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A volta do terrorismo financeiro na imprensa

A manchete principal da Folha de S. Paulo de ontem é importante menos pelas conclusões – incorretas – mais por demonstrar os riscos para a economia dos velhos vícios da cobertura jornalística, de politizar de forma acrítica os temas financeiros.

A manchete principal, bombástica, tratava da elevação do dólar.       

Foi uma alta pontual, de 1,95%, refletindo um movimento internacional de valorização do dólar em função da divulgação de indicadores da economia norte-americana. Um fato interno adicionou um pouco de caldo à especulação: artigo do ex-Ministro Delfim Netto alertando para os riscos de um rebaixamento na classificação do Brasil pelas agências de risco.

Foi apenas um alerta endereçado aos senadores sobre a temeridade de aprovar o orçamento impositivo – pelo qual o governo seria obrigado a honras todas as emendas parlamentares.

A manchete da Folha, no entanto, colocava em xeque a credibilidade de toda política econômica: “Desconfiança no governo Dilma faz dólar ter forte alta”. Na matéria interna, falava-se em “disparada” do dólar e dizia-se que era a maior alta desde... 6 de setembro – período de tempo ridículo.

***

No mesmo dia, o jornal “Valor Econômico”, na matéria “Menos é Mais” com gestores de fundos,  informava que nenhum se arrisca a apostar no dólar. Perderam muito nos últimos meses com a reversão da alta do dólar. “O primeiro baque para os multimercados, diz, veio em maio, com a quebra da expectativa de que o governo seria mais leniente com a inflação”.

Principal porta-voz do Mercado, Armínio Fraga recuou na exposição ao dólar: “A Gávea optou por reduzir o tamanho das posições e diversificar bem a alocação nas três principais classes de ativos que compõem a carteira (moedas, juros e bolsa), em função das incertezas no curto prazo”.

***

Ora, a gestão fiscal do governo tem produzido curtos-circuitos, sim. A presidente Dilma Rousseff mantem em postos-chave – na Fazenda e na Secretaria do Tesouro – pessoas tecnicamente fracas. Tem-se, em ambos, um prato cheio para críticas consistentes. São fracos, mas não são temerários.  Quando o calo aperta, recuam, como todo ser racional.

***

Tome-se o informe econômico do Banco Itaú, divulgado ontem, sobre a política fiscal.

Constata que o mero risco de piora da classificação de risco do País já produziu  ajustes de rumo.

Por isso mesmo, o Itaú aumentou sua previsão de superávit fiscal primário em 2014 de 1,1% para 1,3% do PIB; projetou menor crescimento das despesas de custeio para os próximos anos, manteve a projeção de taxa de câmbio de R$ 2,35 para o final de 2013 e de R$ 2,45 para 2014; constatou a gradual recuperação das receitas tributárias, a desaceleração dos estímulos para fiscais e dos aportes de recursos do Tesouro aos bancos oficiais.

Se o maior banco privado brasileiro aposta em recomposição fiscal, que “mercado” é esse ao qual a Folha se refere?

***

A intenção clara de parte da imprensa é apostar tudo ou nada no caos, única circunstância capaz de viabilizar a candidatura moribunda de José Serra – visto por alguns veículos como tábua de salvação.

Trata-se de um caso clássico de marcha da insensatez.

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Comentários

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Quem sao os "fortes"...Nassif

Caro Nassif, seria salutar vc dizer quem sao os fracos bo ministerio da fazenda, e quem seria "forte" para substituir quem a muito tempo vem desagradando os do lado de la. A velha forma de falar raseiramente sobre economia pressupoe que a mudanca de pecas eh imperativo para o bem do pais. Queria ouvir os nomes de alguns "fortes" capazes de virar o jogo como vc faz entender.

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Ques as forças maiores me livrem de linchar o devido processo legal

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josé adailton

"A intenção clara de parte da

"A intenção clara de parte da imprensa é apostar tudo ou nada no caos, única circunstância capaz de viabilizar a candidatura moribunda de José Serra – visto por alguns veículos como tábua de salvação."

Nas entrelinhas deste último parágrafo há mais significados do que supõe a vã filosofia. Pode-se até afirmar que são contraditórias as conclusões intrínsecas sob o ponto de vista ideológico, ou político partidário.Considero hilário a suposta intenção da direita (não se pode subestimar sua visão estratégica) querer reerguer um moribundo político.

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Clever Mendes de Oliveira

O preocupante não são as manchetes da Folha de S. Paulo

 


Luis Nassif,


Não me preocupo com as manchetes do jornal Folha de S. Paulo. O grupo empresarial tem os interesses que ele pretende proteger e não pode fugir disso. O interesse principal do grupo empresarial que controla o jornal Folha de S. Paulo é o lucro e disso o grupo não vai fugir. Há mais de 10 anos, as manchetes do dia do jornal Folha de S. Paulo não são para a venda do jornal do dia, mas para serem usadas na propaganda eleitoral que existe de dois em dois anos no Brasil. E não necessariamente pela oposição. Aliás o ideal para o grupo empresarial que controla o jornal Folha de S. Paulo é que governo e oposição dêem o máximo de divulgação das suas manchetes.


Que os leitores não entendam da administração de uma empresa e se prendam apenas às manchetes é natural pois saber como auferir lucro em uma atividade jornalística não é a especialidade do leitor. Infelizmente ninguém é especialista para entender todas as manchetes de um jornal, mesmo que se vincule apenas ao entendimento do conteúdo explícito da manchete. Até porque na maioria das vezes quem elabora a manchete também não tem conhecimento suficiente da matéria que a manchete divulga, mas sabe quando uma matéria é boa para ser utilizada na propaganda eleitoral.


Então não vejo porque tanta preocupação com a manchete do jornal que é administrado por um grupo empresarial que precisa auferir lucros para manter em dias o cumprimento das suas obrigações, principalmente com os emprestadores, normalmente grandes bancos públicos e privados.


Enfim não me preocupam as manchetes de um jornal, pois sei bem qual o interesse ou o objetivo que a move. O que me preocupa mais é a repercussão das manchetes de um jornal quando eu não consigo apreender o objetivo da repercussão. Aqui no seu blog eu posso tirar dois parágrafos em que não me parece claro o interesse que os motiva. Diz vice no primeiro parágrafo de meu interesse:


Ora, a gestão fiscal do governo tem produzido curtos-circuitos, sim. A presidente Dilma Rousseff mantem em postos-chave – na Fazenda e na Secretaria do Tesouro – pessoas tecnicamente fracas. Tem-se, em ambos, um prato cheio para críticas consistentes. São fracos, mas não são temerários. Quando o calo aperta, recuam, como todo ser racional”.


O texto então parece voltado para criticar o Guido Mantega e o Arno Agostim. Você poderia fazer uma crítica ao ano de 2009 e os dois primeiros trimestres de 2010 quando para garantir a eleição da então candidata não oficializada Dilma Rousseff o Brasil entrou em um ritmo alucinante bem acima da capacidade de crescimento do país para a época. Ritmo de crescimento que poderia ter gerado uma bolha imobiliária. Bolha imobiliária que em meu entendimento o governo federal procurou ao longo dos três últimos anos desfazer. E em meu entendimento conseguiu. E conseguiu já há mais tempo.


Abro um parênteses para falar sobre a bolha imobiliária.


Quando em 14/10/2013, Robert James Shiller (junto com Eugene Francis Fama e Lars Peter Hansen) se tornou como um dos agraciados com o Prêmio do Banco Central da Suécia em Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel, a história da bolha imobiliária foi retomada, pois ele estivera recentemente (No final de agosto de 2013) no Brasil e na ocasião dissera que ele suspeitava que havia uma bolha imobiliária no Brasil.


A repercussão das declarações de Robert James Shiller sobre a possibilidade da Bolha Imobiliária quando ele esteve no Brasil em final de agosto de 2013 em Congresso da BM&FBovespa realizado no sábado, 31/08/2013, em Campos do Jordão, pode ser vista na reportagem “Professor de Yale vê indício de bolha imobiliária em São Paulo e no Rio – Folha.com” publicada no sábado, 31/08/2013 e que pode ser vista no seguinte endereço:


http://www.bolhaimobiliaria.com/2013/08/31/professor-de-yale-ve-indicio-de-bolha-imobiliaria-em-sao-paulo-e-no-rio-folha-com/


Esta reportagem reproduziu a matéria da Folha de S. Paulo intitulada “Professor de Yale vê indício de bolha imobiliária em São Paulo e no Rio" de sábado, 31/08/2013 às 17h 30.


E um mês e meio após Robert James Shiller ter aventado a possibilidade da Bolha Imobiliária, a matéria voltou a ser discutida quando ele foi contemplado com o Prêmio do Banco Central da Suécia em Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel. Há vários links quando se coloca Robert Shiller e Bolha Imobiliária no Google datados da época em que ele foi agraciado com o Prêmio do Banco Central da Suécia em Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel e que nos remetem às declarações de Robert James Shiller sobre a Bolha Imobiliária feita um mês e meio antes.


Só que mesmo lá atrás quando esta questão da Bolha Imobiliária começou a ser discutida ela já estava acabando. Lembro que, às vezes e já no início de 2012, eu fazia referência a esta discussão alegando que o governo estava trabalhando para evitar a bolha e que muito já havia sido feito. Fiz alegações assim junto a comentários principalmente do comentarista Fuhgeddaboudit™ que desde 2011 vinha argumentado sobre a existência desta bolha.


Deixo aqui a indicação de dois post aqui no blog de Luis Nassif com informação sobre a Bolha. Não fiz comentários neles, mas são dois posts mais antigos do terceiro trimestre de 2012 e onde há manifestações de Fuhgeddaboudit™. O primeiro intitulado “Sobre bolhas imobiliárias” de domingo, 09/09/2012 às 21:50, foi indicado por s4ndr0 que transcreveu o artigo “O Medo da Bolha Imobiliária” de autoria de Ricardo Amorim e que fora publicado na revista IstoÉ no início de julho de 2012 e que pode ser visto no seguinte endereço:


http://ricamconsultoria.com.br/news/artigos/economia-sem-economes-ricardo-amorim-artigo-sobre-bolha-imobiliaria


E o post “Sobre bolhas imobiliárias” de domingo, 09/09/2012 às 21:50, pode ser visto no seguinte endereço:


http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/sobre-bolhas-imobiliarias


O importante é destacar aqui que na avaliação de Ricardo Amorim não havia a Bolha Imobiliária.


Um segundo post com o mesmo título “Sobre bolhas imobiliárias” apareceu uma semana depois, domingo, 16/09/2012 às 22:05, e era originado de um comentário de Edivaldo Carvalho que se dizia um gerente de imobiliária em São Paulo e alegava também que não haveria a tão decantada Bolha Imobiliária. O endereço deste segundo post “Sobre bolhas imobiliárias” saído domingo, 16/09/2012 às 22:05, é:


http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/sobre-bolhas-imobiliarias-0


Observar que a única diferença no endereço é o acréscimo do “0”.


Bem, em meu entendimento o esforço do governo desde o segundo semestre de 2010 foi no sentido de conter o crescimento exuberante que o Brasil tivera um pouco antes para que ele não trouxesse consequências ruins para toda a economia. Embora a opinião de Robert James Shiller tenha sido posterior aos posts ela foi feita com base em dados do passado que não explicitam todas as circunstâncias ocorridas no mercado no período.


E agora voltando ao seu texto, você critica o Guido Mantega e o Arno Agostim por erros recentes deles e não pelos erros no passado que eles posteriormente procuraram corrigir. E o pior que é você não aponta o erro concreto, mas refere-se de modo retórico a incapacidade ou incompetência deles. Segundo você eles seriam “pessoas tecnicamente fracas”.


Imagino que você possui como confidente um grande sábio capaz de avaliações técnicas precisas (Ou é você mesmo) ou um instrumento capaz de avaliar objetivamente a capacidade técnica dos auxiliares da presidenta Dilma Rousseff. Ou então trata de mera opinião pessoal. Opinião pessoal que você insiste por reproduzir em toda oportunidade. Além deste post “A volta do terrorismo financeiro na imprensa” de quinta-feira, 07/11/2013 às 06:00, em que você faz a crítica retórica ao ministro Guido Mantega e ao Secretário do Tesouro, pode-se mencionar também o post “Os juros no país da jabuticaba” de terça-feira, 05/11/2013 às 06:00, em que você diz:


“A inflação foi fruto de pressões externas nos preços das commodities e a questão fiscal resultado das trapalhadas da Fazenda e da Secretaria do Tesouro”.


O endereço do post “Os juros no país da jabuticaba” é:


http://jornalggn.com.br/noticia/os-juros-no-pais-da-jabuticaba


Bem, como eu já disse, eu não me preocupo com as manchetes do jornal Folha de S. Paulo, pois sei os objetivos da empresa que controla o jornal e sei também que as manchetes do jornal Folha de S. Paulo tem efeito quase nulo na economia. Preocupo-me com esta sua crítica a Guido Mantega e a Arno Agostim porque não sei o que a move, ainda que também eu considere que a sua crítica não terá efeito na economia.


Nem também sei qual é o seu interesse em dizer o que se segue:


“A intenção clara de parte da imprensa é apostar tudo ou nada no caos, única circunstância capaz de viabilizar a candidatura moribunda de José Serra – visto por alguns veículos como tábua de salvação”.


É claro que se a situação for calamitosa, José Serra poderá fazer o discurso do “Eu não disse”. Só que nada indica que a situação será calamitosa em 2014, nem por força da Administração da presidenta Dilma Rousseff nem por força das manchetes dos jornais, pois por maior que seja a força da imprensa ela não tem força suficiente para levar uma situação a se tornar calamitosa. Assim, para José Serra só há possibilidade de uma candidatura dele se a situação econômica for muito boa e Aécio Neves não quiser correr o risco de candidatura fragilizada diante da popularidade de uma presidenta respaldada pela economia. Não é só para José Serra que só há essa possibilidade. Para Marina Silva é esta também a possibilidade de ela se tornar candidata. E em relação a essas possibilidades as manchetes dos jornais não tem a menor influência.


Clever Mendes de Oliveira


BH, 07/11/2013

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Crise?

Em um mar de um mundo em crise, nós navegamos com pleno emprego, com rendimento das familias crescente, com 50 milhões de ex-excluidos entrando efetivamente no mercado, com as primeiras levas de tecnicos e engenheiros se formando, concluindo um pacote de quase um trilhão de obras do Pac 2, com reservas muito altas, com uma poupança breve- futura para a educação e saude futura garantida de quatro trilhões de dólares do petróleo do pré-sal ( e tem mais) nos póximos 35 anos,etc,etc; e com os maus resultados bem definidos: estamos comprando gazolina, coisa que a solução vem em breve com três big refinarias em conclusão, e indo para a condição de exportadores de combustíveis; e o brasileiro gastando, sei lá, 40 bilhões de dólares em viagens ao exterior (sobra de tutu).

O jogo destes idiotas da contabilidade do "a previdencia é deficitária" e do relação entre sei-la-o-que e sei-lá-o-que da macro-macro economia, das agencias que deixaram o mundo quebrar dando nota 10, e o câmbio que todo dia eles acertam na previsão do dia anterior e que não é boa coisa se permanece no valor, se decresce ou se sobe, dá no mesmo para eles; não é sério. A torcida deles que tudo dê errado é simplesmente nojenta.

Falta-nos uma imprensa, jornalistas e seus enrredados, e comentaristas economicos melhor do que os muito ruins que temos. 

Procuro criticos e não acho, e isso é mal.

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Quem não desconfia de si próprio não merece a confiança dos outros (ditado árabe)

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André Seloto

Vc leu isso onde nas placas

Vc leu isso onde nas placas do PAC? Se um dia eu ver uma propaganda de governo falando mal dele mesmo, me avise, pq tudo que vc escreveu eu só li nas propagandas do governo...

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André Seloto

Não é bem assim!

Olha o pessoal tá dizendo que a Dilma deixa os fracos no governo, que eles não são fracos, mas fraca é ela ... a imprensa aumenta, distorce ... mas me desculpem, não estamos essa maravilha toda também não, somos refém do mercado interno, a infraestrutura no país tá uma bomba, esse mais médico é eleitoreiro e dólar teve intervenção do governo para não disparar e não causar pânico se oferecendo para assumir riscos a muitos de contratos em dólar, sem contar a Petrobrás que está sangrando para manter o preço da gasolina, culpa do colapso do estímula da venda de automóveis ... banco, claro que o Itaú está bem, com as taxas de juros que todos praticam no país, até eu que sou mais bobo ganharia dinheiro...tudo isso pq ano que vem é ano de eleição e tem copa no Brasil ... voltemos aqui em 2015 pra ver, não gosto do PT, mas sou brasileiro e não tenho como torcer contra caso ganhem...

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Fernando Moreno

Ninguém aguenta mais o PIG

Essa imprensa, chamada há algum tempo de PIG - Partido da Imprensa Golpista, vem atuando dessa forma desde a primeira eleição de Lula. Não entende que as pessoas não acreditam mais nela, tanto que o PT ganhou as últimas três eleições presidenciais e ganhará a do próximo ano. Seria muito mais salutar que essa velha imprensa mostrasse a sua cara; dissesse que é verdadeiramente de direita e apontasse que o caminho neoliberal é o melhor para o país seguir, com exemplos de sucesso dos governos direitistas anteriores, o que, diga-se, é quase, senão totalmente, impossível. O fato é que ninguém aguenta mais folha, veja, globo, estadão...

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Marcos Pontes

Se liga Brasil

se liga nas declarações do Mantega quando da implantação do plano real  sinta a sua real competência. Esse time é assustador.

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Nassif Afinal, existe alguma

Nassif

Afinal, existe alguma possibilidade do "MERCADO"  embarcar no catastrofismo da folha? Serão os analistas tão incompetentes que cairão nessa lorota?

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Assustado

"A manchete da Folha, no

"A manchete da Folha, no entanto, colocava em xeque a credibilidade de toda política econômica"

Parei de ler aí...

Ainda existe alguma credibilidade que possa ser perdida?

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Go Forrest!

Eh isso que a Folha, o Estadão e o Globo fazem dia sim, outro também com a candidatura do Zé. Go Forrest, go!

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Morvan

A Volta do Terrorismo ...? Ataque Maciço do Rentismo

Boa tarde.

"A presidente Dilma Rousseff mantem em postos-chave – na Fazenda e na Secretaria do Tesouro – pessoas tecnicamente fracas. Tem-se, em ambos, um prato cheio para críticas consistentes.".

De "FRACOS", eles não têm nada, sr. Nassif. Na verdade, mormente no que tange ao sr. Matega, trata-se de uma fortaleza, uma cidadela. Os Ministros "Fracos", para a Mídia, são aqueles justamente os quais não compactuam com o jogo rentista. Não há o menor mérito em ser "forte". Forte, mediaticamente falando, seriam por acaso, a Sra. Gleisi, o seu consorte, o Hibernando; o Zé da "justissa",  os "insiders" do Governo Dilma?

Prefiro os "fracos", sr. Nassif. Os "fracos" estão honrando os seus postos e respeitando a inteligência do povo brasileiro.

Achei assaz infeliz vossa declaração, malgrado o artigo em si esteja com a qualidade dos seus escritos.

Saudações  "Dilma, Manda Logo o Marco Civil Goela Abaixo da Globo. Globo, o de Sempre: Mostra o DARF, Safa".
Morvan, Usuário Linux #433640. Seja Legal; seja Livre. Use Linux.

 

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Morvan, eu tbm acho isso. Os

Morvan, eu tbm acho isso. Os fracos sao sempre aqueles que nao rezam a cartilha integralmente, forte mesmo sao aqueles de juros elevados e que diziam q tecnologia a gente importa...

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Ques as forças maiores me livrem de linchar o devido processo legal

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Percival Coppieters

A volta do terrorismo financeiro na imprensa

Sr. Nassif - gosto muito de sublog, mas de vez em quando há uma ."pisada de bola" ou melhor, uma tucanada que não dá para silenciar: como o Sr. pode afirmar que " Presidenta Dilma mantém em postos-chave - Fazenda e Secretaria do Tesouro- pessoas técnicamente fracas". Dê o nome das pessoas que o Sr. avalia como "fracas" e  publique o curriculo de cada uma e como foram parar naqueles cargos para que possamos avliar se de fato são "fracas" e se foram guindadas a tais cargos porque são '"companheiros" porque é disso que se trata: quando as pessoas tem posições firmes são "companheiros"; quando  atendem aos interesses do "mercado", são extremamente competentes. aguardo.

 

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Sinceramente eu acho que esse

Sinceramente eu acho que esse terrorismo todo além de não produzir o resultado eleitoral por eles pretendido,  vai acelerar ainda mais o descrédito da imprensa por parte da população.

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ABAIXO A DITADURA

 

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marcos d avila

folhinha de são paulo

um jornaleco de quinta categoria, a serviço de um "político" da mesma categoria. - zé serra.

 

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Todo mal

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Flics

Como disse o PHA: a direita

Como disse o PHA: a direita não tem candidatos, mas grifes. Sem nome definido, a velha mídia busca apoio para o golpe lá fora, nos EUA e nas agências de risco. Parece que o tiro saiu pela culatra.

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O mal existe sim

Realmente, eu tenho a conviccao que Deus nao existe, nao. Porem que o mal existe, este existe sim. E foi o mal que inventou o Deus para poder reinar. E ele reina no PIG, nazelite, no mundo da exploracao, da mentira, no capital, na safadeza, na podridao, na covardia, na falsidade, no odio, na esperteza, no roubo, no exterminio, enfim, em tudo que ele manda os crentes se afastarem, porque estes qualidades ja tem dono sim, nas quais nao admitam concorrencia. Os black blocs estao ouvindo o sino tocar sim, mas eles nao tem a menor ideia onde esta o badalo.

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snoopy

Senhores, não tenham dúvidas,

Senhores, não tenham dúvidas, o grande adversário da presidenta dilma será o cidadão chamado zé serra...marina=eduardo e aécio são meramente coelhos que largaram na frente para deixar que os serra ganhe fôlego.... devemos lembrar que em 2010, numa situação muito mais favorável, houve um momento no segundo turno em que a eleição da presidenta já não era mais dada como certa, e somente com a nossa atenção é que o quadro foi revertido (lembro que aqui na zs do rio as pessoas davam como certa a eleição do serra)... toda atenção até outuubro de 2014 é pouca com esse cidadão... 

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Neco

desespero do PIG

PIG e oposição esperam que o caos e a raiva dos 30% que são eternamente contra Lula e o PT possam virar o jogo em 2014. Todas as suas fichas estão na mesa. Só não combinaram comigo> um simples eleitor, nem com os outros 60milhões de excelentes votantes das últimas eleições.

Parabéns povo brasileiro.

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jns

A quem serve a indústria das previsões econômicas?

Falhas preditivas e erros sistemáticos ou quando teoria e realidade não se afivelam nos modelos econômicos

miguel bruno, economista

“Um conhecimento pode estar perfeitamente de acordo com a lógica, isto é, não se contradiz a si mesmo, e, no entanto, ainda pode contradizer o objeto.” - Immanuel Kant, Crítica da Razão Pura, 1781

“O conhecimento do real é uma luz que sempre projeta sombra em algum lugar. Ele nunca é imediato e pleno. As revelações do real são sempre recorrentes. O real nunca é aquilo que deveríamos ter acreditado, mas sim o que deveríamos ter pensado.”  - Gastón Bachelard, químico e filósofo da ciência.

O problema da coordenação

Refere-se às dificuldades de compatibilidade dinâmica entre as estratégias dos atores que participam dos mercados.

O problema da informação

Refere-se à qualidade e pertinência das informações necessárias à tomada de decisões cruciais como o investimento e o consumo por parte das firmas e consumidores.

O problema da reatividade dos agentes

Segundo a epistemologia moderna, um dos problemas das ciências humanas é que “lidam com um objeto que fala”.

O problema das regularidades comportamentais e das leis econômicas

Em Economia as leis econômicas não possuem o mesmo estatuto das leis naturais. Elas são estocásticas e não determinísticas. Esse é um dos muitos equívocos que a teoria econômica moderna herdou da tradição fisiocrática do Dr. Quesnay e da escola clássica com os trabalhos de Adam Smith e David Ricardo. O mundo social, embora muito mais complexo, é assimilado aos padrões de funcionamento e estruturação dos mundos orgânico e inorgânico. Uma lei econômica é historicamente datada, ou seja, é a expressão de micro e de macrorregularidades comportamentais cuja permanência depende das condições estruturais (tipos de instituições, regras, convenções, leis jurídicas e dispositivos normativos) particulares às economias no tempo e no espaço. Os trabalhos em antropologia econômica mostram que o princípio de maximização de lucros e de utilidade não pode ser aplicado às sociedades primitivas sem uma ampla margem de arbitrariedade e de distorção dos fatos.

O problema de Hirschman ou das paixões e dos interesses

É decorrente das formas subjetivas que orientam a pesquisa econômica e a produção de modelos de previsão.

O problema das particularidades do mercado

No mercado de bens, os preços podem desempenhar um papel de ajustamento: se a demanda é muito forte, os preços sobem e esse aumento faz baixar a demanda e crescer a oferta. O inverso ocorre se os preços caem. Todavia, no mercado de ativos financeiros e de crédito o processo é diferente.

O problema da incerteza fundamental

Ele deriva das diferenças entre risco probabilizável e incerteza. O ambiente econômico se caracteriza também pela incerteza, e não apenas por riscos, pois nem todos os eventos prováveis são conhecidos. Nesse caso, não se pode atribuir probabilidades de ocorrência para acontecimentos desconhecidos dos agentes econômicos, caso em que suas decisões equivalem a um “tiro no escuro”.

miguel bruno / [email protected]

Assessor de Projetos Especiais Para Crescimento e Desenvolvimento da Diretoria de Estudos Macroeconômicos do Ipea, professor adjunto da FCE-UERJ e pesquisador licenciado da Escola Nacional de Ciências Estatísticas-ENCE/IBGE / http://www.insightinteligencia.com.br/48/PDFs/03.pdf

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Ministro Guido Mantega o grande obstáculo da oposição em 2014

Creio que qualquer que seja o discurso da equipe econômica comandada pelo Ministro Guido Mantega, ele será atacado pelos representantes do mercado financeiro na grande mídia.
Creio que não há nenhum curto-circuito na gestão fiscal do governo, muito pelo contrário
Creio que a maior parte da grande mídia mais deseja é um péssimo Ministro da Fazenda, para facilitar a disputa eleitoral de 2014, mas o o Ministro Guido Mantega vem frustrando a maior parte da grande mídia, assim como fez em 2006 e 2010.

Creio que maior parte da grande mídia sabe que o grande obstáculo para o oposição vencer em 2014 é justamente o Ministro Guido Mantega.

Desde de 2007 quando ficou claro que o Ministro Guido Mantega não era um Ministro Interino, os ataques a equipe econômica tem sido sistemático.
Os ataques se intensificaram no início de 2009, em função do Ministro Guido Mantega tem impedido a fuga tranquila dos investidores, e só ter atuado no mercado de câmbio somente depois de ter havido uma queda expressiva dos preços dos ativos em reais, ao preservar a Reservas Cambiais.

Quase todos do mercado financeiro tinham certeza que o Governo do Presidente Lula iria repetir os erros de governos anteriores e queimar as Reservas Cambiais, durante  vários dias após a quebra do Lehman Brothers o que mais se via na tv, no rádio ou se lia nos jornais e revistas, eram analistas financeiros implorando para o Governo do Presidente Lula vender dólares no mercado a vista, pois o Governo do Presidente Lula havia comprado muitos dólares a R$ 1,50.

Além disso, o Ministro Guido Mantega, com os aportes do Tesouro Nacional ao BNDES, conseguiu desempoçar a liquidez que se acumulava no BC em função dos erros monumentais do copom no final de 2008.

Além de desempoçar a liquidez, conseguiu um feito histórico e inédito, a canalizar quase todo o dinheiro que estava empoçado no BC, diretamente para o investimento na  produção de bens e serviços, inclusive os investimentos em infraestrutura  que são de longuíssimo prazo.

Mais recentemente o Ministro Guido Mantega conseguiu capitalizar a Petrobras para garantir a continuidade dos investimento nas imensas Reservas de Petróleo e Gás que estão localizado abaixo da camada do pré-sal.

O Ministro Guido Mantega, conseguiu também uma extraordinária antecipação de receitas de R$ 15 bilhões, com o processo de partilha do campo de Libra, e ainda garantiu participação de 40% da Petrobras que somado aos royalties e aos impostos representam mais de 60% do faturamento da produção do campo de Libra, que só vai se inciar em 2020, ou seja daqui a pelo menos sete anos.

anexo 1----Dívida Pública Federal Brasileira---------Apresentação para Investidores
Tesouro Nacional - BRASÍLIA---28 outubro, 2013

A Apresentação para Investidores, disponível para download em português e inglês, oferece informações sobre as condições macroeconômicas do país e eventos recentes relativos à gestão da Dívida Pública Federal brasileira. A publicação, atualizada semanalmente, utiliza diversas fonte de dados, entre elas o Relatório Mensal da Dívida Pública Federal, as séries temporais do Tesouro Nacional e as séries temporais do Banco Central.

Apresentação para Investidores – em português
Presentation for Investors – in English

Aproveite e deixe aqui seu comentário ou sugestão sobre a publicação.

Para acessar outras apresentações sobre a Dívida Pública Federal, clique aqui.

página 5/57


Fonte: Banco Central (Relatório de Inflação – dez12 / Projeções feitas com base em parâmetros de mercado)

» O comprometimento com as metas fiscais aliado ao crescimento do PIB garantirá a manutenção da tendência de queda nos indicadores de dívida pública.
» Reservas Internacionais (esterilizadas com operações compromissadas do BCB) e créditos junto ao BNDES explicam grande parte da diferença entre DLSP e DBGG, Esses créditos correspondem, respectivamente, por 16% e 7,5% do PIB em Jan-13.

Anexo 2-------Política Fiscal
Banco Central do Brasil - NOTA PARA A IMPRENSA - 31.10.2013
arquivo ZIP - 210 Kb(.xls)-quadro 36/42 (carteira de títulos federais do Banco Central do Brasil)

 

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2014---distribuição de renda

Eu ainda espero o Nassa dar o

Eu ainda espero o Nassa dar o nome dos "fortes", aqueles que garantiram nota boa das agencias que deram AAA para titulos hipotecarios estanudensis, essas sim cheeeias de credibilidade.

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Ques as forças maiores me livrem de linchar o devido processo legal

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extao! excelente artigo! essa

extao! excelente artigo! essa "grande" imprensa está cada vez mais ridícula e desesperada...

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Durvalino

.....Caro Nassif   vejo isso

.....Caro Nassif

 

vejo isso como o lado criminoso de nossa imprensa/midia.

para quem nao eh do ramo vai achar q o país estah na bancarrota.  eh obra dos maus BRASILEIROS  a serviço dos especuladores nacionais e internacionais.

como nosso povo classe F, E, D e C pouco se ligam em noticias desse tipo, acredito q passe batido.

 

 

 

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O nome correto seria: marcha

O nome correto seria: marcha da safadeza, cujo destino será, inexoravalmente, o ocaso. A Folha, podem escrever aí, dentro de máximo um ano entrará em calapso. 

A VEJA chegou ao ponto de quase oferecer dinheiro para que aceitemos o seu panfleto de quinta. 

Quem procura, ACHA.

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247 levantou os dados do

247 levantou os dados do resultado primário (sem despesas com juros) e nominal (com todas as despesas) do setor público, ano a ano. Eis os dados de FHC: média de superávit primário de 1,5% e de déficit nominal em 5,1%. Agora, os de Lula e Dilma: superávit primário de 3,1% do PIB e déficit nominal em 3,1% também. Ou seja: a comparação – estatística, diga-se de passagem – é bastante favorável aos governos mais recentes.

Diante dos números, será que foi mesmo a perda de confiança no governo Dilma que fez o dólar subir ontem? Detalhe: nesta quarta, a moeda americana caiu e fechou cotada a R$ 2,28. Voltaram a confiar?

http://www.brasil247.com/pt/247/economia/120047/Crise-fiscal-no-Brasil-S%C3%B3-se-for-coisa-do-passado.htm

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Crise fiscal no Brasil? Só se for coisa do passado

Dados estatísticos revelam que o desempenho das contas públicas no Brasil foi muito pior nos oito anos do governo FHC do que nos 12 de Lula e Dilma, seja pelo conceito de resultado primário (sem as despesas com juros) ou nominal (que inclui todos os gastos); a despeito disso, economistas ligados ao antigo regime, como Pedro Malan e Gustavo Franco, têm criticado a política fiscal de Guido Mantega; a pergunta é: será que eles merecem algum crédito neste debate?

Edição/247 Fotos: Reprodução/Folhapress/Reuters/Ins. Lula/ABr:

http://www.brasil247.com/pt/247/economia/120047/Crise-fiscal-no-Brasil-S...

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André Seloto

Será que só enxergo algo diferente?

Somente desatento cae nesse título, só olhar que o governo FHC pegou o país falido e o Mollusco pegou o país arrumado e manteve as coisas, tá no gráfico é só ler ... e depois a impressa golpista é o Estadão, Folha e Globo...menos vai...

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Assustado

Impressionante a

Impressionante a desonestidade intelectual dos partidários do atual governo.

Faço-lhe apenas uma pergunta: quando foi assumido o compromisso de superávit fiscal? Quando se deu a nova política fiscal do país?

Se não me engano, começou apenas no segundo mandato de FHC.

Como eu posso estar enganado, gostaria que os senhores, apaixonados pelo PT, me dissessem a verdade.

Mas, se eu estiver certo, esse gráfico é uma palhaçada, porque incorpora à média todo o período do primeiro mandato de FH, no claro intuito de falsear a verdade.

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Nem as agências de risco caem na histeria da mídia

Nem as agências de risco caem na histeria da mídia

Embora haja uma torcida grande e não declarada de alguns veículos de comunicação para que a classificação brasileira seja rebaixada a tempo de influenciar as eleições de 2014, a executiva Lisa Schineller, diretora da maior agência, a Standard & Poors, minimizou esse risco; "o Brasil teve uma melhora importante na última década e está sendo subestimado"

http://www.brasil247.com/pt/247/economia/120109/Nem-as-ag%C3%AAncias-de-...

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Salvar os mercados e afundar o Brasil

"A cavalaria do jornalismo econômico assumiu, desde então, o comando das operações.

Justifica-se.

Se a meta é estrangular o horizonte das esperanças nacionais, e por extensão quem conduz há 12 anos a agenda do desenvolvimento socialmente progressista, a guerra das expectativas é o instrumento competente.

A frota mais adestrada nesse campo de batalha é o jornalismo econômico."

http://www.cartamaior.com.br/?/Editorial/Salvar-os-mercados-e-afundar-o-...

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Motta Araujo

Nada a ver. Quando o Brasil

Nada a ver. Quando o Brasil teve bons fundamentos o mercado PREMIOU o Brasil com o grau de investimento, todos bateram palmas e veio o ufanismo, somos os melhores. Hoje os fundamentos estão afundando, os gastos publicos crescem 4 vezes mais que a economia, uma FARRA DE DESPERDICIOS com 39 Ministerios, cada qual com crescentes burocracias, o Ministerio do Desenvolvimento Agrario tem 397 cargos de confiança, fora o INCRA, que tem a mesma função, o da Pesca tambem tem centenas de cargos de confiança e o volume de pescado no Brasil é o mesmo desde quando não existia esse Ministerio.

Não adianta se queixar do mundo quando os problemas são criados por nós mesmos.

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Quanta Bobagem

Chega por hoje né? Sua cota já acabou.

O governo não aumentou seus gastos por causa do "número de seus ministérios" ou por "viagens em aviões da FAB".

Isso é discurso de um Álvaro Dias ou de um Roberto Freire. Não tente tirar o único motivo para que eles apareçam na mídia, por favor! Tá difícil ser oposição nesse país...

O Brasil aumentou os gastos porque está investindo em infra-estrutura mais do que foi feito durante 500 anos. São 5 séculos de atrasos que precisam ser recuperados. Ainda assim, o governo consegue manter os níveis da economia perfeitamente equilibrados. Tanto é que o Mercado parece que não está se importando muito com as manchetes catastróficas de nossa impoluta imprensa.

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Nada a ver. INVESTIMENTOS EM

Nada a ver. INVESTIMENTOS EM INFRA ESTRUTURA não são gastos correntes. O que está aumentando em alta velocidade é GASTO COM A BUROCRACIA, o investimento publico é extremamente modesto e grande parte é por meio de PPP como Belo Monte e Jirau e Santo Antonio, não impactando o Orçamento da União.

O INVESTIMENTO EM INFRA ESTRUTURA nos ultimos dois anos são bem pequenos, o desembolso efetivo está muito abaixo do orçamento aprovado, não há nenhum estouro nos investimentos.

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Rodolfo

A velha política partidária

Isso ta paracendo um FlaxFlu... Não me venham vom blá, blá, blá. Nunco houve um governo sério neste país. Tanto o PSDB quanto o PT são movidos pela velha malandragem que se iniciou no descobrimento do Brasil.


Só os idiótas acreditam em ambos os partidos.

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Apoiado, por hoje,

Apoiado, por hoje, chega........

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O Correio Brasiliense também faz coro

Com queda do PIB no 3º e 4º trimestres, recessão técnica já ameaça DilmaContas descontroladas, inflação alta e juros elevados impedem o governo de tirar a economia do atoleiro

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2013/11/07/internas_economia,397593/com-queda-do-pib-no-3-e-4-trimestres-recessao-tecnica-ja-ameaca-dilma.shtml?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

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EMBROMAÇÃO DA MÍDIA

 NEM O ITAÚ NEM AS AGÊNCIAS DE RISCO CAEM NA HISTERIA DA MÍDIA. NO ENTANTO, O ITAÚ NÃO APOSTA NESSA HISTERIA, NA VERDADE, NAO POR QUE É BONZINHO,MAS PORQUE NAO É BOBOMESMO, NAO PERDE DINHEIRO ENFIM, PURA EMBROMAÇÃO

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Editorial de hoje da Agência

Editorial de hoje da Agência Carta Maior, por Saul Leblon.

 

Salvar os mercados e afundar o BrasilA guerra das expectativas açoita Brasil. O jornalismo econômico comanda a operação de convencimento de um país que resiste em aceitar o seu necrológio fiscal.

por: Saul Leblon 
 

0 http://www.cartamaior.com.br/estilos/cartaMaior/imagens/logo-print.jpg);" title="Imprimir"> http://www.cartamaior.com.br/estilos/cartaMaior/imagens/logo-l.jpg);" title="Enviar E-mail"> A+Arquivo

 

Carta Maior não tem por hábito reproduzir  textos da mídia conservadora, mas abre uma exceção hoje pelo elevado teor pedagógico que o caso encerra.

A guerra das expectativas, como se sabe, orienta a pauta dominante nos dias que correm.

O julgamento-espetáculo do chamado ‘mensalão’, um notável esforço de desossar o campo progressista a ponto de torna-lo incapaz de se equilibrar em um palanque,  proporcionou retorno abaixo do esperado.

A sofreguidão midiática, e um desempenho excessivamente desfrutável das togas, atravessou o Rubicão a partir do qual o discernimento enxerga a mão do cambalacho.

A cavalaria do jornalismo econômico assumiu, desde então, o comando das operações.

Justifica-se.

Se a meta é estrangular o horizonte das esperanças nacionais, e por extensão quem conduz há 12 anos a agenda do desenvolvimento socialmente progressista, a guerra das expectativas é o instrumento competente.

A frota mais adestrada nesse campo de batalha é o jornalismo econômico.

Filho dileto da ditadura,  quando exorbitou na narrativa áulica do regime, firmou-se desde então como a editoria predileta dos donos de jornais, por razões imagináveis de tesouraria e prestígio.

Ainda hoje, é  a área das redações em que vigoram os mais altos salários, e aquela mais coesa na genuflexão à agenda neoliberal.

Da vassalagem ao intervencionismo fardado, que arrochava salários com a repressão aos sindicatos, o noticioso econômico baldeou-se sem escala para a defesa incondicional dos mercados desregulados, em especial, o financeiro.

Talvez haja mais coerência  do que se imagina nessa dupla militância.

O que antes se esmagava, literalmente, com instrumentos e métodos rudimentares, hoje se dobra de joelhos com a sofisticada hegemonia assegurada às leis de mercado.

Ou não será essa a essência da recorrente defesa de um Banco Central  independente  --do Estado, da democracia e das urgências da sociedade?
O cerco em curso, portanto, está em mãos habilitadas.Trata-se de elevar ao paroxismo a incerteza intrínseca aos detentores da riqueza.

Instados permanentemente a optar entre a alocação do capital  em investimento de longo curso (infraestrutura , por exemplo),  ou a opção mórbida pela  liquidez rentista de curto prazo, eles são o alvo da esférica e convicta fuzilaria das redações.

Induzir o dinheiro graúdo à primeira opção, associada a um projeto social que o conduza, constitui o desafio de vida ou morte do governo.

Abortar  as chances de que isso aconteça, adicionando diuturnamente caçambas de incerteza ao estoque endógeno dos detentores da riqueza, é a missão à qual se dedica de corpo e alma a o noticioso econômico conservador com suas certezas graníticas sobre o que é melhor para o país, a sua gente e o seu desenvolvimento.

O troféu em  jogo é o escrutínio de 2014, quando opções mais amigáveis, tingidas de verde ou rosa, podem assumir o bastão ao intervencionismo petista.

Não se pode dizer que o campo seja desfavorável ao time das redações.

O Brasil vive uma travessia de ciclo de desenvolvimento que agrega a vulnerabilidades de lavra própria (o câmbio valorizado, por exemplo), outras decorrentes da transição na economia mundial. 

Não há receita de custo zero capaz de impulsionar o  passo seguinte do desenvolvimento nesse campo movediço.

Debater as opções em curso, escrutinar seus ônus e bônus, sedimentar assim um chão mais firme e um protagonista social que o percdorra, é o que dará coerência à macroeconomia do país de agora em diante.

Os centuriões encarregados de exacerbar a incerteza  interditam esse debate e vetam as soluções progressistas cogitadas (leia a nota deste blog ‘A urgência à procura de um debate’).

Seu exclusivo, e ansioso, interesse é acelerar a contagem regressiva do tempo que falta para o país se revelar uma nação aos cacos, à espera do cola-tudo capaz de saneá-la: uma boa purga de arrocho fiscal e um choque de juros.

Essa pauta latejava sua sofreguidão nesta 4ª feira, quando o governo resolveu rebater, com números, o necrológio fiscal do país estampado nas páginas de alguns dos principais veículos conservadores.

Foi com o evidente propósito de avalizar esse diagnóstico que o jornal Valor Econômico se preparou para lançar uma pá de cal na cova teimosamente recusada pelo governo.

Um quadro de prestígio da ortodoxia nativa, o economista Joaquim Levy, foi escolhido para ser o principal entrevistado sobre o tema na edição da 4ª feira quente.

Não foi uma escolha aleatória.

Levy carrega predicados de peso. Formado em Chicago, meca do neoliberalismo, atuou como Secretário do Tesouro Nacional do governo Lula, durante a gestão de Antonio Palocci na Fazenda.

Levy  encarnava então aquilo que muitos chegaram a classificar como a rendição do PT ao neoliberalismo.

Era a mão do arrocho fiscal na goela dos ideais e compromissos petistas.
Capacitou-se para isso diretamente na fonte servindo no FMI por sete anos (1992/1999).

Hoje, dirige um braço de gestão de recursos de investimento do Bradesco (BRAM).
Foi desse poleiro privilegiado do mercado que ele falou ao Valor.

Bem,  o que disse –sem renunciar às diretrizes ortodoxas--  desagradou profundamente a pauta preconcebida para corroborar o diagnóstico de um Brasil em marcha batida para o abismo.

A entrevista de Levy e as negativas do governo em aceitar a autópsia midiática elevariam a temperatura no ambiente do jornalismo isento.

Tanto assim que no site do jornal Valor, na mesma 4ª feira,  guardiões do desastre  iminente  postaram uma acalorada nota no blog apropriadamente chamado: ‘Casa das Caldeiras’.

O pito no governo e em um Levy não nominado foi quase uma descompostura. Um sabão em quem resiste, ainda, em enxergar aquilo que o jornal tanto se esforça por demonstrar  e  difundir: ‘se não for hoje, de amanhã o Brasil não passa’. Ou, como diz o post do alto de sua condição de alter ego do mercado ,e como tal, sempre ancorado em um estratégico off de fonte inexcedível em saber e fazer:  “É inegável que a piora dos indicadores e das expectativas estão agendando por bom tempo juro alto, inflação alta e baixo crescimento. Neste ano, sabemos que a agricultura e os investimentos darão fôlego à atividade. E no ano que vem? Como ficamos no ano que vem, com a desconfiança crescente entre financiadores e potenciais investidores...”

Repita-se, Carta Maior não tem por hábito transcrever  a mídia conservadora . Mas os excertos abaixo, da entrevista mencionada e da admoestação professoral da parte ofendida, merecem ser coligidos.

Trata-se do testemunho de um garrote e de um tempo em que o jornalismo conservador assumiu a frente da guerra. Para salvar os livres mercados deles mesmos. E do governo que os ameaça.

Seguem-se excertos  dessa jornada pedagógica de isenção das redações.

Primeiro, a entrevista de Joaquim Levy:

Levy descarta abismo fiscal, mas defende metas claras
Valor Econômico  06-11-2013
De São Paulo

O Brasil não está à beira do abismo, como o debate acalorado acerca das estratégias de política econômica às vezes pode indicar, mas é certo que falta ao governo esclarecer quais são seus objetivos no médio prazo, especialmente na área fiscal, avalia Joaquim Levy, secretário do Tesouro Nacional durante o governo Lula e hoje diretor-superintendente da Bradesco Asset Management (BRAM).
Segundo Levy, que também já fez parte do Fundo Monetário Internacional (FMI) entre 1992 e 1999, a "métrica" usada pelo governo não precisa ser necessariamente o superávit primário, mas é fundamental que exista uma e que seja bem explicada.

"Talvez o mais importante seja recuperar um pouco a visibilidade", diz. "Acho que o superávit primário, principalmente se ele for bem simplesinho é uma métrica poderosa, mas eu posso considerar outras. Só precisa ter clareza. Se for preciso adivinhar, gera mais dúvidas."

Questionado se a política fiscal preocupa mais do que outros temas, como a inflação ou o baixo crescimento, Levy rema um pouco contra a maré do mercado ao dizer que "há perspectivas positivas nas três áreas". Diferentemente do que o discurso menos agressivo poderia indicar, no entanto, Levy avalia que a discussão sobre trazer a inflação para mais próximo da meta e, eventualmente, trazer a meta um pouco mais para baixo parece o que chama de "firula teórica", mas não é. Segundo ele, seria um ingrediente fundamental para reduzir os juros reais e elevar investimentos, inclusive o produtivo.

Ao comentar a possibilidade de o Federal Reserve (o banco central americano) começar a reduzir os estímulos à economia do país entre o fim deste ano e o início do ano que vem, o executivo afirma que "quando o mundo se normaliza, a gente deixa de ser a única atração da cidade", em referência ao fim do cenário de juros globais mais baixos. Mas o Brasil, diz, ainda tem o que mostrar, especialmente no campo das concessões em infraestrutura.

Doutor pela Universidade de Chicago, Levy encerra a entrevista incorporando ao discurso temas outrora pouco comuns ao mercado financeiro, como conectividade, sustentabilidade e inclusão. "Se tivermos esse modelinho, o mundo pode dar cambalhotas que o Brasil vai continuar navegando", afirma. "É isso que o investidor olha e diz, eu quero estar ali". A seguir, os principais trechos da entrevista:

Valor: Há cerca de dois anos falava-se em uma nova era de juros mais baixos, que mudaria a cara dos investimentos feitos no país, mas, recentemente, os juros voltaram a subir. O que aconteceu?

Joaquim Levy: Por razões domésticas, e também internacionais, estamos em um momento de subida de taxa de juros. Estudos que fizemos demonstram que parte da queda dos juros domésticos se explicava pela queda de juros globais. Essa queda de juros internacional já está mais ou menos programada para voltar, o que também é um bom sinal, de normalização da economia americana. Aqui no Brasil, o importante é a queda histórica [da taxa básica de juros] continuar. A ideia de que não teríamos mais ciclos não se mostrou exatamente realista. Há riscos, e hora em que isso aperta um pouco mais, hora que afrouxa. O importante é a tendência. O desafio é ver se as políticas domésticas no Brasil vão ajudar ou atrapalhar a moderação da taxa de juros.

Valor: Quais são essas políticas?

Levy: Tem a política fiscal, tem a questão da política de oferta. Desde o fim do ano passado, quando a taxa de juros estava chegando ao seu piso, o Banco Central vinha sendo bastante claro em dizer que o problema do Brasil não era mais de demanda, mas de oferta e a política dele seria pautada por essa percepção. Então, acho que temos que ter políticas de flexibilização da economia que incitem as pessoas a tomar mais risco, como, por exemplo, ter uma visibilidade fiscal cada vez mais importante
(...)

Valor: O que seria uma boa política de oferta? 

Levy: Vamos viver com o mercado de trabalho um pouco mais apertado, o que significa que são necessários ganhos de produtividade expressivos, ou vai ser difícil continuar a manter taxa de crescimento da renda muito alta. Isso pode acabar gerando inflação. Há um princípio muito básico que vale a pena ressaltar: a economia tem quatro fontes de "folga": os salários, o setor externo, o lucro das empresas e a produtividade. Para que os salários continuem crescendo precisamos de ganhos de produtividade. Se não existirem, dependeremos ou de uma deterioração da conta corrente, o que não é bom, ou de um aperto no lucro das empresas. Se isso ocorrer sistematicamente, as empresas param de investir. Logo, ganhos de produtividade são importantes para garantir o crescimento dos salários, já que as outras opções não são sustentáveis. E produtividade é uma politica de oferta.

"O investidor sabe que o Brasil tem todas as condições para navegar nem que seja com um pouquinho de vento contrário"

Valor: Nesse sentido avançamos muito pouco?

Levy: A gente pode mais. A infraestrutura é uma maneira de aumentar a produtividade da economia (...) o que é essencial para que os salários continuem crescendo sem pressão inflacionária.

Valor: O governo está no caminho certo?

Levy: Tem todo um esforço nesse sentido. Não é uma tarefa fácil ter que simplificar os seus objetivos. Mas qualquer engenheiro ou matemático sabe que, ao se traçar muitos objetivos com muitas restrições, a equação pode ficar sem uma raiz. Acho que alguns movimentos, como essa questão do BNDES dar mais espaço para infraestrutura e para instrumentos de financiamento de infraestrutura, com as famosas debêntures, são passos importantes. Tem que ver a velocidade desses passos. O mercado de capitais brasileiro está aumentando e estamos apostando bastante nessa história de debêntures de infraestrutura. Para financiamentos, vamos precisar de inflação na meta e tudo, mas acho que é um mercado que vai deslanchar.

Valor: Olhando para a economia hoje, o que preocupa mais, as pressões inflacionárias, o crescimento baixo ou a política fiscal?

Levy: Acho que temos perspectivas positivas nas três áreas. A preocupação de a inflação ultrapassar o teto da meta é menor do que no passado. Por outro lado, uma inflação de 6% ou 6,5%, acho que todo mundo concorda, é uma inflação bastante alta (...) essa discussão de trazer a inflação para mais próximo da meta e, eventualmente, trazer a meta um pouco mais para baixo parece firula teórica, mas não é. É um ingrediente para baixar as taxas de juros reais, que são importantes para ter investimento de longo prazo. E isso vale tanto o investidor de uma NTN-B [título indexado à inflação] quanto para aquele que vai desenhar o financiamento de uma fábrica.

Valor: E temos outros desafios também, como um taxa de poupança muito baixa...

Levy: A China é um país de inflação baixa. Por quê? Uma das razões é que o país tem poupança. O Brasil precisa aumentar a sua taxa de poupança. O problema é que muitas vezes as pessoas descobrem que, para aumentar a taxa de poupança, é preciso consumir menos. O investimento cresceu mais que o consumo, é fato. Mas boa parte do investimento foi financiado pela conta externa. E à medida que a conta externa não pode continuar crescendo vai ser preciso outro meio para aumentar a poupança. Ao mesmo tempo, é preciso entender também que, no momento em que se dá maior estabilidade, as pessoas poupam mais (...)
Valor:  A questão fiscal é preocupante? Os últimos números apontam uma economia para pagamento de juros ainda menor.

Levy: (...)  O Brasil está em perigo à beira do abismo? Acho que não está. Mas qual é, afinal, o objetivo fiscal do governo? É diminuir a dívida? Ou é imprimir uma trajetória para o gasto corrente? Algo que dê uma visibilidade de três, quatro, cinco anos. Acho que isso é o mais importante. Qual é o objetivo para os próximos três anos? Não precisa ser o superávit primário, pode ser outra métrica. Mas tem que ter uma explicação, do tipo essa é a métrica que eu acho importante, e os motivos pelos quais ela é importante, e quais vantagens trará.

Valor: Corremos o risco de ver o rating do país rebaixado em razão da política fiscal?

Levy: Acho que a gente não tem motivo nenhum para ter rating rebaixado (...) O papo tem que ser o que fazer para aumentar o rating. E é um papo de sociedade, não só de governo, mas Congresso, economistas e diálogo com as próprias agências. Acho que, comparados com alguns países, estamos bem. Por exemplo, a Polônia tem rating A, uma dívida que não é tão melhor do que a nossa, mas fica ao lado da Alemanha, o que pode ajudar. Esse é o papo legal. Brasil é isso, é ir para frente. Quando converso com investidores, é o que querem ouvir.

Valor: O humor desses investidores deu uma melhorada?

Levy: O investidor tem convicção que o Brasil tem coisas muito boas e que se a gente não cometer equívocos, essas coisas vão continuar produzindo resultados. O investidor talvez tenha percebido que, mais uma vez, se a gente se antecipar a certos movimentos, como o Banco Central fez recentemente, tem condições de navegar um eventual aperto monetário com relativa segurança. Pode chacoalhar um pouquinho, aderna, mas não emborca. (...) Quando o investidor olha outros países emergentes, sabe que o Brasil tem todas as condições para navegar nem que seja com um pouquinho de vento contrário, como a alta dos juros internacionais.

Valor: Além da alta dos juros lá fora, quais são os principais riscos que podem atingir o Brasil no ano que vem?

Levy: Quando o mundo se normaliza, a gente deixa de ser a única atração da cidade. Mas a gente ainda tem um showzinho bacana. E se continuar treinando bem, desenvolvendo alguns quadros novos, continuaremos como atração bacana. A questão global é que é um mundo competitivo, temos que estar nos fortalecendo. À medida que infraestrutura continuar avançando isso dá sinalizações muito importantes para o investidor (...)

Aqui, o ‘ pito’ não nominado, dirigido ao governo e a Joaquim Levy, postado no  blog do Valor,  ‘Casa das Caldeiras’.

Casa das Caldeiras 
Site do Valor Econômico 06-11-2013

“Deterioração de expectativa é mais inflação e juro com PIB menor

A antecipação do calendário eleitoral antecipou também a exaustão dos espectadores com a reprise de provocações e declarações de boa intenção para o futuro governo que, de novidade, os virtuais candidatos à Presidência da República têm pouco a apresentar no momento. Pior, a antecipação do calendário eleitoral ante resultados  que o governo Dilma Rousseff tem dificuldade em entregar está fazendo um estrago nas expectativas e indicadores econômicos e financeiros. A incerteza quanto à economia que o governo pretende fazer para sinalizar o pagamento de juros da dívida, equivalente ao superávit primário, não coloca o país num quadro de insolvência, mas vem minando fundamentos. E negar essa evidência é um erro. É conspirar contra os acertos.

A deterioração fiscal e a projeção para a inflação ao final de doze meses, instalada no patamar de 6,2% desde o início de setembro, tornam-se poderosas alavancas para as taxas de juros, que, no mercado futuro, já sinalizam Taxa Selic de 12,75% ao ano em 2015, permanecendo nesse patamar nos anos seguintes. A arrancada do dólar frente ao real, com essa dupla encostada em R$ 2,30 e alta de 7% em quinze dias, pode sinalizar tudo, menos um futuro tranquilo para qualquer governo – venha de onde vier o presidente.

“Supor que o ambiente em que estamos vivendo neste momento não  afeta ou não afetará o Brasil é um equívoco. De cara, os juros estão nas máximas alcançadas neste ano e isso significa, no mínimo, custo de financiamento mais caro para o Tesouro Nacional e para tomadores de crédito de prazo mais longo. É inegável que a piora dos indicadores e das expectativas estão agendando por bom tempo juro alto, inflação alta e baixo crescimento. Neste ano, sabemos que a agricultura e os investimentos darão fôlego à atividade. E no ano que vem? Como ficamos no ano que vem, com a desconfiança crescente entre financiadores e potenciais investidores no país. E não só financeiros?”, pergunta, e não aguarda resposta, o experiente executivo de uma instituição financeira nacional”.
 

 

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O mesmo SPAM novamente

Bom dia Nassif !

 

Por favor, eu recebi novamente aquele antigo SPAM da elite privilegiada.  Eu gostaria de saber se o Sr. gostara que eu repassasse para que possa tentar identificar a autoria e tomar as medidas cabíveis.

Não sei se é possível identificar pq infelizmente na internet "tudo é possível". Não vejo a hora de haver uma Lei q regulamente certas atitudes que são condenáveis e/ou inaceitáveis. E ainda dizem que a internet tem q ser livre.  Livre sim de idéias , mas não prejuízo ao próximo.

Fico no aguardo caso queira que eu o repasse o email.

 

Obrigado!

 

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Publique todos os emails envolvidos.

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A manchete de hoje

Copiei só a manchete do UOL de agora as 09h15. A coisa é bizarra demais. Inflação ACELEROU mas não saiu do lugar.:

"Inflação acelera para 0,57% em outubro, mas segue abaixo de 6% em 12 meses"

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Não é Noticia e nem Manchete,

Não é Noticia e nem Manchete, é PIADA......do "ceguinho".....

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Aposta contra o Brasil

Nassif: por assistir ontem sua análise na TV Brasil e lendo agora esta postagem, acabo por concluir que, na verdade, a grande imprensa - Folha de S. Paulo à frente - já não mais faz uma oposição ao governo como a situou a diretora da mesma FSP ao dizer que o jornal substituia os partidos que se opõem ao PT. Essa mídia, agora, faz uma oposição ao País como um todo, não importando se o governo é do PT, de Dilma, Lula ou quem seja... É a coisa mais assombrosa e lamentável que se pode esperar do jornalismo. Como profissional do campo por mais de cinquenta anos, nunca vi algo de tamanha intensidade. Uma campanha insidiosa que supera mesmo a da véspera do golpe em 1964 quando a mídia reagia impulsionada pela elite, mas fundada no clima de guerra fria da época. Hoje, pra todo lado que nos viremos - da GloboNews à Bandeirantes+ Boechat, O Globo, Estadão, Valor, Veja e outros quetais, só se vê isso: o Brasil é um país de m.... Um país que não vale nada. Um país a ser derrotado...É o "complexo de vira-latas" do Nelson Rodrigues - levado a extremos inimaginávies. Aí me pergunto assombrado e desiludido: até quando vai isso????

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Neco

é só contra o PT, sim

Contra os governos tucanos aqui em Sampa, em BH e outros poucos lugares no Brasil, a mídia é conivente, tanto no não saber fazer direito, quanto no saber como roubar de verdade.

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Rosa Maria Anello dos Santos

Até que se faça uma Lei dos

Até que se faça uma Lei dos Meios, pra valer... Enquanto eles mandarem no país, o Brasil será sempre um país de m...São tão irresponsáveis que não conseguem dar uma boa notícia, mesmo que todos vejam. Até quando precisam falar em alguma coisa boa, vem sempre um "mas".....

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O título veio a calhar

Querem qualificar os movimentos de rua como "crime de terrorismo" e "crime de quadrilha". A fundamentação é de que tais movimentos provocam terror e pânico, é orquestrado e causam prejuízos ao país.. Fica a pergunta: Qual o prejuízo maior para o país; vidraças quebradas ou o que este terrorismo da imprensa causa?

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Nada a ver uma coisa com

Nada a ver uma coisa com outra. O aumento de gastos nos tres niveis de governo corre em velocidade muito maior que o crescimento da economia, ESTE É UM DADO OBJETIVO. Por causa disso o Brasil pode perder o grau de investimento e isso vai significar ESTAGNAÇAO da economia por muitos anos.

Não se vê um gesto mesmo simbolico de corte de gastos, SINAIS são fundamentais para estabelecer direções na economia. Porque não cortar o uso de jatinhos da FAB para transportar Ministros? Isso não existe em nenhum Pais,

é um abuso total e seria uma sinalização importante. Porque um jatinho para 21 pessoas tem que levar um Ministro para casa? Se vão tres para o mesmo lugar, cada um pede um jatinho, não tem logica.

Se ele é Ministro tem que morar em Brasilia e se quer ir para sua cidade de origem, isso não é obrigação do Estado.

A FAB está realizando 500 voos por mês para essa farra, paga pelo nosso dinheiro, em todas as areas do governo há enorme desperdicio, descontrole de gastos, salarios absurdos para milhares de ignorantes, não é culpa da IMPRENSA.

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