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Lula, Ciro e a frente das esquerdas, por Luís Nassif

Com o fracasso do petismo, com sua estratégia de conciliação,  as esquerdas retornaram aos tempos heroicos, aquele do “em cada cabeça uma tendência”. Não chegam às baixarias da direita, de envolver famílias, apelar para insinuações sexuais, mas são muito mais dispersivas.

Em geral,  dedicam mais energias a combater os grupos do mesmo campo de luta do que os adversários; têm uma dificuldade imensa em identificar os pontos centrais de uma estratégia política, perdendo-se em quizílias e detalhes irrelevantes,  e, também, uma virtude/vício enorme, de questionamento permanente das estruturas vigentes na própria esquerda.

Do PT nasceu o PSTU, revolucionários, depois, o PSOL, todos brandindo, em geral, um antipetismo maior ainda do que o anti-neoliberalismo. E se somam a esse universo sindicatos, grupos sociais com agenda própria, como o MST (Movimentos dos Sem Terra) e MSTU (Movimentos dos Sem Teto Urbanos), outros menores, espalhados pelos quatro cantos, mais objetivos do que os agrupamentos políticos, mas sem condições de oferecer o projeto unificador das demandas.

O amálgama geral deveria ser o projeto de país, os princípios de uma política econômica desenvolvimentista e social – e há inúmeros diagnósticos espalhados entre as universidades (Unicamp, UFRJ, UFMG, EE-FGV), mas sem liga com as bases – e um candidato competitivo em 2018.

O caminho óbvio é a constituição de uma frente de esquerdas, não mais o predomínio de um partido. Mas há uma gama enorme de desafios pela frente.

Primeiro, os desafios concretos:

1.     A incapacidade do partido maior, o PT, liderar a frente, e mesmo de se alinhar com os novos tempos, devido à  estratificação ocorrida em sua estrutura de comando. No PT, a mudança virá de fora para dentro.

2.     O surgimento de novos grupos sociais criados a partir das redes sociais, que abominam qualquer forma de verticalização de comando, mas que tem a vitalidade do novo, como tinham os movimentos sociais dos anos 80. E que até hoje não encontraram espaço adequado na frente de esquerdas. A maneira como o PT jogou ao mar o MPL (Movimento Passe Livre) é um clássico do pensamento autofágico da esquerda, com o velho devorando o novo. A maneira como Luciana Genro, do PSOL, despeja sua ira exclusivamente sobre o PT, outro clássico de como o novo não se liberta da ira freudiana de destruir o pai.

3.     A dificuldade em consolidar um projeto de país que expurgue da social-democracia as concessões absurdas feitas ao mercado - em nível global, saliente-se -, mas que, ao mesmo tempo, não embarque na visão de um socialismo utópico.

4.     O fracasso das políticas de conciliação e a dificuldade em definir as novas bandeiras, que ampliem o campo de alianças e não limitem as esquerdas a uma militância de guetos.

Os dois discursos que melhor sintetizam os novos tempos são os de Lula e Ciro Gomes, ambos com alguma diferença de nuance.

O de Lula sensibiliza uma base maior, pelo simbolismo do seu nome, pelas lembranças da fase áurea do país e por sua posição nas pesquisas eleitorais para 2018. O de Ciro sensibiliza os que julgam impossível um pacto de convivência com os setores que deram o golpe, tendo em vista o fracasso da política de conciliação de Lula e Dilma.

A política é mais sujeita aos movimentos dos ventos do que supõem os mais radicais. Ambos não sairão candidatos ao mesmo tempo. O arco da esquerda ou estará com Lula ou com Ciro, e o outro apoiará. Nem a definição se dará agora.

Hoje em dia, o direito de preferência é de Lula. Amanhã, poderá ser de Ciro.

Lula terá que  passar pelas armadilhas da Lava Jato e da sua própria exaustão com a política, normal em que perdeu seu grande ponto de apoio emocional e jamais teve um minuto de folga a vida inteira.

Se Lula se candidata, Ciro terá posição central no novo governo. Se, pelo contrário, a frente do golpe conseguir inabilitar a candidatura de Lula, a vaga é de Ciro. Há ainda a hipótese, nada remota, de Lula poder ser candidato, mas abdicar em favor de Ciro. E a hipótese concreta de que, lançando antecipadamente Ciro, ele se torne rapidamente alvo de todas as pós-verdades da mídia.

Todas essas hipóteses dependem de um conjunto de circunstâncias que ainda estão indefinidas:

1.     Qual a tendência que se imporá nas forças golpistas com o aprofundamento da crise: implosão, novo arco de alianças para enfrentar o fenômeno Bolsonaro ou adesão a uma ultradireita feroz?

2.     Tentativa de reforçar o Estado de exceção defendido, entre outros, pelo Ministro Luís Roberto Barroso, do STF,  ou a busca de um novo consenso?

3.     Como se comportarão as Forças Armadas?

Por tudo isso, a estratégia das esquerdas, no presente, não definirá antecipadamente o candidato em 2018.

O foco das esquerdas, no momento, é sair da defensiva, se aglutinar em torno de algumas teses centrais, estimular as discussões em torno de um programa de governo. E a única pessoa capaz de promover essa articulação é Lula. Poderiam ser os governadores de esquerda, reunidos em torno de um Conselho, mas aí se trata de um desenho inédito que ainda não conta com uma liderança aglutinadora.

Lula paira acima das idiossincrasias das esquerdas e do próprio PT. Em que pese ter sofrido o maior bombardeio jornalístico da história, continua vivo e as lembranças dos anos de ouro do lulismo são o instrumento mais forte para aglutinação de grupos sociais, políticos e até empresariais.

Sua candidatura tem inúmeras vulnerabilidades, a maior das quais é o profundo sentimento anti-Lula que a mídia conseguiu incrustar em largas faixas da população. Mas são restrições para serem avaliadas mais perto das eleições.

Por ora, a única maneira de consolidar um arco de esquerdas – fundamental para alicerçar qualquer veleidade política não só de Lula, como de Ciro – é unir-se em torno de Lula.

Daí a importância do teste do Manifesto.

A petição pedindo a candidatura de Lula pode ser acessada clicando aqui.

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170 comentários

Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

Política, política, política e política

Não diria que a política de conciliação fracassou, pois durou treze anos e fêz muita coisa. Desandou, por falhas do PT, quais sejam, conciliação "em excesso", o tal "republicanismo" e acomodação burocrática da cúpula partidária. Sem contar uma geração de políticos sem sangue nas veias. Com esses Humberto Costa, Vianas, Tarsos, Cardozos e covardes que não aparecem, não há partido que resista. Salvam-se poucos como Lindeberg, Pimenta, Wadih e Gleisi.

Não falo nas "falhas" da direita, que deu o golpe, porque não foi falha, muito pelo contrário. Falha é não ver que em algum momento eles cansariam de perder eleição e partiriam para o tudo ou nada. Leia a história do Brasil e se constata que a direita brasileira é golpista, sempre foi.

Infelizmente, apesar de admirar profundamente a Dilma, por sua história fantástica, sua honestidade e coragem, sua figura foi a chave do desmantelamento do projeto conciliatório do PT. Fêz conciliação excessiva onde não devia, como com a mídia e a burocracia coxinha tucana no aparelho estatal.

Onde deveria ter jogo de cintura, na política "profissional", foi intolerante e/ou ausente. Sem conversa não há política. E aí a gente chega na palavra mágica. Política. Sem fazer política não há projeto de país, que Dilma tinha, que se sustente. Faltou política no sentido pleno no governo Dilma

 

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Juliano Santos

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Ciro Medeiros

os 30% do eleitorado que irá decidir a eleição

"O foco das esquerdas, no momento, é sair da defensiva, se aglutinar em torno de algumas teses centrais" - aproximadamente 30% do eleitorado, proveniente das mais variadas classes sociais, desenvolveu um bloqueio emocional pra qualquer coisa associada ao Lula ou ao PT. Isto significa que eles jamais conseguirão analisar racionalmente qualquer tese que lhes for apresentada se o Lula estiver defendendo essas teses.

Por outro lado, tristemente, há aproximadamente 40% do eleitorado que é incapaz de entender essas teses por falta de capital cultural, mas tende a seguir um líder que sinta empatia pelo povo que, no nosso caso, é o Lula. Não será esse eleitorado que irá decidir a eleição porque ele, virtualmente, já se decidiu sobre seu voto: será na esquerda. Quem irá decidir a eleição são aqueles 30% mencionados anteriormente.

Dentre esses 30%, há muitos empresários pequenos e médios, assim como produtores rurais e, principalmente, assalariados que tendem a seguir a visão dessa pequena e média burguesia. A dicotomia entre esquerda e direita esconde o que realmente importa - os mecanismos de vampirização da população via dívida pública que existem em praticamente todos os países do mundo ocidental - e joga essa pequena e média burguesia para a direita do espectro político. Não é sem razão que a crise das esquerdas no mundo é, em grande parte, devido a partidos que aceitaram esses mecanismos de vampirização impostos pelos grandes bancos. O Lula não tem capacidade intelectual e nem emocional pra enfrentar esses mecanismos, mas ele é a esquerda que "deu certo" mesmo sem enfrentá-los - os 40%, que não entende esse jogo, se lembra disto e o seguirá. O mesmo jamais ocorrerá com os 30% de pequenos burgueses se eles não analisarem as teses centrais antes e, somente depois disto, ponderarem se votar na direita dos grandes bancos faz sentido para melhorar suas próprias vidas.

O único modo de induzir esses 30% a analisar as teses é através de um candidato que, inicialmente, se ponha afastado do PT e de Lula; esse candidato é o Ciro Gomes.    

 

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"Lula paira acima das

"Lula paira acima das idiossincrasias das esquerdas e do próprio PT. Em que pese ter sofrido o maior bombardeio jornalístico da história, continua vivo e as lembranças dos anos de ouro do lulismo são o instrumento mais forte para aglutinação de grupos sociais, políticos e até empresariais."

Discordo da primeira frase. Lula alcança na melhor das hipóteses, hoje, a união do PT e do PCdoB, que aliás são aliados históricos. Provavelmente continuariam aliados em 2018, com um eventual desgaste na tentativa de encontrar um outro nome capaz de aglutiná-los. PDT e PSB que historicamente ofereciam lideranças alternativas na esquerda não aparecem mais nessa esfera de influência, embora há que se contar com uma grande descaracterização de identidade dos dois partidos nos últimos anos. No que resta da esquerda, é um cada um por si. Todos se unirão na derrota, como diz o ditado.

No mais, o que Lula oferece é um bom "recall" eleitoral, por conta da longa trajetória política como nome central desde 89. Isso é o que está dito na segunda frase e eu concordo. Mas há também que se ter a exata conta dessa vantagem de Lula para também não achar que só isso é o suficiente para tendo limões fazer uma limonada. Desde a década de 90 que Lula tem pelo menos entre 25 a 30 % de preferência do eleitorado de esquerda, principalmente depois que Brizola saiu de cena em 94. Logo, ele aparecer com algo em torno de 1/3 da preferência não quer dizer absolutamente nada. Ele simplesmente está mostrando a força que sempre teve minimamente. Preocupante seria se tivesse menos que isso. Ter algo significativamente maior que isso é que são elas. Lembre-se que, apesar de tudo, sempre foi necessário um segundo turno para derrotar os tucanos, coisa que por exemplo não foi necessário em 94 e nem em 98.

Uma candidatura vencedora não se faz só com terreno conquistado, ainda mais no sistema brasileiro onde são necessários 50% dos votos válidos. Mais que isso, não se faz apenas pensando na presidência ou só no governo federal. Ou seja, ele tem que conquistar não só uma boa parte dos outros 2/3 que não revela preferência explícita nele. Também tem que convencer a esse povo a escolher gente para câmara, senado e governos estaduais que sejam comprometidos com um ideal a ser defendido e não simplesmente moscas que ficam sobrevoando em torno e que facilmente se afastam.

Agora, olhando para o histórico de eleições dos últimos 20 anos, sabemos também que há cerca de 1/3 do eleitorado pelo menos que é fanaticamente anti-Lula e anti-PT. E há o restante que é cético com relação a tudo e muda de opinião conforme a direção do vento. Esse último grupo é quem decide de fato os rumos da política nacional. Se é certo que uma parte expressiva desse grupo esteve com Lula e Dilma até 2014, também é certo que o apoio desse grupo sempre foi relativo, já que a soma de votos para presidente não se traduzia em votos para governadores, deputados e senadores. E isso em uma época onde em teoria "estava tranquilo, estava favorável"...

O grupo dos 1/3 anti-PT nunca esteve tão radicalizado quanto está agora. Não espere deles qualquer movimento em direção ao centro ou mesmo alguma reflexão. Quem tem que fazer esse movimento é o eleitorado restante historicamente volátil. Esse pessoal é que não é neoliberal de carteirinha mas que pode ser descrito como conservador e clientelista é que vai definir o resultado da questão. É bom lembrar que esse pessoal não é dogmático como é a direita neoliberal ou a esquerda mas é muito sensível as campanhas de mídia, ao mesmo tempo em que está sempre de olho na situação geral para ver se o horizonte próximo melhora ou piora. Desnecessário dizer que a mídia em conjunto vai estar contra quem representar a esquerda mas é necessário lembrar que a piora da situação começa com Dilma, ao abraçar o pacote Levy. Isso vai ter um preço a ser cobrado no futuro próximo e não vai ter muito como livrar o PT ou Lula dos erros de Dilma.

É bom lembrar que Ciro Gomes também tem seus problemas pois parece tão personalista quanto Lula e ainda por cima concorre tendo por base um partido que só era confiável quando tinha a liderança inconteste de Brizola. Ciro se cacifou muito por conta dos erros do PT, em particular no segundo governo de Dilma. Eventualmente poderia herdar a totalidade dos votos de Lula caso tivesse seu apoio explícito mas também teria dificuldade na negociação com o congresso. Não vejo nenhum cenário claramente favorável para a esquerda mesmo com o derretimento do governo atual porque é totalmente incerto como o terço volátil do eleitorado vai se comportar nas eleições gerais (obviamente se elas existirem) para os cargos do legislativo e executivo estadual. A princípio, tendo a achar que o impasse continuará com um parlamento hostil à esquerda, seja quem quer que leve a presidência. Se isso se confirmar, vai ser quase inútil ter eventualmente levado a presidência pois quem quer que esteja lá, vai estar de mãos atadas.

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Boeotorum Brasiliensis

o branding do Ciro está errado

O problema com Ciro é a (des)construção de imagem.

Você escuta o discurs dele por 20 minutos e faz sentido, mexe com sua ânsia de ver o país mudar e acabar as práticas de ataque às grandes possbilidades que Brasil oferece. Voce ouve ele a segunda vez esperando o capítulo seguinte e assiste ao reprise do primeiro episódio.Dá uma certa frustração, mas, vá lá. Então você vai ouví-lo pela terceira vez e... Episódio 1, novamente. O discurso dele mostra um plano de voo de galinha. Das duas uma, ou é isso mesmo, um discurso decorado e oportunista ou ele é m. uito ruim, sendo que as hipóteses não são mutuamente excludentes.

Além do mais, se você não tem um plano bom, pelo menos tem de ter empatia com o eleitor e uma postura que cative e atraia. No caso dele, nem uma coisa, nem outra. Ninguém, acho eu, compra aquela conversa de cabra-macho-do-sertão, um Virgolino do Bem. Também sabemos que o sotaque nordestino é forçado e que o inglês dele é ruim. Então deveria parar de falar "corno féa-da-puta" e esquecer a passagem pelo curso Wallita em Harvard ou Yale, sei lá. Todas as Ivy League têm programas de verão onde o cara paga uma baba para não estudar, fazer academic tour e ganhar credencial e endereço de emai no Alumni. Ficar anuciando mestrado fake nos USA a cada discurso é pedantismo e não credencia ninguém, nem em Sobral.

Para completar, a estratégia de diferenciação na construção de marca não é feita batendo geral. Ele bate no governo golpista ao mesmo tempo qem que bate em Lula. Bater em golpista é necessídade óbvia e trend da próxima estação. Logo, isso não cria diferenciação. Bater no líder de pesquisa, outro trend visível, cria diferenciação sim, mas aumenta a rejeição.

Ciro cria é a imagem do típico líder estudantil. Mete bronca em um discurso inflamado contra o sistema ligado no foda-se porque no fim a galera bate palma, as mina ficam ligada e vai ter cerveja a rodo com churrasquinho de gato na sequência. E amanhã? Amanhã, tem mais.

Entre esse canabrava e o Xuxu do PT, o Haddad, fico com o segundo.

 

 

 

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ana s.

O PSTU É ANTERIOR AO PSOL

Lembro que em 1992 o PSTU já lançava candidato (olímpico) à prefeitura do Recife. O PSOL só foi criado depois de Lula assumir a Presidência, quando Heloísa Helena, Luciana Genro e outros foram expulsos do PT por se recusarem a votar com o governo. 

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Carlos Eduardo Rodrigues

Opinião divergente

A politica de conciliação não falhou e sim a divisão de poder feito pelo PT que falhou. No Brasil ocorre  atualmente uma impossibilidade de não haver um governo de conciliação.

Primeiro a constituição estabelece que muito dificil governar sem metade dos parlamentares , já que eles tem poder de controlar o orçamento e várias outras decisões do executivo. Além disso sem um terço deles é impossivel devito ao fato do legislativo poder alterar a constituição.

O PMDB esteve presente em todos os governos desde a redemocratição, é o partido com maior poder politico se comparado o numero de vagas preenchidas no executivo e legislativo. FHC ainda como presidente descreveu que é impossivel governar sem o apoio do PMDB. Se juntarmos todo o PMDB  , mas os partidos de direita mais os outros partidos estilo PMDB, teríamos perto de 2/3 do congresso.

A questão de se trabalhar com o PMDB como aliado é como disse Maquiavel em O Príncipe, não faça aliados maiores que você em uma guerra , pois quanto tiver oportunidade de trairão.

Mas temos que o PMDB é um partido bem heterogênio, não tem apenas Cunhas e Temeres, existem pessoas estilo Requião. A batalha de poder dentro do PMDB é importante para o mínimo de governabilidade. Quem o governo eleito apoiar terá o poder ampliado mesmo que não consiga a maioria do dentro do PMDB  terá melhor condição de governabilidade, além de que com algumas reformas políticas estabelidas durante o governo, poderá enfraquecer a oposição dentro do PMDB.

Além disso, o PT e o PSDB fazem vários acordos estilo regionais, com ele dividinto o cargo de prefeito e de vice por exemplo. Assim como o PSDB nasceu do centro-esquerda, a sua base não é tão homogênia quanto o seu topo. Talvez de para apoiar integrande de esquerda do PSDB, que mesmo que não seja capaz de oferecer apoio ao governo, seja capaz de enfraquecer a oposição do PSDB e diminuir o poder do Aécio e compania.

É claro que considero ambos os difíceis, principalmente o último , mas acho que precisão ser efetuados a longo prazo e a níveis regionais.

Acordos com outros partido de centro também precisão ser feitos com cautela pois só apoiaram o governo enquanto estiver tudo bem e abandonaram nas dificuldades.

No fim consiste em dividir a oposição, e converter parte dela em aliado, enfraquecer quem te considera inimigo e usar um contra o outro. Repare que o que foi dito aconteceu diversar vezes na história, só que agora foi convertido para a realidade brasileira.

Segundo em relação a frente de esquerda, acho que como está sendo idealizado difícil de acontecer. Possivelmente tanto Ciro quanto Lula se canditarão(a não ser que aconteça algo impedindo isso). No entanto acho que ambos chegaram em um acordo para apoiar em quem ganhar. Pessoalmente prefiro o Ciro, e acho que seria extremamente importante que parte dos votos do Lula se transferisse para o Ciro, e garantisse um segundo turno entre dois. Isso enfraqueceria o PSDB mais que o Lula ganhasse no primeiro turno e tornaria possivel uma mudança de rumo e do quadro interno do PSDB para uma posição mas a esquerda.

Acho que o mais importante agora é pararmos de olhar a curto prazo, ou seja apenas para essa eleição e tentarmos mudar a situação politica em uma única jogada e estabelecermos um processo ao longo prazo com mudanças graduais mas permanentes.

(Sun Tzu- Ao lutar contra o exército inimigo não torne a torne uma batalha de vida e morte o morte para ele pois ele irá lutar com todas as garras para viver , deixe sempre uma rota de fuga para ele assim a tropa inimiga não ficará unida e não terá coesão durante a batalha.

Trate as cidades conquistadas com repeito assim elas te fornecerão tropas e mantimentos)

Desculpe pelos erros, nunca gostei muito de redeção apesar de gostar de ler.

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Algumas peças adicionais para

Algumas peças adicionais para o xadrez:

1)      O Brasil segue sendo um dos países mais desiguais do mundo graças a uma sofisticada engrenagem política, onde a mídia joga um papel central.

2)      No Brasil a distância entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres era em 2009 19 vezes (caiu em 2014 para 16 vezes); na União Europeia (25 países) essa distância é em média 5,5 vezes.

3)      A concentração de renda historicamente tem sido alavancada pelo Estado. Tivemos sempre um “Estado social para os ricos”. O maior exemplo é a política de juros, mas não apenas. As políticas educacionais, transportes, habitação, saúde etc. sempre foram de péssima qualidade quando destinadas aos pobres. Diferentemente do investimento público nos espaços dos ricos, receita federal, detrans, aeroportos, câmaras legislativas, tribunais. Por que são horrorosas as prisões? Porque lá só tem pobre.

4)      Na era da globalização, com uma competição cada vez mais acirrada, com renda sendo apropriada globalmente e em larga escala por diminutas e poderosas elites, a ascensão social está cada vez mais difícil. Para as classes altas e médias, o acesso direto às benesses do Estado e a manutenção da engrenagem da exclusão, passa a ser uma luta de vida ou morte. Não há na globalização um lugar ao sol para todos.

5)      O petismo ameaçou a engrenagem da concentração de renda e da exclusão. Democratizou oportunidades, aproximou os mais pobres dos mais ricos. São inúmeros os exemplos, a começar pelas cotas de 50% nas universidades. Um duro golpe para a classe média que se sacrificou anos a fio para colocar o filho no curso de medicina e agora disputa apenas metade das vagas e não tem dinheiro para pagar uma faculdade privada caríssima ... Por isso a classe alta e média é visceralmente antipetista. 

6)      Não foi a política conciliadora de Lula que fracassou, e sim o voluntarismo de Dilma que partiu para o confronto (baixando juros, tarifas de energia, taxas de cartão de crédito) sem ter articulação política que bancasse as medidas. A conciliação de Lula garantiu na verdade as três (re)eleições.

7)      O governante não é dono do Estado. Há uma tendência a superestimar a margem de manobra nos países da periferia porque aqui o Estado tem atuação decisiva em áreas nevrálgicas da economia (câmbio, infraestrutura, ordenamento jurídico ainda em construção, sem falar no peso das estatais). Mas, mesmo sendo mais atuante que nos países do centro, qualquer medida que confronte os grupos econômicos hegemônicos, ainda que marginalmente, exige uma mudança de correlação de forças no cenário político. Não existindo essa mudança, fatalmente o governante entrará num impasse e terá que se curvar ao status quo. E aí não adianta ser voluntarista.

8)      As teses do Ciro são boas. Mas não me parece um político muito talentoso. Não consegue sequer agregar o(s) partido(s) por onde andou. Não há comparação com o Lula. São anos luz de distância.

9)      O problema é que o Lula e o PT encarnam a luta pela inclusão social, tudo que as classes médias e altas não querem. Mas isso não deve ser um obstáculo intransponível, acertando-se a mensagem como um todo.

10)   Um programa de governo tem que conciliar interesses da grande maioria. Os confrontos devem alvejar pequeníssimas minorias. A política de juros; as mordomias dos legislativos; a desnacionalização.

11)   Quanto ao grande confronto dos historicamente excluídos, dos 50% mais pobres contra os 20% mais ricos, o protagonismo tem que ser do próprio povo e o mercado tem que ser trazido para o centro da briga. Não cabe ao governante encabeçar  essa luta, e sim apoiá-la.

12)   Juntamente com as igrejas, é a grande mídia que forma e molda os consensos políticos. Um projeto de governo sem um projeto de mídia é perda de tempo.

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Lula, Ciro e a frente das esquerdas

-> Por ora, a única maneira de consolidar um arco de esquerdas – fundamental para alicerçar qualquer veleidade política não só de Lula, como de Ciro – é unir-se em torno de Lula.

como encaixar num quebra-cabeça a peça definitiva, mesmo sabendo que ela não vai se encaixar? como colocar em jogo o craque que decidiria a partida, mesmo sabendo que ele apenas quer jogar para a platéia? como jogar na mesa o triunfal às de trunfo, se ele insiste em pular fora do baralho?

o cenário que vivemos no Brasil é inédito e, ao mesmo tempo, aterrador. nunca antes neste país o jogo esteve tão às claras, mas nunca também as cartas estiveram tão embaralhadas.

mais uma vez o novo tenta nascer, não apenas o velho se recusa a morrer, como é mantido artificialmente vivo, conectado a caros aparelhos, ironicamente denominados pela indústria médico-hospitalar como “suporte de vida”.

mas o que nasce primeiro? o programa mínimo e sua estratégia? ou o candidato viável eleitoralmente para viabilizá-lo?

ou continuamos nos perdendo nas falsas questões? e sendo assim, qual a questão que, de fato, importa?

estamos todos num travessia. num interregno. na escuridão de uma noite perversa, procuramos pela saída. mas já estamos fartos de saber que já não há saídas. houve sim um caminho de entrada para a crise. mas por ele jamais poderemos retornar.

há momentos em que o tempo se contorce, gira em torno de si mesmo. passado, presente e futuro se misturam. as decisões tomadas nestes momentos afetam não apenas o futuro, como resgatam o passado. os fatos passados ganham não apenas outra interpretação, como uma outra dimensão.

é nestes momentos que se engendra a História.

afinal, o que desejamos? desejamos autenticamente “fazer História”?

sim, é verdade. não devemos nos enganar. sabemos muito bem que temos apenas duas mãos e o sentimento do mundo. mas o que é o mundo, senão as pessoas? e são as pessoas que mudam o mundo. são as pessoas que fazem a História.

o tempo do jogo é agora.

vídeo: “Capitão Fantástico” – cremação

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"É a economia, estúpido!", mas... tem dissonancia cognitiva tb:


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“Cria cuervos...”: Bolsonaro cassado no STF é bom?


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Algumas correções sobre o "petismo"

O "petismo" não fracassou coisa nenhuma. Tem uma longa e detalhada história de sucessos que começou antes ainda da própria fundação do PT, com as greves feitas no final dos anos 70. O PT é o único partido de esquerda e de massas que existe no Brasil. Por isso apanha feito cachorro durante 24 horas por dia.

Não foi só o PSOL que nasceu do PT: foi o PSOL, o PSTU, a Rede, o PCO, etc. Na última eleição presidencial, por exemplo, tivemos 7 candidaturas presidenciais, das 11 existentes, com pessoas que fundaram o Partido dos Trabalhadores ou que militaram durante décadas no Partido dos Trabalhadores. O PT é a grande novidade da história política do Brasil, a ponto de ser capaz de ter sido a origem de quase 2/3 dos candidatos presidenciais de 2014.

Outro ponto é que tirando o PT a esquerda é microscópica - o que é um sério problema - e praticamente irrelevante. Partidos nascidos de erros estratégicos ou do ódio e do ressentimento (como PSTU e PSOL) não comandam coisa nenhuma.

Outro ponto é a respeito do tal de MPL, movimento que depois da idiotice completa e absoluta do junho de 2013 caiu no mais cavernoso ostracismo de que se tem noticia. E, ao contrário do que Nassif disse, o MPL contou desde o primeiro minuto com o apoio - a meu juízo equivocado - de Lula, de Dilma, do PT e da JPT. A ponto de serem chamados ao Palácio do Planalto para conversar e tudo mais. Absolutamente nenhum dirigente político do PT criticou o junho de 2013 quando o evento aconteceu. Todos exaltaram, de maneira ingênua até onde a vista alcança, aquela 'autêntica manifestação popular'.

O junho de 2013, como alertamos aqui desde o seu miserável nascedouro, nada mais era do que o ponto de inflexão a partir do qual a direita se rearticularia a nível nacional. Tínhamos um país com inflação controlada, pleno emprego, investimentos públicos e privados em alta, grandes projetos de infraestrutura e se jogou tudo fora a partir da patética consigna dos 'vinte centavos' e da ainda mais patética consigna do 'Não Vai Ter Copa'. Me admira que as pessoas ainda fiquem glorificando o MPL, que não representa coisa nenhuma e que apenas foi usado como mula da direita em 2013 para detonar uma 'Revolução Colorida' em Pindorama.

No mais, é evidente que a únida candidatura viável do campo democrático e popular é a de Luiz Inácio Lula da Silva. Nenhuma outra tem densidade política capaz de fazer frente ao que aí está. De todos os modos é preciso dizer que soa até meio ridícula essa campanha risível de que o "PT está morto", de que "com o PT não dá mais", etc. A quem interessa essa lenga lenga contra o único partido de esquerda com real penetração social e enraizamento nacional que existe no Brasil?

O PT terá candidatura própria em 2018 - com Lula ou sem Lula. Isso é e será cada vez mais uma justa reivindicação da militância do Partido dos Trabalhadores. Se até o PSDB, que não vence uma eleição presidencial desde o século passado, sempre teve candidaturas próprias, é evidente que o PT - vencedor de todas as eleições presidenciais no século XXI - tem todo o direito do mundo de querer e de ter candidatura própria em 2018 para defender o seu imenso legado.

Quando se fala em "Frente de Esquerda" ou em "Frente Progressista" fico muito satisfeito. Mas não me iludo. Jamais existirá essa frente se colocarem como pré-condição que o PT abdique de sua história e da vontade hiper majoritária da sua militância. E de quaisquer modos, as nano agremiações do PSOL e do PSTU jamais farão uma "Frente Política" com o PT. Preferem ficar no 1% fingindo que comandam alguma coisa que ninguém nunca vê em lugar algum.

Que Ciro seja candidato e que a esquerda tente formar uma coalizão política. Mas Lula também será candidato e se não for o PT terá candidatura própria sem nenhuma sombra de dúvidas.

Por imposição, repito, da militância que já está se pintando para a guerra e não vai abrir mão de defender as suas cores, teses, bandeiras e legado em 2018.

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Diogo Costa

Coxinha arrependido

Coxinha arrependido

 

https://www.youtube.com/watch?v=cLSzwzVaZ9s

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WELINTON NAVEIRA E SILVA

Lula & Ciro

 

A candidatura conjunta Lula e Ciro seria imbatível. Sem a menor dúvida. É projeto que já deveria estar em pleno andamento: questão da sobrevivência do Brasil como nação.

 

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Foore

Lula, Ciro e as esquerdas naufragarão..

Esperar que depois do desgaste ético e moral de todos os partidos liderados pelo PT , tenham qualquer chance de sobrevivência é inútil . O mesmo fim das candidaturas de esquerda das prefeituras terão as esquerdas " revolucionarias"
RIDÍCULOS....

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Chances de Lula

Se lembre:

Na última CNT\MDA, apontoua 20% brancos e nulos.

Em torno de 10% de indecisos. Consideramos metade para cada lado, ou seja 5%.

Mais. A abstençao está girando em torno de 10%.

Em média brancos, nulos, mais abstenção está girando em torno de 30%.

Os VOTOS VÁLIDOS É; 100 - 30 = 70%

50% dos votos válidos é = 35%

Lula tem 30%

Ciro tem 5%

Os dois Juntos tem 35%.

Ou seja Lula tem 50% dos votos válidos, podendo ser eleito no primeiro turno.

Tanto que é assim, que em todos os cenários de segundo turno Lula ganha disparado.

*** Temos que considerar ainda que CNT\MDA são de pessoas do ninho tucano. Em consequência tenho

     certeza que o cenário é ainda um pouco mais favorável a Lula.

Quanto ao cenário como o almofadinha João DÓLAR, é simples o raciocínio:

Lula terá sua intenção de votos da pesquisa mais aqueles de Ciro Gomes, somados com 20% do eleitorado do Aécio

aqui em Minas Gerais.

 

Segundo a nuvem política nesse momento, 05\03\2017, O João DÓLAR não é páreo para Lula.

LULA nesse momento é IMBATÍVEL.

 

Hélio

 

Santos Dumont, MG

 

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amjr

Um item a mais no debate

Feliz de ver tantos comentários e tão boa discussão em um artigo do Luis Nassif. Alguns, como o da leitora Margot Riemann, são tão interessantes que mereciam tornar-se artigos independentes. Mas acho legal que ao invés disto ela traga sua leitura do tema como incremernto à discussão. Embora não sendo analista político ou equivalente, gostaria de pegar o "gancho" e agregar uma questão a mais:

O primeiro passo da construção do projeto petista se deu por sua criação mais inteligente: a de uma base de sustentação financeira para o projeto fora do alcance inicial dos seus inimigos ideológicos, o rentismo e o PSDB. Esta foi a mais brilhante contribuição de José Dirceu. Inicialmente, através do domínio dos fundos de pensão das grandes estatais, rapidamente "ocupados" pelos membros do PT oriundos do sindicalismo bancário, o partido passou a dispor de somas de grande porte para efetivar sua política de estímulo contracíclico, injetando fundos na indústria de produção (não rentistas) e gerando turn-over de capital junto a criação de postos de trabalho, com consequente giro da engrenagem financeira de grande porte sem que pudessem colocar-lhe "bastões nas rodas". Em seguida, era só aplicar os resultados desta manobra nos grandes projetos, desde sempre disponíveis apesar da ojeriza que nutriam os barões das empreiteiras pelo PT (mas nunca pelo dinheiro público e pelas obras bancadas por ele), e haveria um ciclo virtuoso de geração de empregos, que sempre foi o grande trunfo da proposta petista e funcionou bem o suficiente para re-eleger Lula e ainda eleger Dilma. Não por acaso, quando começou o processo de solapamento das bases do PT, ele iniciou-se por aí, durante a ação penal 470, com a perseguição e prisão apenas dos petistas ligados ao núcleo financeiro (Gushiken, Delúbio, Pallocci, Vaccari) e a garantia de prisão perpétua para Dirceu, pelo atrevimento. Em seguida, foram punidos, progressivamente, todos os membros do mundo empresarial que tiveram algum envolvimento com este modelo, os maganos da construção civil, da defesa, do óleo e derivados.

Agora, o protótipo econômico está totalmente inviabilizado, pois sabe-se o que acontecerá com qualquer um que ouse colaborar com qualquer projeto similar oriundo das esquerdas (petistas ou não). Pergunto: como recriar uma base de sustentação econômica para um novo projeto de Estado Social que venha de qualquer candidatura da "esquerda", seja ele brandido por quem quer que seja? Saudações a todos!

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Pedro Augusto

Música para o ex-presidente

Música para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva?

 

http://mundovelhomundonovo.blogspot.com.br/2017/03/musica-para-o-ex-pres...

 

 

    

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Idade

     Acho que o Lula se posicionar como pré-candidato é correto, posto que assim politiza uma questão quer todos sabem ser política, mas alguns fingem ser jurídica.

     Outro motivo que é razoável para que o Lula se apresente como candidato é que atualmente, as metralhadoras da direita, especialmente seu império midiático, estão praticamente todas focadas nele. Quando se virarem para o Ciro, vai ser muito difícil de ele segurar a onda (aliás, é algo que ninguém normal pode suportar).

     De qualquer modo, uma coisa é certa: até por uma questão de idade, quando efetivamente chegar a hora, não deve ser Lula o candidato, e sim o Ciro. Da mesma maneira que pouco tempo atrás dona Marisa (que é cinco anos mais nova que o Lula) se foi, o ex presidente – que teve uma vida dura e tem mais de 70 anos – pode infelizmente nos deixar.

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Política de conciliação e presidencialismo de coalizão.

Acho que o principal problema politico do Brasil está na sua forma de presidencialismo de coalizão.

O presidencialismo de coalizão incentiva o multipartidarismo como forma de barganha pois o presidente eleito ou não, caso Temer, precisam angariar o apoio de cada vez mais partidos para ter seus projetos aprovados,ficando assim reféns do congresso, desbalanceando o equilíbrio de forças entre os poderes.

Uma vez que o povo deposita mais responsabilidades no presidente pois este é eleito para governar o país, acho justo que mesmo numa situação de segundo turno como é comum no nosso país, o presideten eleito tenha o direito de indicar pelo menos 25% dos deputados.

Isso deve diminuir bastante o poder político dos deputados e consequentemente diminuir a atratividade do cargo para trambiqueiros de plantão.

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Não adianta salgar carne podre..

a amálgama possível é um novo sistema político.. chama-se parlamentarismo online.. é essa cola que pode nos levar a uma Assembléia Nacional Constituinte Exclusiva e reconstruir a república.. sei que é arrogante, mas insisto: o resto é bobagem.. é show.. é a "esquerda" querendo ficar com o legado do golpe, sem perceber que não há nada ali.. não adianta salgar carne podre..

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Nassif erra mais uma vez

Já esta em todos jornais. PSDB já prepara Doria para 2018. Os grandes caciques não estarão disponiveis e sem forças. Doria é a representação máxima dos empresário que bancaram o golpe(impeachment fabricado com dinheiro do empresariado nacional). Seria o golpe final para um laboratório de estado minimo no país, usando SP , a cidade, como exemplo.

Cenário 1:

Se Lula estiver na disputa Dória seria uma força real a vencer Lula num eventual segundo turno aglutinando em si todos os votos anti-lula que hj passa de 50%.

Cenário 2:

Se Lula não estiver na esquerda ninguém vai receber os votos de Lula integralmente se houver segundo será entre PSDB e outro candidato de direita(Marina ou Bolsonaro), e ai Dória vence como venceu pela abstenção. Pois com certeza 30-35% da população não iria votar nesse cenário. Eu mesmo não iria comparecer em um segundo turno desenhado dessa forma.

Cara é bonito, fala muito bem(apresentador de tv), articulado e com uma mega estrutura por trás, candidato perfeito para midia e para o PSDB que acima de tudo só quer vencer.

Projeto de Dória:

-Privatização total, fim do bolsa família, fim da CLT por completo.

Esse vai ser o projeto Dória. Me cobrem em 2018 e ele será presidente do Brasil infelizmente.

O Brasil vai viver em 2019 o real laboratório do estado mínimo. Ninguém da um golpe para perder em 2018 e existe um projeto empresarial e da midia por tras de tudo que ocorreu que precisa ser continuado. Doria é o nome que acelera esse processo.

E detalhe lembrem-se que a campanha de marketing de terror do PMDB sexta feira foi feita pelo marketeiro de Dória.

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Querido Lula, deixa o Ciro (versão Temer das esquerdas) pra lá

Se você desitir do Brasil, eu entenderei, nosso povo é ingrato e despolitizado.

Uma pessoa de humanista, de esquerda e com o minimo de cultura deve compreender que o Lula e o PT só tiveram na vida um único adversário: #GloboGolpista.

Voce "veio, viu e venceu"! Como grande guerreiro que é tem direito de escolher seguir em frente sem olhar pra trás.

Somos uma piada, e a esquerda? E os movimentos sociais? Acredita que algum deles se importa com você? Menos ainda o Ciro Gomes, ele como vice daria um ótimo Temer e como adversário seria um Serra mais novo e sem dossiês!

Fico imaginado de onde as pessoas tiram que teremos eleição em 2018 , depois do que passamos desde 2014, como o PSDB, PMDB e GLOBO, acha que eles chegaram onde chegaram para abrir mão? Olhem o judiciário como livra os tucanos? Acha que o TSE já não tem o "sistema" de urnas dominado?

Lula meu querido, cuida da tua vida e não olha para trás, eles já levaram D. Marisa e estão sedentos para te levar também, e o povo, o povo não se importa desde que tenha um joguinho de futebol bem fajuto hoje na TV GLOBO, a mesma que destruiu o futebol. 

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Ana Bednarski

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Luis Lind.

Lula chegou lá graças a esse

Lula chegou lá graças a esse mesmo canal ruim que voces atacam, não se façam de desentendidos.

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Júnior Sertanejo

Ciro Gomes é um político

Ciro Gomes é um político sério,correto,decente.Pesa contra ele,seu descontrole emocional,a sopinha de letras da quantidade de partidos que transitou,e a mais letal delas:Lula.Ninguém conseguirá desconstruir o legado dele.A turma do golpe(alô alô Noblat),joga todas as suas fichas nos bandidos vestidos de toga.

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Com a atual campanha da mídia e do ministério público de crimina

Com a atual campanha da mídia e do ministério público de criminalização da política é muito provável que surja alguma alternativa “apolítica” em âmbito federal. Ou seja, uma aventura imprevisível que pode culminar com uma liderança fascista.

Em 2018 certamente será eleito um “outsider”, como ocorreu nas principais capitais brasileiras com Dória, Crivella e Kalil. Nesse sentido o Ciro Gomes representa justamente o outsider de esquerda que poderá virar o jogo.

Outra questão é que as eleições presidenciais influenciam muito as eleições para governadores, senadores e deputados. Por isso, tendo o Lula o apoio da esquerda e o Ciro um discurso capaz de atrair a classe média a aliança entre os dois líderes é algo natural.

Portanto, a união das duas lideranças é imprescindível não só para conquistar o Planalto como também para eleger uma forte bancada no Congresso Nacional assim como o número de governadores possível.

Todo o dispositivo golpista que promoveu o golpe está atuando diuturnamente para a consumação definitiva do golpe com a destruição do PT. Tanto dentro do judiciário, quanto em toda a mídia corporativa  o objetivo é um só destruir o Lula.

Essa selvageria toda que presenciamos não vai acabar enquanto o Lula continuar pleiteado o Planalto. Muito pelo contrário, vai se arrastar por toda a campanha eleitoral e se o Lula for eleito durante o seu mandato.

Outra questão é o fato da direita não ter projeto eleitoral viável. O único argumento que dá alguma viabilidade à direita é ser anti-Lula e anti-PT. Se o Lula desistir da candidatura a direita ficar sem discurso e completamente desorientada.

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Sem conciliação até o fim

Não pode haver conciliação com a plutocracia golpista e entreguista.

Vou trabalhar de graça para o candidato que prometer eliminar as Organizações Globo.  Se Lula e Dilma tivessem escutado Brizola...

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Cris Kelvin

Sem união não tem solução.

Com a direita sem nomes e qualquer projeto de nação são grandes as possibilidades de vitória de Lula ou Ciro; e a  criação de uma  frente de esquerda é a única alternativa para  recuperar o espaço tomado pelo golpe e evitar o retrocesso.  Mas a união depende de maturidade, auto-reflexão  sobre  erros e acertos, superação de vaidades,  caciquismo e diferenças particulares em nome de um projeto coletivo e de nação.  Sem isso, não haverá salvação,.

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Chapa Ciro - Lula

Uma chapa com Lula presidente é pensar o Brasil no curto prazo. Seria um gesto de grandeza e respeito ao Brasil Lula se submeter a vice numa chapa com Ciro presidente num programa economico e de poder de longo prazo que resguarde : a soberania brasileira, os interesses dos trabalhadores, fortalecimento do mercado interno.

Mesmo o sucesso de um eventual governo Lula deixaria uma pesada sombra sobre a auto estima do brasileiro, de que apenas um mito como Lula seria capaz de resolver os problemas do Brasil . É preciso criar alternativas e Ciro Gomes é pessoa ilibada em quem se pode confiar para o desempenho do poder em torno de um programa de governo.

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Por várias vezes já vi o Ciro

Por várias vezes já vi o Ciro falando mal do Lula em entrevistas. Como cachorro picado de cobra tem medo de linguiça, prefiro uma chapa Lula e Flávio Dino.

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clovis 50

Não leio tudo, mas tento ler

Não leio tudo, mas tento ler o mais possivel esses blogs de esquerda e, nunca li, que os 13 anos de PT trouxe muita desagragação das esquerdas. Um exemplo disso: foi os golpismo ter operado às claras, sem nenhum pudor e não ter sofrido nenhum protesto digno desse nome que deixasse claro o inoportunismo dessa ação.

Outra avaliação bastante negativa foi a acomodação do lulismo com a pactuação às forças malígnas que sempre fizeram mal à nação brasileira. Um exemplo: compor com um banqueiro como o Meireles, até mesmo antes de assumir o poder, foi sintomático e destrutivo do sonho de poder das esquerdas.

Diante do poder inebriante, o petismo traiu a luta do campo da esquerda, e se tornou um bolchevismo. Cumprindo assim a sina de Mikhail Bakunin, de que todo poder acaba por se tornar uma elite ainda mais poderosa do que a anterior (ou coisa o valha).

O resumo disso tudo é que, embora Lula possa ser aglutinador ele jamais poderá ser candidato a presidencia mais. Senador o máximo. E deve liderar uma aliança (se a saúde ainda lhe deixar), para que pessoas mais jovens e menos pragmáticas façam a retomada das esquerdas. Prazo de mais um mandato de um direitista aventureiro ou compositor (à Itamar Franco). Fora isso penso que será impensável. Pode-se vencer, mas não se governa (2º mandato da Dilma). Que vou morrer e não entender porque o Lula não voltou, como Putin na Russia.

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Micaelord

Também tento ler muito....

Gostei do começo da sua fala botando o dedo em algumas falhas do PT. Só não entendo porque a quase totalidade dos que reconhecem os erros não dizem com todas as letras: erraram porque roubaram deslavadamente. E isso vc também não fala. E dizer que todos roubam não vale.É óbvio que todos roubam mas o PT não tinha esse direito. Votei neles não voto mais porque roubaram deslavadamente.

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Edna Baker

Que tal fazer uma relação do

Que tal fazer uma relação do produto do roubo acompanhado das respectivas provas!

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Micael

As provas

Realmente, provas concretas não posso oferecer mas ofereço uma pergunta: vc acredita em Papai Noel?

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Micael

As provas

Realmente, provas concretas não posso oferecer mas ofereço uma pergunta: vc acredita em Papai Noel?

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Por auto crítica mais forte!

Me incomoda o PT não propor mais ou ter feito melhorias profundas.

Não vejo um político da esquerda pegar ideias das pessoas ou sites da esquerda e pôr nas campanhas!

Nem c/ a Dilma vendo que ia sair, ela envia ao congresso projeto de lei para que os cargos de chefia de médio e baixo escalão no executivo sejam por bom processo seletivo (ex: prova de conhecimento, projetos pro mandato e currículo de experiência). Não fez pelo comodismo e para não desempregar milhares de aliados medíocres. Fora ela ser arrogante e mediana.

Tem tanta ideia boa p/ melhorar o Brasil c/ pouco dificuldade político ou financeira e que sequer propõem!

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Luis Lind.

Perfeito! O seu foi o melhor

Perfeito! O seu foi o melhor e, mais lucido comentario desta pagina.

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Uma no cravo, outra na ferradura: Ótimo e Equivocado

Cito o articulista blogueiro : "No PT, a mudança virá de fora para dentro." Ótimo ! Porque não vejo disposição, nem vontade... de largar... os cargos das Direções de alto a baixo. E os adiamentos de Congresso para uma pseudorenovação. É um jornalista, creio que amigo de Nassif, que no Youtube dá um panorama da situação brasileira e chega a dizer que de alto a baixo há corrupção e oportunismo na hierarquia do PT. Equívoco: Não ao manifesto. Sou pela Frente Democrática que , num esforço enorme e possível, sim, aproxime as chamadas esquerdas e suas matizes a liberais democratas. Ciro, sem dúvidas.

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Marcelo Ferreira

União possível, mas complicada

Em política nada é impossível, mas acho que a união desses dois não será fácil. Gosto de algumas ideias e propostas do Ciro, mas um candidato à presidência da nação que raramente utiliza o pronome "nós" (reparem bem quando ele fala) na apresentação de seus projetos, como se ele sozinho fosse capaz de resolver os problemas do Brasil, não parece combinar com o perfil já conhecido de Lula. Este, por sua vez, é tido como o único nome do lado esquerdo capaz de recolocar o país no trilho (as pesquisas de intenção de voto de momento mostram que ele ainda tem capital político), mas tenho dúvidas se ele aceitaria com facilidade o estilo, por vezes arrogante e personalista, como o do Ciro. Lula parece saber bem empregar o "nós" (mostrou isso com palavras e ações) e tem um carisma e uma retórica muito mais convincente do que o último.

Tenho lá minhas dúvidas se o Ciro defenderia Lula incondicionalmente diante do ataque incessante dos adversários políticos (incluindo a mídia hegemônica e juristocracia) durante uma campanha eleitoral? Peito para isso ele tem, mas que preço ele estaria disposto a pagar?

Uma coisa eu acho certa: sozinho o Lula não vai muito longe, pois ele precisa de companheiros(as) de prestígio e uma ampla frente de apoio para dar mais força à sua eventual tentativa de voltar ao Palácio do Planalto. Ciro deve ser sim considerado (é o meu preferido), mas eu incluíria também o Flávio Dino. Pena que no Sul e Sudeste não tenha alguém que, na minha opinião, possa compor chapa com Lula ou ser por ele apoiado. O Haddad poderia ser uma opção (caso Lula não lance candidatura), mas o seu "low profile" e o desgaste que teve em São Paulo reduzem drasticamente suas chances.   

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paulovi

Belo texto lido, petição já

Belo texto lido, petição já assinada e confirmada ... mas ... lembremo-nos de Cunha, é o parlamento. Se for obtida uma quantidade razoável de deputados federais e senadores não há Lula que resolva, a despeito de todo o carinho que tenho por ele. Talvez deva ser iniciado um trabalho persistente para câmara federal e senado.

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Interessante... se o pt

Interessante... se o pt estivesse com o mpl, talvez muita coisa disso tudo Que vivemos nao teria acontecido no pós 2013.

Mas se o MPL tivesse consciencia de classe, tb nao... 

será que há arrependimento do MPL? Afinal, o que eles conseguiram de bom pra eles após os protestos em 2013?

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C.Poivre

Capacidade comprovada

Lula já comprovou em dois mandatos presidenciais exitosos que tem capacidade intelectual e emocional de sobra para conduzir o país de volta à democracia.

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sr barata

A pos-verdade só permite o

A pos-verdade só permite o anti politico.

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Sobre Política e Eleições

Após as reformas de Gorbachev na URSS, ocorreu a dissolução desse país, acarretando uma monstruosa crise social (violência urbana, fome, saques, aumento do alcoolismo e uso de drogas, aumento assustador da taxa de mortalidade, perda de esperança e referencial no presente e futuro). Nesse contexto de crise generalizada, social, política, econômica e institucional, as principais figuras intelectuais tentavam apresentar à sociedade visões de futuro com base em alguns princípios que poderiam alicerçar a construção de um novo projeto nacional para a Federação Russa. Entre esses intelectuais, um que ganhou notoriedade foi Aleksander Soljenítsin, escritor agraciado com o prêmio Nobel de literatura, combatente na 2ª Guerra Mundial e preso político no período stalinista.

Naquela altura da história, em meados da década de 1990, Soljenítsin mostrava-se indignado com a atitude limítrofe daqueles que deveriam conduzir a reconstrução nacional russa. Em uma de suas falas, dizia ele:

“Recentemente, em uma plenária do partido “Escolha Russa”, seu líder proclamou: - O maior objetivo de nosso partido hoje… - eu congelei em antecipação. Qual poderia ser o maior objetivo de um partido democrático em tempos tão cruéis? Seria retirar milhões de pessoas da pobreza, rumo à prosperidade? Não. Então seria interromper o saque de nossos recursos naturais, não os deixando ir ao estrangeiro? Ou talvez interromper o saque de nossa indústria, vendida por trocados entre apadrinhados, sob o disfarce de “privatização? Também não. Aumentar nossa produção geral, que caiu tão catastroficamente? Ou nossa moeda, que caiu tão catastroficamente? Novamente, não era isso. Salvar as esferas técnica e científica, nossa base de conhecimentos, que parece ser a única coisa hoje a nos separar dos países africanos? De novo, não era isso. Agricultura? Nossas escolas? Por isso eu nem esperava. Eis então que é proclamado “o maior objetivo de nosso partido hoje: a vitória nas eleições”. Meu Deus, que vergonha, que depravação humilhante. E não se trata apenas desse partido, não. Todos os partidos, cada um deles, estão em meio à corrida pré-eleitoral, cheios de histeria.”

O que Soljenítsin relata, em tom indignado, é que que os líderes políticos, ao invés de se comportarem como porta-vozes de um movimento intelectual de reconstrução nacional, enunciando as diretrizes dessa reconstrução, vergaram às questões mais imediatistas e instrumentais. O abandono da discussão pública das questões essenciais, preteridas por uma preferência à adaptação ao mecanismo da chegada ao poder - as eleições - tem efeitos graves, mas de percepção sutil. Afinal, - alguém poderia contestar - do que adianta ter boas idéias, claras, coerentes, solidamente fundamentadas, democraticamente debatidas, se não se chega ao poder para exercê-las?

Sobre isso, na mesma década de 1990, falava o grande geógrafo Milton Santos em uma entrevista, nos tempos áureos do programa Roda Viva:

“No Brasil, um país onde o Estado não tem um projeto, os partidos dificilmente podem ter como discutir. A produção desse projeto incumbe primariamente ao aparelho de Estado. Recentemente, o ministro Sardenberg escreveu um artigo sobre a possibilidade de um projeto, mas ele termina no “vácuo”, porque sugere que todos os brasileiros se reúnam para fazer um projeto, e isso não é possível. Em um país normal, há vários projetos, e a política é exatamente o exercício da escolha desses projetos, a apresentação desses projetos para a conquista da opinião pública. Acho que a confusão entre eleitoral e político domina toda a vida política nacional, e até mesmo o Partido dos Trabalhadores. O eleitoral é o imediato, o circunstancial, é a caça de uma resposta próxima. O político não, ele sugere uma visão de país em mais longo prazo, com a realização de etapas quando possível, e isso provoca posturas diferentes. As esquerdas têm sido compelidas quase sempre a cair em proposições eleitorais, o que reduz a sua força dentro da nação, porque ela passa a ter um papel de mobilização, que às vezes é muito importante, mas não de produção da consciência. O que nós precisamos no caso brasileiro é primeiro produzir uma consciência nacional, seja ela de direita, esquerda, centro-esquerda, centro-direita, o que for, mas uma consciência, que permita um debate sério. Enquanto os partidos estiverem preocupados apenas com a mobilização para ganhar votos, nós estamos longe disso.”

A situação que hoje vivemos é de um certo “blackout das idéias”, por conta da degradação do debate público no Brasil. Nas universidades, por exemplo, raramente ocorrem debates dignos desse nome, pois cada grupo acadêmico organiza seus próprios eventos, nos quais todos pensam mais ou menos igual. O debate público, então, é mais difícil ainda. Quais são os espaços que nos restam para esse debate? A imprensa teria um papel a cumprir, mas há tempos abdicou. Hoje, a imprensa é uma estranha província, onde as informações não são mais confiáveis. Não há espaço para debate quando há a intenção da manipulação das narrativas, sem que haja espaço para a contradição.

Sem dúvida, o avanço político nada tem a ver com perspectivas eleitorais, conquista de eleitorados, contabilidade de votos. O avanço político é o avanço das idéias, e se nós restringirmos o universo político a cálculos eleitorais, estaremos em mau caminho. Do que adianta chegar ao poder se não tivermos a mínima ideia do que fazer? Se não conhecemos os problemas com profundidade? Se a nação não entende a si mesma? Se não temos uma grande visão do futuro? Se não existe espaço para o debate público?

Me parece muito mal apostar na eleição de algum "salvador da pátria" para a solução dos problemas políticos. Porque o buraco é mais fundo que a "questão eleitoral", e nós corremos o risco de nos iludirmos. Estamos sempre sacrificando nossa construção nacional, de longo prazo, pelas maquinações eleitorais, de curto prazo.

Vejo muito bem os candidatos. Mas onde estão as ideias?

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Nonato Luz

Lula Já

Nassif e a maioria dos comentaristas daqui fizeram uma conversão á direita.

Prefiro uma Frente de Esquerda com Lula/Dilma/Stédile/Boulos/Papa Francisco/Chico Buarque.

Palavras do Ciro entaladas na garganta de qualquer um que na real é de esquerda, não de quem fala que é de esquerda.

Aliás o Ciro é de esquerda? Acho que nem ele assumiu isso.

Tortuosos são os caminhos de quem diz ser de esquerda.

O Ciro:

PDT (2015 – presente)
PROS (2013 – 2015)
PSB (2005 – 2013)
PPS (1996 – 2005)
PSDB (1988 – 1996)
PMDB (1983 – 1988)
PDS (1980 – 1983)

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Concordo

Os dois devem se unir e mais adiante, em função da direção dos ventos  quem fica na cabela de chapa

Tenho certeza que assim o fazendo, serão eleitos.

Mas quando assumirem em 01.01.19  tem que destruir a globo na 1ª semana, senão serão destruidos

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Nassif, creio que no atual

Nassif, creio que no atual momento nenhum dos dois teria chances reais de vitória em 2018. Muito menos de conseguir Governar minimamente. 

Para isso ocorrer o Pais teria que continuar piorando até lá e talvez chegarmos no ano que vem totalmente destruidos. 

Infelizmente é isso.

Ora, quem vai querer financiar Lula, Ciro ou o PT ? 

E a lava jato, o MP, e o judicáiro, quem irá dete-los ?

Essas são as principais perguntas. 

Mas o que Lula e Ciro devem ir fazendo, a partir de agora são principalmente duas coisas básicas:

1) Buscar um programa economico de recuperaçao, mas que não assuste a classe média.

2) Buscar, nos bastidores, apoios e interlocução com os atuais poderes reais do País, Mídia, MP e judiciário ou, alternativamente, buscar uma estratégia eficaz de destruir os 3. 

3) Buscar interlocução e apoio nas forças armadas. Este dialoga com o 2. 

 

 

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Álvaro Guilherme

A piora nas condições do país

A piora nas condições do país será um grande cabo eleitoral. Tanto de Lula quanto (argh!) Bolsonaro.

Daí o desespero da mídia em ficar inventando o tempo todo uma recuperação econômica que ainda ninguém viu.

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C.Poivre

Lula é franco favorito!

TODAS as pesquisas recentes mostram a grande possibilidade de vitória de Lula nas próximas eleições (se a globo permitir). Parece que tem gente meio desinformada por aqui.

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Meu caro, voce está

Meu caro, voce está totalmente mal informado. 

As pesquisas mostram Lula na liderança, porém com pouco mais de 30% dos votos. 

Para vencer é preciso ter mais de 50%. 

Como estamos longe das eleições essas pesquisas não querem dizer nada. 

 

 

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Chances de Lula

Se lembre:

Na última CNT\MDA, apontou 20% de brancos e nulos.

Em torno de 10% de indecisos. Consideramos metade para cada lado, ou seja 5%.

Mais. A abstençao está girando em torno de 10%.

Em média brancos, nulos, mais abstenção está girando em torno de 30%.

Os VOTOS VÁLIDOS É; 100 - 30 = 70%

50% dos votos válidos é = 35%

Lula tem 30%

Ciro tem 5%

Os dois Juntos tem 35%.

Ou seja Lula tem 50% dos votos válidos, podendo ser eleito no primeiro turno.

Tanto que é assim, que em todos os cenários de segundo turno da pesquisa Lula ganha disparado.

*** Temos que considerar ainda que CNT\MDA são de pessoas do ninho tucano. Em consequência tenho

     certeza que o cenário é ainda um pouco mais favorável a Lula.

Quanto ao cenário como o almofadinha João DÓLAR, é simples o raciocínio:

Lula terá sua intenção de votos da pesquisa mais aqueles de Ciro Gomes, somados com 20% do eleitorado do Aécio

aqui em Minas Gerais.

Segundo a nuvem política nesse momento, 05\03\2017, O João DÓLAR não é páreo para Lula.

LULA nesse momento é IMBATÍVEL.

 

Hélio

 

Santos Dumont, MG

 

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Alex Alex

Com certeza!

Com certeza! O PT sempre teve os 30% 35% dos votos! O problema é conseguir os outros 20% para ganhar as eleições!

O pessoal aqui tem dificudade de entender que a população brasileira como um todo não é socialista! É social democrata! Quer um "colchão social" para os mais pobres  ( e para si mesma se não obtiver sucesso no decorrer da vida no "mercado") e possibilidade de ascenção econômica para os que se arriscarem no mercado.

Já foi citado aqui que  "globalistinhas" que infectam a esquerda, priorizando sua agenda humanista, que inviabilizam a econômica, atrapalham demais o processo de evolução no melhor caminho "possível". Inviabilizam o "um passo de cada vez"!

A continuar assim, a esquerda vai virar  futuramente um "apêndice" de um partido liberal/democrata que está sendo gestado a toque de caixa! Basta observar a quantidade de visualizações e comentários nos videos de anarcocapitalistas nos blogs e youtube. Estão se tornando a nova ideologia dos  mais jovens, que nas gerações de 80,90 e 2000, em sua maioria acreditava no PT! 

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Alguns detalhes nesse plano

a qual classe média você se refere? Aquela verde-amarelo cbf da paulista? Com essa eu não vejo diálogo.

Talvez o mais importante hoje seja se aproximar das forças armadas, assumindo o discurso nacionalista e evitar qualquer personagem ex-revolucionário esquerdista pra melar essas relações.

Não tem interlocução com midia, mp, judiciário, o lado deles é a plutocracia. E o pior é que essa plutocracia é antinacional. Isso para mim está claro. E essa é a coisa mais dolorosa de observar para mim. Eles não tem compromisso com o Brasil.

A hora á aproveitar essa nova onda nacionalista (trump, brexit) e surfá-la antes do bolsonaro afinar tal discurso.

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Alex Alex

Perfeito!!

Perfeito!!

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Alex Alex

Perfeito!!

Perfeito!!

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Como não tem interlocução ? O

Como não tem interlocução ?

O Aragão é do MP ora. Por que Dilma não o indicou ao inves do Janto em 2015 ? Até parece que ela queria cair. 

Basta ter cérebro, coragem e atitude de agir. 

O que impede Lula de conversar com um dos Marinho ? E algum emissário conversar com Toffolli e Gilmar ?

Politica é isso. 

A outra opção é tentar destruir todos esses. 

Qual é mais fácil ?

Ganhar as eleições será muito difícil, mas ganhar da maneira que as coisas estão não adiantará nada. 

Quanto ás forças armadas, estamos de pleno acordo. 

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José Júnior

Eu acho que ai você comete o

Eu acho que ai você comete o mesmo erro que censura. "O amálgama geral deveria ser o projeto de país, os princípios de uma política econômica desenvolvimentista e social...A dificuldade em consolidar um projeto de país que expurgue da social-democracia as concessões absurdas feitas ao mercado... mas que, ao mesmo tempo, não embarque na visão de um socialismo utópico.". Então, essa é a sua visão, e de uma parte da "esquerda" sobre o que "as esquerdas devem fazer". Já a visão de outra parte das esquerdas é justamente o contrário. Essa contradição é inconciliável desde quando a idéia de social de democracia surgiu, no século XIX, negandoo caminho da revolução, ao passo que posteriormente o campo revolucionário rachou a 1a. Internacional entre vanguardiatas e libertários. Não há nada de novo sob o sol, por isso sugeriria que não se deve vir e dizer o que "as esquerdas" devem fazer sem assir de qual lugar das "esquerdas" sua verdade fala. Diga simplesmente: o que os sociais democratas precisam fazer para chegar ao poder, sem precisar apontar ao que restou da esquerda "revolucionária" como e porque ela deve contribuir para isso...
(Aqui chamo de esquerda "revolucionária" todas as alas que não abandonam, em seus meios, o fim ultimo de se superar o capitalismo.)

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Cristian Ceron

Se eu fosse o Lula

Se eu fosse o Lula, sairia de vice do Ciro (ou até indicar alguém). Mobilizaria toda sua base em torno deste projeto de país mais progressista como o que ele propõe (o Ciro).

Desvinculando-se do "fracasso" petista e deixando-se de idealizar utopias, acredito ser uma possibilidade das frentes progressistas evitarem uma tragédia fascista em 2018.

É esse o cenário que imagino para as próximas eleições, civilização ou barbárie.

 

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