O ódio, o antipetismo e o caráter
Como diria o poeta, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
Ao fim da votação, tentei analisar, no último post, a tendência de acirramento no discurso tanto de eleitores petistas quanto de tucanos nesta segunda fase da eleição. Escrevi, e mantenho, que o esforço para dividir o “campo inimigo” entre petralhas e tucanalhas era parte de uma politização de arquibancada, redutora do espaço para o diálogo e da assimilação do contraditório. Este era (é) um ponto.
Não significa que os projetos se equivalem ou que as ofensas sejam distribuídas de maneira equitativa. Apenas que, quando se manifestam, criam o campo propício para o ódio recíproco. E eliminam qualquer exame de consciência ou autocrítica, mutilados durante os picos de polarização.
Um dos elementos deste acirramento, de fato, tem como origem o antipetismo, um fenômeno tão difuso quanto complexo. Da mesma forma como existem muitos PTs dentro do PT, de Olívio Dutra a Cândido Vacarezza, de Eduardo Suplicy a Agnelo Queiroz, existem muitos antipetismos dentro do antipetismo. Erra quem pensa que ele é apenas um fenômeno de uma elite egoísta e incapaz de aceitar a ascensão, no país, de grupos historicamente marginalizados. É também, mas não só. Se o fosse, não haveria explicação, por exemplo, para o discurso anti-PT que se assentou em representantes das classes populares. Há banqueiros que rejeitam o PT, mas há também motoboys, faxineiros, taxistas e porteiros. E isso só mostra que a questão é mais complexa do que apenas o abismo histórico entre as classes.
A reação difundida, e aparentemente reforçada em 2014, é explicada, em parte, pelo esgotamento do atual modelo de desenvolvimento e pelo alegado cansado em relação aos episódios de corrupção envolvendo o atual governo.
Em condições normais, quando os ventos da economia não são tão favoráveis, o apelo por mudanças passa a ser replicado e direcionado à figura do grupo no poder. Entre 1998 e 2002, quando a economia patinava, Fernando Henrique Cardoso também encarnava os males do país. Era o culpado tanto pela política macroeconômica quanto pela gripe, pelo calor, pelos calos, cravos e espinhas dos eleitores. Com uma diferença: a grita era contra ele, figura pública, e não contra o PSDB, seu partido. Da mesma forma havia o anti-malufismo, e não o anti-PPB (hoje PP), o anti-brizolismo, e não o anti-PDT, o anti-carlismo, e não o anti-PFL (hoje DEM).
Com o PT é diferente: com a exceção, talvez, de Lula, o apoio ou ojeriza ao partido vem sempre antes de seus representantes. Por quê? Porque é o partido mais conhecido, mais organizado, mais falado e, ainda hoje, mais temido por sua capacidade de mobilização popular, ainda que menor em relação a outros tempos.
Parte dessa dimensão é explicada pela própria origem da legenda. Surgido do anseio de movimentos populares no fim da ditadura, o PT se distingue por ter tomado impulso nas comunidades eclesiais de base, nos sindicatos e nas universidades, e não em fragmentos de bolo mal repartido dentro da própria burocracia do Estado (o PSDB é uma facção do PMDB; o PSD, uma facção do DEM; o PDT, do antigo PTB, e por aí vai).
No PT, a imagem do partido é mais forte que as suas lideranças. Estas batem no peito para defender a bandeira. Usam broches com a estrela. Vestem vermelho. Irritam e são irritados, sobretudo com a má vontade da cobertura midiática. E transformam o PT em um partido mais exposto que os demais. Mais exposto, mais falado, mais admirado. E mais odiado, esteja ou não no poder.
Nas rodas de conversa, é comum ouvir eleitores dizendo que jamais votariam, ou que não novamente no PT, após alguma administração considerada desastrosa em sua cidade ou estado. Entretanto, quando a administração desastrosa é conduzida por alguma liderança de outro partido, a crítica se restringe à liderança – muitos nem sequer associam a bronca ao partido. Não se ouve “PMDB nunca mais” ou “Fora PTB”. A grita anti-PSDB existe, mas não está na boca do povo: restringe-se à militância de esquerda.
A força do PT, portanto, é também seu ponto fraco à medida que a população atravessa períodos de desencanto e desânimo com o próprio sistema político. Para quem não gosta de política, o PT é hoje “A” política. A política em sentido pejorativo.
Em ano de eleição, a sigla se torna um alvo preferencial não apenas de quem acompanha o noticiário político e fundamenta seu voto como um contraponto, por exemplo, ao papel do Estado como indutor da economia e da redução das desigualdades, um papel hoje defendido com mais ênfase pelos governos petistas do que por outras bandeiras – para estas, Estado forte se resume a loteamento e a inchaço da máquina pública, o que nem sempre é mentira. Mas o PT não é alvo só de liberais. É alvo também de quem se afasta do debate sob a fumaça da ojeriza à política, aos políticos e a tudo o que vem de Brasília. Os que se dizem desestimulados com a política e passam quatro anos dizendo que todos os políticos são sempre iguais são, muitas vezes, os mesmos que fazem campanha contra o PT em ano eleitoral. Muitos, sem saber exatamente o porquê, reforçam o coro apenas juntando cacos do que ouve aqui e ali sobre “velha política”, “roubalheira”, “quadrilha”.
O que não significa, repito, que a rejeição não tenha fundamento. Mas, como é o partido mais conhecido, mais amado e mais odiado, qualquer erro estratégico ganha dimensão significativa sobre o debate político. Quando os erros se repetem, a gritaria sai do controle. Basta lembrar, por exemplo, que a candidata à reeleição afirmou mais de uma vez que o histórico de seu governo era seu melhor plano de governo, até agora pouco detalhado. Em tempos de acirramento, a autoconfiança pode ser interpretada como mero descompromisso. Ou arrogância. O eleitor, portanto, tem o direito de rejeitá-la, sem necessariamente ser representante da elite ou da vassalagem à elite. (Vale lembrar que, dentro do antipetismo existem, inclusive, ex-petistas. Uma delas por pouco não foi para o segundo turno).
Dito isso, volto ao enunciado inicial: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Uma coisa é o diálogo inviável que a polarização PT x PSDB produziu desde meados dos anos 1990. Outra é a lógica do antipetismo, que ainda precisa ser estudada a fundo.
Outra, muito outra, é a manifestação de ódio produzida, mais uma vez, diante do resultado das urnas. Como já havia acontecido em 2010, o mapa da votação que mostra apoio maciço ao partido no Norte e no Nordeste virou motivo para certos eleitores tirarem do armário o que guardam de pior nos outros dias do ano. Uns retiram o próprio egoísmo e, enclausurados em regiões mais abonadas, passam a defender um estranho pacto social que flutua entre a demofobia e o separatismo: “os pobres que se lasquem”. É o primeiro passo para achincalhar os moradores do Nordeste e os beneficiários de programas sociais, como se estes fossem seres autômatos incapazes de dissociar o voto da suposta migalha.
Nesses casos, a manifestação não é resultado apenas antipetismo ou do atavismo político. É resultado da presunção. E essa é antes uma questão de caráter do que de opinião política.
https://br.noticias.yahoo.com/blogs/matheus-pichonelli/o-odio-o-antipetismo-e-o-carater-125512347.html#more-id
Fábio de Oliveira Ribeiro
9 de outubro de 2014 9:56 amA coisa é mais simples. O
A coisa é mais simples. O anti-petismo é um produto do jornalismo. Os jornalistas tucanos querem a naturalização política do abismo entre ricos e pobres. Eles adoram Califas. Um Califado manteria suas cabeças?
Carlos Elísio
9 de outubro de 2014 11:16 amAnti-petismo
Pois é Fabio, eu concordo com voce. Porém o que me intriga não é que seja possível a qualquer jornalista, ou jornal ou revista, assumir um lado político, é democrático. O que me deixa em dúvida é que no Brasil, grupos como Globo ou Abril não assumem suas tendências baseados numa escolha que acreditam seja melhor para o povo, mas sim melhor para seus interesses financeiros ou em manter suas famílias mais e mais ricas. Estes grupos liberam boatos em suas primeiras páginas (acusação sem prova é boato) e, aí vem toda minha estranheza: ninguem tem o direito de resposta, pois as solicitações tramitam até o supremo e o sorteio para deferir este direito contempla no mesmo magistrado que sempre rejeita o direito de resposta.
Carlos Elísio
9 de outubro de 2014 11:16 amAnti-petismo
Pois é Fabio, eu concordo com voce. Porém o que me intriga não é que seja possível a qualquer jornalista, ou jornal ou revista, assumir um lado político, é democrático. O que me deixa em dúvida é que no Brasil, grupos como Globo ou Abril não assumem suas tendências baseados numa escolha que acreditam seja melhor para o povo, mas sim melhor para seus interesses financeiros ou em manter suas famílias mais e mais ricas. Estes grupos liberam boatos em suas primeiras páginas (acusação sem prova é boato) e, aí vem toda minha estranheza: ninguem tem o direito de resposta, pois as solicitações tramitam até o supremo e o sorteio para deferir este direito contempla no mesmo magistrado que sempre rejeita o direito de resposta.
naldo
9 de outubro de 2014 11:47 amRealmente não precisa ir
Realmente não precisa ir muito longe para explicar essa sanha antipetista, ela foi construida ao longo dos anos pela imprensa com a ajuda de muitos orgãos governamentais, ou qual o proposito daquela ação de jogar dirceu e genoino para lá e para cá em pleno feriado? Outra estraté gia foi e assim ainda é de transformar noticias boas em ruins como no caso do sardenberg no bom dia brasil ao comentar que o pib de 9% parecia ser uma noticia boa “mas não era”, esconder os malfeitos dos politicos amigos se tornou um descaramento, não tem vergonha nenhuma disso, a grande culpa é da imprensa e do PT pela falta de coragem de anunciar a midia patronal como inimiga dop partido e do povo brasileiro.
guilherme souto
9 de outubro de 2014 10:32 amAnti-petismo
Penso que anti-petismo não seja apenas fruto de campanha de mídia, já que existem vários, eu meno conheço muitos, ex-petistas que componhem esse universo. Sabe daquelas coisas que Freud – talvez – explique? Essas pessoas das quais eu digo, eram pessoas que iam fazer passeatas, tremular bandeiras, e tal; elas, parecem-me, tem uma raiva de terem sido feitas de idiota com a história do mensalão. Muitos até entendem que foi caixa 2, mas não aceitam que o partido não tenha feito a crítica internamente – critica que avalizo – para assim eles terem uma satisfação – talvez para uma satisfação a seus egos feridos? Lamentavel, mas se se repetir isso a nível Brasil, o pt já era como governo federal.
Assis Ribeiro
9 de outubro de 2014 10:34 amO antipetismo existe desde a criação do partido
como o contraponto estruturado às elites
O Brasil não saiu da casa grande e senzala
O PT errou a aderir ao pragmatismo e deixou de pontuar as diferenças ideológicas
A mídia acirrou o antipetismo e foi vencedora desse embate
Politicas públicas para melhoria da cidadania foram rotuladas e aceitas como meramente assistencialista e eleitoreira
Políticas de combate à corrupção escondidas e colocação de tarja exclusiva de corrupção no PT
O Brasil não sabe a diferença do que propõe o plano de governo do PSDB e do PT
O PT não conseguiu solidificar a noção da cidadania como instrumento coletivo de melhoria de vida da população e perdeu esse discurso para a individualidade proposta pelo neoliberalismo
alexis
9 de outubro de 2014 11:09 amExcelente análise
Faltou ação política!
Prefiro hoje perder de vermelho e lutando (reforma política, democratização da mídia, etc.), deixando um partido orgulhoso para 2018, que puxar saco de eleitor e do PIG, sendo “tutelado” e suportado por mais quatro anos de desgaste, com congresso conservador, dessangrando, para acabar de vez.
Já fizemos a “Carta aos Brasileiros”, dando a nossa quota de bom mocismo e, embora demonstrando mais capacidade que os tucanos, os poderes ocultos querem nos dobrar a cada 4 anos.
DanielQuireza
9 de outubro de 2014 11:52 amE voce acha que a toda a
E voce acha que a toda a mídia não ficará ao lado de Aécio para que ele se reeleja em 2018 ?
alexis
9 de outubro de 2014 12:25 pmVai continuar igual
Naturalmente o PIG sempre teve lado. Mas, como você mesmo diz, vamos procurar o que depende de nós fazer.
Luis Sifer
9 de outubro de 2014 2:13 pmO PT não conseguiu
O PT não conseguiu solidificar a noção da cidadania como instrumento coletivo de melhoria de vida da população e perdeu esse discurso para a individualidade proposta pelo neoliberalismo
Acho que você foi perfeito aqui. E que nesse ponto reside o principal fator pelo qual o PT ficou vulnerável nessas eleições.
Diria que como exemplo podemos comparar dois programas de governos que tem a mesma finalidade, mas foram implantados um sob a ótica da cidadania, da participação popular e outro sob a ótica do mercado.
Trata-se do Mission Vivienda da Venezuela e do Minha Casa, Minha Vida no Brasil.
Quem analisar os dois programas que no fundo tem o mesmo objetivo, prover de moradia a população, descobrirá porque na Venezuela, pode ter imprensa contra, mega-manifestações financiadas pelos interesses capitalistas e tudo mais que houver que a confiança no projeto ficará imune.
Uma coisa é organizar uma comunidade, auxiliar na escolha do terreno, o governo comprar e financiar o terreno, o governo prover e financiar a mão-de-obra e os materiais e outra, bem diferente, é um governo despejar dinheiro no crédito imobiliário e mandar o povo procurar casa, submetendo-se aos humores da especulação imobiliária.
Aline C Pavia
9 de outubro de 2014 10:43 amDesabafo e despedida
A eleição está perdida, por omissão do partido, erro de estratégia de Lula e incompetência de Dilma.
Desisti da militância virtual ontem e sinceramente estou querendo que a “maioria” da população se dane.
Que Aécio seja eleito e todos os seus eleitores sejam os primeiros a ficarem sem emprego, falidos, sem água, sem escola, devolvendo apês e carros para o banco credor e testemunhando a guerra civil que se instalará neste país.
E se isso se concretizar podem ter certeza que farão de tudo para Lula não voltar em 2018. Inclusive tirá-lo do circuito. Presidentes foram depostos e assassinados e aviões foram derrubados por muito menos do que 15 trilhões de dólares de pré-sal.
Não sei quando retorno a visitar o blog, se é que retorno. Que Deus nos ajude.
DanielQuireza
9 de outubro de 2014 1:02 pmE advinha se a culpa disso
E advinha se a culpa disso tudo não será do PT, de Lula e de Dilma.
Fernando Lopes
9 de outubro de 2014 1:51 pmPorque você se preocupa com o culpado??
Cara você é reacionário demais! Para você é ficar na janela apontando as pessoas você é culpado, você é culpado daquilo etc..
Se você quer votar no Aécio e fuder sua vida e vida do país vai e faz ! Fica nesta ladainha de cumadre : a culpa é de Pt, a culpa é PT,… Que saco!!
Sérgio T.
9 de outubro de 2014 2:31 pmCalma…
Aline, não estou lhe conhecendo… Quanto papo furado!
Resolvi lhe dedicar um texto:
Eu comecei a trabalhar e virar um cidadão político econômico no governo Geisel. Depois vieram Figueiredo, Tancredo por alguns dias, Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula e agora Dilma.
Então intuo e digo algumas coisas…
A política é importante, mas ela não sintetiza nossa sociedade, nem nossas vidas individuais. Se um rei da Idade Média não tinha como impedir a dinâmica da vida popular, não será um presidente que terá esse poder.
O Brasil (e os brasileiros) pode piorar ou melhorar com um presidente específico, mas hoje a maioria das instituições públicas, associações, organizações sociais civis ou estatais, os milhares de empresas, que necessitam de um ambiente econômico minimamente estável para sobreviver, etc., estão firmemente fincadas em nosso tecido socio econômico, ou seja, os nossos “controles sociais” expulsarão qualquer um que chegue muito perto de certos “abismos”. Sobrevivemos na ditadura, na captura de todo nosso dinheiro pelo Collor, na mega desvalorização do FHC, entre outros fatos.
Trocando em miúdos, ainda somos um país em formação, mas não somos desagregados como os países africanos, possuímos um país razoavelmente homogêneo em cultura, economia e sistema político. Então não acredito que haverá guerra civil nenhuma como alguns de ambos os lados apregoam. Enquanto houverem instituições fortes, liberdade individual e democracia (que não são a mesma coisa), sobreviveremos…
Se o Aécio for vencedor, lutaremos na oposição, se Dilma for a vencedora, lutaremos na situação. Ou alguém acha que Dilma é a última bolacha do pacote? Voto no PT por causa do pouco da ideologia social democrata restante na forma de governar do partido, pois pessoalmente estou longe de gostar da “gerentona”, muito pelo contrário. E o PT também já foi bem melhor, menos “eleitoreiro”, andou abusando demais de um “pragmatismo para governar”, que em muitos momentos me pareceu exagerado, para não dizer algo mais contundente.
Em minha vida observei pessoas que admiro e reconheço como exemplos de vida, mas nunca tive ídolos e jamais pratico tietagem, seja com políticos, seja com artistas, seja com gurus “científicos”, seja com “santos espirituais” (sabe, tipo Chico Xavier, Dalai Lama, ou São Francisco de Assis), pois sob certas circunstâncias, na hora “H”, todo mundo caga fedido. Detesto idolatrias!
Também sei que o poder corrompe, torna arrogante e distancia seja quem for que o exerça, pois como ele é exercido por seres humanos, varia só o grau de sabedoria e honestidade com que ele é exercido. Em política (e tudo na vida), o “nome do jogo” é errar menos, pois acertar sempre é impossível.
Por fim, creio que para nós, a luta pelo avanço civilizatório nunca muda, sempre é necessária, sempre permanece, com qualquer governo que esteja no poder.
Então deixe de choramingar, receba um abraço e fique… Sua presença é importante.
Fernando Lopes
9 de outubro de 2014 1:48 pmGuerra civil não, mas mortes sim
Não acredito em guerra civil mas se Aécio vemcer e os anti-petistas se sentirem no poder veremos muitas situações iguais vive hoje a Ucrânia. Com grupos direitistas violentos e irracionais apoiados no poder e se achando no direito de um “acerto de contas” com os petistas. Assim amigos com a vitória de Aécio joguem fora todas as suas roupas vermelhas pois isso pode ser o motivo para um grupo heróico de anti-petistas te mandar para o túmulo!!
Sérgio T.
9 de outubro de 2014 3:37 pmMenos… E mais!
Fernando, a um tempo atrás houve aqui no blog uma postagem sobre a violência no Brasil. Para responder a um comentário, fiz uma pesquisa nos sítios federais e estaduais sobre os mais de cinquenta mil assassinatos por ano que ocorrem em nosso país.
Primeiro constatei que apenas 12 a 14 Estados (não lembro direito e não vou pesquisar agora) faziam a tipificação dos mesmos, mas nesses poucos que faziam, as chamadas “causas fúteis” vinham em primeiro lugar. Latrocínio, que é a primeira lembrança dos mal informados, e “justiceiros” em geral, vinha em terceiro lugar. Ou seja, não sai na grande mídia, mas antes de sermos um povo de ladrões, somos um povo violento, acostumado a resolver nossas pendengas e diferenças via assassinatos.
Sob esse ponto de vista, pode até acontecer algum fato como o que você descreveu, mas nada institucionalizado por partidos, igrejas, ou mesmo grupos sociais importantes… O próprio PSDB no poder faria o possível para coibir isto, mesmo porque não lhe conviria.
Um abraço.
Juliano Santos
9 de outubro de 2014 3:27 pmTambém estou pessimista e com
Também estou pessimista e com dificuldade de fazer militância, que no meu caso, é conversa de bar, ou na rua mesmo. Ainda mais que peguei um tal de rotavírus que me suga a energia.
No entanto, tudo que está acontencendo, foi previsto pelo blogueiros sujos, lá no começo do governo Dilma. Ela teria que fazer a guerra da comunicação. Mas deixou-se enganar pelo “armitício” do pig, enganoso como todos nós dizíamos.
Mas agora não adianta chorar sobre o leite derramado. A Dilma fará a mesma coisa que em 2010. Diante da dificuldade vai partir para o ataque. Lembre-se que houve um momento na passagem do primeiro para o segundo turno, em que o PSDB já dava como certa a virada do Serra.
Agora é mais dificil porque o povo não está tão satisfeito. Os votos da Marina irão mais para o Aécio. Em compensação, ele tem mais telhado que vidro que o Serra. A chance de Dilma é desconstruir o rapaz assim como fez com a Marina. Tenho certeza que conseguiria se tivesse mais tempo. Faltando 17 dias para a eleição, confesso que não sei. Mas não é caso de desistir
Sérgio T.
9 de outubro de 2014 4:12 pmApoiado!
Nada está perdido Juliano!
Realmente há mais insatisfação popular, Dilma cometeu diversos erros, o principal foi a arrogância. Mas Aécio é muito ruim, tem telhado de vidro e propostas sócio econômicas “chulas”, o seu próprio estado o rejeitou. Com inteligência e humildade vai dar para vencer, ainda que no “photochart”.
E se Dilma perder? Sobreviveremos “uai”… Como sempre!
Um abraço.
Centelha, o retorno
9 de outubro de 2014 10:53 amFaz o seguinte, cara: procura
Faz o seguinte, cara: procura “manchetômetro” no Google.
Depois escreve seu artigo de novo, OK?
eu
9 de outubro de 2014 11:19 amComunicação….Comunicação…
Comunicação….Comunicação….Comunicação, Está resumido para mim o anti-petismo, não esqueci que em uma das primeiras aparições do Dilma na TV foi na Ana Maria Braga(tomate), deixando de lado de lado os blogs sujos.
Não democratizou a politica de propaganda do governo e apanhou durante os 4 anos.
Para mim, para que ainda exista uma unica possibilidade, tem sair as ruas e lutar voto a voto e principalmente terá que reconhecer o seu maior cabo eleitoral(LULA).
O campo de batalha será o sudeste, principalmente no RJ e MG, tendo ainda que trabalhar em SP.
Gabriel Braga
9 de outubro de 2014 1:44 pmConcordo!
É claro que sempre existiu um sentimento anti-PT na elite e na classe média que gosta de pensar que é elite,mas nada que se compare a hoje.
Como o próprio post fala essa rejeição atingiu até mesmo setores da população que foram beneficiados com políticas dos governos petistas e para ilustrar isso dou um testemunho pessoal.Sou funcionário do Banco do Brasil e aqui no local onde trabalho tem um funcionário terceirizado prestando serviços de limpeza que conseguiu comprar um apartamento através do Minha Casa Minha Vida e no primeiro turno foi de Marina e agora vai de Aécio “pra acabar com a roubalheira do PT”.
Pra mim o grande responsável por esse sentimento anti-PT é o PIG que bate diariamente no partido há mais de uma década e que conseguiu com sua pregação colar nele a imagem de corrupto,ao mesmo tempo em que fecha os olhos pros escandalos envolvendo outros partidos,principalmente o PSDB.
Por putro lado é preciso reconhecer que o PT foi covarde,pois além de nunca ter enfrentado o monstro da grande mídia,alimentou-o durante todos esses anos com gordas verbas publicitárias e é isso que me dá mais raiva,pois muitos alertas foram dados pelos blogueiros sujos de que na hora do vamos ver o PIG iria partir pra cima do PT,não importando os afagos que recebia dele.
Fica a pergunta:de que adiantou a política do controle remoto da Dilma,sua ida ao programa da Ana Maria Braga fazer omelete com ela e a tal mídia técnica da Helena Chagas?
maria rodrigues
9 de outubro de 2014 11:29 amO anti-petismo sempre
O anti-petismo sempre existiu, desde que o mentor do partido era, e é, um operário nordestino, dois motivos para a elite se contrapor. Porém, o ódio mesmo se acirrou graças à imprensa e à justiça.
Imaginando que o julgamento do menslão tucano fosse o primeiro, e tivesse tido a mesma audiência televisiva que teve o mensalão petista, (que, por lógica, deveria ter sido julgado primeiro, por terem os tucanos sido os primeiros a usar o caixa-2 com o mesmo operador), a situação dos tucanos não seria tão confortável, visto que a mídia não teria meios de esconder o que estava na sua cara.
Ou que mesmo após o mensalão petista, realizado por meios de acordo justo ao tempo das eleições de 2010, o julgamento do mensalão tucano se desse agora, durante estas eleições, do mesmo modo serviria para perturbar a imagem santa e imaculada do PSDB.
O anti-petismo, portanto, tomou dimensões em razão dos fatos tão claros na mente de todos: a justiça tem agido ao lado da imprensa, esta às vezes se confundindo com a própria justiça. Daíque mesmo os menos informados, sem o senso crítico aguçado, demonstram seu ódio ao PT. São os que leem as manchetes principais de Globo e VEJA, ou que não arredam o pé da tv Globo. A força da imprensa tem sido tudo o que o PT não queria, pois dela vem esse desgaste, somente recuperável se amanhã, eleito Aécio, durante sua gestão surjam fatos contundentes capazes de desconstruí-lo, como ocorreu a Collor de Mello. Esta será a esperança do PT doravante, porque, ao que etamos assistindo, Aécio tem tudo pra ser eleito no segundo turno. Aliás, já tem gente dizendo que votará nele por achá-lo bonito.
naldo
9 de outubro de 2014 11:30 amOlha, o que estão fazendo com
Olha, o que estão fazendo com a Haddad é brincaideira não? Querem inviabilizar a administração dele de qualquer jeito e de todas as formas e o mesmo vai acontecer ao pimentel em minas, esse pessoal vai querer mostrar que é quem mandao no pedaço, ou apanham calados ou botam a boca no trombone.
Vantuil Barbosa Filho
9 de outubro de 2014 11:33 amDemocracia e ditadura.
Democracia, vejo nas ruas muitas pessoas rejeitando o que vê hoje, gritarias, barulhos, processos, liberdade, ascessão; muitos disso é tachado como arrogantes, baderneiros, vândalos, vagabundos, bandidos; tudo culpa da democracia e portanto culpa do PT, culpa da Dilma, que é também tachada de sapatão e arrogante; o mais incrível é que muitos desses, porteiros, empregadas domésticas, motoristas, pedreiros, talvés os mais benefiados pelas políticas desse governo, não querem mais esse governo; perguntado porque? não sabem dizer, apenas ódio sem saber o porque.
Ivan Arruda
9 de outubro de 2014 11:38 amO antipetismo se exarcebou
O antipetismo se exarcebou com a saída de membros notáveis que foram para o PSOL, PSTU e outras siglas ou correntes. Não sei para os outros, mas para mim a Erundina, Luciana Genro, o Plinio, Luisa Helena, para citar apenas os que me ocorrem no momento, continuam com a marca PT. E não sei se os partidos em que hoje militam conseguirão decolar. Acho que foi autofagia num momento de incompreensão onde os ideais cultivados na oposição se confrontaram com o exercício do poder onde a maioria não queria rupturas. As críticas aos partidos, assim como nossas instiuições foram mais no sentido de aperfeiçoá-las do que extinguí-las. O PT paga um preço pelos não petistas que quando se manifestam contra o PIG por ex, exigindo sua extinção, são chamados pela imprensa manipuladora de petistas. Mas o que pegou mesmo foi o controle e o flagrantes em várias pessoas e organizações acima de qualquer suspeita que não suportam reconhecê-las hoje como corruptas e praticar por debaixo dos panos aquilo que condenam. O apoio a políticos corruptos maldizendo a corrupção não é poupado nem nas igrejas, também sobre a influência das lojas. Logo, urge o estudo e a análise das lojas para descobrirmos porque apenas um partido foi eleito para simbolizar a corrupção e os outros, bem como os corruptores, continuam sendo tolerados.
DanielQuireza
9 de outubro de 2014 11:44 amAgora não adianta chorar,
Agora não adianta chorar, Dilma fez péssima gestão na economia, fez péssimas escolhas – fora Barroso e Zavaski – para tribunais e PGR. Só fez bem nas áreas de infra-estrutura e social. Se perder, será por culpa dela e não por mérito de Aécio.
O grande problema que vejo em um Governo Aécio será a guinada a direito em todas estas escolhas e também no apoia que ele deverá ter da mídia, que poderá ajudar a criar os consensos para, evidentemente, garantir a sua reeleição em 2018. Se não sufocarem as oposições estará de bom tamanho.
alexis
9 de outubro de 2014 12:01 pmEm parte
A gestão da economia possui outros fatores: os próprios empresários. Dilma e o Governo, através da infraestrutura e da sua posição comercial perante Mercosul e os Brics, sinalizam um caminho que os empresários brasileiros não querem seguir. O empresariado brasileiro acha que a capital do Brasil é Miami. Dezenas de empresas para as quais presto serviços simplesmente paralisaram todos os seus investimentos e adiaram pagamentos a terceiros, praticamente ajudando a reduzir o PIB e criar esta sensação de paralisia que os tucanos estão explorando eleitoralmente. Isso foi denunciado pelo Presidente da VALE. O passo que faltou foi de criar pólos de desenvolvimento nacional, criando poder comprador de matérias primas (como minério d ferro, por exemplo) e criar empresas mistas (ou estatais mesmo) direcionadas a verticalizar a produção e industrializar o país. Novos investidores e empresários deverão ir aparecendo com o tempo.
DanielQuireza
9 de outubro de 2014 12:10 pmSe fizeram isso foi porque o
Se fizeram isso foi porque o Governo passou sinais contraditórios e desorganizados. É preciso reconhecer os erros do Governo para tentar melhorar em um possível segundo mandato.
alexis
9 de outubro de 2014 12:22 pmConcordo Daniel
Concordo plenamente.
Acho mais sensato procurar melhorias dentro de nós que culpar apenas os outros. Mais ainda quando esses “outros” são acobertados pela mídia. Sempre há tempo, faremos desta eleição nacional como foi na Bahia!
Marcos Pinto
9 de outubro de 2014 12:26 pmII PND “reloaded” ?
Bem, a estratégia que você descreve é a que foi adotada pelos militares nos anos 70, às custas de muito endividamento externo. O resultado foi a hiperinflação e a crise da dívida de 1982, embora é fato que os superávits na balança comercial começaram a aparecer conforme ocorreu a maturação dos investimentos.
O fato é que, em 2014, uma proposta como a sua NUNCA será implementada, a não ser que o PSOL ganhasse a eleição e ainda tivesse maioria parlamentar. Uma das melhores iniciativas do governo Dilma foi exatamente o fomento ao investimento privado no setor de infraestrutura, mas aparentemente nenhum “petista histórico” gosta de admitir isso …
alexis
9 de outubro de 2014 1:01 pmEstratégia
É a estratégia utilizada plenamente pela China, hoje ultrapassando os EUA na sua economia.
Como a gente gosta de democracia, fica apenas a ideia do Estado ser o inductor do desenvolvimento, orientando o empresariado pelo caminho que seja considerado melhor para o país.
Dilma não consegue fomentar o interesse privado, pois a maior parte deste setor já está umbilical e politicamente ligado aos EUA. Não é por acaso que apenas 20 mil maus brasileiros possuem mais de 500 bilhões de dólares em paraísos fiscais.
Sobre o assunto de 1982 isso foi causado pelos petrodólares, que inundaram América latina em 1974 e extorquiram todas as economias de terceiro mundo, com uma brusca elevação de juros, no começo do 80. Se informe mais.
Daytona
9 de outubro de 2014 1:39 pmO II PND foi adotado, de
O II PND foi adotado, de forma BEM SUCEDIDA, pelo governo Geisel, resultou no desenvolvimento da indústria petroquímica e no aumento da oferta, que ajudou no ajuste das contas externas já no início da década de 80.
Como todo mundo minimamente informado sabe, a inflação brasileira foi inercial, não possuindo relação com a expansão dos investimentos no período Geisel(o endividamento, por sinal, valeu-se do cenário de liquidez externa, primeiro com a grande disponibilidade de eurodólares e, depois, petrodólares). A inércia inflacionária foi um processo global, iniciado com a crise no modelo Bretton Woods em início dos anos 70, o abandono unilateral do padrão ouro dólar pelos EUA, e as reformas do sistema financeiro internacional(Acordos Smithinianos). No plano brasileiro, a origem do processo hiper-inflacionário está nas reformas realziadas por Campos-Bulhões no governo Castello Branco, principalmente a indexação da economia com a criação das ORTN.
Note-se o trabalho incrível realizado para garantir o fornecimento de energia diante dos dois choques de petróleo na década de 70, por meio dos acordos compensandos com o Iraque(que fornecia petróleo em troca de produtos, sem a necessidade de divisas)e o desenvolviemnto do Pró-Álcool.
De fato, os governos Lule e Dilma em muito se assemelham ao governo Geisel, que foi um dos melhores presidentes da história do Brasil.
Fabio.
9 de outubro de 2014 12:46 pmDaniel e com este Supremo, a
Daniel e com este Supremo, a proxima etapa é inviabilizar a candidatura do Lula para 2018.
Gabriel Braga
9 de outubro de 2014 1:01 pmÉ isso…
Daniel.
Fica difícil defender um governo que apresenta um resultado tão medíocre na economia (baixo crescimento e inflação,ainda que dentro da meta,alta).
Na economia o risco que corremos é o discurso,já sendo preparado,de que é preciso arrumar a casa e assim jogar o país numa recessão brutal.E aí é claro que a inflação vai baixar,nem que seja na marra.
Outro grande risco é o tratamento que a grande mídia dará a um governo Aécio,não investigando nada e se alguma coisa fugir ao controle dela,não deixando que nada cole em sua imagem.Se o PT perder tem que trabalhar desde o primeiro dia na sua volta à oposição para voltar em 2018.
JB Costa
9 de outubro de 2014 2:37 pm“Péssima”, Daniel, na minha
“Péssima”, Daniel, na minha opinião é exagero. Na economia alguns equívocos, reconheço. Mas muito longe de “péssima”. A questões mais proeminentes e vistosas, a exemplo do controle da inflação e o tal de “pibinho” são contestáveis. O crítico, reconheço, foi a falta de uma certa unicidade e coerência na política econômica.
Já com referência as escolhas para o Supremo e a PGR discordo 100%. Teori e Barroso são juristas renomados, experientes e tecnicamente indiscutíveis. O mesmo vale para o Junot.
DanielQuireza
9 de outubro de 2014 5:27 pmJB eu exclui Barroso e
JB eu exclui Barroso e Zavascki da estória, eles são mesmo muito bons. Mas Rosa Webber, Fux, Gurgel e Janot são péssimos, a meu ver.
alexis
9 de outubro de 2014 11:54 amVamos discutir 2o turno?
No blog do PHA saiu uma excelente ideia:
Implantar imposto especial para as grandes fortunas e, com esse dinheiro, aplicar na redução gradativa do fator previdenciário, melhorando a vida dos aposentados. Isso é justiça! social
Andrer
9 de outubro de 2014 12:06 pmO cerne do antipetismo não é
O cerne do antipetismo não é a corrupção, é o bolsa família! É ele que marca a distinção entre políticas de governo de direita e de esquerda, e os de direita estão convencendo a sociedade que o bolsa-família é bolsa-vagabundagem!É preciso jogar na cara do religioso mediano, que costuma ser contra o PT, a hipocrisia em ser contra o bolsa-família e professar uma fé religiosa.Todas as religiões pregam o humanismo, em particular as cristãs… o aborto é um nada se comparado à ajuda do governo aos pobres.É preciso acabar com essa estória de bolsa-vagabundo, mostrar quanto realmente ganham as famílias e apresentar como estão funcionando as portas de saída e, principalmente jogar na cara do eleitor a hipocrisia de seu egoísmo, de seu falso moralismo, de sua mesquinhez em querer que o Estado não seja humanista e não dê um mínimo de dignidade a quem não teve as mesmas oportunidades da vida!Este é o cerne do debate político com o eleitor médio, o resto é acessório.
Henrique, Outro
9 de outubro de 2014 12:11 pmPor que o PT incomoda
Por que a burguesia e suas classes empresariais conseguiram ou conseguem capturar e cavalgar qualquer partido, além dos seus de classe originais. Eu afirmei qualquer partido, menos até agora o PT e o PSol este originado do primeiro, e não foi por falta de tentativa.
Por que o ódio ao PT, por que tem votos suficientes para incomodá-los.
Tirem os patinhos feios PT e Psol. Feios para quem cara pálida? E vejam como a política brasileira será linda e maravilhosa e nossa classe média e burguesa chegará ao paraíso no Brasil.
Será uma coisa limpa digna, de ser admirada. por nossas classe médias janistas e lacerdistas.
Nossa burguesia não será mais corrupta e não corromperá mais nenhum político.
Até não derrotar completamente o PT, não largarão o osso.
Nossa burguesia e seus penduricalhos é isto aí.
mcn
9 de outubro de 2014 12:20 pmA eleição de Aécio representará o fim das utopias
O arco de alianças que Aécio vem conseguindo formar nos últimos dias, sinaliza uma reorganização das elites num único objetivo: chega de povo! Já demos 12 anos (em mais de 500) para eles brincarem de democracia, justiça social, essas bobagens todas. Agora chega! Com a grana do pré-sal a conversa é outra.
O fato é que, com Aécio, sepulta-se o projeto de sermos um país desenvolvido, de 1º mundo.
Isso aqui tende a virar um Emirados Árabes ou uma Arábia Saudita, com um elite bilionária, corrupta, predadora, fundamentalista e entreguista aos interesses dos EUA.
Vantuil Barbosa Filho
9 de outubro de 2014 12:20 pmLembrando…
… que tudo isso, gostando uns ou não, tudo isso devemos dar graças a Deus ao PT; cada ano, uma vitória, cada eleição vitoriosa ganhamos uma revolução, mesmo contra a falta de educação e cultura que assola nossa sociedade por inteira; não dar crédito a isso será um e um grande pecado do povo e não do PT, não tem mais ninguem inocente entre nós; Mas não acho justo dizer por aí que, agora ter emprego e não passar fome não é lá tão importante assim para um país.
IV AVATAR
9 de outubro de 2014 12:24 pmReuni aqui links sobre corrupção e seu combate, economia
Reuni aqui links sobre corrupção e seu combate, economia e o falso discurso mudancista de Aécio Neves
http://josecarloslima85.blogspot.com.br
Calvin
9 de outubro de 2014 12:32 pmAção e reação
O discurso petista do “nós contra eles” e o ódio declarado por Marilena Chauí à classe média é que despertou uma reação anti-PT, notadamente em São Paulo e Pernambuco, mas espalhado no País inteiro.
Evo Morales está revertendo sua expectativa de votação em áreas opositoras pelo discurso conciliador, não pelo discurso raivoso.
Resumindo, Lula está virando o pré-Lula 2002, aquele que vociferava cuspindo farofa….
Adma Andrade Viegas
10 de outubro de 2014 12:42 amMeu amigo, a maioria do
Meu amigo, a maioria do eleitorado nem sabe quem é Marilena Chauí. Uma declaração dela (descontextualizada, por sinal) seria capaz de determinar o voto de alguém?
Vai enganar os trouxas. Aqui não.
Assis Ribeiro
9 de outubro de 2014 12:41 pmOlívio Dutra
“Tem um quadro que exige reflexão do campo democrático popular da esquerda brasileira e evidentemente o PT tem que saber trabalhar isso, ter instâncias e espaços próprios para fazer essa discussão, que o revigore (…).”
“A esquerda deve para o país um projeto estratégico de como transformar o país democraticamente, de resolver os problemas da democracia com mais democracia, radicalizar um processo de mudança na sociedade e no Estado brasileiro com o povo sendo protagonista.”
Mogisenio
9 de outubro de 2014 12:43 pmO que não é, é o que não pode ser!
Mas que papo RUIM E PESSIMISTA é esse logo agora pela manhã!?
O PT não perdeu nada. Ao contrário, VENCEU. Aliás, é um VENCEDOR. Venceu no primeiro turno e venceu dentro da casa do adversário, só para citar alguns exemplos que me ocorrem agora. E isso é uma coisa.
Outra coisa são as mudanças de atitudes. O mundo muda e o PT também muda. Uns entram outros saem. Uns morrem outros nascem e a natureza vai se transformando. O Partido dos trabalhadores se transforma!
Transformação é também democracia, no melhor sentido do termo.
Conservação NÃO pode ser democracia! São essencialmente antagônicos.
Uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa é princípio da identidade que não foi dito pelo “poeta”, assim como a igualdade desigual também não foi dita pelo pseudo liberal ruiM barbosa.
O PT vem fazendo um bom trabalho para o país, considerando-se a estúpida falta de sentimento nacional que existente por aqui.
E é claro que o partido dos trabalhadores comete e cometeu inúmeros erros. Ora, quem não erra ou se equivoca?
Parece que o próprio fundador Sergio Buarque reconheceu seu equívoco ao mencionar a “cordialidade” brasileira.
Cordialidade coisa nenhuma. Basta ler comentários pela internet para ver que a tal de cordialidade é irreal. Mas, se pensarmos bem, pode até ser que o mestre esteja correto. Afinal, a cordialidade também se aproxima do ódio!
Mas, bem pior é o papo furado da democracia entre “contrários”. Harmonização racial entre contrários? Papo furado! E para os desatentos, ou historiadores de meia tigela, estou contextualizando lá e cá.
O Brasil tem VÁRIAS NAÇÕES, tanto que de tempos em tempos alguns sugerem ou defendem, veementemente, a secessão. E essas nações não parecem desejar harmonia. Ou melhor, aquela harmonia de meia tigela. Uma harmonia que até a música rejeita. Nem pitágoras saberia decifrar os hertz!
São nacionais que pisam na constituição da república de 1988. Acham que ela é “cidadã” demais. Porém, ela não é tão cidadã assim não. Isso é para desatentos. Mas se a comparmos com as outras, puxa vida, que covardia!
E por falar em cidadã, lembrei-me da escravidão.
Ora, não basta acabar com a escravidão. É preciso destruir a obra da escravidão, dizia Nabuco há mais de cem anos.
E qual partido vem realmente destruindo essa obra? É claro que é o partido dos trabalhadores! Porém, é claro também que enfrenta e vai continuar enfrentando forças internas muito fortes. Aquelas forças que se dizem liberais , mas, no fundo, não são liberais coisa nenhuma!
São conservadores que pregam a liberdade mas que antagonicamente, utilizam-se da dominação racional-legal para administrar seus interesses. Eis a harmonia entre contrários que almejam!
Aliás, tais forças têm as costas “largas” externas, e costumam agir via sucurssais midiáticas internas.
Mas o bom de tudo é que a maioria do povo já percebeu isso.
E por isso mesmo, apoiará o partido dos trabalhadores nessa luta. O único que vem enfrentando com muito êxito ( vitorioso, portanto!) o processo de demolição daquela obra citada pelo liberal. Diga-se de passagem, mais um liberal de meia tigela que ao ver um “semovente” beijar seus pés, resolveu se aliar aos interesses ingleses!
O ex presidente FHC, sabedor e defensor de tal objetivo também mudou! Só que para PIOR. Era uma coisa, agora é outra coisa. Mudou no sentido de manter a obra anterior. Ou talvez nem mudou. É o que já era!
De príncipe passou a Duque. E agora parece traçar a estratégia para derrubar o nordeste e demais opositores, em flagrante contradição ao próprio pernambucano Nabuco e mais ainda ao Florestan!
Também pudera, o que não já não era , não poderia ser mesmo!
Saudações
Sérgio T.
9 de outubro de 2014 3:16 pmUma observação…
Mais concordo do que discordo do teu arrazoado, mas destaco uma observação e faço uma correção.
Também não acho que o PT esteja derrotado, muita água ainda vai rolar debaixo da ponte!
Porém observo e não acredito que a maioria dos brasileiros queira realmente a separação de algumas regiões, acho que essa conversa “aparece” por causa da minoria raivosa que esbraveja todo dia nos grandes portais da internet. Papo que também “habita” muito nos botecos…
A correção fica por conta da sua noção do conceito da “homem cordial” de Sérgio Buarque de Hollanda. Ele não se arrependeu de nada e nem o termo é usado no sentido que o Sr. entendeu no livro “Raízes do Brasil”…
Leia isso aqui: http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/o_jeitinho_do_homem_cordial.html
Um abraço.
Mogisenio
9 de outubro de 2014 3:36 pmSim, mas…
Olá
estou concordando com você. De fato, há muita interpretação equivocada ou errada à respeito do homem cordial. O link que você inseriu trata de “parte” da celeuma. Porém, é uma parte já superada.
Eu me referi a uma outra parte, razão pela qual, acredito que você ( ou eu não fui hábil o suficiente) não captou a minha mensagem.
Vamos beber na própria fonte já com a atualização da década de 1940:
” O homem cordial não pressupõe a bondade mas somente o predomínio da aparencia afetiva. Socialidade apenas aparente. Trata-se de uma manifestação aparentemente emotiva mas que no fundo é justamente ao contrário da polidez. “
Note que eu disse que o mestre se equivocou. Logo em seguida, “pensando bem” ele não teria se equivocado pois dentro da tal de cordialidade há também o ódio. E este vocábulo foi usado pelo autor do presente post logo na partida.
A outra questão é sobre a permanencia do patrimonialismo ou pavor à impessoalidade.
Percebeu?
Saudações
Sérgio T.
9 de outubro de 2014 4:32 pmValeu…
Fez mais sentido agora do que antes! E se me permite a crítica, acho que antes realmente vc não escreveu bem…
De resto, outro abraço!
alexis
9 de outubro de 2014 12:46 pmUm grande São Paulo para todos
São Paulo é o estado mais forte, e a locomotiva do Brasil. Parabéns a eles, pois merecem. Queremos que essa locomotiva avance puxando todos os vagões (estados) do Brasil. Mas, para isso, esses vagões devem fazer também a sua parte, melhorando a educação e a economia, por isso todo este trabalho no Nordeste, pois assim o esforço será distribuído entre todos os brasileiros. Queremos fazer mais locomotivas puxando, para que todo o Brasil seja, com orgulho, um grande São Paulo. Parabéns irmãos paulistas.
Paulo Cezar
9 de outubro de 2014 1:29 pmLocomotiva na rabeira
Pois a locomotiva tem diminuido a participação no PIB nacional e ficado arás de vários estados do Nordeste em termos de crescimento do PIB….
alexis
9 de outubro de 2014 1:35 pmPIB – Mais do que um número
È a medida quantificada do crescimento econômico do Brasil. Esse valor, dividido pelo número de habitantes, gera a renda média per capita, a qual é teórica, pois tem gente que na prática recebe maior renda que outras. Neste Governo, interessa aumentar o PIB, obviamente, mas priorizando a renda da maior parte da população, ou seja, os mais pobres, e não apenas de poucos privilegiados. Queremos que a economia cresça sim, e o Governo está fazendo a sua parte, mas evitando qualquer risco na renda da população perante a grave crise mundial que atravessamos nestes últimos anos.
mcn
9 de outubro de 2014 5:28 pmDeus te leve
SP é o 2ª estado com maior concentração de miseráveis do país, segundo dados do Bolsa Família.
Há gente passando fome nos grotões do Minhocão, há uns 200 metros de onde mora o FHC.
É o estado que mais produz riquezas para poucos e o que mais socializa a miséria para muitos.
O Idesp das escolas de ensino médio para pobres em SP é menor que 2!
É assim que a elite paulista trata seu povo.
Está no DNA tucano largar os desvalidos para trás.
Hannibal Lecter
9 de outubro de 2014 12:58 pmA Hydra.
O texto é muito bom. Eu associaria a imagem criada a uma Hydra.
Creio que a única força capaz de cessar a reiteração do fenômeno é um corte cauterizado (fogo), que neste caso é aquilo que Wilson Ferreira (cinegnose.blogspot.com) chama de educação política.
Eu vou além: não se trata de educar (pedagogicamente falando), até porque esta tarefa traz implícita uma hierarquia complicada e indesejável, em se tratando de relações sociais e políticas.
Na verdade, só haverá alguma educação política se não houver mestres nem alunos…
Mas é preciso retomar a capcidade orgânica de fazer política, aquilo que foi tão depredado e vilipendiado neste últimos tempos, quando nos enclausuramos atrás das traquitanas chamadas virtuais, mas que produzem efeitos (nefastos) de segregação, enquanto nos iludimos no torpor de fazer parte de alguma rede.
JB Costa
9 de outubro de 2014 1:02 pmMenos, pessoal, menos. Para
Menos, pessoal, menos. Para alguns comentaristas parece até que o PT já perdeu a (re)eleição. Nada de desânimo. O jogo ainda está em aberto e há condições concretas para um novo mandato. Se o anti-petismo é forte e de certa forma encarna esse sentimento de “mudança”, ainda há, firme e forte, o sentimento inverso de que apesar dos erros e desencontros o PT é o partido mais orgânico do país, tanto em termos de estrutura como de ideário, capaz, portanto de dar seguimento ao processo(longo) de reformas de que tanto o Brasil precisa.
Muitos ressaltam os erros táticos e estratégicos do governo Dilma como um dos óbices para a reeleição. Decerto que sim, mas a contrabalançá-los há os acertos nas diversas áreas. É injusto comparar seu desempenho com o de Lula sem descontar os contextos. Levo muita fé que num segundo mandato ela consiga uma correção de rumos e se concatene com as aspirações de mudanças de parte da população.
Muito pertinente o texto acerca dessa singularidade surgida no processo político brasileiro da década de 80 para cá Realmente, o PT talvez se encontre rival no PCB-Partido Comunista Brasileiro(antigo “partidão”) em termos de organicidade e identificação no imaginário dos brasileiros. Até mesmo Lula, seu maior expoente, um ícone da política brasileira, não pode ser dissociado tão facilmente do partido que fundou.
O que passou ao largo na análise do autor, penso eu, foi um aspecto que acho relevante: a oposição ferrenha, e às vezes irracional, ao PT, ou ao petismo, se deu também por encarnar pela primeira vez a esquerda no Poder. Se não uma esquerda profundamente dogmática, inadaptável à dita economia de mercado, mas uma ainda disposta a valer um ideário que só de forma enviesada – nos governos Vargas – destoou do pensamento e das práticas dominantes. E isso incomodou muita gente, em especial os extratos mais bem situados na nossa injusta pirâmide social.
Essa ojeriza ao PT, nesse sentido, não se reduz a um ânimo apenas político ou sociológico, mas, e principalmente, ideológico.
altamiro souza
9 de outubro de 2014 1:03 pmapoiar o modelo inclusivo.
e
apoiar o modelo inclusivo.
e derrotar o modelo de exclusão
proposto pelos tucanos, que quebrou o país tres vezes.
esta é que é a questão.
o resto é a dita despolitização levantada
muito bem num post dia desses aqui.
a polítia no sentido da arte da negociação
para compatibilizar interesses está em perigo,
se a turma dos tucanos vencer,
pois eles não pensam na maioria,
apenas querem governar para 30 por cento
da população, como fez e quer fazer ainda fhc e aécio.
os tucanos judicializam tudo, depolitizam tudo, portanto.
ancorados e consiociados a uma grande
mídia dita golpita que nestes últimos doze anos,
ao invés de abordar temas de relevancia para a
maioria, como a inclusão social, a critica,
desconstrói tudo que seja vinculado à maioria,
ao pt,aos movimentos sociais, ao diálog om essa maioria.
é um milagre o pt permanecer no poder por
doze anos diante de tamanha força política dessa direita raivosa.
daí deve se retirar a explicação para esse tal antipetismo,
que no fundo, no fundo,
é a ruinosa tese da antipolítica
desejada pelas oligarquias brasileiras.
autonomo
9 de outubro de 2014 1:08 pmO que acontece atualmente não
O que acontece atualmente não é um “acirramento no discurso tanto de eleitores petistas quanto de tucanos”, mas a consequencia, entre nos, da grave crise politica que ocorre em nivel mundial.
Não existe mesmo mais muito espaço “para o diálogo e assimilação do contraditório”.
A direita, em todo planeta, se tornou radical, desistiu da conversa.
Saiu para o “tudo ou nada.” Ataca na Africa, no Oriente Medio e ja chega ao muro da Russia.
Assistimos perplexos a volta de grandes manifestações racistas, xenofobicas, de odio as minorias, aos pobres, invasões de paizes, tipicas do nazismo.
Os europeus, mobilizados por americanos, voltaram a achar que são donos da Africa, da Siria e de todas suas antigas colonias.
E, na verdade, que “dialogo” poderia haver com alguem que, mesmo diante de tantas dificuldades por que passam, entre nos, os mais pobres , ainda declara que “o salario minimo esta muito alto”?
Qual a “assimilação do contraditorio” seria possivel quando o “contraditorio” significa “arrocho e “austeridade” num ambiente onde ainda existe tanta pobreza?
Qual seria o “dialogo” possivel com os que tendem pela entrega a interesses estrangeiros da nossa mais proxima oportunidade para conseguirmos forças para um grande avanço economico?
Qual “conversa” seria possivel com os que cegam populações, manipulando todos os canais de informação, para num imenso processo de lavagem cerebral esconder verdades e disseminar mentiras?
A humanidade esta se afogando num “tudo ou nada”.
Entre nos corremos o risco de sairmos da trilha que estava nos levando para um destino melhor, com menos pobreza, com mais esperança para todos.
Afinal qual o dialogo que poderia haver com quem acha parte consideravel de nossa população inferior, desprezivel ?
evandro condé de lima
9 de outubro de 2014 1:08 pmE como não bastasse…
E para ajudar assistimos , mais uma vez, apreensão de dinheiro vivo com assessores deste ou daquele. PQP, é tudo Polyana? Acreditam que a imprensa não vai deitar e rolar, que só vai servir ´para desgastar mais a imagem? Eu sinceramente não sei se é burrice, incompetência, inocência cor de rosa ou proposital.
drigoeira
9 de outubro de 2014 1:34 pmJá comentaram, mas repito…
Visite o site Manchetômetro.
O PSDB em SP é dono dos meios de comunicação. A Folha já anunciou em rede nacional que é contra a filosofia de governo do PT.
Aí vc terá resposta para tudo.
Talvez esteja na hora de um sacrifício (dos jovens e idosos) e permitir o retorno do PSDB arregão.
Paulo Figueira
9 de outubro de 2014 1:36 pmNão acredito em antipetismo e
Não acredito em antipetismo e sim em demofobia, cuidadosa e permanentemente fomentada por nossas elites através da grande mídia, essa demofobia atinge setores da classe média e até alguns setores populares que são bombardeados dia e noite pelas rádios e tvs com a demonização dos governos trabalhistas.
Na conjuntura pré 64 também havia a demonização de Getúlio e do governo Jango na mesma intensidade, como o Pt não existia, havia o antipetebismo ou o antigetulismo e o antijanguismo.
Concluo então, que qualquer governo ou partido que encaminhe as demandas populares e as tornem viáveis, sofrerão os mesmos ataques com a mesma virulência.
Avelino de Oliveira
9 de outubro de 2014 1:38 pmCaro Nassif e
Caro Nassif e demais
Meusdeuses.
Isto não é só uma eleição. Isto é uma guerra.
De um lado uma proposta nacionalista, com divisão um pouco melhor da riqueza; de outro, via Aécio, um projeto entreguista, com acumulação da riqueza e toda sua consequência.
Eles estão pouco se lixando para a corrupção, que é a seara deles, sem isso, eles não vivem. O PT é que tem ser visto como corrupto, e odiado por isso.
Tudo isso tem que parecer de forma ingênua, de forma justa.
É uma inversão de valores.
É uma Intifada, os blogues sujos, como estilingues; e a mídia, como tanque de guerra, e seus mercenários.
Saudações
Fernando Lopes
9 de outubro de 2014 1:41 pmLavagem cerebral!
Muitos, sem saber exatamente o porquê, reforçam o coro apenas juntando cacos do que ouve aqui e ali sobre “velha política”, “roubalheira”, “quadrilha”.
– Neste grupo está a imensa maioria dos anti-petistas. Para os quais inventei o termo “PAPAGAIO DE TV”. Reparem que o discurso , a lógica, as palavras usadas pelos anti-petistas são sempre as mesmas! Como autômatos eles repetem frases de efeito criadas por alguns daqueles mestres reacionários da Globo (Jabor, Mainardi, Galvão Bueno, Ronaldo, etc). Da mesma forma que um papagaio que quando você assobia ele fala alguma frase ensaiada que ele nunca compreenderá o significado o anti-petista pensa, age e fala. Basta você falar PT e o anti-petista desenrola um monte de palavras e frases completamente desconexas em si e sempre usando rigorosamente as mesmas ideias e as mesmas palavras! Este comportamente bizarro me chama a atenção a muito tempo. Não sou psicólogo para afirmar, mas vejo nesta atitude padrão um sintoma de lavagem cerebral, em a pessoa é levada a uma confusão mental onde não raciocina simplesmente REPETE! Como um papagaio! Contudo se a gente refletir que a grande maioria dessas pessoas assiste pelo menos 6 horas por dia de TV, sintonizadas quase sempre na Globo, as chances de que uma profunda lavagem cerrebral seja incutida são muito grandes. Ainda mais levando em conta que no momento que a pessoa vai assistir TV ela se desfaz de todas as defesas psicológicas, afinal ela quer “descontrair”. E nesta descontração a TV opera sua “descontrução”. Desconstrtoi valores, desconstroi a ética, desconstroi a generosidade e transforma finalmente pacatas donas de casa e respeitáveis homens de negócios em monstros anti-petistas!! Se você questionar um anti-petista quanto a ética de Aécio Neves ele vai se defender dizendo que Aécio é “boun vivant” (Este fato é real e aconteceu comigo a uns 3 anos atrás). Ou seja para ser anti-petista não importa o que EU sou e sim o ELE (petista) é! Outra, muito outra, é a manifestação de ódio produzida, mais uma vez, diante do resultado das urnas. Como já havia acontecido em 2010, o mapa da votação que mostra apoio maciço ao partido no Norte e no Nordeste virou motivo para certos eleitores tirarem do armário o que guardam de pior nos outros dias do ano. Uns retiram o próprio egoísmo e, enclausurados em regiões mais abonadas, passam a defender um estranho pacto social que flutua entre a demofobia e o separatismo: “os pobres que se lasquem”. É o primeiro passo para achincalhar os moradores do Nordeste e os beneficiários de programas sociais, como se estes fossem seres autômatos incapazes de dissociar o voto da suposta migalha. – Aqui por incrível que pareça eu acho que houve um grande avanço nesta eleição. Pelo menos o preconceito das pessoas foi amplamente exposto. E como não seria surpresa muito coisa feia, suja e malvada apareceu. O problema é ninguém quer fazer a reflexão de se olhar no espelho e ver o quanto é racista, preconceituoso, malvado e violento. Como falei ali em cima a estratégia de lavagem cerebral visa a reduzir ao máximo a capacidade do anti-petista refletir e analisar a sua própria atitude. E o incrível que esta característica vem diretamente do PSDB. Nós vimos Aécio tentar sem sucesso duas vezes apagar as críticas que lhe faziam na internet alegando que eram trolls e robos controlados pelo PT, e logo em seguida durante no último debate contratar trolls e robos para artificialmente “bombar” na internet! Vimos FHC falar da ignorância dos nordestinos! Vimos Aécio chamar Dilma de corrupta e ter um aeroporto pago pelo estado no quintal de sua fazenda (tá no nome do tio pra disfarçar)!E o que mais me impressiona é que depois de todas essas atitudes as mesmas pacatas donas de casa citadas acima achem que Aécio é mais “família” do que Dilma!! Realmente acho que dessa vez os EUA foram muito eficientes no seu domínio sobre o Brasil (eles estudam técnicas de lavagem cerebral desde a segunda guerra mundial). Como eles tem o oligopólio da Globo e falta de educação de boa qualidade (pagar caro não significa qualidade) a seu favor é facílimo para os EUA jogarem este tanto de m… na cabeça dos pobres brasileiros que ingênuos se trasformam neste abjeto resto de ser humano que é um anti-petista!!!Estou muito pessimista. E temo que este ódio anti-petista venha a se transformar em cenas de violência e morte qualquer que seja o resultado da eleição! Pois o ódio, por sua natureza irracional, é talvez o sentimento mais difícil de controlar e reverter! E aí quem sabe amanhã seu filho sai para passear com uma camisa vermelha com estrêla (qualquer camisa não é do PT) e aparece morto numa vala comum! Pensem nisso quando votarem, porque se Aécio ganhar será pior pois os Anti-petistas se sentiram no poder e livres para fazer o que quiserem!!
Francy Lisboa
9 de outubro de 2014 2:33 pmUma opcao de presente para os reacas que nos cercam.
Fernando Lopes
9 de outubro de 2014 2:43 pm8 frases é ótimo…
Adorei! Se bem que o legítimo anti-petista deve conseguir no máximo falar 3 frases e não 4 kkkkkk
Maria Rita
9 de outubro de 2014 3:02 pmLutamos contra vários
Lutamos contra vários oportunismos:1. da mídia corporativa organizada e estruurada como a maior máquina política; 2. das oscilações de partidos e de políticos que eram oficialmente da aliança PT/PMDB e que hoje estão na dúvida atroz do “Ser ou não ser, ei$ a que$tão,,,”; das últimas e derradeiras balas de prata de CPIs, delatores e vazadores da PF, sob a batuta de um ministro impensável; da consagração das tragédias que rendem audiência e agora, votos; da ponderação cínica sobre debates que nunca existiram de fato. Políticas novas, MPL, black bloc, superheróis…Sei! No balanço final fico com o comentarista Fernando Lopes que disse que o bom é que as máscaras cairam.