16 de junho de 2026

A revolta contra a polícia na periferia de São Paulo

Por Marco St.

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Comentário ao post “É hora de prender os black blocs da rua e segurar os da PM

Enquanto se fica discutindo a ação anônima e classe média dos blackblocs no centro de SP e na Av. Paulista, quebrando vidraças e destruindo caixas eletrônicos p/ postar no facebook, nas periferias os moradores se revoltam contra a Polícia, como sempre.

Isso não é nenhuma novidade. Ninguém usa máscara ninja. Ninguém se denomina black bloc. Os “manifestantes” são presos ou morrem. E não há nenhum advogado esperando. Essa guerra não é feita com bala de borracha, spray de pimenta e nem é transmitido pela mídia ninja. 

Aqui é vida real e rotineira. Aqui se mata. Sem motivo.

Do Uol

“Por que o senhor atirou em mim?”, perguntou jovem a PM que o matou, diz mãe

A mãe do jovem, Rossana de Souza, disse ao telejornal que o filho cursava o 3º ano do ensino médio e era funcionário de uma lanchonete do bairro de Pinheiros, na zona oeste. “Ele acordava todo dia às 4h30 para ir trabalhar. Voltava, tirava uma sonequinha e ia para a escola”, lamentou. “Ele ainda perguntou: ‘Senhor, por que o senhor atirou em mim?’ Nem ele sabe por que tomou um tiro”, disse. “Eles [policiais] não sabem a dor que estou sentindo”, desabafou.

A PM instaurou inquérito para apurar se o tiro que partiu da arma do PM e atingiu o tórax do jovem –que morreu instantes depois no Pronto Socorro do bairro –foi acidental. De acordo com a polícia, os PMs tinham ido atender uma ocorrência de som alto na rua em que estavam os irmãos.

AmpliarProtestos em São Paulo200 fotos1 / 20028.out.2013 – Ônibus foram queimados e ruas foram bloqueadas durante um protesto de moradores na Vila Medeiros, na zona norte de São Paulo, no domingo (27). O protesto aconteceu depois que Douglas Rodrigues, de 17 anos, foi morto durante uma abordagem policial. Segundo a polícia houve um disparo acidental. O policial militar que efetuou o disparo ao atender uma ocorrência de som alto foi, segundo a PM, “autuado em flagrante delito por homicídio culposo (sem intenção de matar)” Cristiano Novais/CPN/Estadão Conteúdo

O PM que atirou em Douglas havia ido ao bairro com outro policial para atender uma ocorrência de som alto. Ele foi autuado em flagrante por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e foi encaminhado ao presídio militar Romão Gomes, na zona norte da capital. Há dois anos na PM, ele tem 31 anos de idade.

O jovem é velado em uma igreja da Vila Medeiros, na zona norte. O enterro está marcado para as 15h no cemitério Parque dos Pinheiros, no Jaçanã, na mesma região. 

Morte causou revolta em moradores

A abordagem dos PMs aconteceu ontem às 14 horas. Cerca de duas horas depois, revoltados, moradores da região fizeram um protesto que terminou com três ônibus de transporte coletivo queimados, assim como um veículo que estava estacionado em uma das ruas do bairro. Lojas e agências bancárias também foram depredadas, e lixeiras, queimadas.

Em nota, a assessoria de imprensa da polícia informou que dois PMs “atendiam ocorrência de perturbação do sossego, quando suspeitaram de dois indivíduos e decidiram fiscalizá-los.”

“Ao sair da viatura para realizar a abordagem, por motivo a esclarecer, houve disparo acidental, que atingiu um adolescente, de 17 anos, no tórax.  O fato se deu na rua Bacurizinho, esquina com a avenida Mendes da Rocha, por volta das 14 horas. A vítima foi imediatamente socorrida ao hospital Jaçanã, mas faleceu”, diz a nota da PM.

Uma testemunha, moradora do bairro, confirmou ao UOL que a abordagem da PM ocorreu por conta de som alto. “Nesta abordagem o policial ao sair do veículo acabou baleando um motorista”, relatou, sob a condição de anonimato.

O caso é investigado também pelo 73º DP (Jaçanã), onde os PMs envolvidos na abordagem foram ouvidos ontem à noite.

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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28 Comentários
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  1. Lucas Gomes

    28 de outubro de 2013 5:14 pm

    o nobre comentador pelo jeito

    o nobre comentador pelo jeito não leu o perfil do rapaz que está sendo acusado de espancar o coronel, acha que Black Block é coisa de classe média alta da Paulista.

    E o pior de tudo: tenta a todo custo separar os trabalhadores especializados, que hoje dão duro para pagar o ensino superior nas faculdades privadas, dos trabalhadores mais precarizados, como se a luta de ambos não fosse a mesma; como se um devesse lutar contra a truculência da policia de uma maneira e os outros de outra.

    Ou seja, está tentando ensinar bons modos aos manifestantes. “Se é da periferia, pode fazer isso, se não é não pode”. O problema agora é usar máscara e se denominar black block? Ah, va te catar!

    1. Ivan de Union

      28 de outubro de 2013 5:37 pm

      Da pra ler antes de comentar?

      Da pra ler antes de comentar?  Mais importantemente, quer parar de apertar suas proprias estrelinhas?

      1. jc.pompeu

        28 de outubro de 2013 10:03 pm

        dislexia nas entrelinhas estrelinhas

        putz! então dá pra saber, seu nassif e todo mundo, quando a gente fica apertando as estrelinhas nas entrelinhas em causa própria?

        danou-se…

        [eu gosto de roubar nas estrelinhas apertadas na própria causa suspeita…]

    2. André LB

      28 de outubro de 2013 5:41 pm

        Engano seu. Não se trata de

        Engano seu. Não se trata de “bons modos”, mas de fazer ALGUMA COISA que preste, além de desmoralizar qualquer demanda legítima por meio de um vandalismo que até agora NENHUM, repito, NENHUM dos BB disse a que vem.

        Em resumo, o problema não é (só) usar máscara, mas em não propor NADA. NADA. Pelo menos quando o pessoal da periferia consegue juntar FORÇA para reclamar de ALGUMA COISA, é sempre um problema REAL e IDENTIFICADO, seja transporte, segurança, etc.

        É o caso dos BB aprenderem com a galera da periferia.  

    3. Cristiana Castro

      28 de outubro de 2013 6:26 pm

      O fato é que qdo a coisa é na

      O fato é que qdo a coisa é na periferia não em bala de borracha e nem spray de pimenta. O couro come e não tem mimimi, não.  Se conhecem a PM do jeito que alegam conhecer, devem saber que tratamento, VIP , pelo menos no RJ,quem tem é BB. Com o resto é na moral, mesmo.

    4. Marco St.

      28 de outubro de 2013 7:52 pm

      Já viu PM negociar protesto

      Já viu PM negociar protesto na periferia? 

      Já viu PM usar “bala de borracha” na periferia?

      Sabe o que aconteceria se um Cel da PM fosse espancado na periferia? …

      Só para vc ter idéia: Teve um cara que filmou PMs assassinando na porta de sua casa um elemento já dominado. Sabe o que aconteceu com ele alguns dias depois?  Foi fuzilado em um bar junto com mais 8 pessoas…

      Portanto meu caro, essa mesma  policia que os BBs acham que é violenta nos protestos, na periferia seria policia de conto de fadas. 

      Na periferia mascarado é bandido. E se vc estiver no local errado na hora errada, com ou sem máscara, a arma do PM dispara “sozinha”.

      No dia que os black blocs trocarem a Paulista pelo Capão Redondo, me avisa. Eu vou junto.

  2. André LB

    28 de outubro de 2013 5:21 pm

      Esses sim têm motivos de

      Esses sim têm motivos de sobra para se revoltarem e arrebentarem tudo o que veem pela frente. São explorados por empregadores, ignorados (quando não aviltados) pela grande maioria das forças políticas, violentados pela polícia, discriminados de tudo quanto é jeito. Ainda assim… a maioria, espantosamente, insiste em estudar e trabalhar.

      Além de fazer essa gente gastar ainda mais tempo num sistema insano de transporte, o que os Black Blocs fazem, o que propõem? Nada, restringem-se a brincar de videogame nas ruas, queimando e quebrando. Não tem problema, depois papai paga a fiança.

    1. Juliano Santos

      29 de outubro de 2013 2:24 pm

      Bloco dos negros e pardos é diferente de Black Bloc

      Talvez nestes a revolta seja mais consequente, André. Exatamente por ser uma revolta fruto de algo muito menos difuso, como ter um des seus filhos mortos “acidentalmente” numa “abordagem” policiial, por exemplo.

      O jovem da perifa perguntou “porque atirou em mim, moço?”, enquanto o da av.Paulista diz “esse spray de pimenta vai ter troco no próximo protesto, FDP”.

      Onibus queimados, lixeiras pelo chão e vidraças quebradas são a unica coisa em comum entre os dois grupos de revoltados. As aparências enganam. Enquanto os fantasiados de preto pegam carona em protestos alheios para se expressarem contra “tudo que está aí”, os sem fantasia, de camiseta e chinelos expressam sua dor e inconformidade por mais uma vida perdida “acidentalmente”.

      Os da periferia não vão se infiltrar em manifestações alheias para quebrar tudo em nome de uma “estética da depradação’ contra tudo que está aí. Não tem ‘revoltadinho” aí. O jovem aí está preocupado em aproveitar a chance de entrar numa faculdade, pelas cotas, Prouni, ou então a Pronatec.

  3. IV AVATAR

    28 de outubro de 2013 6:19 pm

    Não dá mídia

    Esse tipo de manifestação não dá mídia, não tem o ar espetaculoso dos BB, muito pelo contrário, enfim, nestes atos do povo da periferia ninguém verá jornalista em estado de orgasmo, o jovem morto não vai virar mártir, pelo contrário, cairá no esquecimento, ficando apenas a pergunta que ele proferiu antes de morrer: Pq o senhor atirou em mim

    Nossa solidariedade aos amigos e familiares do jovem Douglas Rodrigues: ‘Senhor, por que o senhor atirou em mim?’ 

    Tristeza

     

    1. Nira

      28 de outubro de 2013 8:37 pm

      Atirou porque pode. Como

      Atirou porque pode. Como dizem por aí, “simples assim “. E se o pessoal chiar muito, não deixar cair no esquecimento, como aconteceu no caso do Amarildo, ainda vai aparecer quem diga que é exploração política e se preocupar com os efeitos sobre a carreira de algum mequetrefe  ( vide recente coluna do Jânio de Freitas ).

      1. Haim

        28 de outubro de 2013 8:55 pm

        Porque eu quis

        Parabéns Nassif está fazendo um ótimo trabalho apoiando a polícia e o PT.

        Fala aí capitão:

        http://www.youtube.com/watch?v=maplYUD9vUc

  4. Cristiana Castro

    28 de outubro de 2013 6:21 pm

    Essa é uma situação, DE FATO,

    Essa é uma situação, DE FATO, conhecida pelo país inteiro. Bandidos, policiais e milícias disputando poder em áreas povoadas de trabalhadores comuns que saem das mãos de um grupo para cair nas mãos de outro. Vai ver se aparece BB, ali.  A abordagem policial nas comunidades é problemática, real e dolorosa. Nada a ver com os tais BB’s e as relações deles com a PM. O dia em que PM tratar BB’s como trata a urma da periferia. Os BB’s desaprecem das ruas e OAB e ilustrados que filosofam acerca da agresssão aos “meninos” somem junto. Aliás, basta que a perieria comece a manifesar-se como os “meninos” pra ver se não aparece logo todo mundo explicando que são situações bem diferentes. Lembram qdo o pessoal da da Zona Oeste do RJ tb resolveu se manifestar? Pois é… Aí deu ruim e ninguém apareceu para dizer que o Rio de Janeiro é uma ditadura.

  5. evandro condé de lima

    28 de outubro de 2013 6:38 pm

    O “melhor” de tudo isto é a

    O “melhor” de tudo isto é a atitude da PM se resumir em uma nota.

  6. Athos

    28 de outubro de 2013 6:39 pm

    Até agora não vi ninguém

    Até agora não vi ninguém dizer que não foi acidente…

    1. Ivan de Union

      28 de outubro de 2013 7:08 pm

      Se eu tiver que advinhar eh

      Se eu tiver que advinhar eh porque a cor da pele da vitima eh branca -se fosse preto, qualquer outra desculpa seria usada, pois ninguem da policia mata preto acidentalmente no Brasil.

    2. Gão

      28 de outubro de 2013 7:49 pm

      nem ninguem tentando justificar

          Por que diabos a criatura chega apontando a arma pra um menor quando foi atender a um típico problema de “som alto” ? mesmo se o tiro foi involuntário está longe de limpar a barra do PM e da polícia.

        Enquanto isso o PM agredido pelos blackblocks estava armado e não deu um tiro. Impressionate a diferença de tratamento dos políciais e da sociedade como um todo quando se trata da periferia.

       

  7. Morales

    28 de outubro de 2013 9:18 pm

    Raciocínio genial do

    Raciocínio genial do oportunismo petista. Como (por enquanto) os “black blocs” não estão sendo assassinados em massa pela milícia fardada da burguesia, como na periferia, sem a solidariedade de ninguém, nem mesmo da D. Dilma, que a reserva para os meganhas, então, que se passe a dar a devida repressão TAMBÉM aos “black blocs”. Isso é que é pensamento progressista!

    1. André LB

      28 de outubro de 2013 9:43 pm

        Morales, acompanho e

        Morales, acompanho e confesso mesmo admirar seus comentários (infelizmente para mim você não tem aparecido), mas a questão é: PARA QUÊ OS BB ESTÃO SERVINDO ALÉM DE DESMORALIZAR, AOS OLHOS DA GRANDE MAIORIA DA POPULAÇÃO, MANIFESTAÇÕES LEGÍTIMAS?

        Os BBs, pra mim, não passam de esquerdismo. Não propuseram nada, e essa de ser apenas “tática” não cola. Tática sem estratégia mais faz estrago que ajuda! Estivesse esse pessoal arrebentando a porta da Siemens eu até levava pedra.

      1. Morales

        29 de outubro de 2013 1:26 am

        André,
        A maioria dos

        André,

        A maioria dos apoiadores do PT está pedindo a repressão impiedosa dos BBs, não meramente fazendo a crítica da tática deles. Quem fez a crítica da tática foi o PSTU:

        http://www.pstu.org.br/node/19855

        http://www.pstu.org.br/node/19924

        E, ainda assim, deixa claro:

        “Antes de tudo, queremos reafirmar que defendemos os ativistas desses grupos contra a repressão policial, como o fazemos com todos os que participam das mobilizações. A origem da violência é a exploração capitalista e a repressão da polícia.”

        Basta dar uma olhada em blogs, como o do Nassif, para ver que a maioria quer, contra o BB a arbitrariedade que condenam, por exemplo, no julgamento do mal-chamado “mensalão”.

        Se a tática BB é legitimadora de violência policial, esse apoio petista à repressão dos BBs é mil vezes pior. E terá consequências para lutadores, como os do MST, porque faz eco da “defesa da propriedade” e das forças da repressão que sempre foi apanágio do discurso da mídia e da direita.

        Já dizia Lênin, no sempre citado – e pouco lido, muito menos compreendido – “Esquerdismo…”:

        http://www.marxists.org/portugues/lenin/1920/esquerdismo/

        “O anarquismo foi, muitas vezes, uma espécie de expiação dos pecados oportunistas do movimento operário. Essas duas anomalias completavam-se reciprocamente. Se o anarquismo exerceu na Rússia uma influência relativamente insignificante nas duas revoluções (1905 e 1917) e durante sua preparação, não obstante a população pequeno-burguesa ser aqui mais numerosa que nos países europeus, isso se deve, em parte, sem dúvida, ao bolchevismo, que sempre lutou impiedosa e inconciliavelmente contra o oportunismo.”

        Aqui mesmo neste blog, há petistas que chegam à desfaçatez de recorrer a Lênin para justificar o oportunismo e a capitulação petista, enquanto que distribuem o insulto de “esquerdismo” a torto e a direito. Deviam ler Lênin com atenção, porque “de te fabula narratur”:

        “Mas quando, em 1914/1918 e em 1918/1920, os mencheviques e os social-revolucionários na Rússia, os partidários de Scheidemann (e, em grande parte, os kautskistas) na Alemanha, Otto Bauer e Friedrich Adler (sem falar dos Srs. Renner e outros) na Áustria, os Renaudel, Longuet & Cia. na França, os fabianos, os “independentes” e os “trabalhistas (9) na Inglaterra assumiram, com os bandidos de sua própria burguesia e, às vezes, da burguesia “aliada”, compromissos dirigidos contra o proletariado revolucionário de seu próprio país, esses senhores agiram como cúmplices dos bandidos. A conclusão é clara: rejeitar os compromissos “por principio”, negar a legitimidade de qualquer compromisso, em geral, constitui uma infantilidade que é inclusive difícil de se levar a sério. O político que queira ser útil ao proletariado revolucionário deve saber distinguir os casos concretos de compromissos que são mesmo inadmissíveis, que são uma expressão de oportunismo e de traição, e dirigir contra esses compromissos concretos toda a força da critica, todo esforço de um desmascaramento implacável e de uma guerra sem quartel, não permitindo aos socialistas, com sua grande experiência de “manobristas”, e aos jesuítas parlamentares que se livrem da responsabilidade através de preleções sobre os compromissos em geral”. Os senhores “chefes” das trade-unions inglesas, assim como os da Sociedade Fabiana e os do Partido Trabalhista “Indepedente”, pretendem, exatamente desse modo, eximir-se da responsabilidade da traição que cometeram, por haver assumido semelhante compromisso que, na realidade, nada mais é que oportunismo, defecção e traição da pior, espécie. Há compromissos e compromissos. É preciso saber analisar a situação e as circunstâncias concretas de cada compromisso, ou de cada variedade de compromisso. É preciso aprender a distinguir o homem que entregou aos bandidos sua bolsa e suas armas para diminuir o mal causado, por eles e facilitar sua captura e execução, daquele que dá aos bandidos sua bolsa e suas armas para participar da divisão do saque.”

        Mas veja, André, que mesmo no duro combate ao esquerdismo, Lênin jamais corroborava a eliminação dos esquerdistas pela repressão da burguesia e seu aparelho policial, como querem os petistas:

        “Há receio de que a cisão dos “esquerdistas”, antiparlamentaristas (e em parte também antipolíticos, inimigos do partido político e do trabalho nos sindicatos), converta-se num fenômeno internacional, como a cisão dos “centristas” (ou kautskistas, longuetistas, “independentes”, etc.). Assim seja. Afinal de contas, a cisão é melhor que a confusão, que impede o desenvolvimento ideológico, teórico e revolucionário do Partido e seu amadurecimento, assim como seu trabalho prático unitário, verdadeiramente organizado, que realmente prepare a ditadura do proletariado.

        (…)

        É preciso fazer todos os esforços necessários para que a cisão dos “esquerdistas” não dificulte, ou dificulte o mínimo possível, a fusão num só partido, necessária e inevitável num futuro próximo, de todos os participantes do movimento operário que defendem sincera e honradamente o Poder Soviético e a ditadura do proletariado. Para os bolcheviques da Rússia foi uma felicidade singular disporem de 15 anos para lutar de modo sistemático e até o fim tanto contra os mencheviques (isto é, os oportunistas e os “centristas”) como contra os “esquerdistas” muito antes da luta direta das massas pela ditadura do proletariado. Esse mesmo trabalho tem que ser feito agora na Europa e na América em ritmo de “marcha forçada”. Algumas pessoas, sobretudo as que figuram entre os frustrados candidatos a chefe, podem insistir durante muito tempo em seus erros (se lhes, faltam disciplina proletária e “honradez consigo mesmo”); mas as massas operárias, quando chegar a hora, unir-se-ão fácil e rapidamente e unirão todos os comunistas sinceros num só partido, capaz de instaurar o regime soviético e a ditadura do proletariado.”

        A questão, então, não é a de apoiar ou não a tática dos BBs. É de NÃO legitimar a polícia assassina da burguesia de nenhuma maneira. E não será se solidarizando com a repressão do aparelho repressor da burguesia e seus tiranetes que se estará fazendo o combate político das tendências voluntaristas, vanguardistas e esquerdistas dos setores imaturos que o oportunismo deixou órfão com a despolitização, desorganização e desmobilização de todos esses anos de compromissos espúrios, capitulações e eleitoralismo crasso.

        1. Juliano Santos

          29 de outubro de 2013 2:48 pm

          Eu de minha parte não peço

          Eu de minha parte não peço nada. Eu apenas espero que as autoridades constituídas façam sua parte, ou seja, garantam a integridade fisica do patrimonio público. E privado também, por mais que sinta um prazer secreto ao ver uma vidraça do Itaú quebrada.

          Sei que se as autoridades (tucanos de SP, ou o PT do governo federal), nao forem capaz disso, antes de chegarmos à barbárie, alguém toma as rédeas dessa porra toda. E esses não esperarão que votemos neles para que se sintam legitimados. E a “crise da representativade’ se resolve assim, então. Não haverá mais crise e nem representativade

    2. Oportunista

      28 de outubro de 2013 10:09 pm

      triste fim de um bom comentarista

         Então é isso que estão falando os petistas ? ah ok, eu tinha entendido outra coisa mas com a tradução correta do morales ficamos com  a versão definitiva.

         o governo paulista não é petista, blackblocks não são petistas.

      não tem PT na história, mas a culpa é da Dilma, de quem mais seria ? há claro, dos petistas em geral também, tinha esquecido. acho até que é uma boa ideia prejudicar o PT em são paulo, a culpa é deles, tudo se resolveria.

        Ou será que nossa salvação é os blackblocks, nossos herois que vão destruir o capitalismo, o PT e os tucanos e instaurar o anarquismo ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahhahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah

        Eu fico aqui imaginando, quem será no Brasil que realmente acredita nessa afirmação ?  vão lá os caras e derrubam o governo, matam o governador além de claro destruir boa parte da cidade, e agora josé ? voltam pra casa ? ficam lá no governo governando ? qual o regime ? socialista ? anarquista ? eles ao menos sabem o que é isso ? iriam eles ser a nova polícia ? fariam bem melhor certo ?

         Ou a intenção não é derrubar o governo,  teria algum, digamos,  oportunismo  nessa paixão ao mascarados raivosos ? difícil descriptografar esse discurso incendiário mas talvez ele não tenha mesmo sentido nenhum.

  8. ruyacquaviva

    28 de outubro de 2013 9:50 pm

    Eu queria entender como os

    Eu queria entender como os BBs acham que quebrar vidraças vai reduzir a violência policial.

    Pelo contrário, a atitude deles legitima a violência policial, dando uma desculpa para aquele que abusam da autoridade dizerem que a sociedade é violenta e que eles estão apenas se protegendo.

    É uma tática insana e contraproducente para os fins que eles dizem ter.

    Eu sou absolutamente contra a violência policial, mas sou igualmente contra a violência de uma turba de mascarados.

    E a atitude deles dificulta a todos aqueles que querem parar a escalada de violência policial que observamos no País, não contra os BBs e sim contra a população em geral.

    Para mim a violência dos BBs é irmã gêmea, cúmplice e comparsa da violência policial.

    1. drigoeira

      28 de outubro de 2013 10:47 pm

      NÃO!

      Polícia que reage de forma truculenta contra a população é uma polícia mal treinada, desqualificada. 

      A manifestação não é contra a polícia e sim contra quem ainda não foi atingido, Prefeitos, Governadores e Presidente. Que são os verdadeiros gestores do serviço público. 

      Quem manda o cachorro pegar, o seu dono. A polícia brasileira está neste nível.

      Por isto as críticas contra militarização da polícia, porque ela continua com o ranço da ditadura. E acham que desmilitarizar vai resolver o problema.

      Tem que mudar a filosofia do treinamento da polícia militar.

      O Brasil está maduro para esta mudança?

  9. 28 de outubro de 2013 10:00 pm

    E cadê os BB’S para defender

    E cadê os BB’S para defender essa família neste momento tão difícil? Taí um motivo real …pertinente!!  Quantas histórias já não lemos que relata o mesmo drama??  Querem uma pauta para se manifestarem?  Taí uma….e das grandes!!   Os esquecidos de sempre….a mesma dor de sempre…..dia após dia….a história se repetindo e nada sendo feito para alterar esse destino tão trágico. Nascer na periferia é uma verdadeira roleta russa…nunca se sabe quando será o seu dia de levar bala. 

  10. Gilson AS

    29 de outubro de 2013 1:43 am

    O policial atirou porque era

    O policial atirou porque o jovem era branco com cara de pobre, e seus país são uns zés ninguém, ou seja, pessoas simples, trabalhadoras, como a maioria das pessoas que vivem nas perifeŕias.

    Qual a novidade ?

    Sempre ouço aquele papo mole de dizer que a policia é despreparada.

    Cascata !

    O preparo e a educação da policia é de acordo com a região geografica.

    Em áreas nobres  o prefil dopolicial é um, educado e solícito, nas periferias, o policial é mal educado, grosso e assassino.

    E o pior de tudo é sabermos que o jovem não foi e não será o último.

    A postura das PMs só ira mudar quando a policia assassinar filhos de ricos, como assassina filhos de pobres.

    Talvez assim, alguém do poder promoverá mudanças nas PMs.

    Até lá …

     

     

    1. Morales

      29 de outubro de 2013 2:20 am

      A polícia nunca assassinará

      A polícia nunca assassinará filhos de ricos como regra. Só por acidente, que terá grande repercussão e punição exemplar do perpetrador. A função da polícia é defender o patrimônio e a vida das pessoas de benS.

    2. Morales

      29 de outubro de 2013 2:26 am

      http://www.marxists.org/portu

      http://www.marxists.org/portugues/lenin/1917/08/estadoerevolucao/cap1.htm#i2

      2. Força Armada Separada, Prisões Etc.

      http://www.marxists.org/portugues/lenin/1917/08/estadoerevolucao/cap1.htm#i3

      3. O Estado, Instrumento de Exploração da Classe Oprimida

      “Como o Estado nasceu da necessidade de refrear os antagonismos de classes, no próprio conflito dessas classes, resulta, em princípio, que o Estado é sempre o Estado da classe mais poderosa, da classe economicamente dominante que, também graças a ele, se toma a classe politicamente dominante e adquire, assim, novos meios de oprimir e explorar a classe dominada.

      (…)

      O Estado representativo moderno é um instrumento de exploração do trabalho assalariado pelo capital. Há, no entanto, períodos excepcionais em que as classes em luta atingem tal equilíbrio de forças, que o poder público adquire momentaneamente certa independência em relação às mesmas e se torna uma espécie de árbitro entre elas.”

  11. MauroSobral

    29 de outubro de 2013 11:27 am

     
            
           A ação do

     

            

           A ação do PM SP só faz aumentar a tensão de confronto que vivem as pessoas que moram em regiões de periferia com a PM.A PM não faz mais distinção entre uma ocorrência comum e outra contra bandidos. 

          Os governantes das grandes cidades devem observar que estão sentados em cima de um barril de pólvora e que a diminuição desta tensão só terá êxito em ações de longo prazo e que visem a civilidade urbana.

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