Sugerido por Tamára Baranov
Do Estadão
Por Claudia Belfort

Responda em dois segundos se esse retrato é de um homem ou de uma mulher.
Responda em outros dois segundos se a pessoa fotografada parece viva ou morta.
Saiba, é uma mulher e ela está morta.
A foto faz parte de um documentário que a fotógrafa norteamericana Jill Peters está desenvolvendo sobre as últimas virgens juramentadas da Albânia. Remanescentes de uma tradição quase extinta – hoje elas não chegam a 100 – essas mulheres ignoraram suas identidades para viver como homem. Não por uma afirmação de sexualidade, mas para sobreviver às rígidas restrições impostas às mulheres entre comunidades das montanhas dos Balcãs, sudeste da Europa.
Os camponeses dessa região viveram por 500 anos sob as normas do Kanum, um código de honra que vigorou até o início do século XX, e que limitava às mulheres os cuidados da casa e dos filhos. Só. Elas eram proibidas de ter uma profissão, trabalhar, dirigir, beber, fumar, não tinham direito a herança e tornavam-se propriedades do marido. Elas não podiam cantar. “Naquela época ser mulher e ser um animal era a mesma coisa”, disse uma virgem juramentadas, Pashe Keqi, numa entrevista ao The New York Times. Ela nascera em 1930.
O Kanum permitia, no entanto, que a mulher se proclamasse homem, passando consequentemente a viver sob as mesmas regras deles. A partir de então podiam podiam trabalhar e tornar-se patriarcas, sendo muitas vezes o único “homem” do clã.
Essa regra do Kanum tem origem nas precárias condições de sobrevivência nas montanhas da Albânia, agravada pelos crimes de vendeta, outra tradição no país, que chegava a dizimar todos os integrantes do sexo masculino numa família. Na ausência de um herdeiro, a mulher mais velha do clã era obrigada a proclamar-se virgem para garantir o sustento e a honra dos familiares. Outras proclamavam-se homem para ter autonomia e evitar o casamento arranjado.
Para isso, elas faziam um juramento público de virgindade e celibato, cortavam os cabelos e adotavam trajes e gestos masculinos para a vida toda. Deixariam a condição de serva se também deixassem a de mulher, se renunciassem ao sexo, à maternidade e à identidade.
É, de um certo modo, um matar a si mesma.

Jorge Nogueira Rebolla
21 de setembro de 2013 3:55 pmVale a pena ver de novo?
dom, 09/12/2012 – 10:00 – Atualizado em 10/02/2013 – 13:37
Por Vaas
Virgens Juramentadas
Dê
21 de setembro de 2013 4:13 pmNunca tinha ouvido falar
Nunca tinha ouvido falar sobre isso. ou seja, uma morte em vida!!
Anarquista Lúcida
21 de setembro de 2013 4:40 pmSe correr o bicho pega, se ficar o bicho come…
Mas trata-se de uma escolha entre duas perdas de identidade, nao? De um lado, perda da sexualidade e da maternidade; de outra, a seus direitos de gente, virar uma coisa, propriedade de alguém. Sendo os homens dessa comunidade como deveriam ser, dados esses costumes, ainda acho a soluçao tomada por essas mulheres a menos ruim.
joao
21 de setembro de 2013 4:44 pmPor Vaas Virgens Juramentadas
esquentaram ou foi LN
https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/as-virgens-juramentadas-da-albania
Adriana M Carvalho
21 de setembro de 2013 5:09 pmSer sapatão não é o nosso maior problema!.
ATIVISMO GAY, dominado por gays homens usa o homossexual feminino para tentar aliviar o grande preconceito que qualquer sociedade tem sobre o homossexualismo masculino….Estranhamente,de todas as lutas que nós mulheres travamos, a única, em destaque, principalmente pela mídia, que é dominado por gays homens, é o direito de ser homossexual.As mulheres ainda são exploradas, abandonas, não tem poder nem econômico, nem político; ganham menos que os homens. Para o mercado de trabalho, matrimonial e social ainda temos que seguir os padrões de beleza, juventude e magreza!…..Nós e nossos filhos não temos uma boa educação, saúde, habitação ou segurança, mais parece que o ÚNICO E O MAIOR PROBLEMA que temos e de ser SAPATÃO!. …..Será que, se? o homossexualismo fosse só feminino haveria tanta gente discutindo o problema e defendendo a causa???!….O mais estranho é que, o homossexualismo masculino causa um grande mal a nós mulheres, quantas mulheres são mortas pela bulimia e anorexia, conseqüência de padrões de beleza criado por estilistas, que na suas grande maioria são gays!.
ana s.
21 de setembro de 2013 6:25 pmEsse é um dos comentários
Esse é um dos comentários mais absurdos que já li por aqui – e olha que o páreo é duro.
Kd o Gunter?
Tamára Baranov
21 de setembro de 2013 8:42 pmA começar pelo termo
A começar pelo termo ‘homossexualismo’, impregnado de conotações patológicas. Aliás, se repararmos bem, o ismo é sempre usado pelos fundamentalistas e fascistas para subliminarmente afirmar que gays são doentes. Isso quando não reduzem a orientação a opção sexual ou prática homossexual.
Gunnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnterrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Ivan de Union
21 de setembro de 2013 9:06 pmUFA! Finalmente duas
UFA! Finalmente duas mulheres falaram o que eu queria falar sem ser acusado de nada.
Que horror de comentario!
tonicco
21 de setembro de 2013 9:02 pmInteressante este olhar pelo
Interessante este olhar pelo lado da psicanálise. Só ela para nos mostrar o fundo da nossa alma.
Adriana M Carvalho
21 de setembro de 2013 10:07 pmEssa discurssão só interessa ao gays homens
Os mais interessados e os mais beneficiados sobre o debate diário do homossexualismo feminino, são os gays homens, esse assunto é um cavalo de troia. O homossexualismo feminino é INFINITAMENTE MENOR que o masculino, essa é a última preocupação feminina, mais mesmo assim, está na mídia diariamente.
Temos problemas muitos mais sérios, como o aborto, mais como o homem não fica gravido, esse assunto é negligenciado……. SEM DÚVIDA NENHUMA, um dia que o homem gerar filhos,o aborto será discutido igual ao homossexualismo na mídia, ESTARÁ TODO SANTO DIA!.
Ricardo Cavalcanti-Schiel
21 de setembro de 2013 5:37 pmIgnorar? Identidade?
“Ignoraram sua identidade”…
Meu Deus, que bestialidade antropológica!!!
Marisa
21 de setembro de 2013 7:59 pmMorrer ou morrer, não havia
Morrer ou morrer, não havia outra alternativa. Chocante.
IV Avatar do Rio OOOOOOooo
21 de setembro de 2013 11:30 pmUma pena que o vídeo é em
Uma pena que o vídeo é em ingles
“Feudos de sangue ainda são prolíficos na Albânia, onde um olho por um olho é normal. A prática mais estranho foi que os homens de uma mesma família são mortos e uma mulher sobreviver torna-se o homem de família.”
TVBalkanTVBalkan 5 Meses AtrásHey , essa tradição também estava presente entre sérvios , croatas e búlgaros nas zonas rurais da Sérvia , no oeste e no Kosovo , Montenegro, Herzegovina , Bulgária e algumas partes da Dalmácia.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=4KgS3G9W-XM%5D