O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,07% em julho, resultado 0,09 ponto percentual abaixo dos 0,16% de junho. No acumulado de 2026, o índice soma 3,44%, enquanto nos últimos 12 meses chega a 4,44%, patamar dentro do teto da meta estabelecida pelo Banco Central, de 3% ao ano com tolerância entre 1,5% e 4,5%. Em julho de 2025, a variação havia sido de 0,26%.
Essa foi a quarta queda consecutiva da inflação mensal: depois de 0,88% em março, o índice recuou para 0,67% em abril, 0,58% em maio, 0,16% em junho e agora 0,07% em julho.
Desaceleração
O grupo Alimentação e bebidas caiu 0,67% no mês, com impacto de -0,14 p.p. no índice geral, puxado principalmente pela queda de 1,14% na alimentação no domicílio. Os destaques negativos foram o tomate (-29,09%, o maior impacto individual do mês), a batata-inglesa (-19,59%), a cenoura (-14,41%) e o café moído (-2,45%). Na direção oposta, subiram o leite longa vida (2,47%) e as frutas (1,20%). Já a alimentação fora de casa acelerou, de 0,15% em junho para 0,55% em julho. Lanches passaram de 0,13% para 0,76% e refeições, de 0,15% para 0,42%.
Os demais grupos tiveram variações mistas: Vestuário caiu 0,66%, enquanto Habitação subiu 0,99% e Saúde e cuidados pessoais avançou 0,40%.
Energia elétrica
O grupo Habitação acelerou de 0,63% em junho para 0,99% em julho, impulsionado pela energia elétrica residencial, que saltou de 1,53% para 3,09%, o maior impacto individual do mês (0,13 p.p.). O resultado reflete reajustes tarifários em concessionárias de São Paulo (8,85%), Porto Alegre (14,89%) e Curitiba (19,55%), além da manutenção da bandeira tarifária amarela. A taxa de água e esgoto também subiu 0,40%, com reajustes em Salvador, Porto Alegre, Brasília e Rio Branco, enquanto o gás encanado recuou 0,04% no Rio de Janeiro.
Transportes e saúde
Transportes teve alta discreta de 0,05%, resultado da combinação entre o aumento de 11,67% nas passagens aéreas e a queda de 1,44% nos combustíveis — etanol, gasolina, diesel e gás veicular caíram todos no mês. Em Saúde e cuidados pessoais (0,40%), destaque para os artigos de higiene pessoal, como perfume (1,04%), e para os planos de saúde (0,42%), reajustados conforme regras da ANS — até 5,11% para contratos mais recentes e entre 5,52% e 6,20% para os mais antigos.
Entre as regiões pesquisadas, Rio Branco teve a maior variação (0,32%), puxada por passagens aéreas e energia elétrica. Belém registrou a menor (-0,45%), com quedas na gasolina e no açaí.
INPC fica negativo
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias de menor renda, ficou em -0,01% em julho, ante 0,14% em junho. No ano, acumula alta de 3,50%, e em 12 meses soma 4,10% — abaixo dos 4,33% do período anterior. Os produtos alimentícios recuaram de -0,29% para -0,74%, enquanto os não alimentícios desaceleraram de 0,28% para 0,23%. São Paulo teve a maior variação regional (0,28%), com destaque para energia elétrica e conserto de automóveis, enquanto Belém teve a menor (-0,49%), puxada por gasolina e açaí.
*Com informações da Agência Gov.
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