2 de julho de 2026

A versão do presidente da Abril sobre a compra da refinaria

Sugerido por Webster Franklin

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Diário do Centro do Mundo

Por que a mídia não está procurando Fabio Barbosa para falar da compra da refinaria de Pasadena?

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Queria entender uma coisa. Por que a mídia não entrevista o presidente da Abril, Fabio Barbosa, sobre o caso Petrobras?

Ele ocupava uma posição privilegiada quando a refinaria de Pasadena foi comprada. Era integrante do Conselho de Administração da empresa.

E é um executivo respeitado.

Isso não é suficiente para ouvi-lo?

Seria, se não fosse uma coisa: Barbosa está dizendo uma coisa que a mídia não quer publicar.

Disse Barbosa: “A proposta de compra de Pasadena submetida ao Conselho em fevereiro de 2006, do qual eu fazia parte, estava inteiramente alinhada com o plano estratégico vigente para a empresa, e o valor da operação estava dentro dos parâmetros do mercado, conforme atestou então um grande banco americano, contratado para esse fim. A operação foi aprovada naquela reunião nos termos do relatório executivo apresentado.”

Não repercutiu nada esta declaração na mídia tradicional. Ela apareceu no site da Veja. Provavelmente Barbosa recorreu aos filhos de Roberto Civita para que sua versão sobre a compra fosse publicada antes que a informação de que ele a chancelara ganhasse o noticiário em circunstâncias penosas para ele. Raras vezes, e isto é batata, como dizia Nelson Rodrigues, a Veja terá publicado algo tão contrariada.

Outra ausência notável entre os entrevistados na interminávek cobertura do caso é a de Claudio Haddad, também ex-conselheiro da Petrobras. Aqui é ainda mais revelador, dado que Haddad é um dos economistas mais procurados pela mídia para falar de questões macroeconômicas.

Mas ninguém quer saber de seu testemunho sobre a Petrobras.

Bem, no mesmo texto do site da Veja em que Barbosa fala do negócio, Haddad lembrou que as negociações foram assessoradas pelo Citibank, que deu aval à compra.

“O Citibank apresentou um ‘fairness opinion’ (recomendação de uma instituição financeira) que comparava preços e mostrava que o investimento fazia sentido, além de estar em consonância com os objetivos estratégicos da Petrobras dadas as condições de mercado da época.”

Algum jornalista, a propósito, foi atrás do Citi?

Não. Porque a vontade, no caso, não é levar luz onde há sombra, como manda o bom jornalismo, mas o oposto: levar sombra onde há luz.

Pobres leitores.

Pobre interesse público.

Pobre Brasil.

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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13 Comentários
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  1. dagoberto saraiva

    8 de abril de 2014 1:22 pm

    Pasadena

    Essa questão toda em torno de Pasedena é uma grande armação, mesmo que faltem explicações quanto a alguns detalhes da compra.

    Não é verdade que tenha custado apenas US$ 43 milhões, nem isso é tão relevante se a unidade está realmente faturando 300 milhões de dólares por mês ( é quanto rendem 100.000 barris / dia).

    Mas, o Citi andou “atenuando” sua avaliação. Se não me engano, O Globo publicou algo a respeito. 

    1. DanielQuireza

      8 de abril de 2014 3:46 pm

      Realmente não tem nada a ver

      Realmente não tem nada a ver uma coisa com a outra.

      A mídia embaralha tudo para criar confusão para o leitor.

      Se voce compra um imóvel por 1 milhão há 8 anos. Ele sempre deu resultados com aluguel, por ex. Atualmente está alugado por uns 25 mil ou vale uns 4 milhoes. Suponha que quem te vendeu, pagou por ele 200 mil. E dai ? Nâo interessa, voce fez um bom negócia na compra.

      O que tem que se avaliar é o preço de compra em relação aos lucros, margens e também à estratégia do comprador. Nada a além disso. O valor  pago pela empresa anteriormente é uma variável que não vale nada, totalmente irrelevante.

  2. aliancaliberal

    8 de abril de 2014 2:21 pm

    A ordem dos fatores não

    A ordem dos fatores não altera o resultado da operação.

    1. Roberto Monteiro

      8 de abril de 2014 5:14 pm

      Tu te referes a que?

      À pataquada da mídia nossa de cada dia? Não te faças de desentendido, pois certamente tu sabes bem que a palavra de quem está do outro lado seria bastante favorável à versão oficial sobre Pasadena.

  3. Luís CPPrudente

    8 de abril de 2014 2:26 pm

    Isto mostra muito bem a neutralidade da mídia do PIG.

    Num outro tópico em que o jornalista Luis Nassif debate com o representante da famiglia Marinho, o representante da famiglia Marinho diz que as organizações mafiosas Marinho praticam a neutralidade, elas e as demais organizações mafiosas do PIG.

    O tópico de hoje (a versão do presidente da Abril) mostra o quanto a imprensa do PIG é neutra e imparcial. 

  4. Motta Araujo

    8 de abril de 2014 2:35 pm

    Os argumntos que ele usa são

    Os argumntos que ele usa são pifios. “”Estava perfeitamente alinhado com o plano” não significa que a compra foi boa, pode estar alinhada como estrategia e o negocio em si pode ser péssimo, suas duas coisas diferentes. E o atestado de grande banco americano vale tanto quanto o atestado da auditoria Artur Andersen que deu como bom o balanço da Enron. Se for só para se basear em atestados não precisa Conselho de Administração. Esse Barbosa é o tipico “

    ” locador de curriculo”, vai montando um curriculo e pula de galho em galho sem ninguem saber o que ele vale.

    1. DanielQuireza

      8 de abril de 2014 3:38 pm

      Realmente o argumento do

      Realmente o argumento do Barbosa não é nada demais. Porém a questão é que a mídia está escondendo a fala dele simplesmente porque agora ele é do time da mídia, como CEO da abril. Ora, como iriam explicar que alguem do “nosso lado” foi conselheiro da petrobras e aprovou essa compra ? Fica dificil né.

      Na verdade o caso todo está mal contado, tanto pela mídia como pela Petrobras. Ao se avaliar se uma empresa foi bem ou mal comprada, deve-se pegar o que foi pago, o que vale hoje, se dá lucro ou não, as margens da empresa, etc. Não tem absolutamente nada a ver o por quanto quem vendeu para a petrobras pagou pela empresa. A compra em si, tudo indica que não tenha nada demais. A Petrobrás, até hoje, está com defasagem na área de refino.

    2. PauloBR

      8 de abril de 2014 4:55 pm

      Os argumentos do Barbosa

      A nota do Barbosa é um texto protocolar, com palavras milimetricamente medidas e meticulosamente pesadas para servir ao propósito de defender sua posição de conselheiro da Petrobras ao tempo da aquisição da refinaria, sem, no entanto, esvaziar ou prejudicar os interesses de sua atual empresa e de toda a imparcialíssima imprensa brasileira. Será tão difícil de se perceber?

  5. hc.coelho

    8 de abril de 2014 2:54 pm

    É a desinformação do pig

    Mas o pig só sabe desinformar! Até eu gostaria de saber como foi a compra. A única certeza que tenho é que se estes inimigos da petrobrás dão notícias tão desencontradas, no seu estilo de desinformação, é porque foi um bom, talvez ótimo, negócio. Notíca, mas moticia mesmo, não encontraremos no pig.

    Eu por exemplo, sem saber nada de grandes negócios e de finanças públicas, sei que a gasolina não podia aumentar. Ora, se os inimigos da Petrobrás, tipo waack, pedem insistentemente aumento é porque ele não era conveniente. Elementar, meu caro watson! Sem falar que eu torço pelo meu bolso e eles torcem contra o país e pela maior inflação.

  6. Lucinei

    8 de abril de 2014 3:22 pm

    “Queria entender uma coisa.

    “Queria entender uma coisa. Por que a mídia não entrevista o presidente da Abril, Fabio Barbosa, sobre o caso Petrobras?”

    É claro que a pergunta é retórica. Não há nenhum compromisso da mídia em fazer jornalismo, mas sim campanha política contra o pt, pt, pt.

    E o Nassif falando de “refinamento” na busca de aparência de neutralidade…

  7. jc.pompeu

    8 de abril de 2014 5:53 pm

    então tá! ongoing…2 pesos 2 barbosas

    então tá! ongoing…

    2 pesos 2 barbosas

    há Barbosas y Barbosa

    Barbosa vil supremo inimigo

    e o Barbosa da Abril em Portugal

    nosso Barbosa, o conselheiro citilegal!

     

  8. marcio gaúcho

    9 de abril de 2014 1:14 am

    QUAL FOI A TRAMPA?

    Gostaríamos de saber qual foi a trampa combinada com o PT e a Veja para ter de colocar um diretor do Grupo Abril no Conselho Administrativo da Petrobrás. Qual foi a justificativa? Comprovado saber? O que ele entende de indústria petroleira???

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