22 de junho de 2026

Invasão em reunião pró-Lula é “risco à democracia”, diz ouvidor da PM

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Jornal GGN – Júlio Cesar Neves, ouvidor da Polícia Militar de São Paulo, afirmou que a ação de policias em uma plenária de apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na subsede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em Diadema, é um “risco à democracia”. O ouvidor disse que vai cobrar explicações da Secretaria de Segurança Pública e comparou o episódio à ditadura militar. “Em 1964 começou assim”, disse.

De acordo com o deputado estadual Luiz Turco (PT-SP), um grupo de pessoas se reunia na subsede do sindicato na sexta à noite para uma homenagem ao ex-presidente quando dois policiais militares armados entraram no local, sem mandado judiicial. A PM negou qualquer tipo de invasão e intimidação aos sindicalistas.

Enviado por Henrique O

Do UOL

Ouvidor da PM diz que invasão em reunião pró-Lula é “risco à democracia”

O ouvidor da Polícia Militar de São Paulo, Júlio Cesar Neves, classificou como um “risco à democracia” a ação de policiais armados durante uma plenária em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva organizada pelo PT na subsede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em Diadema nesta sexta-feira (11).

Neves comparou o episódio à ditadura militar (1964-1985) e disse que vai cobrar explicações da Secretaria de Segurança Pública. “É algo inédito e precisamos saber de quem partiu a ordem. Isso é um risco à democracia. Em 1964 começou assim”, disse o ouvidor.

Segundo o deputado estadual Luiz Turco (PT-SP), um grupo de pessoas estava reunido na subsede do sindicato sexta-feira à noite para uma homenagem a Lula, que foi alvo de um pedido de prisão do Ministério Público de São Paulo na quinta-feira, e do ex-prefeito de Diadema e ex-secretário municipal de Saúde de São Paulo José de Filippi Junior.

Dois policiais militares armados com metralhadoras entraram no local sem mandado judicial dizendo que foram chamados para averiguar uma “denúncia” de reunião em favor do petista.

“Quando cheguei os policiais estavam em uma sala da diretoria e o nosso pessoal todo do lado de fora. Tentamos negociar a saída deles, mas eles já haviam chamado reforços”, disse o deputado.

Imagens publicadas em redes sociais mostram quatro carros da PM com sirenes acesas na frente da subsede do sindicato. Segundo Turco, os policiais pediram documentos dos participantes da reunião, inclusive parlamentares. Além dele, estavam no local o deputado federal Vicentinho e o estadual Barba, ambos do PT.

“Vamos tomar todas as providências cabíveis. Já preparamos uma representação à Secretaria de Segurança. Isso é um absurdo. Não estamos em 1964”, disse o deputado.

O ouvidor da PM também vai acionar a Secretaria. “Vamos tomar providências não apenas no âmbito da ouvidoria e da corregedoria. Vamos pedir uma explicação para a Secretaria”, disse ele.

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC divulgou uma nota na qual “insta o Poder Executivo Estadual a manter as suas forças policiais nos estritos limites da legalidade, contendo e corrigindo os abusos ocorridos”. A PM e a SSP foram procuradas, mas até agora não se manifestaram sobre o assunto.

PM “repudia conotação política”

Em nota enviada ao UOL pela Secretaria de Segurança Pública, a Polícia Militar afirma que “repudia a errada conotação política que alguns militantes políticos pretenderam dar a uma normal situação”. Diz, ainda, que “não houve qualquer tipo de invasão ou intimidação a sindicalistas”.
 
Segundo a nota, a PM foi informada, na noite de sexta-feira (11), de que uma passeata sairia da sede do sindicato em Diadema e enviou “uma única viatura” ao local “para verificar qual seria o trajeto, no intuito de providenciar a segurança dos manifestantes”.

Os policiais teriam sido instruídos a entrar no local para falar com os responsáveis, segundo a nota da PM, e lá foram hostilizados e impedidos de sair. “Para evitar qualquer tumulto, foram orientados a dirigir-se até uma sala reservada e aguardar a chegada da Força Tática”.

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13 Comentários
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  1. rdmaestri

    13 de março de 2016 7:37 pm

    Agora o comando vai lançar a culpa nos soldados.

    Como pegou muito mal, tendo a própria ouvidoria da PM se manifestado claro contra a ação, os comandantes vão procurar transferir a responsabilidade para os dois soldados, como sempre a corrente sempre arrebenta no ponto mais fraco.

  2. Bernardelli

    13 de março de 2016 7:49 pm

    SEI…

    É claro que eles não irão dizer que foi a mando do Geraldo Alckimin… Mas é bom que a segurança pública de São Paulo comece a se comprtar de outra maneira em realação aos PMs

  3. Calebe

    13 de março de 2016 8:04 pm

    Virou praxe cometer todo tipo
    Virou praxe cometer todo tipo de abuso tanto poilical ou judiciário e depois dizer que não existe conotação política ou que do.os apartidários. Quanta desfaçatez .

  4. edsontadeu

    13 de março de 2016 8:36 pm

    COBRAR  EXPLICAÇAOES  DA

    COBRAR  EXPLICAÇAOES  DA  SECRETARIA  DE  SEGURANÇA  como se ela  tivesse  controle  sobre  os  policiais  militares é  uma  piada.  A policia militar  age  independente  da  secretaria  e  dos  delegados  da  policia  federal.; Eles  nao  fizeram isso  atoa,  Quem  esta  por  traz  esse ouvidior  nao vai  poder  punir.  agora  se  isso custou  alguma  graninha  ao  PSDB  so  o tempo  dirá

  5. Celio Mendes

    13 de março de 2016 9:16 pm

    Blá, blá, blá, blá, vamos

    Blá, blá, blá, blá, vamos investigar, blá, blá,blá, estamos apurando, blá, blá, blá, isso é inaceitavel, mas no fim das contas vai ficar por isso mesmo, e assim o facismo vai deitando raizes fortes e a democracia vai dizendo adeus de mansinho enquanto é pisoteada por trogloditas.

  6. Severino Januário

    13 de março de 2016 9:40 pm

    O que a Globo está querendo

    O que a Globo está querendo fixar insistentemente é a impressão de que as manifestações foram de todo o povo brasileiro, e que o país não está mais dividido: Haveria hoje, segundo a Globo, a mesma unanimidade que houve no tempo do Collor. A Globo quer defender a ideia de que as manifestações foram gigantescas, e também que foram do povo em geral e não só da classe média. Esta deve ser a mesma posição do Comando Geral do Golpe. A Globo não toca no assunto de só ter gente da classe média nas manifestações, de elas terem sido, em todo o país, uma manifestação exclusivamente da classe média. E o esforço da Globo em não tocar nesse assunto que é flagrante, é um sinal claro de que este é o calcanhar de Aquiles da teoria golpista da Globo. Para tentar dar uma impressão de manifestação popular em São Paulo, a Globo ressalta o fato de que até políticos do PSDB foram hostilizados, como Alckmin. Ela evirta falar na hostilização da Marta, porque pode ser que a emissora ainda venha a adotar sua candidatura. Entretanto, é nítido que esta foi uma grande farra unicamente da classe média.

  7. Jose mestre Carpina

    13 de março de 2016 10:12 pm

    Agora é a hora de fechar a porteira…

    Porque, segundo Sérgio Reis, ali ” passa boi, passa boiada ! “…

  8. Jose de Almeida Bispo

    13 de março de 2016 11:02 pm

    A invasão foi nitidamente

    A invasão foi nitidamente comandada e com intenções de provocar uma tragédia com vista a animar a movimentação de hoje, domingo, 13. 

    Uma lástima, porque se não brinca, literalmente, com armas.

    De histórias de provocações policiais a serviço dos coronéis da política, Itabaiana, minha cidade, está cheia; porém, os dois casos mais notórios foram os que vitimaram em 14 de junho de 1916, a Francisco Pereira de Andrade, e o que desaguaria no assassinato duplo do deputado federal Euclides Paes Mendonça e seu filho, o deputado estadual Antônio de Oliveira Mendonça, em 08 de agosto de 1963Em 1916, a polícia era “do coronel Sebrão”, literalmente. Mandava prender e bater ou soltar quem ele queria e quando queria. O padre Vicente Francisco de Jesus, por conta de um dissenso de Sebrão querer batizar à força um filho com uma rapariga(no sentido pejorativo brasileiro), coisa que a Igreja não permitia, ameaçou o padre que naquele ano acabaria por não realizar a tradicional Festa de Santo Antônio, graças às ameaças de Sebrão. Mas o padre era teimoso e tinha lá sua resistência coronelista também: armou três amigos com mausers alemãs, moderníssimas, criando assim uma mini-milícia pra se defender, durante uma “desobediência” a Sebrão, ao tentar realizar rezas “não autorizadas”. A polícia, de Sebrão (mesmo sendo nomeada, paga e administrada, em tese, pelo Estado), resolveu desarmar os três… na igreja. Os três, ao receberem do cabo Mamona ordens de prisão e de baixar armas, resolveram reagir intimidando o cabo. Só que não souberam manejar as armas, e, dois deles correram. Mas, Francisco Pereira de Andrade, havia caído de um cavalo no dia anterior e machucado o tornozelo, não pôde fazer o mesmo e começou a se defender do sabre do policial, andando de costas, até cair, e ser varado pelo próprio e outros que já havia chegado.Sobre Euclides Paes Mendonça (tio de João Carlos Paes Mendonça, do Grupo Bom Preço e Jornal do Comércio de Recife), sabedor que não contaria com a polícia “de Seixas Dória”, eleito governador em 1962, pra cobrar os impostos municipais, mesmo temeroso realizou um sonho seu: armar a Guarda Municipal. Não tardou e a polícia do governador Seixas Dória resolveu confrontar a Guarda. E mandaram logo um pobre coitado de um garotão, cheio de prepotência e absolutamente nenhuma experiência, filho do comandante mais querido dentro da corporação, que acabou levando um tiro não mortal, vindo a morrer misteriosa e injustificadamente depois no hospital. Foi o suficiente pra TODA A POLÍCIA jurar pena de morte a Euclides e o assassinar e ao seu filho, depois que um tiro a esmo passou de raspão na perna de um comandante que “protegia uma passeata” (já viram disso em algum lugar?), feita pelos partidários do chefe político local e do governadorAÍ, ALCKMIN MANDA A POLÍCIA PROVOCAR OS SINCALISTAS EM DIADEMA.E vivas à República Velha com seus tribunais viciados, seus juízes mermados, seus promotores inescrupulados, e seus policiais pistoleiros.Em 1917 o padre Vicente Francisco de Jesus, foi transferido para Bom Jesus da Lapa (BA), e depois para Jabotical(SP), e em seguida foi vigário da catedral de Lins (SP), onde faleceu em 3 de maio de 1960 aos 75 anos.

    1. thiago santini

      14 de março de 2016 2:27 am

      PM CORROMPIDA

      Se investigarem vão descobrir que esses militares podem ter sidos corrompidos. Os derrotados das eleições estão como cachorros loucos, para denegrir as imagens de Lula e Dilma. 

  9. André Oliveira

    13 de março de 2016 11:06 pm

    Isso é obra do Alckmin.
    Isso é obra do Alckmin.

  10. Marcos Antônio

    13 de março de 2016 11:34 pm

    Nada acontece por acaso…

    Ele deve ter criado um divisão especial para este momento…

  11. altamiro souza

    14 de março de 2016 3:36 am

    oo pior é que a secetaria

    oo pior é que a secetaria sempre dá uma explicação fajuta para a truculencia….

    como se houvesse explicação para isso…

    ora, bastaria um telefonema….

    não essa manifestação de arrogancia e violencia…

  12. Almeida

    14 de março de 2016 8:59 am

    A repressão também aconteceu na Bahia.

    Se em São Paulo a PM é do Alckimin, de quem será mesmo a PM da Bahia?

    Militante do Movimento Passe Livre é preso durante protesto

    “Um dos líderes do movimento A FAVOR DO EX-PRESIDENTE LULA e militante do Movimento Passe Livre (MPL- Salvador), Walter Takemoto, foi preso durante a tarde deste domingo (13/3) por uma operação conjunta da polícia civil e militar. Segundo a polícia, ele foi levado em uma viatura acusado de atos de vandalismo durante a manifestação que ocorre na Barra”.

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