11 de junho de 2026

Irã afirma ter rastreado aviões e caças dos EUA antes de atacar bases militares no Oriente Médio

Teerã diz ter monitorado aeronaves de vigilância P-8 e caças F-35 em bases no Bahrein, Kuwait e Jordânia antes de lançar ataques de retaliação
Foto de Akbar Nemati na Unsplash

Irã rastreou em tempo real aviões militares dos EUA antes de atacar bases no Golfo Pérsico e Oriente Médio.
Guarda Revolucionária do Irã lançou 12 mísseis contra bases nos EUA na Jordânia, Kuwait e Bahrein em retaliação.
Irã fechou Estreito de Ormuz, proibindo passagem de navios, citando insegurança e ataques americanos na região.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Autoridades do Irã dizem ter conduzido uma operação de inteligência que permitiu rastrear aeronaves militares dos Estados Unidos antes dos ataques lançados contra bases americanas no Oriente Médio na madrugada desta quinta-feira (horário local).

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Citando fontes de alto escalão ouvidas pela agência iraniana Fars, o site Al Mayadeen explica que as forças iranianas monitoraram em tempo real a movimentação de duas aeronaves de patrulha marítima P-8 Poseidon desde a decolagem até a chegada a bases militares na região do Golfo Pérsico.

Segundo a fonte consultada, uma das aeronaves teria partido da base de Diego Garcia, território britânico no Oceano Índico que abriga uma instalação militar norte-americana, enquanto a outra teria saído de uma base norte-americana na Europa Ocidental.

O relato afirma que os aviões foram acompanhados até pousarem na Base Aérea Sheikh Isa, no Bahrein, e na Base Aérea Ali Al Salem, no Kuwait. Posteriormente, esses locais teriam sido atingidos por armamentos de precisão iranianos.

As autoridades iranianas também alegam ter monitorado a posição de pelo menos três caças F-35 norte-americanos estacionados em um hangar da Base Aérea Muwaffaq Salti, na Jordânia. Segundo o relato, os dados de localização foram atualizados até momentos antes do lançamento dos mísseis, permitindo que o hangar fosse atacado por projéteis de longo alcance movidos a combustível sólido.

Retaliação contra os Estados Unidos

As declarações fazem parte da narrativa oficial apresentada por Teerã após uma série de ataques contra instalações militares americanas na região.

Mais cedo, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou uma operação de retaliação contra bases dos Estados Unidos na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein, classificando a ação como uma resposta punitiva à ofensiva americana contra o território iraniano.

Segundo a agência Tasnim, o IRGC lançou 12 mísseis balísticos contra a Base Aérea de Al-Azraq, na Jordânia, alegando ter destruído instalações militares e aeronaves de combate, incluindo caças F-35, F-15 e F-16 supostamente estacionados no local.

Em outra nota, divulgada pela agência estatal IRNA, a Guarda Revolucionária informou ter realizado duas ondas de ataques contra 18 alvos militares ligados ao Exército dos Estados Unidos em bases no Kuwait e no Bahrein. Entre os locais citados estão as bases aéreas Ali Al Salem e Ahmad Al-Jaber, no Kuwait, além da Base Aérea Sheikh Isa, no Bahrein. Instalações ligadas à Quinta Frota da Marinha dos Estados Unidos, sediada no Bahrein, também teriam sido alvo dos bombardeios.

Em outra medida de retaliação, o Quartel-General Khatam al-Anbiya, vinculado às Forças Armadas iranianas, anunciou o fechamento imediato do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

Segundo o comunicado, nenhuma embarcação, incluindo petroleiros e navios comerciais, estaria autorizada a atravessar a passagem marítima devido ao cenário de insegurança na região. O órgão advertiu que qualquer tentativa de travessia poderia ser alvo de ataques, e que a medida se devia à continuidade das ações militares dos Estados Unidos e ataques americanos contra áreas da província iraniana de Hormozgan.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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