
Constituinte e novas eleições: as outras modalidades do golpe
por João Feres Jr
As situações extremas colocam as pessoas em desespero, e o desespero, por seu turno, é o pai das ideias malparadas. Nestes contextos, mesmo pessoas bem-intencionadas aderem às soluções mais estapafúrdias. Com a crise atual na qual nos vemos submergidos não é diferente. Com o esfacelamento do governo Temer, com déficit crônico de legitimidade, reacionário até a raiz e alvejado repetidas vezes por escândalos de corrupção, forças políticas, inclusive de esquerda, começam a aventar a realização de novas eleições. Antes disso, havia aqueles que pregavam uma constituinte para enfrentar a paralisia do sistema político, praticamente todos de esquerda. Duas ideias muito ruins, mas em intensidades diferentes: a constituinte é certamente bem pior do que novas eleições. Vamos a ela primeiro.
Uma constituinte é, obviamente, feita para produzir uma nova Constituição e, portanto, abolir a vigente. Mas, a decisão de se instituir uma constituinte (perdão pelo trocadilho) não está submetida a critérios de legalidade ou de constitucionalidade. A razão é simples, como já ensinou o filósofo realista Carl Schmitt: um novo ordenamento jurídico não pode conter dentro de si sua própria revogação. Por definição, uma constituinte é um ato verdadeiramente ilegal e puramente político.
Deve haver um pacto político, que precede e propicia a criação do contrato fundamental da nova legalidade: a nova constituição. Como ato político, ele tem que ser pensado da perspectiva das estratégias dos agentes. Para ficar dentro do paradigma de Schmitt, a política tem lado. E para o lado progressista e democrático tal proposta é uma completa desfaçatez.
Não estamos mais em meados da década de 1980, insuflados por um movimento de democratização que tomava toda a sociedade brasileira, sequiosos por nos livrar dos entulhos autoritários que estavam sendo deixados pelo regime militar moribundo, com os olhos em um novo Brasil. No caminho de lá para cá, parte dos que apostaram no projeto que se tornou a Constituição de 1988 se desviaram do curso e hoje se converteram em apologistas do mercado e da subserviência aos interesses geopolíticos dos Estados Unidos; não acompanharam as transformações que a Constituição Cidadã possibilitou, no sentido da inclusão e do reconhecimento. Alguns se comportam como verdadeiros zumbis, movidos somente pela ganância e pelo ressentimento, como é o caso de Fernando Henrique e José Serra – e não estou me referindo aqui a sua aparência física.
A deriva à direita da antiga social democracia brasileira, o PSDB, foi seguida pelo centro representado pelo PMDB. Preservando sua característica principal, que é ser ideologicamente amorfo, ele agora se adapta facilmente aos novos tempos. E esses novos tempos trazem também hordas de parlamentares evangélicos ultraconservadores, e católicos também, só que em menor número, aglutinados em partidecos ou mesmo nos poros de grandes partidos. Movendo-nos para a sociedade civil, assistimos desde junho de 2013 ao espetáculo deprimente dos movimentos de rua de direita. A classe média branca dos grandes centros, mobilizada pela mídia e por entidades de perfil explicitamente reacionário, começou a sair às ruas para vociferar a agenda que a própria mídia lhes ensinou: a antipolítica e o antipetismo. Amarrando toda essa grande marcha à direita vem a própria mídia, monoliticamente irmanada há mais de década no projeto de derrotar “a esquerda no poder”.
Em suma, é neste contexto que querem montar uma constituinte. Talvez seja melhor colocar em forma de pergunta: como seria possível obter um contrato constitucional mais progressista que o de 1988 em um contexto politicamente tão pior que aquele da Constituição Cidadã? Imaginem se, ao invés de eleger uma assembleia constituinte, o próprio congresso arrogasse para si esta tarefa, como ocorreu na constituição anterior! Mas não precisa. Mesmo se houver eleição de constituinte exclusiva, imaginem a qualidade dos eleitos! Provavelmente similar à que temos agora na Câmara dos Deputados, a mais conservadora da história. A não ser que os defensores desta ideia tenham algum plano secreto para resolver esse problema, uma constituinte agora seria um desastre de proporções titânicas para o nosso país.
Não se trata de deixar de reconhecer os problemas da Carta de 1988. Afinal de contas, ela não está funcionando nada bem sob o teste de estresse pelo qual passamos neste momento. Permitir que dois poderes, Judiciário e Ministério Público, se isolem da accountability democrática e sofram colonização por interesses políticos e corporativos é falha séria e de difícil conserto. Agora, é sempre possível piorar, e muito.
Como a caixa que guarda ideias ruins não tem fundo, sacaram de lá outra: a realização de novas eleições. Tal iluminação acomete gente ao longo de um amplo espectro ideológico, basicamente todo mundo que não aceita o governo golpista ora no poder. Sua narrativa mais acabada é a seguinte: se rejeitado o impeachment no Senado, Dilma voltaria ao poder lastreada por um acordo político que inclui a aprovação no Congresso de emenda constitucional chamando novas eleições. Argumentam que essa seria a única maneira de restituir a legitimidade do governo.
Diferentemente da constituinte, tal projeto deve ser julgado não somente do ponto de vista da estratégia política, mas também de sua propriedade constitucional. A emenda proposta não abole a Constituição, algo praticamente impossível, mas cancela algo que, a despeito de ser regulado pela Constituição, é mais importante do que ela própria: a eleição. A escolha por meio do voto popular constitui o ato fundamental do regime democrático representativo, pois é por meio dele que se dá a transferência da soberania popular para os representantes escolhidos. Não há justificativa possível para cancelar tal ato, a não ser um impeachment legal e justo, o que não é o caso do processo atual, como já ficou explícito. Assim, uma nova eleição seria um impeachment por outros meios. Em outras palavras, Dilma escaparia do impeachment somente para se auto-impedir ao apoiar tal emenda constitucional.
Quem defende tal projeto coloca conveniências da ordem da estratégia política à frente de questões institucionais muito mais fundamentais do ponto de vista da manutenção do regime democrático. É fundamental que mantenhamos o funcionamento regular das eleições, ou seja, da transferência da autorização popular, a despeito das crises políticas e econômicas pelas quais passamos.
Mesmo do ponto de vista estratégico esse projeto não faz sentido. Não parece ser razoável supor que uma eleição feita à toque de caixa, no atual contexto de caos político, vá produzir um vencedor investido de legitimidade maior que a que Dilma possa angariar se retornar ao Planalto. Deliram aqueles que imaginam uma eleição geral. Deputados e senadores nunca iriam abrir mão de seus mandatos de livre e espontânea vontade. Assim, em caso de eleição, lançaríamos o novo presidente na mesma fossa do presidencialismo de coalizão que gerou este espetáculo dantesco do impeachment, com direito a baixo-clero sublevado, bancadas da bala, do boi e da bíblia turbinadas, partidos inanes e tudo o mais. Esperar um resultado positivo frente a uma combinação tão desfavorável de fatores é ilusão pura.
Muitos dizem: Dilma não teria condições de governar o Brasil. Mas a questão que se coloca é: quem hoje em dia teria condições de fazê-lo? Que força política? A melhor solução para o problema em que nos metemos é o retorno da presidente Dilma, calçado por um acordo político que lhe permita uma governabilidade mínima. Seu governo será provavelmente medíocre e conservador, como já vinha sendo há anos, por sinal, mas pelo menos preservaremos parte fundamental do nosso sistema político, e isso não é pouco.
rl
8 de junho de 2016 11:24 amSoluções
A absoluta falta de perspectivas para uma solução de natureza política é que me faz temer pelo futuro. As eleições reeditarão essa quadrilha BBB enquanto a opinião pública estiver sob controle da quadrilha midiática. E boa parte da culpa cabe aos governos, que lhe dá dinheiro disfarçado em propaganda de estatais e mantem as concessões do que deveria ser um serviço público.
Cintra Beutler
8 de junho de 2016 11:55 amBoa análise. Também penso por
Boa análise. Também penso por esse caminho: o da convocação de novas eleições.
Isso garantiria que nem o PT e nem o PMDB continuassem. Já há um movimento nesse sentido, porque há o desejo de tirar Temer e o PMDB (aliás, nunca foi o interesse que o PMBD estivesse ali, mas no entendimento dos golpistas era um mal necessário e uma das etapas).
Rachar o governo entre PMDB e PT também é estratégico. Uma espécie de manobra de “dividir para conquistar”. Caso Dilma volte, a aposta seria num acordão para que ela convoque novas eleições. Na verdade, pensando por esse prisma, até dá para apostar no retorno dela, pois isso também seria de interesse fulcral para os reais golpistas. Caso não volte, o caminho ainda não está livre para Temer. GM já afirmou que só vota as contas de campanha da chapa Dilma-Temer só ano que vem. Com a certeza da condenação (pois estamos falando de Gilmar Mendes), abre-se o caminho para eleições indiretas. José Serra apareceria como candidato natural (novidade?). Ou seja, nos dois cenários, nem Dilma nem Temer permanecem.
Janot é agente ativo do golpe. Assim como Gilmar Mendes. Assim como José Serra. São esses os golpistas reais, que usaram o PMDB de Cunha e Temer para galgar mais um degrau. Por essa razão o jogo não termina aí, com o PMDB onde está.
A tentativa de eleições seria o, porque com PT e PMBD “desgastados”, haveria espaço de sobra para Marinas e Serras no cenário vindouro.
Sem rodeios, o grande trunfo é colocar o PSDB (leia-se Serra) lá. O objetivo final é esse.
Wellington Lima
8 de junho de 2016 11:57 amPerfeito.
Qualquer saída diferente de Dilma cumpri o mandato até 2018 é, como diz o Mino, tudo a mesma sopa: golpe.
DanielP
8 de junho de 2016 5:45 pmDesculpe, mas quem primeiro
Desculpe, mas quem primeiro deu o Golpe foi a Dilma.
54 milhões de pessoas votaram nela para que ela Governasse, e não para que conferisse Poder a corporações como PF e PGR, Isso foi um golpe da parte dela.
Por isso precisará haver algum tipo de ruptura, não há outra solução.
Lucinei
8 de junho de 2016 12:02 pmPalmas, mais uma vez.
Feres
Palmas, mais uma vez.
Feres Jr é um dos poucos cientistas sociais que elevam o debate atualmente, sem dar uma de engenheiro medócre de obras prontas como a quase totalidade do campo acadêmico.
É impressionante: o Brasil jamais teve tantos doutores, e o debate público sobre qualquer assunto jamais foi tão rebaixado.
Pra quê servem esses doutores?
Francisco de Assis
8 de junho de 2016 12:03 pmJoão Feres esqueceu a modalidade de golpe da direita
João Feres esqueceu a modalidade de golpe da direita
A direita está chocando o ovo do parlamentarismo golpista, que as duas “assembleias gerais de bandidos” aprovarão num piscar de olhos, na hora em que receberem o comando do estado-maior.
O João Feres acha que a terceira assembleia, o STF sob o “comando” de Gilmar Mendes, vai dizer que isso seria inconstitucional?
Joyce Tenorio
8 de junho de 2016 1:07 pmÓtima Opinão.
Concordo
Ótima Opinão.
Concordo plenamente.
As eleições já existiu, em 2014. Se for assim, toda vez que a economia ficar ruim e o governo ficar impopular sempre será convocado novas eleições?! Não faz sentido.
DanielP
8 de junho de 2016 5:43 pmQue tal toda vez que o
Que tal toda vez que o Governo abdicar de seu Poder conferido pela constituição e deixar corporaçoes SEM VOTO tomarem conta do País ?
Os 54 milhões elegeram Dilma para ela Governar, NÃO PARA ELA PASSAR PODER PARA O PGR, PARA A PF, ETC…
DEU PARA ENTENDER ?
Zé da Cidália
8 de junho de 2016 1:43 pmConstituinte Já
É óbvio que uma nova Constituinte é isto mesmo, uma ruptura radical com o passado. E é óbvio que a Constituição de 88 foi feita sobre vários aspectos de Direita, como a manutenção da Lei de Segurança Nacional, da Lei da Anistia, do voto indireto para Presidente da República, e por fim, a Constituição de 88 foi feita por Congressistas, estes mesmo que compuseram o Centrão na época, não muito diferentes dos atuais, ou a bancada “esquerdista” da época era maior que a atual??
Fala sério….
A Constituição de 88 garante que um deputado que matar alguém é julgado por um determinado tribunal, o promotor federal que matar alguém é julgado por outro Tribunal, o promotor estadual que matar alguém é julgado por outro Tribunal ainda, um juiz que matar alguém é julgado por um quarto Tribunal diferente, um militar que matar alguém num quartel é julgado por um quinto Tribunal, diferente de todos os anteriores….agora se um cidadão mata alguém é julgado no Tribunal de Juri
ora…A LEI NÃO É PARA TODOS…..Constituição cidadã?? …… quá quá quá…..
Outra coisa…..sempre achei que preso deveria trabalhar…mas é clásula pétrea não ter trabalhos forçados….quá…quá…quá…
mas o pior deixei para o fim…..
o Autor diz : ” (…), assistimos desde junho de 2013 ao espetáculo deprimente dos movimentos de rua de direita.”
Deprimente???!!!???
que coisa……Eu espero que uma nova constituição garanta o direito de todos – direita, esquerda, extremidades, anarquistas, o escambau, tomarem as ruas e discutirem Política….
Direita, mostra a tua cara … deprimente é ficar num armário ….
Liberdade é a liberdade do outro….deprimente é ser cego a isto
Alan Souza
8 de junho de 2016 1:55 pmNovas eleições é um dos roteiros
Com Dilma impedida e Lula preso, abriria espaço pro PSDB e pra Marina – e Marina é o mesmo que PSDB, pois vai ser engolida por eles mais rápido do que Janot engoliu Temer…
Já o parlamentarismo (ou “semipresidencialismo”, versão preferida do Serra…) é jogar o poder total na mão de um Congresso de Serras, Cunhas, Bolsonaros, Felicianos. Ou seja, o desastre total. Nesse caso, melhor mudar pro Uruguai.
Rita Lamar
11 de junho de 2016 1:22 pmE se o impeachment for inevitável?
O impeachment pode vir a acontecer e, nesse caso, não ter aceito o acordo das novas eleições terá sido um erro com consequências irreparáveis… Acho, portanto, que tudo vai depender das forças no Senado – se houver um número garantido de senadores contra o impeachment, então não haverá razão para novas eleições; mas, se houver risco de impeachment, será melhor fazer um acordo para novas eleições, restaurar a democracia, e lutar pela eleição de candidatos honestos.
Miranda
8 de junho de 2016 2:01 pmSe como diz o João Feres, um
Se como diz o João Feres, um possivel retorno de Dilma à presidencia será com um governo mediocre e conservador, ela continuará balançando e sem apoio nenhum. Me parece que ela se enfraqueceu justamento por não governar para quem a elegeu, pessoas que tinham uma visão mais progressista de como um pais deve ser conduzido.
Catharina RJ
8 de junho de 2016 2:28 pmPressão popular.
Reforma política, por Lei de Iniciativa Popular (http://www.reformapoliticademocratica.org.br/#). E novas eleições gerais. Para isso, muita pressão popular, se necessário com desobediência civil: sonegação fiscal.
João de Paiva
8 de junho de 2016 2:30 pmNada a acrescentar
Com muita competência e objetividade, João Feres Jr. esclareceu que não há alternativa que não seja o respeito à soberania popular, o sufrágio universal por meio do qual 54.501.118 brasileiros elegeram Dilma Rousseff para um mandato de 4 anos, em 26 de outubro de 2014. E esse mandato, que teve início em 1º de janeiro de 2015, termina em 31 de dezembro de 2018.
O golpe de Estado perpetrado pelo Parlamento Brasileiro (mas gestado pelo alto comando nos EUA e na burocracia estatal brasileira: MP, PF e PJ) afastou a presidente legítima temporarriamente. A farsa e ilegalidade desse golpeachment já foi escancarada; o governo provisório e golpista é um antro de corruptos que dele se valem para pilharem as riquezas e soberania nacionais e se livrarem da punição pelos crimes que cometeram. A burocracia estala (MP, PF e PJ) surege como 5º poder, ao qual a população está subjugada sobre o qual não tem nenhum tipo de controle. O STF, que deveria guradar a Constituição Federal, tem cometido seguidos estupros e vilipêndios à Carta Magna, mostrando-se como importante atos do golpe de Estado.
A direita reacionária, entreguista e conservadora – hoje representada pelo PSDB e pelas bancadas BBBB do Congresso Nacional -, ou seja, a oligarquia pplutocrata que sempre deteve o poder de fato no Brasil será a feitora a serviço da metrópole (EUA), com chicote na mão, fustigando as classes trabalhadoras e històricamente exploradas. As riquezas e os dividendos da exploração e dilapidação das jazidas e recursos do nosso País, assim como do trabalho dos brasileiros, serão carreadas para os detentores do grande capital, que ficam em terras estrangeiras. A elite brasileira – a pior, mais antinacionalista, preguiçosa, mesquinha e cruel – será a operadora do novo regime ‘escravocrata’, prestes a se instalar nestes trópicos.
Juliano Santos
8 de junho de 2016 3:20 pmÉ isso aí. Eleição já teve,
É isso aí. Eleição já teve, em 2014. E Dilma só pode sair por um impeachment embasado na constituição. Não sendo, tem que voltar e cumprir seu mandato. Ela não conseguirá governar? Não sei, pode ser que não. Mas nosso ordenamento democrático manda que o faça até 2018.
Se o congresso não aprovar nada de seu governo, que seja. A independência entre os poderes está na base de nossa democracia. Então que ela passe por essa prova de fogo, só assim o país fará a transição para uma democracia consolidada.
O resto é golpismo. Mesmo eleição já, defendida ardentemente pelo grande PHA. Mesmo porque a ditadura midiática judicial não permitirá a candidatura de nenhum político. Arrumarão um herói de fora da política, senão for o Moro, será outro. E sem adversários, pois todos serão anulados pela lava a jato, ganhará por W.O.
Nocaute na democracia. E uma nova ditadura civil, dos conscursados, sem voto (uma eleição com “candidato unico” não vale), legitimada pela Globo e resto do pig, será vitoriosa, e não sairá mais do poder. Quem for contra, porrada e cadeia
MAAR
8 de junho de 2016 4:49 pmDEMOCRACIA É LEGALIDADE
Brilhante. O excelente artigo em tela apresenta com precisão e clareza alguns dos principais fatores que demonstram a perigosa inadequação das propostas relativas a antecipação de eleições e convocação de constituinte. A reversão do golpe de estado deve ser viabilizada através do resgate da legalidade e do pleno respeito às normas e garantias regidas pela Constituição Cidadã, pois a democracia requer o respeito à lei
resistente
8 de junho de 2016 5:03 pmboa análise, com um
boa análise, com um primoroso
esclarecimento sobre 2013…
drigoeira
8 de junho de 2016 6:08 pmÓtima análise!
Também já bravejei sobre a necessidade de novas eleições, mas o correto é a Dilma retornar e terminar o seu mandato. Mesmo que de forma medíocre.
Maurício Gil - Floripa (SC)
8 de junho de 2016 8:32 pmELEIÇÃO JÁ HOUVE
Bravo, Feres. Penso da mesma forma: respeitemos as regras em vigor. Fazendo uma analogia com o futebol, querem alterar as regras de uma partida, de um jogo que já iniciou e está em seu segundo tempo.
Já houve uma eleição e deve-se respeitar o seu resultado.
Rita Lamar
11 de junho de 2016 1:23 pmPosso discordar?
A razao e simples: SE houver impeachment por que nao aceitamos novas eleicoes, tudo estara perdido. Portanto, temos que ser mais flexiveis para com isso.