uma educação sublime. Esse instrumento, nos seus lábios, as feras amansavam e os passarinhos inebriavam-se, tal era a suavidade do seu sopro.

 

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Gravações históricas de Pedro Galdino e Pessoal do Bloco

 

 

O compositor/flautista afro-descendente Pedro Galdino era oriundo de uma família de músicos. Conhecido, também, como Pedrinho de Vila Isabel, por conta da sua atuação como operário na Companhia Fiação Tecidos Confiança, localizada no bairro de Vila Isabel, onde residia e atuava como mestre da Banda de Música da referida fábrica. Integrou também a banda do trombonista/compositor Cândido Pereira da Silva – o Candinho Trombone.

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"Marina" e a quebra de regras das gravadoras, por Laura Macedo

Por Laura Macedo

Dorival Caymmi, Francisco Alves, Dick Farney e Nelson Gonçalves

Entre o fim e o início das décadas de 1940/1950, respectivamente, o “samba-canção” marcou presença no cenário musical brasileiro como um gênero romântico, substituindo a valsa e o foxtrote.

O compositor/cantor Dorival Caymmi lapidou sua obra com base em três vertentes: as canções praieiras e os sambas de roda, com ênfase na Bahia, e os sambas urbanos de inspiração carioca.

Neste post vamos destacar a composição - “Marina” - gravada pelo próprio autor e, também, por Francisco Alves, Dick Farney e Nelson Gonçalves, em 1947.

Nessa época as gravadoras não concordavam com lançamento de uma composição por vários intérpretes. O fato das quatro gravações de “Marina”, no ano de 1947, foi considerado uma quebra de tabu.

Segundo os escritores Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello uma curiosidade dessa composição é que ela não foi inspirada por nenhuma musa de Dorival Caymmi e sim pelo seu filho Dori (na época com três anos de idade) que após receber uma bronca do pai ficou resmungando: “Tô de mal com você, tô de mal com você...”. Essa expressão infantil ficou na mente de Dorival e foi aproveitada na hora de compor “Marina”.

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"Marcolina", de Assis Valente

Por Laura Macedo

Nosso amigo pianista/compositor/pesquisador Alexandre Dias publicou no grupo “Arquivo Confraria do Chiado” a foto da partitura da composição - “Marcolina” -, de Assis Valente.

Fiquei curiosa em conhecer a referida composição, mas não encontrei nos sites de buscas que sempre pesquiso, como YouTube e #Radinha.

Consegui localizar o fonograma no Banco de Dados do Arquivo Nirez que, costumeiramente, atendeu mais uma vez meu pedido o qual socializo com vocês.Trata-se de uma marchinha de Carnaval bem espirituosa.

 

Marcolina” (Assis Valente) # Carlos Galhardo. Disco Victor (33.828-A) / Matriz (79680). Gravação (11/09/1934) / Lançamento (outubro/1934).

 

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Fantástico som dos instrumentos de Pereira Filho, por Laura Macedo

Por Laura Macedo

João Pereira Filho - Instrumentista/Compositor.

* 22/09/1914 - Rio de Janeiro (RJ)
+ 12/12/1986 - Rio de Janeiro (RJ)

Pereira Filho começou a estudar, aos cinco anos de idade, violão, cavaquinho e bandolim com seu pai, que era autor de um método para o ensino de instrumentos de cordas. Ainda na infância, participou de pequenos conjuntos, e logo abraçou o violão. Não compôs muito e, praticamente, gravou suas composições instrumentais.

Na década 1930, ingressou na Orquestra de Napoleão Tavares. Depois se juntou à Orquestra de Ioiô da qual fez parte por oito anos. Ainda nessa década iniciou sua carreira discográfica com a gravação de duas faixas, de sua autoria, em violão solo.

 

Jongo africano” (Pereira Filho) # Pereira Filho (violão). Disco Victor (33.686-A) / Matriz (65744). Gravação (22/05/1933).

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Laurindo de Almeida e as composições antes de deixar o Brasil

Por Laura Macedo

O objetivo deste post é destacar composições de Laurindo de Almeida antes da sua partida do Brasil para os Estados Unidos. Vamos adotar a terminologia do nome que usava no Brasil, ou seja, “Laurindo de Almeida”.

Laurindo de Almeida teve uma enorme importância ao introduzir o violão brasileiro no mundo do jazz norte-americano, tornando-se um dos violonistas brasileiro mais conhecido (sem o “de”, como era chamado no Brasil) e apreciado nos Estados Unidos, aonde chegou, em 1947, com trinta anos de idade e por lá viveu por 48 anos até sua morte, ocorrida em 26 de julho de 1995.

O fechamento dos cassinos, no país, em 1946, forçou Laurindo de Almeida a procurar trabalho fora do país. Desembarcou em Los Angeles e instalou-se em Hollywood. Ao contrário do ocorrido quando aportou no Rio de Janeiro, onde passou semanas a "pão e água", chegando a dormir em banco de praça, a sorte não demora a tocar sua porta com o convite do pianista Stan Kenton para integrar sua orquestra.

Sua atuação foi brilhante como violonista, arranjador, compositor em trilhas sonoras de mais de duas centenas de filmes. Ele foi indicado 16 vezes ao Prêmio Grammy e tornou-se o campeão brasileiro, emplacando vários troféus.

 

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Gravações de Francisco Alves pelo Selo Odeonette, por Laura Macedo

 

O Selo “Odeonette” foi lançado, na década de 1920, pela Casa Edison do Rio de Janeiro pioneira na gravação/comercialização de discos no Brasil.

Foi uma série única na discografia brasileira de discos com 15 cm de diâmetro. Segundo o pesquisador Sandor Buysquase todos os discos traziam de um lado uma gravação de Francisco Alves e do outro uma música popular instrumental para orquestra”.

Pesquisando no site da Fundação Joaquim Nabuco encontrei 26 gravações pelo selo “Odeonette”, das quais 12 composições gravadas por Francisco Alves. Na minha garimpagem localizei no site YouTube 8 composições interpretadas pelo Rei da Voz, as quais socializo com vocês.

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Hervé Cordovil, Isaura Garcia e o "Pé de Manacá"

 

O que motivou esta postagem foram algumas fotos publicadas no “Grupo Arquivo Confraria do Chiado/Facebook”, pelo confrade Miguel Bragioni. Fã dois artistas - Hervé Cordovil e Isaura Garcia - pensei: Isso dá um post!!

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