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Arábia Saudita: princesas em gaiola dourada

De Retrato do Brasil

Jornalista libanesa conta a história de quatro filhas do rei Abdullah, da Arábia Saudita, que vivem reclusas no palácio real

Armando Sartori

O diário O Globo publicou nesta terça-feira um resumo de relato produzido pela jornalista libanesa Hala Jaber a respeito da situação vivida por quatro mulheres da família real saudita. As princesas Sahar, de 42 anos, e Jawaher, de 38 anos, são duas das quatro filhas de Anoud Alfayez, de 57 anos, a segunda esposa do rei Abdullah, de 87 anos. Ela casou-se duas vezes com Abdullah, quando este ainda não ocupava o trono: a primeira, nos anos 1970 (quando tinha 15 anos); e a segunda, em 1981. Nesse meio tempo, Anoud foi informada pelo marido de que eles deveriam se divorciar. Em 1984, ocorreu a separação definitiva.

Hala contatou as duas irmãs pelo Facebook e, contanto com a ajuda de Anoud – que vive em Londres –, publicou suas histórias no Sunday Times, o mais vendido jornal dominical britânico. Na reportagem, Sahar e Jawaher dizem que elas e as irmãs Maha, de 41 anos, e Hala, de 39 anos, vivem reclusas em instalações dentro do palácio real, de onde saem de vez em quando com permissão de algum familiar, mas sempre acompanhadas de um aparato.

Segundo Hala, durante a juventude as princesas estudaram e viajavam duas vezes ao ano para passar férias com a mãe. Em dado momento, no entanto, a situação se alterou e as mulheres passaram a sentir-se cada vez mais reclusas – uma delas, foi obrigada a deixar o emprego num banco porque o rei não achava adequado que um de seus 38 filhos trabalhasse.

Na Arábia Saudita, de forma geral as mulheres são submetidas a regras tradicionais, que exigem que elas tenham um guardião, isto é, uma pessoa do sexo masculino, geralmente o pai ou irmão, a quem devem pedir permissão para viajar e casar, entre outras atividades.

Para saber mais sobre a situação dessas mulheres, leia Elas querem a direção, artigo publicado em Retrato do Brasil, edição 49, de agosto de 2011:

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