Do Outras Palavras
![Bombardeiro B-52 equipado com armas atômicas. Para Boaventura, "várias agências de segurança [norte-americanas] fazem planos já para o Day After de um confronto nuclear"](http://outraspalavras.net/wp-content/uploads/2014/12/140210-Nuclear22.jpg)
Washington provoca Moscou em três frentes, atiça possível conflito nuclear e ignora opinião da sociedade norte-americana. Em nome da “democracia”?
Por Boaventura de Sousa Santos
Tudo leva a crer que está em preparação a terceira guerra mundial. É uma guerra provocada unilateralmente pelos EUA com a cumplicidade ativa da UE. O seu alvo principal é a Rússia e, indiretamente, a China. O pretexto é a Ucrânia. Num raro momento de consenso entre os dois partidos, o Congresso dos EUA aprovou no passado dia 4 a Resolução 758, que autoriza o Presidente a adotar medidas mais agressivas de sanções e de isolamento da Rússia, a fornecer armas e outras ajudas ao governo da Ucrânia e a fortalecer a presença militar dos EUA nos países vizinhos da Rússia. A escalada da provocação da Rússia tem vários componentes que, no conjunto, constituem a segunda guerra fria. Nesta, ao contrário da primeira, assume-se agora a possibilidade de guerra total e, portanto, de guerra nuclear. Várias agências de segurança fazem planos já para o Day After de um confronto nuclear.
Os componentes da provocação ocidental são três: sanções para debilitar a Rússia; instalação de um governo satélite em Kiev; guerra de propaganda. As sanções são conhecidas, sendo a mais insidiosa a redução do preço do petróleo, que afeta de modo decisivo as exportações de petróleo da Rússia, uma das mais importantes fontes de financiamento do país. Esta redução trará o benefício adicional de criar sérias dificuldades a outros países considerados hostis (Venezuela e Irã). A redução é possível graças ao pacto celebrado entre os EUA e a Arábia Saudita, nos termos do qual os EUA protegem a família real (odiada na região) em troca da manutenção da economia dos petrodólares (transações mundiais de petróleo denominadas em dólares), sem os quais o dólar colapsa enquanto reserva internacional e, com ele, a economia dos EUA, o país com a maior e mais obviamente impagável dívida do mundo.
O segundo componente é controle total do governo da Ucrânia de modo a transformar este país num estado satélite. O respeitado jornalista Robert Parry (que denunciou o escândalo do Irã-contra) informa que a nova ministra das finanças da Ucrânia, Natalie Jaresko, é uma ex-funcionária do Departamento de Estado, cidadã dos EUA, que obteve cidadania ucraniana dias antes de assumir o cargo. Foi até agora presidente de várias empresas financiadas pelo governo norte-americano e criadas para atuar na Ucrânia. Agora compreende-se melhor a explosão, em Fevereiro passado, da secretária de estado norte-americana para os assuntos europeus, Victoria Nulland, “Fuck the EU”. O que ela quis dizer foi: “Raios! A Ucrânia é nossa. Pagámos para isso”. O terceiro componente é a guerra de propaganda. Os grandes media e seus jornalistas estão a ser pressionados para difundirem tudo o que legitima a provocação ocidental e ocultarem tudo o que a questione. Os mesmos jornalistas que, depois dos briefings nas embaixadas dos EUA e em Washington, encheram as páginas dos seus jornais com a mentira das armas de destruição massiva de Saddam Hussein, estão agora a enchê-las com a mentira da agressão da Rússia contra a Ucrânia. Peço aos leitores que imaginem o escândalo midiático que ocorreria se se soubesse que o Presidente da Síria acabara de nomear um ministro iraniano a quem dias antes concedera a nacionalidade síria. Ou que comparem o modo como foram noticiados e analisados os protestos em Kiev em Fevereiro passado e os protestos em Hong Kong das últimas semanas. Ou ainda que avaliem o relevo dado à declaração de Henri Kissinger de que é uma temeridade estar a provocar a Rússia. Outro grande jornalista, John Pilger, dizia recentemente que, se os jornalistas tivessem resistido à guerra de propaganda, talvez se tivesse evitado a guerra do Iraque em que morreram até ao fim da semana passada 1.455.590 iraquianos e 4801 soldados norte-americanos. Quantos ucranianos morrerão na guerra que está a ser preparada? E quantos não-ucranianos?
Estamos em democracia quando 67% dos norte-americanos são contra a entrega de armas à Ucrânia e 98% dos seus representantes votam a favor? Estamos em democracia na Europa quando uma discrepância semelhante ou maior separa os cidadãos dos seus governos e da Comissão da UE, ou quando o parlamento europeu segue nas suas rotinas enquanto a Europa está a ser preparada para ser o próximo teatro de guerra, e a Ucrânia, a próxima Líbia?
josé adailton
1 de janeiro de 2015 7:35 pmBABOSEIRAS
O blog publicando o conteúdo do texto abaixo está assegurando o direito de opinião.Só isso.
“Tudo leva a crer que está em preparação a terceira guerra mundial. É uma guerra provocada unilateralmente pelos EUA com a cumplicidade ativa da UE. O seu alvo principal é a Rússia e, indiretamente, a China. O pretexto é a Ucrânia. Num raro momento de consenso entre os dois partidos, o Congresso dos EUA aprovou no passado dia 4 a Resolução 758, que autoriza o Presidente a adotar medidas mais agressivas de sanções e de isolamento da Rússia, a fornecer armas e outras ajudas ao governo da Ucrânia e a fortalecer a presença militar dos EUA nos países vizinhos da Rússia. A escalada da provocação da Rússia tem vários componentes que, no conjunto, constituem a segunda guerra fria. Nesta, ao contrário da primeira, assume-se agora a possibilidade de guerra total e, portanto, de guerra nuclear. Várias agências de segurança fazem planos já para o Day After de um confronto nuclear.”
alfredo machado
1 de janeiro de 2015 7:52 pmDay After
Nassif,
A respeito de um Day After nos dias de hoje, como seria possível avaliar as consequências de um conflito nuclear ?
Não lembro de ter lido qualquer artigo abordando esta questão complicada prá xuxu, afinal, não é possível desconsiderar que um conflito nuclear possa destruir dramaticamente diversas potencialidades do planeta.
Qual seria o nível de radiação nuclear tolerável, caso possa existir alguma tolerância em relação a isto ? Considero este assunto como algo totalmente impevisível, consequência de um governo americano inteiramente irresponsável.
Sobre a grande mídia, repetirá o seu lamentável papel durante a invasão do Iraque, e aqueles poucos jornalistas que discordarem ficarão no mesmo barco de Assange e Snowden.
Ze Guimarães
1 de janeiro de 2015 11:33 pmO Day after
Sim, houve um artigo famosíssimo na década de 80, escrito cientista soviético Vladimir Alexandrov. As cinzas, a fuligem e a fumaça da explosão nuclear subiriam ao céus e bloqueariam a luz solar de todo o planeta Terra por anos ou décadas, matando toda a vida vegetal e por conseguinte a animal também da superfície da Terra. Quase todas as colheitas se perderiam. Sem luz solar as temperaturas despencariam ao extremo, como num inverno.
Estudos como este ajudaram a dissuadir Russos e Americanos a iniciarem um desarmamento parcial na década de 80. Na verdade, as bombas nucleares de hoje são muito mais potêntes do que as daquela época a muitíssimo mais do que as de Hiroshima e Nagasaqui. Os artefatos nucleares da segunda guerra tinham 12 kilotons, hoje em dia são comuns 2 megatons ou mais. Segundo estudos existem armas nucleares suficientes para destruir a Terra várias vezes, se possível fosse.
Portanto uma guerra nuclear hoje em dia seria muiuto mais devastadora. No caso de uma guerra nuclear não haveriam vencedores e perdedores, pois o inverno nuclear se encarregaria de liquidar todos os sobreviventes.
“Após este desastre emergiria um mundo gelado e estéril em que 90% das colheitas mundiais estariam arruinadas e a capacidade de geração de energia haveria diminuído em mais da metade. Sem meios para aquecer e alimentar as suas populações, as cidades se despovoariam. Para os que não morressem de imediato na guerra, o futuro seria sombrio. O caos estaria instalado, recursos vitais de regiões inteiras teriam sido perdidos ou comprometidos, haveria fome em grande escala e inumeráveis mortes por outros efeitos secundários”
http://pt.wikipedia.org/wiki/Inverno_nuclear
Djijo
2 de janeiro de 2015 1:57 amPara cada ação há uma reação igual e contrária
Lei de Newton. Imaginem BAs pipocando centenas ou mais só num lado da calota do Planeta. Vai tirar o Planeta de órbita, para o espaço ou de encontro ao Sol. Beleza de vitória, não?
Athos
3 de janeiro de 2015 4:50 pmEste e o principio de
Este e o principio de conservacao de energia formulado por Galileo Galilei.
Ramos de Carvalho
1 de janeiro de 2015 8:04 pmOs blog’s sujos da europa
Os blog’s sujos da europa estão avisando da futura ocorrência, a grande media quieta ou contra a Rússia. Quem somente lê, vê ou ouvi a grande media vai se surpreender e, logicamente, a Rússia será o próprio diabo.
Andre Araujo
1 de janeiro de 2015 8:20 pmNão é um texto analitico, é
Não é um texto analitico, é um passional ataque aos EUA, poderia ser escrito em Moscou.
1.Existe uma questão ucraniana real provocada por circunstancias historicas da existencia de grande proporção de russos étnicos no Leste da Ucrania. Esses russos querem que o Leste da Ucrania se separe e se una a Russia, com o que os ucranianos não concordam. Seria como se os catarinenses quisessem se separa do Brasil e se unir à Alemanha e o Brasil recusasse, a reação do Estado ucraniano é perfeitamente consentanea com o que faria qualquer Pais, todo Estado resiste à ser diminuido ou amputado.
Essa questão não foi inventada pelos EUA, ela existe por uma questão REAL.
2.Não acredito numa Terceira Guerra Mundial, haverá um acordo ou modus vivendi mais à frente, a crise dos misseis em Cuba foi mais séria e se fez um acordo na ultima hora.
3.A Arabia Saudita não tem mais a mesma ligação com os EUA, as relações hoje são muito frias. Os EUA não MANDAM na Arabia Saudita, tem influencia mas especialmente não controlam sua politica de petroleo. A Arabia Saudita não provocou a baixa do petroleo, não aumentou a produção, ela apenas não concordou com a proposta do Irã e da Venezuela de cortar 20% de produção para fazer subir os preços. A OPEP não controla toda a produção mundial, apenas 1/3 dela.
4.O uso do dolar como reserva mundial se dá por uma multiplicidade de circunstancias e nunca apenas por causa do comercio de petroleo. A primeira razão é a ausencia de outra moeda para substituir o dolar. A segunda é a existencia de instrumentos financeiros em escala unica em dolar para parqueamento da liquidez mundial.. Se um Pais tiver 300 bilhões de dolares em titulos do Tesouro americano e quiser vender amanhã, há liquidez para comprar no mesmo dia.
De outro lado, se um Pais quiser aplicar 500 bilhões de dolares amanhã, existem titulos do Tesouro americanos já emitidos e disponiveis para venda. O Federal Reserve System tem US$5,5 trilhões desses titulos em carteira.
Em nenhuma outra moeda há instrumentos de liquidez nessa escala para aplicar ou desaplicar.
È ridiculo dizer que a divida publica americana é impagavel. Ela tem um vencimento médio de 26,5 anos e é rolada desde que os EUA existem, no ultimo caso basta imprimir dolares para liquida-la, se for o caso.
Obviamente o autor não tem a mais remota noção de como se processam as transações com petroleo. Petroleo é uma commodity transacionada em bolsas por meio de contratos de entrega pronta ou entrega futura, esses contratos se liquidam em dolares por conveniencia de todas as partes, porque essa é a unica moeda de liquidez imediata sem limites. Se alguem quiser vender ou comprar em outras moedas não há contrapartes imediatas, será precisa procurar e elva tempo. Não é isso que sustenta o dolar, petroleo é 7% do comercio mundial, o dolar existe porque as instituições monetarias dos EUA são as unicas confiaveis, até pelos russos e iranianos, ou alguem acha que esses paises aplicam suas reservas na China?
O dolar existe como moeda reserva por causa da Historia, para construir uma nova moeda é precisa construir uma Historia de 100 anos, com duas Guerras Mundiais e solidez de instituições como o Federal Reserve, o Departamento do Tesouro, a Justiça de Nova York, a Bolsa de Chicago para commodities, isso leva tempo. Com todos seus imensos
defeitos os EUA são infinitamente mais confiaveis que a Russia ou a China para quem quer conservar seu dinheiro seguro, em 2014 US$115 bilhões fugiram da Russia, obviamente correm para o dolar, em 2014 os EUA atrairam 700 bilhões de dolares do resto do mundo com o juro quase a zero, se o juro subir o fluxo será muito maior.
Em 2014 o DOLAR se valorizou em todo o mundo porque a economica americana está em crescimento e demonstra solidez. O autor acha que o dolar está derretendo? Para derreter é preciso que outras moedas subam em relação ao dolar. Nenhuma subiu contra o dolar em 2014. Com juro quase zero, o dolar mostrou-se a moeda mais forte de 2.014.
valdez
1 de janeiro de 2015 10:16 pmotimo
Otimo, vc desmontou o texto. Tenho mais algo a afirmar sobre.
1- A UE nao está nem de longe pronta para um conflito belico com a Russia, se os EUAs estão com essa intenão, esqueceram de avisar a Europa. A OTAN luta hoje para que seus membros invistam mais em Defesa, pois sua estrutura está muito fraca, é mantida praticamennte sozinha pelos EUAs. Alias, o Putin fez otima annalise a respeito, dizendo que essa “demonização” da Russia é para, com base no medo, estimular gastos maiores em Defesa pela Europa
2- Nessa crise de petroleo EUAs e Arabia Saudita estão mais como inimigos, pois um dos principais afetados é o petroleo de xisto, petroleo baixo torna inviavel a produçao nos EUAs. Aqui existe um “misterio” sobre os custos de eextraçao , se for mesmo de 60 dolares o barril, petrokeo custando 55 dolares obrigara o encerramento da extraçao de petrolei de xisto pelos EUAs, o q seria um golpe nos bancos que financiaram o projeto.
3- E principal argumento de todos: GUERRA NUCLEAR NÃO EXISTE VENCEDORES.
alfredo machado
1 de janeiro de 2015 10:29 pmUSA & U$ & FED, uma bagunça danada
Andre,
Quando alguém fala em Federal Reserve System, FED para os íntimos, a maioria, inclusive de americanos, imagina que se trata do banco central americano, quando na verdade sempre foi uma instituição privada.
Dizer que o FED pode recomprar U$ 5 tri é fácil, pois se a China quisesse resgatar os seus mais de U$ 3 tri, será mais fácil o sargento garcia pegar o zorro do que o FED liberar a China daquilo que se tranaformou em “mico”.
E quanto ao “…..basta imprimir dólares para liquidá-la, se for o caso. “, socorro.
Andre Araujo
1 de janeiro de 2015 11:30 pmhttp://www.treasury.gov/ticda
http://www.treasury.gov/ticdata/Publish/mfh.txt
Meu caro, a China não tem tres trilhões, tem U.S. 1,279 trilhão em titulos do Tesouro, veja a planilha acima, do Departamento do Tesouro e jamais poderia resgatar tudo, os vencimentos são de 30 anaos.
O Federal Reserve System é composto de 12 bancos regionais, na origem os bancos privados eram acionistas mas o comando do suistema é centralizado no Board do Federal Reserve System em Washington, um board de 7 membros, todos indicados pelo Presidente dos EUA e aprovados pela Senado, portanto é inteiramente publico, o privado é só uma formalidade. Temos aqui um caso semelhante, o Instituto de Resseguros do Brasil, o IRB, os acionistas são todas as companhias de seguro mas a diretoria é indicada pelo Ministro da Fazenda.
alfredo machado
2 de janeiro de 2015 1:18 amU$ do BPC
Andre,
Errata,
Do montante de U$3,3 tri em reservas do BPC, 1/3 está no Tesouro americano.
Como também possui títulos de dívida de agências e grandes empresas americanas, uns 70% das tais reservas estão nos USA.
Quanto ao FED, é privado, quem roda a manivela não é o governo americano, que só estipula o quanto está precisando.
Andre Araujo
2 de janeiro de 2015 4:56 pmUm TERÇO de US$3,3 trilhões é
Um TERÇO de US$3,3 trilhões é US$1,1 trilhão, a China tem exatamente US1,279 trilhões, é o que eu disse e vc confirma.
Se a China tem bonds de empresas americanas é prova da confiança que ela tem na economia americana.
O FED não é privado, vou repetir, o Fed é o banco central dos EUA, criado por uma LEI de 1913, o Federal Reserve Act e tem TODO seu comando NOMEADO pelo Presidente dos EUA, como pode ser privado? Há uma diferença entre o Banco Central do Brasil, que é uma instituição do Governo, o Fed é uma instituição publica mas com autonomia em tese porque os membros do Board, chamado de GOVERNORS, tem mandato fixo de 7 anos. Digo em tese porque em duas ocasiões o Chairman do Board entrou em conflito com o Tesouro e teve que sair no meio do mandato, foi Eugene Meyer em 1933 e Thomas McCabe em 1954. Publiquei um livro de 900 paginas sobre esse tema, está a venda nas boas livrarias.
Dario Achkar
2 de janeiro de 2015 8:00 pmperfeito..
perfeito..
El Bartho
1 de janeiro de 2015 11:15 pmkkkkkk
“é um passional ataque aos EUA, poderia ser escrito em Moscou”, seria o sujo falando do mal lavado? Poderiamos dizer que determinado comentário é: “um passional ataque a Moscow, poderia ser escrito em Washington”….. Meu deus!!!!! começou bem o ano… kkkkkk
Daytona
2 de janeiro de 2015 12:43 am1) Comparação descabida, os
1) Comparação descabida, os catarinenses são brasileiros, falam português, estão distantes dos alemães, do outro lado do Atlântico, o país nunca foi dividido em uma guerra com simpatizantes dos nazistas. Os russos do leste ucraniano são russos, falam russos, e possuem ligações próximas com a Rússia, país vizinho.
3) Tinha um artigo no Asia times se não me engano sobre como os sauditas estão baixando deliberadamente os preços do petróleo para tornar a exploração do gás de xisto inviável. A estratégia parece promissora diante da elevada alavancagem promovida pela bolha do xisto, o que causaria uma crise irrecuperável para as indústrias do setor.
4) A gradual redução da utilização do dólar nas transações internacionais impõe limites à capacidade e aos custos de financiamento da dívida americana, o que é bastante sério.
Andre Araujo
2 de janeiro de 2015 11:34 amO custo da divida americana é
O custo da divida americana é baixissimo o juros do T bonds são de 2,5% ao ano, o dolar se volorizou em 2014 contra todas as moedas do mundo, não há redução perceptivel do uso do dolar em transações comerciais e financeiras, em torno de 66% do total pela simples arazão de que não há alternativa de liquidez a não ser em dolar, o Euro é o concorrente mais proximo mas não é possivel investir em um dia 500 bilhõs em Euros mas é possivel faze-lo em dolar,
a mesa de open market do Fed de Nova York negocia um trilhão de dolares por dia em titulos, a questão da liquidez é central no manejo da moeda reserva global, um terço da divida publica americana está em bancos centrais não americanos, não há nenhuma alternativa remotamente proxima disso.
Daytona
2 de janeiro de 2015 7:05 pmOs vários acordos de Swap
Os vários acordos de Swap feitos principalmente pela China demonstram o quão incorreta é sua afirmação sobre a falta de alternativas.
A capacidade de endividamento dos EUA vem se reduzindo gradualmente, como eles mesmos admitem. Além dos aspectos econômicos, a “bomba atômica do dólar”, referente às reservas chinesas, são motivo de forte preocupação por parte dos americanos.
Andre Araujo
2 de janeiro de 2015 11:50 pmQue bomba atomica? A China
Que bomba atomica? A China tem US$1,279 trilhões em titulos do Tesouro, 8% dos titulos emitidos, com vencimento medio de 28,5 anos, tem que esperar vencer para resgatar, onde está a bomba? O Fed pode comprar em um dia, se eles quiserem vender, o Fed tem US$5,5 trilhões em carteira e negocia US$ 1 trilhão por dia.
Daytona
5 de janeiro de 2015 5:40 pmBom, você nunca ouviu falar
Bom, você nunca ouviu falar disso porque não acompanha o noticiário financeiro. É um tema recorrente memso nos noticiários conservadores, como o FT, NYT, The Economist, etc.
China threatens ‘nuclear option’ of dollar sales
By Ambrose Evans-Pritchard
9:11AM BST 08 Aug 2007
The Chinese government has begun a concerted campaign of economic threats against the United States, hinting that it may liquidate its vast holding of US treasuries if Washington imposes trade sanctions to force a yuan revaluation.
Blog – Dollar to collapse?
Two officials at leading Communist Party bodies have given interviews in recent days warning – for the first time – that Beijing may use its $1.33 trillion (£658bn) of foreign reserves as a political weapon to counter pressure from the US Congress.
jorge humberto dalsasso camargo
1 de janeiro de 2015 8:20 pmOs EUA estão confiantes em
Os EUA estão confiantes em desenvolver uma guera localizada na Europa, como cortina a Ucrânia, contando que a Russia não usaria seu potencial atômico naquela região, pois a mesma também sofreria as consequências da radiação.Mas, os Russos na minha opinião, ao menor sinal de conflito armado atacariam diretamente os EUA como prevenção – Foi-se o tempo que distância era segurança, como tem ocorrrido com as guerras localizadas, II guerra, Vietnã , Iraque, Afeganistão – Os russos e chineses tem bala na agulha.
José Fraga
1 de janeiro de 2015 8:56 pmO Boaventura esqueceu de
O Boaventura esqueceu de mencionar: o cerco norte-americano à Rússia, via Ucrânia, se insere em um projeto maior: a teoria de Zbigniew Brzezinski que, de cerco defensivo, à época soviética, evoluiu para um cerco ofensivo, com sua vertente operacional mais conhecida: as chamadas ‘revoluções coloridas’…a Maidán de Kiev foi um, digamos, ponto fora da curva, com dona Nuland mandando a UE se foder e snipers da Black Water (Academi) fuzilando cidadãos ucranianos no caos de Kiev…Isso será suficiente para detornar um terceira guerra mundial? Não sei..espero que não…vai depender do grau de agachamento e subserviência da União Européia às sandices de Washington..De qualquer maneira, seria prudente os falcões do Pentágono e seus cacundeiros da UE estudarem um pouquinho de história…a história de grandes generais que enterraram suas vidas e carreiras no solo da Mãe-Rússia!
José Fraga
1 de janeiro de 2015 8:57 pmO Boaventura esqueceu de
O Boaventura esqueceu de mencionar: o cerco norte-americano à Rússia, via Ucrânia, se insere em um projeto maior: a teoria de Zbigniew Brzezinski que, de cerco defensivo, à época soviética, evoluiu para um cerco ofensivo, com sua vertente operacional mais conhecida: as chamadas ‘revoluções coloridas’…a Maidán de Kiev foi um, digamos, ponto fora da curva, com dona Nuland mandando a UE se foder e snipers da Black Water (Academi) fuzilando cidadãos ucranianos no caos de Kiev…Isso será suficiente para detornar um terceira guerra mundial? Não sei..espero que não…vai depender do grau de agachamento e subserviência da União Européia às sandices de Washington..De qualquer maneira, seria prudente os falcões do Pentágono e seus cacundeiros da UE estudarem um pouquinho de história…a história de grandes generais que enterraram suas vidas e carreiras no solo da Mãe-Rússia!
Alessandre de Argolo
1 de janeiro de 2015 8:58 pmTexto de quem sabe que a Rússia não aguenta o tranco
Tirando as desnecessárias referências à maior fraude histórica do século XX, que foi a guerra fria, os apelos emotivos do texto, citando as opiniões públicas americana e europeia como contrárias às decisões de seus governos, indicam isso. Apesar dos russos serem tradicionalmente bons de guerra e terem um líder fenomenal, que é Putin, eles não podem fazer muita coisa contra a máquina militar americana e seus apoiadores atlantistas. Não creio que cheguem a um conflito nuclear, hipótese não descartada. Vai ficar só na humilhante situação de serem chutados da Ucrânia e na aceitação de imposições econômicas goela abaixo. No frigir dos ovos, Putin será isolado e perderá apoio. Sua popularidade cai pelas tabelas na Rússia frente aos efeitos das sanções econômicas. Com a eventual eclosão de uma guerra, a Rússia não sustentará muito tempo a situação. Na queda de braços, eles são mais fracos. Vão levar cacete dos EUA. Isso que dá Putin confiar em certos aliados, como a direita israelense e seus empresários que só pensam em sugar da mãe Rússia, sob a condescendência do presidente. Esses sujeitos vão traí-lo.
Bruno Cabral
1 de janeiro de 2015 9:51 pmSanções?
Basta a Russia desligar o gas que manda pra europa. E quero ver alguem invadir a russia e nao levar uma bombinha nuclear na testa!
Alessandre de Argolo
1 de janeiro de 2015 10:34 pmOs interesses econômicos são mútuos
Não é só assim não, como você fala. A situação é bem diferente disso. A Rússia, por exemplo, atualmente sofre na pele os efeitos das sanções econômicas baixadas pelos EUA e pela União Europeia. A gritaria é geral, insatisfação popular crescente. E não creio que os americanos queiram invadir a Rússia. Eles só querem retirá-la da Ucrânia. Isso vai ser equacionado da melhor forma para ambas as partes. Ou isso ou guerra, não necessariamente nuclear. E os russos, numa guerra tradicional, levam desvantagem. E eles não vão lançar mão do arsenal nuclear na primeira oportunidade. Essas coisas não funcionam dessa forma. Os americanos também tem mísseis nucleares, assim como a França, a Grã-Bretanha etc. Israel tem, por isso coloca moral. O Brasil deveria ter há muito tempo. Eneas estava certíssimo nisso. O Paquistão tem. O Brasil não ter é inaceitável.
Daytona
1 de janeiro de 2015 11:15 pm” Eles só querem retirá-la da
” Eles só querem retirá-la da Ucrânia. Isso vai ser equacionado da melhor forma para ambas as partes. Ou isso ou guerra, não necessariamente nuclear. “
Quem vai tirar a Rússia da Criméia?
O governo russo já disse que a UCrânia é uma questão de segurança nacional para a Rússia. Ponto final. Isso não tem nada a ver com o Putin, mas com o próprio Estado russo. Obama ia bombardear a Síria, não disse?Que Assad tinha cruzado a “linha vermelha”. O que aconteceu?Simples, os russos disseram que a Síria, para a Rússia, é uma questão de segurança nacional. Ponto final.
Não acredito em escalada para uma guerra direta entre russos e americanos, menos ainda uma guerra nuclear. Os americanos já foram derrotados em seus objetivos: minar a capacidade de projeção soviética eliminando suas bases navais na Criméia e na Síria, os russos gritaram segurança nacional e os americanos recuaram. Na Ucrânia, eles testam os limites russos.
O leste da Ucrânia já foi perdido para Kiev, esqueçam. A derrubada daquele avião de passageiros foi a última tentativa em justificar uma campanha massiva contra as populações de etnia russa da região. Você esquece que a Ucrânia sofre muito mais que a Rússia(um de seus principais parceiros comerciais e fonte de investimentos) com essa situação, até quando os ucranianos estarão dispostos a sofrer com esses sacrifícios em nome dos rococós neoliberais do Yats e da retórica neonazista de seus radicais?
A situação continuará instável por algum tempo, até que pessoas mais sensatas(principalmente na Ucrânia)comecem a cooperar para uma solução negociada.
Ah, os americanos iam instalar seus sistemas anti-mísseis na Polônia, isso antes dos russos gritarem “segurança nacional”, encerrando o assunto.
DESMASCARANDO COXINHAS
1 de janeiro de 2015 11:41 pmNão importa o que você acha,
Não importa o que você acha, importa o que a Rússia sabe. Estados Unidos não são mocinhos e a China não é composta de idiotas, nem a Rússia.
dinarte22
2 de janeiro de 2015 2:55 amagradeça ao FHC
O entreguista FHC, cujos embaixadores tiravam o sapato para entrar nos USA, um sociologo que mandou esquecerem o que escreveu, foi quem assinou o acordo tirando do Brasil a condicao de fabricar armas nucleares.
Andre Araujo
2 de janeiro de 2015 4:49 pmNinguem tira sapato para
Ninguem tira sapato para entrar nos EUA, tira para embarcar em aeroporto americano, tira o diplomata tucano ou petista dos mesmissimo jeito, a regra é uma só, americano nem reconhece passaporte diplomatico, para eles diplomata ou garçon é a mesma coisa, as regras da TSA em aeroportos são identicas para bebês, velhos, turcos ou uruguaios.
Procure no google as regras para embarque e desembarque de diplomats estrangeiros nos EUA, estão no site do U.S.
Department of State, se vc não achar eu procuro para vc, TODOS os diplomats se submetem às mesmas regras.
Já escandaloso e ocorreu à vista de todos é Ministro brasileiro ser revistado NO BRASIL pela segurança do Presidente Obama quando este esteve no Brasil e ninguem chiou.
Daytona
2 de janeiro de 2015 10:26 pmCelso Amorim se recusou a
Celso Amorim se recusou a tirar os sapatos.
Andre Araujo
3 de janeiro de 2015 12:00 amhttp://www.state.gov/document
http://www.state.gov/documents/organization/88310.pdf
E onde isso foi reportado? As regras para qualquer passgeiro em aeroportos americanos é a mesma, as regras para diplomatas estão na Regulação da TSA para diplomatas, acima lincada… Vc acha que a TSA vai mudar a Lei para atender o Amorim? Nos EUA? Não mudam nem para a filha do Presidente, lá é o Pais anti-carteirada, simplesmente isso não existe nos EUA. Se recusa a tirar o sapato NÃO EMBARCA, é questão de segurança de voo, não é caso de prestigio, coisa provinciana de pais de 5ª categoria, do “”sabe com quem está falando””, disgusting.
Daytona
3 de janeiro de 2015 12:49 amQuem disse isso foi o
Quem disse isso foi o ex-ministro Celso Amorim. Disse que chamou a embaixadora americana e comunicou que iria aos EUA participar de algum evento da ONU e que, se fosse intimado a tirar os sapatos, recusaria e voltaria ao Brasil. Disse que foi aos EUA e entrou sem tirar os sapatos.
Mas você tme todo odireito de chamar o Celso Amorimd e mentiroso.
Andre Araujo
2 de janeiro de 2015 12:26 amE a Russia vai desligar o gas
E a Russia vai desligar o gas de seu maior cliente e que sustenta a sua economia? Vai dar um tiro em si mesma?
É com o dinheiro do gas que a Russia compra comida ou será que os russos não precisam comer? Cada papo.
azzisem
2 de janeiro de 2015 1:56 amOu será que UE não precisa do
Ou será que UE não precisa do gás Russo?
dinarte22
2 de janeiro de 2015 2:51 amA Russia pode comer sem vender petroleo aos europeus
A Russia é um dos grandes produtores de graos do mundo. Falta para eles carne, verduras.
E ja pararam de importar alimentos da Europa. Os europeus estao perdendo safras e comercio agro-pecuario, sem ter para quem vender, o que antes vendiam para a Russia. Estes estao importando do Brasil, america latina e outros fornecedores.
E ja fecharam uma parceria monumental com os chineses para fornecimento de gaz e petroleo. Portanto, a Russia, se quizer, desliga sim o gaz.
Alessandre de Argolo
2 de janeiro de 2015 4:58 amNuma eventual guerra com os EUA
Esses gasodutos para a China serão alguns dos primeiros alvos. Não duram até a primeira semana de conflito.
Daytona
2 de janeiro de 2015 5:12 pmNão existe possibilidade de
Não existe possibilidade de conflito entre Rússia e EUA que não seja nuclear. Os americnaos não ousaram bombardear a Síria quando os russos alertaram que isso seria um ataque à segurança nacional russa, os americanos não ousaram bombardear as instalações soviéticas em Cuba duarnte a crise dos mísseis, até parece que atacarão investimentos e territórios não apenas russos, mas chineses.
Nem em filminhos de Hollywood esse cenário é crível.
Alessandre de Argolo
3 de janeiro de 2015 1:30 amExiste, é claro
Conflitos localizados. A não ser que os malucos russos que babam no colarinho queiram transferir um conflito localizado para incursões intercontinentais, único cenário em que uma guerra nuclear pode ser implementada. A realidade é que isso não está nos planos, nem do lado russo nem do lado americano. Uma guerra nuclear para quê, exatamente? Não atende a nenhum interesse econômico ou geopolítico, para nenhum dos dois países. Nenhum objetivo pragmático justificaria isso, a não ser a loucura vinda de fanáticos nacionalistas querendo se impor frente ao “inimigo”, pensamento irracional comum em gente que não prima pela razoabilidade e vive enaltecendo um passado histórico pan-eslavista, como fazem os russos nacionalistas eurasianos e seu arroubos típicos, que agradam ao cidadão comum russo saudosista de tempos em que a Rússia vivia dessas coisas. Mas a realidade é que eles não bebem vodka o suficiente para isso. Nem mesmo os mais fanáticos nacionalistas pensam assim, atualmente. Ao contrário, eles costumam dizer que “amam o povo americano” hehehe. Eles têm muito a perder e ainda não deram asas a loucuras nacionalistas de efeitos suicidas para o país.
Daytona
3 de janeiro de 2015 12:13 pmNem conflito localizado, não
Nem conflito localizado, não existe essa possibilidade. Note que seu exemplo de conflito localziado seria os EUA bombardearem gasodutos russos, o que é completamente impensável.
Seus comentários preconceituosos sobre os russos denotam grande ignorância. Na época da Crise dos Míssies, era a linha dura norte-americana a principal instigadora de um conflito armado contra a URSS, que só foi debelado com muito esforço pelo presidente Kennedy. as transcrições das reuniões estão disponíveis.
A questão do equilíbrio estratégico nuclear não tem qualquer relação com nacionalismo ou as motivações caricatas de seu lamentável comentário. Setores mais belicosos, principalmente nas forças armadas americanas, acreditavam(duvido que ainda acreditem)que seria possível um ataque avassalador contra a URSS(na época da crise dos mísseis), a ponto de impossibilitar sua capacidade de resposta.
Esses setores belicosos são os mesmos que hoje defendem a construção de sistemas anti-míssies – o que os desavisados, ignorantes do conteúdo das discussões estratégicas em torno de arsenais nucleares – não entendem ser uma grave violação dos entendimentos alcançados entre americanos e russos a partir das conversações para a redução de armamentos(ABMT 1972, denunciado pelo governo belicoso de W. Bush em 2001).
A essência do sistema anti-mísseis é a manutenção ou não do equilíbrio estratégico, cuja dissolução pode ter consequências catastróficas. Historicamente, forma sempre os belicosos EUA que tentaram romper esse equilíbrio, e não so russos bebedores de vodka de sua visão infantil e fantasiosa de mundo.
Alessandre de Argolo
3 de janeiro de 2015 4:26 pmMeu comentário anterior foi sobre guerra nuclear
O primeiro comentário trabalha com um cenário diferente do segundo.
O primeiro comentário, sobre bombardear gasodutos para China, tinha como cenário os possíveis desdobramentos de uma guerra efetiva contra os EUA, cenário este que obviamente chegue a ultrapassar o território ucraniano, o que você não entendeu em sua mente nada analítica e confusa. Se isso de fato vier a se confirmar, claro que os americanos pensarão em sufocar a economia russa. Neste contexto, bombardear gasodutos que se dirigem para áreas diferentes da Europa entra nos objetivos.
A lógica de um conflito localizado na Ucrânia, teor do meu comentário anterior, afasta desdobramentos nucleares, não faria qualquer sentido. Foi o que eu quis dizer com conflito localizado, o que diminuiria as chances dos americanos sentirem necessidade de bombardear gasodutos russos dirigidos à China, hipótese mais condizente com uma guerra que extrapole as fronteiras da Ucrânia, pois estaríamos num cenário onde um país ataca diretamente o território de outro, o que autoriza a retaliação. Qualquer coisa fora disso aumenta a possibilidade de guerra nuclear. Por exemplo, se os russos fizerem incursões intercontinentais por meio de submarinos e atacarem os EUA, o que, no conflito localizado a que me referi, não seriam tão necessárias assim, ao menos não num primeiro momento. Caso isso viesse a acontecer, o motivo e os objetivos da guerra iriam extrapolar totalmente a questão local da Ucrânia e tudo pode acontecer, inclusive conflito nuclear.
Daytona
5 de janeiro de 2015 5:33 pmComo já era esperado, seu
Como já era esperado, seu comentário deixa patente como você não sabe absolutamente nada sobre equilíbrio estratégico. Não existe a possibilidade de uma guerra direta entre EUA e Rússia, esse “conflito localizado” só existe na sua cabeça sem leitura, basta ver seu exemplo de conflito localizado: os EUA bombardeando gasodutos russos. Na sua cabecinha, os EUA bombardeando propriedade russa seria um conflito “localizado”, provavelmente ao local do bombardeio hahahahahaah
Tampouco, em uma situação de equilíbrio estratégico(existente desde que a Rússia desenvolveu armas nucleare sem fins da década de 40), precisa-se que um país ataque o território do outro para justificar uma reação. Essa sua concepção territorial da segurança nacional remete a tempos imemoriais, exemplo do quão fora da realidade é a leitura que você faz dos conflitos modernos.
Não existe conflito localizado na Ucrânia porque esse país se insere no que os russos consideram sua segurança nacional. Os EUA(OTAN)ameaçaram bombardear a Ucrânia?
Por outro lado, a situação vital no equilíbrio estratégico é a capacidade de retaliação, que desde os primeiros entendimentos entre Nixone Brejnev que eu citei no meu comentário(algo que, obivamente, voê nunca tinha ouvido falar)tem como tema central a capacidade de defesa.
Dario Achkar
2 de janeiro de 2015 12:11 amqual a última guerra que os
qual a última guerra que os USA venceram? Terá sido aquela em que George W Bush declarou, a bordo de um porta aviões norte americano: “missão cumprida!” ???
a russia não é o Iraque, nem a Líbia ou qualquer outra pequena republiqueta que os americanos costumam invadir…
a OTAN é uma piada…
a única chance dos americanos é a guerra nuclear, e aí perdem todos..
Alessandre de Argolo
2 de janeiro de 2015 1:37 amOs americanos estão guerreando ininterruptamente há 70 anos
Tirando o fiasco no Vietnã, todas as outras guerras atenderam aos interesse americanos, de uma forma ou de outra, principalmente em termos econômicos e imperialistas. Os russos têm um histórico de guerras milenar para ostentar e isso faz a festa dos neoeurasianos que estão implantados no Kremlin, com Putin à cabeça.
A Rússia, mais do que qualquer outro país, à exceção dos EUA, tem levado muito a sério os investimentos militares nos últimos anos, certamente antevendo inevitáveis conflitos militares, como este com os EUA. Eles vivem lançando novos caças e novas classes de submarinos nucleares constantemente, principalmente nos últimos anos, quando a escalada militar russa alcançou níveis incomuns, até mesmo para os padrões soviéticos. E isso veio associado a uma rede de divulgação e propaganda global sobre o poderio militar russo sem precedentes, o que eu computo estratégia na guerra de informações (em português, por exemplo, existem inúmeros sites dando conta do poderio militar russo, sempre em dia com as últimas inovações, como se existisse uma estrutura organizada previamente para atuar neste sentido).
Putin, mais do que ninguém, vem se preparando para a guerra há anos. É o seu destino e ele está plenamente consciente disso. Os americanos demoraram a perceber, mas já entenderam que não podem mais postergar o bloqueio do avanço geopolítico russo, baseado em pura força militar e discurso intimidatório.
Só para citar alguns exemplos das inovações russas em termos de armamentos: Su-34, híbrido de caça e bombardeiro, mísseis balístico intercontinentais Topol-M, mísseis de brigada do complexo tático-operacional Iskander-M, submarinos da classe Borei, equipados com mísseis estratégicos Bulavá, e o principal e mais moderno submarino russo atual, o da classe Yasen, batizado como Severodvinsk, que transporta vários tipos de torpedos e mísseis de cruzeiro, sendo um deles o míssil de cruzeiro supersônico Iakhont, com base no qual está sendo criado o complexo de mísseis hipersônicos Zircon.
Mas a máquina de guerra russa, apesar de poderosa e estar sempre se atualizando tecnologicamente, nem de longe está “azeitada” como a americana, que é altamente profissional e muito bem equipada, só que em volume maior do que o das forças militares russas, pois os EUA possuem mais dinheiro para investir. No entanto, a eventual guerra terá contornos específicos e, ao menos num momento inicial, se concentrará na Ucrânia.
Putin apostou alto na Criméia e não pode mais retroagir, sob pena de ficar desmoralizado. Os americanos já deram provas de que não permitirão que a situação na Ucrânia continue por muito mais tempo, tanto que recentemente aprovaram no Congresso uma lei que permite o fornecimento de armas letais para as tropas de Kiev, além de aumentar as sanções econômicas, que dessa vez impediram negociações com bens, serviços e tecnologia com a Criméia. Atualmente os envios de material bélico por parte dos EUA se limitam a radares, óculos de visão noturna e coletes à prova de balas.
O objetivo declarado dos EUA é muito claro: fazer com que o leste ucraniano retorne totalmente ao controle de Kiev. Por enquanto, esse é o plano. Vamos ver até que ponto Putin está realmente disposto a ir, no frigir dos ovos. Pelo discurso e conhecendo um pouco do seu perfil, ele está disposto a ir longe. A questão é se, de fato, a Rússia que os neoeurasianos vêm construindo militarmente nos últimos anos atenderá às expectativas. Se os EUA decidiram endurecer o discurso, foi porque já perceberam que não podem mais adiar um eventual conflito, sob pena da Rússia se armar cada vez mais e ganhar moral, tornando irredutível o seu avanço geopolítico. Esse sempre foi o masterplan de Putin. Os americanos e os europeus ocidentais em geral não querem isso, é claro.
Dario Achkar
2 de janeiro de 2015 1:56 amperdão, mas você está
perdão, mas você está invertendo as bolas… quem tem promovido guerras e invasões por todo o mundo são os americanos… aos russos não interessa de forma alguma a guerra… quem foi fazer revolução colorida seguida por golpe na Ucrânia foram os americanos… a OTAN, a despeito do acordo feito com Gorbachev vem se aproximando e cercando a Russia. É muita inocência achar que os fascistas ucranianos teleguiados pela CIA iriam controlar a Crimeia, que sempre foi território russo (cedido a Ucrânia por Krutchev), único acesso da Russia ao Mar Negro e local de uma das principais bases navais russas… toda a provocação parte dos americanos. Os russos querem comércio (e por isto seu desenvolvimento bélico, são grandes exportadores de armas), e vão avançar, junto com a China e outros países da Eurásia (que os USA já perderam).
até agora, toda a agressão veio dos USA, econômica, política e militar. Sei que o jogo não é fácil, mas Putin joga de forma muito mais inteligente.
acho estranho você atribuir este belicismo à Russia, quando os fatos mostram que quem tem espalhado guerras e miséria pelo mundo são os americanos. Busque outras fontes, as suas estão completamente furadas… é a narrativa da imprensa ocidental. Se quiser posso te passar algumas..
Alessandre de Argolo
2 de janeiro de 2015 2:32 amVocê está enganado e não parece conhecer Putin e asseclas
Eu me baseio nas mais diversas fontes disponíveis para consulta, seja na imprensa escrita internacional, seja nos sites propagandaeados pelo próprio governo russo e seus braços propagandísticos midiáticos, seja na mídia áudio-visual, consultável em vários sites, com as suas inúmeras reportagens, vídeos, entrevistas e documentários sobre a Rússia de Putin.
Poderia citar aqui um sem número de sites que documentam a escalada militar russa nos últimos anos, mas creio não ser preciso. Existem inclusive sites em português que fazem isso, os quais são dissociados da grande imprensa brasileira, que não informa nada de qualidade sobre tais assuntos e está defasada no mínimo dez anos em relação a Putin e o que significa eurasianismo.
Creio que você não entendeu o que eu disse. Não contesto o fato de que os EUA fomentam guerras como pedra de toque de sua política externa, tudo para amparar o complexo econômico-militar que exerce função política central naquele país. Não é que a Rússia se arma unilateralmente, de uma forma egoísta ou moralmente reprovável. Ela se arma também para fazer frente à intervenção do imperialismo americano na área de seus interesses geopolíticos. Uma coisa está associada à outra. Eu interpreto isso como uma estratégia absolutamente normal e não faço juízo de valor negativo. Isso são jogos normais de poder, com a particularidade de Putin pertencer a uma tradição russa imperialista, marcadamente pan-eslavista. Putin é próximo a um grupo ligado à Tradição, uma corrente político-filosófica que difunde valores conservadores e anti-liberais, num nível inclusive espiritual, profundamente contrários ao que eles chamam de decadência do Ocidente, em todos os níveis. Para Putin e que tais, o Ocidente, com o seu liberalismo, não serve de modelo para eles.
Não existe a dicotomia política que você visualiza entre russos eurasianos e “fascistas” do oeste ucraniano, com se a disputa política aí se desse entre fascistas ucranianos e russos anti-fascistas. O que você chama de “fascistas”, descontados os grupelhos tatuados da Euromaidan, nada mais são do que uma consequência da tradicional adesão dos ucranianos comandados por Kiev aos valores estritamente ocidentais. A disputa real é entre o proto-imperialismo eurasiano russo, de matiz conservadora pan-eslavista, e o imperialismo ocidental, capitaneado pelos EUA, de matiz burguesa-liberal.
Dario Achkar
2 de janeiro de 2015 11:52 amacho que o termo “liberais” é
acho que o termo “liberais” é fonte de grandes incompreensões… existe o “liberal” que significa ser aberto a várias ideias, tolerante, etc… e tem o liberalismo representado pelo capitalismo ocidental, que para mim é abominável.
claramente, Putin se opõe ao segundo. Apesar de algumas posturas conservadoras, e com viés religioso conectado com o cristianismo ortodoxo, o que vejo é Putin defender a liberdade de escolha das várias culturas existentes no planeta. Neste aspecto, Putin é muito mais liberal que os líderes ocidentais.
Não consigo visualizar este imperialismo russo que você diz Putin representar. Se você se refere aos países vizinhos a Russia, acho um exagero falar em imperialismo. Se fosse assim o Brasil também seria imperialista, uma vez que em alguns momentos da história avançou sobre territórios de vizinhos e tem grande influência nos países da região (guardadas as proporções, é claro. A Russia é uma cultura milenar)… além do mais, se você olhar a história, vai ver que a Russia sofreu muito mais invasões que as fez… repito, você está replicanto mitos que a narrativa ocidental usa pra justificar, isto sim, sua tentativa de subjugar a Russia…
Se pra você o Saker não é isento, busque ler Pepe Escobar… vai abri sua cabeça..
Alessandre de Argolo
2 de janeiro de 2015 2:43 pmNada disso, não existem sentidos diferentes
Os eurasianos que apoiam Putin e o próprio têm verdadeira ojeriza ao liberalismo e ao que ele significa, inclusive no sentido primeiro a que você se referiu, qual seja, “ser aberto a várias ideias, tolerante”. Esse é justamente o principal ponto que é criticado violentamente. O liberalismo é criticado como um mal, algo que deve ser extirpado. Dugin, um dos ideólogos ouvidos por Putin, já escreveu artigos sobre isso.
Aliás, não sei como se poderia colocar isso em dúvida em se tratando de Putin: basta constatar o seu perfil conservador em termos de costumes, que assume com a maior tranquilidade valores machistas, patriarcais, contrários a minorias e defende, praticamente de forma aberta, a relativização dos direitos humanos universais, universalidade esta que é uma das bases da ideia de liberalismo. Quando você fala em respeito a culturas, é exatamente nessa brecha onde entra a defesa eurasiana da relativização da ideia de universalidade dos direitos humanos fundamentais. Sob o argumento de não ser possível impor padrões de direitos para todos os povos, Putin defende que até mesmo os direitos humanos fundamentais não estão acima disso. Ele não reconhece como válido o princípio que informa existir uma base comum de valores entre os seres humanos. Isso é liberalismo não-radical (diferente do liberalismo radical, essencialmente individualista, defendido por adeptos da “sociedade aberta” de que falava Popper, os quais negavam a validade de se perseguir objetivos ou valores comuns para a sociedade, valendo apenas a liberdade plena do indivíduo, livre desses limites) e eles são contra isso, por princípio.
Leia a opinião de Dugin sobre o Liberalismo, em suas várias vertentes, e entenda o que Putin e os eurasianos que o apoiam defendem em relação a isso: http://legio-victrix.blogspot.com.br/2014/03/aleksandr-dugin-guerra-vindoura-como.html
Dario Achkar
2 de janeiro de 2015 8:45 pmcaramba… os USA estão
caramba… os USA estão fazendo uma tremenda bagunça no mundo desde o fim da segunda guerra, promovendo golpes. guerra e miséria, perseguindo uma hegemonia absurda e eles são os promotores dos “direitos humanos universais” ?
os mesmos direitos humanos que condenam os Ianomâmis por sacrificar seus bebês nascidos com defeitos congênitos?
Estamos em campos contrários mesmo… acho que cada cultura deve ser respeitada, e o processo civilizatório depende de cada cultura… foi com este argumento que se justificou a aniquilação das culturas primitivas, inclusive as da América do sul.
o que vejo hoje é Putin lutando por um mundo multipolar, enquanto os USA perseguem uma hegemonia absurda… tenho acompanhado de perto este processo, lidos os discursos e declarações de cada lado, acompanhado cada movimento, e vejo uma realidade absolutamente oposta a que você retrata…
Alessandre de Argolo
3 de janeiro de 2015 1:16 amO que os americanos fazem é outra questão
Não tem a ver com liberalismo. O problema é que os eurasianos russos tomam uma coisa pela outra, tudo para impor os seus valores políticos. Aliás, o discurso eurasiano é invariavelmente dotado de má-fé nas premissas que assume, usam muitos bonecos de palha, construindo falsas ideologias adversárias para justificar os seus absurdos, não menos imperialistas e muito agressivos em termos de violações dos direitos humanos.
Dario Achkar
3 de janeiro de 2015 1:26 am“Aliás, o discurso eurasiano
“Aliás, o discurso eurasiano é invariavelmente dotado de má-fé nas premissas que assume, usam muitos bonecos de palha, construindo falsas ideologias adversárias para justificar os seus absurdos, não menos imperialistas e muito agressivos em termos de violações dos direitos humanos.”
você descreveu com precisão a conduta norte americana… ou não?
Dario Achkar
2 de janeiro de 2015 2:08 amtudo errado… quem tem se
tudo errado… quem tem se comportado de forma agressiva e invasiva são os americanos. Quem promoveu o golpe na Ucrânia, gastando bilhões de dólares e colocando nazistas no poder em Kiev foram os americanios. É ingenuidade extrema achar que os russos permitiriam esta bagunça logo ali em suas fronteiras. Já basta o avanço da OTAN nos países bálticos, contrariamente ao acordo com Gorbatchev…. os russos estavam indo muito bem obrigado, buscando integração pacífica com a Europa e é exatamente isso que os americanos querem evitar… conseguiram, mas por outro lado consolidaram a parceria da Russia com a China… na minha opinião estamos assistindo os primeiros movimentos da queda do imério americano. A economia ocidental é uma farsa, e só uma guerra em grade escala pode resetar a situação, mas Putin já entendeu o jogo e não caiu na armadilha.
aqui uma fonte interessante, que foge dessa narrativa do PIG internacional que você replica… o cara é analista militar com profundo conhecimento da situação política da região. Esteartigo resume os acontecimentos de 2014, e faz alguns prognósticos possíveis. O blog é riquíssimo em material sobre o assunto, mas não na perspectiva do ocidente…
http://vineyardsaker.blogspot.com.br/2014/12/2014-end-of-year-report-and-look-into.html
Alessandre de Argolo
2 de janeiro de 2015 4:31 amRapaz, você está na boca do lobo e nem se deu conta disso rsrsrs
Esse site, vineyardsaker, está justamente dentro do contexto que eu falo hehehe. Isso faz parte das iniciativas pró-Rússia para criar o contraponto necessário na disputa que existe entre o eurasianismo russo e o liberalismo ocidental. Isso é pura guerra de informação, formas de propagandas, que atuam no campo ideológico. Claro que tem a sua serventia. É uma arena onde as ideias colidem. Atente para o esforço organizado para divulgar o site em várias línguas. Isso não surge por acaso. É algo orquestrado, para atuar forte na Internet. Eu considero válido, mas é preciso entender de onde surgem essas iniciativas, por que elas existem.
A propósito, esse trecho abaixo, retirado do texto do link que vc citou, vai ao encontro do que eu disse no primeiro comentário que escrevi aqui sobre os potenciais traidores de Putin:
“I would, however, argue that the biggest threat for Russia is internal, not external. Nothing is more dangerous for the future of Russia then what I call the “Atlantic Integrationists” and which Putin even called the “5th column”. And make no mistake here, we are not talking about Khodorkovsy in New York or Navalnii in the streets of Moscow. We are talking about powerful, rich, influential people who for decades (since Gorbachev’s times, or even before) have infiltrated all the levels of government and who today are even in the government of Prime Minister Medvedev. True, these pro-AngloZionist 5th columnists have suffered a series of setbacks and they have been weakened by Putin’s relentless assault on their power, but what does “weaker” really mean in our context? According to Mikhail Khazin the Eurasian Sovereignists and the Atlantic Integrationists are now roughly at 50/50 in terms of power. That’s right, Putin is far from having total control of Russia and he is in fact locked into a war for survival against a formidable foe who will try to capitalize on every setback Russia suffers, especially in her economy. Putin knows that and he is therefore in a race against time to de-couple Russia from the economic and financial mechanisms which make it possible for the AngloZionists to hurt Russia.”
É isso mesmo. Putin não pode dar mole para esse pessoal quinta colunistas pró-anglosionistas (hehehe, genial a expressão), chamados pelo autor do texto de “integracionistas atlânticos”. É a direita sionista vira-casaca, os altos empresários judeus, e outros políticos e empresários russos simpatizantes de acordos com o Ocidente, por exemplo. Putin teve que se aproximar desses sujeitos à determinada altura e alguns dos sionistas conseguiram fazer isso até de forma bastante próxima a ele, um sujeito normalmente refratário a contatos pessoais, apesar que até iídiche dizem que ele sabe falar.
A despeito disso, dois dos melhores amigos e talvez os mais próximos a Putin são bilionários judeus, os irmãos Rotenberg, que entraram com ele na KGB e treinam judô com ele hehehe, mas eles não estão no grupo a que me refiro e creio que eles não o trairão. Os irmãos Rotenberg estão na lista das personalidades russas proíbidas de entrarem nos EUA e em 28 outros países da Europa. Acredito na fidelidade deles. O problema são os judeus russos ligados à direita israelense. Esses não são politicamente confiáveis, por razões óbvias. Podem trair Putin na primeira oportunidade, apesar de todo o apoio que ele concedeu à comunidade judaica russa durante o seu governo.
Dario Achkar
2 de janeiro de 2015 2:11 amdesculpe a dupla resposta,
desculpe a dupla resposta, achei que a primeira não tinha ido… mas vou deixar, acabaram ficando complementares, apesar das repetições…
Daytona
2 de janeiro de 2015 11:32 amOs americanos perderam
Os americanos perderam inúmeras guerras na década de 70, quando Kissinger começou a implementar seu ajuste Realista. Pense em Angola, exemplo da derrota dos aliados americanos, a África do Sul, que também teve que se retirar da Namíbia e ainda viu Mugabe chegar ao poder no Zimbabwe.
Você está dizendo que os americanos vão expulsar os russos da Criméia?
Nem o mais falcão dos americanos sonharia com isso, o leste da Ucrânia tampouco, o que os americanos querem é desgastar os russos, tornar a Ucrânia um Vietnã, sabendo que não há solução militar.
Os americanos também estavam decididos a instalar escudos anti-mísseis na Polônia, o que aconteceu?
Alessandre de Argolo
2 de janeiro de 2015 4:40 pmEsse discurso intimidatório está prestes a atingir o limite
Ou você acha que os EUA vão todo o tempo aceitar os murros na mesa russos? Já ficou claro que não vão.
Sobre guerras americanas perdidas, isso é uma forma de ver as coisas. O complexo econômico-militar americano muitas vezes cria as condições para um conflito apenas para movimentar as forças armadas, gerar investimentos etc. É uma medida que tem efeitos econômicos internos, via indústria armamentícia, e não tem nem tanto a ver, muitas vezes, com necessidade política do conflito ser vencido pelos EUA ou por seus aliados locais, mais ainda quando o conflito bélico não é uma ameaça concreta à segurança do país. Existe um efeito político mínimo favorável, que é o de amparar os investimentos nas forças armadas, fortalecer a ideia de que a política externa precisa da atuação das forças armadas, marcar presença militar no cenário internacional etc. De uma forma ou de outra, os interesses do complexo econômico-militar americano estão contemplados, desde o início.
Daytona
2 de janeiro de 2015 5:08 pmFaz uns 60 anos que eles
Faz uns 60 anos que eles estão aceitando, desde que os soviéticos construiram o maior exército do mundo, invadindo metade da Europa, e depois pela conformação do equilíbrio estratégico nuclear. Os americanos conhecem os limites de sua atuação, não vejo nenhum fundamento para a alegação de que agirão diferente de agora em diante, até porque os americanos SEMPRE recuaram quando os russos invocaram questões de segurança nacional: recuaram na Georgia, recuaram na Polônia, recuaram na Síria, recuaram na Criméia e vão ficar cozinhando os russos em banho-maria na Ucrânia, só para desgastá-los, pois entendem que, caso ameacem a segurança nacional russa, o escalamento do conflito não estará no melhor interesse norte-americano.
Desde o governo Carter que os americanos adotaram essa estratégia de confltios de baixa intensidade em sua relação com a Rússia.
Quanto ao complexo industrial-militar, as considerações econômicas são secundárias, sujeitas aos interesses estratégicos de desenvolvimentos tecnológicos e a considerações geopolíticas. Não há nada disso nas situações citadas dos anos 70. Na verdade, essa década se caracterizou pelo desengajamento americano de conflitos onde o cálculo de custo-benefício se mostrou inviável(essa é a derrota, qaundo o cálculo estratégico demonstra o erro de iniciativas passadas). Na verdade, a grande virada americana se deu no final da década, qaundo, assimilando o duro aprendizado de seus fracassos, conseguiram colocar os soviéticos nessa situação, promovendo seu longo desgaste no Afeganistão, exemplo de conflito de baixa intensidade que os ameriocanos pretendem replicar na Ucrânia, e que os russos, inteligentemente, procuram evitar.
Andre Araujo
2 de janeiro de 2015 7:02 pm“”Os sovieticos construiram o
“”Os sovieticos construiram o maior exercito do mundo”” mas os sovieticos não existem mais, a União Sovietica desintegrou-se porque não conseguiu acompanhar a corrida bélica com os EUA, estava destinando 60% do seu PIB para a defesa, enquanto os EUA destinam em torno de 4%, qual então a logica de seu raciocinio? Se eram tão bons porque a URSS acabou, se esfacelou em 16 republicas independentes?
Daytona
2 de janeiro de 2015 10:21 pmEu falava de história:os
Eu falava de história:os soviéticos construiram o maior exército do mundo, por isso os americanos apressaram a construção da bomba atômica, como compensação.
Segundo, a historiografia econômica rejeita a tese de que Reagan levou a URSS à bancarrota. O único país que Regan levou à bancarrota forma os próprios Estados Unidos. A derrocada da URSS se deu por questões internas, como a falta de incentivos presente no regime socialista.
A lógica de meu comentário é que o poderio militar russo é de primeira ordem, possuem o maior arsenal nuclear do mundo. Se eles são tão fracos como você diz, por que os EUA não os confrontam? Por que os EUA sempre recuam quando os russos gritam “segurança nacional”?
Só pra ficar em casos recentes, os americanos recuaram na Georgia, na Polônia, na Síria e na Criméia. Oras, se a Rússia é tão débil como você diz, por que os repetidos recuos dos americanos?
Vamos lembrar também a maneira como a Rússia e a China, articuladas com outros países da Organização para Cooperação de Xangai, expulsaram os americanos da Ásia Central, núcleo do território cordial e prioridade geopolítica do governo W. Bush.
O que aconteceu com a base americana no Quirguistão?
A política externa do Obama é prova da cautela americana em lidar com os russos. A política de pivôs recuou os americanos para o domínio dos fluxos, das rotas, historicamente sua área de maior projeção de poder(herdado do Império Britânico). Os americanos se retiraram da Ásia Central e fortaleceram suas posições nas rotas marítimas, tendo como foco principal o mar da China.
Dario Achkar
2 de janeiro de 2015 7:50 pmos soviéticos invadiram
os soviéticos invadiram metade da Europa? Eu não sabia!
Daytona
2 de janeiro de 2015 10:07 pmEntão se informe, o Exército
Então se informe, o Exército Vermelho chegou até Berlim.
Andre Araujo
2 de janeiro de 2015 11:55 pmDerrota americana em Angola,
Derrota americana em Angola, deve ser porisso que 100% da produção de petroleo da SONAGOL vai para os EUA e todas as concessões do Cabinda são de petroleiras americanas, a PETROBRAS nem passa perto da exploração em Angola, que derrota dos EUA, é impressionante.
Daytona
3 de janeiro de 2015 12:41 amSim, por isso, porque foram
Sim, por isso, porque foram os EUA que instalaram os comunistas do MPLA no poder, com soldados americanos lutando contra as forças da África do Sul e seu regime do apartheid, financiados e treinados por cubanos. É por isso que os russos não conseguem importar petróleo de Angola.
Parabéns pela lógica impecável de seu comentário.
Dario Achkar
3 de janeiro de 2015 12:44 amAndre, você se esqueceu de
Andre, você se esqueceu de mencionar a vitória norte americana em Granada, aquela ilha poderosa, com grande armada e tradição de combate. E o Panamá? Que vitória espetacular!
O júbilo demonstrado ao citar a inesquecível vitória em Angola demonstra as dificuldades superadas por este fabuloso exército ao derrotar esta ex-colônia portuguesa que após décadas de guerra civil, adquiriu formidável capacidade de combate, pondo a prova as habilidades do exército americano.
Sensacional!
os casos da Coreia, Vietnam, Afeganistão (combatendo ao lado dos valorosos da Coalisão), Iraque (missão cumprida, lembra?) nem merecem ser mencionados. Ali não houve envolvimento de fato…
que venha a Rússia!
altamiro souza
1 de janeiro de 2015 9:28 pmo texto é de um especialista
o texto é de um especialista em política e geopolítica da europa.
portanto, ele sabe do que está falando.
achar que a russia
(que safou-se de napoleão e o escambau),
é fácil de ser batida, é próprio do imperialismo
quase onipotente dos eua.
a ver no que dá….
é um alerta.
ingenuidade é não admiti-lo.
Paulo Vasconcellos
1 de janeiro de 2015 10:46 pmesqueceu da Chjna ,em hélice
esqueceu da Chjna ,em hélice com a Rússia?
Pedro Luiz
1 de janeiro de 2015 9:31 pmBoaAventura – você malandro.
Se meter com a Russia a história só mostrou uma coisa aos aventureiros – DESASTRE.
Pedro Luiz
Fábio de Oliveira Ribeiro
1 de janeiro de 2015 9:43 pmConcordo em parte. As guerras
Concordo em parte. As guerras sempre ocorreram por três motivos: pilhagem, a necessidade de conter um adversário ou a vontade de expandir a própria influência. Os impérios são forjados e destruídos nas guerras. Os americanos lutarão esta nova guerra para conservar o que de fato já perderam. E descobrirão que tinham muito mais a perder. Pequena perda, diremos na América Latina.
Miguel Freitas
1 de janeiro de 2015 9:59 pmA Russia esta extremamente
A Russia esta extremamente atenta e há tempos sobre estas movimentações, talvez a mudança do monopólio do dólar ou do Petrodolar esteja por trás destas movimentações.
Achei interessante este artigo:
https://dinamicaglobal.wordpress.com/2014/12/31/russia-testa-alternativa-ao-dolar-e-prende-eua-num-ferrolho-de-ouro/
Neste desespero de destruir a Economia Russa será que os EUA podem estar dando um tiro no pé?
https://dinamicaglobal.wordpress.com/2014/12/30/wer3405/
Gersier
1 de janeiro de 2015 10:26 pmTão doidos pra se danarem de vez.
“Xôvê”… se enrascaram no Vietnam de onde sairam escorraçados. No Iraque conseguiram derrubar sadan mas não dobraram sua população. No Afeganistão estão enrolados e ainda estão cutucando a onça, quer dizer,a Rússia com vara curta?
Andre Araujo
2 de janeiro de 2015 12:32 amDo Vietnam sairam
Do Vietnam sairam escorraçados? Sairam em reteirada negociada pelos Acordos de Paris de 27 de janeiro de 1973.
Não confunda (e toda a esquerda faz questão de confundir) com a chegada dos vietcongs em Saigon, 2 anos depois, quando 4.700 vietnamitas marcados para morrer correram para a Embaixada americana e fugiram pelo elhado em helicopteros, mas ai já não havia tropas americanas no Vietnam, essa fuga foi de VIETNAMTITAS em helicopteros da Marinha americana em direção a porta aviões ao largo da baia de Saigon.
Por ironia, hoje os EUA são os maiores parceiros comerciais e investidores no Vietnam, a energia eletrica no Pais é da AES (coitados deles).
dinarte22
2 de janeiro de 2015 2:30 amPuxa, andre
os americanos sairam por não querer, querendo?
Foram derrotados fragorosamente pelas forças norte vietnamitas e vietcong, com apoio russo e chines.
Foram escorraçados mesmo. Os americanos adoram começar guerras. Depois, deixam o pepino para os que ficaram por lá. Mas que perderam a guerra, perderam.
E nessa época, preocupavam-se mais com as aparencias, do que hoje.
Se o Vietnan hoje segue a logica chinesa, de se aproveitar do capitalismo, para sua economia, não quer dizer que os americanos hoje mandam lá.
Os vietnamitas sao altamente politizados, e sabem muito bem tudo de sua historia recente. E destestam serem colonia de qualquer imperio.
Andre Araujo
2 de janeiro de 2015 11:15 amOs americanos não foram
Os americanos não foram derrotados militarmente e sim politicamente em casa, as grandes demonstrações nas universidades acuaram a Casa Branca, foram os movimentos de rua mais intensos na historia dos EUA.
Quem termina um conflito por um Acordo negociado não foi derrotado militarmente, por definição, se fossem escorraçados não haveria necessidade de acordo onde cada parte estabeçlece os termos de cessação do conflito.
Lembre-se tambem que a intervenção americana começou dentro do principio da teoria do domino, para evitar que o comunismo se espalhasee pela Asia. No mesmo ano dos Acordos de Paris os EUA restabeleceram relações diplomaticas com a China de Mao, o que significava a estabilização do Sudeste Asiatico e o reconhecimento de que o comunismo não mais se expandiria na região.
O Vietnam perdeu no conflito 3 milhões de pessoas, motivo suficiente para assinar os Acordos de Paz e cessar o conflito.
A esquerda em todo o mundo criou lendas ahistoricas, como a de que a URSS ganhou sozinha a Segunda Guerra,
a guerra do Vietnam é outra lenda, hoje a relação dos EUA com o Vietnam é a melhor da Asia, alem disso moram nos EUA 2 milhões de vietnamitas, uma colonia com excelente reputação , trabalhadores, honestos, disciplinados.
Daytona
2 de janeiro de 2015 11:25 am“Os americanos não foram
“Os americanos não foram derrotados militarmente e sim politicamente em casa”
Qual a diferença?A guerra é a política por outros meios.
“Quem termina um conflito por um Acordo negociado não foi derrotado militarmente, por definição, se fossem escorraçados não haveria necessidade de acordo onde cada parte estabeçlece os termos de cessação do conflito.”
Isso não existe, quase sempre há acordos.
JB Costa
1 de janeiro de 2015 10:43 pmEspecialista ou não, o
Especialista ou não, o articulista projeta desdobramentos simplesmente impensáveis para a atual crise geopolítica envolvendo a Rússia e os EUA por conta do desiderato ucraniano. Ou é por falta de assunto ou então simples desejo de chocar, alarmar.
Para começo de conversa, um conflito nuclear não terá vencedores. Só perdedores. O mundo já passou por contextos muito mais propícios para uma guerra desse tipo, a exemplo do isolamento pelos soviéticos da cidade de Berlim em 1948, considerado o primeiro ato da guerra fria; a guerra da Coréia, que a depender do comandante das forças americanas, o irresponsável Gal. Douglas McArthur, os EUA usariam armas nucleares, desejo frustado pelo então presidente Truman; e o mais recente, a crise dos mísseis de 1962 quando a URSS, em retaliação à base nuclear do EUA na Turquia, instalaram uma base naquele país do Caribe. Fala-se também que na guerra do Vietnam quando da batalha de Hué.
Em resumo: uma guerra nuclear em função do alto teor destrutivo das armas, capazes de destruir metrópoles como Los Angeles, Kiev, Moscou, Washington, jamais seria localizada ou parcial. Seria o tudo ou nada. E esse “tudo” significaria a negação de todo o esforço civilizatório iniciado há mais de cinco mil anos.
paul moura
2 de janeiro de 2015 2:23 pmEiiii.. … não se esqueça da
dialética.
Tese, antitese e síntese!
A história, que não podemos medir num ou duas gerações, é profícua em provar esse método!
Abraço
Daytona
1 de janeiro de 2015 11:20 pmDesde Napoleão, todas as
Desde Napoleão, todas as grandes guerras são contra a Rússia, principalmente contra a formação de uma gigantesca potência que pudesse desequilibrar definitivamente o Equilíbrio de Poder europeu. A Guerra da Criméia foi contra o expansionismo russo no mediterrâneo; a Primeira Guerra Mundial foi o receio de Guilherme II de que a Rússia se tornasse, com a construção de ferrovias, forte demais para ser derrotada; na Segunda Guerra, o ambicioso Hitler acreditava poder conquistar vastos territórios dos russos, no que sofreu a oposição dos aliados, temerosos de que a Alemanha se tornasse uma nova Rússia, revigorada; a Guerra Fria visava “conter” o expansionismo soviético, e as tensões atuais decorrem do receio da conformação de um gigastesco bloco econômico-militar, baseado na Organização para Cooperação de Xangai, no eixo Moscou-Pequim, com forte atração sobre a Alemanha.
Alex Sotto
1 de janeiro de 2015 11:24 pmEstamos diante de um novo
Estamos diante de um novo momento, isto é certo.
O ponto da virada foi a Síria, onde os americanos e europeus, apesar de terem dado as cartas sozinhos nos últimos anos, mostraram que ainda respeitam, e temem, o Urso.
Daqui para frente pode-se esperar guerras localizadas entre as potências militares, lembrando que a China já entrou declaradamente nesse jogo com a total modernização de suas forças de defesa, e que preocupa muito os yankees. http://www.defense.gov/pubs/2014_DoD_China_Report.pdf
Depois da Ucrânia poderemos ter umas guerrinhas em Taiwan, na África ou mesmo na Venezuela. Mas continuarão sendo guerras localizadas em terrenos de terceiros.
Mas falar em terceira guerra mundial ou guerra nuclear, é só para assustar os incautos.
Andre Araujo
2 de janeiro de 2015 12:23 amA China tem um UNICO porta
A China tem um UNICO porta aviões, sucata comprada da Ucrania por US$35 milhões, com trinta anos de uso, é essa a modernização de suas forças armadas?
Miguel Freitas
2 de janeiro de 2015 12:30 amPor outro lado financia um
Por outro lado financia um canal na Nicaragua nas barbas dos EUA, nem toda doutrina militar necessariamente utiliza Porta-Aviões.
Jorge Rebolla
2 de janeiro de 2015 12:58 amPara os assuntos domésticos porta-aviões é superfluo
Taiwan, Japão e Coréia do Sul. Para nenhum dos três é preciso porta-aviões para ações bélicas. A marinha e a força aérea chinesa possuem equipamentos modernos. O mais difícil dos três e o Japão. No caso da Coréia basta o apoio aéreo para o avanço dos norte-coreanos. Em relação a Taiwan não podemos quantificar com precisão o apoio dos seus cidadãos para evitar uma guerra e aceitar a reunificação sob Pequim, mas o número não será desprezível e o pais ficará dividido.
O principal motivo da compra da sucata flutuante é o treinamento dos pilotos navais para o CV-17 e demais que seguirão a ele. A previsão é que no 19 a propulsão seja nuclear e do mesmo tamanho dos construídos pelos americanos.
Quanto à disuassão o DF-31 serve, mas com o 41, que talvez já esteja operacional, não se sabe, o território continental americano pode ser atingido.
Alex Sotto
2 de janeiro de 2015 9:22 amMeu querido
O link com o relatório do governo americano sobre a modernização bélica da China está no link que eu coloquei.
Divirta-se.
Jorge Rebolla
2 de janeiro de 2015 12:30 amOs EUA não entram em guerra diretamente com a Rússia
O confronto é por procuração. Com as cláusulas de assistência mútua da OTAN os seus membros também não serão ativos, pois os americanos seriam obrigados a entrar na fogueira. Resta o governo de Kiev e as sanções. Nenhum deles forte o bastante para chutar a Rússia para fora da Ucrânia. O sistema político força o Putin a manter o apoio à Novorossiya, caso contrário ficará enfraquecido e ser retirado do Kremlin será questão de tempo. Não esquecendo também que a Ucrânia está economicamente em frangalhos. As únicas manobras possíveis do Poroshenko são totalmente dependentes do apoio externo, mesmo assim não deve contar muito com os europeus. Um maior envolvimento da UE sofrerá forte oposição popular. Principalmente se representar despesas.
A economia russa vai entrar em recessão, principalmente devido a queda nos preços do petróleo. As sanções dos europeus não são severas o suficiente para causar um grande impacto que leve à crise de extrema gravidade. Dificilmente se atreverão a ir mais longe com elas. Ainda existem as reservas cambiais russas, superiores a US$ 400 bilhões. As sanções americanas são mais simbólicas, russos e americanos não são grandes parceiros. Com os EUA o fluxo comercial (exportações e importações) representa cerca de 3% do comércio exterior russo.
Caso nas sanções os poodles europeus além sentar aceitem deitar e rolar não podem esquecer de alguns membros vulneráveis no setor energético, devido ao gás, como a Alemanha, existe também o risco de não pagamento dos empréstimos contraídos pelas empresas russas. Grandes o suficiente para transformar a City londrina numa filial do Lehman Brothers. É mais fácil fingir de morto.
Existe ainda outro aspecto muito importante para fazer os americanos terem receio de envolvimento bélico direto: a China. Não que ela irá necessariamente fazer uma aliança com os russos, mas sim a possibilidade de aproveitar o caos para almoçar a Coréia do Sul e jantar o Japão. Com isto os EUA perdem os seus principais aliados orientais, e os chineses ficam mais distantes das forças americanas.
Falar em guerra atômica é para atrair leitores. Parece-me que o público do Boaventura que nunca foi grande está a se reduzir. Basta uma fração das ogivas dos SS-18, bem distribuídas, para os EUA se transformarem em quarto mundo, em total ruína econômica. Fazer planos para uma guerra nuclear é rotina desde que a primeira dessas armas tornou-se operacional, desde então são periódicamente revistos e refeitos. Por todos os países detentores.
O Boaventura esqueceu-se de outro efeito causado pela redução do preço do petróleo: a morte das empresas que exploram o xisto nos EUA. Com a cotação abaixo de US$ 65 / US$ 70 o barril elas se tornam economicamente inviáveis. Menos do que isso é quebradeira geral. Lembrando que possuem a pequena quantia de US$ 500 bilhões em empréstimos bancários… o resultado pode ser uma nova ameaça sistêmica no mercado financeiro. Fora os investidores individuais.
No momento a produção de óleo e gás pelo fraturamento hídrico é o setor industrial mais dinâmico e um dos que mais geram novos postos de trabalho. Alguns dizem que foi o grande responsável pela retomada do crescimento econômico nos últimos anos. Será que pulverizar todo um ramo produtivo, enfraquecer a economia, aumentar o desemprego e correr o risco de uma nova crise faz realmente parte do plano para cercar os russos?
P.S. O inverno nuclear global é lenda. detonar todos os artefatos nucleares do mundo não lançará na atmosfera a mesma quantidade de matéria sólida da erupção do Monte Tambora, em 1816. Essa que é considerada a maior erupção vulcânica do período histórico consegui a proeza de evitar o verão no hemisfério norte, por um anos apenas. Para não falar na emissão de SO2, que seria infinitamente menor no caso da explosões bélicas.
Roberto Monteiro
2 de janeiro de 2015 10:58 amBelo texto, Rebolla.
Quando tu não estás nos atormentando com tuas ironias provocativas, te tornas bem mais palatável. Criticar e ouvir ou ler críticas faz parte do bom debate, mas às vezes tu exageras. Sobre o que escreveste, perguntando se os norte-americanos chegariam ao ponto de comprometer esta possiblidade de volta ao crescimento através da indústria do fraturamento hidráulico, penso eu que o espírito bélico deles às vezes fala mais alto. Mas também acredito que não chegam ao ponto de cheirar o fogo. E parece-me que por lá pelos steites a palavra democracia tem um sentido bem mais amplo do que por estas bandas. É uma palavra que serve para muitos propósitos, é o coringa dos discursos das lideranças de lá da norte-américa. Feliz ano novo!
Daytona
2 de janeiro de 2015 11:36 amPerfeito.
Perfeito.
JB Costa
2 de janeiro de 2015 12:50 amEis a verdadeira face do
Eis a verdadeira face do “império”; o militarismo levado às últimas consequências.
http://www.iiss.org/-/media/Images/Publications/The%20Military%20Balance/MilBal%202014/MB2014-Top-15-Defence-budgets-NEW.gif
Dario Achkar
2 de janeiro de 2015 2:17 amo texto está correto, apenas
o texto está correto, apenas não sabemos se os americanos são loucos o suficiente para provocar a Russia a ponto de uma resposta nuclear, que se levada a extremos, ela não hesitará em usar…
as melhores informações sobre o assunto, obviamente não estão no PIG internacional… a blogosfera tem feito um excelente trabalho, mostrando exaustivamente as copntradições de sempre da coalizão ocidental.
uma excelente fonte de material já traduzido é o blog Redecastorphoto. Lá tem Pepe Escobar e os melhores blogs em excelentes traduções: http://redecastorphoto.blogspot.com.br/
dinarte22
2 de janeiro de 2015 2:19 amO objetivo final é a China
Os USA se encontram em uma encruzilhada épica.
Perderam a hegemonia economica mundial. Seu modelo capitalista esta declinante. Seu aparente ressucitar, fruto de exploração suicida do gas e oleo do xisto, é uma aventura passageira. Parecem os exercitos de Hitler no fim da guerra.
A economia americana continua num beco sem saida. Sua solucao preferida: a guerra, de preferencia financiada por aliados. No caso, a Uniao Europeia.
A Russia tem somenteo petroleo e suas safras para se garantir.
A China tem hoje o mais moderno parque industrial do mundo, e de longe o mais poderoso.
O que os USA querem é enfraquecer a Russia, para tentar melar a possibilidade da uniao estrategica dos dois gigantes, a Russia com o poder atomico intacto, e a China com sua pujança industrial e financeira. Trilhoes de dolares em reservas, tem poder para melar o dolar assim que desejarem.
Na verdade,os americanos não estranharam muito os passos recentes de Putin ao se render as propostas chinesas de entrega de vastas reservas de petroleo e gaz aos chineses, formando uma parceria formidavel.
Ja esperavam por esse movimento. A unica forma de atacar essa vertente, é aproveitando-se da crise que eles mesmos criaram na Ucrania, para inventar uma guerra do tipo Iraque, nas barbas da Russia.
O movimento de Obama para Cuba, tem a ver com a experiencia de 1962. Cuba ainda vive, e pode ser novamente usada como baluarte nessa guerra que se anuncia.
Submarinos russos nucleares navegaram sem serem importunados pelo golfo do Mexico, recentemente.
As coisas estao esquentando, os americanos nao se conformando em serem superados por um novo poder, e apostando alto nas malucas ideias de seus falcoes.
A China, que a tudo assiste de camarote, ve novamente os americanos se degladiando com os russos. Os dois tendem a se complicar. Pois o que os americanos vao conseguir em economia, é injetar bilhoes em armamentos. A China vai continuar a ser a fabrica de produtos nao militares para os americanos. E com isso, ganhando cada vez mais musculatura, para desenvolver seus programas de armamento estrategico.
E a Russia, hoje desgastada imensamente por sua situacao economica muito dependente do petroleo, vai gastar energia que nao tem para peitar os americanos.
Mas que prefere entregar seu petroleo aos chineses, bloqueando a Europa.
Isso nao esta indo muito bem para o resto do mundo.
Andre Araujo
2 de janeiro de 2015 11:22 am“A economia americana em um
“A economia americana em um beco sem saida””. O dolar se valorizou em todo o planeta contra todas as moedas, US$700 bilhões capital estrangeiro refluiram para os EUA em 2014, a economia americana é que mais cresce entre as economias centrais, 4% ao ano, infinitamente mais que a economia brasileira, a economia americana teve 31 crises desde o fim da Guerra Civil, se recicla e se recupera, que leitura é essa?
A China tem MEGA PROBLEMAS politicos, ambientais, de qualidade de vida, não tem leis trabalhistas, não tem aposentadoria, não tem seguro saude, um bilhão de chineses ainda estão na zona rural do interior sem agua corrente, sem vaso sanitario, com sobrevivencia elementar, não podem viajar para as zonas do litoral sem autorização do governo,
essa é a maior potencia economica mundial?
Daytona
2 de janeiro de 2015 11:27 amA economia americana não
A economia americana não cresce a 4% ao ano, você é louco?
Mas a China, que voc~e diz estar em situação desesperadora, cresce o dobro disso.
Andre Araujo
2 de janeiro de 2015 4:41 pmhttp://money.cnn.com/2014/12/
http://money.cnn.com/2014/12/23/news/economy/us-gdp-economy-5-percent-growth/
Daytona
2 de janeiro de 2015 4:56 pmCom base nos dados desse link
Com base nos dados desse link que você postou, nos três primeiros trimestres de 2014, a economia americana cresceu em uma média de 2,5%.
REPETINDO: a economia americana não cresce a 4%, nem nos links que você mesmo posta.
alfredo machado
2 de janeiro de 2015 4:24 pmUSA paraíso
Andre,
Considerando para 2014, 2,7% para Tio Sam e 0,2% para o patropi,
Temos para o período compreendido entre oS anos de de 2008 e 2014 crescimentos de USA- 4,93% e brasilsil- 21,80%.
Não sei qual foi o último ano em que a economia americana cresceu algo próximo dos 4%, e com o efeito dominó que deverá ser provocado pelo petróleo / shale gas, o crescimento daquele PIB em 2015 ficará fatalmente abaixo do resultado obtido em 2014.
Comparar problemas políticos de USA e China nestes últimos anos, é sério isto ? Quanto à ausência de água corrente e rede de esgotos primária no interior da China, um fato, com tudo isto, a China é o único país que está livre da leischmaniose.
Sem vaso sanitário, e como fazem os americanos que ainda vivem dentro de seus carros ?
Daytona
3 de janeiro de 2015 12:51 amMas esse um bilhão de
Mas esse um bilhão de chineses em pobreza representam um potencial de crescimento inigualável. Esse é o fator principal da China, é um país ainda em desenvolvimento, por isso consegue manter taxas elevadas de crescimento econômico por tantas décadas.
Isnu
4 de janeiro de 2015 4:40 pmAi no final teremos a
Ai no final teremos a bandeira da china tremulando no capitólio, com os chineses vencedores da 3 guerra mundial
monica carolina
2 de janeiro de 2015 3:15 amMeninos briguentos horriveis
Quando eu era menina vi uns meninos brigarem.
Sempre as mesmas coisas. Lembro um dizer de forma nojenta COSPE AQUI, etc.
Agora me pergunto:
Saberá Obama, com seu Nobel da paz, dizer COSPE AQUI em russo?
E em chines?
Acho até ele aprender teremos algum tempo para evitar que os idiotas se matem.
stanilaw Calandreli II
2 de janeiro de 2015 5:14 amPROEMINENTES GERMANOS REAGEM CONTRA OUTRA GUERRA NA EUROPA
“A guerra na Europa outra vez? Não em nosso nome!”
Em uma carta publicada pelo Die Zeit da Alemanha, mais de 60 proeminentes cidadãos alemães, incluindo um ex-presidente e um ex-Primeiro Ministro, exigem a exclusão da Europa na questão EUA-Ucrânia-Rússia afirmando : “Wieder Krieg in Europa? Nicht in unserem Namen!” – que grotescamente podemos traduzir como “Outra Guerra na Europa? Não em nosso Nome!”
Entre eles estão Horst Teltschik (CDU), assessor do ex-Chanceler Helmut Kohl no momento da reunificação alemã; Walther Stützle (SPD), ex-secretário de Estado do Ministério da Defesa; Antje Vollmer (Verdes), ex-vice-presidente do Bundestag. Teltschik disse, em tom emotivo, “Estamos dando um sinal político de que a justificada crítica da política da Rússia para a Ucrânia não deve acabar com todo o progresso que temos conseguido nos últimos 25 anos do nosso relacionamento com a Rússia.”
“O conflito da Ucrânia mostra que a busca pelo poder e dominação ainda não foi superada. Em 1990, no final da Guerra Fria, todos esperavam um final feliz. Mas, o sucesso da política da détente e as revoluções pacíficas permitiram que as pessoas se tornassem letárgicas e descuidadas, tanto no Oriente como no Ocidente. Os norte-americanos, europeus e russos regrediram em relação ao seu princípio de banir permanentemente a guerra. Se não, como explicar a expansão do Ocidente em direção ao Oriente sem, simultaneamente, aprofundar a cooperação com Moscou – uma política que a Rússia vê como ameaça – ou a anexação da Criméia por Putin violando o direito internacional?”
Neste momento de grande perigo para o continente, a Alemanha tem uma responsabilidade especial para a manutenção da paz. Sem a vontade de reconciliação do povo da Rússia, sem a visão de Mikhail Gorbachov, sem o apoio dos nossos aliados ocidentais, e sem a ação prudente por parte do então governo federal, a divisão da Europa não teria sido superada. Permitir que a unificação alemã evoluísse pacificamente foi um grande gesto de sabedoria das potências envolvidas. Foi uma decisão histórica.
Uma vez que a divisão da Europa foi superada, a paz e a segurança permanente deveriam ser desenvolvidas, de Vancouver a Vladivostok, como foi acordado por todos os 35 chefes de Estado membros da OSCE (Organização para Segurança e Cooperação na Europa) na “Carta de Paris para uma nova Europa”, em novembro de 1990. Este objetivo da política pós-guerra não foi alcançado até hoje. Mais uma vez, as pessoas na Europa são forçadas a viverem sob o domínio do medo.
Apelamos para a mídia, a aderir mais escrupulosamente à sua obrigação de fornecer relatórios imparciais, do que aquilo que foi feito até agora. Editorialistas e comentaristas estão demonizando nações inteiras, sem levar em conta suas histórias. Qualquer jornalista experiente em assuntos internacionais entenderia o medo dos russos, uma vez que os membros da OTAN, em 2008, convidaram a Geórgia e Ucrânia a aderirem à Aliança. Não se trata de Putin. Os chefes de Estado vão e vêm. O que está em jogo é a Europa.
A lista dos assinantes:
Mario Adorf, actor
Robert Antretter (Bundestag ret.)
Prof. Dr. Wilfried Bergmann (Vice – President of the Alma Mater Europaea)
Prince Luitpold of Bavaria (Royal Holding and license KG)
Achim von Borries (director and writer)
Klaus Maria Brandauer (Actor, Director)
Dr. Eckhard Cordes (Chairman of the Committee on Eastern European Economic Relations)
Prof. Dr. Herta Däubler-Gmelin (Minister of Justice Retired)
Eberhard Diepgen (Former Governing Mayor of Berlin)
Dr. Klaus von Dohnanyi (Mayor of the Free and Hanseatic City of Hamburg)
Alexander van Dülmen (A-Board Company Filmed Entertainment AG)
Stefan Dürr (Managing Partner and CEO Ekosem-Agrar GmbH)
Dr. Erhard Eppler (Federal Minister for Development and Cooperation retired)
Prof. Dr. Heino Falcke (Propst iR)
Prof. Hans-Joachim Frey (CEO Semper Opera Ball Dresden)
Father Anselm Grün (Fr.)
Sibylle Havemann (Berlin)
Dr. Roman Herzog (Former President)
Christoph Hein (writer)
Dr. Dr. hc Burkhard Hirsch (Bundestag Vice President retd)
Volker horns (Academy Director Retired)
Joseph Jacobi (organic farmer)
Dr. Sigmund Jähn (former astronaut)
Uli Jörges (journalist)
Prof. Dr. Dr. hc Margot Käßmann (EKD Council President and former bishop)
Dr. Andrea von Knoop (Moscow)
Prof. Dr. Gabriele Krone-Schmalz (former correspondent for the ARD in Moscow)
Friedrich Küppersbusch (journalist)
Vera Gräfin von Lehndorff (artist)
Irina Liebmann (writer)
Dr. hc Lothar de Maizière (Former Prime Minister)
Stephen Märki (artistic director of the theater Bern)
Prof. Dr. Klaus Mangold (Chairman Mangold Consulting GmbH)
Reinhard Mey and Hella (Songwriter)
Ruth Misselwitz (Protestant pastor Pankow)
Klaus Prömpers (journalist)
Prof. Dr. Konrad Raiser (eh. General Secretary of the World Council of Churches World)
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Michael Röskau (Secretary ret)
Eugen Ruge (writer)
Dr. hc Otto Schily (Federal Minister of the Interior Retired)
Dr. hc Friedrich Schorlemmer (ev. theologian, civil rights)
Georg Schramm (comedian)
Gerhard Schröder (former chancellor)
Philipp von Schulthess (Actor)
Ingo Schulze (writer)
Hanna Schygulla (actress, singer)
Dr. Dieter Spöri (Minister of Economics)
Prof. Dr. Fulbert Steffensky (Cath. Theologian)
Dr. Wolf-D. Stelzner (Managing Partner: Institute for WDS analyzes in cultures mbH)
Dr. Manfred Stolpe (Former Prime Minister)
Dr. Ernst-Jörg von Studnitz (Ambassador)
Prof. Dr. Walther Stützle (secretary of defense Retired)
Prof. Dr. Christian R. Supthut (Board Member Retired)
Prof. Horst Teltschik (former adviser at the Federal Office for Security and Foreign Policy)
Andres Veiel (Director)
Dr. Hans-Jochen Vogel (Federal Minister of Justice retd)
Dr Antje Vollmer (Vice-President of the German Bundestag Retired)
Bärbel Wartenberg-Potter (Lübeck Bishop retired)
Dr. Ernst Ulrich von Weizsäcker (scientists)
Wim Wenders (Director)
Wenzel (Songwriter)
Gerhard Wolf (writer, publisher)
Veja nos links a Carta Aberta completa:
http://larouchepub.com/eiw/public/2014/2014_40-49/2014-49/pdf/28-29_4149.pdf
http://www.zeit.de/politik/2014-12/aufruf-russland-dialog
alessandroduarte
2 de janeiro de 2015 5:29 am” “Wieder Krieg in Europa?
” “Wieder Krieg in Europa? Nicht in unserem Namen!” – que grotescamente podemos traduzir como “Outra Guerra na Europa? Não em nosso Nome!””
A tradução está perfeita
janes salete
2 de janeiro de 2015 11:45 amTambém acho que a única
Também acho que a única maneira do USA conseguir sucesso em alguma guerra, só a nuclear, mas, ainda bem, vai sobrar estilhaços na própria terra mãe da arma nuclear. O USA está em evidente e constante declínio. O USA, faz tempo, está “brincando” com fogo, como se ainda tivesse o apoio incondicional dos aliados(hoje, já nem tão aliados). O mundo mudou, o USA parou.
junior50
2 de janeiro de 2015 11:09 pmIrresponsaveis, no minimo
” Não se brinca com a paranóia e medo das pessoas, a não ser caso algum objetivo estratégico”
É facil manipular pessoas desinformadas, melhor ainda as que se acreditam bem informadas, tipo: jornalistas, sociólogos, ideólogos, demais -ólogos, pois quanto mais interesse no tema estas pessoas tenham, e “se achem”, mais são vitimas ou vetores, as vezes conscientes, de manipulações – preceito básico em qualquer escola de inteligência, dedicada a OSocPsi de longo espectro ( operações psico-sociais populacionais )
Exemplo de “manchetes” possiveis, veridicas e recentes:
1.1 ” Maior mobilização militar russa, desde os anos da URSS, testa combate nuclear ” – 1.2 ” Russia ameaça a Europa, com misseis nucleares ” – 1.3 ” Bombardeiros nucleares russos, sobrevoam o Atlantico Norte, Artico e Pacifico, até Portugal, Alasca e a base da US Navy de Guam ” – 1.4 ” Mais de 30 interceptações de bombardeiros russos, no Mar Báltico e região nórdica ( Finlandia – Suécia – Noruega )”.
Qualquer destas “manchetes” são verdadeiras, realmente ocorreram tais fatos, os quais no ambito de OSocPsi, podem ser manipulados de forma até “assustadora”, servindo a interesses, mas a realidade é outra, tipo explicando, sem encher muito o saco, e por item:
O 1.1. “Maior mobilização……….”: Vostok 2014 – Entre os dias 19 a 25 de setembro, a Russia realizou um exercicio imenso, o maior após a URSS, englobando a area compreendida entre o leste do caucaso, até Vladivostock/Kamchatka, englobando todas as forças singulares russas, incluindo as nucleares táticas, com o objetivo – traçado em julho de 2013, com origem em 2010 – de atualizar a doutrina militar russa ao se analisar Vostok 2010 em comparação a 2014, os aprendizados de Vostok 2014, foram agregados e publicados, semana passada em comunicação de Putin, na “Nova Doutrina Militar da Federação Russa”.
1.2. “Russia ameaça……”: Entendam um local, Kaliningrado, antiga Koeningsberg, território junto a Polonia e estados Bálticos, onde se situa a maior base russa na Europa, resultante dos acordos de Potsdam, ratificados em Helsinki nos anos 70, a “Sentinela russa do Báltico”, tambem é bom entender o sistema NATO Missile IRBM Defense*. O que realmente ocorreu: Em um exercicio comum de transporte – lembrem-se que a navegação de embarcações militares no Báltico, o mar territorial é de apenas 12 mn ( – 20 Km) das costas), é livre para seus estados costeiros, como a Russia – e a Russia deslocou para Kaliningrado, para este exercicio – comunicou a NATO ( é tratado ) – misseis IRBM Iskander – M, posteriormente retirados, mas deixou baterias de misseis anti-navio “4K44B” ( 400 Km alcance – supersonicos – no nukes), no local.
1.3. “Bombardeiros nucleares russos…..”: Operação comum desde 2008, quando a VVS/ADD**, reiniciou suas missões de longo alcance, por todas as regiões, principalmente mares, nas quais a Russia possui interesse em “mostrar a bandeira”, e “proximidade” no caso, é relativa, o exemplo de Guam e Portugal, ou Biscaia, os “bombardeiros nucleares ***, ou estavam voando em aguas internacionais, ou no minimo a 100 mn (Guam), já no Alasca, ou Artico, a distancia tambem é relativa, pois eles nunca voaram alem das fronteiras da Russia, com o Canadá ou Estados Unidos, e quando interceptados pelo NORAD ****, estavam sobre aguas internacionais.
1.4. ” 30 interceptções….” : Em termos militares é um numero ridiculo, somente no ano de 2013, a JASDF*****, interceptou 415 aeronaves chinesas em seu espaço aereo, e mais umas 100 russas em Sakalina, é bom entender o que significam estas “interceptações”: a) violação de espaço aereo: um teste do tempo de resposta das defesas feito de duas formas, de acordo com a missão – o tempo eletronico e o tempo de interceptação. b) reconhecimento: Mentira, ninguem hj. voa reconfoto – para isto existem “drones” de atrito – todo recon hj. é eletronico, feito a milhas do espaço aereo do oponente, através de sistemas/sensores como: SLAR, SIGINT,MASINT,ELINT etc.. ******
Portanto vcs. podem ler, que tornar algo comum para quem é do ramo, em algo assustador, é facil, manipular o medo e a paranóia do ser humano, é arma. Sobre as operações USA/NATO, posso colocar outras, iguais a estas, de chineses idem.
Glossário:
* NATO MIssile IRBM Defense: Sistema, ainda não operacional da NATO, visando a defesa contra misseis de “alcance intermediario ” (IRBMs).
** VVS/ADD: Força Aerea Russa/ Aviação Estratégica
*** “Bombardeiros nucleares “: Uma tremenda besteira, tanto russos, como americanos e chineses, doutrinariamente, somente transportariam “armas nucleares” em aeronaves, no caso de misseis táticos ar-solo (ASM), tipo o KH-55 russo ou SRAM/Tomahawk americano, a nivel estratégico são inuteis – seria abatidos, estratégicamente armas nucleares utilizaveis estão em submarinos ou em “sensiveis” (alvos), em silos terrestres, ou pela doutrina russa, herdada da URSS, em lançadores moveis.
**** NORAD: Sistema integrado de defesa aerea e de misseis, compartilhado pelos Estados Unidos e Canadá, operacional desde os anos 50.
*****JASDF: Força Aerea de Defesa Aerea do Japão
******SLAR,SIGINT,MASINT,ELINT: Formas e sensores não invasivos, SLAR ( side looking airborne radar), MASINT ( inteligencia eletronica de massas fisicas), SIGINT ( inteligência de sinais eletronicos e magnéticos). ELINT ( inteligencia eletronica de emissões), GEOINT ( inteligência de movimentações geograficas)………
Athos
5 de janeiro de 2015 1:46 pmObrigado pelo comentario.
Obrigado pelo comentario.
Rodolfo
3 de janeiro de 2015 11:12 amparanoia
Se interna amigo, seu nível de paranóia transcende os parâmetros.
Esperar o que da mídia petista?
Marcelo Henrique Dias
25 de janeiro de 2015 11:14 amBoaventura: a Terceira Guerra é contra a Rússia
Talvez justos ou bonzinhos seja aqueles que como a OTAN fazem guerras, armando grupos milicianos selvagens, financiam governos vendas de armas, em sua democracia hipócrita, acorda ou que realmente tem que acordar quem armou o Iraque e o Iran, quem e contra quem, seria uma balança com uma lança atravessada no pescoço, em que o peso e medido só para um lado, injusto como na angola ou em quase toda África, aonde doenças matam milhões, cadê Obama cadê OTAN, sim tudo se repete, o que mudou foi tecnologia que se multiplicou, mas homens são os mesmos, hipócritas mercenários de colarinho branco, vivendo a sombra do passado, em Londres, etc., agora sombra do bem e do mal só a um lado, e o culpado adivinhe e Rússia de Putin o ditador, a sentença já foi dada pelo publico que assiste a única versão da mídia controlada, assim como na Alemanha de Adolf Hitler , campos de concentração auschwitz IBM financiou e Henry Ford foi um grande lendário antissemita. Henry Ford foi um grande lendário antissemita. Ele era o mais famoso defensor estrangeiro de Hitler 10 americano grande marcas que colaboraram e cresceram com o nazismo agora na Ucrânia o nazismo esta mais forte do que nunca, empurrando a Rússia para forca da comunidade internacional, cristões estão sendo mortos, enquanto pessoas alienadas defendem uma ação contra a Rússia sem estar ciente da imundice dos governos americanos, quem esta invadindo a Ucrânia sem farda não e Rússia, pois ela sempre fez parte da sua historia e língua e cultura e seu povo, mas falar como alguns ais falam sem ter base ao sentido do jogo sujo e culpar e botar responsabilidade dos atos inconsequentes da OTAN, e fácil demais, ainda em 1946 a General Electric recebeu aval do governo americano para atividades durante a guerra. Em colaboração com Krupp, uma empresa produtora alemã, General Electric de importância para os metais das máquinas e armas necessárias para a guerra, À IBM construiu máquinas personalizadas para os nazistas com quais eles podiam usar para controlar tudo, do fornecimento de petróleo, os horários dos trens em campos de morte até em controlar as contas bancárias de judeus vítimas do Holocausto. Em setembro de 1939 quando a Alemanha invadiu a Polônia, o New York Times informou três milhões de judeus que iriam trabalhar campos da morte, e agora você me diz oque disso, são os mesmos que estão manipulando o jogo sujo do mundo, Obama não importa que esteja de frente o jogo sujo continua, assim também Henry Ford foi uns grandes lendários antissemitas e Ford recebeu uma medalha nazista, concebida de estrangeiros ilustres congresso americano etc., antes de tudo que esta acontecendo no mundo tem uma mão invisível que Hollywood Califórnia cinema nos apresenta nas redes de tv e revistas com seus chantagistas de Washington.
Marcelo Henrique Dias
25 de janeiro de 2015 11:18 amEstados Unidos anunciam
Estados Unidos anunciam cortes de bases militares na Europa, Com um orçamento apertado e reduzindo gastos militares, os Estados Unidos disseram nesta quinta-feira que estavam encerrando as operações numa base aérea no Reino Unido e entregando de volta o local e mais outros 14 na Europa para os governos dos países. Às mudanças foram planejadas para economizar 500 milhões de dólares por ano. Na maior delas, o Pentágono deixará a base da Força Aérea britânica de Mildenhal, nordeste de Londres, onde ficam aviões para operações especiais de reconhecimento/reabastecimento e retirará 3.200 militares e suas famílias. Diversas instalações na Alemanha serão fechadas, mas no geral o número de militares norte-americanos no país deve aumentar em algumas centenas. Cerca de 500 militares vão ser retiradas do campo de Lajes, reduzindo o número de tropas em Portugal. Cerca de 300 soldados serão transferidos da Alemanha para a Itália. O secretário-assistente de Defesa Derek Chollet, afirmou que as mudanças em alguns países europeus reduzirá a infraestrutura de apoio, mas não comprometerá a capacidade operacional dos militares norte-americanos na região. Isso eu copie Guerra & Armas e coloquei aqui para que vocês meus camaradas vicem o que esta começando acontecer em varias esferas do comando EUA. Isso só e o começo de muitos cortes na área militar na de fabrica vários projetos cortados inclusiva F35 e F22 assim como tanque MCT. Versão 41-51 63txssn, enquanto a Rússia dobrou orçamento militar com parando 2015 com toda OTAN junta, além de 5 submarinos akula projeto 999 lobo caçado de 5 geração ate final 2015 mais 7 submarinos, o alimento T50 Sukhoi Su-35 serram construído 300 aeronaves que serão entregues em três frentes das bases russas ate fevereiro 2016, além de novos navios de superfície um total 61 navios 2015 projeto 669 – mais helicópteros etc., as armas, mas antigas serão vendidas e negociadas com seus aliados do Iran Síria etc. Volto falar n. Copie também e cole em sua pagina (Veja as imagens de um míssil explodindo um tanque de guerra russo vídeo] Recentemente, o pessoal do Sploid quis mostrar o efeito de um míssil ao atingir um tanque de guerra, divulgando um vídeo. O míssil em questão é um TOW 2B, que explode sobre um taque russo do tipo T-72. Confira abaixo. Preste atenção um novo tanque de guerra com blindagem camuflada com vários sistemas aproximação leitura de nível contra medidas etc., e só copiar novo tanque de guerra russo 2015, novo tanque russo na plataforma pesada Armata aparecerá no desfile do Dia da Vitória, em 09 de maio de 2015, declarou a jornalistas russos o vice-diretor da empresa Uralvagonzavod, Viacheslav Halitov. Além do tanque, será apresentado um veículo de combate de infantaria pesado na mesma plataforma. Halitov observou que, durante a criação de Armata, os especialistas usaram todas as tecnologias promissoras e testadas quanto à proteção da tripulação, poder de fogo e mobilidade Armata é uma plataforma unificada ou chassis de lagarta pesado para a criação e colocação de diferentes tipos de veículos. Om junte os fatos analisem profecias Bíblicas e profecias Nostradamus etc., a Rússia apesar entre linha uma suposta crise vai continuar alimentando o efetive de construção por ano 40 navios de superfície e 4 submarinos em 2 anos, isso já vem desde 2006 e agora mundo vera Rússia e China o urso e dragão um mundo cheio de intrigas, não deixem por se enganar por fatos de Hollywood introduz cinemas teatros humanos, pois a Rússia de hoje não e União Soviética de ontem, tem líder patriota inteligente frio e calculista, essas aliança formidável de navios submarinos tanques helicópteros aviões etc., e mostra que estamos numa corrida armamentista sem precedentes, em que OTAN e EUA esta cortando todo o orçamento tentando equilibras as contas será Hollywood poderá com a rede Globo e sues aliadas esconder do povo suas fantasias e irresponsabilidades.
Marcelo Henrique Dias
25 de janeiro de 2015 11:19 amRússia tem radares melhores
Rússia tem radares melhores principalmente SUL 127 assim (MG) 29-k e (T50) a questão e que a Rússia tem misses melhores radares mas modernos que somando a um sistema tático em terra superar (OTAN) a questão e que (EUA) cortou gastos com (F22) que já foi superado por estes caças que eu já mencionei, alem de que frota de submarinos russo da classe Amur e borei e typhoon são sim melhores que toda OTAN junta, ate os próprios Inglaterra admitiu ficar difícil detequitar este novos submarinos russos, os submarinos russos levam vantagem em tudo mas o que carece muito a Rússia e ter um porta aviões eficaz, uma política adotada pelo seu antigo regime, os tanque nova geração 5 geração Nizhni Tagil, T-90 são muito bons mais não os melhores do mundo, mais os misses russos S300 S400 e 500 desbancam (OTAN). Também última versão do míssil antitanque russo 9M123 Khrizantema La em de outros atributos, lembra que Rússia fez com a Geórgia e (EUA) ficou só gritando mais de concreto nada, bem voltando a dizer sobre um conflito a (OTAN) não tem essa vantagem toda que diz o outro, mais que cada um reflita que (EUA) vive de superamigos e a Rússia de fatos, alem que os astronautas pegam carona com os cosmonautas russos na cidade das estrelas, se eles tem tanta vantagem como precisa de carona, isso e uma hipocrisia da parte dois que comem a imagem dos superamigos numa rede de desenhos e filmes . Nossa mente deve calcular o espaço em que a visão nem sempre do que nos trais por trás das propagandas em saídas pelos Gregos faça-nos acreditar somente neles.A ainda são os russos que vendem aos americanos os foguetes para NASA, a rússia atualmente fabrica por ano 80 navios de guerra, segundo o ministro construção naval em 2015 esse numero subira para 120 navios de guerra, então falta a você umas informações, outra Putin invadiu e tomou boa parte do território Ucrânia em dias, colocou 17.000 tropas 1.500 aviões e helicópteros, (EUA) disse se invadisse uma parte se quer ela reagiria com força militar, ele invadiu e ficou por isso mesmo, então meu caro sua conclusão e ainda muito cedo para dizer tal fato, a geórgia era maior aliada dos (EUA), rússia tomou território e ficou por isso mesmo, estados unidos sozinho e frouxo e fraco, o peso da OTAN também e fraco, rússia não recuo ainda na Ucrânia, apesar de que dos 17.000 tropas só uma parte retorna para base, (EUA) não manda mas no mundo agora a rússia esta de volta, quer ou não queira, rússia em tempo de guerra e superior.
Paulo Martins
9 de abril de 2015 8:53 pmPoderio americano
Vocês estão falando uma monte de abobrinhas…o poderio militar do Estados Unidos segundo especialista internacionais é suficientepara a acabar com toda a Terrapor 44 vezes…Dizem que devem ter cerca de 44.000 artefatos nucleares e cerca de 3.000 bombasde hidrogênioi…Imaginem se resolverem usar isso em qualquer guerrinha que fazem por aí…então pensem bem rapaiziada e não falem tantas besteiras …Só de Porta-aviões tem 16 em operação e 13 deles são nucleares, tem a maior frota submarina atomica do planeta…são somente 234 submarinos…tem a maior frota aére que o mundo conheceu 5.550 avões Fanthons, sendo mais da metade o super F-28, chamado o Pavor dos Ares por outras forças aéreas, tem 12 esquadrilhas de aviões invisíveis, isto é, não existe radares para localizalos…e muito mais 8.000 foguetes de ogivas multiplas com até 12 bombas atomicas, além de um exercito mais bem equipado do mundo… Seus marines são temidos pelos russos e chineses…além de ter apoio pratcamente de quase todos os paises do mundo…Portanto meus amigos, não falem o que voces não conhecem…eu morei 12 anos na California e conheço esso poderio inimaginável… Abraços
Edufm64
10 de setembro de 2015 3:29 amVai achando isso.
Vai achando isso.
Clara Bahia
3 de março de 2022 9:43 pmNem sou a favor da Rússia, nem dos EUA. Os dois são culpados desta irresponsabilidade
Sou contra qualquer guerra.Viva a PAZ!