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As lições do desastre do Mineirão

A derrota do Brasil para a Alemanha proporcionou  uma bela discussão em meu blog sobre os rumos do futebol  brasileiro (http://goo.gl/m8R8kP).

O modelo atual de organização do futebol permitiu a exportação, cedo, dos principais craques, sua formação em escolas estrangeiras e a dificuldade de consolidar a cultura brasileira de futebol na nova geração.

A Alemanha passou pelo mesmo drama e se renovou.

***

A renovação alemã começou após o vexame da Eurocopa de 2000, quando caiu na primeira fase. Foi montado um plano para em uma década devolver à Alemanha o status de potência futebolística.

Em doze anos foi investido US$ 1 bilhão em academias e centros de treinamento para jovens, em um total de 366 centros. A missão foi conferida à DFB (Associação Alemã de Futebol), ligada ao governo. Cerca de mil técnicos passaram a treinar 25 mil jovens.

Depois, a DFB reformulou a Bundesliga - o campeonato nacional - impondo uma política financeira rígida, com um manual de 200 páginas especificando normas financeiras.  Três vezes por ano os clubes são obrigados a enviar relatórios sobre suas atividades.

No Brasil, entre 2011 e 2012 as dívidas dos 23 principais clubes aumentaram 17%, atingindo R$ 4,72 bilhões. E a CBF jamais desenvolveu qualquer política de incentivo à formação de jogadores.

***

A implantação de qualquer modelo, no entanto, esbarra na estrutura política das confederações.

A legislação permite que presidentes de clubes sejam votados por conselhos compostos de conselheiros permanentes, eternizando os esquemas de poder. Além disso, das 29 federações que elegem o presidente da CBF, cinco estados mantém a hegemonia, praticamente comprando os votos dos estados menores.

Foi esse mesmo modelo que João Havelange levou para a FIFA, comprando apoio de países africanos até ser derrubado pelo esquema Joseph Blatter – empregando os mesmos métodos. E que permite o controle do esquema Ricardo Teixeira-Marin na CBF, do "Caixa Dágua" no Rio de Janeiro, de Nicolas Leoz e Jack Warner na Confederação Sulamericana e do Caribe.

***

Esse modelo é blindado pela aliança com grandes grupos de mídia, que ajudam a consolidar o poder financeiro desses esquemas. Foi assim na tentativa de moralizar o futebol e o campeonato com o Clube dos 13 e de abrir o leilão para os direitos de arena (de transmissão). A Globo comprou o apoio de dois clubes relevantes e esmagou a resistência.

***

 Os 7 x 1 da Alemanha sobre o Brasil talvez ajudem a abrir uma verdadeira discussão sobre o futebol.

Mais do que nunca, o futebol necessita ser tratado como política pública, a exemplo do que foi feito na Alemanha. Será necessário aprimorar a regulação.

A capacidade de perpetuação dos cartolas reside nos modelos de eleição e na parceria com a Globo, para lhe assegurar o monopólio das transmissões esportivas.

O arejamento do setor passa pelas seguintes medidas:

  • acabar com o monopólio das transmissões esportivas e com toda forma de abuso de poder;

  • mudar a lei que permite a eternização dos dirigentes, permitindo inclusive a criação de modelos de capital aberto;

  • enquadrar os clubes esportivos, visando a transparência e a solidez financeira;

  • uma ação pesada das autoridades contra as práticas criminosas comuns no setor, especialmente aquelas ligadas à lavagem de dinheiro.

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89 comentários

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Marco Antônio Roxo da Silva

futebol

Mil professores para 25 mil atletas? Vocês estão brincando. Isso deve existir só no Estado do Rio de Janeiro. Lá, a responsabilidade da formação futebolística e escolar é da Federação, órgão estatal. Aqui quem irá se responsabilizar pela escolaridade desses meninos? Os clubes? Na Alemanha o sistema é montado para a maioria. A escolaridade é vital como uma segunda via, pois a maioria fracassa na tentativa de ser profissional. Aqui a coisa é muito mais complicada. A "oferta" de jogadores é muito maior. Um clube como o Santos tem cerca de 250 jovens na sua "base". Isso só no futebol de campo. Sem falar no futsal. É um verdadeiro depósito. Isso é uma acusação presente no livro do Paulo André e relata um pouco da sua trajetória. Lá, a maior parte da crianças recrutadas são de classe média. Enquanto não são alojados na Federação, os pais bancam materiais como chuteiras da moda, material de treino sofisticados, enquanto os nossos estão muito distante dessa realidade. Os clubes aqui lidam com a minoria. Não se responsabilizam pela escolaridade, acham que já fazem muito em dar alojamento e comida para esses meninos. A realidade pós clube não é com eles.

Isso não acontece apenas no futebol. É algo comum no volei e outros esportes. Nós não temos uma política para lidar com o descarte e até agora não vi ninguém preocupado com isso. Apenas em moralizar, sabe-se lá como, a gesta da CBF e dos clubes. Para variar, numa cultura autoritária como a nossa, na qual a resolução dos problemas é quase sempre vista com base na "virada de mesa", a forma de lidar com isso é "acabar com a picaretagem dos dirigentes". Como ninguém sabe. Faltam dados objetivos sobre os trabalhos nos clubes, local no qual tal trabalho de formação ocorre. Nossas reportagens só acompanham os vencedores, boa parte dos jornalistas toma o esporte como algo "civilizador". A maior parte não conhece as necessidades e as chatices de um treinamento metódico e sistemático. Nosso sistema só é aberto para os atletas oriundos da classe média como Caio, Roger, Juninho e Casagrande, todos brancos e comentaristas. Eles são dissonantes em feições e tipologia física da maior parte dos jogadores brasileiros, negros e mestiços. Mas não os brancos conseguem administrar os clubes, dominados por famílias da elite sócio-econômica e culturas das principais cidades brasileiras. Flamengo, Vasco e Coríntians são times de massa e clube de elite. Seus dirigentes são eleitos por colégios com cerca de 300 eleitores. A maior parte da torcida desses clubes nunca colocou os pés dentro da sede "social" dos mesmos. Portanto, é irreal "democratizar" a CBF sem nos atermos as estruturas de poder vigente nos clubes e a competição exacerbada no processo formação de jogadores profissionais. Rezo para que deixemos de ser o "país do futebol". 

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Severino Januário

Em se trantando da preparação

Em se trantando da preparação dos atletas, que quase todos falam que leva muito tempo de treinamento rigoroso, é bom observar que o treinamento físico e tático de alto nível para ser assimilado necessita de um cerebro também adequadamente apto. Não é só necessário o treinamento físico que se deve levar em conta para preparar e aprontar atletas em função de  grandes eventos. Por isso propomos que haja um forte complemento intelectual. Entre outras coisas:

1 – Proibir rezar no campo, diante dos espectadores. Esclarecer, se possível com o auxílio de um teólogo, que rezar não é uma ação midiática, mas de recolhimento espiritual, que deve ser praticada, quando coletivamente, em templos, e quando individualmente, de modo solitário. Mandar fazer nos estádios capelas ou lugares adequados, para que quem achar necessário possa conversar com seus santos ou deuses em recolhimento, antes de entrar em campo. Agradecer a suas divindades por um gol, por exemplo, poderá ser feito, como o fazem os muçulmanos, mas sem atitudes pessoais espetaculosas.

2 – Incluir nos treinamentos um tempo, uma ou duas horas diárias, para estudar. A deficiência intelectual é gritante entre os atletas brasileiros. Isto os faz parecerem intelectualmente inferiores diante dos europeus, que teem uma melhor educação básica. Haveria um curso rápido de História das Civilizações, onde o foco seria a História dos Esportes, abrangendo noções básicas de geografia, e história geral.

3 – Para alguns, principalmente os que trazem frases bobas e outros símbolos sintomáticos tatuados, seria aplicado um tratamento especial de desinfantilização.

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Antonio Passos

Parabéns Nassif ! O 7 x 1 ainda não foi compreendido

A ficha ainda não caiu completamente, aquele 7 x 1 não foi apenas uma derrota, não foi apenas um vexame, foi um TIRO MORTAL no nosso futebol. E ainda tem gente pensando se Felipão deve continuar ou não. NINGUÉM continuaria em nenhum país que se preze. Porque é preciso que caia esta ficha, nosso futebol está "temporariamente MORTO". Qualquer seleção do mundo que perdesse de 7 a 1 EM CASA numa semifinal de Copa estaria aniquilada, a nossa muito mais por ser pentacampeã do mundo. Só nos resta um caminho, renascer, mas para isto temos que compreender o que está acontecendo e MUDAR. 

Você está tocando nos pontos fundamentais Nassif, mas quem vai ouvir, quem vai querer mudar tudo isto, quem tem força para isto ?

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Acabooouuuu!!!

Clique na imagem para mais tirinhas!

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CARLOS BORGES

Mudar o futebol, necessidade que independe do resultado da Copa.

Dá a impressão que só porque o Brasil perdeu é que precisamos mudar a organização do futebol no Brasil, todos os problemas que estão sendo apontados depois da derrota já existiam e muito pouco se falava.

A derrota desta forma eu credito ao Felipão que subestimou o time da Alemanha e quis ganhar no grito e na emoção. O apagão já vinha acontecendo em outros jogos e muito pouco eu ouvi dos colunistas esportivos sobre as causas, a maior parte do tempo era somente bajulação. Um apagão frente uma seleção fria e eficiente deu no que deu, uma histórica goleada.

 

 

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A Máfia do FutebolFIFA, CBF,

A Máfia do Futebol

FIFA, CBF, Federações estaduais, Cartolas, Empresários etc..

Uma intervenção na CBF, ou pelo menos uma CPI, já passou da hora

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Dulce (Madame X)

Luiz..."um dos tú" está NO

Luiz..."um dos tú" está NO MUNDO DA LUA?

JÁ HOUVE CPI DA CBF !!!! E não faz muito tempo nãum.

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Rosa Maria Anello dos Santos

Acabar com o monopólio das

Acabar com o monopólio das transmissões é fundamental e urgente. Absurdo a Globo deter a exclusividade de transmissão do futebol, do carnaval. As emissoras são concessão pública, logo direitos iguais, sem portecionismo.

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Hari Seldon

E a Argentina

OK, o futebol brasileiro tem que mudar, mas não vamos isentar Felipão e cia pelo fracasso e atribuir tudo a desorganização dos clubes e dos campeonatos. A Argentina não é exemplo de organização e, ainda assim, pode ganhar a copa. Sem dúvida precisamos e devemos melhorar na organização do esporte, mas a falha maior foi do time e, principalmente do técnico. Ou vocês acham que Gana, que empatou com a Alemanha, tem uma ótima organização no futebol?

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NALDO

Certo, mas ninguem estranho o

Certo, mas ninguem estranho o fato que tanto em 2010  e em 2014 os nosso melhores jogadores sairam da copa por fratura? Não é muita coincidencia? E o chororo dos adversarios contra a arbitragem? Até o joaquim entrou nessa; depois disso podiam dar um tiro num brasileiro dentra da area que não seria dado penalty. Tem muito estoria mal contada nessa copa.

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Marcos Nascimento

Nao existe mais romantismo no

Nao existe mais romantismo no futebol. Futebol eh tatica e treino. 

Se quiserem que o futebol seja arte, e que surja nos terrenos baldios um novo Pele, o que vai surgir eh somente malabaristas como esse video do youtube:

https://www.youtube.com/watch?v=feos8ikLsVM

Que para mim nao eh futebol, eh atracao de circo.

Se quiser ganhar copas, tem que se atualizar. Um excelente analise do jogo:

http://impedimento.org/futebol-e-tatica-aceitem/

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juarez.j.j.

Alemanha quase perdeu para

Alemanha quase perdeu para Gana. A Alemanha chegou na semifinal como a Argentina, a Holanda e o Brasil... capengando! Esse jogo de 7 x 1 significa que o futebol feio, quadradinho, insonso... está ameaçando o futebol arte! Tomara que não vá prá frente e, quem tem agora que tomar as providências é a Argentina na final... então, vamos torcer para los hermanos meu! mas...... 1) em março deste ano teve um desenho animado dos simpsons em que o Brasil perdia nessa copa por 2 x 0 para a Alemanha! 2) depois do 7 x1 o empire state foi iluminado com as 3 cores da Alemanha... ou seja, provávelmente, pelo que paira, Argentina by by! Mas, sendo otimistas, torcemos, em prol do futebol arte, do futebol beleza... etc... para que a Argentina, com mais flexibilidade, vença a Alemanha. OBS: o melhor futebol dessa copa foi 1º Holanda 2º Brasil  3º Argentina que, entre os 3, tem mais flexibilidade para jogar seu bonito futebol mas se precisar tambem joga o feinho.

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o futebol de hoje é apatrida

O futebol entre seleções nacionais tornou-se um anacronismo. O que existe hoje em dia é o futebol europeu baseado em times de futebol fortes e os centros exportadores de matéria prima (jogadores) para este centro. A CBF neste ponto é apenas mais um polo reprodutor deste modelo. É preciso deslocar o eixo economico e de decisões do nosso futebol para os clubes e passar a concorrer com o futebol europeu, isto já seria uma revolução considerável. Quanto ao desastre do mineirão não há explicações transcendentais. A conta da humilhação vai toda para a soberba e incompetencia da comissão técnica.  

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Vejo com ressalvas interferência Governamental

Vejo com ressalvas interferência Governamental, O Ministro Aldo Rebelo se manisfetou à favor de uma interferência indireta, não sei como seria, na minha opinião não deveria passar de uma mudança na legislação, os torcedores deveriam ter um poder de voto em alguns casos, mas, nada de repasse de dinheiro público, se essa for a interferência sou contra. Além do que, foi uma derrota dentro das quatros linhas, foi um desastre dentro da quatros linhas, com um grande fator de decontrole emocional dos jogadores e a tática empregada neste jogo. Pois, dinheiro e estrutura não falta neste mercado, em desenvolvimento cientifíco e tecnológico falta, vamos anlisar com calma. 

Uma coisa bem mais importante foi o chute do paraplégico, onde deve ter um maior interferência governamental é nesse setor quw devemos melhorar, investir. O governo deve investir em esportes como educação, a interferência acontece na base,com a função principal de educar, mas nada direconada a um esporte específico. O Ronaldo falou merda, ao comparar o futebol com prêmio nobel, mas, devemos investir e interferir em fabricação de cientistas, em pesquisas, mercantilismo é passado, uma nação grande começa desenvolvendo e dominado tecnologia nos dias de hoje. 

Reportagem:

http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/apos-vexame-na-copa-governo-quer-intervir-no-futebol-brasileiro/?cHash=0a328b20bd8591049846d34302aa6e0a

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altamiro souza

um troglodita qualqueer

um troglodita qualqueer  poderia dizer que o brasil é pentacampeão - o único - com essa estrutura mafiosa e conservadora na cbf-fifa e o escambau, mas certamente não estaria pensando em nada para melhorar em todos os aspectos o futebol brasileiro...

claro, cada nação tem seu jeito de organizar=se, mas usar os exemplos de fora não signfica submeter-se e sim aproveitá-los com inteligência em nosso país..

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A FIFA? Ora, a FIFA...

Posto isso (o trabalho de recuperação e saneamento do futebol alemão), insisto no que já disse aqui: o futebol brasileiro, pela sua importância no Brasil e no mundo, deve estar vinculado ao Ministério do Esporte. 

A CBF e todas as federações regionais devem ser extintas hoje. No mais tardar, amanhã, até antes do almoço. 

É questão vital. Segundo dizem os jornalistas daqui, disse um jornalista inglês: Futebol não é uma questão de vida ou morte. É muito mais que isso.

 

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MAF

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Carlos Cunha

     Nassif,      Falei há

     Nassif,

     Falei há algum tempo e repito agora: o maior absurdo do futebol brasileiro é o Marin. Não importa se ganhamos ou não, o governo devia ter obrigado a saída do Marin, sua figura patética de filhote da ditadura, surrupiador de medalhas. Não concordo com a realização da Copa no Brasil, não concordava antes quando foi anunciada e penso que isso só devia ser discutido lá, não há dois ou um ano da copa. Porém, o Marin é um tapa na nossa cara, e um governo sério deveria ter impedido que assumisse.

    Mas ele assumiu e fez seu sucessor.

    E vamos aceitar o sucessor, vamos aceitar isso tudo usando agazalhos da "nique" como dizia nosso atual ministro dos esportes? 

    Não podemos dar um centavo à CBF, ao contrário devemos fiscaliza-la e cobrar todo e qualquerr imposto possível.

    Eu adoro o futebol, eu adoro a seleção brasileira e torci e torcerei muito para ela. Mas não há futebol brasileiro sem que tiremos este grupo dele. 

    Não acho que a lei da Anistia deva ser revista, mas acho que o passado deve ser documentado. E quem participou daquilo não pode ser bem visto, não pode ser representante do nosso futebol Simplesmente não pode.

    Ou seja, ou muda o grupo da CBF, ou que nosso futebol fique na memória, de 58, de 82, mas não de 2014 com Marin, campeão ou não. Mas que nenhum dinheiro ou benefício público se entregue para estas pessoas, nada.

    Muito triste, mas ainda lembrando o que as pessoas fizeram fora do futebol...

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Carlos Lima

ESSA DERROTA É ALGO MAIOR QUE O FUTEBOL

Ninguém parou para pensar o que realmente aconteceu, estão novamente fazendo a leitura errada disso, assim como fizeram com os 0,20 centavos do ônibus, isso é algo maior e reflete um novo campo de batalha. Três perguntas: Quem é o governo atual? Quem dirige a CBF? E quem repercute os acontecimentos? E agora a principal pergunta, será que o inexplicável não se explica? Será mesmo? Insisto, estão olhando do lado errado. Tudo é possível em mentes psicopatas, absolutamente tudo. A CBF é uma verdadeira mina de dinheiro e alimenta corruptos de todos os naipes,  do campo à mídia, da política ao fascismo, fiquem esperto coisa ruim se aproxima novamente. É o mesmo aviso que mandei no início do ano passado, antes das pseudo manifestações. Estão dormindo no ponto, era preciso um estrago bem grande para relativizar e quem relativiza aqui no Brasil se não é a mídia, ela avisou vamos fazer o papel de oposição e esta fazendo e bem feito, a copa ia estragar tudo, era preciso fazer algo e algo foi feito em BH começado na Granja Comari, o que é? Procurem...acharão na certa. Alguns jogadores não sabem o Felipão talvez, mas a CBF..Ah..CBF e GLOBO nem estranharam, alguns jogadores estavam visivelmente GROGs...ou passados do ponto....Assistam o jogo novamente e observem, ha algo de errado,  façam uma leitura desse jogo e o jogo que rebaixaria o Cruzeiro em que tinha um time pior que do Galo e mesmo assim goleou de 6, comparem as duas partidas e as duas situações e onde elas aconteceram....e quem torcia para os dois resultados. Fiquem espertos.

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Dulce (Madame X)

Diga-me, por favor...como

Diga-me, por favor...como "interferir ou modernizar" empresas particulares, que são "subsidiárias" da FIFA, inclusive com um "TRIBUNAL E LEIS PRÓPRIAS" ?

Se a CBF quizer...BLOQUEIA até a carreira de Neymar. O que ela "faz" a FIFA pode dizer/ou não AMEM.

Uma seleção africana teve protestos de seus jogadores, pporque não receberam o prêmio. O presidente mandou o DINHEIRO, que foi anteriormente desviado pela encidade local, e DEMITIU O PRESIDENTE DA CONFEDERAÇÃO deles. A Fifa acabou de anunciar BOICOTE NACIONAL E INTERNACIONAL A TODO E QUALQUER JOGO COM ESTA SELEÇÃO. ESTÃO impedidos de participar de qualquer evento sob o signo FIFA. ( ACUSAM "INGERÊNCIA PRESIDENCIAL)

Acho que os paises precisam CORTAR AS CHANCELAS OFICIAIS, PARA DERRUBAR A FIFA QUE "ATUA" como Nação Autônoma.

No mesmo caminho vai o COI. (Comitê Olímpico Internacional)

 

 

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Comparar a importância da

Comparar a importância da Nigéria no futebol com a do Brasil é o mesmo que colocar lado a lado um inseto e um elefante.

Eles podem ser malvados pra caramba brincando com quem não tem força nenhuma.., não são loucos de fazer o mesmo com a Seleção mais vitoriosa do planeta.

Nós fomos humilhados mas a história do futebol - boa parte dele - ainda pertence ao país.

Se o Brasil sai da FIFA pode arrastar junto consigo outras federações e aí - meu amigo - tchau Fifa..

Detalhe: a toda poderosa FIFA é essa entidade mafiosa atolada na lama da cabeça aos pés..?

Ahh tá..

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Dulce X

Ah Chico, como gostaria que

Ah Chico, como gostaria que voce estivesse certo...ha algum tempo a Inglaterra quiz brigar com Fifa, e fundar novo grupo/entidade. No que deu mesmo??? ;) NADA!!!

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Seria dificílimo... Tenho

Seria dificílimo... Tenho absoluta certeza disso.

Há outras ações mais fáceis nesse campo.

O importante todavia é começar porque os ganhos são compensadores.

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Dulce (Madame X)

Só vejo uma

Só vejo uma possibilidade...uma REBELIÃO contra a FIFA, liderada pelos CAMPEÕES MUNDIAIS como: Brasil, Argentina, Inglaterra, França, Espanha, Itália, Uruguai. (Se OS SETE SE UNIREM...DERRUBAM OU REFORMAM A FIFA), Mas, convenhamos, isso é UM SACO DE GATOS!!!

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DanielQuireza

Tem toda razão. Não tem como

Tem toda razão. Não tem como o Governo local atuar sem chancela da FIFA. Isso torna o buraco ainda mais embaixo.

 

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O texto de ontem é bela

O texto de ontem é bela análise do passado do futebol e sua trama, possui visão do sistema e tem o toque da honestidade. É muito bom.

O de hoje olha para o futuro, é prescricional, tipo exortação, semi-político, compara este campo do esporte com o que foi feito num país bem diferente.

Não tem um oitavo da densidade do outro por motivo básico: exclui os agentes que seriam os responsáveis pelas mudanças, principalmente as lideranças políticas.

Tenho dez anos de literatura nassifiana nas costas e já me acostumei.

Lembro de um momento do blog quando rolou o mesmíssimo estilo "exortação palavras de ordem". Foi quando estourou o esquema Veja-Cachoeira-Demóstenes.

Dizia que era hora de passar o país a limpo, os auto-cinco-estrelinhas alvoroçaram, veio aquela onda do "agora vai!".

Na ocasião disse e vou repetir agora: daqui seis meses ninguém se lembra mais.

Num outro tópico sobre a humilhação do Mineirão um carinha chamado Fábio alguma coisa disse que a tragédia do país é não aprender com as tragédias. Ele está certo.

.

Há um código, estrutura, padrão de comportamento, atitudes ou simplesmente tradição que cai sobre as forças de mudança com peso de chumbo.

Dito de modo mais simples, há grande dificuldade de agir, enfrentar, propor para o coletivo, distribuir, desconcentrar, descentralizar.

É coisa que não é apenas difícil, mas extremamente difícil. Alterar o caminho natural das coisas exige uma série de fatores: grandes líderes, histórico de "mudanças" e período de tempo longuíssimo.

Pegue as referências políticas do país situados no lado de onde poderia ocorrer a mudança, por exemplo.

A Dilma é uma das pessoas mais poderosas do mundo porque é a Dilma ou porque ocupa posto relevantíssimo? Entretanto, qual a chance dela usar sua força presidencial? Nenhuma.

Nenhuma porque não quer, porque não sabe ou simplesmente porque é mais um político abaixo dos nossos problemas.

Em relação ao Lula eu apenas acrescento que batalhou para realizar o sonho corintiano de estádio próprio, aliou-se a um cara que implodiu o Clube dos 13 fazendo parceria com a Rede Globo.

Um dia vocês vão entender que a avaliação do papel de um líder se dá pelo que é capaz de fazer e naquilo que a covardia o faz ser omisso.

 

 

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Gleison

Perdendo craques para o crime

Alguém já pensou em quantos craques em potencial são perdidos para o crime, para o tráfico de drogas, ou mesmo para o vício? quantas vidas são perdidas por falta de oportunidades, de orientação, de opções de esporte e lazer? já vi garotos bons de bola, não sei se suficentemente bons para um dia disputar uma copa, mas com certo potencial, que em vez de seguir a carreira no esporte acabaram rumando para o mundo do crime. 

E não é só a questão do esporte de alto rendimento, da formação de super-atletas. Sinto falta de opções de esporte como lazer, como fator de promoção da saúde física e mental, de exercício da cidadania, de formação de caráter, de afastamento das drogas e do crime. Criação de centros de esporte e lazer supervisionados, escolas de educação básica em tempo integral com opção para práticas esportivas e culturais no horário oposto ao das aulas. Se conseguri formar um atleta profissional a cada mil jovens, teremos ainda de lucro 999 praticando esportes, socializando, aprendendo, se tornando cidadãos. É isso que percebo que falta. E poderia ser feito através de parcerias entre o setor público, clubes, federações, empresas privadas, voluntários. Bastaria boa vontade.

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O Núcleo Barão de Itararé

O Núcleo Barão de Itararé está com o processo completo do Darf da Globo que tem tudo a ver com futebol brasileiro, CBF e Fifa.E a partir de domingo promete divulgar o processo, entregando o seu conteúdo inclusive para a mídia internacional.

Vamos ver como a imprensa nacional vai se portar sobre o assunto. Aliás, acho que nem precisa ver. Porque a imprensa brasileira, esta mesma que está execrando Filipão e jogadores, vão fazer que não vão ver. Inclusive os "Juca Kfouri", PVC e assemelhados".

E tem um motivo para sentarem em cima da denúncia: não dá para pegar o PT, nem a Dilma com o mesmo.

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Vera Lucia Venturini

  o futebol é arte engenho nas terras brasilis

 

o futebol é arte engenho nas terras brasilis na emoção viva de um povo

futebol - patrimônio dos brasileiros, como água pro vinho é o da francesada 

instituição do estado: diz respeito à regulação controle de qualidade zelo político 

tal qual garantir confiança soberana da moeda da língua do éthos da coesão nacional

futebol - patrimônio da brasilidade da identidade nacional da ludicidade do povo pela bola

...amarelou...

"sentiu vestiu" 

a camisa amarela:

amarelou! amarelou!

6 min. 4 gols 1 catástrofe!

diante da cavalaria prussiana

imagem-metáfora do país humilhado envergonhado na sua emoção sociocultural razão do ser brasil

imagem-metáfora de um governo responsável por não cuidar do patrimônio lúdico-épico do povo brasileiro

como é possível o governo de resistência à ditadura delegar o futebol nas mãos sujas cartoliais do senhor dedo-duro e de seus vassalos?

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"Não há segredo que o tempo não revele, Jean Racine - Britânico (1669)" - citação na abertura do livro Legado de Cinzas: Uma História da Cia, de Tim Weiner. 

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agincourt

Nassif no Mundo da Bola.

A lição aprendida por Luis Nassif no desastre do Mineirão: é hora de jogar pra galera... (Aqui a gente força só um pouquinho e diz que o principal culpado é a Globo.)

Fala sério, Nassif.

Se a seleção brasileira tivesse ganhado da Alemanha – mesmo que fosse nos pênaltis – ou perdido por um placar normal – 2 x 1, 1 x 0, 3 x 2, ou mesmo 3 x 1 – os problemas apontados , e muitos outros, persistiriam; porém, seríamos  poupados dessa  medíocre postagem de ocasião.

(Parece que Nassif acha que todo leitor deste blogue é um joão, facilmente parafusável na lateral...)

...

Trecho de uma historinha várias vezes contada por Juca Kfouri:

“Saí dessa cerimônia, com 52 anos de idade, às vésperas de me tornar avô, e esmurrava o ar dentro do táxi de felicidade e dizia: “ferraram-se”. Meu professor de sociologia na USP, Gabriel Cohn, dizia para não acreditar em sociólogo no Brasil que não tivesse os fundilhos da calça puídos pela arquibancada, e eu pensei “o Lula tem”. Eu o conhecia desde as greves do ABC, porque tinha sido designado pelo sindicato dos jornalistas para cobrir as greves. Achava que a cartolada estava ferrada. Seis meses depois, o Lula estava de braços dados com o Ricardo Teixeira fazendo o jogo pelo Haiti, que foi uma coisa bonita, mas ele se deixou seduzir de uma forma tal que até a Timemania fez para os caras.”

Para maiores informações, clique abaixo.

http://www.revistaforum.com.br/blog/2013/08/juca-kfouri-tempo-para-virar-o-jogo/

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Marcos K

É tudo uma máfia. Acho que

É tudo uma máfia. Acho que mudanças na CBF só serão feitas quando acontecer a desgraça suprema: ficar fora de uma Copa do mundo. Sim, acho que a coisa pode piorar muito ainda e as possibilidades disso acontecer são imensas. Aí os prejuízos serão maiores que os lucros e os caras vão se mexer. Antes disso eu, sinceramente, duvido que alguma coisa mude nessa cloaca formada pela nefasta dupla CBF + Globo.

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Luiza W.G

As liçoes do desastre e a necessária intervençao do Estado

O esporte é patrimonio nacional de uma naçao, e como tal, tem que ser, sim, tratado como política pública e ser regulado pelo EstadoQue se danem os que acham que isso é comunizaçao do esporte e que o ESTADO nao tem que se meter. Tem e Deve!  Quem nao quer é porque se beneficia do esquema.   

Se nao houver a intervençao do ESTADO no esporte nao haverá mudança no status atual de qualquer modalidade esportiva praticada no Brasil, nao só a do futebol, porque o o modelo(estrutura) adotado para TODOS os esportes, passando pelas Federacoes e Confederaçoes, campeonatos, está todo ele corrompido por esquemas de corrupao de toda sorte. Denúncias é que nao faltam. É o poder público que tem que promover as mudanças necessárias, nao há saída.

Lembram-se do lutador Aurélio Miguel denunciando a corrupçao na Conderacao de Judo? Ele só conseguiu falar porque foi medalha de ouro naquela ocasiao, aliás, recebeu o apoio de seus pares Foi perseguido mas conseguiu fazer algum barulho - nada mudou!  Atletas de diversas modalidades esportivas já tentaram denunciar,a corrupçao mas acabam se prejudicando e enfrentando represálias, mas nada muda! A mudança nao pode partir dos atletas, eles sao vulneráveis. Alguns jornalistas, críticos de futebol, também já tocaram nessa ferida e sao vistos como "criadores de caso". Juca Kfouri e o boca-do-inferno Cajuru.sao exemplos disso - colecionaram processos, perseguiçoes e o Cajuru sofreu até ameaça de morte.

.Quiçá a Dilma seja reeleita e, um dia, ela consiga "trombrar" de frente com essa "quadrilha" que se apoderou do esporte no Brasil. Mas o povo nao pode ficar de fora dessa - os "zilhoes" de brasileiros tem que apoiar a medida, dar retaguarda. Resta saber é se o governo federal vai comprar essa "briga". Lembrando - se a tentativa de regulamentacao da imprensa deu o que deu, a do esporte, entao, promete ser outra turbulencia daquelas. É infarto na certa !

Essas "pérolas" abaixo foram retiradas do próprio post acima, mas que "ainda" sao o  "sonho de consumo" para o esporte no Brasil. Ler somente é pouco, melhor seria começar a decorar, Nao custa sonhar. Um dia chegaremos lá...  

 

 1 -   acabar com o monopólio das transmissões esportivas e com toda forma de abuso de poder

 2 -  mudar a lei que permite a eternização dos dirigentes, permitindo inclusive a criação de modelos de capital aberto;

 3  -  enquadrar os clubes esportivos, visando a transparência e a solidez financeira; 

 3.1 - campeonato nacional - impondo uma política financeira rígida, com um manual [...] especificando normas financeiras. Três vezes por ano os clubes são obrigados a enviar relatórios sobre suas atividades.

 4- uma ação pesada das autoridades contra as práticas criminosas comuns no setor, especialmente aquelas ligadas à lavagem de dinheiro.

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Afirmações nada democrática!

Afirmações nada democrática, como assim: "Que se danem os que acham que isso écomunizaçao do esporte e que o ESTADO nao tem que se meter. Tem e Deve!"

afirmação autoritária, o governo deve incentivar e intervir em esportes visando a educação, a vergonha da seleção foi nas quadros linhas, o pessoal quer misturar muito as coisas, o chute do paraplégico mererce muito mais atenção que o futebol, será que o cientista que desenvolveu tem o suporte necessário, será que não deveríamos investir mais em pesquisa?? Lembrando que no mercado futebol não falta infaestrutura e dinheiro, já em desnvolvimento científico e tecnológico falta, todas as nações que dominam e desenvolve nesta área são grandes, esporte é importante, mas estão dando muito valor para esta derrota que foi a junção de descontrole emocional e tática aplicada. 

Regulamentação da imprensa e outra coisa deve acontecer pois exerce a função social de informação, e essa função deve ser plural, coisa que não acontece hoje. O esporte deve ter investimento e interferência na base, direcionado a educação, por parte do governo, vejo com ressalvas qualquer interferência, como o Ministro Aldo Rebelo já se manifestou à favor de uma interferência indireta, não sei como seria esta interferência, mas, a princípio vejo com ressalvas.

http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/apos-vexame-na-copa-governo-quer-intervir-no-futebol-brasileiro/?cHash=0a328b20bd8591049846d34302aa6e0a

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Um novo aposto para "Brasil"

Há muitas décadas o futebol vem se transformando em um grande negócio que tem um esporte popular como suporte. E há quase tanto tempo também o Brasil deixou de ser o país do futebol, embora insistamos em não aceitar essa realidade e continuemos a designá-lo assim.

Não foi apenas aqui que a popularidade do futebol perdeu a espontaneidade de sua prática. Outros centros como Uruguai e Argentina também foram atingidos pela ultra-profissionalização do esporte. Há anos ouvi de um uruguaio que, no seu país, as famílias de meninos com oito ou nove anos de idade, cuja aptidão para jogar bola fosse identificada nas ruas, eram imediatamente procuradas por “agentes” a fim de assinarem contratos desde a infância.

A derrota vexatória na semi-final da copa do mundo de 2014 para a seleção da Alemanha, talvez possa ser considerada uma bela metáfora para ajudar a entender que assim como o mundo das finanças se unificou para garantir altas rentabilidades da moeda, no mundo do futebol perderam um pouco o sentido as seleções dos melhores de um país e passaram a ter muito maior importância os clubes-empresa que, mutatis mutandis, equivalem às grandes corporações globais que têm, em muitos casos, poder maior que os governos de estados-nação.

Ao buscar-se consolo durante o luto esportivo pelo qual a grande maioria dos brasileiros está passando, dois aspectos aparecem no horizonte: o primeiro estritamente referente à competição e de viés negativo, isto é, a compreensão de que teria sido muito pior se o desastre viesse a ocorrer numa final; o segundo, mais amplo e mais importante, baseado numa projeção positiva de que o Brasil está apto para ganhar um novo aposto.

Fora dos estádios, o riquíssimo e emocionante desenrolar do megaevento no Brasil revelou ao mundo um lugar maravilhoso em termos de paisagens, climas e de gentes e, mais que tudo, de comportamentos. Embora haja de tudo do humano, naturalmente, entre o povo brasileiro, preponderaram a tolerância, a cordialidade e a alegria na recepção aos visitantes de tantos e tão distintos lugares do planeta.

É chegada a hora de começarmos a chamar esta pátria de “Brasil, o país de todos os povos”.



 

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Mauricio Salles

Saudades de Ari Vidal

 

Excelente discussão de André e Vandirson. Concordo com a visão realista do André, mas a sua, Miope, se aproxima da minha. Esse assédio que "desconcentra" mais o clima de "não vai ter copa" foram um ingrediente letal, especialmente para esses atletas com pouca informação sobre o país e que vivem lá fora. Normalmente eles já se informam pouco sobre o país e as noticias veiculadas nós sabemos que não são idôneas. Logo, o clima no país, para esses atletas, deve ter sido estranhíssimo. Mas sobre essa orgia de assédio na Comary, ficou me lembrando da bandalheira que foi 2006, com atletas acima do peso, sem preparo algum, sob a regência de Parreira, o eterno. Sim, os resultados do futebol são surpreendentes. Mas isso não irá abolir o princípio de que estar melhor preparado é melhor do que não estar bem preparado. Seria ilógico contar apenas com talento e sorte. Que o diga o saudoso técnico de basquete Ari Vidal. Ele achava que treinar acima da média dos adversários faria o grupo entrar numa esfera quase transcendental de superioridade e merecimento. Uma das maiores alegrias que o basquete brasileiro me deu na vida não foi a grande vitória sobre os americanos na casa deles. Foi o terceiro lugar (terceiro lugar!) conquistado no mundial das Filipinas em 1978 - cesta no último segundo, quase do meio de campo, feita por Marcel. Jogávamos contra a Itália. Desde então, para mim, a preparação, o treino, o esforço, a modéstia, e nada de oba-oba, podem não dar o caneco, mas leva a gente muito longe nas conquistas.

 

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Que há a necessidade de se

Que há a necessidade de se reformular a fundo as estruturas do nosso futebol, isso é inquestionável. Minha crítica é quanto, mais uma vez, ser necessaária a participação do Estado num nível além do razoável. Tornamo-nos uma nação "Estado-dependente". O que não é necessariamente ruim, mas que tem que obedecer limites. 

Pode-se, sim, importar qualquer modelo desde que se possa incluso em políticas gerais e abrangentes de apoio aos esportes e tendo como escopo mais a educação e formação de crianças e jovens, e não o "negócio" futebol em si.

Também é questão rasa a necessidade de se rever o papel das mídias eletrônicas, em especial das Organizações Globo, nessa estrutura. É inadmissível o nível de interferência desse conglomerado por conta do seu poderio político-econômico-institucional. Poder este que alcança o paroxismo quando consegue impor horários de jogos para se adequarem à sua grade de programação. 

 

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DanielQuireza

Mas se com o Estado já

Mas se com o Estado já dificil, sem o Estado é impossível alterar as coisas.

Precisaria de um Presidente forte ou mesmo alguem do congresso com capacidade para liderar algum tipo de movimento nesse sentido.
 

Mas também tem que ser alguem com coragem e conhecimento para entrar nessa briga, que teria que ter o apoio do judiciário, do congresso e da sociedade.

Essa derrota do Brasil poderia servir de pretexto para algo do tipo.

O problema é o fase atual do País, em um momento delicado de eleições com o risco do atual Governo perder.

Então, as chances de algo mudar são muito pequenas.

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Aprendeu hein..?

Aprendeu hein..?

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DanielQuireza

Eu sempre achei estranho essa

Eu sempre achei estranho essa questão do dominio da CBF no futebol e defendo intervenção estatal sim, sempre defendi.

Mas eu sei que é muito dificil disso ocorrer.

Fiz um comentário a respeito em outro post:

 

As propostas genéricas são boas, o problema é a execução disso dai que é muito complexa e intrincada.

Em toda revolução ocorrem abalos no inícío - até o novo modelo se consolidar - e ai o Governo viraria refém, pois a conta da piora inicial no futebol seria debitada a ele.

Tavez a melhor atitude seria atuar nos bastidores, ir comendo a CBF pelas beiradas. Sufocando ela de alguma maneira, talvez tributária, judicial, etc. Ir criando empecilhos e dificuldade, sempre muito bem fundamentada, até inviabilizar a entidade e a estrutura atual.

Forçar a mudança do sistema por dentro. E ai, quando estivesse tudo destroçado o Governo surgiria como Salvador, tomando o futebol para sí e mudando a gestão.

Assumir a luta de frente contra a atual ordem do futebol é suicídio para qualquer político.

É preciso algum operador de bastidor capacitado para assumir esse ônus.

 

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Concordo com quase tudo

Concordo com quase tudo principalmente no tocante a intervenção estatal na CBF e modo de agir sobre a entidade minando suas forças paulatinamente.

A única coisa que me incomoda é ver o tanto que vcs - por outro lado - eximem os líderes da ação.

Vc diz suicídio político? Eu digo suicídio social é vc ter uma das famílias mais ricas do mundo concentrando patrimônio de 20 bilhões de reais.

É então para minar a força dos caras paulatinamente.? Mas então por qual motivo não fazem.?

Porque são covardes, cagões e acima de tudo políticos mediocres que não sabem usar capital político.

Canso de dizer isso aqui... Um dia quem sabe aprendem mais essa

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DanielQuireza

Tem ainda outro problema que

Tem ainda outro problema que esqueci de citar e está em comentário acima.

O conluio entre a FIFA  e todas as confederações mundiais, inclusive a CBF.

Se o Governo - qq Governo - simplesmente intervir na CBF a FIFA ferra com o país do futebol e ai sobra para o Governante de Plantão.

 

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rosenvald flavio barbosa

verdade Daniel veja o

verdade Daniel

veja o seguinte: Dilma propõe maior participação popular da sociedade, e chamam de bolivarização....

imaginem intervir no futebol, os reaças vão ficar loucos.....

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A FIFA mandar a Nigéria para

A FIFA mandar a Nigéria para o espaço é uma coisa.., fazer o mesmo com a Seleção é outra bem diferente.

Digo mais: a Fifa põe em risco sua existência chutando a Seleção para fora do barco.

Cinquenta por cento da história do futebol mundial é brasileiro.

 

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Marcos Nascimento

A ideia de que vai surgir no

A ideia de que vai surgir no meio do povo um novo Pele eh muito romantismo.

O futebol moderno se constroi nas escolinhas de futebol, com bons tecnicos. Se deixar pelas peladas do Brasil afora, o que acaba surgindo eh somente uma foca de circo que consegue fazer malabarismos com a bola.

O toque, posicionamento, passe, estrategia, visao soh se aprende em escolas caras, normalmente em clubes.

Neymar por exemplo jogou desde os 10 anos no Santos. O Messi foi pra Barcelona aos 12 e antes disso jah treinava em clubes.

 

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a lição de casa de ferreiro espeto de pau

a lição de casa de ferreiro espeto de pau já começa na arrumação geral da salada de imagens ilustrativas do post... colocou até uma fotografia do flamengo jogando em casa!!!???!!

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"Não há segredo que o tempo não revele, Jean Racine - Britânico (1669)" - citação na abertura do livro Legado de Cinzas: Uma História da Cia, de Tim Weiner. 

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NALDO

Certo, mas futebol é jogador,

Certo, mas futebol é jogador, tatica e torcida; se o brasil ganhasse tinha gente pedidndo desculpas para o felipãp como em 2002; tem que acabar com os esquemas de empresarios que prejudicam os clubes, formação de novos tecnicos com intercambio, a copa america vem aí, não se devem esquecer da torcida, e o descaso com a  seleção já começa no uniforme, é cada presepada que cometem com a nossa gloriosa camisa, cada invencionice, esse uktima parecia que foi feita numa oficina de fundo de quintal, nossos jogadores pareciam um bando de esmolambados (tralvez seja essa a intenção), alias qualquer uniforme que vejo da olimpiadas de panamericanos é um pior do que o outro.

O governo tambem tem que para com a conversinha que a cbf é privada, pode ser ,mas os investimento quando necessarios são publicos então o governo e os congressistas tem que por ordem na casa.

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Perfeito Nassif.

O problema é que a Argentina pode ganhar essa copa com o mesmo modelo brasileiro.

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Franklin.

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Mauricio Salles

Mãs...

Mas que nós saibamos, o Messi, o Mascherano, o Di Maria não ficaram aparecendo no "Esquenta" sendo entrevistados pelo Mumuzinho...

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DanielQuireza

O problema é: quem vai mexer

O problema é: quem vai mexer nesse vespeiro ? Só o Governo teria esse poder e dificilmente fará.

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Elvys

Não tem como relembrar de um

Não tem como relembrar de um grande jogador nessas horas que discutimos quais rumos o futebol brasileiro deve tomar. Falo do saudoso Dr.Socrátes, fino da bola e da análise futebolísticas em geral. Quem não se lembra de Socrates desafiando o pilantra do Ricardo Teixeira para um debate, sobre qualquer assunto, a qualquer hora, no local que quisesse? Só uma pitada dos comentários do saudoso Magrão: o Japão passou a utilizar o futebol como elemento para socialização das pessoas e reforçar o trabalho em equipe. Além de inúmeras análises ponderadas (ou não, depende do ponto de vista). Que falta faz o grande Doutor!

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Onkoto

E nao somente a CeBeFe!

Nassif,

 

eu ia comecar com "mas nao ...", porem chega de adversativas!!!

o fulcro da questao esta no modelo de gestao de TODOS os esportes, e nao somente da CBF.

veja o tenis. Tivemos, num passado nem tao recente, um cracasso. Guga. O cara eh simplesmente reverenciado lah fora. Qual o legado desta carreira no Brasil? Nenhuma! Ele foi, de novo, simplesmente ignorado pelo nosso stablishment esportivo, no caso a CBT. Quantos garotos aa epoca foram motivados? Qual o apoio desta confederacao aa populacao? O que se aproveitou deste periodo? NADA.

o pior eh que uns trinta anos antes da era Guga tivemos uma cracassa, Ma. Ester Bueno, outra reverenciada la fora. Ateh hoje!!

ah, e essa discussao de hoje somente acontece porque envolve o futebol, que eh o unico esporte disseminado em todos os estratos sociais. Os demais esportes sao considerados elitizados.

precisamos de reformas estruturais, ate nos esportes.

isso somente acontecerah se mudarmos nossa forma de nos vermos, eh quase cultural.

Sem perder a esperanca,

 

Onkoto.

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