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20 Comentários
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  1. Andre Araujo

    28 de novembro de 2015 2:32 am

    http://www.neh.gov/files/huma

    http://www.neh.gov/files/humanities/articles/morgan_pic_portrait_jf2010_1000px.jpg

    O CAPITALISMO QUE TEMOS – O prezado comentarista J.C. Pompeu, a proposito de meu post de ontem sobre a Lava Jato travando a economia, disse que eu aqui defendo o “capitalismo arcaico brasileiro”. Pode ser, mas é o capitalismo que temos, não há outro na prateleira para por no ugar.

     

    Um dos defeitos profundos do carater brasileiro é subestimar o Pais, nossas coisas e nossas realizações. Tudo lá fora é melhor, segundo essa visão tão arraigada entre brasileiros, especialmente de São Paulo.

    É um grave erro de avaliação. O “capitalismo de compadrio” de fato existe no Brasil. Mas existe em MUITO MAIOR escala na China, na India. em toda a Asia, na Russia, no Oriente Medio, no Mexico, em toda a America Latina.

     Existe tambem com outra roupagem nos Estados Unidos. A diferença lá é a clareza, a explicitude das relações entre empresas e governo, nada é escondido, tudo é a luz do dia mas as relações do Estado com as empresas não diferem muito do que ocorre aqui. As grandes companhias de armamentos tem  fantasticos lobbies em Washington para influenciar o Congresso a alocar verbas no orçamento para seus projetos de novas armas, as doações de campanha são de bilhões mas é tudo legal, usam o modelo do Political Action Committees, onde se doa para comités pro-causas, sem vincular com candidatos, mas esse dinheiro acaba bancando campanhas que beneficiam um determinado candidato que apoia aquela causa, o valor que as empresas podem doar não tem limite.

    O capitalismo só funciona em boas relações com o Poder, não há capitalismo neutro e limpinho em nenhum lugar do planeta,

    nós não somos tão arcaicos, talvez mais provincianos, com roupa caipira, mas os metodos não mudam muito e tem lugares onde as coisas são muito piores, como na China e na Russia, o poder do Estado e o poder das grandes corporações se confundem, a mesma coisa na Coreia do Sul, no Japão é mais sutil mas os grupos “pesados” Mitsui, Mitsubishi, Fuji, Sumitomo, Toyota, tem relações profundas com o MITI, o Ministerio do Comercio Exterior japonês, operam em conjunto.

    Na França a promiscuidade entre Estado e capitalismo é total há seculos, a moda é coordenada pelo Comité Colbert, o aramemento é coordenado pela DGA do Ministerio d Defesa. Na Inglaterra em um passado não tão longinquo a Royal Navy era cobradora dos bancos ingleses, os navios da esquadra apontavam canhões para resgatar dividas, como fizeram em Alxandria em 1882 e na Venezuela no começo do Seculo XX. Não fazem mais isso mas o espirito é esse, o governo ajuda as empresas sempre, porque as empresas são consideradas socias do Estado e sustentaculo da Nação.

    Somos inferiores sim em reconhecer o interesse nacional a ponto de queimar numa fogueira d inquisição empresas brasileiras de projeção internacional e agora o maior banco de investimento dos BRICS, o BTG Pactual, que se preparava para resgatar com fundos do banco oficial japonês de fomento o progrma de sondas para o pre-sal, o Brasil receberia do Japão mais de US$6 bilhões de dinheiro novo, projeto que levou um ano para preparar, liquidado com a prisão do CEO do banco, sob aplausos da Globo e do Senado brasileiro, suicidas de vocação, esquecendo que quando afunda o navio morem os marinheiros e tambem o comandante. Arcaicos são os justiceiros que destroçaram ativos de valor incalculavel, o maior dos quais é a imgaem do Pais e de suas empresas no exterior, colocar a sujeira na janela não melhora a reputação

    da familia.

     

  2. antonio francisco

    28 de novembro de 2015 8:35 am

    Parabéns, de novo, André Araújo

    Torço para que um dia aquela turma lá de cima leia e reflita sobre o que você diz.

     

  3. antonio francisco

    28 de novembro de 2015 8:42 am

    Nego me chamou de imbecil

    Nego me chamou de imbecil

     

    Antonio Carlos & Jocafi

     

    Lembro quando eu disse que te amava

    Você fez pouco caso inda sorriu

    Lá no buteco seu amigos me gozavam

    Um nego me chamou de imbecil.

     

    Quando de tristeza eu me encharcava

    Você me viu na fossa inda sorriu

    Lá na esquina seus amigos me gozavam

    Um nego  me chamou  de imbecil.

     

    Esquisito quando a gente descobre a saudade

    E se apega com aquela vontade

    E se lembra que sabe chorar

    Esquisito quando nota um amor se chegando

    É a gente querendo e gostando

    Quando um outro deixou de gostar.

     

    Em pleno alvoroço da cidade

    Jurou num novo amor porque fugiu

    Lá do sobrado os teus amigos me gozavam

    Um nego me chamou de imbecil.

     

    Esquisito quando a gente descobre a saudade

    E se apega com aquela vontade

    E se lembra que sabe chorar

    Esquisito quando nota um amor se chegando

    É a gente querendo e gostando

    Um nego me chamou de imbecil….

    Por Dóris Monteiro:

    https://www.youtube.com/watch?v=2zImsR6Y2Ek

    Por Antonio Carlos & Jocafi :

    https://www.youtube.com/watch?v=T2WZAohuC6E

  4. Mariano Costa

    28 de novembro de 2015 9:08 am

    Com o PIG, o que dá pra rir dá pra chorar. Depende da vítima

    Como transformar o que é moral e digno em obscuro e suspeito

    consulta

    Vejam vocês como é tratada a informação na imprensa brasileira.

    Você é ministro das Minas e Energia e está estudando a nomeação de um servidor de carreira, com 18 anos de casa,  para um posto na Petrobras.

    No seu partido há um Senador que foi diretor da empresa e que teve aquele servidor como subordinado.

    Então você pergunta: Senador, o que acha do fulano, ele é pessoa séria, bom profissional?

    E o Senado diz que é ótimo, capacitado, dedicado e honrado.

    O que tem isso, senão o cuidado de ter informações sobre alguém e até, afinal, uma prova de que queria escolher corretamente?

    Mas a manchete do Estadão é “Delcídio diz à PF que Dilma o consultou em 2003 sobre nomeação de Cerveró na Petrobras

    Agora, revelado quem era Delcídio Amaral, sob a capa de homem respeitável e até depois da prisão não foi apenas o senador Aloysio Nunes Ferreira o único oposicionista a fazer-lhe um rosário de elogios, fica fácil transformar qualquer conversa com ele em “indício de crime”.

    Como se qualquer pessoa pudesse achar que Dilma, com o comportamento que tem, pudesse ter um diálogo na base do “E aí, Dedé, aquele farol alto-farol baixo lá da Petrobras, tem jogo?”

    Seria noticia se, sim, Dilma o tivesse consultado e ele apontado qualquer irregularidade no comportamento de Cerveró e ela teimado, ainda assim, em nomeá-lo. E isso Delcídio não ia fazer justamente por Cerveró ser seu cupincha.

    Só lá pelo meio da matéria é que Delcídio fala que foi  nomeado diretor de Gás e Energia na empresa, em 1999, um ano depois que assinar ficha do PSDB,  atendendo a convite do então presidente da República Fernando Henrique Cardoso’, diretoria na qual Cerveró era seu gerente executivo.

    Não se pergunta quem o indicou, como não se pergunta quem o colocou como Secretário Executivo – e depois, por quatro meses Ministro das Minas e Energia – no governo Itamar Franco, onde FHC foi ministro.

    Claro, isso não vem ao caso.

    O que importa é transforma uma consulta normal, lógica e absolutamente técnica em algo que aparente cumplicidade política e (i)moral.

     

     

  5. Luciano Costa

    28 de novembro de 2015 9:20 am

    O que dá pra rir dá pra chorar

    sexta-feira, 27 de novembro de 2015

    A crise política não é só do PT

     Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

    É inaceitável, sob qualquer justificativa, que um líder do governo no Senado Federal trame estratégias de fuga junto à família de um réu. E que se proponha a interferir nas ações do Supremo Tribunal Federal. É de uma arrogância e desfaçatez, a indicar o grau de deterioração da política no Brasil.

    Quando um líder do governo ataca a Justiça e a República, estamos às portas de uma crise institucional.

    Mas há mais que isso no caso Delcídio. Ele é filiado ao PT, e é preciso lembrar que não existe política de esquerda (ou centro-esquerda, vá lá) quando se perdem todos os princípios de defesa da Justiça. A definição do velho Norberto Bobbio para “esquerda” é: são aqueles que lutam para reduzir desigualdades.

    Não se reduz desigualdade atentando contra a Justiça. Acho que não seria preciso lembrar isso. Mas cá estamos num mundo estranho, num momento estranho…

    “Ah, mas os tucanos sempre fizeram igual, e jamais foram pegos”. Isso é fato. Mas não exime o PT da responsabilidade por aceitar um personagem desse em seus quadros. Delcídio não queria a fuga de Cerveró para a Espanha em nome de um projeto político – o que já seria grave. Agia, usando o cargo de senador e o poder que lhe confere a Constituição, para proteger a si mesmo.

    Delcídio Amaral esteve na Petrobrás sob FHC. Delcídio é “parceiro” de altos tucanos em empreitadas políticas e negócios mal explicados. Delcídio é também um símbolo do neopetismo (na mesma linha de André Vargas).

    Mas o mais grave: a irresponsabilidade de Delcídio abriu caminho para que se arrebente com o discurso de defesa das garantias constitucionais – criadas para preservar, sim, a democracia e as prerrogativas parlamentares (mas não para proteger bandidos).

    Juristas e professores alertam para a interpretação “fora da curva” adotada pelo STF, para mandar prender Delcídio. Mas alguns desses advogados são realistas na avaliação do que se passa agora no país: “o despudor dos homens do poder cuidou de legitimar toda e qualquer exorbitância punitiva. Nem me canso mais de fazer discurso garantista, porque quando o líder do governo vai pra esse despudor, só resta jogar a toalha. Parece até encomenda do Moro.”

    Com o “presente” oferecido por Delcídio, Nestor Cerveró (em vez de pegar um avião para a Espanha, como sugeriu o arrogante senador neopetista) pode fazer o governo, a oposição e boa parte do mundo político embarcarem numa montanha russa: e, no percurso, muitos podem ser lançados pelos ares.

    A delação de Cerveró deve atingir Renan, Temer e talvez chegue a Dilma.

    E se Delcídio também falar, aí os tucanos podem perder algumas cabeças coroadas na guilhotina das delações sem prova e do terror midiático.

    Ou seja, já não é apenas de impeachment que se trata; mas de uma crise institucional sem precedentes, que pode engolfar os 3 maiores partidos políticos brasileiros: PT, PSDB e PMDB.

    O roteiro do juiz Sérgio Moro, traçado lá atrás, previa uma espécie de “refundação” da política, empreendida por homens que “não são politicos”. Todos sabemos o perigo desse caminho.

    Moro usa camisas pretas em suas aparições fantasmagóricas. Na Itália, onde me encontro nesse momento, as camisas negras não são de bom augúrio. Mas avancemos em outras conjecturas…

    Pode-se discutir se a prisão de Delcídio não abre um precedente perigoso, levando a um novo patamar essa espécie de revolução francesa jurídico-midiática. Abre-se o caminho para a exceção punitiva, o que assusta o andar de cima brasileiro, sempre acostumado a acomodações.

    Já estavam presos (pela Lava-Jato) alguns dos maiores empreiteiros do país; agora, somam-se à lista um banqueiro (Andre Esteves, suposto parceiro das estripulias delcidianas) e um senador com trânsito no neopetismo e no tucanato.

    Isso é bom ou ruim? A princípio, pode indicar sim um sinal de maturidade da democracia. Mas é preciso ver qual o alcance dessa escalada punitiva.

    Sabe-se que, em Brasilia e em suas andanças pelo Brasil, Aécio Neves costuma dizer aos empresários e à elite que, quando chegasse ao poder, tudo isso teria fim. Voltaríamos aos velhos tempos em que rico não pagava por crimes. Empresários que ousaram fazer negócios com petistas estão enjaulados. A saída seria uma “restauração” tucana.

    Essa é a lógica que faz o PSDB sorrir a cada nova prisão – que põe a economia de joelhos e os empresários em polvorosa. Parte da oposição pensou nessa escalada apenas como ferramenta para desgastar o PT… Mas há sinais de que a estratégia pode estar saindo do controle – o que pode levar a um aprofundamento da democracia, depois de passarmos por uma crise que promete ser profunda e dolorosa.

    A prisão de Delcídio fez o mundo político (e não apenas o petismo) tremer nas bases. Ninguém mais está a salvo. Esse é o sinal que vem dessa prisão.

    Na revolução francesa, como se sabe, os que começaram cortando cabeças terminaram perdendo as próprias na guilhotina. A política brasileira (mal comparando) parece ter entrado num caminho desse tipo, de autofagia e destruição

     

  6. Laissa

    28 de novembro de 2015 10:29 am

    Agora, carta aberta ao ministro Gilmar Mendes, do TSE

    OBS: Esta carta foi publicada no clipping do dia. O que eu fiz foi separar os parágrafos para facilitar a leitura.

    Por Dom Orvandil

     

    Prezado ministro Gilmar MendesCertamente o senhor conhece a enorme repercussão social da infeliz e classista manifestação da ministra Carmen Lúcia na 2ª turma do STF ao justificar seu voto na decisão do ministro Teori Zavascki ao ordenar a prisão do Senador Delcídio do Amaral, cujo discurso foi objeto de uma carta aberta minha (o senhor pode relê-la aqui).

    Nesta sexta feira o senhor completou o colorido sombrio de casa grande sobre o País da senzala.Numa associação de advogados em São Paulo no dia 27 de novembro deste ano o senhor afirmou, para meu estarrecimento e o de milhões de irmãos brasileiros, porque fora de qualquer exercício da magistratura e do juízo de qualquer processo, algo de impressionar pelo caráter de seu compromisso ideológico, costumeiramente negado, como é de praxe entre pessoas de sua tez política:

    “Nessa campanha, a presidente Dilma disse, como candidata: nós fazemos o diabo para ganhar a eleição. O presidente Lula disse, em algum momento, na presença da candidata Dilma: eles não sabem o que nós somos capazes de fazer para ganhar a eleição. Agora a gente sabe o que eles podem fazer para ganhar a eleição, mas não na urna, em outro campo”.

    Ora ministro, o senhor é um homem culto (no sentido de sua qualificação acadêmica com um curso de graduação em direito, dois mestrados e um doutorado) e sabe muito bem que até numa roda de cerveja com amigos as falas das pessoas são contextuais e pertencem a um universo amplo. O que o senhor citou de uma fala do ex-presidente Lula e outra da Presidenta Dilma, candidata a reeleição em 2014, fora dos devidos contextos, onde se encontram o sentido do que disseram, o senhor não as refere.

    Ao não contextualizar o discurso alheio o senhor dá novo significado, que diversam extremamente do que as duas personalidades disseram. Isso em metodologia científica e do ensino superior é chamado de desonestidade intelectual.A partir daí o senhor infere, para mim movido de extraordinária má-fé, que os dois – um fazendo o diabo para ganhar a eleição, a outra de que os inimigos do povo, a direita, os fascistas, não sabem de que somos capazes para ganhar a eleição – de que os tais candidatos compraram de votos e que suas respectivas eleições são produtos da corrupção praticada por eles.É o que senhor diz ao afirmar:

    “A gente fica imaginando (o senhor realmente é dotado de fantástica imaginação) a captação do sufrágio como a compra do eleitor via distribuição de telha, saco de cimento, tijolo. Na verdade, em termos gerais, dispõe-se da possibilidade de fazer políticas públicas para aquela finalidade. Aumentar Bolsa Família em ano eleitoral, aumentar o número de pescadores que recebem a Bolsa Defeso. Em suma, fazer este tipo de política de difícil impugnação inclusive por parte dos adversários. A Justiça Eleitoral será que estaria preparada para este tipo de debate? O que resulta disto é um déficit de R$ 50 bilhões estimado pelo TCU (Tribunal de Contas da União)” (veja mais aqui).

    Quer dizer, ministro Gilmar, para o senhor o Estado assumir a responsabilidade, com projetos aprovados e amparados pelo Congresso Nacional, pelas mazelas que durante anos e séculos a classe dominante, pelo senhor defendida e aplaudida, jogando famílias brasileiras aos milhões na miséria e na pobreza, é compra de votos?Para o senhor retirar seres humanos da extrema desumanidade numa sociedade que se acostumou e até acha normal passar por filas de desempregados, por crianças, mulheres e homens mendigando nos semáforos, é comprar eleitores?Para o senhor acolher os direitos à cidadania por parte de negros, negras e indígenas jogados ao lixo como seres de terceira classe, é comprar votos?Dar direito ao voto aos pobres e abraçá-los nas eleições para que ajudem a redesenhar a democracia, antes somente privilégio de brancos, de ricos e de proprietários mandantes dos famosos votos a cabresto, é compra de sufrágios e corrupção?

    O senhor “imagina” que o direito de votar dos pobres não é conquista assegurada pela Constituição Federal, mas invenção de Lula – fazedor de diabos – e de Dilma – que, segundo o seu discurso, “faz qualquer coisa” para vencer pleitos – e não do povo composto por trabalhadores, pobres, jovens sem oportunidade de estudar e de crescer, que nem pensavam em quem votar?

    O senhor, com sua afirmação sobre a Bolsa Família, respeitada mundialmente, inclusive pela ONU, e da proteção dos direitos dos pescadores, sempre abandonados às intempéries depois de fartas pescarias entregues aos restaurantes frequentados por quem se quer se lembra de seu sofrimento, considera que tudo foi feito pelo Estado brasileiro como política pública para arrebatar votos?

    O senhor avalia que os pobres, os miseráveis, os esquecidos não merecem solidariedade, dr. Gilmar Mendes? Pelo contrário, que eles devem ser, como sempre o foram desde que se vota neste País, apenas sufrágios cabresteados e manipulados com dinheiro e esmolas em vésperas de eleições?

    Sinceramente juiz Gilmar, sua postura gera muitas tristezas, instabilidade política no País e no acirramento dos ânimos, jogando irmãos contra irmãos.Sou professor do ensino superior e todas as semanas me deparo com alunos e alunas que somente comem do pão cultura graças ao Pró Uni e até ao Bolsa Família. Talvez se o senhor imaginasse menos e convivesse mais com o povo, com os pobres e com os trabalhadores acabaria por entender da mesma maneira que eu.Mas o entendo, dr. Mendes.

    Aliás, muita gente entende o senhor e o que faz neste País para desgraçar nossa paz.Nosso povo na sua imensa sabedoria define bem a biografia do senhor, quando afirma: “dize-me com quem andas e te direi  quem és”.O noticiário deste ano é farto em fatos ruins e de pessoas indecentes. Pois o senhor se reuniu com algumas destas, notórios golpistas, e elas sim fisiológicas, fichas sujas e mau caráter. Reuniu-se para fazer o que o povo diz no seu ditado para dizerem o que são.

    Cito a notícia literalmente: “O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tratou com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes e com o deputado Paulinho da Força (SD-SP) a crise política e o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff” (aqui).As pessoas que o acompanham são realmente ativas no poder e nos desfrutes da casa grande, adoradas também por Eduardo Cunha e Paulinho da Força, manifesto pelego que envergonha a classe trabalhadora. Aqui mais um exemplo: “Gilmar Mendes foi nomeado para o Supremo pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso”. Como o Brasil e o mundo sabem, o seu amigo presidente, a respeito de quem o senhor “não fica a imaginar” nada como no caso do ex-presidente Lula e da Presidenta Dilma, de quem o senhor sofre urticantes instintivos, é exuberante privatista e neoliberal, regime moderno dos que, na casa grande, usufruem do trabalho, que o senhor consideraria indignos de votar, dos que votam sem pensar porque as políticas públicas funcionariam como meio de comprar suas “debilitadas” consciências.

    Em 2008 o senhor, depois de empossado na presidência do STF tomou atitude que estarreceu o País em defesa de um amigo, daqueles que nosso povo apelida de “amigo da onça”. “À frente do Supremo, gerou enorme polêmica ao conceder um habeas corpus para o banqueiro Daniel Dantas preso pela Polícia Federal durante a Operação Satiagraha, que investigava o desvio de recursos públicos, entre outros delitos.” (Mais aqui).Os integrantes do regime da casa grande não têm preconceito na escolha de suas amizades, desde que não sejam trabalhadores, pobres, negros e indígenas. O senhor também não se limita a essas coisas de não dar tempo e investir em amizades poderosas, como revela o site Pragmatismo: “Escutas interceptadas pela PF e divulgadas nesta segunda-feira levantam a suspeita de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, “pegou carona” em um jatinho fornecido por Cachoeira, no dia 25 de abril de 2011, quando teria retornado da Alemanha ao Brasil, na companhia do senador Demóstenes Torres” (ex-DEM-GO).

    Nessa mesma linha o senhor não titubeou em aprovar as candidaturas dos fichas sujas José Roberto Arruda e Paulo Maluf, homens que desbotam e desonram a política brasileira.Os efeitos da amizade dos da casa grande, como o senhor e os seus amigos, atuam danosamente com forças destrutiva, desalojante e desorganizativamente desproporcionais da vida dos da senzala, dos mais extremamente desprotegidos dos campos, das matas e das cidades.

    A repórter da Agência Brasil, Ana Luiza Zenker, escreveu sobre isso no dia 06/03/2009, quando informa da nota da CPT “que o presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), dom Xavier Gilles de Maupeou d’Ableiges, acusou o ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de ser parcial no tratamento da questão dos conflitos agrários.” “O ministro Gilmar Mendes não esconde sua parcialidade e de que lado está. Como grande proprietário de terra em Mato Grosso ele é um representante das elites brasileiras” (aqui).Dom Xavier denunciou que o senhor considerava que recursos públicos investidos em instituições que defendem o povo, como os Sem Terra, são ilícitos.

    Coerente com seu pensamento e com o das elites, que acham lícito privatizar, entregar os bens públicos para particulares e para estrangeiros lucrarem com nossas estatais do que vê-las produzindo para o bem de nosso povo.O jornalista Maurício Dias  assegura que o senhor é homem frio, tipo calculista, que não se inibe em ligar para ministros de Estado e chefes importantes para pedir vagas e privilégios para seus amigos.Discordo de Maurício. Penso que o senhor não é homem frio. Pelo contrário, o senhor é tremendamente emotivo e demonstra isso na sua voz e tons controlados, até para ameaçar e tentar inibir.

    Quando o vejo falar no tribunal do STF ou em entrevistas pela TV percebo um homem intenso de ódio e de rancor. Seus olhos parecem faiscar e sua boca espuma de raiva dessa gente que sufraga presidente operário e Presidenta ex-guerrilheira, que sua gente adora apelidar de bolivarianos e de ideologia cubana.

    O grande jornalista Luis Nassif, que o senhor ardorosamente odeia, confirma a intensidade de sua personalidade de homem da elite dominante, que aqui, tomando emprestado o simbolismo do antropólogo Gilberto Freyre, chamo de casa grande, lugar dos senhores escravocratas, que nadavam nas riquezas produzidas pelos escravos, que eles odiavam.

    Num artigo publicado pela Carta Capital Nassif conta sobre as ironias rancorosas numa seção plenária do STF que, segundo ele, o senhor fez contra aquele competente jornalista: “Certamente quem lucrou foram os blogs sujos (esse é nome dado aos blogs críticos e diferentes da mídia tradicional por seu companheiro de partido, José Serra), que ficaram prestando um tamanho desserviço. Há um caso que foi demitido da Folha de S. Paulo, em um caso conhecido porque era esperto demais, que criou uma coluna ‘dinheiro vivo’, certamente movida a dinheiro (…) Profissional da chantagem, da locupletação financiado por dinheiro público, meu, seu e nosso! Precisa ser contado isso para que se envergonhe.

    Um blog criado para atacar adversários e inimigos políticos! Mereceria do Ministério Público uma ação de improbidade, não solidariedade”.Como se demonstra aí, o senhor, além de odiar quem trabalha, não gosta da crítica democrática, saudável e que ajuda a crescer.De modo que, ministro Gilmar Mendes, o senhor consegue uma unanimidade considerável em relação ao seu ódio e arrogância contra os pobres, que o senhor ofendeu profundamente ao considerá-los imbecis que trocam votos por telhas, sacos de cimentos e de tijolos.

    Tem razão Dom Xavier ao afirmar que o senhor causou a matança de pequenos agricultores, de indígenas e de posseiros com suas decisões em favor dos grandes proprietários.Com sua palestra em São Paulo certamente o senhor alimenta o fundamentalismo irracional, os preconceitos contra negros e pobres e ameaça a democracia.• Abraços críticos e fraternos na luta pela justiça e pela paz sociais.
    • Dom Orvandil, OSF: bispo cabano, farrapo e republicano, presidente da Ibrapaz, bispo da Diocese Brasil Central e professor universitário, trabalhando duro sem explorar ninguém.

    http://cartasprofeticas.org/2015/11/28/agora-carta-aberta-ao-ministro-gi

     

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  7. Laissa

    28 de novembro de 2015 11:23 am

    Banqueiro preso na Lava Jato bancou a lua de mel de Aécio Neves

     

    Banqueiro da BTG bancou viagem de Aécio após casamento

    Fonte: Vermelho, a esquerda bem informada

     

    O banqueiro André Esteves, que teve sua prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (25), é presidente do Conselho de Administração do banco BTG Pactual. Como banqueiro, foi citado pela revista Forbes como a 13ª maior fortuna do país.

    O tucano Aécio Neves e o banqueiro André Esteves, dono do BTGO tucano Aécio Neves e o banqueiro André Esteves, dono do BTG

    Mas ele também cultiva um círculo seleto de amigos. Esteves foi um verdadeiro padrinho de casamento do candidato derrotado nas urnas, o senador tucano Aécio Neves (PSDB), com a ex-modelo Letícia Weber.

    Isso porque de acordo com matéria do jornal O Globo, de 9 de outubro de 2013, logo após o casamento, em outubro de 2013, os noivos partiram para Nova York, com passagens aéreas pagas pelo banco BTG Pactual. Além do transporte, André Esteves providenciou para os dois uma suíte no luxuoso hotel Waldorf Astoria, no coração de Nova York.

    Apesar da viagem ter acontecido minutos depois do enlace, Aécio disse que não se tratou de lua de mel. A viagem paga pelo BTG Pactual fazia parte das despesas custeadas por conta de uma palestra de Aécio num evento voltado para “investidores” estrangeiros em Nova York. Vejam caros eleitores, por muito menos o ex-presidente Lula é crucificado pela mídia diáriamente.

    Apesar das coincidências entre o casamento e a palestra, Aécio declinou de cobrar a palestra, segundo informou a assessoria do tucano na época. Era o mínimo que poderia fazer para o amigo, já que as passagens e hospedagens foram pagas, não é?!

  8. Vital

    28 de novembro de 2015 11:45 am

    O Piauí vai salvar o Brasil: economia cresce e gera emprego

    [video:https://youtu.be/k6nBrZbX8Qs%5D

  9. Marieta Suave

    28 de novembro de 2015 12:44 pm

    Pela manhã, à tarde e à noite você está sendo manipulado
     

    BOM DIA….
    BOA TARDE….
    BOA NOITE….

    Miniatura

    Colado do Conversa Afiada

     
          

     

  10. GalileoGalilei

    28 de novembro de 2015 12:50 pm

    O Fofo – Por Xico Sá

    O fofo é o novo cafa

     

    #MeuAmigoSecreto é fofo. E no que o fofo é mais cafa do que os canalhas normais? No dom-juanismo. Ele é doente pela conquista. Não (obrigatoriamente) pela conquistada.

     

    27 NOV 2015 – 17:32 BRST

    #MeuAmigoSecreto é fofo. E aqui não vai nenhuma denúncia, apenas uma constatação: o fofo também é canalha. Tenho dito e repetido. O tipo fofo, fofo moderno, lidera, no momento, as queixas das minhas amigas nas redes sociais e ao pé do ouvido deste cronista e ombudsman dos corações prejudicados.

    E no que o fofo é mais cafa do que os canalhas normais? No dom-juanismo. Ele é doente pela conquista. Não (obrigatoriamente) pela conquistada. Ele acende o olhar da moça e foge na hora que ela deseja fazer da vida dos dois uma fogueira gigante de Caruaru ou Campina Grande. Está aí o ponto fraco da fofolândia: fazer a coisa certa, bote certa nisso, e cair fora diante do incêndio amoroso.

    Do cafa de fato e de direito, nada se espera, a não ser, com licença da palavra, a phoda com ph. O fofo promete demais. Eis a diferença. O fofo faz ficção científica no juízo da mina e não entrega o futuro que deveras noveliza.

    O fofo foge de todos os fogos, el fuego. O fofo é um canalha que já vem com extintor sentimental na mochila. Todo fofo, aliás, usa mochila. Está sempre de partida.

    Falar em mochila… Todo hipster é automaticamente um fofo. Mas nem todo fofo é hipster, seja lá o que isso signifique na crônica de costumes.

    Sacanagem com os fofos da minha parte, não é? É. No raso no raso, devo invejar os fofos. Como eles são profissas aparentando o máximo da vida alternativa. Eu devo ter sido um fofo na vida passada.

    #MeuAmigoSecreto é fofo. E nem estou falando ainda de machismo, essa doença infantil do macho latino por excelência. Sim, o fofo também é machista, como todos nós. Talvez o fofo seja menos machista do que o macho-jurubeba, digo, o homem à moda antiga. O fofo tem algum senso de justiça –e não somente na divisão de tarefas domésticas. O fofo já foi criado por mulheres batalhadoras. O fofo viu a mãe ganhando a vida da família –esse testemunho põe o fofo adiante.

    As lindas contradições da história –nesse mundão perdido de teses prontas- alumiando nosso caminho. Não, o pensamento, por mais vazio e liso que seja, não cabe numa hashtag. Voltemos ao fofo enquanto fofo propriamente dito.

    É ele o principal assunto das mensagens que recebo desde que comecei a escrever no El País. As moças se queixam. O fofo é o mais claro e óbvio dos enigmas. Como se dissessem: os machões dançaram, caro Norman Mailer, mas esses meninos fogem das mulheres como o diabo da cruz. Esses meninos…

    Que fazer, velho tio Lênin?

    Se eu fosse mulher, ainda preferiria um fofo, deixa quieto, sigamos com as queixas que chegam na posta-restante do cronista do amor louco.

    Mas entendo o priu do apito do mulherio. O fofo foge à luta. O fofo talvez não veja na mulher o centro do universo, a única razão para viver à vera. O fofo pedala. O fofo até fode, mas não vê nisso a única razão da existência. E pensando bem, é, né?

    Continua

  11. Laissa

    28 de novembro de 2015 1:13 pm

    Fufuca futuca o rabo dos contribuintes

    Teto de R$ 67,5 mil para servidor? Assim o senhor fufuca o país, Deputado

    fufuca

    DCM chama a atenção sobre algo que “passou batido”, quase, pela grande mídia.

    Trata-se da aprovação do parecer desde rapaz sorridente que aparece aí na foto, André Fufuca, deputado federal pelo Partido Ecológico Nacional, depois de ter sido deputado estadual no Maranhão pelo PSDB.

    Com ele, o projeto de lei enviado pelo Governo disciplinando o impacto de gratificações e outras verbas no cumprimento do teto constitucional de servidores públicos – que determina que ninguém poderá ganhar mais que um Ministro do STF, R$ 39 mil a partir de janeiro próximo – sofreu uma completa reviravolta.

    Pelo texto de Fufuca, somando o que já se excluía no projeto original,  ficam fora do limite (tome fôlego, antes de ler): adicional de serviço extraordinário; adicional noturno; adicional por insalubridade; parcelas vinculadas ao exercício de cargo em comissão; retribuição da participação em órgãos colegiados; gratificação pelo exercício de função eleitoral; outras parcelas pagas com continuidade, de forma que não justifique a incorporação à retribuição do cargo efetivo; ajuda de custo para mudança e transporte; auxílio-alimentação; auxílio-moradia concedido por despesa comprovada decorrente de mudança de ofício do local de residência; cessão de uso de imóvel funcional;diárias; auxílio ou indenização de transporte; indenização de campo; auxílio-fardamento; auxílio-invalidez; indenização pelo uso de veículo próprio, ajuda de custo e aposentadorias e pensões vinculadas ao regime geral de previdência social, entre outros.

    Isso se aplica a servidores, municipais, estaduais e federais,  do Executivo, Legislativo e Judiciário, além do Ministério Público e, segundo o Congresso em Foco, eleva o limite remuneratório, na prática, para até mais de duas vezes o vencimento de um Ministro do Supremo.

    Ou seja, hoje R$ 67,5 mil; a partir de janeiro, R$ 78 mil, em meio a uma crise orçamentária que ameaça paralisar os serviços públicos no país.

    E quando a gente ouve o Ministro Gilmar Mendes chamar de eleitoreiro e possível compra de votos um reajuste de R$ 7 no benefício base do Bolsa Família.

    É fufuca, deputado André, é fufuca.

     

     

  12. Babi

    28 de novembro de 2015 2:10 pm

    Síndrome de celebridade

    Síndrome de celebridade atinge toda a turma da Lava Jato

    https://verdadesobrevaccari.wordpress.com/2015/11/25/sindrome-de-celebridade-atinge-toda-a-turma-da-lava-jato/

    Publicado em 25 de novembro de 2015

    Representante do Ministério Público rebate com ironia e desfaçatez o argumento da defesa do presidente da Andrade Gutierrez. Força-tarefa da Lava Jato parece a sucursal da Veja no Paraná

    A Operação Lava Jato sobrevive de manchetes e isso já não é novidade. A necessidade de juízes e procuradores de pronunciar convicções pessoais aos holofotes da mídia deixa escapar alguns detalhes que ajudam a compreender porque insistimos que a operação é política e que a obsessão é “pegar” o Lula.

    Vejam só…

    O ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, relator de recursos da Operação Lava Jato no Superior Tribunal de Justiça, autorizou o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, a responder o processo em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.

    Ao votar, o relator afirmou que não há elementos concretos de que o executivo poderia prejudicar a coleta de provas. “O fundamento de risco à ordem pública não se sustenta. (…) O juiz não expôs indícios concretos que ele atua no seio da liderança da organização criminosa.”

    Reparem agora na resposta de um representante do Ministério Público aos argumentos utilizados pela defesa do empreiteiro e reproduzida pelo Portal G1:

    Ele ironizou o fato de a defesa afirmar que, como presidente da holding, não necessariamente Azevedo teria conhecimento da corrupção.

    “Talvez esse seja o segundo brasileiro que não sabe de nada, tem um outro brasileiro que diz que não sabe de nada”, afirmou.

    Essa resposta é um desrespeito e uma afronta à democracia e às instituições do País. Convicções e desejos pessoais de procuradores é o que está prevalecendo na Lava Jato e isso se torna nítido a cada deflagração de uma nova etapa – afinal, a Lava Jato é eterna.

    Procuradores mandam recados pela imprensa de maneira sórdida, desrespeitando o amplo direito de defesa e se comportando como colunistas raivosos que adoram destilar semanalmente todo o ódio ao PT e ao ex-presidente Lula.

    Como bem sintetizou Jessé Souza, sociólogo e presidente do Ipea, o judiciário passou a deter todos os elementos que as Forças Armadas tinham quando o golpe de 1964 instaurou a ditadura militar no Brasil. “Não é eleito pelo povo, faz de conta que interpreta coisas que não têm a ver com a política e o jogo econômico e se põe acima do bem e do mal. O juiz justiceiro hoje em dia é o substituto do general entre nós. Não é mais o militar, a metralhadora, é o aparato jurídico.”

  13. GalileoGalilei

    28 de novembro de 2015 2:50 pm

    Em cena, a covardia – Mino Carta

    Política

    Editorial

    http://www.cartacapital.com.br/revista/878/em-cena-a-covardia-8047.html

    Em cena, a covardia

     Os poderes da República assistem impávidos à demolição progressiva do Estado de Direito  por Mino Carta — publicado 27/11/2015 03p3  

    Moro. Coveiros também vestem preto

     

    Faz duas semanas, em carta publicada na seção competente, um leitor elogiou CartaCapital ao defini-la como revista de esquerda. Que significa ser de esquerda? Bom ou mau? As opiniões, como se sabe, divergem, e em um país maniqueísta como o Brasil divergem absolutamente, embora o significado exato da palavra tenha perdido a clareza de antanho.

    Há mesmo quem diga que o tempo das ideologias acabou de vez como se fosse possível admitir a inexistência de ideias capazes de mover as ações humanas. De todo modo, em terra nativa, basta pouco para ser classificado de esquerda, ou mesmo comunista. Vários requisitos exigem-se para chegar a tanto, mas dois são determinantes.

    Primeiro, denunciar com todas as letras a insuportável desigualdade reinante no País, recordista em má distribuição de renda. Segundo requisito. Não se acovardar diante da prepotência oligárquica, tão desbragadamente exercida por meio da mídia nativa, paladina de uma liberdade de imprensa que não passa de liberdade de propalar impunemente o que interessa aos patrões, moradores cativos da casa-grande e, portanto, de inventar, omitir e mentir. Esta é também uma forma de corrupção.

    No enredo político em pleno desenvolvimento no cenário nacional, o papel da covardia é capital, é a partícula primeva que explode no big-bang. Espero ser entendido ao acentuar que a encenação é digna de um colossal hollywoodiano, e talvez fosse oportuno entregar a direção a Cecil B. DeMille. Cinéfilos vetustos como o acima assinado sabem o que estou a dizer. Vamos, porém, ao ponto, sem exagerar em esperanças quanto a essa compreensão.

    A par da credulidade de muitos leitores, ouvintes e telespectadores e da benfazeja indiferença da senzala, preocupada com temas práticos e cotidianos, sobra, com extraordinário vigor, a covardia de quem haveria de resistir. A começar pelo Supremo Tribunal Federal. Lembrei-me do meu professor de Direito Penal na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em uma das cúspides do chamado Triângulo de uma São Paulo adoravelmente provinciana. Noé Azevedo, cavalheiro de cabelos brancos, supunha-o parecido com Caronte, o barqueiro do Styx na versão dantesca, “branco por antigo pelo”. Ensinava a supremacia do Direito Natural: os fatos merecedores de julgamento, hão de sê-lo no mesmo local em que se dão.

    Aí está o pecado original, imperdoável, da Lava Jato. Escudado pela polícia curitibana, Sergio Moro manda às favas o Direito Natural. Os ministros do STF não foram alunos do professor Noé, está claro, e talvez nem saibam dele. Poderiam, contudo, ter consciência das suas responsabilidades. No entanto, diante do desmando e de muito outros cometidos na república jurídico-policial de Curitiba, se acovardam.

    Divididos nos sentimentos e nos humores, os senhores ministros de uma justiça desvendada, curvam-se aos pés da arrogância midiática. Apavoram-se com a reação, impressa, radiofônica e televisada, a qualquer tentativa de recolocar a situação nos trilhos da lei, sem deixar de apreciar referências gaudiosas às suas pessoas, uma foto aqui, uma nota favorável , ou mesmo uma entrevista, acolá. A citação empolga e compensa o medo.

    O mesmo gênero de temor atinge o próprio governo, acuado e até hoje incapaz de inaugurar o segundo mandato de Dilma Rousseff, tão bem representado na sua inércia aturdida por um ministro da Justiça inexoravelmente inepto. Aceita-se a afirmação da prioridade do combate à corrupção, enquanto demole-se o Estado de Direito.

    E as bancadas petistas do Congresso e os parlamentares da dita base aliada? Acovardados, alguns à sombra da espada de Dâmocles, outros por que simplesmente tementes à mídia em lugar de Deus, possivelmente alheado como de hábito das misérias humanas. Se algum dia o Brasil foi um Estado de Direito a despeito da presença inesgotável da casa-grande e da senzala, deixa de sê-lo agora debaixo dos golpes das manchetes.

    Observa um velho amigo ao me visitar no meio da tarde melancólica: tínhamos um salvador da pátria, chamava-se Joaquim Barbosa, de um tempo para cá tomou-lhe o lugar Sergio Moro. Nada mais simbólico do que a homenagem que lhe fez a Aner, contada nesta edição por Nirlando Beirão na página 30. O herói de camisa preta, adequada a mostrar antes a vaidade do que a identificação ideológica, conforme o editor de CartaCapital. Permito-me observar que o preto também é próprio do coveiro.

     

  14. OBS

    28 de novembro de 2015 3:57 pm

    Prestem atenção:
    1º era para

    Prestem atenção:

    1º era para Humberto 

    ( no video um sujeito que a pouco tempo esteve em programa televisivo ! para aumentar a audiencia)

    Investiguem este ex gerente do Paulo Roberto Costa na petrobras!!!!!!!!!!!!!!

     

    1. OBS

      28 de novembro de 2015 4:31 pm

      Nassif, manda liberar o link

      Nassif, manda liberar o link da matéria que seguiu em seguida ao comentário das 13:57

      Televisivo a pouco tempo:

      https://www.youtube.com/watch?v=qy8J7S-f5Z4

  15. Leo V

    28 de novembro de 2015 4:14 pm

    Preso director de jornal

    Preso director de jornal turco por revelar entregas de armas aos jihadistas

    http://www.publico.pt/mundo/noticia/preso-director-de-jornal-turco-por-revelar-entregas-de-armas-aos-jihadistas-1715736

    26/11/2015 – 23:17

    Notícias põem em causa ligações dos serviços secretos com a guerra na Síria.

    O director, Can Dundar, antes de comparecer em tribunal VEDAT ARIK/CUMHURIYET/AFP  

    O director do jornal turco Cumhuriyet, Can Dundar, e o responsável pela delegação em Ancara, Erdem Gül, foram presos nesta quinta-feira e acusados de “espionagem” e “divulgação de segredos de Estado”, por terem publicado um vídeo em que, afirmavam, os serviços secretos turcos estavam a entregar armas aos islamistas na Síria.

    Este caso aconteceu em Maio, e o Presidente, Recep Tayyip Erdogan, apresentou pessoalmente queixa contra Can Dundar. “Ele vai pagar caro”, assegurou.

    O vídeo provocou uma tempestade na vida política turca. Um comboio de camiões dos serviços secretos turcos tinha já sido interceptado no Sul da Turquia em Janeiro de 2014 e este novo vídeo, afirmava o jornal, associado à oposição de esquerda, mostrava armas e munições, escondidas sob caixas de medicamentos.

    O director do Cumhuriyet recebeu na semana passada, em Estrasburgo (França), o Prémio para a Liberdade de Imprensa dos Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e da TV5 Monde. Na atribuição do galardão, as duas instituições classificaram Dundar como alvo de “perseguição política”. “Se estes jornalistas foram presos, será uma prova suplementar de que o poder turco está pronto a usar métodos de outros tempos para extinguir o jornalismo independente na Turquia”, afirmava o comunicado da RSF e da TV5 Monde.

    A Turquia é frequentemente destacada, por maus motivos, nos relatórios sobre a liberdade de imprensa e dos jornalistas.

    Neste momento, no entanto, este país de charneira entre a Europa e a Ásia está a ser tratado com especial cuidado pelos países ocidentais, pelo seu papel fundamental como fronteira da guerra na Síria. A Europa quer a sua ajuda para conter a vaga de refugiados do Médio Oriente – no domingo, o Presidente Erdogan é esperado em Bruxelas para uma cimeira com a União Europeia, para discutir esse tema.

    Quanto aos Estados Unidos, querem manter Ancara como um aliado cooperante no seio da NATO para lutar contra a ameaça terrorista representada pelo Estado Islâmico. Erdogan, contudo, tem como besta negra o Presidente sírio, Bashar al-Assad, e receia o crescimento das autonomias curdas na Síria, temendo alimentar o independentismo dos curdos na Turquia.

  16. OBS

    28 de novembro de 2015 6:04 pm

    O ex procurador antonio

    O ex procurador antonio fernando de sousa achou uma ligação dos casos do psdb, citou-o na ap 470(na conta do pt – alias, o que tem na conta do pt nesta ação é caso vergonhoso)  enviou para mg. Mas não abriu a questão no STF por que?

    Prescrição? !!

    http://www.jusbrasil.com.br/diarios/79194620/trf-2-jud-jfes-30-10-2014-pg-846

     

    OBS. Antonio Fernando de Souza. Não sou petista e nem de outro partido, caso leia esta minha observação.

  17. Emanuel Cancella

    28 de novembro de 2015 6:40 pm

    PT

    O PT não tem do que se envergonhar, muito pelo contrário

    http://lidernoticias.com/lider/wp-content/uploads/2015/10/Lula_e_Dilma_foto_oficial_de_campanha_resize.jpg

    Fui fundador do PT e saí do PT publicamente, e hoje não estou filiado a nenhum partido. Mas também creio que os petistas não têm do que se envergonhar. Não vou ficar relembrando o avanço social e as classes que saíram da pobreza; nem o combate à mortalidade infantil, em que o país superou as metas da Organização Mundial da Saúde, nem aqueles que entraram na universidade atrvés do Fies, onde nunca teriam acesso; as escolas técnicas que foram multiplicadas pelo governo do PT dando oportunidade aos jovens.  E o Mais Médicos, que levou o atendimento médico aos rincões mais pobres deste país.

    Sem falar na Petrobrás, que o governos anteriores ao PT tentaram privatizá-la, para entregá-la aos gringos como fizeram com outras empresas, inclusive acabaram com a  indústria naval. Hoje a Petrobrás desenvolveu tecnologia inédita no mundo e descobriu o pré-sal. E a Petrobrás possui reservas suficientes para abastecer o país nos próximos 50 anos. O Pré-sal já produz sozinho hum milhão de barris por dia, o suficiente para abastecer juntos todos os países do Mercosul. E a Petrobrás possui reservas de petróleo de mais de 100 bilhões de barris de petróleo. A Petrobrás está longe de estar falida, já que com essas reservas a companhia, só de petróleo, tem um lastro de US$ 5 trilhões, isso é quase o dobro das reservas cambiais da China, a maior do mundo, de US$ 3 trilhões.  

    A Petrobrás só está falida na cabeça daqueles que privatizaram a Vale do Rio Doce, a maior mineradora de ferro do mundo por preço ridículo, e agora, com o mesmo argumento, querem privatizar a Petrobrás por isso tentam diminuí-la para vendê-la mais barato.

    Nos governos do PT ainda  foi retomada a indústria naval, já que, só para a Petrobrás, no país foram construídos 49 navios petroleiros.

    Quero falar da corrupção que hoje, no governo do PT, é combatida como nunca. Hoje até governista vai preso! Grandes empresários, banqueiros, senadores, juízes, todo tipo de corrupto está indo para a cadeia e isso é muito bom, ninguém está acima da lei.   

    Na ditadura militar, só os oposicionistas iam presos e falar mal do governo militar era motivo de perseguição, prisão, tortura e morte. É bom lembrar que os militares superaram os civis, na ditadura militar, em número de vítimas do governo.

    No governo de Fernando Henrique Cardoso, nada era investigado tudo era engavetado. A imprensa chamava o Procurador Geral da República, nomeado por FHC, Geraldo Brindeiro, de “Engavetador Geral Da República”. A Polícia Federal, no governo de FHC, não tinha gasolina para os carros, e os telefones estavam cortados por falta de pagamento, era o que publicava a imprensa, e muitos diziam a falta de renovação dos quadros por falta de concursos públicos que esse desmonte que se estendia para o MPF, PGR, Justiça, era criminoso.

    Nos governos militares e tucanos era impensável processar o governo e motivos não faltavam. Hoje qualquer cidadão fala mal do ex-presidente Lula, que saiu do seu segundo governo com mais de 80% de aprovação. E também da Dilma, que foi eleita a 11 meses pela maioria dos brasileiros. Foi preciso muita luta para acabar com a ditadura e mostrar para a sociedade que ninguém está acima da lei!

    Essa ira inconcebível da mídia e da elite brasileira mostra que o PT apesar de todas as dificuldades está no caminho certo!  

    Rio de Janeiro, 28 de novembro de 2015 

      

    Emanuel Cancella é coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP). 

    OBS.: Artigo enviado para possível publicação para o Globo, JB, o Dia, Folha, Estadão, Veja, Época entre outros órgãos de comunicação.

    http://emanuelcancella.blogspot.com.

     

     

  18. Leo V

    28 de novembro de 2015 7:29 pm

    O desastre de Mariana é o

    O desastre de Mariana é o retrato do Brasil

    http://www.unicamp.br/unicamp/noticias/2015/11/23/artigo-o-desastre-de-mariana-e-o-retrato-do-brasil

    23/11/2015 – 15:14 

    Por Wilson de Figueiredo Jardim

    O rompimento da barragem de rejeitos de minério de ferro da Samarco ocorrido em 05/11 pode ser considerado o maior desastre ambiental já causado pelo homem no Brasil. Um número relativamente pequeno de vítimas frente à dimensão do evento, seguido por uma comoção mundial frente aos atentados terroristas em Paris que ocorreram na semana seguinte serviram para desviar as atenções do problema brasileiro. Similar ao que ocorreu quando do assassinato do então prefeito Toninho de Campinas, morto um dia antes do ataque às Torres Gêmeas em Nova Iorque , cuja atenção mundial acabou sombreando a morte do ex-prefeito.

    No entanto, o evento de Mariana serviu para mostrar a negligência e a inoperância dos órgãos governamentares frente aos eventos desta natureza. Mesmo para quem não tem formação técnica, um simples passeio pela região mineradora e siderúrgica de Minas Gerais mostra a degradação ambiental em todas suas formas: uma forte contaminação atmosférica associada a um passivo ambiental visível nos solos e águas, onde a fiscalização pelos órgãos governamentais (DNPM e FEAM) fica muito aquém do esperado. Nestas regiões a riqueza é para poucos, enquanto que a degradação ambiental é democratizada. Se as Normas Reguladoras da Mineração estivessem sendo seguidas na sua totalidade pela Samarco, este evento não deveria ter ocorrido.

    Quando o mar de lama desceu como uma avalanche para atingir o rio Doce, levando tudo no seu caminho, o governo descobriu que não sabia como agir, e começou o festival de barbaridades que não deve terminar tão cedo. Ibama, Ministério Público Federal e Estadual, agências ambientais estaduais, concessionárias de água, aventureiros, cada um falando sua linguagem própria. Afinal, qual era mesmo o material contaminante?

    A primeira ação conjunta que se esperava do governo era a identificação rápida e precisa do material que jorrou da barragem. Granulometria, densidade, composição química, potencial de lixiviação de intoxicantes, dentre outros para só assim poder avaliar os possíveis impactos para a saúde humana e a biota. Como isso não foi feito, surgiram especulações sobre a toxicidade, o arsênio se tornou metal (é um metalóide), o material particulado se tornou solúvel, e assim o mar de lama invadiu também o bom senso.  Isso mostra a inoperância do governo, incapaz de colocar um único interlocutor para coordenar as ações remediativas. Interessante é que tanto na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) como na UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) há uma série de dissertações e teses que mostram a caracterização e reuso desta lama. Mas parece que a desinformação é mais interessante do que a informação.

    O ápice do festival de barbaridades técnicas foi o uso de bóias de contenção de material flotante (principalmente óleos e borras de derrame de petróleo) para conter o material particulado que compõem o rejeito, o qual tem um diâmetro médio de 10 µm, e evitar sua dispersão no mar. Só faltou alguém sugerir o uso de um grande macaco hidráulico para levantar a foz do rio Doce e fazer o rio correr para a cabeceira. Humor à parte, o desencontro é tão grande que não seria possível descartar esta eventualidade.

    O material mais fino que compõe a lama de rejeitos irá se dispersar com o tempo ao longo do rio e no mar, causando um impacto transiente que já mostrou sua força. O fato é que temos agora um passivo ambiental residente de grandes proporções para tratar, visando restaurar ao máximo suas condições pré-acidente. A lama, contendo uma parcela apreciável de sílica, devastou as matas ciliares e ali se depositou, pelo menos em pontos mais próximos à barragem, e deve impedir a recomposição destas matas se não for removida ou recoberta com solo fértil. O leito do rio Doce recebeu uma quantidade de rejeito que deve atuar como se fosse um selo físico, impedindo trocas na interface água/sedimento, processo esse de vital importância para a saúde do sistema aquático.

    A recuperação desta bacia é processo de longo prazo, e somente terá sucesso se houver um plano de ação coeso, envolvendo vários atores que trabalhem num projeto factível, integrado, multidisciplinar, usando ao máximo todo o conhecimento que já está disponível visando o sucesso desta remediação. E por favor, esqueçam as técnicas mirabolantes e pirotécnicas, e concentrem-se na fiscalização efetiva e na prevenção.

    Wilson de Figueiredo Jardim é professor aposentado do Departamento de Química Analítica (DQA), do Instituto de Química da Unicamp

     

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