14 de julho de 2026

A cidadela dos educadores paulistanos contra a barbárie

Thaís é professora de Português do Colégio Pentágono, Perdizes. Como educadora, é severa nas cobranças e firmemente empenhada na formação dos seus alunos.
 
Na segunda-feira foi de classe em classe, assustada com o grau de virulência das eleições, com os ataques nas redes sociais e temerosa de que seus meninos pudessem se perder no clima de violência que foi incutida na sociedade paulistana.
 
A educadora lembrou seus meninos das aulas que deu condenando o  nazismo, a xenofobia, sobre a importância da solidariedade, da generosidade. Confessou ter chorado na noite anterior, com receio de que ensinamentos, formação, tudo fosse varrido da consciência de seus meninos pela selvageria das eleições e das redes sociais. Disse-lhes para deletar comentários xenófobos em seus perfis no Facebook.
 
Os alunos ouviram quietos, cabeça baixa e saíram pensativos das salas.
 
Segundo a Cacá, minha neta, o apelo da professora Thais calou fundo na moçada, com boas possibilidades de resgatá-los do pântano do preconceito em que foram lançados nos últimos anos. No Colégio Rio Branco, a mesma preocupação em combater o preconceito.
 
Nas escolas de classe média paulistanas, ainda há a resistência civilizatória contra as ondas bárbaras criadas por uma mídia irresponsável e sem limites.
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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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13 Comentários
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  1. morallis

    1 de novembro de 2014 6:36 pm

    Médio Nassif.Mesmo assim que

    Médio Nassif.

    Mesmo assim que bom que essa professora do Pentágono de perdizes”

    tenha essa postura.Perdizes? Que bom ..que bom..que bom!Mas…

    e nas aulas de história?

  2. Leo V

    1 de novembro de 2014 6:54 pm

    Mesmo a imprensa se esquerda

    Mesmo a imprensa se esquerda não tem se atentado sobre uma questão do caos hídrico de São Paulo:

    Para além de interesse econômico em não admitir e não formalizar e oficializar o racionamento, há um interesse de classe. Com esse racionamento informal e não oficial que está havendo não há controle público sobre as áreas que estão tendo água cortada e por quanto tempo. A não oficialização é uma forma de distribuir a água desigualmente, conforme as regiões e as classes que nelas vivem. Um plano de racionamento formal e oficial obrigaria a dividir equitativamente a água, ou pelo menos isso poderia ser cobrado.

  3. Osvaldo Ferreira

    1 de novembro de 2014 7:17 pm

    Parabéns à Professora Thais

    Parabéns à Professora Thais pela iniciativa. 

  4. oscar2

    1 de novembro de 2014 7:19 pm

    Senso de justiça

    As crianças e os jovens possuem um senso muito acurado de justiça. É muto relevante que de vez em quado

    alguem pondere com honestidade e equilíbrio a respeito das inquidades  que nos rodeiam. O efeito multiplicador

    de cinco minutos de exposição lucida nos novos é muito grande. Basta ver na nossa própria vivência, os exemplos

    de mestres como o dessa professora, que permanecem na nossa memória como que gravados em pedra.

  5. janes salete

    1 de novembro de 2014 7:49 pm

    No colégio marista, no DF,

    No colégio marista, no DF, foi o contrário. A professora deixou os alunos assustados com o ódio contra os nordestinos destilado por ela, na segunda-feira pós-eleição, em plena sala de aula..

  6. Fernando J.

    1 de novembro de 2014 10:45 pm

    “Exemplo edificante” de ódio e vingança para um filho de 14 anos

    Como se reproduz o ódio através das gerações:

    27.10.2014 – 16:02

    Ontem fui jantar com meu filho no Makis Place de Bxxxx Gxxxxxx. A Tv estava ligada e informando o resultado das eleições. Comentei com ele que estava triste pelo resultado. A atendente, com ar de deboche, disse que ali todos eram pTistas e estavam adorando. (sem sequer ser chamada a opinar…)
    Fui pagar a conta e solicitei que a taxa de serviço fosse excluída.
    Ela me questionou se o atendimento não tinha sido bom.
    Apenas respondi, que o salário dela já estava incluso no preço do alimento, e que a gorjeta ela já tinha do bolsa-família!!
    Simples assim!!!!
    A partir de agora, basta o meu imposto para sustentar programas compradores de voto.

     

    1. Rrlage

      1 de novembro de 2014 11:38 pm

      Taxa de serviço?

      Desde quando o pessoal do makis place de barão geraldo é petista?!

      Mesmo se fosse, aposto q o restante da clientela te daria razão…

      Nada o q temer, afinal d contas, Aécio ganhou aki em BG…

  7. Antonio Carlos Silva - RJ

    1 de novembro de 2014 11:33 pm

    Não assisto TV, abomino a TV Band, mas este vídeo é hilário :

    [video:http://youtu.be/TnT_pvCw7bM%5D

  8. altamiro

    1 de novembro de 2014 11:48 pm

    são essas pesosoas e esses

    são essas pesosoas e esses mestres que pode

    ser considerados os verdadeiros heróis civilizatórios.

  9. Sônia Aranha

    2 de novembro de 2014 12:50 am

    As pessoas democratas de

    As pessoas democratas de diferentes seguimentos sociais e de diferentes partidos,incluindo os de matizes de centro e de centro-direita, irão se levantar contra a violência que foi propaganda pela mídia.

    Hoje estive em um almoço em ninho tucano e me surpreendi … pouca discussão política, ninguém de chororô e , ao contrário, ao entrar um conhecido que ficou inclusive apenas alguns minutos, o pessoal deu uma cutucada lembrando que o separatismo (talvez opinião do tal conhecido) não deveria sequer ser imaginada.

    Todo mundo tranquilo,respeitoso e sem histerismo e contra qualquer tipo de radicalismo.Foi uma boa surpresa.

    De modo que entendo que a sociedade brasileira irá se movimentar à favor da democracia, assim como fez esta professora, mais vozes se levantarão e seguiremos na construção de um país unido, com contradições e conflitos,  em busca comum do bem estar social.

  10. HERALDO RASQUEL

    3 de novembro de 2014 12:15 am

    A cidade dos educadores

    Não acredito que as escolas de classe média tem essa caracteristica, mas sim os professores, os funcionários, as formações ideológicas e o humanismo. Assistimos muitos preconceitos quando saímos com alunos das escolas periféricas para o chamado centro de São Paulo. 

  11. HERALDO RASQUEL

    3 de novembro de 2014 12:17 am

    A cidade dos educadores

    Não acredito que as escolas de classe média tem essa caracteristica, mas sim os professores, os funcionários, as formações ideológicas e o humanismo. Assistimos muitos preconceitos quando saímos com alunos das escolas periféricas para o chamado centro de São Paulo. 

  12. Rosiméri

    3 de novembro de 2014 12:51 am

    Nassif,
     a mídia conseguiu

    Nassif,

     a mídia conseguiu contaminar de forma geral, infelizmente alunos das escolas de periferia também estavam destilando ódio. Já vinha tratando disso antes das eleições, na segunda, dia 27 já estava falando com eles pra tomarem cuidado, falando sober os resultados desse ódio. Algo muito interessante que observei, minha escola possui mais ou menos 800 famílias que recebem o  Bolsa Familia, mas a maiorria delas voteou no Aécio, e ao ser perguntado sobre oq eu achavam dos ataques não consegeuem responder, uma aluna me disse do Aécio num sei nada, mas da Dilma só coisa ruim.

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