17 de junho de 2026

A Seleção não é mais a pátria de chuteiras

O último programa Brasilianas.org, da TV Brasil, na segunda-feira passada, foi sobre a Copa do Mundo. Juntou os professores Fernando Abrucio e Rafael Alcadipani, da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo e Ronaldo Helal, da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro).

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Uma das conclusões interessantes, levantada por Helal, foi a do fim da era da “pátria de chuteiras”.

Há duas etapas de Copa do Mundo, explica ele, a etapa pré-globalização, que vai até o final dos anos 80, e a fase pós-globalização.

A ideia da “pátria de chuteiras” – consagrada por Nelson Rodrigues – é exclusiva da fase pré-globalização, na qual cada Copa do Mundo era uma guerra nacional, um momento de auto-afirmação nacional.

Tenho para mim que a cena de Didi na final da Copa de 58, pegando a bola no fundo das redes, no primeiro gol da Suécia, e levando-a até o meio campo, acalmando os companheiros, como o maior símbolo desse período. Expulsou do país o fantasma da fracassomania, reforçada pela derrota de 1950, em um momento em que o país começava a se abrir para o mundo.

Depois dos anos 80, tornou-se um torneio importante, comemorado, mas sem a dramaticidade dos anos anteriores. E, muitas vezes, menos emocionante para os torcedores do que os próprios torneios nacionais com seus times bem classificados.

***

No meu caso, a última Copa em que o coração quase saiu pela boca foi a de 1982, da grande seleção de Telê Santana. Vibrei com 1994, com lances de Romário, Careca, mas sem a emoção anterior. E, nas Copas seguintes, sem tratar as derrotas como tragédia nacional.

Folgo em saber que foi um fenômeno geral, assim como o menor interesse nacional pelo futebol.

***

Há um conjunto de explicações para isso.

Uma delas, é a internacionalização dos jogadores brasileiros, dificultando a criação de afinidades com a torcida. Outra, o próprio amadurecimento do país que não precisa mais do futebol para firmar a auto-estima nacional. Neymar manteve-se ídolo devido à temporada no Santos. A partir de agora, é cidadão do mundo – e do Barcelona.

***

Houve consenso dos debatedores sobre a pouco importância do resultado da Copa para as próximas eleições presidenciais. Mais importante é mostrar serviço na organização do evento, concluíram.

***

A má comunicação do governo e o terrorismo criado pela mídia foram outros fatores relevantes. Antes da Copa, uma das seleções convidadas mostrou-se temerosa de que a arena do Corinthians pudesse desabar, tal a quantidade de notícias terroristas divulgadas.

Essa intensa campanha negativa produziu o esperado efeito inverso: uma agradável surpresa da mídia internacional com a boa organização do torneio, com a qualidade dos estádios, com o aparato de segurança – nada de excepcional, mas um feito perto dos anúncios da mídia, de ataques terroristas do PCC e dos Black Blocs.

Mais importante que tudo, foi a exposição mundial do modo de ser brasileiro, a hospitalidade, a afetividade exuberante. E os momentos de intensa emoção em alguns jogos que entraram para a história – como o da Holanda e Espanha. São esses momentos de emoção que alimentam o turismo nos anos seguintes.

São os chamados ganhos intangíveis, de fixação da alma brasileira no mundo. 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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55 Comentários
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  1. IV AVATAR

    18 de junho de 2014 10:20 am

    Vacina contra o complexo vira-lata

    O mais importante no momento e espero que aconteça, é que os brasileiros tomemos consciência de que ainda padedemos dessa grave patologia que, se era latente,  aflorou por causa da derrota do Brasil na Copa de 50 no Maracanâ:  O complexo vira-lata . Engraçado que, apesar de ver esse termo sendo bastante divulgado, não sabia exatamente do que se tratava,  ai alguém postou no zap zap da familia um texto em que um estrangeiro descrevia o quanto somos um povo que cuspimos na própria imagem. Aproveitei a deixa para informar que isso tinha um nome: Complexo vira-lata. E prá minha surpresa, ao fazer tal pesquisa no Google, , vi que há muita coisa na internet sobre o assunto

    https://www.google.com.br/?gws_rd=ssl#q=complexo+vira+lata+brasileiro

     

    1. Conde de Rochester

      18 de junho de 2014 9:08 pm

      Complexo do que?

       

      Este pensamento somente se aplica para um gueto intelectual do Brasil e para a elite sócio-economica.

      Pergunte para qualquer cidadão nas ruas das cidades brasileiras, quem é Nelson Rodrigues.

      Ele cunhou esta expressão para se referir a falta de auto-estima do brasileiro.

      Que brasileiro tem falta de auto-estima?

      Aquele que torcia pelo futebol até a copa de 1970, e cultivava uma certeza interior de que o brasileiro era o melhor jogador de futebol do mundo? E é bom lembrar o sentimento de superioridade ali mesclava um misto de superioridade com um protesto velado contra a ditadura.

      Ou a elite preconceituosa que sempre se envergonhou ao olhar para o povo nas cidades? Povo explorado e subjugado por esta elite, desde sempre.

      A bem da verdade quem sofria deste complexo? O povo brasileiro ou o próprio Nelson Rodrigues, não tem ai uma transferência patológica de um estado psicológico pré-existente?

      É muito comum o sujeito transferir as mazelas que o caracteriza para os outros, conseguindo certo alivio existencial.

      Ele cunhou a expressão em 1958 e somente voltaram a se referir a ela 48 anos depois, uma parcela diminuta da intelectualidade tupiniquim se agraciou com a coisa e se pretende dizer que esta incorporada ao pensamento brasileiro.

      Pergunto novamente. Que brasileiro?

      O gueto filosófico ou o povo que, sequer, sabe quem é Nelson Rodrigues.

      Diz-se que o sentimento de inferioridade volta e meia retorna em relação ao futebol e que aflora, e ele aflora de que forma? Sempre julgando negativamente tudo que fazemos por aqui e sempre olhando para os estrangeiros com os olhos de que dizem, não… Eles que são grandes. Eles que são melhores, eles que estão fazendo a coisa certa e que se nós quisermos ser grandes também, nós temos que imitá-los.

      Esta firmação tem uma inversão total de análise sobre o brasileiro, o que se constata é que todos os governantes por interesse próprio, invariavelmente vendem para o estrangeiro o que temos de melhor e desde sempre deixando para trás as coisas de menor valor. Não foi sempre assim?

      Então não é nenhum complexo de inferioridade que incomoda e sim uma indignação que não encontra defensores que tratem favoravelmente dos interesses da Nação, em beneficio do próprio brasileiro. O Brasil sempre foi um Pais vendido pelos que deveriam defende-lo, esta é que é a verdade. O que sempre predominou foi o interesse de grupos e de classes, a Nação? Oras… A nação.

      A espoliação e o parasitismo das forças do brasileiro sempre existiram desde a colonização, as capitanias hereditárias é a expressão mais real desta situação. O deboche e o descalabro dos governantes, tornaram o brasileiro o campeão da criatividade, por esta razão o brasileiro é considerado na área administrativa como um dos melhores executivos do mundo.

      Este papo de complexo de vira-lata só existe na cabeça de meia dúzia de sujeitos em guetos específicos do pensamento terceiro mundista que os caracteriza.

  2. joel lima

    18 de junho de 2014 10:30 am

    Até os anos 80, os times do

    Até os anos 80, os times do mundo todo praticamente só tinham jogadores do país. Em uma ou outra liga, admitia-se um estrangeiro no time. Isso criava uma relação direta entre seleção e clubes do país que hoje se desfez. Em 82, foi a última vez que a seleção teve um grande jogador de um grande time do país. A única exceção era a de Falcão, que estava desde 80 na Roma, depois de ganhar tudo no inter – menos, infelizmente, a final da libertadores de 80. 

    Com a União Europeia, os grandes times europeus viraram uma babel. Há casos até bizarros, como a da Inter campeã europeia e mundial de 2009, se não me engano: o time italiano não tinha UM italiano no seu time titular. 

    Por isso acho que Neymar ter ficado o tempo que ficou e ganhar títulos importantes para o Santos é quase um milagre. Cada vez mais a seleção será formada por jogadores brasileiros que quase não jogaram no Brasil, que fizeram sua carreira no exterior.

    Aliás, a Argentina é o mair exemplo disso = seu maior astro, Messi, é um jogador que não tem nenhum vínculo com o futebol argentino, foi adolescente para a Espanha. E por pouco não é naturalizado espanhol. E para Messi, o único jeito dele ser visto como um jogador ‘argentino’ é conquistar uma copa. Paradoxos dum futebol globalizado. 

     

     

     

     

  3. IV AVATAR

    18 de junho de 2014 10:37 am

    O Complexo de Vira-latas – Documentário completo

    Um documentário que deveria ser exibido na TV aberta, pois que poucos brasileiros tem noção dessa patologia da qual padecem

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=2_WD7dqGbzk#t=271%5D

     

     

    1. Under_Siege

      18 de junho de 2014 11:20 am

      grande IV Avatar,

      este doc foi exibido em capitulos na Tv Brasil, durante uma semana dentro do jornal noturno (21h) Reporter Brasil – há menos de um es, creio.

      Bom o doc 

      abs,

      😀

  4. chanceLer01

    18 de junho de 2014 10:41 am

    não choro mais nem perco o sono.

    A copa de 1982 foi meu último mundial de torcida apaixonada. Aquela derrota para Itália fez-me chorar como se tivesse perdido um ente próximo, passei semanas até restituir-me do golpe. Talvez, pela simpatia com algumas personagens daquela seleção. Telê, Sócrates, Júnior, etc.

    Hoje, não encontro uma só identidade que me faça apaixonar pelo time.

    Torço que a seleção brasileira sagre-se hexa, mas, se derrotada, não lamento mais.

  5. autonomo

    18 de junho de 2014 10:51 am

    Quando aparecer um novo Didi

    Quando aparecer um novo Didi ou um Pele, um Tostão ou um Socrates, a seleção voltara a ser a Patria de Chuteiras,

    O problema é so esse,

    O surgimento desses genios e fenomeno ciclico. E raro quando varios acontecem ao mesmo tempo.

  6. Assis Ribeiro

    18 de junho de 2014 10:59 am

    A constatação do “fim da

    A constatação do “fim da pátria das chuteiras” é correta, e clara é a percepção dessa condição. No entanto, as causas são muito mais profundas do que as encontradas nas explicações de Ronaldo Helal, da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) sobre a globalização como motivação desse acontecimento.

    Trata – se de um processo muito mais profundo que irá encontrar fulcro nos campos social, econômico e político.

    Estou falando da evolução de uma sociedade que está se transformando e saindo de uma condição onde o “pão e circo” eram instrumentos para manter o controle dos dominantes sobre os dominados; do processo de quebra do nosso sistema de “casa grande e senzala”.

    Isso é constatado também no parágrafo de texto de Nassif:

    “A ideia da “pátria de chuteiras” – consagrada por Nelson Rodrigues – é exclusiva da fase pré-globalização, na qual cada Copa do Mundo era uma guerra nacional, um momento de auto-afirmação nacional.”

    O desenvolvimento da nossa sociedade e a inclusão de uma enorme massa de pessoas na vida do país pelas politicas sociais e o modelo econômico dos últimos governos tornou insuficiente o futebol para a auto-afirmação nacional.

    O nosso processo cruel e segregador da nossa colonização e o modelo escravocrata que perdurou até recentemente sufocou a cidadania e com isso as preocupações da nossa população ficaram presas ao “pão e circo”, onde a busca da auto – afirmação eram limitadas pela necessidade básica de se comer as sobras que nos eram permitidas e à diversão no futebol como elemento tranquilizador e enganador na sensação de inclusão.

    Se o processo de globalização serve para explicar que uma Copa do Mundo já não é mais uma “guerra nacional”, “sem a dramaticidade dos anos anteriores” e  que a “cena de Didi na final da Copa de 58, (…). Expulsou do país o fantasma da fracassomania, reforçada pela derrota de 1950, em um momento em que o país começava a se abrir para o mundo”, não serve para explicar o fracasso de bilheteria nos jogos estaduais e nacionais e a queda de audiência das transmissões televisivas dos campeonatos.

    A inserção social e econômica promovida pelos governos do PT começa a surtir os eleitos, a cidadania começa a fluir, e as necessidades aumentam. Essa contatação pode ser vista nessas análises do futebol feitas por Helal e Nassif como nas manifestações de junho do ano passado.

    Isso se chama evolução. E o futebol (o nosso circo), e o pão (promessas dadas pelos “coronéis” e políticas mínimas de inclusão) não serão mais suficientes para manter a nossa população satisfeita e contente.

    Não somos mais o país do futebol, como não somos mais o país dos coronéis.

    Obrigado PT.

  7. morallis

    18 de junho de 2014 11:22 am

    A internacionalização dos

    A internacionalização dos jogadores realmente quebra  muito

    os vinculos com o torcedor assim como a troca  de camisa 

    constante, é o futebol mercado. Mas a paixão pelo esporte

    se mantem, ao meu ver é cultural , e isso parece não   ter

    sido considerado pelos “arauto do caos” com seu vira-latismo

    latente, agora terão que mudar os slogam do contra.

     

    obs. Olá !

  8. Maria Regina

    18 de junho de 2014 11:32 am

    Não concordo. O Brasil é sim

    Não concordo. O Brasil é sim ” a pátria das chuteiras “. O que ocorre, e é incrível que o portal do Nassif não questione, é a desvalorização dos nossos campeonatos em detrimento dos estrangeiros. Falam tanto mal do brasileirão, dos estaduais, dos cartolas, da CBF, enfim, que muitos brasileiros, principalmente os jovens, começam a torcer para times como Barcelona, Real Madrid, Manchester, etc. achando que os nossos times não têm valor. Nisso, a nossa imprensa esportiva tem muita culpa,agindo contra os pequenos clubes e a participação desses em qualquer competição. Dizer que globalização, falta de bons jogadores nos times brasileiros ou outros fatores são responsáveis pelo enfraquecimento do futebol, mostra claramente a nossa síndrome de vira-latas. É mais um movimento para que o brasileiro se julgue inferior perante o mundo. Afinal, gostar de futebol passa a ser uma coisa alienante, principalmente no país que até agora, sempre se orgulhou de ser “o país das chuteiras”. 

  9. DanielQuireza

    18 de junho de 2014 11:42 am

    Apenas uma correção, Careca

    Apenas uma correção, Careca não jogou a Copa de 1994, talvez se refira à de 1990.

  10. Assis Ribeiro

    18 de junho de 2014 11:45 am

    Nassif

    Não há algo errado na manchete?

    Não seria:

    O Brasil não e mais a pátria das chuteiras.

    1. CARLOS PINHEIRO JR.

      18 de junho de 2014 12:27 pm

      Nelson Rodrigues

      Assis, se não me engano a frase do Nelson Rodrigues foi que a seleção era “a pátria em chuteiras”. Acho que o título faz referência a essa frase.

      1. Assis Ribeiro

        18 de junho de 2014 12:34 pm

        Então seria:
        “A Seleção não é

        Então seria:

        “A Seleção não é mais a pátria em chuteiras

  11. GODPLAYER

    18 de junho de 2014 11:49 am

    Desânimo

    Não sei se foi o efeito ressaca das manifestações, a insatisfação de uma boa parte da população com a realização da Copa aqui, a falta de identificação com alguns jogadores que a gente mal viu jogar no país, etc.

    Sei que nunca vi tanta gente desanimada com a Copa. Não falo de complexo de vira-lata, desânimo mesmo. Poucas ruas pintadas, faixas, carros com bandeirinhas, etc

    Pode ser que com o avanço para outras fases o clima melhore, mas até lá vai em banho maria 

  12. Edney Resmer Vieira

    18 de junho de 2014 11:53 am

    Penso que com a

    Penso que com a internacionalização dos jogadores após 90, perdeu-se a graça, não há mais aquele nacionalismo que havia, tudo mudou. E ainda, o que mais deixa sem inspiração por esse maior torneio de futebol são os valores vultuosos gastos para a realização do mesmo, bem como a dinherama que esse jogadores de futebl de hoje em dia auferem juntamente com os empresários inescrupulosos que não estão nem aí para as coisas o negócio é ganhar dinheiro, nem mesmo os próprios jogadores têm amor assim ao clube que defendeme nem mesmo à seleção brasileira, virou um mercado apenas e o pior disso tudo é que tem gente que “se mata por isso”. O futebol de hoje em geral, ainda que na europa seja o que há de melhor no futebol, PERDEU-SE A GRAÇA, ACABOU O ENCANTO.

  13. Jenilson

    18 de junho de 2014 12:06 pm

    Só uma observação, existia um

    Só uma observação, existia um cronogrsama que não estava sendo cumprido, e isto é fato. No meu modo de ver, se não fosse a mídia ficar em cima, realmente “não ia ter copa”. Também não adianta esconder, o brasileiro no último ano anda com a autoestima lá embaixo. Mesmo com a blobalização, no México, Argentina, Alemanha, Espanha, itália, Inglaterra e até no Japão o estusiasmo das pessoas está sendo proporcionalmente bem maior que o nosso. 

     

  14. Artur Barbosa

    18 de junho de 2014 12:09 pm

    COPA – Cenário apocalíptico substituído por pequenos soluços

    Nassif, segue reportagem do NYT em que constata que o cenário apocalíptico desenhado pela mídia para a Copa, se tornou em apenas alguns pequenos “soluços” na organização do torneio.

    At the World Cup, Doomsday Predictions Give Way to Smaller Hiccups in Brazil

    http://www.nytimes.com/2014/06/18/sports/worldcup/at-the-world-cup-doomsday-predictions-give-way-to-smaller-hiccups-in-brazil.html?ref=worldcup&_r=0

  15. NNN

    18 de junho de 2014 12:14 pm

    Ainda longe…

    Ainda falta despersonalizar as infinitas instituições do estado brasileiro, em todas as esferas.

  16. Jose Antunes

    18 de junho de 2014 12:35 pm

    Copa 2014

    Nassif, moro nos USA (por isso a falta de acento). A ESPN esta’ dando um show de transmissao. E’ so’ elogio ao Brazil e a copa. As progragandas entao nem se fala. A ultima que vi foi com a Adriana Lima entrando num jogo de futebol americano. Ela mostra a bola de futebol e fala com o nosso sotaque “No meu pais isso e’ futebol”. Tem varias outras, inclusive filmadas nas favelas, muito bonitas. A ESPN tambem mostra algumas cidades (outro dia via Varginha, nem sabia que a cidade tinha incorporado a questao do ET tao forte). Enfim, quando tratado com neutralidade, nao tem como criticar como estao fazendo no Brazil. Outra coisa, outro dia vi a noticia de que turistas ficaram duas horas na fila do passaporte e alguns perderam as conexoes: nas minhas idas e vindas para os USa, nao foram pocas as vezes as vezes que fiquei mais de duas horas na fila – nunca perdi conexao pois sempre programei 4 horas de intervalo entre os voos)

     

    Abraco 

    1. joao

      18 de junho de 2014 3:48 pm

      e a univision!
      Imagens e show!
      Que show de bola.
      Canal espano.
      Torce para os latinos abertamente.
      Vejo do exterio o que nao vejo no meu proprio Brasil.

      1. Adrianito

        18 de junho de 2014 6:48 pm

        Sobre a Univision

        Também moro nos EUA e é muito bacana ver os comentários positivos quanto a copa, o colorido, a receptividade do povo. Eles até narram o gol do Brasil em Português. E como é minha primeira copa fora, pensei que não ia ser tão legal assistir sem Galvão Bueno. Que nada, nem faz falta. Vou nas lojas e sempre tem algo do Brasil. O país está sendo muito comentado, isso é bom…

        Só mesmo os gastos desnecessários com alguns “elefantes brancos” que poderiam ser evitados. (Manaus, Cuiabá, Natal, Fortaleza, Brasíla, Recife) Só tem timeco nesses lugares que não enche nem o estádio da rua Javari. De resto tá bom… 

  17. AldoH

    18 de junho de 2014 12:55 pm

    Careca em 94?

    Nassif, al dupla de ataque em 94 era Romário e Bebeto, com o Ronaldinho (então ainda era Ronaldinho), Viola (que comeu a bola em cada treino e jogou apenas uns minutos) e Muller na reserva (acho que nem jogou).

  18. Arlindo

    18 de junho de 2014 1:14 pm

    E é bom que seja assim como o

    E é bom que seja assim como o Nassif falou.

    Lembremo-nos de que cada copa do Mundo é uma msmo porque as seleções não são as mesmas. Por esse mesmo motivo não encontro nenhuma justificação para falar em pentacampeonato ou em hexa. fomos cinco vezes campeões em torneios diferentes.

    Quanto ao entusiasmo ou a falta dele neste ccampeonato temos aí o resultado da politização do que seria um mero torneio de futebol e que levou a nossa imprensa (essa sim, vira-lata) a desanimar e até assustar as pessoas. Tenho amigos que apesar de estarem animados com a Copa 2014, decidiram não exibir bandeiras nas janelas para não ficar mal com os vizinhos ou não enfeitaram seus carros, como fizeram em outras copas por medo de serem vandalizados pelos “não vai ter copa”.

  19. Juliano Santos

    18 de junho de 2014 1:32 pm

    82 também foi meu “corte

    82 também foi meu “corte epistemológico” nas Copas. Ainda mais por ser um fã alucinado do Zico. A partir daí, apenas curto a Copa, sem grandes torcidas, o que eu reservo apenas ao Flamengo.

    Mas nessa volto a torcer de novo. Menos pelo time do Felipão e mais “contra a seleção do pig”, que alias, está como a Espanha e Portugal, levando de goleada. Espero que o pig seja desclassificada na primeira fase.

    Mas campeão mesmo, independente de quem erga a taça, são os estrangeiros quem vieram ao Brasil. Estão fazendo a festa, com simpatia, humor e alegria. Inclusive contagiaram o brasileiro, que estava borocoxô e com medo de que o mundo ia desabar. 

    1. cid ClaRO

      18 de junho de 2014 8:33 pm

      100%

      Concordo 100% com sua análise !!!!

    2. joao

      19 de junho de 2014 12:56 am

      70 foi o Meu

      A Saída de Joao Saldanha da seleção 70 foi a terminação, a sacanagem e a ultima copa do mundo*. Foi o tri. Continuei seguindo o Flamengo, indo com as crianças ao maracanã, hoje são mais Flamenguista do que eu e não me envergonham. Larguei meu time de Botão do Flamengo e aliais na época ofereci para outro menino mais menino mesmo.

      Feito por mim de galalite** e matéria prima comprada por mim dos ônibus escolares do instituto menino Jesus. Todo Trabalhado por mim e os nomes estão nestas personagens.

      Os personagens: do http://imortaisdofutebol.com/2013/03/02/esquadrao-imortal-flamengo-1953-1961/

      Garcia: foi um dos maiores goleiros da história do Paraguai e também do clube carioca. Chegou ao Flamengo em 1949 e ficou até 1958. Arrojado, sempre bem posicionado e muito seguro, foi um dos maiores responsáveis pelo tricampeonato carioca. E pensar que uma fratura na clavícula, em 1950, quase o aposentou prematuramente dos gramados.

      Ari: jogou no clube de 1959 até 1962, participando das conquistas históricas de 1961. Não tinha a qualidade de Garcia, mas deu conta do recado.

      Chamorro: goleiro argentino que jogou pelo Flamengo de 1953 até 1956. Ia bem quando entrava na equipe, mas jogou pouco por conta de ser o reserva de Garcia.

      Pavão: ótimo zagueiro, Pavão jogou de 1951 até 1959 no Flamengo, sendo um dos pilares da defesa durante a campanha do tricampeonato estadual. Ídolo, Pavão virou até letra de música – em “Samba Rubro-Negro”, de Wilson Batista e Jorge de Castro, um trecho cita o grande zagueiro flamenguista: “Vai haver mais um baile no Maracanã / O mais querido / Tem Rubens, Dequinha e Pavão/ Eu já rezei pra São Jorge/ Pro mengo ser campeão”.

      Joubert: foi quase uma década de Flamengo e muitas glórias, como o Carioca de 1955 e os títulos de 1961. Zagueiro, ganhou mais espaço no time a partir de 1957.

      Jadir: outro defensor mítico no Fla, Jadir começou no próprio rubro-negro em 1952, permanecendo até 1962 na equipe. Era firme na marcação e nas bolas rasteiras, só pecando no jogo aéreo. Compôs uma linha média fabulosa ao lado de Dequinha e Jordan. Disputou mais de 400 jogos pelo clube e fez época na Gávea com muita disciplina e regularidade.

      Bolero: teve importância nas conquistas de 1961, cumprindo seu papel na defesa do time.

      Servílio: ao lado de Dequinha, Jordan e Jadir, compôs um sistema defensivo maravilhoso no Flamengo tricampeão carioca de 1953 até 1955. Ficou pouco na Gávea (1953 até 1956), mas o suficiente para escrever seu nome na história do clube.

      Dequinha: o potiguar Dequinha foi um dos últimos centromédios clássicos do futebol nacional e um dos maiores ídolos do Flamengo. Jogou 10 anos no clube e esbanjou categoria no meio de campo, com muita qualidade técnica e tática. Foi para a Copa de 1954, na Suíça, como reserva.

      Jordan: se você perguntar para alguém no Rio de Janeiro qual foi o maior marcador do craque Garrincha na história a resposta será única: Jordan. O flamenguista foi um excepcional volante e lateral esquerdo do time naqueles anos 50 e 60, exemplo de lealdade e disciplina. Em 11 anos de Flamengo, Jordan nunca foi expulso e ainda levantou quatro Cariocas e um Torneio Rio-SP.

      Zagallo: inteligente, solidário, jogador para o time e nunca de fazer firulas, Zagallo foi um monstro sagrado de seu tempo, ídolo no Flamengo tanto como jogador, de 1950 a 1958, como técnico. É considerado um dos maiores pontas-esquerdas da história do clube, se não o maior. Brilhou na seleção brasileira nas Copas de 1958 e 1962, mas jogando um pouco mais recuado.

      Carlinhos: talentoso e muito habilidoso, Carlinhos jogou no meio de campo do Flamengo de 1955 até 1970, seu único clube na carreira. Quando se aposentou, ofereceu suas chuteiras a um garoto magrelo que despontava como futuro craque: Zico. Ficou marcado como técnico salvador do Flamengo, ajudando a equipe em momentos difíceis e levantando títulos nacionais e estaduais.

      Joel: ponta-direita de um time histórico, Joel era cerebral e driblava sempre pra frente, com o objetivo claro de marcar gols ou dar passes para os companheiros. Marcou 115 gols com a camisa do clube e brilhou em dois períodos na Gávea: de 1951 até 1958 e 1961 até 1963.

      Rubens: ficou marcado como o “Doutor Rubens” tamanha habilidade que demonstrava no setor direito do meio de campo do Flamengo. Foi um dos maiores craques do tricampeonato carioca e um dos principais artilheiros. Marcou 83 gols em 173 partidas pelo clube.

      Benítez: o atacante paraguaio foi um dos maiores artilheiros estrangeiros do Flamengo, essencial nas conquistas dos Cariocas de 1953 e 1954. Os anos de 1952, 1953 e 1954 foram os seus melhores com a camisa rubro-negra, quando marcou 27, 21 e 24 gols, respectivamente.

      Gérson: o “Canhotinha de Ouro” foi um dos principais armadores do futebol brasileiro nas décadas de 60 e 70, capaz de colocar uma bola nos pés de um atacante a 30, 40 metros de distância. Foi revelado pelo Flamengo e um dos principais nomes do time de 1959 até 1963.

      Henrique: centroavante nato, trombador, oportunista e matador. É um dos maiores artilheiros (o terceiro, mais precisamente) da história do Flamengo com 216 gols. Ao lado de Joel, Moacir, Dida e Babá, só não fazia chover naquele super ataque rubro-negro.

      Índio: foi um dos grandes atacantes do time naqueles anos 50, com faro de gol e muito talento. Disputou a Copa de 1954 e marcou 142 gols em 218 jogos pelo Flamengo.

      Moacir: jogador de drible fácil, passes precisos e eficiência na marcação, Moacir foi um dos grandes jogadores do Flamengo na década de 50 e um dos quatro flamenguistas campeões do mundo com a seleção na Copa de 1958. Jogou no clube de 1956 até 1961, até seguir carreira na Argentina, Uruguai e Equador.

      Dida: era o ponta de lança do Flamengo nos anos 50 e a referência máxima no ataque do time. Tinha velocidade, driblava bem, se colocava precisamente na área, tinha uma impulsão ótima e chutava com as duas pernas. Foi reserva de Pelé na Copa de 1958 e o principal artilheiro do Flamengo na década de 50 com 170 gols. Ao todo, marcou 264 gols pelo clube, sendo o segundo maior de todos os tempos, atrás apenas do mito Zico.

      Evaristo: outro craque do Brasil nos anos 50, Evaristo era um dos mais perigosos atacantes de seu tempo, velocista e preciso com a bola nos pés. Marcou 102 gols em 182 jogos pelo Flamengo de 1953 até 1957. Depois de deixar o rubro-negro, Evaristo brilhou na Espanha, jogando pelo Barcelona e pelo Real Madrid.

      Germano: outra cria do Flamengo, o ponta Germano assumiu o ligar deixado por Zagallo e deu conta do recado entre 1958 e 1962. Era muito rápido e habilidoso, além de ter um chute poderosíssimo. Brilho nos anos 60 na Itália, onde foi campeão europeu com o Milan, em 1963.

      Babá: outro ponta habilidoso e rápido daquele Flamengo dos anos 50, Babá compôs um ataque dos sonhos entre 1954 e 1962. Às vezes era reserva por conta da forte concorrência, mas quando entrava cumpria seu papel com muita qualidade. Marcou 89 gols em 308 jogos pelo clube.

      Paulinho: atacante de talento, Paulinho brilhou principalmente em 1955, quando foi o artilheiro do time e ajudou a destroçar o Fluminense ao marcar 3 dos 6 gols do Fla.

      *Na Copa do Mundo de 1966, uma das principais críticas da imprensa era a falta de um time-base. Saldanha tentou resolver esse problema e convocou um time formado em sua maioria por jogadores do Santos e do Botafogo, os melhores times da época; e os conduziu a 100% de aproveitamento em seis jogos de qualificação (Eliminatórias). De uma frase sua, quando teria dito que convocaria somente “feras”, surgiu a expressão As feras do Saldanha para designar aquela seleção. Graças ao seu trabalho, a seleção brasileira reconquistaria a autoestima e a confiança do torcedor, que tinha perdido depois da pífia campanha na Copa do Mundo de 1966.

      O time de Saldanha, que deu show nas Eliminatórias contra Venezuela e Paraguai, com a dupla Tostão e Pelé, estava mesclado com jogadores do Santos, Botafogo e Cruzeiro. Foi uma grande jogada de Saldanha. Usou o entrosamento dos jogadores em seus respectivos times e atuava num 4-2-4 bem montado. O time brasileiro de Saldanha era: Cláudio; Carlos Alberto Torres, Djalma Dias, Joel e Rildo; Piazza e Gerson; Jairzinho, Tostão, Pelé e Edu.

      Apesar das vitórias, Saldanha foi publicamente criticado por Dorival Knipel, o Yustrich, treinador do clube carioca Flamengo. Saldanha respondeu ao confronto brandindo um revólver [carece de fontes]. Também havia rumores de que não entendia de preparação física, havendo alguns desentendimentos com a comissão técnica sobre a condução dos treinamentos.

      Como o próprio Saldanha disse em entrevista a TV Cultura, e sabido conhecimento popular, ele teria sido retirado do comando da seleção por causa da sua negativa em selecionar jogadores que eram indicados pessoalmente pelo presidente Emílio Garrastazu Médici, durante a Ditadura Militar, em particular o atacante Dario Maravilha. Sua punição, agravado por ser militante do Partido Comunista Brasileiro, foi a dispensa do comando da seleção meses antes do mundial.

      http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Saldanha#Biografia

      **

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=Kt4uJHHwAgE%5D

  20. edisilva

    18 de junho de 2014 1:37 pm

    Nassif, não sou torcedor do

    Nassif, não sou torcedor do Corinthians ou do Palmeiras, mas vocês convidaram algum representante da Gaviões ou da Mancha Verde (só citando duas para exemplificar. Tem centenas de outras) para ver o quê eles pensam sobre isto?

    Sem os torcedores, que vão a campo todas as semanas, o debate corre o risco de ficar parecido com as torcidas brasileiras nos jogos de São Paulo e Fortaleza: não “são do ramo”.

    A Conceição Oliveira definiu bem estes torcedores: plateia de jogo de tênis.

    É só um questionamento. Infelizmente não vi o programa, mas sei que vocês costumam ser cuidadosos nas análises.

    1. Ozzy

      19 de junho de 2014 2:26 am

      ?!

      Prefiro ir a um estádio com uma “platéia de jogo de tênis” do que com os marginais da Gaviões, Mancha Verde ou assemelhados.

       

  21. robertog

    18 de junho de 2014 2:35 pm

    Olha, acho que a coisa é mais

    Olha, acho que a coisa é mais nuançada. No período FHC tivemos o auge desse “vira-latismo” que tenta nos contaminar agora (não por acaso). Nesses tempos, chegamos a vencer uma Copa, mas sem grandes comemorações. O corredor polonês da mídia e academia correlata ajudaram a fixar no quê, academicamente, se traduz o vira-latismo: uma antropologia filosófica negativa, equivalente àquela que impregnou o século XIX europeu a partir de Malthus e que contaminou até a moela nossos intelectuais tradicionais (dos quais FHC é um bom exemplo), uma espécie de diluição da nacionalidade na globalização “inescapável”, segundo o diagnóstico dos caras. Perdemos aí o gosto por grandes comemorações. Esportivas e de outras naturezas, como as científicas ou cívicas (do exoesqueleto à melhoria importante na integraçãa social).

    Eu não achava esse resultado mal de todo, já que nos faz avaliar melhor o que é importante e menos importante. Mas o que estamos asssistindo agora é um ressurgimento do nacionalismo. Ganhando ou perdendo a seleção, as indicações de momento são de que a Copa está razoavelmente bem preparada e que os “gringos” estão registrando isso. Sorte do Brasil, azar de quem insiste em nos querer vira-latas.   

  22. ana s.

    18 de junho de 2014 3:21 pm

    Careca não estava

    Só um reparo: Careca não jogou a Copa de 94. Nossa dupla de atacantes naquela Copa era Bebeto-Romário (excelente, aliás).

  23. Maria Rita

    18 de junho de 2014 5:11 pm

    A Austrália reagiu rapidinho

    A Austrália reagiu rapidinho ao ataque holandês. Achei muito boa a primeira vitória da Holanda, mas no campo sempre há oportunidades e surpresas. Brasil jogou melhor ontem e Neimar precisa fazer dobradinha com outro craque. Quanto à torcida, ainda estamos no início e sempre existe o medo do salto alto. Mas vamos que vamos. E outra, aproveitando para relembrar o que agora chamo do’ rolézinho da nouveau barbarie dos Jardins’ na periferia do Itaquerão. Prefiro os alegres rolézinhos da periferia nos shoppins do que aquela terrível baixaria feita para o mundo.

    1. Jair Fonseca

      18 de junho de 2014 5:46 pm

      Comentário perfeito. 

      Comentário perfeito. 

  24. morallis

    18 de junho de 2014 6:24 pm

    Hoje pela manhã ouvia duas

    Hoje pela manhã ouvia duas senhoras discutindo sobre as possibilidades

    do Brasil na copa  fazendo analises do jogo de ontem, que maravilha!

    As chuteiras vão demorar para sair do pé.

  25. Fabian

    18 de junho de 2014 6:27 pm

    O PIG se deu mal

    Acredito que o fato da copa coincidir com as eleições foi proposital, vindo do pensamento direitista, leia-se também mídia direitista. Só não contavam com a eleição, tão cedo (depois da ditadura militar) da esquerda. O feitiço virou contra o feiticeiro. E, o pior, não podem avacalhar com a Copa do Mundo de Futebol porque, para a direita, o dinheiro manda mais que a política. De qualquer forma, não sou favorável a eleições em ano de Copa do Mundo de Futebol e/ou Olimpíadas. Também sou favorável à redução dos mandatos para 3 anos, sem reeleição para cargo nenhum.

  26. Carlos Dias

    18 de junho de 2014 6:39 pm

    É verdadeira a análise do Nassif

    Eu já havia lembrado aqui que desde 82 não tem tido o mesmo impacto.

    É verdade que o PIG e os coxinhas e seus aliados esquerdistas xiitas pioraram um pouco as coisas. Isso é inegável.

    Mas desde 82 as ruas já não são tão enfeitadas e a empolgação com o futebol deu lugar a uma contemplação mais distante.  O Nassif aponta algumas causas, oportunamente quero lembrar outras.

    Nossos jogadores já não jogam aqui no Brasil, isso nos distancia deles..

    As diversões, com o advento das novas tecnologias direcionadas ao consumo individual, tornaram-se mais privadas. Há menos identificação com meta-estruturas, sejam elas partidos, agremiações, estados, universidades, escolas, bairros, etc. Dentro desse paradigma do consumo individual, os espaços coletivos são cada vez menos prestigiados.

    Paralelamente, o futebol internacional tornou-se um grande conglomerado de corporações riquissímas (isso vale pro futebol brasileiro, em parte. Iniciativas tipo “troca-troca” do genial Francisco Horta Flusão são vistas hoje como amadoras e fora do contexto empresarial.). Isso tudo coloca boa parte da população de pé atrás com os organizadores do futebol.. Isso sem contar os escândalos de corrupção, negociatas várias, etc, que compoem elemoentos negativos. Afasta muita gente.

    Cada vez a FIFA presiona para que os estádios virem arenas para poucos. O futebol vai deixando de ser popular. Acabaram com as gerais, etc. Os jogadores antes identificados como herois do povo, hoje em dia são milhionários que se parecem muito mais com principezinhos europeus do que com a nossa gente.

    Vamos dizer outra verdade. Antes de 80, tínhamos apenas o futebol como motivo de orgulho esportivo nacional. Isso veio mudando. temos um voley muito competitiivo, temos o futvoley, e melhoramos muito em diversos esportes.

    Acho foi muito mais o futebol que se afastou do povo mais humilde do que o contrário…

     

    1. Alex B

      18 de junho de 2014 10:42 pm

      Hoje em dia até o peido de um

      Hoje em dia até o peido de um elefante é tido como algo ideológico, amigo o que é que “coxinhas” ou PIG tem a ver com o futebol ter diminuído seu poder de empolgar massas??? Que eu saiba a suposta “mídia golpista” veicula constantemente jogos de futebol e nessa copa a Globo, que vc deve achar a rainha do PIG, divulga tanto esse papo de copa que às vezes até enche o saco. Já que o papo sempre cai no ideológico então vamos lembrar que quem acabou com disciplinas de Moral e Cívica e OSPB que davam noções de civismo e patriotismo às crianças foram os governos de 1985 pra frente, acho que civismo e patriotismo lembravam demais os militares e os novos detentores de poder queriam apagar tais conceitos do mapa, as crianças passaram a ser educadas com conceitos sócio-construtivistas e de Maquiavel Pedagogo o que gerou toda uma geração de pessoas sem nenhum conteúdo nacionalista( o sonho de muitos é deixar esse país), e quem é que fez isso?? Você sabe colega que não foram os “coxinhas” e nem essa tal de PIG.

  27. Bruno Mariano

    18 de junho de 2014 7:27 pm

    Sobre chuteiras, complexos e intelectuais

    Certamente o olhar e a audição agudas do velho Sócrates, não o que usava chuteiras, mas aquele que foi condenado por perverter a juventude de seu tempo, por volta do século quarto antes da era cristã, teria muito o que examinar no que nos foi dito até aqui no acima exposto. Numa conversa de opiniões sobre questões diversas é provável que o nosso entendimento não consiga alcançar a razão de ser de tudo o que esta sendo dito, afinal sobre o que mesmo estamos nos debruçando senão sobre opiniões vagas e imprecisas. Tenho observado que nós temos o habito de conversar e expor uma posição sempre usando termos e expressões criadas em um determinado contexto e tentando vesti-las ou revesti-las de uma camisa de força para contextualizar uma situação diversa da qual a tomamos por empréstimo para expressar um sentido de nossa conveniência. Como hábeis costureiros vamos confeccionando uma cocha de retalhos ao tomar trechos daquilo que foi dito pelo nosso interlocutor sem um exame mais profundo de sua ideia, creio que o mais sensato seria fazermos um exame mais profundo do texto do senhor Nassif para podermos conversar com o mínimo de seriedade e respeito para com ele, para conosco e para com todos aqueles que eventualmente leiam todas essas linhas. Grato pela atenção, meus sinceros respeito e estima. Bruno Mariano(Professor)

  28. Severino Fernandes

    18 de junho de 2014 9:08 pm

    Infelizmente o prazer de

    Infelizmente o prazer de torcer pela seleção e a emoção de ver o Brasil em campo vem diminuindo Copa após Copa. E isso tem muito a ver com a empresarialização do futebol brasileiro e com o nefasto monopólio televiso exercido pela Rede Globo Overseas, cujo legado é estádios vazios, times mequetrefes (mesmo os tradicionais e de grife) e competições de fraco nível técnico.
    Sinceramente a última seleção que realmente mobilizou o país, com seu futebol vistoso, foi a seleção de 1982, com aquele elenco colossal comandado por Telê Santana (e com Júnior, Falcão Sócrates e Zico) como maiores estrelas – ao nosso ver a maior seleção depois do tricampeonato de 1970, mas que infelizmente, quiseram os deuses do futebol e o imponderável dos campos de pelota, que não fosse campeã do mundo.
    As seleções de 1994 e 2002 já não empolgaram tanto, mesmo trazendo a taça Fifa pra o Brasil. E a atual seleção, mesmo jogando em casa, tampouco nos faz empolgar e inspirar confiança, primeiro porque já não temos tantos craques como no passado. Depois porque nosso o time e oscila muito de jogo para jogo (e às vezes dentro de uma mesma partida).
    Viramos apenas uma grife. Mas o nosso futebol (que mesmo assim ainda é forte) já não assusta mais tanto os adversários… Eles até podem nos respeitar (pelo passado glorioso), mas não impomos mais nenhum temor (por nosso futuro incerto).

  29. José Carlos Damaceno

    18 de junho de 2014 10:14 pm

    A midia, essa sim é a grande

    A midia, essa sim é a grande vendedora deste conplexo de vira latas que está de fato entranhado nas pessoas que se acham desta suposta elite que falamos aqui, porque elite mesmo são as pessoas que trabalham duro o ano inteiro para sustentar essa falsa elite que na sua grande maioria nem trabalha,se alguem tem duvida é só olhar para os visinhos.

  30. Eureka

    18 de junho de 2014 10:39 pm

    Pátria de chuteiras

    Mas é isso que eu temo, que o Brasil deixe de ser a pátria de chuteiras. Pra começar retiraram o nome do Brasil  da camisa, abaixo do escudo da CBF,  isso faz o povo perceber a mercantilização do futebol, esse é um torneio da CBF/FIFA, e nós meros consumidores. É uma grande jogada, o país fica com os gastos, e a Fifa com os lucros DIRETOS, sem investir um só centavo (que eu saiba). mas continuando: A seleção brasileira é um cimento que une brasileiros de Norte a Sul, mas que apesar do estardalhaço da mídia do Sudeste, ela própria sorrateiramente MINA a unidade nacional quando faz o torcedor brasileiro torcer pra Argentina e outros…juntando isso com a campanha de desinformação, de injúria, de discriminação e preconceito contra o Norteste e o Norte, essa mídia televisa e virtual do Sudeste está semeando CONSCIENTEMENTE e de forma SORRATEIRA, TRAIÇOEIRA uma desagregação, fragmentação, uma secessão do Brasil para que não seja uma potência mundial, porque pais pequeno jamais será um potência econômica e política. ISSO É PLANEJADO CONSCIENTEMENTE – agora UOL só coloca matéria para denegrir Fortaleza e enaltece Curitiba. Por quê? PARA QUÊ ?denegrir Fortaleza? o Brasil ganha o quê com isso? Por que esse bairrismo nojento que nos faz pensar em separatismo?

    Por que sabotar o Nordeste? se isso só traria mais migração, e aperto para o povo sofrido sudestino (do Sudeste)

  31. Tadeu Silva

    19 de junho de 2014 1:35 am

    O país cresceu,

    O país cresceu, diversificou-se, natural pois que a paixão nacional se adaptasse aos novos tempos. “Assistir” a uma Copa do Mundo pelo rádio é quase a mesma coisa que acompanhar a Independência pelo quadro do Pedro Américo, por sua vez, copiado de um quadro de uma batalha napoleônica, como afirmam alguns críticos (Ernest Meissonier, Batalha de Friedland). A televisão Globo chegou junto com a ditadura, ambas grávidas do capitalismo tecnofinanceiro, não esqueçamos o Caçador de Marajás, e foi modificando/influenciando/alterando pouco a pouco o comportamento geral, aquela história da sociedade do espetáculo, principalmente com a explosão da Barbie ou Xuxa ou vice-versa, a babá eletrônica das gerações dos 80 em diante. Essa coleira eletrônica influiu, sob o comando do Galvão Bueno, no modo de torcer, porque influenciou, antes, o modo-de-ser, algo como o modus operandi do poder simbólico, à la Bordieu.

    Ao mesmo tempo, a alegria descontraída de um Garrincha e suas pernas tortas não cabiam na perfeita geometria das retas que o Kupfer desenhou aqui mesmo, num post belíssimo. Por exemplo, talvez a maior vítima da Esefex (dos coveiros Coutinho, Parreira, Camerino) tenha sido o recém falecido Marinho Chagas, verdadeiro artista da bola, infelizmente do Botafogo, que já tinha acabado com o próprio Garrincha. Esperar que um cérebro não cartesiano como é a nossa herança indígena-africana (cuidado, não estou falando de capacidade intelectual) se reduzisse a esta analítica pouco virtuosa do futebol europeu é confundir alhos com bugalhos territoriais, como ensinou o Muniz Sodré.

    Nossa cultura apoia-se num território agenciado por uma certa tradição rural, que oferecia lugares amplos e livres à prática esportiva. Não é outra coisa os espaços que as cidades maiores possuíam e o proporcional número de campos de várzea. Essa “desordem” urbano-rural favorecia, ainda com Sodré, pela indeterminação, a criação lúdica. O esquematismo das cidades ocupadas pela especulação imobiliária, que se tornou crônico a partir da segunda metade do século XX, acabou embatumando a técnica/arte, complementado pela sóciogênese, deixando Sodré e indo em direção a Norbert Elias, instilada, para dizer o mínimo pela televisão, mas não apenas, pois o que que é, por exemplo, o produtivismo universitário, aumentando nosso padrão de respostas ao estímulos civilizatórios, capitaneados pela produção simbólica.

  32. Tadeu Silva

    19 de junho de 2014 1:40 am

    Chuteiras Coloridas

    O país cresceu, diversificou-se, natural pois que a paixão nacional se adaptasse aos novos tempos. “Assistir” a uma Copa do Mundo pelo rádio é quase a mesma coisa que acompanhar a Independência pelo quadro do Pedro Américo, por sua vez, copiado de um quadro de uma batalha napoleônica, como afirmam alguns críticos (Ernest Meissonier, Batalha de Friedland). A televisão Globo chegou junto com a ditadura, ambas grávidas do capitalismo tecnofinanceiro, não esqueçamos o Caçador de Marajás, e foi modificando/influenciando/alterando pouco a pouco o comportamento geral, aquela história da sociedade do espetáculo, principalmente com a explosão da Barbie ou Xuxa ou vice-versa, a babá eletrônica das gerações dos 80 em diante. Essa coleira eletrônica influiu, sob o comando do Galvão Bueno, no modo de torcer, porque influenciou, antes, o modo-de-ser, algo como o modus operandi do poder simbólico, à la Bordieu.

    Ao mesmo tempo, a alegria descontraída de um Garrincha e suas pernas tortas não cabiam na perfeita geometria das retas que o Kupfer desenhou aqui mesmo, num post belíssimo. Por exemplo, talvez a maior vítima da Esefex (dos coveiros Coutinho, Parreira, Camerino) tenha sido o recém falecido Marinho Chagas, verdadeiro artista da bola, infelizmente do Botafogo, que já tinha acabado com o próprio Garrincha. Esperar que um cérebro não cartesiano como é a nossa herança indígena-africana (cuidado, não estou falando de capacidade intelectual) se reduzisse a esta analítica pouco virtuosa do futebol europeu é confundir alhos com bugalhos territoriais, como ensinou o Muniz Sodré.

    Nossa cultura apoia-se num território agenciado por uma certa tradição rural, que oferecia lugares amplos e livres à prática esportiva. Não é outra coisa os espaços que as cidades maiores possuíam e o proporcional número de campos de várzea. Essa “desordem” urbano-rural favorecia, ainda com Sodré, pela indeterminação, a criação lúdica. O esquematismo das cidades ocupadas pela especulação imobiliária, que se tornou crônico a partir da segunda metade do século XX, acabou embatumando a técnica/arte, complementado pela sóciogênese, deixando Sodré e indo em direção a Norbert Elias, instilada, para dizer o mínimo pela televisão, mas não apenas, pois o que que é, por exemplo, o produtivismo universitário, aumentando nosso padrão de respostas ao estímulos civilizatórios, capitaneados pela produção simbólica.

  33. Tadeu Silva

    19 de junho de 2014 1:40 am

    Chuteiras Coloridas

    O país cresceu, diversificou-se, natural pois que a paixão nacional se adaptasse aos novos tempos. “Assistir” a uma Copa do Mundo pelo rádio é quase a mesma coisa que acompanhar a Independência pelo quadro do Pedro Américo, por sua vez, copiado de um quadro de uma batalha napoleônica, como afirmam alguns críticos (Ernest Meissonier, Batalha de Friedland). A televisão Globo chegou junto com a ditadura, ambas grávidas do capitalismo tecnofinanceiro, não esqueçamos o Caçador de Marajás, e foi modificando/influenciando/alterando pouco a pouco o comportamento geral, aquela história da sociedade do espetáculo, principalmente com a explosão da Barbie ou Xuxa ou vice-versa, a babá eletrônica das gerações dos 80 em diante. Essa coleira eletrônica influiu, sob o comando do Galvão Bueno, no modo de torcer, porque influenciou, antes, o modo-de-ser, algo como o modus operandi do poder simbólico, à la Bordieu.

    Ao mesmo tempo, a alegria descontraída de um Garrincha e suas pernas tortas não cabiam na perfeita geometria das retas que o Kupfer desenhou aqui mesmo, num post belíssimo. Por exemplo, talvez a maior vítima da Esefex (dos coveiros Coutinho, Parreira, Camerino) tenha sido o recém falecido Marinho Chagas, verdadeiro artista da bola, infelizmente do Botafogo, que já tinha acabado com o próprio Garrincha. Esperar que um cérebro não cartesiano como é a nossa herança indígena-africana (cuidado, não estou falando de capacidade intelectual) se reduzisse a esta analítica pouco virtuosa do futebol europeu é confundir alhos com bugalhos territoriais, como ensinou o Muniz Sodré.

    Nossa cultura apoia-se num território agenciado por uma certa tradição rural, que oferecia lugares amplos e livres à prática esportiva. Não é outra coisa os espaços que as cidades maiores possuíam e o proporcional número de campos de várzea. Essa “desordem” urbano-rural favorecia, ainda com Sodré, pela indeterminação, a criação lúdica. O esquematismo das cidades ocupadas pela especulação imobiliária, que se tornou crônico a partir da segunda metade do século XX, acabou embatumando a técnica/arte, complementado pela sóciogênese, deixando Sodré e indo em direção a Norbert Elias, instilada, para dizer o mínimo pela televisão, mas não apenas, pois o que que é, por exemplo, o produtivismo universitário, aumentando nosso padrão de respostas ao estímulos civilizatórios, capitaneados pela produção simbólica.

  34. Eureka

    19 de junho de 2014 12:38 pm

    Mídia Vira-lata

    A nossa mídia é tão vira-lata e que gosta de ficar atrelada (na rabeira) que a REDE GLOBO numa matéria mostrando um garoto de 7 anos que invadiu um campo para falar com atletas, disse que o garoto SE INSPIROU EM OUTRO NA COPA DA ÁFRICA DO SUL; Ora bolas, esse garoto na época só tinha 3 anos, como poderia ter o discernimento e a boa memória para fazer isso?

    Agora vocês acham que isso não é PENSADO, PLANEJADO E PROPOSITAL? Claro que é!  

    A Rede Globo quer fazer crer, que o povo brasileiro é um inútil,   incompente e que não tem capacidade  INOVAR em nada, de estar na VANGUARDA em nada, precisa estar sempre imitando os outros

    Ela faz um estardalhaço com a seleção, mas SORRATEIRAMENTE promove e estimula os brasileiros torcerem para a Argentina e outras seleções. ISSO TAMBÉM É PENSADO, porque vai minando a UNIDADE NACIONAL, A UNANIMIDADE  NACIONAL e abre espaço  para uma FRAGMENTAÇÃO,  uma SECESSÃO no Brasil. Ela acha bonitinho brasleiros torcendo contra o Brasil, quando deveria tratá-los com desprezao porque são traidores da pátria.  A GLOBO e UOL/Folha,  trabalha por debaixo dos panos para a desagregação do Brasil. Quase todos os dias sai matéria injuriando, DIFAMANDO, DESINFORMANDO o Nordeste. 

    A DESINFORMAÇÃO A RESPEITO DO NORDESTE NESSE PAÍS É ABSURDA – todos tem uma ideia distorcida pela mídia sudestina, capitaneadas pela Globo e UOL/Folha; E ISSO É PENSADO – SABOTAR O NORDESTE PARA QUE OS SUDESTINOS pensem em separação por acharem que o Nordeste é um peso, E OS NORDESTINOS ACHAREM QUE SÃO REJEITADOS E DISCRIMINADOS. ESSE É O PLANO MAQUIAVÉLICO DA REDE GLOBO/UOL/FOLHA e mídia sudestina.

    O NORDESTE TEM UM PB EMPATADO TECNICAMENTE DO O DA RO NORDESTE TRABALHA, O Nordeste tem um PIB empatado tecnicamente com o da Região Sul do Brasil  2011 (NE 13,4% Sul 16,2%, diferença de apenas 2.8% EM 2011).

    O NORDESTE COMPRA DE SÃO PAULO/SE  mais ou menos 500 BILHÕES DE REAIS, gerando  IMPOSTOS em São Paulo/Sudeste o estimado em 241 BILHÕES DE REAIS, SÓ DE AUTOMÓVEIS, ÔNIBUS E CAMINHÕES o Nordeste compra de São Paulo e Sudeste mais 100 bilhões de reais.

    GOOGLE:   COM AUMENTO CONTÍNUO, POTENCIAL DE CONSUMO DO NORDESTE CHEGA A R$ 636 BI.

    AGÊNCIA PRODETEC Ω [ABRIL 2014]

    São Paulo (Agência Prodetec) – A editora IPC Marketing acaba de lançar a sua mais nova versão sobre o potencial de consumo dos brasileiros, abrangendo dados dos 5.570 municípios do país. Conforme o estudo, a fatia do Nordeste nesse mapa se apresenta recorde, em 2014, com participação de 19,5% do conjunto nacional, ante 49,2% do Sudeste, 16,8% do Sul, 8,5% do Centro-Oeste e 6% do Norte.

  35. Filipe Rodrigues

    19 de junho de 2014 2:50 pm

    2014 pode marcar o renascimento do bom futebol:

    Falta o esporte recuperar o sentimento de nacionalidade, a FIFA (apesar de todos os defeitos) tentou impor um limite de jogadores estrangeiros nos campeonatos do mundo inteiro, seria uma medida excelente (haveria mais grandes craques atuando nos clubes brasileiros).

    A União Européia não aceitou o limite de estrangeiros em suas ligas milionárias, normal para um instituição que usa a globalização para defender o capital, depois não entendem porque a extrema-direita cresce. 

    1. Filipe Rodrigues

      19 de junho de 2014 2:58 pm

      Continuação…

      Apesar de boicotar a Globo, a emissora tem toda razão quando defende a volta do sistema mata-mata no Campeonato Brasileiro.

      Pontos Corridos não tem nada de igualitário, um sistema que beneficia as equipes com melhor condição financeira, no mata-mata o time pequeno pode derrotar os grandes.

      Significa que dentro de campo ou quadra, os EUA são mais “socialistas” que a Europa por predominarem os mata-matas.

  36. Pedro Penido dos Anjos

    19 de junho de 2014 3:35 pm

     
    Uma boa parte da população,

     

    Uma boa parte da população, em todas as Copas que vivi – e olha que a primeira que me lembro é a de 58 (sensacional, D. Lurdinha, vizinha, distribuia traquinhos a cada gol para uma gurizada que não podia mexer nem numa caixa de fósforos!) – nunca deu a menor bola para futebol ou a Copa.

    O que havia desde sempre é a histeria da mídia – sempre a mídia!

    Só que ela era sempre pro.

    Esse negócio de ser do contra, ainda que só no fundo, é que é a novidade dessa Copa.

  37. Eureka

    19 de junho de 2014 5:35 pm

    O perigo de não ser a pátria de chuteiras

    A seleção brasileira é o cimento que une brasileiros de Norte a Sul, mas a mídia SUDESTINA (do Sudeste), trabalha de forma subliminar instigando as pessoas a torcerem para a Argentina para dessa  forma começar uma DIVISÃO do povo brasileiro começando pelo futebol que é muito agregador do povo brasileiro;  os maiores reresentantes dessa pérfida mídia, é a Rede Globo e UOL/Folha.  Eles estimulam, promovem, e faz parecer glamouroso torcer para a Argentina, em Minas Gerais terra de Joaquim Silvérios dos Reis, essa torcida está ficando muito grande e a Rede Globo acha tudo MUITO BONITINHO. Em contrapartida satanizaram o clima de Manaus, de Fortaleza, de Recife, da Bahia e pegaram leve com o de Cuiabá e do de Brasília, forçaram os estrangeiros a se queixar do clima dessas cidades ao ponto de ENOJAR O TÉCNICO DA INGLATERRA  QUE DISSE: “vamos parar com essa besteira”, e foi em Manaus que a fria CROÁCIA venceu o qente CAMARÕES por 4 a 0. Algo precisa ser feito contra os FACTÓIDES, AS INJÚRIAS, OS PRECONCEITOS E AS DIFAMAÇÕES CONTRA O NORDESTE em prol da UNIDADE NACIONAL – está na hora do Ministério Público Federal, Procuradoria Geral da União, governos estaduais e organizações civis começarem a entrar com ações por injúria e difamação contra a Rede Globo e UOL/Folha.

    NORDESTE EM PLENO DESENVOLVIMENTO.

    BASTOU APENAS DOIS GOVERNOS LULA PARA O NORDESTE DAR UM SALTO EM QUALIDADE, EM DESENVOLVIMENTO.

    Então, essa teoria que fala de méritos próprios do  desenvolvimento do  Sul/Sudeste, é uma falácia, porque os governos anteriores nunca trabalharam fomentando a industrialização do Nordeste; até hoje políticos sudestinos e sulinos lutam no Congresso contra os INCENTIVOS FISCAIS.

     UM exemplo de como o Nordeste é espoliado: O petróleo foi descoberto e explorado na Bahia, MAS A SEDE DA PETROBRÁS e todas as estatais, FORAM PARA O RIO DE JANEIRO por ser a Capital Federal, gerando renda e emprego, agora veja o quanto essa estatal não incha o PIB do RJ e do Sudeste.

    95% DOS PRODUTOS DE CONSUMO DAS PRATELEIRAS DAS LOJAS, SUPERMERCADOS E SHOPPINGs DO NORDESTE são oriundos de São Paulo/SE, gerando grandes LUCROS,  IMPOSTOS E EMPREGOS em São Paulo/SE.

     Por isso:

    ** quase um, em cada três produtos produzidos por São Paulo/SE  é comprado pelo Nordeste.

    *** Quase  1/3 do PIB do Estado de São Paulo/SE se refere a vendas e negócios com o Nordeste.

    ***Quase 1/3 da mão de obra do parque industrial de SP/SE é ocupada, produzindo  para vender para o Nordeste.

    ENTÃO SR. NORDESTINO, QUANDO VOCÊ LER NA EMBALAGEM A ORIGEM DA FABRICAÇÃO, LEMBRE-SE QUE CONSIDERÁVEL PARTE DO SEU DINHEIRO ESTÁ INDO PARA SÃO PAULO/SE – então não aceite A FALÁCIA,  o clichê e estereótipo, o estigma de que SP sustenta o Nordeste.

    OLHE PARA O TRÂNSITO DE MILHÕES DE AUTOMÓVEIS,  E VEJA QUANTO DINHEIRO SAI DO NORDESTE PARA SÃO PAULO/SE.

    A MAIOR PARTE DOS MILHÕES DE AUTOMÓVEIS, ÔNIBUS E CAMINHÕES DO NORDESTE SÃO COMPRADOS à indústria de São Paulo/SE, gerando GRANDES ENGARRAFAMENTOS NO NE, GRANDES LUCROS, IMPOSTOS E EMPREGOS EM SÃO PAULO/SE.

    ANTES,  a totalidade dos automóveis do Nordeste, provinha de SP/Sudeste, gerando grandes LUCROS,  IMPOSTOS e EMPREGOS em  SP/SE, gerando também GRANDES ENGARRAFAMENTOS na capitais e cidades do Nordeste.

     

    ***Em 2014/2015  Nordeste deverá produzir perto de 1 milhão de automóveis por ano: 300 mil Ford, 300 mil Fiat, 300 Jac Motors, Troller e mais…

                                         

    SE O NORDESTE DEIXASSE DE COMPRAR, o PIB de São Paulo diminuiria em quase  1/3, e ia ter que demitir 1 em cada 3 trabalhadores.

    GOOGLE:   COM AUMENTO CONTÍNUO, POTENCIAL DE CONSUMO DO NORDESTE CHEGA A R$ 636 BI.

  38. MauricioD

    19 de junho de 2014 7:32 pm

    Eu não assisti o programa,

    Eu não assisti o programa, então não sei qual foi a posição do prof. Rafael Alcadipani (FGV/SP) no debate, mas no mês passado ele deu uma entrevista alarmista na Folha e entre outras previsões erradas disse que  a Copa estava “se revelando um péssimo negócio para o país”.

    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/05/1455778-perda-de-popularidade-da-copa-faz-empresas-fugirem-do-evento-diz-economista.shtml

     

     

  39. Antonio Passos

    19 de junho de 2014 9:14 pm

    Assistiram Uruguai e Inglaterra ?????

    Se assistiram têm que rever seus conceitos. É claro que o mundo mudou completamente, entretanto o nacionalismo não morre, ele insiste apesar de todas as previsões de seu fim, feitas desde a década de 70. As lágrimas de Neymar mostram que a pátria calça chuteiras sim, mas também é forçoso reconhecer que nem todos os jogadores sentem isto. Alguns países mais, outros menos, alguns jogadores mais outros menos, mas o fenômeno persiste. O ser humano precisa de uma pátria, é uma necessidade psicológica pertencer a um grupo e isto não morrerá.

  40. Rogério Ferraz

    19 de junho de 2014 10:45 pm

    Uma correção: Careca não

    Uma correção: Careca não jogou em 1994.

  41. Severino Januário

    20 de junho de 2014 1:25 am

    Existem duas espécies de

    Existem duas espécies de globalização: Uma, de 1857 até a copa do mundo de 1982, na Espanha, e outra desta copa para diante. Hoje, o muundo está assimilando a dsecendência da curva neoliberal que começou em 1982. Breve, talvez a partir já desta copa de 2014, teremos um novo tipo de globalização.

  42. MC Zanini

    20 de junho de 2014 8:05 pm

    Um poema lúcido sobre a Copa

    Veio do meu eterno professor de Filosofia no ensino médio, Arquilau Moreira Romão, de Ribeirão Preto/SP. Achei que está totalmente relacionado com alguns pontos levantados pelo texto do Nassif. É lírico, e não analítico.

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=NzGhBMHXJSw align:center]

  43. Eureka

    23 de junho de 2014 10:36 am

    Pátria de chuteira II

    A pior espécie de gente é a traidora, a traiçoeira, a dissimulada. Nós vemos nessa Copa do Brasil a nossa midia reresentada pela Rede Globo, UOL/Folha e Sport TV, glamourizar torcedores brasileiros para torcerem para a Argentina (existe até torcida organizada e uniformizada em Minas Gerais), ISSO CHAMA-SE TRAIÇÃO Á PATRIA, porque nenhum nacional tem o DIREITO de ser contra o seu país, e a SELEÇÃO BRASILEIRA REPRESENTA O PAÍS, o BRASIL; isso é totalmente diferente de time de futebol, você pode deixar de torcer para o Flamengo e torcer para o Fluminense (isso  também já é nojento e demonstra falta de FIDELIDADE) quanto mais, torcer contra o país que te gerou, torcer contra a  mãe pátria que de tá casa, comida, e proteção, e uma identidade,  É DE DAR NÁUSEAS essa atitude da mídia traidora e  de MAUS brasileiros; SÃO TOTALMENTE DESPREZÍVEIS.

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