20 de junho de 2026

A mídia política, vista do Planalto Central

Vista do Planalto Central, não se tem ilusão sobre a virulência da velha mídia em 2014. Mas há dúvidas sobre a intensidade dos ataques em relação às últimas eleições.
 
Hoje em dia, a situação dos grupos de mídia é significativamente mais frágil do que a de quatro anos atrás. E não há sinais de que o PSDB disponha de fôlego financeiro para apoiar a campanha midiática.
 
– Tome-se o caso do Estadão, diz um dos estrategistas do governo. Está à venda. Hoje em dia, consegue a cobertura mais sóbria, separando a notícia dos editoriais. Daqui para frente o que irá fazer? Atropelar o noticiário para fazer política ou preservar a imagem para ser vendido?
 
A mídia impressa já jogou a toalha em relação ao papel. O Globo já deu início a uma estratégia para, dentro de cinco anos, abandonar definitivamente o papel. Vindo para a Internet, os jornais têm audiência, mas sem o peso enorme dos tempos em que a informação concentrava-se em quatro grupos e nas manchetes do papel impresso.
 
Por isso, a estratégia do Planalto será deixar que o avanço da Internet democratize as comunicações e o poder dos grupos de mídia se dilua naturalmente.
 
Lamenta-se a mudança de rota do Valor Econômico, até algum tempo atrás considerado o mais sóbrio dos diários. Houve uma mudança perceptível no tom do noticiário e nas manchetes  após uma reportagem sobre o estilo de governar de Dilma Rousseff, que acabou disseminando a imagem de arbitrária e casca grossa.
 
A reportagem baseou-se exclusivamente no depoimento do ex-MInistro Nelson Jobim, que saiu magoado do governo. Várias fontes do Palácio foram consultadas e rebateram a maneira como se traçou o perfil. Foi em vão. A reportagem captou um sentimento difuso sobre a suposta grosseria de Dilma e acabou alimentando a onda.  Deste então, houve a mudança na linha editorial.
 
Não foi possível entender as razões do MEC ter adquirido mais de R$ 2,5 milhoes em assinaturas da revista Nova Escola, da Editora Abril. Não se negociou nenhuma trégua com a Abril. Pelo contrário, há semanas correm boatos de mais uma das capas tradicionais de Veja contra um auxiliar direto de Dilma.  Além disso, a linha da revista, preconceituosa, ideológica, não recomendaria nenhuma publicação da Abril como material educacional, ainda mais em compra oficial do MEC.
 
Não foi possível apurar as circunstâncias que cercaram essa compra. Mas atendeu a interesses internos do próprio MEC, não do Planalto.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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77 Comentários
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  1. implacavel

    11 de janeiro de 2014 10:18 am

    Trégua com a Abril???

    APÓS ANA CLARA,

     

     

    VEJA PEDE

     

     

    “ESTADISTA”

     

     

    CONTRA O CRIME

     

    Edição/247 Fotos: Reprodução | Folhapress:

     

    Revista da Abril dedica a capa à menina Ana Clara, de seis anos, que morreu quando um ônibus foi incendiado por bandidos nas ruas de São Luís; segundo a publicação, 49,7 mil brasileiros inocentes serão assassinados neste ano e a presidente Dilma Rousseff não seria a pessoa mais preparada para enfrentar a criminalidade; Veja propõe até que Dilma procure líderes da oposição para firmar um pacto nacional contra o crime; capa transforma o caso em mais uma peça da guerra política de 2014

     

    11 DE JANEIRO DE 2014 ÀS 06:56

     

    Maranhão 247 – A morte da menina Ana Clara ganhou um viés político neste fim de semana. Segundo a revista Veja, o caso expõe a necessidade de que surja um “estadista” disposto a enfrentar o crime. A publicação sugere que a presidente Dilma Rousseff não é a pessoa mais preparada para a tarefa e afirma ainda que 49,7 mil brasileiros inocentes serão assassinados por bandidos em 2014.

    Na reportagem, assinada por Leslie Leitão e Alana Rizzo, Veja afirma que Ana Clara foi morta por uma conjunção perversa de desgoverno e crise no sistema penitenciário. E condena o que considera uma reação tímida da presidente Dilma diante do caso. “Dilma limitou suas manifestações a uma lacônica mensagem postada nesta sexta-feira no Twitter. O texto diz que ela ‘acompanha com atenção a questão da segurança no Maranhão’. Ana Clara não andará mais de bicicleta, não se vestirá de novo de princesa nem irá à escola neste ano pela primeira vez. Mas é tranquilizador saber que a presidente acompanha tudo com atenção. E que o Maranhão vai muito bem, obrigado”, diz o texto, ironizando a conduta tanto da presidente como da governadora Roseana Sarney.

    Veja publica ainda um editorial, de Eurípedes Alcântara, que pede que o Brasil siga o exemplo da Venezuela. Lá, após a morte da modelo Mónica Spear, o presidente Nicolas Maduro cumprimentou o seu principal opositor, Henrique Campriles, e sugeriu um pacto nacional contra o crime. “Não dá mais para fingir que o Brasil vive tempos de paz. Até a Venezuela acordou”, diz o texto.

    Pela capa deste fim de semana, o caso Ana Clara se transforma em mais uma peça da guerra política de 2014.

     

    1. aliancaliberal

      11 de janeiro de 2014 2:12 pm

      O maravilhoso Maranhão de Dilma e Roseana Sarney

      [video:http://www.youtube.com/watch?v=HGTdxnwnL8Y%5D

  2. Francy Lisboa

    11 de janeiro de 2014 10:44 am

     Dessa revsta nada mais se

     Dessa revsta nada mais se espera.. O que dá mais esperança é o inevitável esgotamento do binômio opinião pública/opinião publicada, os fatos já mostram desde de 2006 que, sem querer entrar no jargão…o povo não é bobo.

  3. Helcio dias de sa

    11 de janeiro de 2014 10:53 am

    Tregua contra a abril

    Já existe um pacto nacional contra o “crime”:Vem diminuindo os leitores da VEA e todo o cartel midiatico, aqueles que insistem no erro  ,mas nao engolem mais as verdades inventadas da VEJA,questionam e correm atras da informaçao correta,Graças a internet.

  4. alext4e

    11 de janeiro de 2014 11:04 am

    Nome aos bois
    “Não foi possível apurar as circunstâncias que cercaram essa compra. Mas atendeu a interesses internos do próprio MEC, não do Planalto.” Nassif, com todo o respeito, não foi por interesses internos do MEC e nem pela falta de interesses do Plananalto. Foi por interesses particular mesmo. Comissão, propina, arrego, farpela, vantagem pessoal, em fim, quem comprou as assinaturas, levou o dele, seja na forma de dinheiro, ou uma futura preservação de ataques da revista.

    1. Juliano Santos

      11 de janeiro de 2014 1:23 pm

      mulher (bigoduda) de malandro

      Visto que o sujeito escreveu para a seção de cartas da Folha defendendo o jornal dos Frias das denuncias de cumplicidade com a ditadura, louvando sua postura democrática e blablablá, como se surpreender com mais essa?

      Evidente que a compra do material didático dos Civita é coisa do Mercadante, um contumaz puxa-saco do pig. E o que ele espera receber em troca não é propina, é espaço na Veja, quem sabe entrevista nas páginas amarelas?

      E o sujeito além disso é um idiota, pois se por um acaso, na impossibilidade do Padilha ser lançado a governador, for ele o escolhido, a Veja lhe dará muito espaço sim. Para detonar-lhe a candidatura

  5. Bruno Cabral

    11 de janeiro de 2014 11:11 am

    Nem de graça

    O que mais recebo é oferta para assinar essa revista DE GRAÇA. E recuso sempre, para olhar incrédulo das vendedoras. Qual o sentido de ofertar assinatura de graça senão inflar sua “audiência” para continuar vendendo anúncios a peso de ouro a despeito da má qualidade editorial da revista?

  6. Rui Daher

    11 de janeiro de 2014 11:29 am

    O uso da economia

    Mais do que na política, está focada na economia a crítica visando as eleições e a necessidade da velha mídia tirar o PT do Planalto.

    Folha: “Inflação sobe em relação a 2012, mas fica dentro da meta”.

    Estadão: “Inflação acelera e Planalto se rende a juros maiores em 2014”.

    No mesmo Estadão, 1ª página, chamadas para 1) Rolf Kuntz: “a inflação desmentiu promessas (…) e comprovou a inépcia de uma política populista, voluntarista e irresponsável”; 2) Kupfer: “bastante acima das previsões do mercado”; 3) Ming: “desta vez, o governo não tem nem a desculpa de que a inflação é consequência da crise global”.

    Então, tá. Fechou em 5,91% contra 5,84%, em 2012. 0,07% a mais. Faz pouco tempo, Jânio de Freitas comentou o ridículo desses terrorismos em função de percentuais insignificantes.

    Esperem pelo chuá que farão assim que os primeiros sinais de aumento na taxa de desemprego ou queda significativa de renda vierem. Tão ali, na espreita, na ânsia, assim como ficavam esperando a queda nas taxas de aprovação do governo Lula.

    É tanta a vontade que estudos, não sei se exatos, relacionando pleno emprego e inflação, têm espaço importante no outrora sério “Valor Econômico”.

    Com tal foco, quem precisa usar do emaranhado político para atacar o governo Dilma?

  7. GEORGE Vidipo

    11 de janeiro de 2014 12:08 pm

    INOCÊNCIA

    Não me parece que a midia diminuirá seu folego para destruir esse governo trabalhista. O movimento “não haverá copa” está crescento e derá um aumento consideravel, ver jornada de junho, com a midia corporativa. O governo tem se mostrado inocente, mas não pode fazer muita coisa.

    Para reafirmar isso só ver a manchete da revista Veja, tudo que ocorre de ruim no Brasil é devido a Dilma e PT.

  8. Josaphat

    11 de janeiro de 2014 12:10 pm

    A nova escola

    é uma revista típica do grupo abril: reacionária e conservadora, mas posando de progressista. Os temas são montados para adular o ego dos educadores ( a maioria não tem consciência política), fingindo valorizar suas disciplinas e seu trabalho, mas, ao fundo, o discurso é o mesmo de sempre, utilizado por governos de todas as instâncias (municipal. estadual e federal) e pelo capital (o verdadeiro inimigo a ser batido): tudo que dá errado na educação é responsabilidade dos educadores, mas quando algo dá certo é uma vitória das políticas públicas. 

  9. SilvioBCampello

    11 de janeiro de 2014 12:19 pm

    deixar passar, deixar acontecer?

    Esperar que a tecnologia per si seja democratizante é essencialmente acreditar em uma mão invisível que regule seus usos. Pierre Lévy há uns 20 anos já ensinava que a internet seria tão democratizante quanto seus usuários a tornassem assim. Há um embate permanente entre forças democratizantes e dominadoras, basta ver o que vem sendo realizado pela NSA dos EUA. É preciso uma atuação concreta do governo para estabelecer políticas que tornem o caráter libertário da Web o tom dominante, não basta esperar que a tecnologia faça esse papel. Atitudes como a da Petrobrás, anos atrás, diante do fogo cruzado da manipulação, de tornar públicas as perguntas feitas pelos meios de comunicação corporativos e respostas dadas naíntegra, são atitudes pró-ativas e necessárias.

  10. Mahabatara

    11 de janeiro de 2014 12:19 pm

    No caso da revista Nova

    No caso da revista Nova Escola, a concorrência não vai fazer nada?

  11. Luciano Prado

    11 de janeiro de 2014 12:33 pm

    E isso é imprensa, é jornalismo?

    Não vejo nenhuma possibilidade de análise lúcida e lícita sobre a atuação da velha mídia nas eleições e mesmo no cotidiano da política sem que a má-fé, o dolo e os interesses mais mesquinhos sejam abordados.

    A questão além de ideologizada passa pelos interesses financeiros que os grandes grupos de mídia buscam dolosamente através da eleição de partidos ou políticos “parceiros”.

    Nessa busca desenfreada e desonesta a verdade vai ficando pelo caminho. Pior, servidores públicos da mais alta importância do país vão sendo cooptados e as instituições do Estado sendo fragilizadas.

    Não difere muito do que tradicionalmente os mafiosos praticam. Buscam cooptar juízes, deputados, senadores, juristas, banqueiros para fazer valer seus interesses em detrimento dos interesses da população como um todo.

    Tudo seria lícito e aceitável se praticado dentro do jogo democrático, o que não ocorre.

    A velha imprensa brasileira age de má-fé, dolosamente buscando corromper agentes públicos e instituições.

    Enumerar ponto a ponto denunciando as práticas criminosas dos grupos de mídia seria o melhor caminho para melhorá-la. Mesmo se sabendo da ausência de vontade do Judiciário e do Ministério Público em enfrentá-las.

    Críticas genéricas são importantes, mas se perdem no tempo.

    A parceria criminosa entre Carlinhos Cachoeira e a revista Veja, por exemplo, certamente se repetirá, dado que os males não foram enfrentados, a raiz do problema ainda está viva.

     

     

  12. robertog

    11 de janeiro de 2014 12:47 pm

    Olha…difícil atacar a mídia

    Olha…difícil atacar a mídia tradicional a partir do governo e não criar uma dinâmica venezuelana, que é justamente o que devemos evitar se quisermos que o Brasil melhore de maneira consistente e continuada. A solução “Samuel Wainer” – criar um polo midiático de alta penetração sustentada pelo inicialmente pelo governo parece ter sido descartada por falta de parceiros confiáveis…embora esteja sempre no mapa cognitivo e como carta na manga diante da mídia tradicional.

    à essa altura do campeonato, acho eu, os barões da mídia já devem ter percebido que não tiram o osso da Dilma em 2014, mas estão comprometidos ideologicamente com os cães de guarda e mesmo com suas redes pessoais de relacionamento social. Daí o mais provável é fazerem uma crítica não tão intensa – menos a veja, q tem esse mercado cativo da raiva antipetista – e não duvido de gestos “magnânimos” da FSP, p.ex., de demitir o reizinho ou o magnolli depois de alguma coluna mais virulenta ou mais notada do que a média. Ou do Globo introduzindo alguma versão do “ouvir a outra parte”.

    Mas 2018 será outra história: é bom o PT aprofundar as políticas sociais e deixar sua marca definitva no país.   

  13. Jose de Almeida Bispo

    11 de janeiro de 2014 12:57 pm

    Pigmente falando… no times

    Pigmente falando… no times to dream!

  14. João Jorge

    11 de janeiro de 2014 1:03 pm

    Insisto em conversa com

    Insisto em conversa com amigos que o Jornal GGN deveria ter o formato de um jornal impresso.

    O formato atual do jornal tem semelhança com jornal de último ano do antigo ginásio. É certinho demais, burocrata demais.

    Alguém ainda vai defender uma tese sobre o poder da manchete sobre o público leitor. 

    Gostaria de ver o GGN estruturado como um jornal impresso com o Nassif e alguns mais escrevendo editoriais, com uma manchete principal destacando a mais relevante notícia do dia e cadernos separados para Política, Economia, Esportes, Entretenimento e tudo o mais.

    A forma como se estruturam e distribuem as matérias nos portais informativos da internet é muito pouco atrativa. A experiência adquirida pelo jornal impresso não pode ser jogada fora. 

    É certo que a tecnologia incorporada na internet trouxe facilidades e novas alternativas  para a apresentação de notícias e matérias.

    Insisto, entretanto, que para atrair o público do jornal impresso é necessário preservar o mínimo de sua estrutura e organização: uma ( ou várias ao longo do dia) grande e atrativa manchete sobre o fato relevante do dia; um ou dois editoriais; matérias distribuídas por assunto e ao lado umas das outras, etc

    A novidade seria a utilização de comentaristas como jornalistas de opinião e, também, uma seção para comentaristas que se atrevessem a produzir matérias  na linha do Mídia Ninja. 

    Chegou a hora Nassif de ir atrás de financiamentos públicos e privados com a condição de ser mantida uma linha editorial independente e de cobrar do público pela leitura do jornal.

    Essa cobrança seria contributiva e simbólica e não impediria o público em geral de acessar o jornal.

    Creio que o formato do jornal impresso dará um outro vigor e uma maior repercussão ao Jornal GGN.

  15. Tenente Aldo Raine

    11 de janeiro de 2014 1:04 pm

    Não acredito sob nenhuma

    Não acredito sob nenhuma hipótese ,que o governo  faça qualquer tipo de negócio ,eu repito,negócio de qualquer natureza ,sem o conhecimento prévio da Presidenta Dilma,com a Editora  Abril.Que atendeu interesses internos do MEC e não do Planalto,lorota daquelas que nem Aecio acredita.Se no momento Luis,não foi possível apurar,pode ligar suas antenas e consultar suas fontes,porque aí têm.Até você Naasa,caindo numa dessa.Nem Aecio.

  16. Ramalho12

    11 de janeiro de 2014 1:11 pm

    PIG do B e o PC Soviético

    A nomenklatura brasileira, a começar por boa parte da turma do STF, pouco difere daquela da extinta União Soviética. Igualmente, os partidos políticos aos quais ambas nomenklaturas se filiam. Ironicamente, porém, a nomenklatura brasileira e respectivo partido demonizam suas contrapartidas soviéticas e seus derivados.

    O Partido Comunista da União Soviética e o Partido da Imprensa Golpista do Brasil (crédito a PHA) são muito parecidos. Cá, semelhantemente ao que acontecia lá, a nomenklatura – ou casta dirigente de fato brasileira – é composta de membros da alta hierarquia do Partido da Imprensa Golpista, basta contemplar o STF e tribunais superiores, afora instâncias do poder executivo e a elite econômica super-representada no Congresso. Afora isto, há ainda os penduricalhos da nomemklatura, técnicos servis (economistas, advogados etc. sempre dispostos a corroborar as teses pigueanas), artistas e outros que gozam da simpatia do Partido da Imprensa Golpista. A nomenklatura brasileira é majoritariamente filiada ao Partido da Imprensa Golpista, embora informalmente, e goza, ela e descendentes, de privilégios que o restante da população não tem.

    O Partido da Imprensa Golpista é sui generis: não existe formalmente, mas existe de fato; paira acima dos demais partidos, pois age como crítico de todos eles; põe-se acima do governo e do Estado, se diz o quarto poder (!); é unha e carne com a burguesia brasileira, à qual serve e por ela é servida, tudo em prejuízo do restante da população; promove lavagem cerebral da sociedade insidiosamente, impondo sua ideologia em tudo que divulga, de programa humorístico de televisão a noticiário jornalístico; de análise econômica, a análise política. O Partido da Imprensa Golpista, analogamente ao Partido Comunista Soviético, goza do monopólio de fato da veiculação de ideias, e tal prerrogativa é mais importante até do que o exercício direto do poder. Neste aspecto importantíssimo, o Partido da Imprensa Golpista do Brasil é partido único, como foi o Partido Comunista na União Soviética.

    O fato do Partido da Imprensa Golpista do Brasil acolher parte da burguesia nacional, tornando-o neste aspecto distinto do Partido Comunista Soviético, ao contrário de reduzir sua malignidade, aumenta-a: do ponto de vista da Sociedade em geral, a aliança de forças deletérias (do ponto de vista da sociedade como um todo) só piora as coisas.

    O Partido da Imprensa Golpista brasileiro é valhacouto da nomenklatura e da burguesia deletéria (parte da burguesia como um todo). Tem por propósito maior a exploração do Estado brasileiro, do Brasil e dos brasileiros em favor da nomenklatura e da burguesia nociva. O Partido da Imprensa Golpista brasileiro tem, portanto, mais semelhanças com o Partido Comunista Soviético do que parece à primeira vista, embora haja, sim, diferenças entre eles. Afora as que já foram mencionadas, quase todas menores, há uma que merece destaque: o Partido da Imprensa Golpista do Brasil (o PIG do B), nem no discurso, quer o bem do Povo.

    Nos aspectos formais que verdadeiramente contam, o PC Soviético é bem parecido com o PIG do B. Na essência, porém, os partidos diferem em um ponto fundamental: o primeiro preconiza a ditadura DO proletariado, o segundo a ditadura CONTRA o proletariado, e embora alguns iludidos não admitam, estamos, quase todos, mais próximos de proletários do que de qualquer outra categoria. Já as nomenklaturas brasileira e soviética são ambas, em boa parte, muito ruins.

     

    1. Lionel Rupaud

      11 de janeiro de 2014 1:57 pm

      Bela análise, pela tranquilidade e embasamento

      e de fato FSP, OESP e Globo tem atualmente muito da Pravda, obvio que no anticomunismo. Só eles acham rastros de comunismo por aí. 

      Alias me pergunto quem compraria o OESP, nem estou falando do preço pedido pelos herdeiros (fala-se de R$ 1 bilhão o que é absurdo pelos preços pagos pelos jornais vendidos recentemente nos EUA), mas quem iria pagar para:

      – um grupo de leitores envelhecido, sem renovação aparente,

      – maquinário gráfico de valor perto de 0 hoje,

      – um nome que perdeu a maior parte do brilho, e

      – um conjunto de jornalistas (os que sobram por que a guilhotina é constante) envelhecidos e acomodados na sua maioria (só gosto do Zanin – cinema e futebol, e da turma do Paladar bem melhor que os da FSP, estes terrivelmente esnobes).

  17. alcarpinteiro

    11 de janeiro de 2014 1:43 pm

    O sonho do Mercadante é ser

    O sonho do Mercadante é ser capa da veja, no mesmo estilo simpático e sorridente já usado com Alckmin e Serra. Não devemos menosprezar os sonhos de um homem. Eles se sobrepoem à razão. Não me surpreenderia se as escolas municipais de Japi-RN passassem a receber exemplares da Folha de São Paulo gentilmente enviados pelo MEC como forma de bem informar os docentes do lugarejo. Todos sabemos que ele não conseguirá jamais atrair o apoio desta mídia, mas vai até o fim tentando. 

  18. Tenente Aldo Raine

    11 de janeiro de 2014 1:43 pm

     A velha mídia está

     A velha mídia está hibernando,tal o grau de degradação que se encontra.Nao consegui aos longos desses anos,que ela transformou em uma condição de onde o filho chora e mãe não ouve,forjar um candidato para competir com o lulopetismo.Aecio e o candidato mais vagabundo(politicamente,óbvio) que se apresentou nos últimos cem anos.Se já estava moribundo,a hélice de um Helicóptero o decapitou.Um idiota.Eduardo,como já coloquei,veio das entranhas do lulopetismo.Entrou em parafuso quando o PT pegou pesado.Tem Marina dando cafungadas em sua nuca.Se juízo tivesse,o que não me parece o caso,devia se arrepender amargamente na enrascada quê entrou.Joaquim Barbosa eese nem com o apoio da mídia interplanetária,seria candidato sequer a vereador.E um covarde.So briga de maloca,aquela briga de dez contra um.Neese caso,qualquer semelhança não e mera coincidência.

  19. josé adailton

    11 de janeiro de 2014 1:46 pm

    O PHODER

    Boris Fausto ficou gagá, ou é isso mesmo?

    “No PT existe uma pretensão hegemônica muito forte”

    Luis Prados e Felipe Vanini, El Pais

    “O Brasil continua sendo uma interrogação”, diz em tom bem humorado o historiador Boris Fausto(São Paulo, 1930), após toda uma vida dedicada a explicar este país, que, como ele adverte, “não é um país para principiantes”. Conhecido popularmente pelas obras História do Brasil, A Revolução de 1930 e a biografia Getúlio Vargas: O poder e o sorriso, o professor conversou com o EL PAÍS nesta tarde de verão na sua casa do bairro do Butantã, na sua cidade natal, e repassou a atual encruzilhada brasileira.

    O país avançou inegavelmente. O Brasil tem uma tradição liberal desde sua independência, em 1822, mas não uma marcadamente democrática. Sob esse aspecto, ocorreu uma afirmação da democracia, ainda que ela seja, ao mesmo tempo, atacada e atropelada em muitos aspectos. O ruim é que o país continua sendo muito desigual, apesar dos avanços, não só economicamente, mas em termos culturais também. Além da elite, boa parte da classe média tem uma atitude de quase desprezo com a vida dos pobres. Nos últimos anos, tem havido uma crise política séria. No Governo Lula, sobretudo, mas também no de Dilma, ocorreu essa crise institucional, com o aparelhamento de certas instituições e de empresas governamentais poderosas, como a Petrobras.

  20. Obelix

    11 de janeiro de 2014 1:49 pm

    As cenas dos últimos capítulos.

    Prezados e prezadas, permitam-me um pitaco:

    Muito temos falado da judicialização da política, que por sua vez é gêmea siamesa da criminalização da ação política, onde ambas são filhas de um processo anterior, a industrialização das campanhas eleitorais, subtraindo boa parte das dinâmicas sociais orgânicas (as ruas, a militância, os comícios, as reuniões plenárias dos partidos, etc) por uma lógica estruturada em mediação eletrônica (tempo de TV), estúdios, marketing, pesquisas, e tutela dos “formadores de opinião”, que por sua vez, manipulavam outras formas de abordagens indiretas mais ou menos sofisticadas, com uma linguagem hoje muito comum e disseminada nos “colunistas”, portadores de supostas “verdades de bastidores”.

    Estas cabeças da Hydra junta-se uma outra, expressa na retração da ação parlamentar, que trocou o processo legislativo sobre o funcionamento do sistema representativo da jovem Democracia brasileira por alguns dinheiros e a facilidade aparente dos novos métodos, onde o representante poderia se afastar mais um pouco da incômoda pressão de suas bases eleitorais, geralmente alimentada por pedidos de cumprimento de promessas feitas como estímulo eleitoral.

    Este movimento sutil, porém perceptível em perspectiva histórica, quase que tornou desncessário o quesito “popularidade” para auferir um mandato. A primeira vista, um “sonho” para os setores que desejam tratar seus mandatos diretamente com sua “clientela”.

    Antes preicsava-se de votos, para depois ir atrás do financimento. Depois de tanta intervenção da justiça eleitoral, agora precisa-se de financiamento, para só depois buscar votos.

    Estes parlamentares satisfeitos delegaram a tarefa de regulamentação das eleições a uma série de fascistas togados, o TSE, que se reuniam com o partido do Ministério Público para que juntos determinassem os rumos da Democracia (parece que agora começam a digladiarem-se pelo butim da Democracia violada). 

    Associada de forma inexorável a esta dinâmica, a mídia passou a ser a fiadora das expectativas que ela mesmo criava, mas que sabia falsas: a de que a higienização da política daria às elites, e a própria mídia, a condição de manter domesticados os humores eleitorais brasileiros, represando qualquer avanço que ameaçasse qualquer privilégio de que ela e e seus sócios são beneficiários.

    Claro que no plano simbólico, e do ethos conservador brasileiro, a mídia e seus sócios obtiveram algum sucesso e legitimidade para descontruírem a imagem (positiva) da política e dos partidos.

    Mas o que os “teólogos da mídia” não conseguiram capturar é que em se tratando de fenômenos sociais e dos humores ddas classes, não há como projetar expectativas planas.

    Estão presos em um dilema, quem sabe trilema: esvaziaram a dimensão e participação popular das campanhas e do processo político a tal patamar que o governo central de esquerda consegue controlar as variáveis sem maiores esforços. Por outro lado tanta difamação da política e dos políticos não confere a mídia credibilidade para indicar os seus, ainda que subliminarmente. Na outra ponta, o afastamento da mídia da realidade lhe retira capacidade de interagir com ela, ao menos da forma desejada e controlada.

    O caso das manifestações de junho é um exemplo clássico desta esquizofrenia.

    Sim, o mesmo cidadão que afirma detestar a ação partidária e política de um lado, confere ao PT, partido mais atacado pelo consórcio mídia-elites, mais de 30% de admiração, e ato contínuo, consagra seu avanço permanente desde 1982, culminando com três mandatos presidenciais, a caminho do quarto.

    O mesmo cidadão que infesta redes sociais ou dissemina platitudes sobre o julgamento-linchamento da ação 470 é capaz de não contaminar suas decisões em manter no governo aquele grupo que imagina ser capaz de melhorar ainda mais a sua vida, que tem a certeza que melhorou bastante.

    Isto tudo porque o consórcio conservador esquece que há uma dimensão real na vida das pessoas que o discurso midiático, repercutido por estas próprias pessoas, não consegue refletir.

    Algo paradoxal como o fato de que são religiosas a maioria das mulheres que praticam e morrem (as pobres, é óbvio) fazendo abortos clandestinos.

    E na bem sucedida tarefa de sequestrar o debate político em esferas de manipulação e desinformação, a mídia pagou o preço não só da falta de credibilidade, mas principalmente da incapacidade de ler o público que a lê.

    Como se o jornalismo político passasse a acreditar nas novelas e nos personagens que os outros núcleos da rede produzem, e tratassem-nos como gente de verdade.

    Cordiais saudações.

  21. juridico

    11 de janeiro de 2014 1:56 pm

    Como ja disse o Judiciario

    Como ja disse o Judiciario prepara um golpe de Estado…A alegria maligna(alegria com a desgraca alheia) de Barbosa tem algo mais que uma simples compra de ap em MIAMI(FUGA DA TURMA DE BATISTA) PIOR nenhuma instituicai e nem o SUPREMO adota nenhuma providencia para defender a DEMOCRACIA…. e triste ver a mesma imprensa que deu o golpe ser subsidiada pelo PT que sonhou um dia cooptar essa midia

  22. Juliano Santos

    11 de janeiro de 2014 2:00 pm

    Pig é sempre pig, só muda de endereço

    Voce mesmo, Nassif, já nos mostrou aqui que quando surgiu, a impressa escrita era a manifestação da liberdade de expressão do cidadão. Depois, aconteceu o que a gente já sabe.

    Nada impede que fenômeno parecido aconteça com o mercado da opinião e da informação na internet. Alias quem disse que já não está? O jornal, mesmo perdendo a antiga relevância, cumpre seu papel.

    As pessoas circulam nas ruas. Param para se proteger do sol e beber água numa banca. Lá está a manchete do O Globo. Depois no elevador indo para o escritório tem uma tela em que o G1 ou a UOl dá a mesma manchete, formatando-a para uma interface mais up to date. No onibus de volta para casa também tem uma tela.

    Já em casa entre uma novela e outra, a manchete agora é em audio na voz grave e aveludada do Bonner. E no computador antes de deitar, em algum momento, em algum dos aplicativos do Google, Youtube, ou no Facebook, essa manchete aparecerá sem que voce saiba porque. Quem se dará o trabalho de vir para o GGN verificar a veracidade da manchete? Um entre mil, Nassif

    Uma “comunicação democrática surgirá naturalmente”. Sei, a Helena Chagas e o Bernardo garantem isso para a presidenta. Mas se o movimento “não vai ter Copa” derruba a Dilma, a Chagas a deixa na mão e volta para o pig, em sua versão impressa, televisiva ou online. Ou em todas ao mesmo tempo!  

     

  23. maria rodrigues

    11 de janeiro de 2014 2:12 pm

    Houve um tempo em que alunos

    Houve um tempo em que alunos eram estimulados a ler jornais para melhor serem informados sobre os acontecimentos sociais, políticos e econômicos do Brasil e do mundo. Hoje ainda existem escolas assim. Meu sobrinho, residente em MS, estudante de um colégio da classe média alta, tem sido, diria, obrigado a ler a revista VEJA semanalmente. Cheguei a questionar com a mãe dele a razão disso, se há outras revistas. Fica claro que a ABRIL e a escola estabeleceram algum vínculo comercial. Provavelmente é por essa via que a revista ainda não fechou as portas.

    Acredito que jornais, revistas e jornalistas tem suas preferências políticas. Normal. O problema é que antes, fora o tempo das ditaduras, esses veículos, bem como os jornalistas em geral, tinam alguns limites. Hoje o negócio é escancarado, e só não enxerga quem é muito ignorante. 

    O Roda Viva, por exemplo, comandado por um jornalista inescrupuloso, perdeu completamente o seu estilo, antes tão instigante para um público ávido em conhecer verdades. Não consigo mais assistir a esse programa porque se o entrevistador não tiver feito pergunta ao gosto do comandante, este diz que vai pegar uma carona, entrando com seus venenos, que serão sempre contra o PT. 

    Na Record e na Band, faz apenas umas poucas semanas, Datena e Resende passaram a embrulhar no pacote das reportagens sanguinolentas o mote político. Ambos decidiram mostrar-se contra o Governo Federal, e Resende ainda fica pior na fita quando esculhamba Hadad e elogia alkmin. A gente vê claramente que eles estão sendo manipulados para agirem assim. 

    O viés político, a posição em favor de um lado estão em todo e qualquer programa televisivo. Pode ser num programa cômico, no Fátima Bernardes, ou em qualquer outro. O que interessa a essa elite é desconstruir o governo do PT.

    Agora está em foco a morte da menina por bandidos no Maranhão. A VEJA já traz na capa a foto da menina e seus conselhos. 

    A campanha política, a meu ver, começou desde o princípio do julgamento do mensalão. Ali foi plantada a semente. A árvore já cresceu, deu frutos amargos para os réus, mas para as elites é necessário ter diuturnamente jornais, revistas e televisões requentando notícias, fazendo retrospectivas, ou se valendo de qualquer coisinha pra aumentar ainda mais aquilo que já se tornou um verdadeiro mostro. 

    1. Obelix

      11 de janeiro de 2014 2:28 pm

      Veja que coisa!

      Prezada Maria Rodrigues,

      Na década de 80 em diante, os republicanose ultraconservadores do partido descobriram um caminho, na verdade um atalho, para enclausurar o suposto avanço eleitoral democrata em alguns setores, e de propostas mais progressistas.

      Ocuparam os conselhos escolares locais, e ali montaram sólida base eleitoral, fato que hoje torna possível emparedar um presidente eleito à bordo de uma agenda, digamos, mais “moderna”.

      Como o conservadorismo brasileiro bebe direto na fonte estadunidense, inclusive no formato partidarizado da mídia (Fox), sem, é verdade, os números oligolopolizados daqui, o PIG partiu para uma tentativa de controle ideológico na fonte, ou seja, nas escolas através da inserção de seu conteúdo paradidático.

      Como não há uma coesão partidária que permita a ação orgância junto a conselhos comunitários (e nem estes funcionam como nos EEUU), partiu-se para uma intervenção direta e nada sutil.

      Cordiais saudações.

      1. lenita

        11 de janeiro de 2014 6:20 pm

        Parabéns novamente Obelix !

        Parabéns novamente Obelix ! Seus comentários engrandecem  ainda mais o Blog do Nassif.

    2. hc.coelho

      11 de janeiro de 2014 3:57 pm

      Ler a revistinha do esgoto é se deseducar

      Como uma escola pode estar propondo que os alunos se desinformem desta maneira?  Ler a revistinha do esgoto compromete qualquer educação; nada nela presta. Deseduca a toods que a leem.

      Não vem daí a violencia que grassa entre os jovens?

  24. aliancaliberal

    11 de janeiro de 2014 2:22 pm

    A midia politica vista do

    A midia politica vista NO planalto central.

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=UVah9lnhv5A%5D

    1. edna baker

      11 de janeiro de 2014 9:14 pm

      Você errou, esse não é o

      Você errou, esse não é o Palácio do Planalto é o Congresso. Ninguém chegou perto daquele Palácio.

       

      1. Barbalho

        11 de janeiro de 2014 10:10 pm

        O cara errou feio. Uma olhada

        O cara errou feio. Uma olhada no google maps antes do próximo comentário sobre locais públicos de BSB pode diminuir o vexame.

      2. Barbalho

        11 de janeiro de 2014 10:10 pm

        O cara errou feio. Uma olhada

        O cara errou feio. Uma olhada no google maps antes do próximo comentário sobre locais públicos de BSB pode diminuir o vexame.

      3. aliancaliberal

        13 de janeiro de 2014 7:39 pm

        Por isso que coloquei “NO

        Por isso que coloquei “NO planalto central.”, quem posto o video que errou, nada que mude o “valor” do video.

  25. alcarpinteiro

    11 de janeiro de 2014 2:23 pm

    Foi FHC quem criou a

    Foi FHC quem criou a expressão “fazer Lula sangrar” para representar a estratégia de fragilizar o ex-presidente continuamente para que ele chegasse às próximas eleições sem chances. Esta é a estratégia usada por mídia e Governo em sua guerra. E o Governo tem levado a melhor. A mídia ataca diariamente ocultando os resultados positivos do governo, enfatizando os negativos e criando expectativas sem base real, com a ajuda de especialistas com interesses diversos. O objetivo é atrair o dinheiro do governo na forma de anúncios, assinaturas, crédito, subsídios, enfim qualquer agrado que seja ofertado para abrandar os ataques midiáticos. A história da mídia no Brasil mostra que este é o modus operandi. A  PETROBRAS fez isto na época da CPI aberta para investigá-la. O resultando foi uma chuva de anúncios na TV e a mídia deixando a oposição falar sozinha na CPI.

    O Governo optou por não fazer negócio com a mídia. Até agora vem se dando bem. As políticas sociais e os bons resultados econômicos criaram uma forte base de apoio eleitoral que não foi atingida pelos ataques midiáticos. Além de ineficientes, os ataques constantes colocam o governo na posição de vítima. É mais um ponto favorável ao governo. A mídia não percebe, mas seus ataques só fortalecem o governo no imaginário popular. Se reagisse, com uma lei de mídia, por exemplo, o que seria o correto a fazer, o governo inverteria o papel e a mídia seria a vítima. O pragmatismo falou mais alto. Além da base de apoio popular e a condição de vítima desta mídia, o governo possui duas outras importantes armas: o orçamento para publicidade e o tempo. 

    Franklin Martins pulverizou os recursos de publicidade do governo, sem aumentar o seu volume. Na prática, os grandes veículos de mídia perderam, enquanto muitos veículos de míidia pequenos espalhados pelo país se viram sem motivos para atacar o governo.

    A segunda arma, ao invés de tempo, poderia ser chamada de internet. Ela devorou a mídia impressa. A editora Abril dividirá espaço na história com as grandes fábricas de carruagens. Agora parte para cima das TVs abertas. Este blog já publicou bons posts sobre o assunto. As TVs abertas perderam o futuro, visto que os futuros telespectadores, hoje adolescentes, só querem saber de internet. Em mais quatro anos, a globo viverá outra realidade, se o governo conseguir manter o ritmo. Na guerra entre governo e mídia, é a última quem sangra.

    1. edna baker

      11 de janeiro de 2014 9:09 pm

      Foi bastante perspicaz.

      Foi bastante perspicaz. Parabéns!

  26. edward

    11 de janeiro de 2014 2:30 pm

    ESTOU DESANIMADO

    Não sou de utilizar a rede. Gosto mesmo de ler páginas e págnas de blogs, como este, imparcial, que busca a verdade e não a esconde. Critica e elogia, mostra sempre os fatos e dá sua opinião.

    Porém, estive vendo, para ter idéia melhor, o que se passa na rede. E, infelizmente, a coisa por lá está preta. É desanimador. Mesmo com os esforços do governo, a classe média está totalmente envenenada pelos meios de comunicação. Ainda a TV aberta infesta a cabeça dos mais favorecidos. E a internet, outrora um local de liberdade de expressão, viu-se invadida por um turbilhão de infornações falsas e de opiniões distorcidas, puxadas lá dos jornalões e tvs patrocinadas pelos poderosos.

    E a coisa está no compartilhar. Compartilhar todas as matérias que batem intensamente no governo atual, que está, infelizmente, na rede, levando grande desvantagem.

    É difícil reverter essa situação e ela pesará, nas eleições.

    Somente os movimentos, como a MST, os sindicatos, como a CUT, e o povão que adora o Lula representam minha esperança. Se estes movimentos e os sindicatos teimarem em ficar atrás da moita e não derem o aval necessário à Dilma, os conservadores irão tomar o poder novamente e eles todos, nós trabalhadores, vamos nos danar e muito de 2015 para frente.

    Quem viver verá.

    Acorda MST. Acorda CUT. Acorda trabalhadores do Brasil. Acorda povo brasileiro!

     

     

    1. Clever Mendes de Oliveira

      11 de janeiro de 2014 5:09 pm

      Qualquer melhora (ou piora) na economia independe da mídia

       

      Edward (sábado, 11/01/2014 às 12:30),

      O que há de desânimo são questões econômicas que fizeram o ano de 2013 muito pior do que a sinalização que aparecia no final de 2012. E, em minha opinião, muito das questões econômicas foi fruto das manifestações de junho que embora não produzissem efeito direto na economia reverteram a tendência econômica de crescimento provavelmente ao afetar as expectativas dos agentes econômicos.

      A sua contrariedade com a análise de Luis Nassif peca por não perceber que a análise de Luis Nassif é enviesada. Embora apresentando como uma visão do Planalto, trata-se de uma análise com a qual ele concorda. Na análise, Luis Nassif dá a mídia uma importância muito maior do que a grande mídia tem. É a visão do Planalto também, mas penso que eles possuem bons analistas para reconhecer que o Planalto deseja, mais do que informar a percepção do Planalto sobre a mídia, que as pessoas compartilhem a idéia de que a realidade econômica não é aquela repassada pela mídia, pois a mídia seria tendenciosa. Penso que o Planalto está certo em agir assim. Quem não deveria reproduzir esta visão do Planalto deveria ser Luis Nassif.

      Considero que Luis Nassif reforça esta visão sobre a mídia porque como homem da mídia ele tem interesse em dar a mídia uma importância maior do que ela tem. Considero que ter a exata noção da importância da mída é um grande problema que se tem ao se fazer o acompanhamento da realidade. Procuramos entender a realidade pela divulgação que a mídia dá da realidade e não pelos fatos que a realidade apresenta. Quando se trata de dibvulgação de fatos e dados o problema é apenas da defasagem entre o momento da divulgação e o momento em que os fatos e dados ocorreram.

      Situação distinta é quando se informa valores subjetivos. Em situação assim o problema é bem maior do que se imagina porque publico e mídia se inter-relacionam de tal modo que não sabemos se a mídia é que forma o público ou é o público que forma a mídia. Nesse sentido tenho chamado atenção para o post “A cegueira branca do Estado e o gigante iluminado” de quinta-feira, 20/6/213 às 16:10, e que saiu aqui no blog de Luis Nassif com a transcrição de artigo com o mesmo título e de autoria de Rafael Araújo, professor da Escola de Sociologia e Política de São Paulo e da PUC-SP. O post “A cegueira branca do Estado e o gigante iluminado” pode ser visto no seguinte endereço:

      https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-cegueira-branca-do-estado-e-o-gigante-iluminado

      Retiro do post o trecho a seguir que me parece esclarecer bem o problema que eu destaquei. Diz lá o Rafael Arújo:

      “Há uma crise de racionalidade pelo fato do Estado de direitos não ser capaz de cumprir com aquilo a que se propõe. Os articulistas têm repetido isso como um mantra, mas até que ponto trata-se de uma crise exclusivamente brasileira? Até que ponto podemos associar o descontentamento do povo ao descaso e à corrupção? Esse é o raciocínio de superfície que estrutura os meios de comunicação tradicionais e que está por toda parte: nas músicas, filmes e novelas, nos sermões e discursos políticos, nas conversas de bar e de família, nas fábricas e escritórios, nas ruas e praças. Se todo o público que consome notícia pensa dessa forma rasa, como esperar que a velha mídia se comporte de outra maneira? São empresas que precisam de anunciantes, dizem e escrevem o que o espectador quer ouvir e ler. O jogo é esse. As fontes de informação dizem aquilo que se quer ouvir, assim garantem a audiência”.

      Eu creio que público e mídia se formam ao longo dos anos. Trilham o caminho mais fácil e vão se moldando ao longo do caminho. Um e outro se refletem. Uns divulgam a notícia que aprenderam durante toda a vida e os outros procuram a notícia que não contradiz a opinião que ao longo da jornada adquiriram. E é bom que se diga que nos dois campos só há opinião e raramente há o conhecimento científico incontestável. Então, não há como atribuir à grande mídia a culpa pela deturpação da realidade ainda que ele possa está empenhada nesta tarefa até mesmo como uma forma de combater um governo.

      O texto do post “A cegueira branca do Estado e o gigante iluminado” era destinado a compreensão das manifestações de junho de 2012. Desde as minhas primeiras observações eu dizia da dificuldade de se entender as manifestações, mas que a primeira vista elas não apresentavam nada de bom, salvo as manifestações em sim como expressão da democracia participativa e não apresentavam nada de novo com exceção das novas mídias da internet. Não tenho mudado meu entendimento. O que talvez é preciso mais bem avaliar é calcular qual foi realmente o efeito das manifestações na retração econômica que ocorreu no mês seguinte quando, por sinal, as manifestações já haviam enfraquecido.

      Observe que a imprensa foi incapaz de ter qualquer efeito econômico. Com uma imprensa contrária o país podia crescer ou decrescer. As manifestações sim tiveram efeito na economia. Assim eu insisto, a grande mídia é muito menos importante do que parece.

      E percebido a desimportância da grande mídia, valeria ainda ter em conta que, mesmo para quem, como a mim, apóia  o governo de Dilma Rousseff, a postura da grande mídia contra o PT tem seu lado benéfico. De certo modo foi isso que eu disse para Vera Lucia Venturini, junto a comentário que ela enviara quinta-feira, 09/01/2014 às 10:46, no post “Os fatos reais e os fantasmas da economia” de quinta-feira, 09/01/2014 às 07:32, aqui no blog de Luis Nassif. O comentário de Vera Lucia Venturini e o meu, enviado quinta-feira, 09/01/2014 às 17:39, pode ser visto na segunda página do post “Os fatos reais e os fantasmas da economia” no endereço a seguir:

      https://jornalggn.com.br/noticia/os-fatos-reais-e-os-fantasmas-da-economia?page=1

      De lá eu retiro o trecho em que eu dou minha opinião de que se deveria dar menos importância à grande mídia. Disse eu lá:

      “E há dois pontos a ser considerado pelos que assistem a grande mídia que reduzem a importância do viés da grande mídia contra o governo do PT. Um é que a grande mídia atinge a população é com as novelas e não com o noticiário. E o segundo aspecto é o fato de que para quem interessa pela notícia o que é mais importante para o entendimento dela – a notícia – é o conhecimento da ideologia de quem faz o repasse da a notícia. E o conhecimento da ideologia é um longo aprendizado. Então com um filtro é mais fácil entender um locutor bem pago pela direita, mas que há muito tempo está presente na grande mídia do que um novato da esquerda.

      Além disso, às vezes a notícia ruim volta contra a própria mídia, principalmente quando o futuro parece melhor do que ele foi anunciado. As vezes até parece que a mídia trabalha em favor do governo. É difícil de aceitar essa idéia da mídia favorável ao governante de plantão mesmo ele sendo do PT, mas não se esqueça que os dois maiores financiadores da mídia qualquer que seja ela são os bancos e o governo”.

      Enfim, há razão para o seu desânimo, mas não em decorrência do comportamento da grande mídia, mas pelos fracos sinais de recuperação econômica, sinais que foram mais forte no final de 2012, mas que acontecimentos posteriores que não foram resultados do comportamento da grande mídia reverteram a tendência.

      Clever Mendes de Oliveira

      BH, 11/01/2014

      1. edward

        12 de janeiro de 2014 12:39 am

        Puxa vida, mereci uma resposta tão extensa assim?

        A economia do País, ao meu humilde olhar, está excelente, pois cada vez mais tenho visto o povo com dinheiro, comprando e consumindo como nunca. Temos hoje uma reserva de 380 bilhões de reais, devendo somente 80 bilhões, diferente do que o FHC deixou: tinha 30 bilhões na reserva e devia 60 para o FMI. Hoje, o salário mínimo compra duas cestas básicas, no tempo de seu FHC, apenas 0,60 de uma cesta básica. A Inflação atingiu no último ano da administração de FHC mais de 16%. Hoje exportamos cinco vezes mais do que no tempo do ídolo FHC. Temos o menor índice de desemprego em toda a história do Brasil. Olha que o mundo está em crise econômica brava, a geração perdida, jovens europeus, agoniza em níveis de quase de 50% de desemprego. Isto não me desanima não.

        Desanima o engodo, a farsa, as mentiras, o terrorismo nas notícias, como a notícia do apagão, lembra-se, no começo do ano passado, que a imprensa toda alardeou. Cadê o apagão?. Estes factóides, as batidas de mensalão, mensaleiros, instrumentos todos utilizados em todas as manifestações jornalísticas, transformando o governo petista no diabo solto, quando, na verdade, tivemos uma grande melhoria na vida dos brasileiros, principalmente nas classes menos favorecidas. Mas a rede reflete as notícias maliciosas dos jornalecos, desta imprensa televisiva impressionantemente desfavorável ao governo, tudo com o objetivo de derrotar as forças progressistas, que estão melhorando o País.

        Estou desanimado com a classe média, pois ela é a que mais condições culturais e educionais teria para julgar melhor um governo e, infelizmente,  pende para o conservadorismo e a meritocracia, deixando de entender que o equilíbrio social deve ser o mais importante objetivo de um governo.

        E não discordei nem um pouco do texto do Nassif, que considero um extraordinário jornalista, honesto e imparcial.

  27. Alexandre Weber - Santos -SP

    11 de janeiro de 2014 2:32 pm

    Quem não tem competência não se estabelece

    A Mídia tradicional ficou sem ter o que falar, comentar ou criar.

    Seus jornalistas, com a boca torta pelo uso do cachimbo, não sabem como rebater argumentos que tem origem em cogitos com base na Astrologia, Tarot e Geometria.

    Começar tudo de novo não dá mais tempo, o foço da burrice é muito fundo.

    Vão fechar de forma desprezível, sem lustro ou glamour, de dar dó.

  28. Luciano Prado

    11 de janeiro de 2014 2:50 pm

    Jornalismo ou bandidagem?

     

    PIMENTEL CONDENA TERRORISMO MIDIÁTICO

     

     

    Agência Brasil: fernando pimentel

     

    “Esse negócio de que os estrangeiros estão com medo de vir para o Brasil é conversa fiada, é só terrorismo”, diz o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, que, na próxima semana, inaugura uma fábrica de semicondutores em Minas Gerais

     

    11 DE JANEIRO DE 2014 ÀS 09:56

     

    Minas 247 – Depois que a presidente Dilma Rousseff criticou a “guerra psicológica” movida por setores da sociedade contra a economia, o ministro Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, bateu na mesma tecla, condenando o que chamou de “terrorismo”. “Esse negócio de que os estrangeiros estão com medo de vir para o Brasil é conversa fiada, é só terrorismo”, disse ele.

    Na próxima semana, ele inaugura uma fábrica de semicondutores em Minas Gerais, que conta com investimento estrangeiro, do grupo Corporacion America.

    Leia, abaixo, nota publicada na coluna Panorama Político, de Ilimar Franco:

    Sai Eike, entra Eurnekian

    A presidente Dilma vai a Minas, na próxima semana, para a assinatura de contrato referente à instalação de uma fábrica de semicondutores em Ribeirão das Neves. Esse empreendimento, de R$ 1,1 bilhão, com participação da IBM, do BNDES e do BDMG, esteve ameaçado quando um de seus sócios, Eike Batista, entrou em crise. A instalação da SIX vai ser mantida, e isso será possível com a entrada, como acionista, do empresário Eduardo Eurnekian (Corporação América), que é radicado na Argentina. Seu investimento será de R$ 200 milhões. Para tanto, o ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento) e o governador Antonio Anastasia trabalharam lado a lado.

     

     

  29. Ex-combatente

    11 de janeiro de 2014 3:03 pm

    O governo tem medo de regular o setor de comunicação

    Seria muita ingenuidade do Planalto achar que a internet vai democratizar a comunicação. Não vai. O poder dos donos de jornais simplismente migrarão para a tela do computador. Pode haver inicialmente até uma ilusória diversidade mas, sabemos que a tendência é o monopólio, a compra por eles, de sites e domínios que façam algum tipo de sucesso. Não desprezemos o poder do dinheiro em uma sociedade capitalista. Quanto à revista nova escola, foi apenas uma negociata mesmo, pois ela não tem a menor serventia nas escolas.

    1. Rabuja

      11 de janeiro de 2014 3:43 pm

      Este pessoal do Planalto tem

      Este pessoal do Planalto tem como livro de cabeceira o infanto-juvenil Pollyana. Insistem em enxergar um mundo cor de rosa que não existe.

      Ou será problema de rabo preso mesmo?

  30. iron

    11 de janeiro de 2014 3:31 pm

    Eu tambem acho que o governo

    Eu tambem acho que o governo deveria jogar dinheiro somente nas midias que falam bem do partido.

    Afinal, governo , estado e partido são os mesmos (na visão dos religiosos do santo partido), em um  só corpo.

    E quer saber, tambem sobraria mais para nois uai !!!

  31. Zero Manning

    11 de janeiro de 2014 3:37 pm

    Como assim?

    Detendo os governos de estados como SP, MG, PR, GO, o PSDB dispõe sim de muito fôlego financeiro para apoiar a campanha midiática.

    1. Lais

      11 de janeiro de 2014 6:12 pm

      Fôlego de sete gatos

      Concordo !

      Eles têm muito fôlego financeiro mesmo.. basta ver a roubalheira do Trensalão aqui em SP e o contibuinte paulista,  paulistano ( e em alguns casos são paulino, hehe) ainda bate no peito e fica mandando e-mail desaforado  falando  da “corrupção no PT”…… 

      Os estados citados estão na mão dessa cambada e eles não vão poupar esforços, diga-se muita grana, pra tentar melar a reeleição da Dilma..

      Abs

  32. C. Acácio

    11 de janeiro de 2014 3:44 pm

    Nada é mais trágico que um

    Nada é mais trágico que um príncipe sem um reino  …  

  33. autonomo

    11 de janeiro de 2014 3:46 pm

    Quando se fala sobre a

    Quando se fala sobre a internet, muitos a olham como algo miraculoso que ira salvar a humanidade.

    Bastante ingenuidade.

    O mesmo se pensou quando o homem descobriu a impressora de papeis, depois ao transmitir pensamentos através do radio e mais presentemente quando criou a televisão.

    E daí?

    Assistimos diretamente de Bagdá , “ao vivo” pela televisão, invasores americanos bombardeando a cidade mais antiga do mundo e continuamos, tranquilamente, o jantar.

    Isso não impediu novas e futuras invasões.

    Ao contrario,muitos americanos e coligados acham que os EUA deveriam invadir também a Síria.

    Entre nos, apesar do Banestado, Sivan, Petrobrax, “cartel” dos trens, milhões de compatriotas acham que o verdadeiro corrupto é o Genoino, proprietário de uma pequena casa no Butantã.

    Os que acreditam na miraculosidade da internet parecem não ver que ela ja esta infestada de Reinaldos Azevedos, Jabores, Merdais.

    Não observam que as tais “redes sociais” são controladas de longe e são capazes de instigar milhões de pessoas a sairem, “espontaneamente”, as ruas para “protestar contra tudo e todos”.

    Não conseguem perceber que a internet é comandada, no hemisferio norte, por um pequeno grupo de mega empresas,com estreitas ligações, inclusive, com o governo americano.

    Não imaginam que os grupos nacionais que detem o monopólio da informação não desaparecerão porque “os jornais impressos estão em decadência”.

    Muito ao contrario. 

    Migrarão para as novas formas de disseminar a “informação” e a manipularão ainda com mais intensidade.

    O que deveria ser feito e não é seria um incentivo e concreto apoio aos nucleos democraticos de informação, alem de manter dinamicos os canais existentes de televisão estatais.

  34. hc.coelho

    11 de janeiro de 2014 3:51 pm

    O fim do pig? Amanhã?

    Estamos anciosos pelo fechamento do ESP, quem vai comprar porcaria?, da folha e da revistinha do esgoto. Eles caem por vontade própria e por odiarem o jornalismo.

    Não se compreende é o apoio que jornalista ainda lhe dão, apesar de que ultimamente eles têm precisado dos lobões e constantinos, porque alguns jornalistas estão tendo nauseas ao escreverem o que têm escrito. 

    Cabe ao Lula a grande vitória de derrotá-los com seu despreso e merecida desconsideração. Comeram a si próprios.

    Só não entendo o MEC estar comprando revistas daqueles que representam o oposto a qualquer tipo de educação. Edtada por bandidos. É incrível.

    Pior do que isso só  o setor de propaganda do governo que esconde de maneira vergonhosa as realizações do PAC 2.

    1. iron

      12 de janeiro de 2014 2:12 am

      Garanto ao senhor que os

      Garanto ao senhor que os leitores habituais do Estadao nao estao  anciosos e tao pouco demonstram despreso para aqueles que sao leitores de cartilhas do partido.

       

  35. Assis Ribeiro

    11 de janeiro de 2014 6:35 pm

    O governo pode estar, de

    O governo pode estar, de fato, se utilizando deste (que seria natural) desgaste, como diz Nassif:

    “Por isso, a estratégia do Planalto será deixar que o avanço da Internet democratize as comunicações e o poder dos grupos de mídia se dilua naturalmente.”

    No entanto, se o governo não tentar equilibrar a força financeira que os grandes jornalões terão na internet, esses grupos irão minar, perseguir e tentar desmoralizar aos chamados blogs alternativos.

    E aqui,  governo não estaria fazendo a sua parte como ente de equilíbrio e não estaria reconhecendo a importância desses blogs alternativos no avanço da democracia de informação e meios de formação de conhecimento.

  36. Gunter Zibell - SP

    11 de janeiro de 2014 6:37 pm

    Eu não quero entrar na briga

    governo versus grupo Abril, mas as posições de ‘Nova Escola’ sobre a importância de combater a homofobia em escolas são boas. Acho bom, portanto, que o MEC a compre.

    Não achei agora, mas lembro de matéria em que essa revista elogiou o kit federal “Escola sem Homofobia”.

    Achei esta matéria, sem data:

    http://revistaescola.abril.com.br/crianca-e-adolescente/comportamento/sera-elas-sao-451878.shtml

    Como combater a homofobia

    Pesquisas indicam que as escolas brasileiras são preconceituosas com os gays. Informação é a arma para reverter o quadro

    Do aluno que desmunheca ao grupinho de meninas que brinca de beijar na boca, a escola convive diariamente com situações que colocam a orientação sexual dos alunos em discussão. Os jovens que apresentam comportamentos heterossexuais, condizentes com o sexo biológico, não preocupam. Meninos se comportam dentro das regras para o gênero masculino e meninas seguem o jeito predefinido das garotas.

    O termo heteronormatividade resume esse conjunto de atitudes preconceituosas e compulsórias. “O conceito embasa a ideia de que a heterossexualidade é a sexualidade natural”, diz Maria Cristina Cavaleiro, pedagoga do Grupo de Estudos de Gênero, Educação e Cultura Sexual da Universidade de São Paulo (USP). 

    Nesse cenário, a homossexualidade e a bissexualidade são consideradas desvios da norma. Uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo publicada em 2009 mostra que, quando perguntados sobre pessoas que menos gostam de encontrar, os entrevistados classificaram em quarto lugar os homossexuais (16%). Foram deixados para trás somente por usuários de drogas, pessoas que não acreditam em Deus e ex-presidiários. 

    Quando o olhar se volta para a escola, o panorama não é diferente. Outro estudo, divulgado em 2004 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), revela que quase 40% dos alunos entrevistados não gostariam de ter homossexuais como colegas e mais de 35% dos pais não gostariam de tê-los como amigos dos filhos.

    Como lidar com uma aluna gay assumida?
    Pergunta do leitor A. S., São Luis, MA

    Ilustrações: Erika OnoderaIlustrações: Erika Onodera

     Ao iniciar qualquer diálogo, o professor deve aceitar a autodefinição da aluna, sem a questionar. A estudante tem o direito de proteção a reações hostis para se ver e se julgar pela sinceridade dos seus desejos, sem preconceitos. Outros estudantes poderão reagir negativamente à presença de um gay na sala de aula, mas lembre-se de que eles também estão preocupados em tentar construir a própria identidade (e pode ser perturbador observar esse confronto com alguém que não siga o caminho da maioria). Grande parte dos homossexuais descobre seu desejo sexual na idade escolar, como acontece com os heterossexuais. Durante a adolescência, jovens podem ter experiências com colegas do mesmo sexo, o que não é a comprovação irrefutável da orientação de alguém. Pode ser um meio de buscar conhecer certas formas de satisfação. Mas pode também ser o momento de uma descoberta, caso o jovem se sinta confortável com a experiência. O problema não é o aluno ser declaradamente gay, mas como podemos aprender (e também ensinar) que são múltiplas as formas de vivenciar os afetos e a sexualidade. A Educação deve desmontar estereótipos, veicular conhecimentos objetivos e fomentar nos jovens a capacidade de defender a si próprios de forma não violenta.

    Antes de tudo, o que deve ficar claro para todos é que ninguém escolhe ser gay. “Essa orientação tem relação direta com o desejo, a atração física por alguém do mesmo sexo. E não é premeditado. Ocorre espontaneamente”, diz o professor Luiz Ramires Neto, mestre em Educação pela USP e um dos diretores da organização não-governamental Cidadania, Orgulho, Respeito, Solidariedade e Amor (Corsa), de São Paulo. 

    Segundo ele, até hoje não há análises conclusivas sobre o assunto, nem no campo da genética nem nos estudos sobre o impacto do ambiente social (leia as dúvidas respondidas nos destaques desta reportagem). O fato é que, no ambiente escolar, comportamentos desviantes da norma muitas vezes são encarados como problemas. “O professor tem de entender que não vai mudar a orientação sexual de um jovem, mas tem como despertar na turma o respeito pela diversidade sexual”, aconselha Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan, especializado em Educação e sexualidade. “O educador pode debater com base na história de homossexuais que desempenham funções de destaque ou aproveitar um debate sobre a família para tratar de tipos de arranjo, especialmente os que vão além de pai, mãe e filhos.” 

    Preconceito contra alunos, parentes e educadores 

    No dia a dia da escola, uma das situações mais incômodas é a manifestação exagerada da homossexualidade. “Assumir uma postura de enfrentamento é uma tática de reação muito comum do jovem, que pode se dar por meio de atitudes como afinar a voz, rebolar (se menino) ou agir de maneira bem agressiva e engrossar a fala (se menina)”, descreve Lúcia Facco, doutora em Literatura Comparada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e estudiosa do assunto. “Quem chama a atenção dessa forma está defendendo seu jeito de ser, da mesma maneira que o faria um aluno esquerdista que vai à aula vestindo uma camiseta com a estampa de Che Guevara”, diz Ramirez Neto, da ONG Corsa.

    A mãe de uma aluna é lésbica. O que faço?
    Pergunta da leitora B. P., Ilhéus, BA

    Ilustrações: Erika Onodera

    Primeiramente, trate essa família como qualquer outra. A maioria das escolas ainda só entende uma organização: a heteropatriarcal, em que há o pai, a mãe e os filhos. A questão é que hoje existem várias configurações possíveis na sociedade: mães solteiras ou separadas que criam os filhos sozinhas, avós que cuidam dos netos integralmente, homens e mulheres separados que se casam novamente e passam a criar juntos os filhos de outros casamentos, casais homossexuais que se unem e, juntos, cuidam dos filhos de relacionamentos heterossexuais que tiveram e assim por diante. Essas diferentes constituições de família, aos poucos, vão sendo assimiladas por diretores, coordenadores pedagógicos e professores. Esse movimento, porém, se dá de fora para dentro e, muitas vezes, ocorre lentamente. É só pensar que, há 30 anos, ninguém ousava comentar nas unidades de ensino quando uma criança era filha de pais divorciados. Aos poucos, a comunidade escolar vai se acostumar com a condição da aluna que tem duas mães, por exemplo. Uma das formas de auxiliar esse processo é abordar a questão. Sempre que houver oportunidade de falar sobre a família e suas possíveis constituições, inicie um debate sem preconceito nem viés religioso. A reunião de pais é outra oportunidade de a escola conhecer quem são os responsáveis por cada criança e saber que tipos de arranjo familiar existem naquele momento.

    Mas nem todos extravasam os sentimentos. Alguns ficam quietos. São esses os que mais sofrem. “Desenvolvem depressão e até abandonam a escola”, comenta a professora e pesquisadora de diversidade de gênero Edith Modesto. Angela Moysés Nogueira Rodrigues, de Brasília, observou que a sua filha mais velha, Thaís, parecia ser muito tímida. Enquanto todos brincavam no pátio da escola de Ensino Fundamental em que estudava aos 13 anos, ela se sentava num canto para ler. Até que, com o tempo, numa conversa franca, a menina assumiu ser lésbica. Não havia política na escola sobre o tema, mas, com a ajuda dela, a direção passou a orientar os professores para trabalhar a temática. 

    E quando os pais de alunos são homossexuais? Jéssica Gutierrez e Carina Ramires, da capital paulista, criam juntas as filhas biológicas de outros casamentos, uma de 8 anos e outra de 10. “Hoje, as duas não enfrentam dificuldades. Todos sabem que elas têm duas mães”, fala Jéssica. O casal de mulheres participa de reuniões e de eventos sem constrangimentos. Uma vez, uma das professoras perguntou qual era a formatação da família, pois precisava preparar atividades para o dia dos pais. “Explicamos naturalmente e todos entenderam”, lembra Jéssica.

    Como deve se portar um professor gay?
    Pergunta do leitor P. N., Guajara-Mirim, RO

    Ilustrações: Erika Onodera

    Nada pode forçá-lo a manifestar seus desejos e nada o obriga a calar sobre as próprias vontades. Decidir como se posicionar, contando ou não sobre sua orientação sexual, vai depender de uma série de fatores. Um deles é o contexto. Às vezes, assumir a homossexualidade acarreta consequências reais, como o preconceito aberto e a perseguição por parte de algum integrante da equipe. Fora isso, é possível que os adolescentes sejam invasivos ao fazer perguntas muito pessoais. O educador decide se entra no assunto ou não. Quanto mais a escola lida abertamente com a questão da sexualidade, mais condição o professor tem de responder francamente às colocações da turma, mesmo as mais ousadas. A não discriminação sexual é garantida pela Constituição, mas em um ambiente homofóbico esse direito fica prejudicado. Nesse caso, autoridades como promotores de Justiça e até a polícia devem ser acionadas. Por outro lado, o docente que se sentir confortável pode assumir sua opção sexual. É recomendado que se busque apoio na direção ou na coordenação pedagógica, já que um trabalho isolado corre o risco de ser visto como apologia. Em todas as situações, o educador precisa ter consciência de que, quanto maior a visibilidade das ações, mais avanços se conquistam.

    Pena que a clareza e o entendimento nem sempre dão o tom. Há casos em que manter a discrição sobre a homossexualidade poupa sofrimento – e, em última instância, garante o emprego. Renato*, professor do Ensino Fundamental da rede estadual paulista, é gay e procura deixar esquecer isso na escola. “Nem todos os alunos sabem. A maioria gosta de estar comigo. E os jovens podem se afastar ao saber. Não vejo professores homossexuais assumidos sendo abraçados pelos alunos com carinho ou afetividade”, diz. 

    Levar uma vida de fingimento, porém, é cansativo. No tempo livre com os colegas, por exemplo, Renato se vê obrigado a passar por situações constrangedoras, como omitir detalhes do seu último fim de semana. Em pesquisas sobre o tema, a escritora Lúcia Facco presenciou casos semelhantes e orienta: “Primeiramente, o gay precisa entender que não é nenhum ser especial. Além disso, cabe a ele buscar apoio na direção, já que um trabalho isolado pode ser mal entendido e visto como uma espécie de apologia. É vital saber que essas atitudes funcionam e vão ajudar outras pessoas”.

    Questões repondidas por: Maria Cristina Cavaleiro, da USP, e Luiz Ramires Neto, da ONG Corsa. 

    * O nome foi trocado para preservar o personagem.

    Quer saber mais?

    CONTATOS
    Edith Modesto
    Luiz Ramires Neto
    Maria Cristina Cavaleiro

    BIBLIOGRAFIA 
    Era Uma Vez um Casal Diferente, Lúcia Facco, 296 págs., Ed. Summus Editorial, tel. (11) 3872-3322, 60 reais 
    Mãe Sempre Sabe? – Mitos e Verdades Sobre Pais e Seus Filhos Homossexuais, Edith Modesto, 334 págs., Ed. Record, tel. (11) 3286-0802, 45 reais

     

    1. Obelix

      11 de janeiro de 2014 7:03 pm

      Contrabando perigoso.

      Prezados e prezadas,

      O mais velho truque da mídia corporativa para angariar alguma simpatia em nichos setoriais: a suposta modernidade na defesa de alguns direitos humanos, escolhidos a dedo pelo seu potencial de crítica ao governo.

      Assim, uma publicação pode conter gestos camaradas em relação a gays, e descer a lenha no aborto, ou falar do direito das mulheres, enquanto em outro número as vende como pedaço de carne ou como objeto de transferência no mundo da propaganda.

      Quanto aos negros, dá-lhe semiologia. Exaltam um capitão-do-mato e descem o chicote nas políticas sociais ou nas políticas afirmativas.

      Nem vamos mencionar os espaços virtuais, verdadeiras pocilgas de reprodução de preconceitos.

      Embora respeitemos a opinião sempre valiosa do Senhor Gunter, é preciso novamente esclarecer o seu filtro redutor da realidade a partir de sua causa (justíssima, por sinal).

      Se a revista fala bem da causa gay não importa que ela seja parte do maior lixo editorial brasileiro, que se destina dia e noite a descontruir toas as conquistas sociais que incidem sobre TODOS os brasileiros, e não parte deles.

      É por isto que a causa gay está cada vez mais isolada, tendo que recorrer a marinas, eduardos, aécios, bornhausens, e gabeiras para se sustentar

      Creio, na minha ignorância, que eles esticam a corda deste modo só porque sabem que tem um governo como o da Dilma, que pode ter vários defeitos, mas é incapaz de abandonar a luta pelos direitos LGBT, mesmo diante de tanta recalcitrância. 

      Esta dimensão é ampla demais para quem enxerga o mundo pelo buraco do muro no gueto.

      Mas é bom se cuidar, um dia a casa cai, a presidenta enche o saco e manda este pessoal às favas.

    2. maria utt

      11 de janeiro de 2014 8:22 pm

      tá serto

      Dinheiro para a Abril contra homofobia, “tá serto”.

      Sessão vale a pena ver de novo:

      “Homossexuais se consideram discriminados, por exemplo, por não poder doar sangue. Mas a doação de sangue não é um direito ilimitado – também são proibidas de doar pessoas com mais de 65 anos ou que tenham uma história clínica de diabetes, hepatite ou cardiopatias. O mesmo acontece em relação ao casamento, um direito que tem limites muito claros. O primeiro deles é que o casamento, por lei, é a união entre um homem e uma mulher; não pode ser outra coisa. Pessoas do mesmo sexo podem viver livremente como casais, pelo tempo e nas condições que quiserem. Podem apresentar-se na sociedade como casados, celebrar bodas em público e manter uma vida matrimonial. Mas a sua ligação não é um casamento – não gera filhos, nem uma família, nem laços de parentesco. Há outros limites, bem óbvios. Um homem também não pode se casar com uma cabra, por exemplo; pode até ter uma relação estável com ela, mas não pode se casar”.

       

      Gunter, gosto muito de seus comentários, mas às vezes sua mania de bancar o advogado do diabo é deveras problemática. A Abril tem sido a maior fomentadora de todos os tipos de preconceitos no Brasil. A melhor medida contra a homofobia possível seria a extinção do Grupo Abril.

    3. outro ze

      12 de janeiro de 2014 4:51 am

       
      o povo está confundindo a

       

      o povo está confundindo a veja na escola, que é um horror, com a nova escola, revista da abril voltada pra profisionais de educação e que é melhor que a média (que é muito baixa)

  37. Francisco de Assis

    11 de janeiro de 2014 6:46 pm

    PARA OS QUE NÃO ACREDITAM EM PIG

    (Transcrito de http://rudaricci.blogspot.com.br/)

    1. Luiz Eduardo Brandão

      11 de janeiro de 2014 8:28 pm

      A Globo News e a aritmética

      Só mesmo na Globo 5,91 é mais do que 6,50! Aritmética de conveniência… Me faz lembrar a matemática de uma das maravilhas do genial Luiz Gonzaga:

       

      [video:http://www.youtube.com/watch?v=B064YfdTpMw%5D

  38. Malú

    11 de janeiro de 2014 7:05 pm

    A troco de que o MEC compra a

    A troco de que o MEC compra a Nova Escola da Abril? Por que não comprar a revista também direcionada para a escola da Carta Capital? Se não houvesse outra até daria para entender, mas existe. Por que, por que…?

    1. Roberto Locatelli

      11 de janeiro de 2014 8:42 pm

      O ministro e o “seu Frias”

      O ministro da Educação é Aloizio Mercadante. Isso explica a forcinha que o ministério deu à Veja. Mercadante já se derreteu em lágrimas ao falar do “seu Frias”. Mais um tucano no PT.

  39. basílio

    11 de janeiro de 2014 7:41 pm

    “Não se negociou nenhuma

    “Não se negociou nenhuma trégua com a Abril.”  

    Aí além de efetuar uma contratação por inexigibilidade de licitação ao arrepio da lei, existem outros concorrentes (não só a Carta na Escola, existem várias outras, vide editoras Pátio ou Segmento por exemplo), já seria de ingenuidade e pusilaminidade colossais, seria como os carabiniere promoverem uma trégua, um acordo, com a Máfia Siciliana.

    Fosse séria a coisa o ministro teria que se explicar, e bem. 

    No mínimo.

    Aliás é surpreendente como esse governo de esquerda meia boca ainda permite compras sem licitação ou publicidade de órgãos públicos ou estatais em certas editoras ou grupos de mídia, deve ser algum estímulo masoquista.

    Idem para financiamentos públicos.

    Vai, inferlizmente, ter o troco que merece (sim, burrice mata), e vai ser bem mais forte do que supõe.

    Só torço para não ser devastador e por a perder os modestos avanços dos últimos anos, a casagrande não perdoa.

  40. maria utt

    11 de janeiro de 2014 8:00 pm

    ??

    “Por isso, a estratégia do Planalto será deixar que o avanço da Internet democratize as comunicações e o poder dos grupos de mídia se dilua naturalmente.”

    + “R$ 2,5 milhoes em assinaturas da revista Nova Escola, da Editora Abril.”

    A sorte do PT é que a oposição ainda consegue superá-los em estupidez.

  41. josé adailton

    11 de janeiro de 2014 8:05 pm

    BINGO!

    “Por isso, a estratégia do Planalto será deixar que o avanço da Internet democratize as comunicações e o poder dos grupos de mídia se dilua naturalmente.”

    Se assim for, será um exemplo de maturidade democrática para os nervosinhos e açodados favoráveis às medidas adotadas nos países bolivarianos.

    Entretanto, mesmo com a democratização das comunicações , o sossego que o poder político sonha está longe de ser alcançado.Pela atual conjuntura é difícil se prever calmarias a curto prazo.

  42. lenita

    11 de janeiro de 2014 8:29 pm

    Assisto sempre o Jornal Hoje,

    Assisto sempre o Jornal Hoje, enquanto almoço. Não tem um dia que ele não inicia falando de aumento de preços. Eles nem imaginam (?) a força que estão dando aos nossos empresários p/ aumentarem tudo. São uns ingênuos mesmo !!!!!!! kkkk

    1. iron

      11 de janeiro de 2014 9:07 pm

      Eh mesmo neh. Acho que o

      Eh mesmo neh. Acho que o partido/governo/estado deveria colocar um censor em cada redacao.

      Eh muita petulancia noticiar aumentos nos precos. Inimigos do povo.

      1. lenita

        12 de janeiro de 2014 12:50 am

        Vocês estão ruins comigo hoje

        Vocês estão ruins comigo hoje heim? Tome um geladinha que passa! hahaha.

    2. edward

      12 de janeiro de 2014 12:15 am

      não dê IBOPE à Globo

      Faça como eu, não dê Ibope à Globo. Veja outros canais, com exceção da Band.

      1. lenita

        12 de janeiro de 2014 12:53 am

        É a única coisa que vejo lá.

        É a única coisa que vejo lá. Não tolero mais as vozes dos apresentadores de telejornais e de todos os demais programas. Nada como umas briguinhas no Blog do “seo” Nassif, hahahah

  43. JorgeLuis

    11 de janeiro de 2014 8:47 pm

    “Por isso, a estratégia do

    “Por isso, a estratégia do Planalto será deixar que o avanço da Internet democratize as comunicações e o poder dos grupos de mídia se dilua naturalmente.”

    Uma coisa é a mídia impressa, que perde espaço rapidamente para a internet, outra coisa é a TV, que também perde espaço, mas de forma muito mais lenta. Com essa estratégia, quem sabe em 2080 a mídia se torne mais democrática no Brasil. Enquanto isso, o maior conglomerado de mídia do país (TV Globo) agradece a mãozinha, com a extinção das outras empresas…

  44. Roberto Locatelli

    11 de janeiro de 2014 8:58 pm

    O governo e o Brasil

    O governo não pode pensar na questão da democratização da mídia como sendo uma questão que diz respeito a ele, governo. Diz respeito ao Brasil.

    Ao não colocar em debate, na sociedade, a proibição do monopólio de mídia e a proibição de que políticos sejam donos de veículos de mídia, o governo está prejudicando aqueles que não têm voz.

    Observação importante: a democratização da mídia, como os blogs progressistas estão propondo, NÃO TEM NADA A VER COM CONTEÚDO. Tem a ver com liberdade de expressão.

    Exemplo 1: a Globo monopoliza antenas de retransmissão de sinal de TV em muitas regiões distantes. Isso impede que outros canais de TV aberta cheguem com um mínimo de qualidade nessas regiões. Gravíssimo!

    Exemplo 2: a Globo monopoliza a distribuição de filmes brasileiros no Brasil, fechando o mercado para outras distribuidoras ou para filmes que ela, Globo, não se interesse em distribuir.

    1. lenita

      12 de janeiro de 2014 12:57 am

      Bom te  encontrar, Locatelli

      Bom te  encontrar, Locatelli ! Eu me lembro de vc, qdo frequentava há uns 5 anos atrás, a CBN do Jabureco, Lucinha Hipócrita (apelido que coloquei), etc.etc.

  45. Filipe Rodrigues

    11 de janeiro de 2014 10:50 pm

    Democratizar a mídia da voto!!!

    O governo ainda não percebeu (pior é se perceber tarde). Vejam o ótimo exemplo da Ancine (Agência Nacional de Cinema):

    O atual presidente Manoel Rangel (nomeado pelo excelente Ministro da Cultura Juca Ferreira) peitou os grandes conglomerados midiáticos (Hollywood e seus vassalos nacionais) ao viabilizar as cotas para o cinema brasileiro na TV paga e salas de exibição.

    Com isso, artistas e cineastas brasileiros em peso pressionaram a atual Ministra da Cultura Marta Suplicy a mantê-lo na agência reguladora e foram atendidos.

    Imagina como seria na imprensa…a comunicação vive uma crise mundial, mas no Brasil a maioria dos profissionais do jornalismo convivem com um cenário de mercado de trabalho cada vez mais restrito e precarizado.

  46. Wsobrinho

    11 de janeiro de 2014 11:43 pm

    O Brasil cobiçado

    O Estado de S. Paulo : Morar no Brasil é ‘sonho’ internacional 11.01.2014 às 21:12

    Morar no Brasil é ‘sonho’ internacional o Brasil aparece entre os quatro destinos mais sonhados, na frente até dos Estados Unidos. O Brasil é um dos 12 países mais cobiçados para se morar, segundo uma série de pesquisas feitas em 65 nações pelo WIN – coletivo dos principais institutos de pesquisa do mundo – e tabulada pelo Estadão Dados. O crescimento econômico na última década, aliado à boa imagem cultural do País no exterior, fizeram com que o Brasil fosse citado como destino dos sonhos por moradores de dois em cada três países onde foi feito o estudo. Na lista dos destinos mais cobiçados por quem não está feliz na terra natal, o Brasil é o único da América Latina, o único Bric (grupo formado por Brasil, Rússia, China e Índia) e a única nação ocidental em desenvolvimento. As pesquisas foram feitas no fim do ano passado e ouviram mais de 66 mil pessoas ao redor do globo. Elas foram questionadas se gostariam de morar no exterior se, hipoteticamente, não tivessem problemas como mudanças ou vistos e qual local elas escolheriam. Por isso, os resultados dizem mais sobre a imagem dos destinos mencionados do que com imigrantes em potencial. Se esse desejo virasse realidade, o Brasil receberia em torno de 78 milhões de imigrantes nesse cenário hipotético. Mas, em um mundo sem fronteiras, a população do País diminuiria – 94 milhões de brasileiros se mudariam para outras nações, se pudessem. Ainda assim, 53% dos brasileiros não desejam emigrar, porcentual acima da media mundial. Quem mais tem vontade de vir para o Brasil são os argentinos: 6% se mudariam para cá se tivessem a chance. O Brasil também está entre os cinco mais cobiçados por peruanos e mexicanos. Mas não são apenas latinos que gostariam de viver aqui. Os portugueses acham o Brasil mais atrativo do que a Alemanha, os italianos o preferem à França, os australianos o consideram o segundo país mais desejável, os libaneses o colocam em posição tão alta quanto a Suíça e até no longínquo Azerbaijão o Brasil aparece entre os quatro destinos mais sonhados, na frente até dos Estados Unidos. Não querem sair O Brasil é um dos países onde há menos pessoas dispostas a morar no exterior. Dos 65 locais pesquisados, o País é o 15º entre os que têm a maior população que não se mudaria. Mas há uma peculiaridade: ao contrário do que acontece na maioria dos países de renda média ou baixa como México ou China, os brasileiros que gostariam de morar fora são justamente os mais ricos. Os dados da pesquisa mostram que, entre quem ganha mais de dez salários mínimos por mês, apenas 37% não sairiam do Brasil de jeito nenhum. Já entre quem ganha menos de um salário, esse porcentual pula para 61%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  47. lenita

    12 de janeiro de 2014 1:00 am

    “Seo” Nassif, por acaso este

    “Seo” Nassif, por acaso este Instituto Millenium que está fazendo propaganda no seu Blog é aquele mesmo? Ai, Ui !

  48. Miguel A. E. Corgosinho

    12 de janeiro de 2014 1:07 am

    O governo, quanto a sua

    O governo, quanto a sua extensão, depende de aplicar-se a qualquer conteúdo que possa provocar sua existência. 

    A mídia impressa e televisiva consente em servir para esclarecer e anular o homem pela própria organização política dos bancos. 

    Numa outra definição, fazemos parte de produzir as funções midiáticas que permite um governo se definir pela evolução da internet no futuro.

    Tudo, porém, que muda e continua a transformar o que somos, desemboca-se no último ponto capaz da socialização que interessa à mídia: A estrategia dos bancos em compreender como se põe homem e Estado na internet, e ninguém pense na auto-criação em que reproduzem o valor do mundo que, de fato, passam a exercer para seu uso.

  49. mauricio monteiro de assiss

    12 de janeiro de 2014 2:50 am

    JORNAL
    SE A MIDIA IMPRESSA JA JOGOU A TOALHA. QUEM VAI COMPRAR ESTE MICO ?

  50. edson 2

    12 de janeiro de 2014 1:38 pm

    compro do MEC, do kit da editora abril

    Caro Nassif e amigos, com respeito à compra efetuada ( Kit Editora Abirl ) pelo   Ministério da Educação. Eu entrei no portal do  M EC e registrei   uma reclamação assim transcrito: reclamação nº 14893950.

    Sr. Ministro, eu como cidadão e eleitor do Pt e, consciente das mentiras e distorções veiculadas dioturnamente pelos meios de comunicação ( globo, estadão, folha, revista veja e edtora abril ), contra o governo do PT e o Brasil! Fico estarrecido ao tomar conhecimento que o Ministério da Educaão tenha adquirido publicações da Editora Abril em deprimento de outras publicações isentas e mais responsáveis como – CARTA CAPITAL – por exemplo. Portanto, gostaria de saber Sr. Ministro, com todo respeito, o Sr. tem algum interesse nessas transações? Senão por que autorizou? É de interesse do Poder Público financiar a mentira e a manipulação da informação? E , por fim, o Sr. e o PT, têm a síndrome de Estocolmo?

    .

    .

    .

     Gostaria de convidar a todos deste blog  a fazerem o mesmo e cobrar explicação do Sr. Ministro da Educação. Abraços

  51. Silvio Carlos Nobre

    12 de janeiro de 2014 4:04 pm

    A midia politica, vista do Planalto
    Gostaria de ser igenuo( pra nao dizer tolo) como o planlto com relacao a pig, mas nao consigo, se por ta ficando rabujento ou falta de intelecto, nao sei, mais o fato e que quem fica esperando contemplativo pra ver o que aconterse enquanto e massacrado e o gov, essa midia mesmo sendo desmoralizada pela realidade nao recua nos ataques a democracia e os interesses nacionais. Esperava uma postura menos covarde de quem lutou tanto pela nossa democracia como a pres. Dilma. Que Deus nos ajude!

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