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Com a prisão de Dirceu e Genoino, fecha-se um ciclo; por Luis Nassif

Jornal GGN - O quinto artigo mais lido de 2013 ficou com o terceiro lugar entre os mais comentados do ano passado, com 488 opiniões. Análise "Com a prisão de Dirceu e Genoino, fecha-se um ciclo", de Luis Nassif, esmiuçou as causas da perseguição que ambos sofreram não seguirem protocolos estabelecidos pela grande imprensa.


Com a prisão de Dirceu e Genoino, fecha-se um ciclo - Luis Nassif

 

A democracia se consolida nos grandes processos bem conduzidos de inclusão social e política.

Em determinados momentos da história, emergem novas forças políticas, inicialmente em estado bruto, ganhando espaço com a radicalização do discurso contra o status quo.

Em todos os tempos, as democracias passam por processos de estratificação nos quais os grupos que chegaram antes ao poder levantam um conjunto amplo de obstáculos – políticos, econômicos e legais – para impedir a ascensão dos que chegam depois.

Trava-se, então, uma luta feroz, na qual os grupos emergentes radicalizam o discurso, enfrentam as leis, as restrições e vão abrindo espaço na porrada.

É a entrada definitiva no jogo político que disciplina essas forças, enriquece a política e reduz os espaços de turbulência. Todos ganham. Rompe-se a inércia dos partidos tradicionais, amaina-se o radicalismo dos emergentes; abre-se mais espaço para a inclusão; permite-se uma rotatividade de poder que derruba a estratificação anterior.

Sem essas lideranças, as disputas políticas iniciais enveredam para o conflito permanente, deixando o legado de nações conflagradas, como na Colômbia e no México.

Daí a importância essencial dos líderes que unificam a ação, impedem a explosão das manadas e montam estratégias factíveis de tomada do poder dentro das regras do jogo.

Acabam enfrentando duas espécies de incompreensão. Dos adversários políticos, a desconfiança sobre suas reais intenções, manobrando o receio que toda sociedade tem em relação ao novo. Dos aliados, a crítica contra o que chamam de “acomodamento”, a troca do sonho por ações pragmáticas.

Em seu estudo sobre Mirabeau, Ortega y Gasset define bem o perfil do estadista e de outros personagens clássicos da política: o pusilânime e o intelectual. O estadista só tem compromisso com a mudança do Estado. É capaz de alianças com o diabo, desde que permita a suprema ambição de mudar um país, um povo. Já o intelectual se vale todos os argumentos do escrúpulo como álibi para a não ação.

Aliás, nada mais cômodo que o niilismo de um Chico de Oliveira, do bom mocismo de Eduardo Suplicy, dos homens que pairam acima dos conflitos, como Cristovam Buarque, dos apenas moralistas, como Pedro Simon. Para não se exporem, não propõem nada, não se comprometem com nada, a não ser com propostas genéricas de aprovação unânime que demonstrem seus bons sentimentos, sua boa índole, sua integridade intelectual – e que quase nunca resultam em mudanças essenciais.

As mudanças no PT

É por esse prisma que deve ser analisada a atuação não apenas de Lula, mas de José Dirceu e José Genoino.

Ambos passaram pela luta armada. Com a redemocratização, ingressaram na luta política e das ideias. E ambos foram essenciais para a formação do novo partido e para a consolidação do mito Lula.

Na formação do PT, cada qual desempenhou função distinta.

José Genoino sempre foi o intelectual refinado. Durante um bom período dos anos 90 tornou-se um dos mais influentes formadores de opinião do Congresso e do país, com suas análises sobre regimento da Câmara, sobre reforma política, sobre defesa.

Já José Dirceu era o “operador”, trabalhando pragmaticamente para unificar o PT em torno de um projeto de tomada do poder e, a partir daí, de reformas.

A estratégia política do PT passava por sua institucionalização, por um movimento em direção à centro-esquerda, ocupando o espaço da socialdemocracia aberto pelo PSDB – devido à guinada neoliberal conduzida por Fernando Henrique Cardoso e à ausência de lideranças sindicais.

Não foi um desafio fácil. O PT logrou juntar em torno de si uma multiplicidade de movimentos sociais, a parte mais legítima do partido mas, ao mesmo tempo, a parte menos talhada para a tomada de poder. Foram movimentos que surgiram à margem do jogo político, desenvolvendo-se nos desvãos da sociedade civil e sem nenhuma vontade de se sujar com a política tradicional.

Por outro lado, o papel unificador de Lula o impedia de entrar em divididas. Tinha que ser permanentemente o mediador.

O papel do operador Dirceu

Sobrava para Dirceu o papel pesado de mergulhar no barro. De um lado, com o enquadramento das diversas tendências – o que fez com mão de ferro -, dando ao PT uma homogeneidade que tirava o brilho inicial do partido, mas conferia eficiência no jogo político tradicional trazendo-o para o centro.

E o jogo político exigia muito mais do que enquadrar os grupos sociais do PT.

As barreiras eram enormes. Passava por montar formas de financiamento eleitoral, pela aproximação com o status quo econômico, pelos pactos com os grupos que atuam na superestrutura do poder, com os operadores dos grandes interesses de Estado, pelo mercado, pelo estamento militar, pela mídia.

Dirceu foi essencial para essa transição, tanto para dentro como para fora.

Um retrato honesto dele, mostrará a liderança inconteste sobre largas faixas do PT, o único a se ombrear com Lula em influência interna e com uma visão do todo que o coloca a léguas de distância de outros pensadores do partido.

Mas também era dono de um voluntarismo até imprudente.

Lembro-me de uma conversa com ele em 1994 em Brasília, com Lula liderando as pesquisas. Falava do projeto popular do PT e do projeto de Nação das Forças Armadas, sugerindo um pacto não muito democrático.

Não por outro motivo, em diversas oportunidades Lula confessou que, se tivesse sido eleito em 1994, teria quebrado a cara.

Com o tempo, o voluntarismo foi sendo institucionalizado. Internamente, no governo, Dirceu exercia uma pressão similar à de Sérgio Motta sobre FHC. Queria avançar mais, queria menos cautela na política econômica, queria um projeto de industrialização.

Sua grande obra de arte política, nos subterrâneos do poder, no entanto, foi ter mapeado os elos da superestrutura que garantia FHC e inserido o PT no jogo.

Esse mapeamento resultou na viagem aos Estados Unidos, desarmando as desconfianças do Departamento de Estado, dos empresários e da mídia; a ocupação de cargos-chave no Estado, que facilitaram negociações políticas com grupos de influência. Nada que não fosse empregado pelos partidos que já haviam chegado ao poder e que precisaram garantir a governabilidade em um presidencialismo torto como o nosso.

O veneno do excesso de poder

Assim como Sérgio Motta, no entanto, as demonstrações de excesso de poder tornaram-no alvo preferencial da mídia.

Trata-se de uma regra midiática clássica, que não foi seguida por ambos. Quando a mídia sente alguém com superpoderes, torna-se um desafio derrubá-lo. Com exceção de ACM e José Serra – a quem os grupos de mídia deviam favores essenciais e, em alguns casos, a própria sobrevivência -, todos os políticos que exibiram musculatura excessiva – de Fernando Collor ao próprio FHC (no período de deslumbramento), de Sérgio Motta a José Dirceu - terminaram fuzilados.

No auge do poder de Dirceu, creio que foi o Elio Gaspari quem o alertou para o excesso de exibição de influência. Foi em vão.

O reinado terminou em um episódio banal, a história dos R$ 3 mil de propina a um funcionário dos Correios. Tratava-se de uma armação de Carlinhos Cachoeira com a revista Veja, visando desalojar o grupo de Roberto Jefferson para reabilitar os aliados de Cachoeira (http://bit.ly/19sMvtX).

O que era claramente uma operação criminosa midiática, de repente transformou-se em um caso político, por mero problema de comunicação. Roberto Jefferson julgou que a denúncia tinha partido do “superpoderoso” Dirceu, para amainar sua fome por cargos. E deu início ao episódio conhecido por “mensalão”.

E aí Dirceu – e o próprio Genoíno – sentiram o que significa ter chegado tardiamente ao jogo político, não dispor de “berço” e de blindagem contra as armadilhas institucionais do Judiciário e da mídia.

A cara feia da elite

É uma armadilha fatal. Para chegar ao poder, tem que se chegar de acordo com as regras definidas por quem já é poder. Mas, sem ter sido poder, não se tem a mesma blindagem dos poderosos “de berço”.

O episódio do “mensalão” acabou explodindo, revelando – em toda sua extensão – a hipocrisia política e jurídica brasileira, o uso seletivo das denúncias, o falso moralismo do STF (Supremo Tribunal Federal).

Nos anos 40, Nelson Rockefeller tinha um diagnóstico preciso sobre o subdesenvolvimento brasileiro: havia a necessidade de um choque de modernidade, de criação de uma classe média urbana que superasse o atraso ancestral das elites brasileiras, dominada pelo pensamento de velhos coronéis.

Uma coisa é a leitura fria dos livros de história, as análises de terceiros sobre a República Velha, sobre o jogo político dos anos 30, 40, 50. Outra, é a exposição dos vícios brasileiros em plena era da informação.

Para a historiografia brasileira, o “mensalão” é um episódio definitivo, para entender a natureza de certa elite brasileira, a maneira como o conservadorismo vai se impondo, amalgamando candidatos a reformadores de poucas décadas atrás, transformando-os em cópias do senador McCarthy. E não apenas no discurso antissocial e na exploração primária ao anticomunismo mais tosco, mas na insensibilidade geral, de chutar adversários caídos, de executar adversários moribundos no campo de batalha, de abrir mão de qualquer gesto de grandeza.

Expõe, também, de maneira definitiva as misérias do STF.

Aliás, Lula e o PT foram punidos pela absoluta desconsideração pelo maior órgão jurídico brasileiro. Só o desprezo pelo STF pode explicar a nomeação de magistrados do nível de Ayres Britto, Luiz Fux, Joaquim Barbosa e Dias Tofolli, somando-se aos inacreditáveis Gilmar Mendes e Marco Aurélio de Mello, à fragilidade de Rosa Weber e Carmen Lucia e ao oportunismo de Celso de Mello.

O resultado final do julgamento foi o acirramento da radicalização, o primado da vingança sobre a justiça, a exposição do deslumbramento oportunista de Ministros sem respeito pelo cargo.

No plano político, sedimentam no PT a mística de Genoino e Dirceu.

Se deixam ou não o jogo político, não se sabe. Mas, com sua prisão, fecha-se um ciclo que levou um partido de base ao poder, institucionalizou um novo jogo político e, sem o radicalismo dos sonhadores sem compromissos, permitiu mudar a face social do país.

Não logrou criar um projeto de Nação, como pensava Dirceu. Mas deixou sua contribuição para a luta civilizatória nacional.

A democracia brasileira deve muito a ambos.

 

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488 comentários

Comentários

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Aroeira

Juízes? Que diabo é isso?

Sobre este trecho: "Aliás, Lula e o PT foram punidos pela absoluta desconsideração pelo maior órgão jurídico brasileiro. Só o desprezo pelo STF pode explicar a nomeação de magistrados do nível de Ayres Britto, Luiz Fux, Joaquim Barbosa e Dias Tofolli, somando-se aos inacreditáveis Gilmar Mendes e Marco Aurélio de Mello, à fragilidade de Rosa Weber e Carmen Lucia e ao oportunismo de Celso de Mello".

Bem, eu não me lembro das opções no momento de cada escolha, mas na sua opinião, Nassif, quais os melhorzinhos que poderiam ter sido escolhidos no lugar dos que foram empossados? Você acha que o problema é a falta de cuidado no momento da escolha ou a falta de opções? Quem Lula poderia ter escolhido no lugar de Joaquim Barbosa? Quantos juízes têm a consciência jurídica de um Lewandowski  para enfrentar uma mídia radicalizada e empenhada no firme propósito de influenciar ou esmagar as instituições que poderiam se colocar eventualmente contra esse processo avassalador de destruição de reputações e de perseguições aos próceres dos partidos políticos que não comungam com os ensinamentos de sua cartilha neoliberal? Atente para este fato: durante o chamado julgamento do mensalão, o rolo compressor foi tão eficiente e esmagador que o único juiz digno desse nome foi agredido verbalmente quando se encontrava com a esposa num super-mercado. E quando se dirigia a cabine de votação, também. Nassif, eu tenho 66 anos de idade, me interesso por política desde os 15, e nunca vi algo tão nefasto, inescrupuloso e desonesto em toda minha vida quanto este julgamento. E os senhores juízes não demonstraram nenhuma consideração pela intelligentsia brasileira.

E os nossos juízes não são marcianos (de Marte). São oriundos, em sua maioria, da classe média brasileira, esta mesma classe média que vem sustentando a audiência dos programas da rede Globo por tantas décadas. Uma classe média que tem a cara da Rede Globo de Televisão e vice-versa. Esperar o que?

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Parabéns Nassife

Pode não ser uma análise rebuscada ao gosto do "intelectuais" e "acadêmicos", mas é um artigo que expõe de forma clara a dificuldade da arte de fazer política e mudar um país.  Como fica claro nos comentários, o erro de Dirceu, Genoíno, Lula, Dilma e o PT, foi, para uns, não terem feito a revolução proletária almejada e tão bem descrita nos manuais panfletários que publicam às centenas.  Erraram por não terem  " criado " um Brasil novinho em folha, sem os vícios do passado e, na maioria das vezes, fazendo alianças com os que, no passado, foram os responsáveis pela miséria econômica e intelectual em que o país se encontra hoje. Muitos destas correntes estão firmemente convencido da atualidade da "tomada revolucionária do poder",  mas muitos outros não passam de oportunistas que nunca fizeram merda nenhuma a não ser dar palpites e publicar artigos que possam lhes render uns pontinhos na carreira que escolheram.  Estes tipos, que pululam aos montes, e que em seu local de trabalho, vivem mostrando o traseiro de tanto se baixarem aos seus chefes e chefetes, são extremamente revolucionários fora do seu ambiente de trabalho.  São muito conhecidos no meio sindical, pois são capazes de votarem a favor de uma greve no sindicato, e no dia seguinte apresentarem uma desculpa qualquer para não se exporem no movimento.  Eu os conheço aos montes!

Do outro lado da crítica estão os que claramente estão lutando para manter seus privilégios históricos: empresários, eclesiásticos, militares, juízes, altos funcionários públicos,  fazendeiros e grileiros e uma corja de lumpens que vivem das migalhas caídas da mesa dos primeiros. A estes, pelo menos devemos agradecer por serem tão transparentes, apesar de os querermos longe da vida pública e do poder, onde tanto mal tem causado.  

Se Mao fosse seguir o script escrito no ocidente, em como fazer uma revolução, a China ainda seria um quintal para uso das potências ocidentais.  Mao ousou e conseguiu.  Eu diria que Dirceu e Lula também ousaram e também o conseguiram.  No início, décadas de 80 e 90,  eu estava junto dos que sonhavam com um Brasil novinho em folha, virgem, e puro!  Agora vejo que outros caminhos menos bonitos e limpos podem pavimentar a construção de uma nova nação e agradeço a estes homens por terem ousado e me mostrado, a mim e a milhões de brasileiros,  este novo caminho!  Por isto eles conseguem serem unanimante criticados pela Esquerda sonhática e a direita golpista.

Tenho a certeza que já conseguiram um lugar proeminente na História!

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Lucio Flavio

Com a prisão .... Fecha-se um ciclo.

Meu caro e ilustre Luiz,

tenho lido e assistido diversas reportagens sobre o caso mas, poucos tem sido tão profundo quanto este. Gostaria de acrescentar  que a elite, ou o que chamávamos de burguesia, deste pais  não aceita de forma nenhuma as mudanças e as conquistas sociais alcançadas nos últimos dez anos e o que ocorreu de verdade foi que o PT e a esquerda organizada deu um golpe usando os mesmos instrumentos que a direita usou para perpetuar nós últimos 500 anos.

Segundo João ironico Ubaldo Ribeiro os dois são mártires, pois bem, concordo. São mártires de verdade !! 

Um dia a história será contada de forma correta.

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Engenheiro de Plantão

Prisão irregular de Genuino e Dirceu (sem guia de sentença)

Vendo emergir o monstro da lagoa...

                Os parlamentares que se cuidem. Assim como o alienista de Machado de Assis encarcerou toda a cidade onde morava, Barbosa pretende encarcerar todo e qualquer político desse país, pois em sua concepção (já se manifestou a esse respeito) só o Judiciário tem condições de dirigir o País.

                Assistimos a tendência inexorável da judicialização da política. De um lado, a Imprensa (livre) que na verdade não é livre, posto que “reverencia” as grandes empresas que lhes pagam o salário através de patrocínios, e do outro lado, Barbosa, fortemente apoiado por esta mesma imprensa, trocando favores.

                Refiro-me a espetacularização midiática das prisões de Genuíno e José Dirceu no último dia 15 de novembro, dia da Proclamação da República (esquisito não?) sem carta de guia de sentença, que especificasse claramente o regime (semi-aberto) a que deviam os presos inicialmente cumprir suas penas.

                Mas passaram o fim de semana em regime fechado em virtude de não se ter a mencionada Carta de Guia, portanto, prisões efetuadas irregularmente, tendo o “xerife” Barbosa além de cometer abuso de poder, cometido “crime de responsabilidade”. Foi o Juiz da Execução que reconheceu o direito que tinham os presos de cumprirem pena em regime semi-aberto e transferido os já detentos, para aquele regime (de forma retardatária).

                Se a prisão no dia 15 de novembro foi para humilhar, já ai está a 1ª. irregularidade. Não deveria haver isso, pois todo e qualquer preso merece respeito. Já lhe tiraram o bem mais precioso, a liberdade, não cabe “tripudiar” tão pouco midiaticamente.

                Eu supunha que um Ministro do STF fosse uma pessoa equilibrada, sensata, quase acima do bem e do mal, mas o que vimos foi justamente o contrário, um Ministro destrambelhado, agressivo, mesquinho, vingativo. Chamando até um dado repórter que cobre caseiramente os eventos da Justiça em Brasília, de “palhaço”. Isso, creio, foi percebido por todos, para a decepção geral da nação e de todos nós, durante o desenrolar de toda a Ação Penal 470.

                Voltando ao episódio da prisão, o absurdo espetaculoso foi tanto que um dos policiais, acossado pelos repórteres da Rede Globo que pretendiam conforme previamente acertado, terem direito a imagens exclusivas, gritou esse policial (revoltado com a espetacularização midiática) “eu não sou empregado dessa empresa de televisão”.

                Referia-se a gana dos repórteres que queriam a fim da força, obterem um ângulo mais privilegiado para focar o rosto dos dois políticos que estavam sendo presos (diferente de detidos), sem carta de guia de sentença. Portanto uma prisão absolutamente irregular conforme largamente já comentado por juristas renomados. Não havia nenhum papel que mencionasse o regime inicial de cumprimento da pena.

                Ficaram assim os presos irregularmente, em regime fechado, caracterizando uma burla à sentença proferida de forma colegiada pelo próprio STF.

                Pois bem, o Ministro Palloce, todos se recordam, perdeu o cargo de Ministro (saiu do cargo pela pressão dos políticos da oposição) pelo fato de ter supostamente quebrado o sigilo bancário de um motorista.

                Foi injusto? Sim, foi injusto. Mas foi legal! O Ministro cometeu “crime de responsabilidade”, incompatível com o cargo que ocupava.

                Agora os Srs. Senadores têm uma oportunidade impar, a de mandar de forma igualmente legal, Barbosa, para casa. Ele já não tem mais serventia, já cumpriu o que a imprensa e as elites esperavam que ele cumprisse. Pode ser assim, descartado, e provavelmente o será!

                Ele cometeu inequivocamente “crime de responsabilidade”, segundo estatuído na Constituição, mandando prender de forma espetacular (numa demonstração deplorável de carreirismo político) mas, principalmente de forma irregular, os três condenados na Ação 470 que deviam inicialmente cumprirem pena em regime semi-aberto. Não havia sequer mandado de prisão formal. Só um acordo com a mídia para cobrir de forma espetacular o “evento”. Assim, não dá mesmo!

                Uma vez caracterizado formalmente o crime (o Ministério Público através do Procurador Geral da República, tem que emitir seu parecer sobre o ocorrido, e não pode tergiversar (ignorar) sob pena de estar cometendo também “crime de responsabilidade” e ser sumariamente destituído do cargo) e procedida a denúncia, o processo será julgado no Senado, que é quem tem a prerrogativa para julgar crimes de responsabilidade de autoridades, incluindo Juízes do STF. Devem então os Srs. Senadores cumprirem seu dever, isto é, retirar do cargo de Ministro do Supremo de forma peremptória e sumária, Barbosa.

                Ou, não o fazendo, deixando passar a oportunidade de cortar o “mal pela raiz”, sentarem-se “na arquibancada pra a qualquer momento ver(em) emergir o monstro da lagoa”.

                Como bem sentenciou profeticamente Chico Buarque em seu antológico “Cálice”.

                Se se calarem agora, os Srs Senadores, mais dia, menos dia, serão todos cassados (já possui o STF essa prerrogativa subtraída do Poder Legislativo (Câmara dos Deputados) ao arrepio da Lei) e todos igualmente, a seu tempo, devidamente encarcerados. Como no “Alienista” de Machado de Assis.

 

                Disso, ninguém duvide!

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Ricardo Benevides

Tristeza

Recebi o texto via face e resolvi ler.

Respeito e luto para que possa continuar escrevendo, Nassif.

Mas fico em dúvida em saber o que é pior: Ler este texto ou cuspir na cara de quem sai nas ruas pedindo pelo fim da corrupção.

Sim, infelizmente o capital corrompe, e eu que me esforcei tanto na campanha que elegeu o PT para ver a mudança chegar ao poder, um esquerdista que hoje por amor á causa, faz o caminho contrário, como aqueles cubanos que atravessam o oceano a nado para fugir de Cuba e viver dentro das fronteiras do "inimigo"!

Muito mais fácil culpá-los ou acusá-los de serem desertores ou menos cubanos que os demais?

Mas a dualidade sempre ficará pairando no ar: Culpar a liderança esquerdista que usufrui dos benefícios do dinheiro e do poder ou punir os miseráveis que preferem fugir do que passar fome?

Fazer Robin Hood's de pessoas que durante seus períodos de poder multiplicaram seus capitais pessoais para se igualarem ao estilo de vida dos Reis que em seus discursos vazios criticaram!

É difícil, principalemte quando estes são nosso professores e principais direcionadores de nossa ideologia.

Analisa-se apenas o que foi provado (Mensalão), mas vemos a esquerda fazer dos ministérios verdadeiros dinheirodutos para enriquecer cabeças de partidos esquerdistas aliados.

Tanta tempestade em um copo de água, nossa loucura e estupidez nos permite discutir, se o crime cometido com intenções de bem são passíveis de perdão, nos esforçamos para acreditar que roubar pra comer e roubar pra desfrutar do dinheiro roubado são a mesma coisa.

Negamos que nossos líderes foram presos com banqueiros, inacreditável banqueiros e comunistas juntos na mesma falcatrua, unidos com o mesmo ideal, mas talvez o planejamento se deu muito antes de nossas mentes cretinas compreendessem a arquitetura do crime.

Sim, aceitamos que o vice da esquerda fosse do PL (partido liberal), sim, aquele do liberalismo econômico e deu no que deu.

Talvez queremos encontrar mártires, mas apenas vemos mais um caso onde os verdadeiros inimigos nunca foram os capitalistas nem a direita, mas apenas o caráter individual.

E nada de pânico, pois basta aguardarmos que logo tudo se resolverá, nunca se esqueçam que vivemos no país da impunidade e as criticas são totalmente sem propósitos contra o STF, pois são "escolhidos" punindo "seletores", ou seja, os inglês já viram "ok boy" em breve já podem soltar todos e vangloriarmos os presos políticos de posição...Uau! Incrível! Presos políticos de posição!

E Viva a Nova Venezuela!!! Riquezas nacionais para os gringos e vida longa e próspera para a Esquerda! Bolsas Votos em troca de fome e morte por falta de educação, hospitais, saneamento, estradas e verdadeira justiça! 

 

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Ernani Teixeira

Intelectual refinado?

Meu caro, não me deterei em contestar cada item de seu panegírico. Com toda compreensão pelo quão partidário seja o viés de seu recorte, ainda assim há UM que, confesso, doeu muito instantaneamente:

Genoíno, um INTELECTUAL REFINADO?

Assisti, na Unicamp, palestras com esse senhor cuja retórica grosseira envergonharia os elefantes de Aníbal. As discussões 'intelectuals' que eu presenciei, ao vivo, foram um festival de interrupções das falas dos interlocutores valendo-se da grosseria de falar mais alto, fazendo reduções de má-fé do argumento oposto, toda sorte de birras que se vê num debate entre crianças mal-educadas e nada mais do que isso. Antes que se levante a voz que vá pleitear o mérito erístico intencional, estratégico, digo de pronto: não, não havia ali refinamento possível para tanto, e isso se fez evidente para toda a platéia, lamentavelmente, sendo a prova disso a ineficácia de seu emprego. É muito injusto para aqueles que a tanto custo merecem o elogio de 'intelectual refinado' querer acrescenta-lo ao conjunto das habilidades de Genoíno, de que, definitivamente, não poderia estar mais distante. Pontualmente.

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A coluna de Genoino no

A coluna de Genoino no Estadão tornou-se uma referência de modernização do PT. Foi dos cérebros centrais nas políticas de aproximação do PT com o mundo institucional. Tornou-se um dos maiores especialistas em defesa, respeitado até pelos militares. Na Câmara, foi o principal especialista no regime interno e na legislação eleitoral. Agora vem você com um diagnóstico definitivo em cima de uma palestra? Deixe de lado essa superioridade falsa.

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Maria Irene De Conte

refinado...isso já é demais.

Concordo, sr. Ernani.

Jamais, seja lá o quê, do genoino ser tratado como se fosse um intelectual refinado. E que o ze dirceu, então, de ser o articulador 'bem-intencionado'...por favor. Tudo por um 'braziu' melhor...só rindo.

Sempre de base em principios de uma esquerda possivel, quando 'caiu a ficha' do partido que representava meus ideais, se aliar ao PL, me ví sendo traída em meus sonhos de um projeto mais justo, socialmente falando. Tudo pelo poder, mesmo e sempre. Dinheiro, consequência mais que certa.

Tenho parentes no 'alto escalão' e vomito sempre quando vejo como chafurdam na grana pública. Por Deus, meu tio, um doce de ser humano, deve estar triste lá no céu...e os pobres, ao se lambuzarem nos jogos do poder, só queriam ser, mesmo, burguesia.

 

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Eudes Gouveia

O antes e o depois das prisões

Por qual partido JB sairá candidato? Barbosa prendeu e levou em vôo circensecom escalas, no dia da república, primeiro o PT e os banqueiros com duas finalidades:1ª -  A da espetacularização e auto promoção: "o caçador de corruptos";2ª -  A do oportunismo: Ciente da doença  do Genoino, arriscou-se (vai que...) a manda-lo para a jaula pois sempre foi sabedor da gritaria geral que se seguiria. Liberado Dirceu e Delúbio para o semi-aberto e Genoino para prisão domiciliar o que impede  desde logo de manter o Roberto Jefferson (também doente embora faça motocross) em casa e os demais em seus estados só se apresentando a noite? Detalhe é que Bob Jefferson é quem manda no PTB e Waldemar Costa Neto no PR e tem ainda figurões do PL, legendas de aluguel mas com alguma influência e tempo de TV.JB saindo candidato terá que ser por uma coligação de pequenos partidos. Quero ver Bob Jeff na tropa de choque de JB. Os dois se merecem. Será o final de um enredo que começaram juntos. "The end  J&J".

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Nassif, dá uma olhada aqui pra você ver algo interessante...

http://assuntosujo.blogspot.com.br/2013/11/como-eu-havia-dito-dias-atras.html

Postei hoje algo que me revolta, sou analista de sistemas da Administração Pública de Hospitais, vejo cada coisa que queria até conversar com algumas pessoas sobre o assunto porém não confio em ninguém, pois são todos safados, tenho cada caso que vc nem imagina como a Administração Pública é só merda hahahha. 

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Maurício Gil - Floripa (SC)

Parabéns, Nassif. Ótima

Parabéns, Nassif. Ótima análise, a melhor que li nessa quadra de nossa história.

Usarei, se me permitido, para mostrar uma realidade um pouco distante daquela que imaginam alguns amigos e conhecidos.

 

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Paulo Vellego

As tricoteiras de Paris

Estamos como as tricoteiras sans-culotte frente à guilhotina enquanto cabeças rolam e o sangue, ainda que de culpados, borrife nossas rotas vestes. Cadê o o "homem cordial" ?

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O País Não Deve Nada à Desumanos

Respeitosamente acolho este comentário. É uma visão realista da recente história e das razões que levaram um partido contruído em imagem de base moral e ética a trair a confiança de um povo em nome do poder.

Rejeito veementemente o uso da palavra "elite", principalmente quando ela é usada para distinguir quem aceita tudo que o PT faz e quem é contra a desonestidade moral, intelectual e financeira, que é o caso dos "mensaleiros".

O fato é que desde de Pedro Álvares Cabral o Brasil não produziu um único estadista que preste, talvez o mais próximo disto tenha sido Dom Pedro II. Todos que se aprochegaram ao poder encontraram meios de enriquecer ilicitamente, virar nome de rua e entrar para a academia brasileira de letras. E quando não foi assim, moldaram alei para torna-la injusta o suficiente para atender aos seus interesses.

 Mediante tais considerações, gostaria de afirmar:

1.Quem rouba dinheiro é LADRÃO, independente do valor e do uso do dinheiro. 

2.O povo brasileiro NÃO DEVE NADA a ladrão, mas o contrário sim.

3.TODOS os ladrões devem ser punidos.  Se for funcionário público (eleito ou nãoo), pago com o nosso suor diário, a puniçao deveria ser mais exemplar ainda independente do partido e de sua representação, elite ou não. 

4.TODOS os estelionatários políticos que mudaram de comportamento frente ao discurso que os levou ao poder são enganadores e traidores. Para estes a pena de privação de liberdade é muito pouco.

Então Sr. Luiz Nassif, compreendo suas bilhantes palavras, mas não podemos abrir mão de flexibilizar ética básica ou diminuir o critério básico de valorizar a atitude HONESTA. TODO LADRÃO tem que ser punido com um estímulo aversivo, e isto É UM DIREITO HUMANO expresso de forma explícita na Declaração Universal dos Direitos Humanos que eu defendo literalmente e indivisivelmente por todos os seus artigos.

Resumo: Se roubou, é ladrão e tem que ser punido. Todos, não só do PT, mas do PT TAMBÉM. Qualquer discussão depois disso está absolutamente fora de questão e só serve para o deleite de uma "elite" intelectual conjecturar e montar frases de efeito, com o perdão da ironia.

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eder martins

segregário seu comentário

A Elite estava vendendo e endividando o Brasil.

Considerando que a reforma política não é existente até hoje.

O PT apenas dançou o ritimo da música que era predatória pra qualquer partido que quizesse tomar o poder.

Lula não cobriu erros, realmente foram punidos.

Agora sua opinião deixa claro que você proteje o governo do PSDB, o partido que mais roubou nesse país e nunca foram acusados como ladrão por um cidadão como você. Meu nobre aconselho você estudar pedagogia, com isso você vai mudar de opinião, porque daí você vai entender como funciona a sociedade democrática, governada pelo psdb em são paulo por mais de 20 anos.

Os ladrõe do pt pagaram a dívida externa do FMI,aumentaram a soberania do país.

 

Sem mais,

 

Ass Eder estudante de pedagogia.

 

 

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Ecio Pedro

Moralistas e Estadistas

Concordo com a crítica de Nassif aos acomodados, desiludidos e moralistas de nosso país, dando nomes a alguns deles, mas ficou faltando revelar com mais clareza onde estaria o possível estadista no cenário político nacional. Alguém que seja capaz de, além de "fazer alianças com o diabo" com propósitos nobres, subordinar interesses e vaidades pessoais, ou de grupos políticos, a um projeto maior de interesse nacional. Admito que não identifiquei ninguém com esse perfil na história recente do país. 

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O Culpado

É um bom texto, conciliador como é de característica do Nassif, mas discordo radicalmente de algumas ideias nele expressas, especialmente no que tange a mudança comportamental do PT, a “Carta aos brasileiros”, as múltiplas concessões que mutilaram definitivamente o PT.

 

Em 2002, o ciclo neoliberal se esgotara, o país estava completamente arrasado, a sociedade ansiava por mudanças - profundas mudanças. Não pontuais. Porém, prevaleceu a linha conciliadora. Lula fez ali a sua escolha, de composição com quem não prestava, cedendo em todos os campos, até ter um governo que foi um arremedo do que poderia ser. Dilma avançou nestas concessões até o tema anteriormente mais simbólico da divisão entre esquerda e direita na política brasileira, o das privatizações. Não há dentro da simbologia política, diferença alguma entre o PT e o PSDB hoje. Mesmo reconhecendo que ainda há diferenças programáticas (o PT representando a burguesia industrial e o PSDB a burguesia financeira), estas diferenças tendem a se esfumaçar no decorrer do tempo, já são precárias para muitas pessoas, e os protestos de junho mostram que a juventude não consegue observar no quadrante político solução alguma.

 

Dentre as múltiplas concessões espúrias feitas pelo ex-presidente Lula, cito três que ocasionaram especificamente as prisões políticas: não ter enfrentado o oligopólio midiático, ter feito péssimas indicações para o STF e, para a PGR, ter nomeado e renomeado pessoas antipetistas até a medula.

 

Esta aí o resultado de ter tentado compactuar com quem não presta, ter feito concessões com a pior escumalha da sociedade brasileira.

 

O principal responsável pelas prisões e mais outros problemas intocados, é bom frisar, é do Lula.

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Eduardo Mello

Por exclusão, Lewandowski foi uma excelente escolha?

Pela sua análise isenta de verdade, Lewandowski, o advogado dos réus, foi alçado a único acerto de Lula.  A democracia brasileira realmente deve a estes dois embustes: Genuíno - o tolo útil -  e Dirceu - o esperto operacional -.  Eles bem mostraram que a nossa democracia é bem maior que o projeto torpe de poder dessa nova elite petista que se criou no país, tão corrupta e oportunista como aquelas que a antecederam.

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Regina Morena

Não quero fechar

Não quero fechar ciclos...Pessoas importantes não fecham ciclos.Nem se transformam em plumagens.São o legado de uma história,de rotas,de transformação...Negar as origens é coisa de plumagens.O PT não é e nunca foi  uma ave.Mas uma estrela,que permite deslumbrar o norte.

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Barbosa, o torturador

Mais uma vez, José Genoíno é preso e torturado. Ou não é tortura aprisionar um homem que acabou de fazer uma delicada cirurgia cardíaca e está tomando medicação importantíssima?

Desta vez, entretanto, já é possível saber o nome do torturador de Genoíno. Chama-se Joaquim Barbosa, "trabalha" no STF, tem carteira de identidade e apartamento em Miami.

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Leonardo Gouvêa

...

Isto está muito parecido com a velha retórica da comissão de direitos humanos para defender assassinos e estupradores....

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Fabio Machado

Leva ele pra casa...

Leva ele pra casa...

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Clemente Santos Gimenez

Um Ciclo Que move a História

Na análise elaborada por Vossa Senhoria, imagino,  faltaram fatores subjetivos que acredito tenham contribuído para o isolamento e condenação de Dirceu e Genoino. Algumas pessoas do congresso me relataram o descontentamento que imperava pelo fato do Dirceu sistematicamente não cumprir os acordos que fazia com as forças políticas e partidos e também pela forma hegemonista  com que o PT se comportava dentro de uma aliança ampla e até mesmo no núcleo mais de esquerda do governo. É sintomático o isolamento do Dirceu na sua cassação, para quem tinha maioria do Governo. Como guerrilheiros que foram, certamente irão se sacrificar pelo projeto extratégico popular e usar suas últimas forças para travar um combate pessoal contra a direita evitando desgastar, em um confronto , uma presidente que se apresenta á frente nas pesquisas. Certamente uma pessoa sem esta experiência revolucionária se uniria á direita para prejudicar seu grupo político pelo abandono a própria sorte. Quanto a indicação dos ministros há uma desconsideração á correlação de forças na formação do governo que é composto também pela direita nacionalista empresarial e vários outros partido, pelos quais o PT necessita negociar para indicar nomes, ter indicado um negro e mulheres pela primeira vez para o STF foi o que restou ao PT, já que seria um gesto bonito na inclusão que a esquerda defende. Estas pessoas certamente não eram oriundas de processos revolucionários e cederam á pressão da mídia e do poder econômico ou foram leais a sua classe social traindo a confiança que o governo neles depositou.

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A força do ressentimento

A força do ressentimento Não é segredo para ninguém que o PT nasce em 1980 tendo por base uma ampla e diversificada gama de movimentos sociais, sindicatos, setores progressistas da Igreja Católica, etc. Forjado no contexto da luta pela redemocratização do país, o partido adquiriu, em seus primórdios, forte orientação de esquerda, com nuances de radicalismo. (Características estas ainda existentes na legenda, em que pese a dificuldade em lidar com a real polítik de ser governo). Inegavelmente, este radicalismo levou o PT a cometer alguns erros e injustiças nos seus primórdios, a maior delas, sem dúvidas, foi a crítica inconsequente e injusta a partidos e atores importantes que já existiam e combatiam a ditadura, abrigados ou no PMDB, ou no PDT ou no PCB / PC do B (ainda clandestinos). Pessoas honestas e íntegras, genuinamente progressistas, foram rotuladas pelo partido nascente como "mais do mesmo", semelhantes a qualquer político do PDS (sucessor da Arena) simplesmente por aceitarem a jogar o jogo de acordo com as regras então vigentes (a abertura "lenta e gradual" e o recém finado bipartidarismo forçado que conferia um verniz de democracia ao regime de exceção). Contudo, o partido - qualquer partido, aliás - não tinha outra alternativa: na luta pelo voto, todos são obrigados a se diferenciar perante o eleitor. Ou alguém já viu algum partido surgir com o discurso de que é igual à alguma legenda já existente? Marcar as diferenças - reais ou retóricas - faz parte da disputa eleitoral.É verdade que a história e a luta pelo poder acabou por sufocar o discurso socialista dentro da legenda, processo que contou com a ação decisiva de José Dirceu, um dos principais artífices da caminhada para o Centro. O que permite à ex-integrantes, intelectuais e etc, que se julgam os reais portadores do ethos da esquerda, criticar o partido por, uma vez alçado ao "Poder", não ter implementado reformas anticapitalistas. Antes, ao adotar uma ideologia neo-desenvolvimentista, contribuiu para ampliar o desenvolvimento do capitalismo e suas contradições, incluindo ao sistema milhões de miseráveis. Este processo, o tempo e a história saberão julgar, à exemplo do que aconteceu com Getúlio, com o que está acontecendo com Jango.Diz o ditado que a vingança é um prato que se come frio. Demorou algumas décadas, mas àqueles que foram injustamente rotulados pelo PT como "farinha do mesmo saco" têm hoje a oportunidade de se regojizar com a prisão de suas principais lideranças históricas. Não percebem, porém, que ao irem à forra com a prisão de possíveis inocentes (inocentes ao menos em relação aos crimes que os levaram à prisão) acabam dando razão ao rótulo neles pregado pelo partido nos primórdios dos anos 80.

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Leonardo Freyre, cientista social, populista e nacionalista

É da lei?

Ouvi hoje, na rádio São Francisco AM, de Caxias do Sul, de um advogado, que é da lei o foro privilegiado para quem não tem mas for pego na mesma quadrilha de quem já tem esse foro. É verdadeiro isso?

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astrogildo cruz

Dirceu e Genoíno

Ótimo Texto.

O julgamento do dito "mensalão" seria algo espetacular para a democracia brasileira se os réus tivessem sido condenados pelo crime de Caixa 2. O problema é que, neste caso, Dirceu e Genoino pegariam penas em regime semi-aberto, e a mídia golpista - insuflada pelo DEM e PSDB - queria vê-los atrás das grades em regime fechado. Confirma-se uma tese: a justiça brasileira não é cega, e sim caolha. De vez em quando ela abre um olho e pega alguns para bode espiatório.

Ministro Joaquim Barbosa, cadê o mensalão mineiro? E a CPI do Banestado?

Astrogildo Cruz

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André Lima

Mensalão do PSDB e não

Mensalão do PSDB e não mineiro, e destacaria compra de votos pelo FHC.

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Calvin

Caramba! Depois de ler fiquei

Caramba! Depois de ler fiquei em dúvida se os réus eram o STF, a imprensa, quem veio antes ou quem vai vir depois, e não os que fazem parte da sentença....

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regina nunes

Caramba!

Tambem fiquei em duvida: quem,mesmo,, sao os reus? Quem escolheu os Minisros do STF? Quem esta governando o Brasil ? Nosso regime politico de governo eh democratico? Quanto anos levou este julgamento? Os reus tiveram bons e caros advogados de defesa?

 

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josé adailton

acaso

Talvez alguém sem a influência da paixão partidária(coisas do futebol)  possa dizer que do pessoal condenado pela  AP 470  (a meu ver Nassif no post não diz isso explicitamente)  haja alguns personagens envolvidos  subjetivamente inocentes,  ou não necessariamente culpados . Vejamos apenas o caso específico do Genoíno a quem modestamente endosso as palavras de LN sobre a sua partificapação( do deputado) no fortalecimento das regras democráticas. Para as razões de JG ter sido arrastado ao vendaval do mensalão, vislumbro uma cena  que ocorre naturalmente em todos os gabinetes(públicos e privados) quando o presidente de qualquer instituição por ofício é obrigado a assinar papéis , os mais diversos. Esta aparentemente inocente e burocrática atividade tornou-se uma verdadeira arapuca para o coitado do honesto e crédulo político que, também era da minha parte, motivo de admiração pela sua ativa e produtiva ação parlamentar que, supostamente tornava-o admirado até por adversários partidários.Por que ararapuca? O próprio Genoíno teria dito em sua defesa , no começo do  referido escândalo , que assinava documentos e contratos muitas vezes sem verificá-los em sua real implicação.Tal fato logicamente não possui valor jurídico nenhum , mas tenho convicção que esta é a verdade que nunca será provada e ficará para sempre escondido na consciência daqueles que o jogaram no precipício moral involuntário.

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Eliel Freitas Jr

belo texto

Olá Nassif

Obrigado por este belo texto.

 

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labareda

E agora Josés?

  Belo texto que mostra o alto preço a ser pago para poder mudar um país. Se hoje o PT é governo e capitalizou o prestígio de ter tirado milhões de pessoas da pobreza, isto teve um custo. Precisou arregaçar as mangas, fazer o jogo da polílica real e sofrer todo o desgaste de fazer funcionar uma máquina com engrenagens viciadas. Por fim fica a curiosidade de saber como será o próximo ciclo, ou seja, o que vem depois? Para se fazer política será necessário continuar sujando as maos? O mensalão tucano continuará impune? E a condenação dos dois Josés será no futuro comparada com a condenação de Sócrates? Bem, pelo menos Dirceu e Genoíno não precisaram tomar cicuta.

 

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estamos em democracia? forma

estamos em democracia?

forma como agem ministerio publico e judiciario nao so nos tras medo e inseguranca como nos mostram que nao conquistamos a democracia, seja na prisao e desmoralizacao de referencia de resistencia a ditadura ou nas mortes da periferia, ou promotor postando "pode matar que eu arquivo" e continuar exercendo normalmente seu cargo.

com seus previlegios nos arrancam montes de dinheiro "legalmente", porem imoral,,,,

na decada de 80 quando acreditava lutar por democracia meu pai afirmava, "nao seja tolo, sem sangue nao se constroi democracia", pelo visto ele tinha razao,,,

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Gardenal

Eu já sabia. O MCJoaquim

Eu já sabia. O MCJoaquim transformou o STF num patético pagode. Um "IXXXQUENTA FEDERAL

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Gardenal

Eu já sabia. O MCJoaquim

Eu já sabia. O MCJoaquim transformou o STF num patético pagode. Um "IXXXQUENTA FEDERAL

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martins1968

As lideranças do PT como José

As lideranças do PT como José Dirceu e José Genoíno, que estão sendo condenadas hoje pelo STF, fazem parte da construção do PT que hoje está mudando para melhor a vida de milhões de brasileiros.   Esse projeto foi construído com base na verdade e coragem frente a muitos obstáculos impostos pela ditatura militar e sua mídia, e mesmo assim frente as diversidades desse período, como o da opinião pública amplamente manipulada pelos que estavam no poder nessa época, essas lideranças se mantiveram fiéis guardiãs do projeto proposto pelo PT que hoje se materializa. Para mim o silêncio em defesa dessas lideranças, onde alguns se dizem republicanos, por oportunismo eleitoral, não passa de covardes. Não se consolida as mudanças proporcionadas pelo PT com base na covardia, é preciso da coragem de nossas lideranças como José Dirceu e José Genoíno!!!

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Esmael Leite

Um ciclo

O ciclo não se fecha enquanto permanecer o resultado deste julgamento de exceção, aliás não h[a ciclo, mas sim evolução.

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Recomeço

Vejo mais como uma pausa para um recomeço:


Hildegard Angel @hilde_angel 27 min
Incrível número hoje de indignados no Twitter se filiando ao PT em atos de protesto contra prisões dos "Zés" de ontem. A onda vermelha pegou. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX 

"segue o link p/ pedido de filiação, e caso eles demorem a  , não deixe de procurar o diretorio da sua cidade/ bairro, eu quero tanto esta filiação que espero ansiosa a segunda feira para ligar p/ o diretorio do PT aqui de minha cidade" (Ana Bednarski)

http://acao.pt.org.br/page/s/mobilizebrasil

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...spin

 

 

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ACS

Pagamento

E o que vão dar desta vez? 50 contos e um lanchinho?

Como tem advogado de bandido por aqui. Gramsci os qualificava de idiotas úteis. Acertou na mosca.

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A Justiça me envergonha

A Justiça do Brasil esta sustentada no Principio “Aos Inimigos os rigores da lei e fora da Lei, aos amigos as facilidades da amizade”. Todos nós Brasileiros nos ultimos 20 anos estamos acompanhando o desenrolar de uma Democracia implantada por acordo de interesse de uma classe cuja parcela é de 1%, sendo que neste periodo foi instalado o 4° poder, a Justiça, o Legislativo e o Executivo são coniventes a este “PIG”. O Brasil ainda é escravo e esta preso aos interesses Internacional e desta Classe de Vira Latas.

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Rcdo

Uma análise exemplar

Não é essa do Nassif a análise exemplar que dá título a este post. É outra: a do nosso genialmente lúcido Eric Nepomuceno, publicada hoje no Página 12, de Buenos Aires:

Fonte: http://www.pagina12.com.ar/diario/elmundo/4-233823-2013-11-18.html

Los presos políticos de la democracia

Con transmisión en directo por televisión, se intensificó el atropello de principios elementales de la Justicia, se abrió espacio para magistrados histriónicos y se llegó a sentencias propias de un tribunal de excepción.

 Por Eric Nepomuceno


Poco antes de las seis de la tarde del sábado, un avión de la Policía Federal aterrizó en el aeropuerto de Brasilia llevando a los condenados por el Supremo Tribunal Federal a empezar de inmediato a cumplir las sentencias recibidas. Tres horas más tarde, fueron conducidos a la Penitenciaria da Papuda. Entre los presos estaba la heredera de un banco privado y un publicitario dado a prácticas heterodoxas, para decirlo de alguna manera, a la hora de levantar fondos para campañas electorales. Pero la imagen que importa era otra: la de José Dirceu, quizás el más consistente cuadro de la izquierda brasileña, y José Genoino, un ex guerrillero que llegó a presidir el PT de Lula da Silva, llegando a la cárcel.

Termina así la etapa más estruendosa de un proceso que empezó, se desarrolló y vivió todo el tiempo bajo intensa presión mediática. A lo largo de meses, y con transmisión en directo por televisión, se intensificó el atropello de principios elementales de la justicia, se abrió espacio para que varios de los magistrados máximos del país hicieran gala de su histrionismo singular, y se llegó a sentencias propias de un tribunal de excepción.

Jamás se presentaron pruebas sólidas de que existió el mensalao, o sea, la distribución mensual de dinero a parlamentarios de la base del gobierno de Lula da Silva, para que aprobasen proyectos de interés del Poder Ejecutivo. Lo que sí hubo –y de eso sobran pruebas, evidencias e indicios– fue el repase de recursos para cubrir gastos y deudas de campañas de aliados. Es lo que llaman en Brasil de “caja dos” –una contabilidad irregular, al margen de la oficial–, y que es parte intrínseca de todos los partidos, sin excepción, en cada elección. Es, por supuesto, crimen previsto y pasible de sanciones legales, pero en el ámbito del Código Electoral, y no en el del Código Penal.

La denuncia surgió en 2005, a raíz de una entrevista del entonces diputado federal Roberto Jefferson, del PTB, aliado del primer gobierno de Lula da Silva (2003-2007). Jefferson, poco o nada adicto a las normas elementales de la moral y de la ética, quiso avanzar en recursos públicos más allá de lo admisible por las elásticas y nunca escritas reglas del juego político brasileño. José Dirceu, entonces todopoderoso jefe de Gabinete de Lula, lo frenó. En represalia, Jefferson lanzó la denuncia.

Ha sido el combustible perfecto para una maniobra espectacular de los grandes conglomerados mediáticos brasileños, que desataron una campaña casi sin precedentes. Resultado: la caída de Dirceu, y por rebote, de otra figura emblemática del PT, su presidente nacional, José Genoino.

Todo lo demás fue accesorio. Fulminar a Dirceu, devastar la base de Lula, intentar destrozar su popularidad e impedir su reelección en 2006 eran, en verdad, el objetivo central.

Lula se reeligió en 2006 y eligió a su sucesora, Dilma Rousseff, en 2010. Pero Dirceu se transformó en blanco nacional de la ira antipetista en particular y antiizquierda en general. Estaba condenado, por los medios, desde el primer minuto de la primera sesión del juicio en la Corte Suprema brasileña. Los magistrados lo condenaron por una innovación jurídica: en lugar de ser responsabilidad de la acusación comprobar la culpa del denunciado, en el caso del mensalao le tocó a Dirceu comprobar que no tenía la culpa de algo que no ocurrió.

Curiosamente, el primer denunciante, Roberto Jefferson, tuvo su escaño suspendido por sus pares en la Cámara de Diputados precisamente por no haber logrado comprobar lo que denunció. Anestesiada y conducida a ciegas por un bombardeo inclemente y sin tregua de los medios de comunicación, la conservadora clase media brasileña aplaudió el juicio de excepción y las sentencias dictadas como si con eso se terminara la corrupción endémica que atraviesa a todos –todos, sin excepción– los gobiernos desde hace siglos.

Se pretendió –y se logró– transformar el juicio en una medida ejemplarizadora de la Justicia. Ha sido la victoria de la gran hipocresía. Dominado por magistrados cuya hipertrofia de sus respectivos egos alcanza el estado terminal, a empezar por su presidente, Joaquim Barbosa, el Supremo Tribunal Federal no se hizo tímido a la hora de imponer innovaciones. La primera de ellas fue traer a su cargo un juicio que, de respetarse la legislación y la misma Constitución, debería darse en instancias inferiores, asegurando a los denunciados el derecho de recurrir a las superiores. Algunos condenados, como Dirceu y Genoino, pudieron, es verdad, presentar recursos en el mismo Supremo Tribunal. Pero solamente para que se revisen parte de sus condenas, lo que podrá asegurarles el derecho a cumplir sus penas en régimen llamado semiabierto.

Nada de eso, en todo caso, importa: lo que importa es la imagen de Dirceu y Genoino siendo llevados presos. Para el conservadurismo brasileño, un regalo extraordinario. Basta con leer los titulares de la prensa y ver lo que se exhibió en la televisión.

Ambos fueron presos políticos en la dictadura. Ambos son los dos primeros presos políticos en la democracia recuperada.

 

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Viva a geração 68

Um bando de babacas falando sobre Genoíno e Zé Dirceu, como se eles fossem o seu zé da esquina.  Pois saibam que eles foram parte integral de uma geração que moldou o Brasil moderno, da música ao comportamento sexual.  É esta geração que deixa a elite apavorada.  Por mais que eu tenha divergido dos dois, temos algo de comum:   a fé de que se pode construir um novo país.  E isto, o joaquim barbosa,  pobre coitado que morto não faria falta, não conseguirá mudar.  A luta continua viva e isto só servirá para unir cada vez mais os que dedicaram sua vida à construção de um novo país.  O PT nasceu com esta geraçao e com ela vencerá!

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Mensaleiro mineiro

[ o joaquim barbosa,  pobre

[ o joaquim barbosa,  pobre coitado que morto não faria falta, não conseguirá mudar] Não ´so esse mais todo que não aceite que honestidade não pé coisa que o povo queria, vai perder, Afinal, encher o peito se dizendo honesto quando de fato nunca teve oportunidade e pegar sequer um empéstimo bem camada em banco público, da turma de furnas, etc, é muito fácil. Querer o cara resistir aos seus valérios pssando milhões nas suas ventas

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A prisão de Dirceu e Genoino fecha ciclo

Parabéns Nassif pelo brilhante artigo a respeito deste tema.

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Luiz Carlos Caus

PRENDERAM PARTE DA

PRENDERAM PARTE DA "QUADRILHA" QUE TRANSFORMOU O BRASIL NUM PAÍS DE PLENO EMPREGO, DE OPORTUNIDADES REAIS PARA TODOS . . . POR ISSO A ELITE PODRE E HISTORICAMENTE PRIVILEGIADA NÃO SE CONFORMA.

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claudinei

    As duas prisões de José

 

 

As duas prisões de José Dirceu

 

“Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não terá, para sempre, perdão, visto que é réu de pecado eterno.” (Matheus 3:29)

 

 

Às vésperas do aniversário da República, o Supremo Tribunal Federal (STF) ordenou a prisão de José Dirceu, entre outros condenados pelo chamado “crime do mensalão”. Ao se apresentar na sede da Polícia Federal em Brasília, o ex-dirigente máximo do Partido dos Trabalhadores (PT) ergueu o punho cerrado, repetindo, assim, o gesto que ele próprio fizera, algemado, antes de embarcar, em setembro de 1969, num avião da Força Aérea Brasileira (FAB) – que conduziria para o México os militantes de esquerda trocados pelo embaixador norte-americano (sequestrado pela guerrilha antiditatorial brasileira). Mas o José Dirceu preso em 2013 não é senão uma caricatura daquele de 1969. O gesto permaneceu, mas o homem mudou, e muito.

Dirceu fora preso em 1968, em Ibiúna, interior de São Paulo, quando da fracassada tentativa de realização do XXX Congresso da União Brasileira dos Estudantes (UNE). Trocado pelo embaixador norte-americano, foi banido do país e buscou asilo em Cuba. Corajosamente, voltou em 1971, no fastígio da ditadura empresarial-militar, e viveu aqui clandestinamente por cerca de oito anos (tendo retornado a Cuba nesse meio tempo para fazer uma cirurgia plástica que melhor o disfarçasse dos gendarmes brasileiros). Com a anistia, em 1979, assumiu sua verdadeira identidade e se engajou na formação do PT. Dirceu foi, assim, um dos responsáveis pela construção daquela que foi, durante aproximadamente uma década, uma poderosa ferramenta política de luta do proletariado brasileiro. Portador de distintas concepções programáticas (reformistas e revolucionárias, grosso modo), mas unificado em torno das práticas cotidianas, o PT desempenhou na década de 1980 o papel de condutor e organizador político das lutas dos trabalhadores do país.

Fiel ao seu nascedouro, o partido era alimentado e alimentava as principais mobilizações operárias do país, carregando sempre as bandeiras da independência de classe dos trabalhadores e do fim da ditadura militar (1964-1985). Diretamente responsável pela fundação, em 1983, da maior central sindical da história do país, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o PT mantinha também ligações orgânicas com a reorganização dos trabalhadores do campo, que se traduziria na criação, em 1984, do movimento dos trabalhadores rurais sem-terra, o MST. Depois de quase duas décadas, importantes setores das massas trabalhadoras da cidade e do campo acordavam do pesadelo iniciado em 1964. Entretanto, nessa nova fase de seus combates os trabalhadores brasileiros contavam com um instrumento político incomparavelmente superior às que possuíram na etapa populista.

Por mais que entre os defensores de uma feição reformista para o PT, como Dirceu, existissem aqueles mais suscetíveis às pressões do Estado capitalista, durante quase toda a década de 1980 o partido manteve seu eixo eleitoral-parlamentar subordinado à sua atuação no movimento operário-popular. Isso significa dizer que a participação do PT nos processos eleitorais se realizava como uma forma de expressão, na esfera institucional, das demandas do movimento popular organizado. As políticas defendidas pelos candidatos petistas possuíam um forte lastro com as propostas defendidas pelos setores mais conscientes da classe trabalhadora. A prática política do PT se ancorava, portanto, na atuação de seus militantes junto aos trabalhadores, que naquele momento avançavam qualitativamente em sua organização sindical e política. Assim, os cargos públicos obtidos pelos candidatos do partido eram encarados como mandatos pertencentes aos setores populares que organizadamente haviam construído as candidaturas de suas lideranças sociais e políticas. Diferentemente do que ocorreria depois, os organismos de base do partido gozavam de um relativo controle sobre os parlamentares eleitos, o que diminuía consideravelmente as chances de que estes últimos se “autonomizassem” das bandeiras políticas com as quais haviam se eleito e adotassem as práticas de congraçamento que imperavam (e imperam) no Congresso Nacional, como o “mensalão” (certamente não inventado pelo PT). Nos anos 1980, não foram poucos os burgueses e seus prepostos políticos que perderam noites de sono em função do PT. Provavelmente, Dirceu estava entre os protagonistas dos pesadelos noturnos.

As eleições municipais de 1988 começariam a alterar significativamente a natureza e o funcionamento do partido. Além de aumentar em seis vezes o número de vereadores eleitos em 1982, o PT elegeu seus candidatos em 36 prefeituras. Contudo, pela primeira vez, o PT conquistava prefeituras de peso e visibilidade nacional, como as de Porto Alegre (RS), Vitória (ES) e São Paulo (SP), a maior cidade da América do Sul.[1] Ampliavam-se consideravelmente as áreas de fronteiras do partido com o Estado. Ocupando postos executivos, PT experimentava agora o papel de administrador das instituições republicanas brasileiras, e via-se imerso em estruturas historicamente consolidadas por negociatas, corrupção e outras práticas de governo do capitalismo. Por detrás do sonho dos reformistas do PT, liderados por Dirceu, de implementar uma “outra forma de governar” (o modo petista de governar), iniciava-se, de forma localizada, a experiência do PT como gerente do capitalismo brasileiro, posição que o partido ocupa, desde 2003, em âmbito nacional. O aumento significativo das zonas de interseção entre o PT e o Estado brasileiro se constituiu no principal fator da degeneração partidária. Iniciada substancialmente nas eleições municipais de 1988, a ocupação de postos e cargos públicos pelos dirigentes petistas estendeu-se em nível estadual ao longo da década seguinte, aumentando a dependência material do partido perante o Estado capitalista. A administração de recursos financeiros do Estado por parte de dirigentes petistas, em grande parte adeptos de concepções não-revolucionárias, criou as condições propícias à formação de uma camarilha burocrática, liderada por Lula e Dirceu. Centenas, e depois milhares de militantes, foram afastados de seus locais de atuação (fábricas, escolas, bancos, hospitais etc.) e absorvidos por gabinetes parlamentares e secretarias públicas. Reuniões e acordos com empresários e banqueiros tornaram-se suas novas tarefas. Surgiu, como declarou César Benjamin, um contexto “muito favorável à burocratização, cuja lógica capturou milhares de quadros: parlamentares, prefeitos, assessores, ou pessoas desejosas de vir a ser parlamentares, prefeitos e assessores”.[2]

O aumento de arrecadação do partido, acarretado pela sua imbricação com as instituições estatais (contribuição dos parlamentares, doações burguesas etc.), ao mesmo tempo em que proporcionava uma extensão e maior eficácia das tarefas cotidianas da militância, deixava muito claro de onde provinham os recursos que permitiam esse salto organizativo. Os reformistas liderados por Dirceu, que sempre tiveram a faca na mão, tinham agora também o queijo, do qual poderiam fazer uso das fatias para cooptar parcela substantiva dos militantes. Na disputa entre revolucionários e reformistas no interior do PT, os últimos começaram a adquirir, a partir de 1988, as condições materiais que lhes proporcionariam, em breve, a vitória final. Colhiam os frutos, sozinhos e a seu modo, dos faustos eleitorais construídos por toda a militância no dia-a-dia junto à classe trabalhadora. Somaram-se a essa inserção do partido no aparato estatal brasileiro outros aspectos que contribuíram para a inflexão política sofrida pelo PT, os quais, por razões de espaço, não poderemos discutir aqui.[3]

Em 1992, um PT já significativamente adulterado em relação ao seu conteúdo original enfrentaria seu primeiro grande teste político. Quando as massas juvenis saíram às ruas para derrubar Fernando Collor de Mello, e quando sua queda era quase inevitável, a direção petista, com Dirceu à frente, encarregou-se de se mostrar como alicerce da institucionalidade democrático-liberal, defendendo a posse do Vice-Presidente Itamar Franco, apresentando, assim, limites claros ao movimento contestatório. Não satisfeitos, Dirceu e cia. não hesitaram em expulsar a Convergência Socialista (CS) devido ao “grave crime” cometido pela corrente: defender o “Fora Collor” quando a direção do PT ainda não havia aderido a esta bandeira. Em termos históricos (no que se refere à história do Partido dos Trabalhadores), tal expulsão significou o início de um processo de exclusão dos setores militantes que não mais poderiam ser tolerados por um PT que se tornava a cada dia mais adaptado à ordem do capital. Esse processo de expurgo teria fim pouco mais de dez anos depois com a expulsão dos “radicais”, desta vez pelo também “grave crime” de terem votado contra a reforma neoliberal da Previdência levada a cabo pelo governo Lula em 2003. No meio do caminho (isto é, entre 1992-2003), muitas correntes e elementos da esquerda partidária ou se afastaram do partido, ou se adaptaram também ao aparato estatal e subordinaram-se à cúpula dirigente comandada por Dirceu.

Dirceu foi, assim, um dos principais responsáveis tanto pela construção do PT, quanto pela sua degeneração em um “partido da ordem” executor de contrarreformas, as quais vêm incontinentemente atacando os direitos dos trabalhadores. Dirceu, portanto, é culpado (sem direito aos tais “embargos infringentes”) por ter conduzido a expropriação da classe trabalhadora de sua mais importante ferramenta política na história republicana brasileira. Dirceu prestou, com isso, um inestimável serviço à burguesia brasileira. Quando girou o PT à direita nos anos 1990, e quando se apresentou, anteontem, na sede da Polícia Federal, ele já não era mais o arguto garoto de Ibiúna, nem tampouco o intrépido revolucionário que escapava pelas ruas de São Paulo e do Paraná das mãos dos sádicos torturadores e assassinos financiados pelo empresariado nacional e internacional. Dirceu já era, já é, outro, e, do ponto de vista da esquerda socialista, se tornou indefensável. Não cabe recurso.

Ocorre, entretanto, que foi não o transformismo do PT[4] o crime pelo qual Dirceu foi parar atrás das grades nesse aniversário da República. Do mesmo modo, não parece ter sido o seu envolvimento em atividades ilícitas e corruptas o real motivo de sua condenação pelo STF, composto de insignes figuras como Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. Afinal de contas, o tribunal em questão já absolveu ilibados políticos como Collor e Malluf (aliados atuais do PT, vale apontar), nada fez a respeito dos obscuros processos de privatização do governo Fernando Henrique Cardoso e, não satisfeito, já anunciou que não vai anular a votação da reforma da Previdência, a qual, segundo o próprio tribunal, foi aprovada de forma fraudulenta. É como agarrar o ladrão, prendê-lo, mas deixá-lo em posse do dinheiro que roubara da vítima. Incrível a dialética jurídica do STF…

A nosso ver, Dirceu está pagando pelo crime de, uma vez encerrado o transformismo do PT, ter sido o principal criador e timoneiro de uma monstruosa máquina partidária capaz de gerir o capitalismo brasileiro melhor, e mais seguramente, do que as próprias representações políticas tradicionais da burguesia brasileira, máquina essa que, por isso, se tornou quase invencível no jogo eleitoral da democracia liberal. Ex-guerrilheiro, vindo “de fora” dos círculos dominantes, no melhor estilo outsider, Dirceu, para garantir o sono tranquilo da burguesia brasileira, deu um golpe de mestre nos partidos políticos que essa mesma burguesia brasileira criara. Ao seguir pagando religiosamente a dívida externa, reproduzindo a concentração de renda, freando a reforma agrária e esfacelando os serviços públicos e direitos sociais (para garantir a taxa de lucro das grandes corporações financeiras, industriais e do agronegócio), o PT fez do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) uma oposição sem programa e sem sentido. Parafraseando o Marx, pode-se dizer que é triste o partido que, na oposição, vê o seu programa ser implementado pelo adversário. Contudo, por estratégia de dominação social num país que contava com índices obscenos de desemprego, o PT, ao aceder ao governo federal, aumentou o crédito para o mercado consumidor, ampliou significativamente a distribuição de migalhas via bolsa-família e abriu concursos públicos, angariando, com tais medidas, um alargamento de sua base social-eleitoral. Do ponto de vista do próprio capital, não há, racionalmente, melhor forma de gestão da ordem capitalista contrarreformista.

Contudo, se Dirceu logrou conquistar para o PT o apoio do grande capital (que nos pleitos eleitorais financia mais este partido do que seus concorrentes – convém assinalar), parece não ter sido perdoado pelos chefes políticos da burguesia e seus aliados midiáticos. Vertebrado subjetivamente pelos editoriais jornalísticos, o burguês comum, tomado isoladamente, com sua mentalidade tacanha e mesquinha, não é capaz de uma visão política estratégica para sua classe, e não se reconhece na figura de um administrador de “esquerda” do capitalismo, que outrora pegou em armas contra o Estado e que, há relativamente pouco tempo, empunhava bandeiras vermelhas e defendia greves. O burguês ordinário porta-se, assim, com José Dirceu tal qual um nobre o faz com um arrivista plebeu que cativou o coração de sua bela filha: não havendo opção, o galante pode até ser aceito na casa, mas não é da família e, na primeira crise conjugal, há que ser posto pra fora de onde nunca deveria ter entrado. Por mais que tenha prestado enormes serviços à burguesia brasileira, Dirceu não é um lídimo filho dela e, do mesmo modo que uma empregada doméstica pode até jantar na mesa da sala, mas não deve dar pitacos nas temáticas encetadas na refeição, Dirceu não deveria ter ousado mostrar aos políticos da classe dominante como realmente se defende os interesses desta. Esperto, capaz e jactancioso, Dirceu talvez tenha ido longe demais nos serviços prestados à nossa oligárquica burguesia.

Assim, pela segunda vez em sua vida, José Dirceu foi para o cárcere. Mas a história, como se sabe, só se repete como farsa. Se, na primeira prisão, Dirceu era um revolucionário que tenazmente enfrentava a ditadura burguesa, na segunda adentrou a cela na condição de um político burguês togado rejeitado pela própria burguesia que cortejara e ajudara. Além de vingativa, a burguesia brasileira é, por demais, ingrata. José Dirceu foi vítima do próprio regime democrático-liberal que ajudou a consolidar no país. Com a domesticação do PT, ajudou enormemente a burguesia brasileira, mas, tendo ido além e feito do partido um vitorioso eleitoral contumaz contra os partidos genéticos dessa mesma burguesia, não foi salvo pelos imparciais juízes desta. Para os da esquerda socialista, não há o que lamentar, mas tampouco o que comemorar. Deixemos que Arnaldo Jabor e consortes procurem os seus para as histéricas libações nos grandes salões. Os anseios de justiça de uma classe trabalhadora traída por Dirceu não podem ser realizados pelo mesmo STF que encerrou, pela chantagem, a greve dos professores do Rio de Janeiro, e que, dia sim, dia não, põe em liberdade figuras como Daniel Dantas e o assassino de Dorothy Stang. Os nossos desejos não podem ser confundidos com os de outrem, sob pena de perdermos nossa própria identidade. Não pode haver substitucionismo político-jurídico nesse caso. Regozijar-se com a punição de um inimigo pelas mãos de outro (quiçá pior) não é senão alimentar uma reacionária sanha inquisitória que, ao fim e ao cabo, pode nos ter como alvo principal.  

 

 

[1] A única capital governada pelo PT anteriormente havia sido Fortaleza (CE), quando Maria Luiza Fontenelle, em 1985, foi eleita prefeita. Ainda que Fortaleza já fosse uma capital importante e até meso maior que Porto Alegre e Vitória, a experiência da administração petista permanecia, até os faustos eleitorais de 1988, como algo isolado.

[2] Entrevista de César Benjamin in DEMIER, Felipe. As transformações do PT e os rumos da esquerda no Brasil. Rio de Janeiro: bom texto, 2003, p. 12.

[3] Quanto a isso, ver DEMIER, Felipe. “Das lutas operárias às reformas reacionárias: uma proposta de periodização para a história do Partido dos Trabalhadores” in História e Luta de Classes, nº 5, 2008.

[4] Quanto ao transformismo do PT, ver a brilhante obra de COELHO, Eurelino. Uma esquerda para o Capital: o transformismo dos grupos dirigentes do PT (1979-1998). Feira de Santana/São Paulo: UEFS/Xamã, 2012.

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Maria Irene De Conte

Que texto maravilhoso!

Que texto maravilhoso! Obrigada pela lucidez e clareza em desnudar o personagem ze dirceu tão bem.

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uima

Às ruas !!!

Agora os militantes do PT vão re-aparecer. Às ruas, de volta de onde nunca deveríamos ter saído ! O único partido, o maior, o menos ruim, o melhor, ainda é o PT ! A casa grande não nos derrotará, não somos mais colônia. Vamos nos alinhar ainda mais aos BRICK'S. Hasta la victoria, siempre ! A luta continua !!!

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Duvido muito.

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dimas jayme Trindade

O texto é dotado de muita

O texto é dotado de muita imaginação. Pena que seu principal objetivo é justificar a traição petista. A verdade é que só através da mudança efetiva, sem conciliação, é que ocorre a transformação. A conciliação não é obra de políticos bem comportados (estadistas?). Isto é conversa de reformadores. O PT enveredou por um caminho que todos sabemos onde levará. É a completa inversão dos fatos tomar a prisão destes militantes símbolo como uma vitória. 

A vitória seria isto sim, deixar sem alternativa toda a canalha que se esconde atrás dos poderes institucionais: Judiciário, mídia, legislativo e até mesmo os escalões do funcionalismo. Ao invés disso, o PT vem preservando todos os criminosos porque achou que foi admitido no clube dos ladrões impunes dos recursos públicos.

Causa profunda tristeza ver que a militância petista não tem gente suficiente nem para demonstrar peso diante da prisão de seus mais ilustres militantes. E isso se deve tão somente ao próprio PT.

Este crime, se é que de fato ocorreu, é de natureza ínfima diante do maior crime cometido pelo partido: o abandono das bandeiras originais e do método de luta que levou o partido a se tornar um dos maiores que já existiram em nosso país. Este é o crime para o qual não há pena que o redima.

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aldo madureira

final do mensalão

Eles não precisaram provar nada contra os companheiros do PT. Mesmo assim, muitos babacas acham que o STF está fazendo justiça contra os que "desviaram dinheiro público", com a farsa montada por Gurgel, Barbosa e o PIG

Todos agora precisam somar vozes irritadas por um CLAMOR uníssono de cobrança de PUNIÇÕES PARA OS LADRÕES DA DIREITA 1.

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