29 de junho de 2026

Suprema Corte amplia poder de Trump sobre agências federais – exceto o Fed

Tribunal derruba precedente de 1935 que limitava a demissão de dirigentes de agências independentes, mas mantém proteção ao Federal Reserve
Fachada da Suprema Corte dos Estados Unidos. Foto: Joe Ravi via Wikipedia

Suprema Corte dos EUA amplia poderes presidenciais, permitindo demissão de dirigentes de agências independentes sem justificativa legal.
Decisão fortalece controle de Trump sobre a FTC, após demissão de comissários que alegavam estabilidade no cargo.
Corte mantém proteção ao Federal Reserve e rejeita recurso de Trump em caso de abuso sexual e votação por correio.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Suprema Corte dos Estados Unidos proferiu nesta segunda-feira (29) uma série de decisões que podem redefinir a relação entre a Presidência e o governo federal, com destaque para a medida que aumentou os poderes do presidente Donald Trump.

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A decisão mais relevante foi tomada por seis votos a três e derrubou, na prática, o precedente estabelecido em 1935 no caso Humphrey’s Executor v. United States.

Desde então, presidentes norte-americanos só podiam demitir dirigentes de determinadas agências independentes mediante justificativa legal, como má conduta ou negligência. Ao revogar esse entendimento, a Suprema Corte reconheceu que os dirigentes dessas agências exercem poderes delegados pelo presidente e, por isso, devem estar sujeitos à sua autoridade.

Na prática, a decisão fortalece o controle da Casa Branca sobre órgãos como a Comissão Federal de Comércio (FTC), responsável pela fiscalização da concorrência e pela defesa dos consumidores, além de abrir caminho para mudanças semelhantes em outras agências reguladoras federais.

O caso teve origem na demissão, por Trump, dos comissários democratas Rebecca Slaughter e Álvaro Bedoya da FTC. Ambos alegavam que a legislação lhes garantia estabilidade no cargo, argumento agora rejeitado pela maioria da Corte.

Federal Reserve permanece protegido

Embora tenha ampliado os poderes presidenciais sobre boa parte das agências independentes, a Suprema Corte fez uma ressalva ao Federal Reserve.

Em decisão separada, por cinco votos a quatro, os ministros impediram, por enquanto, que Trump afaste a diretora Lisa Cook, acusada pelo presidente de irregularidades relacionadas a financiamentos imobiliários. Cook nega qualquer ilegalidade.

Segundo a Corte, antes de qualquer demissão, a diretora tem direito ao devido processo legal, com acesso às acusações, possibilidade de apresentar defesa e posterior revisão judicial.

Por outro lado, Trump sofreu duas derrotas relevantes.

A Suprema Corte recusou analisar seu recurso contra a condenação no processo movido pela escritora E. Jean Carroll. Com isso, permanece válida a decisão que determinou o pagamento de US$ 5 milhões por abuso sexual e difamação.

Além disso, os ministros mantiveram a validade de leis estaduais que permitem contabilizar votos enviados pelo correio após o dia da eleição, desde que tenham sido postados dentro do prazo legal. A decisão contraria uma das principais bandeiras de Trump desde as eleições de 2020, quando passou a questionar, sem apresentar provas, a segurança desse sistema de votação.

Com Axios e CNN

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. de O. Ribeiro

    29 de junho de 2026 7:37 pm

    Donald Trump não tem nada além de IAs e seus fiéis parceiros desonestos e incompetentes para colocar no lugar de instituições administrativas centenárias. O fim do Estado administrativo nos EUA vai apenas expandir o caos e a insatisfação popular.

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