22 de junho de 2026

A visão de Nelson Barbosa para 2015

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Para o Ministro do Planejamento Nelson Barbosa, são três os fatores da despesa do governo em relação a 2013: o custo dos swaps cambiais, que representa 1% ou mais do PIB; os subsídios na capitalização do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), com mais 0,6%; e o carregamento das reservas cambiais, com mais 0,5% do PIB.

A swap cambial é uma operação na qual a empresa paga taxa Selic para o Banco Central e recebe o cupom cambial mais a depreciação. Quando ocorre grande desvalorização do real, a empresa se defende mas a conta do BC aumenta. No ano, a conta chegou a R$ 59 bilhões, afetando o resultado nominalo (que soma primário mais a conta de juros).

No BNDES, o custo é representado pela diferença entre a taxa Selic (que é o custo do dinheiro para o BC) e a TJLP (a Taxa de Juros de Longo Prazo, cobrada nos financiamentos). Quanto mais aumenta a taxa Selic, maior o custo.

No carregamento das reservas cambiais, é a diferença entre o que o Tesouro paga na rolagem da sua dívida e a taxa de remuneração que o BC consegue aplicando as reservas. Mais Selic, mais curto.

Juntas, as três contas representam cerca de 2% do PIB.

É em cima dessas contas, mais do corte de despesas generalizado, que se pretende obter o superávit primário, para compensar a conta de juros.

Só que essa a conta dos juros bateu em 6,5% do PIB (em valores anualizados)., acrescida do custo dos swaps cambiais.

***

Segundo Barbosa, o carregamento das reservas é o seguro que se paga para se ter autonomia na política econômica e deve ser mantido. Mas há espaço para reduzir as duas outras contas.

Esta semana, por exemplo, o presidente do Banco Central Alexandre Tombini anunciou que não mais haverá swaps cambiais. Fica um estoque elevado que terá que ser reduzido gradativamente, sem maiores atropelos.

***

Mesmo prevendo um primeiro semestre duro, Barbosa é otimista em relação à recuperação da economia. Menciona vários ajustes, feitos em condições muito mais severas – como o de Delfim em 1982, o de Fernando Henrique Cardoso em 1999, o de Lula em 2003 – aos quais se seguiram períodos de crescimento.

De acordo com as principais consultorias do mercado, haverá uma queda do PIB de 2015, entre 0,6% a 1,5%. O Planejamento desagregou as taxas trimestrais e calculou uma queda maior no primeiro semestre, de até 0,8% do PIB, mas recuperando gradativamente na margem, com uma recuperação maior no quarto trimestre.

O trabalho do governo, segundo Barbosa, será antecipar a recuperação para o terceiro trimestre.

***

E aí entram dois fatores: o investimento externo e os programas de concessão.

Com Lava Jato e quadro atual, segundo ele, o empresários brasileiro ficará mais cauteloso. Para o  estrangeiro vê condições vantajosas em uma economia em que o real se desvalorizou e as taxas internas de juros estão elevadas. O país ficou barato.

Nas concessões, há um bom campo para investimentos.

Mesmo com contingenciamento, o OGR (Orçamento Geral da União) reservou bom volume de investimento para o ano. No ano passado, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) pagou R$ 54 bilhões. Para 2015, previa-se R$ 65 bi. Haverá contingenciamento. Mesmo assim, restarão volumes expressivos para investimentos.

Já as concessões exigem um trabalho mais demorado de preparação mas, depois de formatadas, sairão em sequencia.

A própria relicitação da ponte Rio-Niterói mostrou a vitalidade das concessões. Participaram seis concorrentes. Sem a Lava Jatos, possivelmente haveria o dobro. O leilão consistia na oferta da menor tarifa. O vencedor apresentou um desconto de 36% que reduziu em 2 reais o pedágio. Manchete de um jornal carioca: especialistas preveem aumento do congestionamento na ponte com a redução do pedágio.

***

Mesmo com as restrições orçamentárias, prevê as concessões saindo até o final do ano.

No caso das concessões ferroviárias, o antigo modelo previa eliminar o risco de demanda dos concessionários, através de um modelo no qual a ANTF (Agência Nacional de Transporte Ferroviário) asseguraria a compra da demanda.

Algumas ferrovias – como a Norte-Sul – estão quase concluídas. Com a maoir parte do investimento efetuado, há um menor risco de demanda, que será assumido pelo concessionário.

A Rio-Vitória ligará os portos do Rio de Janeiro e Vitória e de Açu. Ali, também, há um risco menor de demanda, sem necessidade da garantia estatal.

O risco de demanda fica maior em locais mais ermos, como a Amazonia. Lá, estuda-se um modelo de garantia parcial de demanda.

***

Além disso, diz Barbosa, há um conjunto de investimentos adicionais em concessões já concedidas, e não previstos em contrato.

É o caso da duplicação da rodovia da Serra de Araras, entre outras. Nesses casos, o concessionário faz os investimentos e redefine-se o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato, ou aumentando o pedágio ou estendendo o prazo da concessão.

***

Outra frente será com as PMI (Proposta de Manifestação de Interesse).

Trata-se de uma modalidade na qual o governo manifesta seu interesse em determinada obra e abre um prazo para os interessados fazerem o projeto. Escolhe-se o melhor, consulta-se o TCU (Tribunal de Contas da União) e faz-se a licitação.

No último mês, o Planejamento tratou de homogeneizar as diversas PMIs preparadas por outros Ministérios.

***

Três PMIs de aeroportos – Salvador, Florianópolis e Porto Alegre – deverão ser entregues até abril, permitindo o leilão até o final do ano.

Há mais seis de rodovias. Na próxima semana o TCU deverá liberar mais algumas de portos. Além disso, a Secretaria Nacional dos Portos deverá anunciar consulta pública para a concessão de dragagens e manutenção de hidrovias.

Por isso mesmo, o desafio maior será segurar a peteca política neste primeiro semestre.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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45 Comentários
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  1. Bruno Cabral

    2 de abril de 2015 9:30 am

    SELIC

    Baixar a SELIC ele nao pensa nao é?

  2. Vitor Carvalho

    2 de abril de 2015 10:03 am

    Um ponto de interrogação.

    Investimento em infreestrutura é sempre bem vindo, ainda mais em tempos como este. Mas, se muito da construção de valor agregado está avançando para a internet, onde estão os planos para avanços nesta área para o Brasil nos próximos anos? (Aqui pergunto por ser realmente laico no assunto)

  3. Fabiana C.

    2 de abril de 2015 10:23 am

    A selic está altíssima. O

    A selic está altíssima. O governo poderia reduzir a Selic para 9%a.a. em 2015. Seria uma sinalização inequívoca para os empresários e para a sociedade que o governo é proativo e tem um rumo para a construção de um um país moderno e justo, retirando dos rentistas o ganho fácil que não existe em lugar algum do planeta.

  4. eu

    2 de abril de 2015 10:55 am

    O problema destas contas o

    O problema destas contas o maior sem duvida é o politico, de longe o maior custo.

    Com o empoderamento do PMDB, poderemos pagar uma conta maior que estes.

  5. eu

    2 de abril de 2015 10:56 am

    Ele tem que correr com as

    Ele tem que correr com as concessões, podendo aproveitar a disputa internacional de EUA e CHINA pela maior participação na economia brasileira.

  6. Jose Mayo

    2 de abril de 2015 11:30 am

    Botar a moça bonita na janela é bom…

    … Mas tem que deixar casar!

    O problema são os “primos” que espantam os pretendentes; a BURROCRACIA ESTATAL para que qualquer projeto decole é imensa, com a particularidade tupiniquim de que não há imposição de prazos aos burocratas, que simplesmente sentam na pilha e o empreendedor que se exploda!

    Há centenas de bons projetos já licitados e travados nos licenciamentos.

    Quantos, desses entraves burocráticos, já não poderiam estar resolvidos antes da licitação?

  7. CHELO

    2 de abril de 2015 11:35 am

    ANTF

    Só um apontamento: ANTF não é agência e sim Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários – ANTF.

  8. Lionel Rupaud

    2 de abril de 2015 11:59 am

    Resumindo o tal jornal carioca com sua manchete

    ” especialistas preveem aumento do congestionamento na ponte com a redução do pedágio.”

    Um jornal feito por cretinos para alimentar as conversas de bar de outros idiotas.

  9. Gelson Otavio da Silva

    2 de abril de 2015 12:20 pm

    A visão do Ministro.

    Otimismo! gosto de pessoas otimistas,mas a burocracia existe,aida forte, e preciso abrandar estas forças dentro dos ministérios que estão diretamente ligados a estas demandas,os vetores do desenvolvimentos convergem à um ponto comum,ferrovias,portos, aeroportos,estradas,plataformas, navios,etc.O grande salto em direção a estabilidade é a SELIC suavisada.

     

  10. Italo

    2 de abril de 2015 1:04 pm

    PMI

    Gostei dessa história de PMI, poderiam fazer alguns acordos com Universidades Federais visando colocar os alunos em contato com esses grandes projetos.

  11. Moraes

    2 de abril de 2015 2:10 pm

    Muito otimista..porém

    Muito otimista sua análise, só esqueceu de incluir os fatores Dilma e PT:

    Burocracia

    Incompetência

    Inoperância

    Corrupção.

     

    De resto  não tem como dar errado!

    1. nosden

      2 de abril de 2015 3:39 pm

      Mas há outros fatores

      Mas há outros fatores positivos que com certeza vao faze tudo dar certo, a legitimidade de Aécio Neves, o patriotismo de José Serra, a proibidade da rede globo e da midia golpista, e por fim os esclarecidíssimos coxinhas com mulheres pelada batendo panelas e toda a galera do HSBC . . . . esse é o Brasil que dá certo, pra quem??? . . . . PS. o fillho do Lula tá vendendo a Friboi e o Toni Ramos se manifestou pela compra . . . . .

    2. Israel Gottschalk

      2 de abril de 2015 7:55 pm

      isso não é análise, isso é

      isso não é análise, isso é cornetagem

    3. Israel Gottschalk

      2 de abril de 2015 7:55 pm

      isso não é análise, isso é

      isso não é análise, isso é cornetagem

  12. RicardoMBC

    2 de abril de 2015 2:23 pm

    NINGUÉM FALA DA AUDITORIA DA DÍVIDA PÚBLICA

    É uma vergonha que ninguém tenha coragem de tocar no artigo constitucional que prevê a AUDITORIA CIDADÃ DA DÍVIDA.

    Economistas de araque ! Vergonha desta corja covarde !

    Vamos ter que esperar o Brasil virar uma Grécia para auditar esta dívida repleta de ilegalidades ?

    Ah, faça-me o favor !!!

    1. DanielQuireza

      2 de abril de 2015 2:54 pm

      É um gráfio furado. No artigo

      É um gráfio furado. No artigo fala em custo de 6,5% é alto, mas nem perto disso dai do gráfico.

      1. Fabiana C.

        2 de abril de 2015 3:56 pm

        Daniel, você está

        Daniel, você está desinformado. O Brasil gasta  com juros + o principal da dívida R$ 1.1 trilhão de reais por ano do orçamento federal. É o maior desvio de dinheiro público já visto em todo o mundo. É um verdadeiro lesa-pátria. A Selic, na atual conjuntura, deveria ser de no máximo 8%a.a.: a maioria dos países desenvolvidos tem juros negativos e continuam em recessão/deflação. Nada justifica uma Selic de 12,75%a.a. no Brasil.

        1. DanielQuireza

          2 de abril de 2015 6:52 pm

          Nâo é verdade, quem está

          Nâo é verdade, quem está desinformada é voce e provavelmente está desontextualizando.

          Provavelmente parte desse valor que voce coloca é relativo a refinanciamento (troca) da dívida, que não significa dispendio de recursos.

          Se formos fazer uma conta de padaria chegariamos ao seguinte: Dívida bruta 60% do PIB de 5 TRI = 3 tri, 12% de selic em cima de 3 trilhoes daria algo como 360 milhoes ao ano. Perto do valor que o ministro diz de 6,5% do PIB.

          Não adianta jogar números ao vento é preciso saber analisá-los minimamente.

          1. Fabiana C.

            2 de abril de 2015 7:51 pm

            E o principal? olhe o

            E o principal? olhe o orçamento do governo federal. Pagam-se os juros + o principal. É a mesma coisa de um cidadão tomar emprestado no banco uma certa quantia: ele vai pagar os juros + o principal. Mesmo assim, você acha R$ 360 bilhões pouco perto do que se gasta com saúde, previdência, educação, etc?

          2. DanielQuireza

            3 de abril de 2015 12:34 am

            Essa é a questao Fabiana. O

            Essa é a questao Fabiana. O principal é pago, mas também sao emitidas novas dívidas, que nao estao entrando na conta de voces. Se assim não fosse a divida estaria quase zerada. 

            Esse numero que voces colocam é irreal, o Governo nao daria conta de despender todo esse recurso todo ano.

            Nao acho pouco, mas o Pais está inserido na economia mundial e tem que honrar seus compromissos. Dar calote na dívida não vai ajudar em nada. 

             

             

          3. Fabiana C.

            3 de abril de 2015 12:55 am

            Daniel. ninguém falou em dar

            Daniel. ninguém falou em dar calote. Reduzir a selic para 8%a.a. seria um sinal fortíssimo para o setor produtivo, para quem quer investir em máquinas e equipamentos e gerar emprego e renda neste país. A economia mundial está estagnada e o Brasil está com crescimento do PIB caminhando a passos largos para ser negativo este ano. A Selic em 12,75%a.a. é uma excrescência. Apenas serve para remunerar o capital improdutivo e aumentar a dívida pública que poderá ficar insustentável nos próximos anos.

          4. RicardoMBC

            3 de abril de 2015 1:17 am

            AUDITORIA NÃO É CALOTE

            Vemos grandes empresas fazer auditorias todo fim de ano, mas nunca se auditou a dívida brasileira. Na CPI da dívida descobriu-se graves ilegegalidades… dívidas que já foram pagas, que continuam a ser pagas !!! É um festival de irregularidades e os economistas de plantão ficam discutindo 1% do PIB.

          5. RicardoMBC

            2 de abril de 2015 8:24 pm

            Daniel, se informe melhor !

            Infelizmente, você e a maioria dos brasileiros estão desinformados.

            Se quiser se informar sobre dívida odiosa (usada pelos USA na invasão do Iraque e Cuba), sugiro o vídeo a seguir https://www.youtube.com/watch?v=lvrKO1oXqwI

            Se quiser saber o quanto somos roubados e conferir que seus argumentos não procedem, sugiro o vídeo a seguir ( cuidado para não cair da cadeira ) https://www.youtube.com/watch?v=ChmYfkVDFSU&index=3&list=FL0ZIkc47Y6xuKUpePXfbm9A

            Este vídeo toca também no caso da dívida do estado de SP https://www.youtube.com/watch?v=PmRpA88E9gg

            Saiba quem são os dealers, os juros ilegais, os emprestimos ilegais, o fundo do pré sal desviado e comprando papéis tóxicos ( alavancagem podre ) …

            INFELIZMENTE FALTA CABRA MACHO PARA TOCAR NO ASSUNTO !

          6. DanielQuireza

            2 de abril de 2015 8:44 pm

            Bom, eu citei e expliquei os

            Bom, eu citei e expliquei os números mais contextualizados acima, sem passar link algum.

            Os números que eu citei corroboram a fala do ministro, que é um sujeito competente.

            Não vou mais argumentar com voces, mas fica o registro para outros que possam vir a ler o blog.

          7. RicardoMBC

            2 de abril de 2015 9:06 pm

            MINISTRO LEVY

            Ministro Levy é ex diretor do Bradesco, banco este que é um dos dealers que nada de braçada nos juros altos, lembrando que quem paga a festa somos nós !

            O Brasil está indo para o buraco ! Só desinformado pode ser otimista.

            Uma brasileira foi convidada para auditar a dívida pública Grega, mas por aqui ela é ignorada pelas nossas autoridades, economistas, donos da mída ( patrocinada pelos bancos – dealers ) e a corja que vive de nossos impostos !

            É REVOLTANTE !

          8. DanielQuireza

            2 de abril de 2015 11:36 pm

            Estou falando do Nelson

            Estou falando do Nelson Barbosa e não do Levy. 

            Voce tem que contar só o pagamento de juros e não as amortizações. 

            Da mesma forma que há amortizações (vencimento de títulos) há também novas emissoes de títulos, que entram na conta com sinal inverso. 

            Voces não olham toda a operação, dai a confusão. 

          9. altamirano

            2 de abril de 2015 9:40 pm

            dívida odiosa

            Ricardo, vendo o primeiro vídeo (dívida odiosa), me lembrei de uma piada dos anos 80(década perdida), quando o Brasil atravessava uma crise brava…

            Um político reunido com um militar, sem esperança de melhoria, pergunta: “o que vamos fazer ?”,

            o militar lembrando da história disse: ” só tem um jeito. Vamos declarar guerra aos EUA !!”

            “Como ?” responde o político. “Você tá louco  !?!”

            “Não” responde o militar. “Lembra do Japão…declarou guerra aos EUA, perdeu e olha como ficou!! e a Alemanha, foi arrasada e os americanos foram lá, investiram… blá blá ..Entendeu ?”

            “Pô General, e se a gente ganha?”

             

            Vamos ter  que declarar guerra aos EUA para que eles venham aqui declarar a nossa dívida odiosa…por aqui ninguém faz nada

             

          10. Jose Mayo

            2 de abril de 2015 11:30 pm

            Não, Daniel. 12% de 3 trilhões, são 360 BILHÕES

            Não, Daniel.

            12% de 3 trilhões, são 360 BILHÕES… tem 3 zeros perdidos nessa tua conta, e fazem muita falta.

          11. DanielQuireza

            2 de abril de 2015 11:35 pm

            Isso mesmo, desculpe. 
            Mas

            Isso mesmo, desculpe. 

            Mas ainda assim, muito longe dos 1 tri alardeados. 

            Acho que esta confusao que fazem é porque, ao mesmo tempo que há amortizações ( vencimento de títulos) há também novas emissoes de dívidas. Na hora de mostrar os dados, se esquecem desses emissoes, que entrariam na conta como redutores dos pagamentos. 

             

          12. Jose Mayo

            3 de abril de 2015 12:15 am

            Concordo, mas… Cada 0,25% de juros são 7,5 BILHÕES

            Concordo, mas…

            Cada 0,25% de juros,que as nossas últimas reuniões do COPOM tem “distribuído” tão alegremente aos rentistas, são 7,5 BILHÕES de reais que vão para o ralo, então, para fazer frente a TODO O AJUSTE FISCAL que o governo pretende, para alcançar 63.3 BILHÕES de superávit primário em 2015, ao invés de “enforcar” A POPULAÇÃO PRODUTIVA, poderia ser obtido pela simples redução de 2,21% desses 12 que pagamos sobre a dívida. Ou seja, se pagássemos 9,79% de juros ao ano, ao invés dos 12%, não seria necessário ajuste nenhum.

          13. DanielQuireza

            3 de abril de 2015 12:31 am

            Eu acho que não é tão simples

            Eu acho que não é tão simples assim Jose Mayo

            Esse artigo do Mansueto Almeida, que é da oposição, mas é economista honesto, explica a questao de maneira interessante:

             

            https://mansueto.wordpress.com/2015/03/13/a-conta-de-juros-do-setor-publico/

             

             

          14. Jose Mayo

            3 de abril de 2015 12:42 am

            Sim, Daniel, é interessante

            Sim, Daniel, o ponto de vista do Mansueto é interessante se partirmos dos mesmos pressupostos em que ele o faz (uma taxa “interessante” o suficiente para manter o dinheiro, e os rentistas, na ciranda financeira). Já eu penso diferente: O dinheiro “parado” deve ser remunerado sim, mas não numa taxa “tão interessante” que o impeça de ter vontade de recomeçar a girar.

            Se ao invés de se valer da tendência ao “entesouramento”, o governo trabalhasse pelo estímulo à produção, talvez obtivesse um resultado bem mais real e consistente que fazendo parte e sendo foco de chicanas financeiras.

            Abs 

          15. Saraivaum

            3 de abril de 2015 2:45 pm

            De qualquer forma, esse é um

            De qualquer forma, esse é um assunto nebuloso. Só não entendo qual o interesse de NÃO realizar uma auditoria da dívida pública. Se não houver nada errado, o que não acredito, continuemos a pagar. Informo que o Equador realizou auditoria semelhante, com participação da coordenadora do Auditoria Cidadã (Maria Lúcia Fatorelli, a mesma que criou esse gráfico), e reduziu sua dívida em meros 70%! A Grécia já convidou Fatorelli para participar da auditoria grega. Enquanto isso, por aqui achamos que está tudo em ordem,

      2. Israel Gottschalk

        2 de abril de 2015 7:52 pm

        O gráfico é dos gastos do

        O gráfico é dos gastos do governo. 6,5% é em relação ao PIB

  13. Alex4499

    2 de abril de 2015 3:03 pm

    Olha, eu confesso que ando

    Olha, eu confesso que ando tão pessimista, que às vezes eu penso que nunca mais nos recuperaremos. Parece que a partir de agora será sempre ladeira abaixo.

    1. hc.coelho

      2 de abril de 2015 8:15 pm

      Fica não!

      Empurraram isto pela sua garganta adentro, mas não é preciso engolir. Pare de ouvir e ver os predadores do país, globo e pig, e verá que tudo muda. Olhe ao redor. Lembrete: ha dez anos eles do pig só lhe ofereceram desgraças nunca realizadas.

  14. droubi

    2 de abril de 2015 8:08 pm

    Bananas com laranjas

    “No BNDES, o custo é representado pela diferença entre a taxa Selic (que é o custo do dinheiro para o BC) e a TJLP (a Taxa de Juros de Longo Prazo, cobrada nos financiamentos). Quanto mais aumenta a taxa Selic, maior o custo.”

    Ou o Nassif não entendeu o que o Barbosa falou, ou o Barbosa não entende nada de economia (o que eu não duvido, já que eu já vi tanta asneira vinda deste governo).

    Alguém aí consegue subtrair dez laranjas de doze bananas?

    Já no primário aprendemos que não.

    Pois é isto o que o governo está fazendo: subtraindo uma taxa de curto prazo de uma taxa de longo prazo. 

    Aliás, a conta até seria aceitável (na prática, no dia a dia, teoricamente nunca) como um parâmetro se fosse a contabilidade de uma empresa privada ou algo do tipo.

    Mas em relação às contas públicas, e a senhoriagem? Ninguém fala da senhoriagem? Como é que pode-se desconsiderar a senhoriagem numa conta destas.

    E outra: quais são os custos econômicos de se diminuirem os repasses ao BNDES? Numa economia como a brasileira, onde o cartel dos bancos privados chegou a tal ponto que nenhuma empresa pode se capitalizar via bancos privados, qual vai ser a viabilidade dos projetos da nossa economia se não houver os juros subsidiados do BNDES?

    Não são os juros subsidiados do BNDES o que está errado no Brasil. O que está errado no Brasil é a taxa SELIC e o cartel dos bancos, que obstrui os canais de crédito.

    A diferença entre a SELIC e a TJLP está alta? Está! A solução não é reduzir os repasses ao BNDES: a solução é baixar a SELIC.

    Uma comédia este governo, minha paciência foi embora.

    Nada mais parecido com um saquarema do que um luzia no poder.

     

    1. DanielQuireza

      2 de abril de 2015 11:43 pm

       
      O Governo lancou títulos de

       

      O Governo lancou títulos de dívida remunerados pela selic para capitalizar o BNDES, este, por sua vez, emprestou esses recursos pela TJLP. 

      A grosso modo, é isso. Ambas as operações são de longo prazo. Em ambos os casos existe inflação. 

      Dessa forma é sim possível fazer essa aproximação de subtrair uma da outra para encontrar as perdas do Governo com esta operação. Nao é um calculo minucioso, mas dá sim uma boa estimativa. 

      É dai que vem o lucro do BNDES, em cima de prejuizo do tesouro na operação.

      Concordo que pode-se dar subsído em vários casos, mas seria melhor que o Governo fizesse essa operação com mais transparencia. 

      Eles nao tem nem vergonha em mostrar lucro de 8 bi do BNDES. E o prejuizo do tesouro, nessas operações,  porque não mostram ?

      Por outro lado, concordo que na definição da contabilidade pública deveria se levar mais em conta a inflação sim. 

      Ao  inves do conceito de superávit primário, deveria usar o conceito de déficit ou superávit total e real, ou seja, considerando também os juros da dívida e a inflação. 

       

       

  15. hc.coelho

    2 de abril de 2015 8:09 pm

    E porque o pessimismo?

    Se não é para bater palma e é a palavra de economistas,sempre negativa, qual é o problema? Tudo factível e dentro do muito possível. Mostre isto a qualquer país da europa, menos alemanha, e eles babarão. Porque o choro do pig e dos piguentos?

    Faltou dizer que o governo tem um estoque de usinas hidroelétricas para oferecer concessão, o superavit do petróleo a ser exportado depois de tanto investimento, a agricultura pujante, a energia sobrando e a recuperação do gasto com o petróleo queimado nas térmicas, e um parque de infraestrutura novinho, aeroportos, portos, rodovias e ferrovias, em folha resultante do trilhão que foi, foi ( passado), gasto. Até o nosso futebol ganhou estádios espetaculares.

    E o retorno de 50 milhões de consultas medicas a quem nunca viu médico, e a leva de formandos dos prouni da vida, e os 2000000 ( vinte milhões) de brasileiros que passam a ter onde morar decentemente? Economista detesta essas contas.

    E o lava jato só causou desgraça. Que coisa! Nos deu 120000 desempregados,(isto sim é muito triste) e outros desastres mais para a exultação do pig. Só porque não fez a coisa de maneira clara e transparente.

     

    1. hc.coelho

      2 de abril de 2015 9:10 pm

      Impressionante!

      O que me impressiona muito a respeito dos economistas é que não faz a mínima diferença se sairam 40 milhões da miséria ou não. Não faz a mínima diferença. Nem de leve é citado em qujalquer pronunciamento. Não cheira nem fede, na verdade.

      Se é que eles não acham ruim esta despesa.

  16. Aroeira

    2 de abril de 2015 9:36 pm

    PHA entrevista João Pedro Stédile

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=8b29WR16e5w align:center]

  17. RicardoMBC

    3 de abril de 2015 1:21 am

    NUNCA OUVIREMOS FALAR EM AUDITORIA DA DÍVIDA PELA GRANDE IMPRENS

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=xANOGSaqXw8&index=1&list=FL0ZIkc47Y6xuKUpePXfbm9A align:center]

  18. Miguel A. E. Corgosinho

    3 de abril de 2015 4:54 am

    “Segundo Barbosa, o

    “Segundo Barbosa, o carregamento das reservas é o seguro que se paga para se ter autonomia na política econômica e deve ser mantido. Mas há espaço para reduzir as duas outras contas.”

    Sr. Barbosa, lamentável sua incompetência ao fazer o carregamento das reservas de valor da produção como um seguro para o mercado financeiro.

    O Banco Central, na verdade, contraditoriamente, se fixa nos ganhos de juros do mercado, o qual cria obscuramente o dinheiro físico com técnicas digitais. e ele mesmo, Banco Central não centraliza em si o espaço de gestão da autonomia política, porque planeja as dividas com os bancos como um escravo dessa conexão de estrutura privada.  

    Vou te ensinar como fazer carregamento das reservas de valor da produção gratuitamente:

    O espaço (exterior vago) para contas com reservas de valor da produção (que flutuam no valor do dólar) pode ser uma estrutura carregada pela exterioridade do movimento da economia no sistema cósmico que trata de espaços como pontos fixos.

    A estrutura para a autonomia política será um software desta natureza exterior do sistema cósmico, em ‘razão de referência” fixa a dados de medidas simultâneas da economia, como um novo mundo; centralizando a técnica de evoluções de resultados de valor pelas distinções das mudanças sociais (classes da natureza exterior = tempo real de um espaço exterior a si mesmo).

    A medida de cada todo do PÍB se torna um ciclo mensal relativo à razão de conexões de 1 dia do nosso novo mundo da economia no universo.

    Isso legitimaria os países a fundamentar a projeção dos próprios “recursos” com a economia científica, porque o carregamento da reserva de valor de uma nação só pode se restringir a passividade das atividades sociais, em cuja natureza exterior sabe-se que, teoricamente, o valor da produção preexiste para capitação em um sistema em si. 

  19. June

    4 de abril de 2015 5:25 am

    Investimento em

    Investimento em infreestrutura é sempre bem vindo,Falando de

    http://www.svendas.com/

  20. francisco niterói

    4 de abril de 2015 10:38 am

    “Além disso, diz Barbosa, há
    “Além disso, diz Barbosa, há um conjunto de investimentos adicionais em concessões já concedidas, e não previstos em contrato.

    É o caso da duplicação da rodovia da Serra de Araras, entre outras. Nesses casos, o concessionário faz os investimentos e redefine-se o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato, ou aumentando o pedágio ou estendendo o prazo da concessão.”

    dentro das medidas elencadas, ESTA É UM ABSURDO.

    no lugar de prorrogar prazo de termino de concessão ou aumentar pedágio, FAÇA-SE UMA RELICITAÇÃO.

    vejam o caso da ponte rio niteroi: a vencedora do certame FARÁ AS OBRAS que a concessionaria anterior tanto pleiteava fazer em troca de prorrogação do contrato. E a vencedora fará as obras com um pedagio reduzido.

    tenho quase certeza que as obras da Serra das Araras poderiam ser feitas em relicitação com novo pedágio menor.

    resumo: este item da entrevista deve ser combatido.

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