
Um estilo jornalístico viciado e anacrônico é o principal responsável pelas dificuldades do país em trilhar novas experiências.
Em um Congresso de Secretários do Planejamento, cobrei dos secretários presentes a falta de empreendedorismo público, de novas experiências de gestão.
A resposta foi simples.
Na fase de implantação de novos projetos não há como não aparecerem problemas. Afinal, trata-se da implantação. Qualquer problema é superestimado pela mídia, utilizado para torpedear o projeto. Alguns projetos acabam morrendo no caminho por esta falta de compreensão. Depois de implantados, os projetos vitoriosos não merecem o reconhecimento.
O gestor público corre um enorme risco propondo o novo, sem nenhuma possibilidade de recompensa posterior: o reconhecimento público.
Tome-se o caso do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). Em 2009, com sua universalização, começando pela unificação dos vestibulares das universidades federais, mudou a face dos vestibulares no país, democratizando o acesso de todos os estudantes a vestibulares nas melhores faculdades.
Ontem foram completadas as provas, com 6,2 milhões de inscritos, um caso de sucesso mundial. A não ser alguns episódios isolados de cola, não houve um problema sequer relatado por uma mídia capaz de superdimensionar os menores problemas.
O ENEM tornou-se uma instituição nacional. Junto com a expansão das novas universidades públicas e privadas, mudou a cara do ensino superior. Onde estão os velhíssimos capitães de ensino, que dominavam politicamente o setor e, com suas intermináveis páginas de publicidade, exerciam um poder absurdo sobre a mídia? Onde Di Gênio e outros símbolos de um velho modelo carcomido? Foram engolfados pela modernização e pela entrada de novos grupos no mercado.
No entanto, esse enorme avanço quase foi liquidado por uma campanha implacável da mídia, onde se misturaram má fé, incompreensão e jogadas políticas de baixo nível.
Problemas de vazamento de uma prova - em uma gráfica que tem a Folha como sócia -, problemas pontuais com um ou outro simulado, afetando proporções ínfimas dos inscritos, foram superdimensionados, abriu-se todo o espaço para um procurador exibicionista, tudo com a intenção de liquidar o programa.
Não se pensou nos benefícios para o país, para os alunos, nas oportunidades que se abriam com a democratização do acesso às vagas. A ideia fixa era impedir que seu eventual sucesso pudesse ser capitalizado pelo governo que o bancou.
Logo após a notícia do vazamento da prova na gráfica Plural, em 19 de outubro de 2009, o Estadão não deixou barato: "Os problemas em cadeia gerados pelo vazamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), frustrando estudantes e desorganizando os vestibulares das universidades, são mais uma amostra do que pode ocorrer quando os interesses eleiçoeiros são postos à frente da racionalidade administrativa nos órgãos técnicos do Estado”. Se tivesse prevalecido a opinião do jornal, teria sido imediatamente interrompida a implantação do ENEM.
Houve inúmeras tentativas de atribuir a responsabilidade do vazamento ao INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas) e com isso politizar ainda mais a discussão. O jogo terminou apenas em agosto de 2011 quando um desembargador do TRF-3 ordenou a exclusão da Plural do processo, sustentando que ela não cumprira o que estava definido no edital.
Custou a Haddad a inimizade eterna da Folha.
Em nome dessa mesquinharia, grupos de mídia transformaram um Procurador da República exibicionista, Oscar Costa Filho, do Ceará, em personagem nacional.
Com os holofotes sobre ele, Costa Filho se vangloriava de ter-se tornado um especialista em melar vestibulares. “Sou fundamentalmente um professor. É até por isso que falo assim com esse tom e sempre gesticulando muito”, observava aos jornalistas que o procuravam.
O procurador constatou que o professor de um cursinho de Fortaleza - com 639 estudantes - vazou uma das provas do simulado. Com base nisso, pretendeu anular o ENEM em todo o país. O MEC (Ministério da Educação) respondeu prontamente sobre a maneira de contornar o problema sem prejudicar os demais inscritos. Mas a cobertura incessante da mídia tentava acabar com o programa.
O Procurador tornou-se celebridade instantânea, a ponto de conceder quatro entrevistas simultâneas, com um celular em cada orelha e dois telefones fixos ligados na sua mesa.
O interesse de milhões de estudantes, nada disso importava à mídia. Tratava-se agora de permitir ao Procurador se pavonear, desde que os objetivos políticos fossem atingidos.
A famas de exibicionista já o acompanhava desde 1991, quando tentou vetar um exame de avaliação dos professores do Estado pelo então governador Ciro Gomes. “Eu me lembro do Ciro me esculhambando e me chamando de exibicionista” vangloriava-se ele a repórteres. “Exibicionista, no caso, é o que desagrada quem está no poder para fazer justiça”, alardeava o pavão.
Transformado em herói por uma imprensa sem discernimento, dali por diante Costa Filho passou a atuar anualmente, valendo-se do poder de um cargo público para tentar derrubar a prova. Só parou quando a AGU (Advocacia Geral da União) ameaçou tomar providências legais contra ele.
Nos exames de ontem, o ENEM se consagra definitivamente. Foi o ponto central da cobertura da mídia, com portais montando projetos especiais para acompanhamento da prova. Nenhuma autocrítica, nenhum reconhecimento aos autores de uma política pública excepcional.
A prova de ontem chegou ao requinte de montar salas especiais com provas especiais e acompanhamento de especialistas para alunos com deficiência intelectual. Quem sabe disso? Apenas parentes e amigos de famílias beneficiadas por esse aprimoramento do ENEM.
O país está se civilizando. Mas as manchetes são aliadas da barbárie.
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Comentários
Enem
qua, 12/11/2014 - 00:11
Tão bem?
Eu me lembro bem desse
ter, 11/11/2014 - 15:37
Eu me lembro bem desse procurador tentando anular as provas do Enem. Foi um dos maiores adversários do programa. Mas graças à competência do governo federal com o então ministro Haddad à frente da batalha, foi possível a sua implantação e sucesso total. É preciso divulgar melhor o significado e a grandiosidade desse programa. E não esperemos que a mídia vendida aos interesses do capital vá fazer isso.
Perfeito
ter, 11/11/2014 - 13:21
Seu comentário ilustra com clareza o que tenho defendido. O maior problema do Brasil, ao contrário do que a maioria das pessoas acreditam, não é saúde, educação, corrupção, entre outros jargões conhecidos, e sim a mídia que distorce completamente a percepção da realidade e pauta, segundo seus interesses, o que vale é o que não vale para a sociedade. Depois considero como mais grave a falta de espírito crítico de uma grande parcela da população que são verdadeiros marionetes da mídia e reproduzem seu discurso como se fossem cultos e intelectuais.... Haja estômago.
Houve, no início, uma má
ter, 11/11/2014 - 09:36
Houve, no início, uma má vontate terrível em relação ao ENEM, grande parte oriunda das empresas de educação ( cursinhos e colégios) e apoiada por setores da justiça e MP de alguns estados.
Foi um verdadeiro bombardeio, que incluiu tentativas de fraude, vazamentos da gráfica da FSP, reportagens tendenciosas e ações na justiça.
Toda esta manobra sórdida, engrendada também com o apoio maciço da oposição e setores da mídia, naufragou e o hoje ´ENEM é uma realidade, um sucesso incontestável, tanto que universidade particulares e públicas o utilizam na seleção de alunos.
Hoje o ENEM é utilizdo para seleção no PROUNI, no ingresso das universidades, nas transferências, e nos mais diversos programas universitários.
É, como sempre, a culpa é da mídia
ter, 11/11/2014 - 07:59
Pois é, a mídia tá sempre contra o governo. Haja vista a distorção da manifestação contra o governo ocorrida na Av. Paulista quando toda a imprensa comprou a ideia de que havia sido uma manifestação pedindo a volta dos militares e não contra o PT. Havia, entre 2000 pessoas, apenas um ou dois gatos pingados com faixas pedindo a volta dos militares. Todas as demais pediam o "Fora PT", "Fora Dilma", "Fim à corrupção", etc. Imaginem se a imprensa não fosse contra o governo como o PT chora?
Os 100 noção ploriferam no blog.
sab, 22/11/2014 - 15:34
Srªs Senadoras e Srs. Senadores, a Transparência Internacional divulgou, nesta terça-feira, a classificação anual dos países mais corruptos do mundo, e a situação do Brasil, sob o império do “lulismo”, só piorou. Demóstenes Torres 08/10/2003
Coleguinha, lamento informar
qua, 12/11/2014 - 10:14
Coleguinha, lamento informar que estamos em 2014 (séc. XXI d.C.) e as fotos da manifestação foram amplamente divulgadas não só pela mídia tradicional, mas em várias redes sociais. Portanto, a imprensa tradicional divuigou porque não teve escolha, ora! Basta pesquisar no "bolivariano" Google, mas gente como você tem uma preguiiiça, né?!
Feudos
seg, 10/11/2014 - 23:41
Tudo se resume em um ato:Os FEUDOS do Brasil estão terminando,agora tem que trabalhar e ser eficiente.
Apesar da campanha da mídia,o Enem venceu - Luis Nassif
seg, 10/11/2014 - 22:24
Este artigo seria uma apresentação para se realizar o controle da mídia, impedindo a liberdade de expressão?
Pior! É uma armadilha para
seg, 10/11/2014 - 23:35
Pior! É uma armadilha para atrair paranóicos. Quando juntar uma quantidade boa, trancaremos em uma jaula e enviaremos para aulas de lavagem cerebral na Sibéria.
Boa, Nassif!!!!
ter, 11/11/2014 - 07:54
Boa, Nassif!!!!
A mudança na educação - ENEM
seg, 10/11/2014 - 21:44
olá a todos
Tenho observado o Enem desde sua implantação e com certeza a sua existência acentuou alguns pontos muito importantes:
1. Mostrou a necessidade de um olhar profundo sobre o ensino médio, posso afirmar que o ensino médio vive uma de suas piores crises, pois uma nota regular no Enem elimina a necessidade de 3 anos na escola. Isso se deve a vários fatores, desde a mudança no processo de assimilação do jovem até a facilidade de acesso ao conhecimento fora do modelo tradicional de sala de aula, as escola têm projetos pedagógicos defasados no tempo/espaço, muito pior nas públicas e um pouco menos nas particulares. O papel do novo professor não é abordado nas licenciaturas, e os que já estão no magistério do ensino médio não têm acesso ao novo mundo, com alunos e professores 2.0.
2. A indústria do vestibular dos anos 80-90 foi dizimada, as grandes (Anglo, Objetivo, Etapa, Universitário, Positivo, etc) marcas desapareceram, tentaram migrar para preparatórios do Enem, porém demoraram a aprender o que era essa nova proposta de avaliação, trocando as decorebas por contextualização, sem as velhas e surradas formulas e planilhas de estudos, o trem passou e não entraram, morreram todos, até os bem intencionados.
3. Com a adesão das federais surgiu um novo cenário muito interessante, aqueles alunos bem preparados pelas escolas de ensino médio de ponta, principalmente as dos grandes centros como São Paulo, disputam as melhores vagas em outras praças e passando, com isso indo morar fora e estudando em universidades gratuítas, conheci casos em medicina, odontologia e engenharias.
4. O Enem possibilita ao aluno carente (de acordo com seu perfil sócio-econômico) o acesso ao Prouni, abrindo a porta de entrada ao ensino gratuito em escolas privadas de primeira linha.
5. As públicas de São Paulo (USP, UNESP e UNICAMP) por uma questão política não aderiram ao Enem, poderiam ter tido a grandeza de perceber o novo momento da educação no país, porém pensam diferente e estão ainda no caminho antigo.
parabéns pelo
seg, 10/11/2014 - 22:22
parabéns pelo descernimento,,, absurdo que as de SP, não aderiram ao ENEM, mas sabe-se que é por causa de política Partidária, um asburdooo !!! democratizar o Ensino ,via Enem,Prouni, etc , foi ÓTIMOOOO....
A força do pensamento negativo do Zezinho
seg, 10/11/2014 - 21:16
CLIQUE NA IMAGEM PARA MAIS TIRINHAS!
o final é a síntese do que é
seg, 10/11/2014 - 21:05
o final é a síntese do que é a grande mídia
golpista atualmente: aliada da barbárie.
as grandes inovações não são reconhecidas,
até os burocratas temem inovar por medo de
serem escrachados por essa despudorada grande mídia.
realidade
seg, 10/11/2014 - 21:46
golpe da midia, que bobagem, peguei tres onibus para prestar o enem, isto é uma bagunça, nada é feito organizado
Isso não é só mal da mídia! É
seg, 10/11/2014 - 19:44
Isso não é só mal da mídia! É do ser humano. Quer um exemplo? As pessoas não procuram observar os acertos procura sempre os defeitos. Um prestador de serviço contratado por você. Faz uma obra na sua casa espetacular, mas se você em 1000.000 acertos perceber um pequeno defeito, uma coisa imperceptível, você reclama.
Como funciona a avaliação do Enem
seg, 10/11/2014 - 19:46
http://guiadoestudante.abril.com.br/vestibular-enem/conheca-tri-metodo-a...
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Conheça a TRI, método de avaliação do Enem capaz de descobrir 'chutes' na prova
Sistema vê se candidato assinalou uma alternativa aleatoriamente ou não
07/11/2010 14h02
Imagine que você e um amigo acertaram o mesmo número de respostas na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Estão empatados, certo? Provavelmente não. Com o método de avaliação usado no Enem, o mesmo número de acertos e erros pode significar médias finais diferentes.
O método é a chamada Teoria de Resposta ao Item (TRI). Trata-se de um sistema capaz de analisar as questões que o estudante respondeu corretamente e dar um peso específico para cada acerto. Veja como funciona:
Para o Enem, o objetivo da TRI é evitar que o candidato consiga se valer do fator sorte na hora de responder as questões. Assim reforça-se a cultura de que o importante é uma boa preparação para a prova, uma leitura calma e concentrada das questões e uma reflexão consistente na hora de respondê-las. Chute não tem lugar.
Alguns mitos sobre o TRI
MITO 1: DEIXAR RESPOSTAS EM BRANCO
Nem pense nessa possibilidade. O chute em determinada questão pode ser detectado e causar a diminuição da nota, mas vale muito mais um acerto casual do que uma resposta em branco. Resumindo, uma resposta certa sempre vale mais do que errar ou não responder, acertando no chute ou não.
MITO 2: ADIVINHAR AS PERGUNTAS MAIS DIFÍCEIS
Dissecar o Enem em busca das perguntas que garantem mais nota? Furada. Além de perder tempo valioso da prova, não é possível saber quais perguntas são realmente as difíceis.
MITO 3: A TRI VAI DEIXAR MINHA VIDA MAIS DIFÍCIL
Não pense que sua nota irá mudar radicalmente agora. O sistema não altera significativamente o ranking dos candidatos. Contribui, sim, para detalhar melhor as notas, o que pode ajudar a evitar empates ou na disputa por carreiras muito disputadas, onde cada detalhe faz diferença. Com TRI ou sem TRI, o mais preparado é quem vai melhor.
É o guia abril, que mistura
qui, 29/10/2015 - 15:42
É o guia abril, que mistura vestibular e ENEM. Essa análise-resumo, embora contenha dicas e esclarecimentos úteis, é superficial e incompleta. Não me parece producente, justo ou razoável reduzir a nota de determinado estudante-candidato que tenha tido muitos acertos em questões consideradas difíceis (pelos formuladores da prova) se o mesmo não obteve índice de acertos igual ou superior naquelas consideradas mais fáceis pelos elaboradores. A hipótese de que ele tenha 'chutado' nem pode ser considerada como tal, pois cientìficamente hipótese é o pressuposto que consideramos como verdadeiro, como ponto de partida; uma hipótese científica carece de comprovoção ou demonstração, assim como os teoremas. Mas até que se prove a falsidade dela, uma hipótese é sempre, a priori, tomada como verdadeira. Então o uso da TRI no caso mencionado nada mais é do que uma premissa (ou proposição), podendo esta ser falsa ou verdadeira. Ora, uma premissa falsa, encadeada a argumentos válidos nela baseados pode levar a uma conclusão (conseqüência), também falsa. Portanto o fato de determinado estudante-candidato ter tido alto índice de acertos em questões supostamente difíceis e índice não tão alto de acerto em outras consideradas pelos formuladores da prova (e do programa de computador que faça análises estatística baseadas na TRI) como de média ou baixa dificuldade NÃO permite concluir que o estudante-candidato tenha marcado aleatòriamente uma resposta, ou 'chutado'.
Pelo fato de um evento estatístico ser pouco provável, isso não significa que ele não possa ocorrer. No texto há um erro conceitual ao considerar como improvável o fato de um estudante-candidato acertar questões difíceis e errar as mais fáceis. Como a própria etimologia da palavra sugere, improvável é aquele fato ou evento que não se pode provar ou que não tem probabilidade de ocorrer. Nenhuma dessas negações se aplica ao evento que estamos analisando. Um evento com baixa probabilidade/possibilidade de ocorrer ou que seja difícil de provar/demonstrar deve ser considerado como pouco provável.
Essa pretensa omnisciência de um programa de computador que faça análises estatísticas baseadas na TRI (ou dos criadores desse programa), o(s) qual(is) seria(m) capaz(es) de predizer que o estudante 'chutou' respostas não passa de uma esnobe e incontida arrogância.
Por fim o tópico intitulado Mito 3 é concluído com uma frase mal escrita e sem qualquer nexo.
ENEM
ter, 11/11/2014 - 00:46
Muito engenhoso, mas se quiser evitar o chute é só fazer prova escrita. Aliás, é um absurdo selecionar os candidatos apenas mediante prova de múltipla escolha. O tal de TRI parece ser uma estratégia de marketing para enganar incautos, tentando fazer parecer que acharam uma fórmula mágica. Múltipla escolha deveria ser apenas e tão somente uma peneira para eliminar os menos preparados, sem pegadinhas e questões subjetivas. A prova que avalia de verdade é a escrita, mas infelizmente o ENEM não possui tal prova.
Tá louco? Corrigir 6 milhões
ter, 11/11/2014 - 15:13
Tá louco? Corrigir 6 milhões de provas escritas com 90 questões cada uma?
Sem noção total...
Viver é afinar um instrumento...
Não foi esse o entendimento
sex, 30/10/2015 - 15:50
Não foi esse o entendimento que percebi na observação do Luiz Barros. Pelo que pude perceber, ele sugere que o exame constasse de duas fases, a primeira com provas de múltipla escolha e a segunda fase composta por prova de questões abertas, em que do candidato se exigiria desenvolvimento do raciocínio, demonstração matemática, argumentação dissertativa, etc. Aliás, alguns vestibulares das melhores universidades públicas (como UFMG e UNICAMP) eram compostos por duas fases ou etapas, nos moldes que citei.
A aplicação do ENEM em duas etapas certamente seria muito mais complexa e custosa. Mas os organizadores sabem como proceder. Numa segunda fase o universo de candidatos é bem menor (depende de qual percentual dos participantes da primeira sejam aprovadas para essa segunda fase). Portanto não seriam milhões de provas a corrigir, mas algumas centelhas de milhares. O desafio de corrigir centenas de milhares de provas seria grande, mas não impossível de se realizar em três meses de trabalho. Não percebi má-fé na observação do Luiz Barros.
Tá louco? Corrigir 6 milhões
ter, 11/11/2014 - 15:13
Tá louco? Corrigir 6 milhões de provas escritas com 90 questões cada uma?
Sem noção total...
Viver é afinar um instrumento...
Claro que há prova escrita no
ter, 11/11/2014 - 10:41
Claro que há prova escrita no Enem. Está desinformado ou é má-fé mesmo?
So falta agora ter várias proas por ano
seg, 10/11/2014 - 19:31
pra ficar melhor em breve terá mais de uma prova por ano, ficando mais perto do modelo americano.
isto vai facilitar em muito as aplicacoes das provas, pois diminue a logistica e o imenso trabalho de organizar as provas como é feito hoje.
seria bom se no ano que vem ja tivesse pelo menos uma prova por semestre.
O ENEM é apenas um exemplo
seg, 10/11/2014 - 19:28
Quanto a gente afirma que a velha e carcomida imprensa brasileira é e sempre foi contra os interesses do país, sempre foi golpista seus soldadinhos logo vêm defender os patrões mandantes e xingar os petistas e admiradores de truculentos, radicais e petralhas de uma figa.
Essa mesma imprensa que definha insiste em não reconhecer que cada vez mais está deixando de praticar jornalismo para se embrenhar no "quanto pior melhor".
E ainda quer ser remunerada pelo lixo que fabrica.
Nassif e colegas, ainda há a qualidade das questões das provas
seg, 10/11/2014 - 19:20
Qualidade cultural (musical) das questões do Enem. Entre as de ontem, por exemplo, havia várias sobre música: samba, sertanejo, Bob Dylan (na prova de inglês), e uma que tratava dos bailes black ao hip-hop. Aliás, já no Enem de 2009 havia essa questão de múltipla escolha aqui, cuja resposta certa é "chorinho"...
http://educacao.globo.com/provas/enem-2009/questoes/94.html
Vale a pena reler
seg, 10/11/2014 - 18:57
O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://www.estadao.com.br/noticias/geral,paulo-renato-desaprova-mudancas-no-enem,3550Paulo Renato desaprova mudanças no ENEM. http://www.estadao.com.br/noticias/geral,paulo-renato-desaprova-mudancas-no-enem,355011
A mídia só vê falhas em
seg, 10/11/2014 - 18:39
A mídia só vê falhas em projetos petistas, já com tucanos ela é míope por conveniência, aliás, sampa que o diga, falharam no planejamento, na falta de investimentos no setor hídrico e a velha mídia coloca todo o desmando nas costas de São Pedro. "Viva" os papagaios de mídia que nela acreditam, né!
ENEM
seg, 10/11/2014 - 17:20
A globo já se desculpou por ter apoiado o golpe de 64, logo logo vão ter que se desculpar desta tambem: e não só a globo, a veja, folha de são paulo e outros. Nem merecem ser escritas com letra maiúscula.
ENEN
seg, 10/11/2014 - 17:18
Que bom ler isso.Parabens, pela coragem de escrever.
Mário Zunino
Enem.
seg, 10/11/2014 - 16:57
Para começar, meus cumprimentos pela escolha deste tema pela sua importância. Assistimos no Brasil enorme campanha de negação dos nossos valores. Educação tem sido tema de confronto político e de visões antagônicas tipo direita e esquerda. Educação foi tratada como prioridade por quase todos últimos candidatos a cargos eletivos. É inegável que educação é um valor nacional. Apesar de, ou por ser valor implica em tantos interesses conflitantes. Há quem pretenda reserva de mercado para aptidões que resultam de boa educação, há quem mercantiliza a educação, há quem pretenda a universalição do ensino, há quem entenda como dever de estado ou que limite tal dever somente ao ensino básico. Há oportunistas que falam em "tudo pela educação" e se colocam contra todas políticas de estado voltadas para educação Aí vamos encontrar quem jogue para a torcida, mas contra a educação. Se universalizada, não tem qualidade.Se prioriza a qualidade, faz a exclusão dos mais carentes ou desprestígio a mertocracia. E por este caminho a discução do importante se perde e ganham os oportunistas. O Brasil mostra hoje ao mundo o quanto evoluimos e o valor de nossa juventude que procura na educação a sua evolução, Como existentente mundo afora, exame de avaliação do ensino, foi criado o Enem. Ficou relevante e um grande diferencial na educação quando o estado brasileiro substituiu as provas vestibulares, portões de ingresso seletivo para carreiras universitárias, pelo Enem. Aì veio o questionamento e a depreciação midiática da prova. Tal como" não vai ter copa ",, temos o Enem com 8,7 milhoes de inscritos, executado em âmbito nacional para acesso a todas boas escolas brasileiras. Isto melhora a educação entre nós, aliada a políticas de compensação sócio-racial melhora nossa democracia .Louvor ao Brasil pelo Enem e sua juventude!
Parabéns Luiz Nassif pelo
seg, 10/11/2014 - 16:34
Parabéns Luiz Nassif pelo excelente artigo. Falou tudo!
Todas as tentativas e
seg, 10/11/2014 - 16:05
Todas as tentativas e sabotagens para destruir o ENEM capitaneadas pela Folha, Estadão, O Globo, Veja e TV Globo mostram o nivel absolutamente irresponsável e criminoso do baronato midiático brasileiro.
Combatendo a hipocrisia nacional que alimenta o fascismo.
Enquanto isso, em SP...
seg, 10/11/2014 - 15:50
Os "velhíssimos capitães de ensino" ainda campeiam em São Paulo, onde o ENEM ainda não é aceito e ainda existem os vestibulares das estaduais paulistas. Cursinhos ainda são um negócio lucrativo por aqui.
A mão da competência...
seg, 10/11/2014 - 15:42
O ENEM se consagra definitivamente... E com ele, também se vislumbra o melhor político, o mais inteligente e o mais honrado! Desde essa época já apontaram suas armas contra Haddad! Perceberam a grandeza de Haddad. E agora, tentam desconstruí-lo numa atitude criminosa! Preparemo-nos para brigar por Haddad ! Estão inconformados com sua vitoriosa gestão e estão chegando a uma extrema e perigosa atitude! Viva Haddad!
E NEM
seg, 10/11/2014 - 15:39
E NEM que quando se formarem não saberem nada, isso é bom para quem...... pobre Brasil.....
"Saberão", e não é verdade.
seg, 10/11/2014 - 19:47
"Saberão", e não é verdade. Seu erro indica que talvez na sua época sim a educação formou gente que nada sabe.
Estou cansado de ver este
seg, 10/11/2014 - 14:55
Estou cansado de ver este cenário: toda discussão vira um debate PT-PSDB. Já deu. Ambos são fanáticos. É claro que o ENEM tem seus méritos, mas deve ser aperfeiçoado, como toda e qualquer política pública. Por exemplo, é absurdo que o ingresso no curso superior ocorra apenas mediante o resultado em provas de múltipla escolha.
Sua crítica não procede
seg, 10/11/2014 - 19:40
A Fuvest, que dá acesso aos mais importantes cursos públicos do pais é uma prova de múltipla escolha tradicional, como a que os professores aplicam na escola. Ou seja, avalia conhecimento curricular e a nota, embora ponderada, corresponde matematicamente ao nº de acertos
O Enem é completamente diferente.
É uma prova de avaliações de competências cognitivas - e não de conhecimento curricular. Mede a capacidade de raciocínio do aluno e não sua capacidade de memorização. Por isso, os meninos saem tão cansados da prova. Além disso, a prova é baseada na Teoria de Resposta o Item, que desconsidera os chutes do aluno.
[ É claro que o ENEM tem
seg, 10/11/2014 - 18:16
[ É claro que o ENEM tem seus méritos, mas deve ser aperfeiçoado, como toda e qualquer política pública.] Eis mais um exemplo, da artes petista. Desde da ditadura que tentavam fazer vestibular nacional, mas foi o petismo negociando de forma amigável com todas as federais quem consegui. E conseguiu logo o maior possível da terra, o mais perfeito e mais importante de toda história, portanto, crítica e qualquer quetionamente é coisa de satrápia, anti povo, anti ....,
Troll do trocadilho sem graça:
seg, 10/11/2014 - 19:27
Sim, Enem é um sucesso para os 6,2 milhões de jovens com chance de acessar conhecimento superior, antes só disponível a uns poucos privilegiados.
Em termos técnicos, isso significa cumprir a Constituição, Art. 3º: "I - construir uma sociedade livre, justa e solidária" e "III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais".
Em termos mais, digamos, coloquiais, o Enem, para os jovens pobres, significa "colocar o pé na porta", impedindo-a de fechar.
E o que você propõe, prezado
seg, 10/11/2014 - 16:16
E o que você propõe, prezado Luís Barros?
Eu também, enquanto professor de uma universidade federal, também sou contra, porque entendo que não deveríamos nunca abrir mão das provas abertas, onde não é possível o fator SORTE selarem o destino de um candidato.
Mas sobrevive-se com o modelo que aí está, entendendo que sim, ele precisa ser aperfeiçoado.
Se esse modelo de avaliação é ruim, imagine o de muitas faculdades particulares que possuem um "vestibular agendado" ou ainda a entrada via "análise de currículo". Me ajuda aí né?
saudações
Edson
Múltipla escolha
seg, 10/11/2014 - 16:10
A começar que há a redação, que sabemos bem é discursiva. Assim, já não se deve falar em SOMENTE múltipla escolha. Quanto às demais provas, haveria viabilidade temporarl e orçamentária, hoje, para se corrigirem 7 milhões de provas discursivas de todas as disciplinas? Acredito que tudo isso deva ser analisado, pois não nos agrega em nada criar uma situação ideal, mas utópica, inviável sob os mais diversos aspectos.
Paulo Moreira, Veja o
sex, 30/10/2015 - 16:27
Paulo Moreira,
Veja o subcomentário que fiz, acerca de outro comentário do Luís Barros (lá eu grafei o nome dele com "Z", mas é com "S" que ele assina as mensagens dele). Se composto de duas fases, a segunda com provas abertas, não seriam milhões de provas a corrigir, mas centenas de milhares. Seria mais complexa e custosa a aplicação do ENEM? Certamente, mas em três meses a equipe organizadora teria condições de realizar esse trabalho.
As observações que fiz significam que eu concorde com o Luís Barros? Não. Se faço minhas ponderações é porque devemos prestar atenção às opiniões diversas das nossas, quando elas forem razoáveis e forem apresentadas com argumentação válida.
Prestei vestibular (e fui estudante de graduação) na UFMG. Quando fiz o concurso, não havia uma prova específica de redação; o concurso vestibular era composto de duas etapas e, em todas as disciplinas, as provas da segunda etapa eram abertas. Candidatos a qualquer dos cursos oferecidos pela universidade faziam prova de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, nas duas fases; na segunda fase o estudante-candidato respondia a várias questões, de forma discursiva. Cada resposta era uma pequena redação. Era um sistema que considero, até hoje, sofisticadíssimo. O estudante-candidato era avaliado de forma integral e integrada, em cada uma das pequenas redações com que devia responder às questões propostas.
A propositura de apenas uma redação, mais extensa, permitindo desenvolvimento de idéias e raciocínios e construção argumentativa tem vantagens e desvantagens, quando comparada ao sistema que decrevi anteriormente. O sistema que pede ao estudante-candidato que responda às questões por meio de pequenas redações exige dele a capacidade de síntese, além do domínio das técnicas básicas de redação (coerência, coesão, adequação vocabular, argumentação, respeito ao tema, correção gramatical e ortográfica, etc.); já o sistema que propõe apenas um tema sobre o qual o estudante-candidato deva redigir uma mais extensa dissertação exige dele a capacidade de análise, além daquelas técnicas básicas que já mencionei.
Portanto, cada um dos tipos de prova visa avaliar capacidades diferentes do estudante-candidato. Não ficarei surpreso se, num futuro próximo, for adotado para o ENEM o sistema que pede ao estudante-candidato a elaboração não de uma extensa, mas de algumas pequenas redações. A equipe do INEP, hoje, prefere o sistema de redação única. Mas essa equipe pode ser alterada ou pode vir a optar pelo sistema de algumas pequenas redações.
Note que não faço juízos de valor sobre os sistemas, apontando um como melhor ou mais adequado. O que acabei de mostrar é que cada um deles tem um propósito e foca a avaliação em determinada capacidade do estudante-candidato.
Como então?
seg, 10/11/2014 - 15:55
Luiz, posso até concordar com você, mas tem vários pontos que gostaria de colocar:
- O que são vestibulares, senão provas de múltipla escolha? Portanto qual é a diferença conceitual entre um vestibular, que existe há décadas no Brasil, e o ENEM? A diferença é que no primeiro caso, a prova dá acesso a uma única instituição, enquanto que no segundo todas as universidades federais aceitam o resultado da mesma prova.
- Infelizmente o nível das escolas no país é tão desigual que o histórico escolar não é garantia nenhuma de que o aluno estará capacitado para entrar ou acompanhar uma faculdade.
- A França tem uma prova nacional, chamada Baccalauréat, cujos resultados dão acesso ao ensino superior. O conceito é muito parecido com o ENEM, ou seja, o ENEM não é uma jabuticaba.
- Existem países onde não há prova admissional: entra quem assim deseja e a seleção é feita ao longo dos primeiros anos, com taxas de reprovação altíssimas. Isso pode ser viável num país do tamanho da Bélgica (onde me formei), com população de 12 milhões de habitantes e proporção de jovens bem menor do que aqui, além de ter uma oferta de faculdades públicas ou gratuitas infinitamente maior. Como você pretende fazer quando os candidatos são muitos, as vagas poucas e alguma seleção precisa ser feita?
Qu existem pontos de melhoria, isso é óbvio e tem que ser mencionado. Porém vejo como um grande avanço a criação de um exame nacional unificado que funciona muito bem, apesar de todas as dificuldades logísticas que isso representa num país com o tamanho e a população do Brasil.
Excelente análise. E destaco
seg, 10/11/2014 - 14:36
Excelente análise. E destaco dois pontos:
1. Exatamente pelo formidável alcance e capilaridade do ENEM que os grupos de mídia (que não são bobos nem nada) perceberam o quanto ele renderia de aumento de popularidade dos governos do PT e trataram de avacalhar por todos os meios possíveis.
2. O elemento "preconceito" deve ser sempre levado em conta nestas análises, pois estas eleições deixaram claro que uma parte do Brasil não quer saber das classes sociais mais baixas invadirem "seu espaço".
Agora, vem cá: contratar o grupo Folha para imprimir a prova foi de uma inocência gigantesca, né não?
Viver é afinar um instrumento...
171
seg, 10/11/2014 - 14:02
171 é pouco.
Dificilmente uma ação do
seg, 10/11/2014 - 13:45
Dificilmente uma ação do governo que seja boa para a maioria da população e fira interesses de corporações privadas não será alvo de crítica maliciosa do PIG.
Por isso, é urgente acabar com o Bolsa PIG.
Ler e não concordar
seg, 10/11/2014 - 13:15
Li seu artigo e não concordo, que tal praticar o mesmo exercício democrático, só quero lembrar que SP é grande por causa de sua divercidade e uma imprensa livre, nunca serei a favor de fechar revistas como veja ou carta capital, eu vou ler as duas e tirar minha concrusão, que tal analisar os indesses e criticar los em vez de justificar os erros ou precisa voce uma pessoa com essa capacidade precisar de mais 4 anos para concruir como estamos. Nos ultimos anos não tenho partido e sim pessoas capacitadas e a favor do meu pais, estado e cidade.
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