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A grande celebração bárbara do impeachment, por Luís Nassif

Regras sociais são uma construção da civilização. São elas que impedem que desavenças sejam resolvidas com a morte de um dos contendores, que pessoas sejam agredidas em locais públicos, que famílias consigam conviver com diferenças internas.

Comparem-se os hábitos de crianças, adolescentes e adultos. o aprendizado continuado dos direitos e limites. A música é uma forma de interação social. Na periferia, os ambientes que cultivam a música são menos propensos a quebra-paus do que os sem-música.

Em um ambiente social, presencial, pessoas que não se bicam cruzam, mas se respeitam. Cada qual ocupa seu espaço, com seu círculo, sem maiores problemas. Quem ousa manifestar irritação pública, é censurado por olhares ou gestos dos demais presentes ou, no limite, pela polícia.

Essas regras sociais vão sendo aprimoradas na medida em que as sociedades se civilizam. É mais fácil um quebra pau em um boteco de periferia do que em um restaurante do centro. Eram mais usuais assassinatos políticos nos anos 20 do que agora.

Não que haja mais civilizados no centro, ou na atualidade, mas as regras sociais conseguem domar seus instintos mais primários. A besta que habita cada um de nós é domesticada por um conjunto de regras e de leis.

Com o advento das redes sociais, quebraram-se essas regras.

No escurinho do seu quarto, o sujeito passou a se julgar com liberdade para avançar para além dos limites, botar para fora seus instintos mais selvagens. Na outra linha, os que se escandalizam tiram o time de campo, bloqueiam seu perfil, deixam de interagir; e os que apoiam, veem saudá-lo. Cria-se, então, um padrão que facilita a organização de alcateias por todo o espectro das redes.

Tornam-se membros de uma sociedade livre, como eram as sociedades pré-históricas, sem o jugo das regras sociais, das hierarquias sociais, do respeito ao próximo e às leis, sem as limitações do politicamente correto.

Na liberdade das redes, colocam-se para fora os vícios privados. Pode-se agredir, assassinar moralmente os adversários, cometer adultérios, cultivar a pornografia, blasfemar, o que der na telha, livre como um adolescente que descobre a liberdade.

O fuzuê do impeachment

Agora, transporte esse quadro para o campo da institucionalidade. E relembre as cenas dantescas do impeachment, sob a ótica libertária-selvagem das redes sociais.

Mesmo em uma democracia imperfeita, as regras constitucionais garantem um funcionamento relativamente harmônico das instituições, definem limites aos poderes e aos atos individuais.

É vedado ao magistrado (ou ao procurador) manifestar-se fora dos autos, explicitar preferências partidárias, comportar-se fora dos limites da Constituição e das leis. Se são visceralmente contrários a determinado partido, as normas legais impedem sua manifestação dentro ou fora dos autos.

É vedado ao Congresso formar maiorias e tomar atitudes que afrontem a Constituição. É vedado ao Supremo Tribunal Federal invadir atribuições do Congresso, mas é sua obrigação colocar freios, quando o Congresso atropela o que é vedado pela Constituição.

Na campanha do impeachment, observou-se, nas instituições, o mesmo fenômeno das redes sociais. O espetáculo dantesco do fim dos limites sociais na Internet tomou conta do país e das instituições, com a euforia embriagadora promovida pelo golpe. Um espetáculo animalesco induzindo empresários, procuradores e juízes desfilando nas ruas suas posições políticas, Ministros do Supremo respondendo com um riso abobalhado às manifestações de fãs em shoppings, frequentadores de restaurantes agredindo adversários, um Procurador Geral empunhando uma placa salvacionista, outro Ministro comportando-se como hater de rede social, defendendo o Estado de Exceção, e simbolicamente de braços dados com espectros que lotavam as passeatas com seus gritos guturais.

Em tudo lembrou as grandes celebrações dionisíacas da antiguidade, não a celebração da política, mas os bacanais, os porres homéricos, pornográficos de bárbaros empunhando taças de vinho com o líquido escorrendo pela boca, arrancando nacos de carne da Constituição, babando saliva e sangue

Foi a grande Noite de São Bartolomeu, em que tudo foi permitido.

Procuradores saíram à caça de recalcitrantes, fossem alunos de uma escola ocupada, universitários discutindo política,  técnicos liberando financiamentos à exportação de serviços, da mesma maneira que cães de guerra atiçados pelo comando “isca.. isca...”, para susto de procuradores e ministros mais responsáveis, que viam a instituição tomada de assalto pelos seus próprios haters.

Juízes de instrução impedindo tratamentos a presos com risco de vida, grampos telefônicos no próprio Palácio do Planalto, a pretexto de monitorar presos da Papuda. Enfim, viu-se de tudo. Essa será a imagem que, até o fim dos meus dias, estará indelevelmente em minha memória, o enorme bacanal que fizeram com a  Justiça e o país. 

Passarão os meses, os anos, em algum momento as nuvens carregadas da barbárie serão afastadas do horizonte por um novo vento reparador e civilizatório.

Mas as imagens de um Celso de Mello fazendo selfie no shopping, de Janot com um ar apalermado carregando um cartaz de salvador do pátria, Barroso com seu sorriso angelical de sílfide conduzindo a barca de Caronte, pessoas aparentemente corretas, que se comportavam de acordo com as regras e com as leis, autoridades que deveriam ser referenciais, de repente tomadas pelo espírito das trevas, que induzem caráteres mais fracos.

Todas essas imagens têm um cunho simbólico mais forte do que a menina do Exorcista e sempre servirão de alerta quando, no futuro, se ousar formar qualquer nova maioria.

Mesmo que seja para castigar os que faltaram com seu dever constitucional.

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56 comentários

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A grande celebração bárbara do impeachment

JAMAIS ESQUECEREMOS.

vídeo: Brasil em Transe: Teatro de Vampiros

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Os sintomas mais nítidos de

Os sintomas mais nítidos de que uma sociedade está doente, enferma, são dois: a PERDA DOS VALORES CIVILIZATÓRIOS e a "LEGITIMAÇÃO DO COMPORTAMENTO DE EXCEÇÃO"
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Alguns exemplos que comprovam esse estado de enfermidade mental, moral e espiritual da sociedade brasileira:

1 - A aprovação AUTOMÁTICA do comportamento inominável de Aécio Neves em 04 ocasiões, apenas por ele ser o candidato contra o PT. Primeiro, quando ofenderam a presidente com palavrões na Copa, e ele disse com ar debochado que "as pessoas colhiam o que plantavam", ou seja, aprovando o gesto bárbaro e de grosseria inaceitável. Segundo, quando de dedo em riste, chamou a presidente de leviana e mentirosa, numa atitude covarde, desrespeitosa, de violência absurda num debate político envolvendo a presidente de seu país e uma senhora com mais de 60 anos de idade. Terceiro, quando celebrou o fato de Dilma ter desmaiado após um debate. E quarto, quando desencadeou o movimento político que descambou no golpe de estado.
Esse comportamento de Aécio Neves, crônico, cito apenas algumas de suas ações hediondas, em situação de normalidade social, seriam rechaçadas veementemente pela maioria da população, Mas seus eleitores não se importaram, ao contrário celebraram cada uma delas, acompanhando seu candidato na barbárie, na perda de civilidade, respeito humano, violência, intolerância, preconceitos e ódio.

2 - A legitimação dos comportamentos de exceção em relação a Lula, Dilma e o PT, pela mídia, pelos manifestantes nas ruas e redes sociais, pelo Judiciário, no massacre perverso, cruel, desumano, a Lula e sua família.....

Todas as falas, atos de ódio, perseguições, achincalhes, agressões feitos a Lula, tivessem sido dirigidos aos políticos respeitados por essa mesma classe média, a indignação, a ira, teriam explodido no país inteiro..... Esse tipo de "incoerência", nada mais é do que essa patologia psíquica, quando PASSO A ACEITAR COMO "NATURAL" TODA A SORTE DE FALAS E AÇÕES SÓRDIDAS, SELVAGENS, contra aqueles a quem, de modo antiético e imoral, PRIVO DO DIREITO AO RESPEITO HUMANO MAIS BASILAR, celebrando todas as humilhações e violências sobre estas pessoas, de quem sinto NOJO, na verdade, a ponto de não me importar com meu próprio comportamento, animalesco, em relação a elas....
A "LEGITIMAÇÃO DA EXCEÇÃO" é isso, quando em minha mente, passo a "LEGITIMAR", aceitar como normal, aprovar, o que me faria ranger os dentes de indignação e cólera, se feito contra os seres humanos que respeito como meus semelhantes.....
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Do mesmo modo, os que hoje celebram a condenação de Lula, ao não reconhecerem toda a FARSA que foi esse processo, a parcialidade óbvia de Sérgio Moro, a mesquinhez abjeta do Ministério Público Federal, construindo uma narrativa baseada em "convicções", os gestos de Moro, agindo como um auxiliar da acusação permanentemente, como se sentiriam esses brasileiros, se o atingido fosse um filho seu, por exemplo?
.
A perda portanto, dos valores éticos e civilizatórios que nos humanizam, a deplorável prática da "legitimação da exceção" em tudo que atinja o ser SATANIZADO, ODIADO, são provas cristalinas, que somos hoje, uma sociedade doente, perversa, imoral.
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(eduardo ramos)
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Politica e lawfare e poesia

A PEQUENEZA 
DE GENGHIS KÃO

Nos últimos anos um anão mongol se tornou Gengis Kão
Por cima do sua pele cinza ele passou a usar o manto
nobre das cores da nação

Seu rosto é do passado doentio como estalincido 
quase sempre contraído a menos que esteja diante 
dos grandes biltres que lhe fazem estimação

O império de Gengis Kão vem do fogo judicial 
do uso de recursos jurídicos em Lawfare
para fins de política e perseguição

Na sua aparente pureza nupcial em nome de uma
verdade gangster Gengis Kão constroi a ilusão
que o bem está sempre contra o mal

Kão se apresenta nesta dualidade e dela suga 
toda a eletricidade para um reinado de cães
do grande império internacional

Com hábeis arqueiros montados à sua disposição
imediata sua preleção torna-se jornal na mídia mongol

Entre a miragem e a verdade não há separação 
só é exata a palavra que vem de Gengis Kão

Querendo ou não todos os lares o recebem em cadeia nacional
mas a aldeola já percebe que nas suas vísceras movem-se 
o poder dos golpes das suas cobras e lagartos

Para os biltres Kão continua ainda adorado 
porque se dispôs ao diabo fazer seu trabalho até o final
contra sua própria nação

De tão pequeno Gengis Kão não se importa 
que logo logo que terminar voltará a ser anão

 

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Alcatéias ou Pit-bull

Falando nesses coletivos, não me deixa de impressionar são as PMs quando agem contra alunos secundaristas e professores como se fosse alcateias contra um bando de presas, vão pra cima pra atacar com uma ira esangue nos olhos que lembram as tribos de Gengis Khan. Estimuladas pelos donos do poder eles se sentem totalmente em liberdade moral para destruir seus inimigos, ou presas.

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Alexander

Ótima análise, Nassif, mais

Ótima análise, Nassif, mais uma vez.

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gesiel

a ignorancia foi usado para o golpe eh usada para mante lo

A ignorancia daqueles 60% de idiotas que se uniram aos 5% de manifestantes simpatizantes da direita sovina, "FOI USADA COMO MOTIVO PRINCIPAL PARA JUSTIFICAR O GOLPE, quando JA SE ERA COMPROVADA, PELA PROPRIA PERICIA DO SENADO,  QUE A DILMA NÃO COMETERA NENHUM CRIME OU NENHUMA IRREGULARIDADE ADMINISTRATIVA; e agora ESSA MESMA IGNORANCIA, está SENDO USADA PARA MANTER NO PODERO GOLPISTA TEMER, QUE COMPROVADAMENTE COMETEU CRIME, AO CONTRARIO DA DILMA". -Desde quando "PODEMOS ACREDITAR QUE UMA MAIORIA DA POPULAÇÃO QUE 'DEFENDE A INJUSTIÇA', COMO ESTAS COMETIDAS PELOS JUIZ SERGIO MORO E DEMAIS MEMBROS DA LAVA-JATO EM RELAÇÃO AO LULA; REPRESENTA A VOZ DE DEUS?" - Acaso  O POVO JUDEU AO ESCOLHER ENTRE JESUS CRISTO E BARRABÁS, O QUE DEVERIA SER ABSOLVIDO E O QUE SERIA MORTO, ESTAVA COM A RAZÃO? - Então, "OS DEPUTADOS NÃO PODEM QUER USAR COMO TERMOMETRO O COMPORTAMENTO DO POVO IGNORANTE, PARA DIZER QUE: FOI CORRETO CASSAR UMA INOCENTE COMO A DILMA, SIMPLESMENTE O POVO SAIU AS RUAS NA BASE DO OBA-OBA PEDINDO ISSO; e agora também É CORRETO MANTER O CRIMINOSO TEMER, PORQUE O POVO IGNORANTE NÃO ESTÁ SAINDO AS RUAS PEDINDO A CASSAÇÃO DELE"; pois "AQUELES 60% de ignorantes também nomeram o Aecio e o Cunha como heroi, e hoje não os tem mais, assim como muitos deles  ja não consideram mais o juiz Sergio Moro como heroi".

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Rossi

Celebração do impeachment

E pensar que coreógrafo desta dança foi o Eduardo Cunha! "Somos todos Eduardos", tsk,tsk,tsk, quiuspa! como dizia o velho Pasquim.

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Globo vs. Temer: exemplo mais ilustrativo da tragédia brasileira

Globo vs. Temer: o exemplo mais ilustrativo da tragédia brasileira

Por Romulus

A Globo nunca ficou do lado perdedor...

Assim, em constatando a derrota final dos Procuradores, não hesitará 2 segundos antes de jogar o PGR Rodrigo Janot e o MPF ao mar...

À Globo, no curto prazo, basta que siga a Lava a Jato de ~Curitiba~...

(que visa exclusivamente a Lula e ao PT!)

É verdade que o “passo maior que as pernas” – a guerra total contra ~toda~ a classe política tocada pela Lava a Jato de ~Brasília~ – animou a Globo (e a Finança) num primeiro momento...

Afinal, a implantação da “Noocracia (escamoteada!)/ “‘Democracia’ à iraniana” no Brasil – seu projeto de longo prazo – estava a apenas um passo...

Mas aí...

Chegou o Ortega y Gasset e estragou a “festa”:

 

"Entre o ser e o crer que já se é...

... vai a distância entre o sublime e o ridículo"

 

- Certo, Globo/ MPF/ Janot??

 

LEIA MAIS »

 

 

 

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Renate Elisabeth Schmidt

A grande celebração bárbara

Governo de ricos, para os ricos, com os ricos. Brasil, ame-o ou deixe-o!

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Silvério

O Caminho

Texto muito bom. Nossa sociedade que teve avanços nos últimos tempos; desmoronou-se. Agora, nós estamos a procura de um caminho, não vamos dessistir.

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Nos Barracos Da Cidade

Nos Barracos Da Cidade

Gilberto Gil

 

Nos barracos da cidade

Ninguém mais tem ilusão

No poder da autoridade

De tomar a decisão

E o poder da autoridade, se pode, não faz questão

Mas se faz questão, não Consegue

Enfrentar o tubarão

Ôôô , ôô Gente estúpida Ôôô , ôô Gente hipócrita

E o governador promete,

Mas o sistema diz não

Os lucros são muito grandes, Grandes... ie, ie

E ninguém quer abrir mão, não

Mesmo uma pequena parte Já seria a solução

Mas a usura dessa gente Já virou um aleijão

Ôôô , ôô Gente estúpida Ôôô , ôô Gente hipócrita Ôôô , ôô Gente estúpida Ôôô , ôô Gente hipócrita Ôôô , ôô Gente estúpida Ôôô , ôô Gente hipócrita 

 

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Há esperança.

O golpe já fracassou. Tudo foi para o buraco. Mas os golpistas de todos os naipes já começarão a ser cobrados.

Estamos no fundo do buraco, mas sabemos como fomos e quem nos levou aí. O golpistas estão todos listados no globo, inclusive o globo.

Acho que a primeira reversão da economia e da vergoha que passamos será um aumento brutal no consumo de ovos, que é muito bom para a saude.

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Quem não desconfia de si próprio não merece a confiança dos outros (ditado árabe)

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JC SOUZA

Passado este fato triste ,

Passado este fato triste , chegamos a conclusão que a classe dominante e a classe média não estava ou está interessada em combater a corrupção . Mas evitar que os pobres ocupem seu lugar na sociedade . A classe  C melhorando de nivel economico , cursando universidade , fazendo pos graduação , frequente nos aeroportos e participando da vida cultural , virou combustivel para ataques a LULA , DILMA e o PT  . Estamos em um período de transição para um País   e uma Nação que cuida dos seus cidadãos ou um lugar extremamente desigual e individualista ? 

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Augusto lima

Muito bom seu texto

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Carmen Silvia

Gostei muito do seu texto

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Carmen Silvia

Gostei do texto

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policarpo

Sinceramente foi uma das

Sinceramente foi uma das coisas mais tristes e deprimentes que assisti.
Não foi uma caça as bruxas como acredito que deva ter sido o Golpe de 64.
Não houve ainda violência física, tortura ou assassinatos.
Mas realmente algo de narcótico, de envenenado, foi inoculado justamente numa parcela da sociedade que em teoria deveria estar imune a isso.
Sabemos é claro quem são os responsáveis por transformar educados e pacíficos cidadãos de "classes média" em bestas feras, em verdadeiras ordas de intolerantes, a xingar com ódio, inclusive na frente dos próprios filhos, seus adversários políticos?
E esses responsáveis sabiam o que estavam fazendo ao intoxicar essa gente que racionalmente apontava o dedo para os milhões de pobres e remediados que assistiam indiferentes a esse triste espetáculo, quando também não se juntavam a esse coro desconexo.
Esse cinismo e essa irresponsabilidade tão típicas de nossa elite plutocrática não chega a surpreender, o que sempre me surpreende é nossa capacidade de suportar calada e acuada a esse triste e farsesco espetáculo.

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Maria Silva

E Marco Aurelio Mello ...

Com aqueles elogios ridiculos, inveridicos, dados de graça a Aecio Neves, como se fosse missa encomendada. Um deboche ...

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"A minha luta é dura"

Em muitas correntes filosoficas, o homem é livre de escolher seu destino, ainda que escravo de seu tempo.... Nos reproduzimos esquemas que nos foram mostrados ao longo da vida. Sobre o que conheço de nos brasileiros, um povo que se angustia calado seus grandes dramas e reclama do futebol ou da novela, da carne dura (e cara), do vizinho esnobe, do cunhado chato. E em momentos de catarse, a dor, a humilhação, a sensação de fracasso, explodem violentamente. Estamos assim: sentindo que mais uma vez o Brasil (nos) fracassamos. Acabou a falacia de Brasil: Pais do futuro. Todos sabem que não ha esse futuro grandioso, tanto esperado. Quantos acreditaram nisso durante décadas? A nova geração gargalha se alguém lhe disser que nos anos 70, acreditava que o Brasil seria uma potência hoje. Até os sonhos e a esperança, levaram na ânsia de retirarem o PT do Palacio do Planalto. Levaram a alegria de um povo e no lugar deixaram so angustia por não saber que futuro tera amanhã. Sem poder se projetar em Instituições fortes e funcionais, sem porvir, um povo não é Nação.

"...E regresso com os olhos cansados às vezes por ver que a Terra não muda"

O teu riso, Pablo Neruda.

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paulovi

Me junto ao seu prato e

Me junto ao seu prato e desilusão, sem vergonha de ter as lágrimas escorrendo rosto abaixo. Triste!

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Será que vergonha alheia pode

Será que vergonha alheia pode causar overdose? Estou vendo tantos "Bolsomito 2018" que estou começando a temer pela minha saúde.

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Marcia Tiburi fala sobre "O culto da ignorância"

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A tragédia brasileira e seu despertar

O erro de todos esses personagens que você citou Nassif, foi não terem aprendido a lição de Odisseu.

Pois, deveriam ter se amarrado a liturgia de seus cargos para não sucumbirem ao canto da Vênus Platinada.

Temerários, acreditaram que poderiam resistir incólumes a seus holofotes.

Porém, sucumbiram. Suas posturas ingênuas e egocêntricas levaram a nau Brasil ao encontro dos rochedos.

E agora, enquanto esta afunda, a infiel Vênus ri dos mortais, enquanto desfruta sua eterna beleza.

Ah, poderosa Vênus, mesmo quando pega em flagrante delito é sempre perdoada por seu pai imperial, os Est, ops., Jupiter.

Mas não nos iludamos. Rei morto, rei posto.

Sai Inglaterra, entra Estados Unidos, sai este, pode entrar a China.

Sai, Chatô, entra Marinho, sai este, pode entrar o Macedo.

A liberdade não nasce da morte do senhor, mas do despertar da coragem e inteligência dos vassalos.

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Acho que sou meio

Acho que sou meio apressadinho. Parei de ver globo há 30 anos atrás e sai do fasciburro há uns 3 anos (tenho um mas sem nenhum "amigo", só pra logar mais fácil em alguns sites e blogs). Já o uotisapi quando me colocam num grupo saio imediatamente. Os coxinhas são chatos e burros pra cacete. 

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Edgar Rocha

Creio que o senso comum em

Creio que o senso comum em relação a certos mitos antigos e aos agentes que a eles celebravam deveria ser revisto. Não por rigor acadêmico, mas como luz da verdade a ser revelada sobre os anseios do espírito humano.

Vemos Dionísio como o arquétipo da baixaria, do espírito primitivo os quais definimos como "a barbárie". Pode ser que tenha sido em algum momento da História, porém, circunscrito a interpretações teológico-filosófico-culturais de um corte muito específico das sociedades que a ele prestavam culto.

As histórias sagradas acerca de Dionísio não deixam dúvida: em causos e conversas de beira de fogueira, o deus era visto não como o senhor das orgias e excessos, mas a personifcação da temperança e dos limites impostos por aquilo que as sociedades interpretavam como a vontade dos deuses, ou a Lei do Retorno. Lembremos do Rei Midas, ou da vitória de Dionísio na Índia, em que o vinho forte oferecido ao exército inimigo o enebriou, a ponto de caírem por si nas águas do rio Indo.

O Deus do Vinho, portanto, tudo oferecia para que os incautos sofressem com as consequências de seus excessos. Há que se pensar, então, qual setor da sociedade preferia vê-lo como o senhor da permissividade, e qual setor se apegava à sua imagem como esperança de justiça aos que abusavam dos prazeres carnais, incluindo entre estes, a sede de poder e a tirania.

Se considerarmos estes fatores, facilmente poderemos detectar que, não é o populacho, o campesinato, nem suas comundades submissas que se amparavam numa teologia capaz de justificar a bandalheira e o escàrnio às instituições. Mesmo o carnaval, com sua proverbial inversão de valores, buscava purgar o demônio dos excessos, escarnecendo do poder e colocando os agentes sociais no lugar do outro, numa espécie de dramatização da vida e exposição das mazelas  morais a quais os desvalidoss tinham de se submeter.

Hedonistas, acredito, sempre ousaram perverter a Lei do Retorno, submetendo-a aos valores impostos pelos grandes mitos opositores a Dionísio: Ares, o senhor da guerra suja e do poder pela força e Juno, a mãe deste, senhora da tradição e eterna perseguidora do filho bastardo de Zeus. Este, por su vez, arquétipo da ordem e do equilíbro de forças, defendido e amado por Dionísio e capaz de punir a própria esposa megera, caso a tradição se torne instrumento de opressão, para defender ao flho fiel. Zeus a invertia, amarrando-a e virando-a de ponta-cabeça.

Em defesa da Temperança, a Ordem inverte a Tradição, enquanto a própria Temperança põe-se às portas do Olimpo como um tigre, para defender a Ordem. Entenderam? Fácil, não?

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"livre como um adolescente que descobre a liberdade"

O que se vê é a confirmação de uma sociedade que expôs a sua imaturidade, pelo menos parte significativa desta.

Em relação a justiça brasileira nada a surpreender, sempre foram e serão munição da elite hegemônica, mas realmente é impressionante como juizes e outros magistrados se encaixam no perfil descrito no texto: "livre como um adolescente que descobre a liberdade". A justiça ainda saiu pior do que entrou neste processo todo. Críticas de campos antagônicos da sociedade, arbitrariedade sem vergonhas, fragilidade conceitual e moral, uma esbórnia sem fim. 

Outros setores também, por exemplos como os jornalistas de forma geral (aí lê-se grande mídia), como meninos mimados querendo a qualquer custo que a sua opinião (aqui lê-se opinião do patrão) seja a versão verídica sem pensar no ônus de uma aventura como foi a do impeachmant da Dilma Roussef.

É raro uma análise com parcimônia e cheia de base técnica e histórica como a de Luis Nassif, não só ele claro, ao longo de todo este processo. Pois, como escreveu outro comentarista anteriormente, graças as sua análises pudemos com mais clareza compreender os motivos que levaram o país a "grande noite de São Bartolomeu" e originaram a celebração bárbara de boa parte de nossa nação.

E o pior é notar que esta parcela bárbara da sociedade entrou numa espiral de paranóia sem fim que é retro alimentada sempre pelas mesmas fontes, ou seja, o processo de retorno à maturidade será duvidoso.

 

 

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jossimar

"Eram mais usuais

"Eram mais usuais assassinatos políticos nos anos 20 do que agora."

As medidas do governo golpista e ladrão estão os levando de volta ao século XIX.

Eu, que sou mais modesto que os golpistas, sugiro que voltemos até os anos XX do século XX. Estou certo que esta volta no tempo nos ajudaria a sair desta bagunça que os golpistas ladrões nos meteram.

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Júnior 5 Estrelas

O Moreno de Poços a cada

O Moreno de Poços a cada Xadrez se supera,de forma exuberante,magistral,extraordinária,a relatar com maestria invulgar,as trevas que se abateram sobre nós'outros,e eu um simples comentarista que teve sua formação influenciada decisivamente por ele,sou-lhe eternamente grato,ademais levando-se em consideração que o texto acima foi,de alguma forma,objeto de alguns comentários do acima assinado,principalmente quando vislumbrei,em momento único,que as redes sociais vinham se tornando o maior ponto de prostituição do País.Nassif,de forma brilhante,referenda e atesta.Não escrevi em vão.

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maria de lourdes siracuza cappi

a-grande-celebracao-barbara-do-impeachment-por-luis-nassif#comme

Cada vez mais suas opiniões expressam meus sentimentos para com esse nosso triste país!

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maria de lourdes siracuza cappi

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Cada vez mais suas opiniões expressam meus sentimentos para com esse nosso triste país!

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Em mim, deixou marcas inapagáveis:

me afastei dos que babam seu ódio de classe, repetindo acriticamente globo e cia, e isso inclui parentes e seus conjuges/companheiros/as. E como vivo no meio da classe média/média-alta de São Paulo, poucos sobraram. Mas o furor de classe faz que esses poucos ficam mais próximos, por necessidade de se sentirem menos sós.

Sem falar na necessidade de me proteger do desastre económico (e portanto financeiro em algum ponto do futuro) como muito bem explicado no blog pelo André Araújo, que me fez fazer algo que eu nunca imaginaria fazer na idade da aposentadoria (materialmente gorda - provavelmente acima do merecido): retirar do pais meus investimentos financeiros (obviamente totalmente dentro da legalidade), porêm conservando o domicilio fiscal no Brasil, já que este é tão fofinho com o capital.

Aliás, é sintomático dos dias de hoje a dificuldade de vender um apartamento nos Jardins (São Paulo), não quero nem pensar numa outra região de SP...

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Como ficam as "otoridades"...?

A história está sendo rápida. Rapidíssima mesmo para a era digital. A condenação do LULA, com a globo no volante, já é um escândalo que faz parte da história deste país.
Mandela, Gandi e outros, tiveram que esperar dezenas de anos para que o inconcebível voltasse como erro histórico. Mas no caso LULA, não. Já nasceu assim. Já é.
A precariedade total revelada na sentença de um ex-presidente do qual o país se orgulha e ama, que provou sua honestidade, a ação “cadavérica” da globo, o ambiente escroto do pós golpe, da covardia das instituições, etc, não deu direito nem ao espaço de alguns dias para o erro histórico vir a tona. Temos um erro histórico que não fez nem um dia de idade. Poderia estar nos livros de história a partir de amanhã cedo.
Golpe e golpista estão perdidos. Que desgraça cometeram!

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Quem não desconfia de si próprio não merece a confiança dos outros (ditado árabe)

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alcides carpinteiro

Eles deveriam ser punidos.

Eles deveriam ser punidos. Anistia apenas incentiva a próxima geração à prática dos mesmos desatinos. A história deve contar que esses celerados passaram um bom tempo na prisão.

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WG

Retrato magnífico de um

Retrato magnífico de um evento histórico, que jamais será esquecido. Acredito que essas nuvens não se dissiparão, fazem parte de uma tempestade global, com potencial para destruir a civilização. 

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CARA EU METO BRONCA MESMO

CARA EU METO BRONCA MESMO CANSEI DE APANHAR CALADO,VOU PRO PAU SIM E VOU AS RUAS COM CAMISETA DO PT,E ENFRENTO QUALQUER BUNDA BAIXA QUE ME AGREDIR.NÃO TENHO SANGUE DE BARATA E ACREDITO QUE SOMENTE UM CONFRONTO DE CLASSES COLOCA O BRASIL NO PRUMO.SOMOS VÍTIMAS DE GOLPES POR SEMPRE QUEREMOS SER"CIVILIZADOS".PAU NA CAMBADA DE SAFADO! A ESQUERDA BRASILEIRA ESCONDE SUA COVARDIA E FALTA DE PATRIOTISMO SOB O PACIFISMO,SOMOS A ÚNICA ESQUERDA CNO MUNDO QUE NÃO SAI NA MÃO DE COMER COM FASCISTAS E O DIA EM QUE ISSO MUDAR AS COISAS SE AJEITAM.AMOR NUNCA VENCEU O ÓDIO,FLORES NÃO VENCEM CANHÕES.

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CORRIGINDO; DO GOLPE.

CORRIGINDO; DO GOLPE.

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Edson bezerra matos

Penso o mesmo, Nassif. Não se

Penso o mesmo, Nassif. Não se trata de defesa do PT ou de posicionamento politico qualquer. Na minha visão (não sou petista), houve uma clara ruptura da legalidade. Quanto às instituições, é triste e preocupante um STF político, quando deveria ser jurídico; no Congresso, discursos inflamados e vazios de conteúdo, na defesa da governabilidade corrupta; nas redes sociais, vociferações bipolarizadas que afastam os participantes em campos opostos não apenas entre si, mas também de seus interesses comuns, como a construção de um país onde a honestidade é o mais elementar bem, indispensável para que o Estado cumpra com louvor suas obrigações sociais, políticas e econômicas; nas ruas, uma apatia advinda da falta de representividade popular. Enquanto isso, vemos a continuidade de um governo comprovadamente corrupto, calçado no apoio parlamentar advindo da promíscua compra com verbas, cargos e, pior, com a promessa de apoio para acobertar os mesmos vícios também existentes em grandes apoiadores que, na mídia, tentam se mostrar distantes mas, por trás da cortina, fazem juras de amor eterno. É triste. Na minha memória está registrado aquele show de horrores que foi a votação do impedimento da Dilma na Câmara. Espero que, desse lamentável momento pelo qual passamos, surja uma sociedade mais consciente e a hegemonia de uma Política com P maiúsculo, praticada pela totalidade das diferentes correntes partidárias, tendo a honestidade como viga mestra de suas condutas.

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Nassif, voce deixou de mencionar a mídia tradcional

Por que?

 

Não teria sido assim, não fossem as redes de tv - a Globo, principalmente, incitar diariamente a população a atentar contra o Estado de Direito e até mesmo contra a vida de oposicionistas à suas pretensões.

E acho que não preciso lembrá-lo de que o movimento não começou nas Redes Sociais do dia para a noite. Foi uma construção lenta e diária da mídia tradicional.

Tentei fazer minha parte. Não deixei de expressar meus pontos de vista no trabalho, com a família e nos sites da direita. Confesso que foi assustador. Cheguei a suspeitar que um hater mais exaltado seria capaz - e tinha condições para tanto - de fazer uma devassa na minha vida pessoal. Nada se confirmou, até o momento.

Agi assim porque somos os defensores da última trincheira da cidadania, da justiça social, do Estado de Direito, da democracia possível. 

No entanto, tenho a impressão de que o pior já passou, no tocante ao comportamento social. Acredito que esteja acontecendo mesmo a concentração dos neofascistas em sites de extrema-direita que nem vale a pena mencionar. Me parece que o debate mais racional - agora que a sociedade dispõe de mais informações, ainda que a conta gotas - está mais fácil  nas mesas de restaurantes, nas reuniões familiares,  durante o cafezinho no trabalho.

 

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Vera

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astronauta

A Banalidade do Mal

A descrição do episódio remonta a Hannah Arendt quando descreve o comportamento dos nazistas.

Ao relatar o julgamento de Adolf Eichman percebe que o criminoso não era um monstro, apenas uma pessoa comum incapaz de fazer uma crítica das ordens que recebia.

Milgran, psicólogo americano, realiza uma experiência onde pessoas recebiam ordens para dar choques em semelhantes que não respondiam adequadamente detrminadas perguntas. Quem dava os choques apesar de ouvir os gritos dos outros participantes não interrompia a experiência. Na realidade os choques não eram dados, mas quem infligia o sofrimento não sabia disso.

Comportamento influenciado pelo meio ainda é uma fonte de especulações.

Filme sobre a vida de Arendt, recentemente exibido em tv por assinatura, em seus diálogos finais, apresenta o diálogo onde a professora de filosofia recomenda a seus alunos que em tempos difíceis não se pode abdicar de pensar.

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Adoro esse filme

Gosto também do documentário “Hitler on Trial” (tem no Netflix) sobre o advogado judeu Hans Litten, que intimou Adolf Hitler a testemunhar em um tribunal, pouco antes de sua ascensão ao poder. Foi o único que conseguiu enquadrar Hitler em público e pagou um preço por isso.

Há muitas similitudes daqueles tempos na Alemanha com o momento atual no Brasil: a ditadura judicial, a mídia corrompida, a classe média apoiado a arbítrio e indiferente à barbárie, o fascismo contaminado o tecido social, as milícias de extrema direita sem freios. O filme mostra isso.

Litten nunca foi celebrado como herói antinazista, porque converteu-se ao catolicismo e a máquina de propaganda sionista nunca o perdoou, embora tenho sofrido como um cão nos campos de concentração.

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Invasões bárbaras

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E tenho quase certeza de que

E tenho quase certeza de que essa resposta que a recepcionista deu "Não acho nada" não era pra se comprometer, pra não dizer que achava o que faziam com o Lula injusto.  Uma boa parte da população pobre do país realmente não acha nada de tudo isso. Encara como se fosse uma novela das 8:30 passada pela Globo. Percebo que boa parte das pessoas mais jovens estão longe da política e pensam que o negócio é deixar a política pra lá e batalhar sozinho pra conseguir o que quer , ou seja, o individual superará a tragédia coletiva - sem perceber que  a política golpista vai ferrá-los em curto prazo através da reforma trabalhista e em longo prazo pela reforma da previdência. 

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Quem pinta cabelo de madame é

Quem pinta cabelo de madame é rico?

Esta fata demonstra cabalmente o nível de estupidificação que a globo incutiu nas pessoas.

Dou um exemplo meu.

Há uns meses atrás estava vendendo um carro meu e como não sou comerciante me indicaram um sujeito que trabalhava com venda de automóveis. Não tinha loja, era como um atravessador.

O sujeito veio conversar comigo e olhar o carro, tratar de preço e valor da comissão, etc  Lá pelas tantas começou a criticar o Lula e o PT fazendo estas acusações ridículas do MPF e da globo. Perguntei a ele se já tinham encontrado provas de crimes do Lula a afirmei que se prestasse atenção no que diziam os delatores ele descobriria quem eram os verdadeiros ladrões do país. Falei do decadelatado aécio, do ladrões da petrobrás, todos ligados ao pmdb e pp e todos demitidos pela Dilma e jamais incomodados pelo moro. Enfim, defendi o Lula, A dilma e o PT.

Resultado: Depois de uns quatro meses sem ver nem ter notícia do sujeito, cruzei com ele na rua. Não olhou para minha cara e fez de conta que não me reconheceu. 

Acabei negociando o carro por meio de contato com amigos.

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Imagine se dissesse que

Imagine se dissesse que discorda da condenação? Sairia de rabecão.

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Meire

E tudo lembrou também estes

E tudo lembrou também estes outros bacanais, causa de todos os outros bacanais, de ontem, hoje e de todos os tempos, enquanto existir este mundo e os que fazem opção pala hipocrisia ou que não as denunciam, seja no campo político, jurídico, religioso, et caterva toda :

http://istoe.com.br/139241_PADRES+ORGIAS+E+BALADAS/

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Álvaro Noites

Ainda achavam exagero eu

Ainda achavam exagero eu simplesmente evitar certos coxinhas que, outrora, eram pessoas sociais e amigáveis (muitos deles fazem parte de minhas boas memórias da juventude).

Eu ainda acho que se deve, num futuro, fundar um museu de todo esse clima pós Jornadas de Junho de 2013, com muitas fotos dos haters, espaçoes específicos de discursos de ódio em redes sociais, todos os adereços e apetrechos utilizados na campanha de ódio, as reproduções de áudio e vídeo seja das mídias tradicionais, seja dos "zap zaps" da vida.

Enfim, creio e desejo que as próximas gerações vejam horrorizadas tudo o que foi feito hoje, do mesmo modo que vemos horrorizados no que deu a campanha de Göbbels na Alemanha.

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A minha imagem até o fim dos meus dias

 "...autoridades que deveriam ser referenciais, de repente tomadas pelo espírito das trevas, que acometem caráteres mais fracos, todas essas imagens têm um cunho simbólico mais forte do que a menina do Exorcista e sempre servirão de alerta quando, no futuro, se ousar formar qualquer nova maioria.

Mesmo que seja para castigar os que faltaram com seu dever constitucional."

Ex-presidentes da república transcendem os partidos, pairam acima das quizílas e mesquinharias, tornam-se magistrados a quem se recorre nos momentos de crises institucionais, aconselham, pacificam, conciliam, mediam conflitos, atuam como bombeiros, jamais como incendiários, afinal um dia representaram o País no cenário mundial, e, em tese, deveriam zelar e defender o País com unhas e dentes. 

Refiro-me ao mais pusilânime dos brasileiros, alçado a número 1 porque não era um zé mané qualquer, mas o ex-Presidente da República Fernando Henrique Cardoso, que poderia ter evitado tudo isso que estamos passando se depusesse as armas após a derrota, preferindo açular os cães (isca, isca). Maldito seja até o fim dos meus dias. 

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joel lima

Será que essas nuvens da

Será que essas nuvens da barbárie serão um dia afastadas por um vento reparador? Como fazer isso num país em que os que mandam estipularam um sistema em que elas determinam quem pode ou não disputar uma eleição presidencial - uma democracia à iraniana? Cobrem isso de mim = Lula vai ser ficha suja antes de se abrir o período eleitoral. Do jeito que as coisas ficaram, não há como um candidato que tenho o menor traço de esquerda ganhar a presidência. E, se passar e ganhar, os que mandam já viram que basta saber manejar 600 políticos em Brasília pra que 55 milhões de votos não tenham nenhum valor. Voltamos à eleição indireta. 

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Naldo

Certo, certo..........   mas

Certo, certo..........

 

mas quem realmente induziu, alimentou e apoiou esse comportamento? Sim, a mídia e seus cães de guarda, sem ela o comportamento selvagem, imbecil, desses grupos não teriam proliferado; as tais manifestações contra o PT, verdadeiros circo de horrores, que a própria mídia cobria ao longe, foram travestidas de "familiares e democráticas", quem não se lembra do malfadado movimento cansei, a primeira tentativa de incendiar o país e suas madames midiaticas de luto? Os primeiros a se ajoelharem no milho deveriam ser os colunistas desonestos, os jornalistas tacanhos a serviços de seus patrões corruptos. Não foram os politicos ou a justiça que mudaram, afinal, quando tivemos uma justiça realmente presente e funcional? Quando os politicos foram honestos e comprometidos com o povo? A junção do que de mais podre existe no país com os interesses escusos da midia produziu essa realidade bizarra que vivemos.

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