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O caso Petrobras-Pasadena à luz da economia mundial em 2006

Ao se dizer não suficientemente informada sobre a compra da refinaria Pasadena, a presidente Dilma Rousseff atiçou uma fogueira que estava sob controle. Especialmente pelo desconhecimento de algumas cláusulas comuns a operações de fusões e aquisições.

Nos próximos dias será uma atoarda de denuncismo, misturando temas técnicos com escandalizações primárias.

É literalmente impossível armar uma operação dessa envergadura em cima de dados falsos e com aval do Conselho da companhia. Para uma empresa como a Petrobras, com acionistas no mundo inteiro, há uma fiscalização ampla que passa por agências de risco, por departamentos econômicos de grandes bancos de investimento.

A precificação de uma refinaria obedece a padrões internacionais, que envolve poucas variáveis – a mais volátil das quais é o preço do petróleo em bolsas internacionais.

Na exploração é muito mais difícil a precificação de bacias, pela dificuldade na mensuração exata do potencial e dos custos de exploração, antes de iniciados. Para as refinarias, não.

O que se tinha na época foi um boom inédito de commodities e uma abundância extraordinária de financiamentos. Ora, era a bolha que explodiria pouco depois e que, até a véspera, não fora prevista pelos maiores experts de mercado. E foi um período em que as multinacionais brasileira lançaram-se no mundo.

Em 2006 Vale adquiriu a canadense Inco pagando US$ 18 bilhões por 75,66% das ações da companhia. Em 2009, com a queda geral nos preços de commodities, foi obrigada a realizar uma baixa contábil de US$ 2,9 bi no valor da Inco. Ou a compra das minas de ferro de Eike Baptista pela Anglo American por US$ 5,5 bi

Ou seja, os maiores gestores mundiais e brasileiros lançaram-se no mercado aproveitando a excepcional liquidez da época. Esse quadro se inverte radicalmente após a crise de 2008. Na história do capitalismo do século apenas em 1929 houve uma reversão tão expressiva nos preços dos ativos.

Conselho de Administração

Quando ao Conselho de Administração da companhia, era formado por grandes executivos do país, acostumados com práticas consagradas internacionalmente, de fusões e aquisições.

Cláudio Haddad fo sócio do Banco Garantia, um dos pioneiros da fase de fusões dos anos 90.

Diz ele:  A gente achou que seria um bom negócio para a Petrobras . Eu me lembro que teve uma 'fairness opinion' (recomendação de uma instituição financeira), que foi do Citibank, que comparou preços, recomendou e mostrou que estava perfeitamente dentro, até abaixo dos preços praticados na época. Como o investimento fazia sentido, o preço estava ok, não havia por que o conselho não aprovar”. “Se teve (apresentação das clausulas Marlim e de Put Option), realmente, não me lembro. Procurei até ver se eu tinha a apresentação do 'management' nessa reunião, mas não achei, porque era tudo papel na época”.

Jorge Gerdau Johannpeter comandou um amplo processo de aquisições internacionais da sua siderúrgica:
Diz ele: "O Conselho de Administração da Petrobras baseou-se em avaliações técnicas de consultorias com reconhecida experiência internacional, cujos pareceres apontavam para a validade e a oportunidade do negócio, considerando as boas perspectivas de mercado para os anos seguintes. Entretanto, a crise global de 2008 alterou drasticamente o potencial de crescimento do mercado nos anos subsequentes".
 

Atual presidente da Abril, Fábio Barbosa presidia o ABN Amro e a Febraban:
Diz ele: " A proposta de compra de Pasadena submetida ao Conselho em fevereiro de 2006, da qual eu fazia parte, estava inteiramente alinhada com o plano estratégico vigente para a empresa, e o valor da operação estava dentro dos parâmetros do mercado, conforme atestou então um grande banco americano, contratado para esse fim.  A operação foi aprovada naquela reunião nos termos do relatório executivo apresentado."



 

 

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Clever Mendes de Oliveira

Embora eu avalie correto o post, sou favorável à investigação

 


Luis Nassif,


Este seu post “O caso Petrobras-Pasadena à luz da economia mundial em 2006” de sexta-feira, 21/03/2014 às 11:00, um pouco mais antigo traz duas questões. Uma é relativa à análise da operação de compra da refinaria em Pasadena pela Petrobras e outra é relativa à nota da Dilma Rousseff.


Depois que as coisas saíram conforme a sua previsão e um bom tempo depois do post ser feito, fica difícil analisar corretamente suas afirmações de uma semana atrás sem levar em conta o conhecimento do presente. Fiz, entretanto, um comentário na sexta-feira, 21/03/2014 às 14:29, junto do comentário de Ivan de Union enviado sexta-feira, 21/03/2014 às 07:31, lá no post “A insatisfação da comunidade científica com a troca no MCT” de sexta-feira, 21/03/2014 às 07:23, publicado aqui no seu blog, sendo originado de sugestão de Whoever para o artigo “Demissão de Raupp provoca mal-estar entre pesquisadores” que fora publicado no jornal O Vale, que considero que vale bem ser transcrito aqui.


O post “A insatisfação da comunidade científica com a troca no MCT” onde saiu meu comentário não guarda muita relação com este post “O caso Petrobras-Pasadena à luz da economia mundial em 2006”, mas em meu comentário eu falo sobre a questão de avaliar as decisões no passado e comento também a minha estranheza com a nota da presidenta Dilma Rousseff.


Eu não me manifestara antes, mas em meu comentário para Ivan de Union, eu faço menção a um comentário dele junto ao post “Dilma fala sobre a compra da refinaria em Pasadena, em 2006” de quarta-feira, 19/03/2014 às 11:14, aqui no seu blog, trazendo a transcrição da matéria no Estadão intitulada “Dilma apoiou compra de refinaria em 2006; agora culpa 'documentos falhos'”. Bem, normalmente quando menciono um post eu gosto de deixar o link dele. No post “Dilma fala sobre a compra da refinaria em Pasadena, em 2006” não há comentário meu, mas não foi por esse motivo que eu não deixei o link do post no meu comentário para Ivan de Union. Não o deixei lá, mas o deixo aqui. O endereço do post “Dilma fala sobre a compra da refinaria em Pasadena, em 2006” é:


http://jornalggn.com.br/noticia/dilma-fala-sobre-a-compra-da-refinaria-em-pasadena-em-2006


Penso que o post “Dilma fala sobre a compra da refinaria em Pasadena, em 2006” seja muito importante aqui. Não há necessidade de eu deixar o link para o post “A insatisfação da comunidade científica com a troca no MCT”, faço apenas para a manutenção do hábito e também para que quem tiver interesse possa ver a resposta de Ivan de Union ao meu comentário. O endereço do post “A insatisfação da comunidade científica com a troca no MCT” é:


http://jornalggn.com.br/noticia/a-insatisfacao-da-comunidade-cientifica-com-a-troca-no-mct


E o meu comentário enviado sexta-feira, 21/03/2014 às 14:01, para Ivan de Union é o seguinte:


- - - - - - - - - - - - - -


“Ivan de Union (sexta-feira, 21/03/2014 às 07:31),


Não sou da área de tecnologia e não tenho nenhuma predileção especial pelo Clelio Campolina Diniz.


Lá no post “O Brasil policêntrico” de sexta-feira, 04/11/2011 às 10:31, aqui no blog de Luis Nassif, trazendo, com o título de “País não tem plano para superar desequilíbrios”, a resenha de Lilian Milena, no Brasilianas.org e da Agência Dinheiro Vivo para a exposição de Clelio Campolina Diniz no 16º Fórum de Debates Brasilanas.org há uma boa oportunidade de se saber um pouco sobre ele. A se tomar pelo que ele preconizou no 16º Forum, a reação contra ele é mais de pessoas de regiões menos carentes de ciência e de tecnologia. O endereço do post “O Brasil policêntrico” é:


http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/o-brasil-policentrico


De todo modo como eu disse não tenho nenhuma predileção especial pelo Clelio Campolina Diniz. Há mesmo um crítica indireta a ele em comentário meu enviado quarta-feira, 09/11/2011 às 17:52, para Chico Pedro junto ao comentário dele de sexta-feira, 04/11/2011 às 12:02, lá no post “O Brasil policêntrico”.


E aproveito para lembrar que achei interessante seu comentário enviado quarta-feira, 19/03/2014 às 11:21, lá no post “Dilma fala sobre a compra da refinaria em Pasadena, em 2006” de quarta-feira, 19/03/2014 às 11:14, aqui no blog de Luis Nassif, trazendo a transcrição da matéria no Estadão intitulada “Dilma apoiou compra de refinaria em 2006; agora culpa 'documentos falhos'” em que se comenta a resposta da Dilma à reportagem do próprio Estadão que teria revelado que a presidenta Dilma Rousseff votou em 2006 favoravelmente à compra de 50% da polêmica refinaria de Pasadena, no Texas (EUA).


Bem, achei interessante, mas não concordei muito. Primeiro há que se lembrar que o título do post “Dilma fala sobre a compra da refinaria em Pasadena, em 2006” ficou torto. O certo seria, [“O Estadão comenta a fala da Dilma] sobre a compra da refinaria em Pasadena, em 2006”. O título do post nos direcionou mal sobre a notícia.


Agora não concordei com você porque me parece que a clausula “Put option”, presente no contrato objeto da polêmica, não pode ser meramente jogatina como você a considerou no seu comentário. Há situações em que os dois lados têm interesse nesta cláusula. Se não houvesse esta possibilidade ela acabaria desaparecendo da prática contratual. É claro que a justiça americana é um tanto diferente, mas no Brasil não imagino que ela tivesse possiblidade de permanecer se fosse assim tão nociva a um dos lados do contrato.


O que me pareceu estranho foi a resposta da Dilma Rousseff. Aliás, há uma entrevista hoje, sexta-feira, 21/03/2014, do Sérgio Gabrielli que esclareceu bem a questão embora esteja sendo apresentada pela CBN como contrária a Dilma Rousseff. Aliás, a referência a notícia é dada de modo diferente dependendo do site. Não tenho o link para a notícia na CBN, mas no Diário Comércio Indústria & Serviços – DCI, o título da notícia saída hoje, 21/03/2014 às 11:18, falando sobre a entrevista de Sérgio Gabrielli à rádio CBN, está assim: “Sérgio Gabrielli defende Dilma no caso sobre a refinaria de Pasadena” e pode ser vista no seguinte endereço [O site a seguir tem o inconveniente de não permitir a volta ao site anteriormente consultado, ou pelo menos este problema aconteceu comigo no Internet Explorer]:


http://www.dci.com.br/politica-economica/sergio-gabrielli-defende-dilma-no-caso-sobre-a-refinaria-de-pasadena-id388890.html


Já na revista Exame a notícia, embora seja para a entrevista dada no dia anterior para o jornal Nacional e tenha sido publicada ontem, quinta-feira, 20/03/2014 às 21:19, teve o seguinte título: “Gabrielli diz que Dilma tinha conhecimento de cláusulas” e pode ser vista no seguinte endereço:


http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/gabrielli-diz-que-dilma-tinha-conhecimento-de-clausulas


Já no Estadão a notícia também surgida ontem, quinta-feira, 20/03/2014 às 21h 49, traz um título que fica um tanto de acordo com o que eu imaginei sobre a cláusula “Put Option” logo que li o seu comentário lá no post “Dilma fala sobre a compra da refinaria em Pasadena, em 2006”. No Estadão o título da notícia é: “Gabrielli e Foster põem em xeque versão de Dilma sobre cláusulas” e ela pode ser vista no seguinte endereço:


http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,gabrielli-e-foster-poem-em-xeque-versao-de-dilma-sobre-clausulas,1143228,0.htm


O que me pareceu desde o início foi que a presidenta Dilma Rousseff foi mal orientada ao dar a resposta. Por que a mal orientaram é uma questão a ser resolvida. Ela não precisava dizer que o parecer fora falho. Na entrevista de Sergio Gabrielli fica claro que como um órgão estratégico, o Conselho de Administração da Petrobras não poderia ficar em detalhe técnico. O detalhe técnico é para o setor executivo da empresa . O Conselho de Administração da Petrobras é órgão estratégico. Ele só diz se a estratégia está correta ou não. Aliás, a decisão de compra foi tomada em 1999, ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso. Não havia necessidade de Dilma Rousseff fazer referência a clausula “Put option”.


Pode haver um pouco de correção na afirmação da Dilma Rousseff no sentido que a compra de toda a empresa e não uma parte seria outra decisão estratégica e, neste sentido, o Conselho de Administração da Petrobras deveria ser informado da cláusula "Put option". Se o Conselho de Administração da Petrobras não tivesse autorizado que a Petrobras comprasse toda a empresa e não foi informado que a cláusula "Put option" fazia parte do contrato, parece-me que Dilma Rousseff tem uma boa dose de razão em dizer que o parecer era falho.


Não quero com isto dizer que não houve corrupção, nem que não houve incompetência. A corrupção é objetiva. A incompetência é subjetiva. Eu interesso mais pela análise da incompetência que é subjetiva, pois ela serve para nós conseguirmos avaliar a nossa capacidade de prever o futuro. Ela só faz sentido, entretanto, se fôssemos capazes de nos desprender de todo novo conhecimento e avaliarmos como procederíamos no caso concreto na mesma época. Se fôssemos capazes da fazer isto, o que não somos, nós poderíamos avaliar, mas ainda subjetivamente, se houve ou não competência na decisão tomada. É um processo que previamente já sabemos que não nos levará a lugar nenhum, salvo naqueles casos excepcionais em que a decisão contrarie uma lei física qualquer, ou mesmo a lógica, ou uma equação matemática. Nesses casos excepcionais a incompetência fica revelada. E embora não nos leve a lugar nenhum esta busca do entendimento vale a pena ser feita porque nos desenvolve como indivíduos e desenvolve a capacidade da sociedade em se conhecer.


Quanto à questão da corrupção, eu não dou muita importância porque imagino que sempre que há indícios, deve-se fazer um trabalho exaustivo para a constatar. Trabalho, entretanto, que deve ficar por conta de peritos e não de amadores. E acredito que o Brasil dispõe de órgãos competentes para verificar o que há por trás dos indícios.


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As duas questões que eu quis realçar com o comentário para Ivan de Union foi que não há como voltar ao passado para avaliar competência e que eu achei esquisito a fala da Dilma Rousseff. E que se destaque, como eu disse para Ivan de Union, que o título do post “Dilma fala sobre a compra da refinaria em Pasadena, em 2006” está equivocado, pois o certo seria informar que o Estadão comenta a fala da presidenta Dilma Rousseff.


No seu ótimo post “A Secom, as cláusulas put e Marlim, e o efeito manada das denúncias incorretas” de terça-feira, 25/03/2014 às 12:32, eu dou uma explicação fantasiosa para a nota da presidenta Dilma Rousseff. Disse eu lá em comentário enviado terça-feira, 25/03/2014 às 20:46:


Dilma Rousseff fez aquela, para mim, péssima nota sobre a questão da autorização concedida pelo Conselho de Administração da Petrobras para a compra da refinaria de Petróleo com o intuito de deixar a nossa grande imprensa informativa se atolar. Ela sabia que a grande imprensa não informa, então era só jogar o combustível e deixar eles se imolarem na lama de piche”.


É fantasiosa em termos. A minha interpretação é fantasiosa à medida que ela prevê o que a Dilma Rousseff intencionava com a nota. Não acho, entretanto, fantasiosa a perspectiva que uma avaliação posterior do comportamento da mídia no período mostrar o quanto claudicou a mídia na divulgação da notícia sobre a compra da refinaria de Pasadena.


E eu não explicitei uma razão para a nota da presidenta Dilma Rousseff e que seria mostrar a contrariedade dela com Segio Gabrielli. Para mim, a substituição de Sergio Gabrielli na Petrobras pela presidenta Dilma Rousseff foi exatamente em decorrência da falta de informação repassada ao Conselho da Administração da Petrobras quando da compra da refinaria de Pasadena. O endereço do post “A Secom, as cláusulas put e Marlim, e o efeito manada das denúncias incorretas” é:


http://jornalggn.com.br/noticia/a-secom-as-clausulas-put-e-marlim-e-o-efeito-manada-das-denuncias-incorretas


Você aparentemente ganha razão em fazer este seu post “O caso Petrobras-Pasadena à luz da economia mundial em 2006” mostrando uma total legitimidade das operações e deixando transparecer que apenas foi errada a manifestação da presidenta Dilma Rousseff. Uma semana depois você aparece totalmente consistente a luz do que você escreveu ontem, quinta-feira, 27/03/2014, no post “Quem ganha e quem perde com as CPIs” postado às 18:21 e que pode ser visto no seguinte endereço:


http://jornalggn.com.br/noticia/quem-ganha-e-quem-perde-com-as-cpis


Só que do jeito que você expõe fica parecendo que as CPIs não servem para nada. Imagino que se houve alguma falcatrua no caso da compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras, ela pode ser constatada e uma CPI bem assessorada não pode ser vista como atividade de amadores. E mesmo que nada seja descoberto, haverá muito mais informação para a população. Como exemplo lembro que, embora seja quase nada, desde já vamos saber quais eram os participantes do Conselho de Administração da Petrobras e quem deu voto favorável ou contrário à aquisição.


E por fim uma questão que aparece lá no final do seu post "Quem ganha e quem perde com as CPIs". Fica a impressão que se está desgostoso porque a presidenta Dilma Rousseff não toma medidas de mudanças capazes de dar condições a ela de reverter a atual série de ataques que ela sofre. Embora você não disse, pareceu-me que a principal mudança é do ministro Guido Mantega. Espero que a presidenta Dilma Rousseff não tome esta medida.


Bem, mas talvez ai esteja um aspecto importante deste imbróglio da Petrobras. A política econômica do governo teve como suporte importante uma possível produção interna da Petrobras para cobrir a demanda, inclusive com aumento do refino. Numa situação assim não haveria necessidade de preços mais altos para os derivados de petróleo. Deste modo, pensando no futuro, Guido Mantega não repassou os custos para os preços dos combustíveis e derivados do petróleo. Isto realmente tem descontentado a Petrobras e ela parece agora dar o troco.


O cálculo de Guido Mantega está correto. Se ele subisse o preço de derivados agora, o preço de outros produtos subiriam e lá a frente dificilmente a Petrobras aceitaria a redução de preços dos seus produtos e se aceitasse, dada a rigidez de preços, não haveria como reduzir os preços de outras mercadorias. Só que o acerto de Guido Mantega criou muitos inimigos não só dentro da Petrobras como também acionistas brasileiros e estrangeiros.


Clever Mendes de Oliveira


BH, 28/03/2014

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valeria do amaral

Comentários

Caso Petrobras:

1.A culpa é do mordomo!

2.A corda sempre arrebenta pro lado mais fraco.

3.Saudades de Monteiro Lobato!

4.E viva a hipocrisia!

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Hildermes José Medeiros

Esse caso da refinaria de

Esse caso da refinaria de Pasadena está se prestando para tudo. Até que o investimento foi decidido apenas por razões estratégicas. Não dá para acreditar que a Petrobras e qualquer grande empresa estatal ou não faça um investimento, no caso uma compra de um ativo, sem estudo de viabilidade econômica. Claro que o que está pegando não é essa compra, mas o péssimo posicionamento das oposições nas pesquisas de intenção de votos. Agora, caindo na real, mesmo assim não dá para crucificar a empresa e ninguém que respaldou a decisão por ter feito um mal negócio se for o caso, que se apresentava bom e adequado às necessidades, quando foi decidido. Tendo em conta o alarido da mídia, esse ex-diretor da Petrobras à época da compra, que atualmente era diretor da BR-Distribuidora, dá-se mais para dar satisfações e desviar o foco porque o alvo é o Governo e a Presidenta, não passa de um boi de piranha. Pelo que até aqui foi mostrado e dito, nada tem a ver com corrupção. Falando em viabilidade econômica, tendo em conta que a refinaria está em operação, frente aos astronômicos números que dizem terem sido aplicados e dispendidos, dever-se-ia descontar os fundos financeiros, a taxa marlim (6,9%), tudo corrigido pela inflação do dólar no período, desde a assunção do empreendimento até o presente, incluindo vendas, estoques e depreciação e o existente valor residual do empreendimento para aquilatar a real dimensão do que financeiramente aconteceu. O prejuízo, ou não virá à tona na sua verdadeira dimensão. Que dizem os balanços anuais da refinaria de Pasadena?

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Dilma.

Dilma aparentimente não avaliou o peso de suas palavras, imaginou que o assunto estava morto. Falta assessoria pra presidenta. No mais, do ponto de vista técnico o negócio foi correto. Agora é aguentar a pressão. A eleição já chegou. 

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Franklin.

Nassif, no Estadão de hoje,

Nassif, no Estadão de hoje, sábado, 22/03, na página A4, tem uma reportagem do Tiago Décimo que traz comentários serenos e muito sensatos de Jaques Wagner sobre esse assunto (ele era parte do conselho e aprovou o negócio).

Trabalho há muitos e muitos anos numa gigantesca multinacional e sei bem do que ele está falando. Numa empresa deste porte, ninguém espera que um diretor tenha tempo de ler um contrato de mais de 3 mil páginas com N cláusulas; existem "filtros" na estrutura, como bem disse o governador da Bahia; há operadores, gerentes, gerentes gerais, diretores, diretores gerais. A alta direção confia plenamente numa folha de papel que lhe chega às mãos; confia que os níveis de baixo atravessaram aquela papelada de cima a baixo. 

Minha empresa é privada, uma montadora de automóveis; eu sou um mero operador administrativo formado pela USP e poderia falar uma meia duzia de barbeiragens cometidas nos útlimos 20 anos pela alta cúpula, algumas bem caras; não o farei por delicadeza e ética.

Porém, como exemplo de péssimo negócio, Mas poderia lembrar do caso "The New Yok Times & The Boston Globe". O primeiro comprou o segundo, no início dos anos 90, por algo como 1 bilhão de dólares. Na época, jornal era grande negócio ainda. Meses atrás, o NYT foi obrigado a vender  o TBG por menos de 90 milhões de dólares.

Muito pior do que esse negócio de Pasadena é a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Orçada em 2,3 bilhões, já passa dos 24 bilhões.

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Maria Angelica Costa

sobre a desinformação de maneira geral . . .

Diante de tanta desinformação com objetivo claro de tentar melhorar as chances dos adversários de Dilma nas próximas eleições, este artigo de Luis Nassif é muito esclarecedor! Espero sinceramente que a nossa Presidenta consiga mostrar os verdadeiros motivos que levaram à compra da refinaria.

 

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Zanchetta

Que tal um "O caso

Que tal um

"O caso FHC-Privatizações à luz da economia mundial em 1996" ????

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Dilma, acorda!

Petrobras precisa de resgate institucional

A crise que se abate sobre a Petrobras agora expõe a maior das fragilidades que a companhia adquiriu nos últimos anos  – o enfraquecimento institucional. A compra da refinaria americana revela que a gestão da maior empresa nacional está exposta a novas armadilhas há mais tempo do que parecia.

Há pelo menos três anos ficou evidente que a Petrobras virou instrumento de política econômica em detrimento da gestão de seus negócios espalhados pelo mundo todo. Numa política monetária às avessas, o caixa da companhia passou a “financiar” o controle da inflação. Ao impedir o reajuste dos combustíveis, o governo deixou para a Petrobrás bancar a diferença entre o que ela paga para importar a gasolina que nós consumimos e quanto ela recebe ao vendê-la no mercado interno.

Para incentivar a indústria naval brasileira, o governo exige que a Petrobras obedeça ao índice de conteúdo local, ou seja, entre 50% e 60% dos bens e serviços contratados pela empresa precisam ter o selo “made in Brazil”. O parque nacional não consegue atender a todas as demandas da Petrobras e atrasos de logística e outras operações são inevitáveis.

Além dos negócios, a companhia tem acionistas e investidores pelos quatro cantos. Estão todos amargando uma perda bilionária de valor da Petrobras. Na bolsa de valores local ela foi a que mais perdeu em 2013. Lá fora, no ranking mundial, a Petrobras saiu da lista das 10 maiores empresas do mundo para a faixa das 120.

Num outro ranking internacional, a petrolífera está em primeiro lugar – nada de se orgulhar. Ela tem a maior dívida corporativa do mundo. Cerca de US$ 115 bilhões, ao final de 2013. Na outra ponta está o plano de investimento da empresa, de mais de  US$ 220 bilhões até 2018.
 
Não há nada de errado na conta, ela não fecha mesmo. Principalmente se a Petrobras continuar a ser tudo, menos uma empresa. A crise de agora, sobre a compra e os prejuízos absurdos com a refinaria americana, embute um novo papel desagradável à companhia. Entre todos eles, o institucional perdeu-se nesse labirinto de equívocos. E é necessário resgata-lo já. Seria apenas o primeiro passo para revestir a Petrobras de seu objetivo, descrito na página da empresa na internet (veja abaixo).
 

Petrobras

 

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Follow the money, follow the power.

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agincourt

dilmices

“Ao se dizer não suficientemente informada sobre a compra da refinaria Pasadena, a presidente Dilma Rousseff atiçou uma fogueira que estava sob controle. Especialmente pelo desconhecimento de algumas cláusulas comuns a operações de fusões e aquisições.”

Nassif matou a charada: a culpa é da Dilma.

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Luisil, 21 de inarço de 12 d.l.

A refinaria de pasagrana

não tinha esse nome não

tinha um boi na linha

e a Dilma Bolada na direção...

 

 

 

 

 

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Zanchetta

Alguns passarão... nós

Alguns passarão... nós passarinho... o Governo PASADENA!!!

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evandro condé de lima

Onde a corda arrebenta?

Conselho da BR Distribuidora exonera diretor da área que recomendou compra de refinaria nos EUA
 

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Sergion Melo

Olha o nível dos nossos dirigentes, nós estamos na merda mesmo

Para nós Brasileiros, tanto faz a Petrobrás ser mal administrada, nossos combustiveis são os mais caros do mundo. Mas é absurdo o nível destes diretorzinhos, também, pessoalzinho indicado por políticos. Vai fazer o que? Devia cobrar o prejuízo de quem indicou. Os Diretores não tem culpa, são tão fracos que precisam ser indicados.

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Lenilson

Na boa, fui durante muito

Na boa, fui durante muito tempo simpatizante do PT, sempre dando preferência a seus candidatos e o defendendo em debates nos bares da vida, mas está impossível. Toda hora surge um "erro" (coloquei entre aspas, pois tenho duvidas se é erro ou desonestidade) grosseiro da administração do PT. Não dá pra ficar o tempo inteiro com a mesma justificativa de que é invenção da grande mídia. Se a grande mídia manipula ( e é fato que o faz), o PT faz o mesmo. Vender ao Brasil que a Dilma era uma ótima gestora, foi uma grande mentira. Com os homens fortes do PT envolvidos em escândalos de corrupção, o Lula conseguiu fazer dela a sua substituta. Mas pra isso, teve que mentir (manipular), exatamente como faz a grande mídia. A cada dia fica provado que a Dilma é uma péssima gestora e, consequentemente uma péssima presidente. Estamos muito mal, sem nenhum candidato que tenha o mínimo de capacidade pra exercer o cargo, pois os concorrente dela são horrorosos também. Tenho certeza que ela permanecerá por mais 4 anos. 

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Arrependido

Antes era pt, agora que no governo ele tirou 30 milhões da pobreza, colocou 40 milhões na classe média, conseguiu o pleno emprego, está fazendo um programa de investimento de 950 bilhões no PAC, etc, etc, e ainda multiplicou a Petrobrás por 10 vezes, vc tem toda razão de ter mudado de idéia. Péssimo. Uma perguntinha, tens lido a excelente revistinha do esgoto?

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Quem não desconfia de si próprio não merece a confiança dos outros (ditado árabe)

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fabis

Enfim alguém coerente nesta

Enfim alguém coerente nesta página!
E esse MAF, ainda chamar PT de esquerda mostra que ele deve viver em Marte!
A esquerda hoje é representada pelas pessoas que não engolem mais o jeito de fazer política atual, de qualquer lado, e aspiram por mudanças de verdade, não só de legenda. Somos nós, não os partidos. Nenhum partido hoje defende nenhuma posição que possa ser considerada direita ou esquerda. E já está na hora dos PTistas, que pararam no tempo, aceitarem este fato.

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Petista uterino, mas...

Todo discurso de direita começa assim: "sempre votei no PT", "Sempre defendi o PT", "Durante muito tempo militei no PT",  "Sou PT desde criancinha", etc, etc...

E em seguida, em todo discurso com esse prólogo, vem um  "Mas..."  E seguindo o "mas" vem a porradaria no PT.

Porque criar álibi antes de expressar sua opinião? A troco de quê? Assume logo sua posição à direita e segura aonda, pô!!

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MAF

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Sandra Maia

Perfeito! É sempre assim!

Perfeito! É sempre assim!

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[email protected]

resposta

Caro MAF, porque todo mundo que mostra as bandalheiras desse governo tem que ser de direita. Esse papo furado de vocês já cansou.

 

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evandro condé de lima

Se criticar o PT é ser de

Se criticar o PT é ser de direita, realmente nem precisamos de debates. Ou você só acha que política tem dois lados, contra e a favor?

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mas agora é assim

qualquer um que expressar uma opinião contrária ao pt será execrado em praça pública, tudo de forma muito democrática.

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Esse documento em que a perícia da PF constatou ter sido feita uma rasura, o senhor sabe quem o rasurou?

A vida é curta demais para se beber cerveja barata!!

A folha é contra a corrupção no pt, no psdb não!!!

 Frede69

imagem de Severino Januário
Severino Januário

Dilma precipitou-se, mas esta

Dilma precipitou-se, mas esta precipitação pode servir para maior cautela no futuro. Creio que ela não tem ainda uma noção exata das proporções da guerra eleitoral de 2014, onde tudo será e está sendo usado: Desde o estímulo aos grupos neonazistas brasileiros mais sombrios, inundando as redes sociais com propaganda nazista, até ações nítidamente coordenadas entre políticos e profissionais de mídia, para elaboração de pesquisa, recolhimento de dados e fabricação de factóides a serem usados como graves denuncias. Se Dilma ganhar, imediatamente começará o movimento golpista para venezuelizar o Brasil. Não é teoria da conspiração e nem é para espalhar a neura. Trata-se de um fato, que só pode ser combatido com igual esquema de inteligência. Quanto a estes grupos neonazistas, eles ainda falam em democracia, embora com o tom cada vez baixo. Isto mostra que ainda estão em fase inicial de aprendizado para a ação. Por todo o mundo, a realidade mostra que a bandeira da democracia mudou definitivamente de lado. Deixou de ser bandeira da direita e hoje é bandeira exclusivamente da esquerda. Em etapa mais avançada, o neonazismo aquí também passará a negar e a abominar o conceito de democracia. É bom que quem possa pensar esteja preparado para o que vem por aí.  

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Por que querem "queimar" a Presidenta, nesta fogueira ?

Estão fazendo carnaval demais, em cima de uma assertiva da então Chefe da Casa-Civil, que tambem tinha uma cadeira no Conselho de Administração da Petrobrás, Dilma Rousseff, por ela ter(tambem) concordado com a compra da citada refinaria norte-americana, concordando com os pareceres técnicos e as análises de viabilidade financeiras da refinaria em questão, que davam toda a segurança de retôrno operacional e financeira, para a aquisição, que naquela época, era disputada, tambem por outros gigantes do setor.

Mesmo concordando que não foi um excelente negócio, afinal em todo negócio, há risco, a Petrobrás não perdeu dinheiro, embora não tivesse sido, um negócio imperdível, porem esta constatação só foi sentida, na crise internacional de 2008, e mesmo assim a Petrobrás absorveu perfeitamente tal negócio.

Até os mais renhidos adversários políticos da Presidenta, quando consultados, foram unânimes em corroborar, que a Presidenta só errou, quando disse, que fôra mal aconselhada, em alguns aspéctos técnicos da operação, aos quais não teve pleno acesso, por delegar estas funções a seus assessores e técnicos da área, e por acreditar plenamente nas avaliações destes, dos bancos, e das empresas de consultoria consultadas.

Qualquer uso político deste negócio, vai parecer aproveitamento eleitoreiro, e tentativa de assassinato de reputação. 

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O preço da liberdade, é a eterna vigilancia.

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Fulvia

(Sem título)

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Zanchetta

A única coisa que eu lembro

A única coisa que eu lembro que esse Gabrieli fez de notável foi o Blog da Petrobrás... de resto, nada!!!

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Fulvia

Entrevista de José Sergio

Entrevista de José Sergio Gabrielli sobre a compra da refinaria de Pasadena, ventila na internet que a entrevista foi editada ao ir ao ar no JN,com a finalidade de intrigar Gabrielli com Dilma Rousseff.  Eis a entrevista na íntegra, onde Gabrielli esclarece muitos fatos.

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Severino Januário

Vamos ver agora a edição da

Vamos ver agora a edição da Globo, disse ele ao final da entrevista. E a edição foi terrível. Agora está mais do que claro que a Globo está em guerra aberta e declarada contra o governo Dilma, inclusive manipulando claramente entrevistas com o fim de faturar o mais que possa políticamente para a oposição. A verdadeira informação foi negada. Todos os que se informam pela Globo estão pensando que a compra da refinaria é fruto de uma tremenda maracutaia e que a mesma não está funcionando. Gabrielli falou em outra oportunidade que a refinaria já rendeu 12 bilhões de dólares em faturamento para a Petrobras, mas o que a Globo e suas consortes estão falando é que a Petrobras sofreu um prejuizo bilionário com o negócio. As notícias vêm casadas com a prisão do doleiro ex-funcionário da Petrobras. Como o governo vai agir contra toda esta trama montada pela mídia e pelos políticos de oposição? Não se trata apenas de fazer política. O povo merece ser esclarecido.

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Walter o primeiro

No final ele já desconfia da

No final ele já desconfia da edição

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Essa foi a parte mais

Essa foi a parte mais interessante da entrevista. Um novo fenômeno em relação a mídia, ninguém mais confia nela.

É interessante ver os entrevistados por email, p.ex. salvando a entrevista e divulgando-a antecipadamente. Neste caso vi a entrevista no Cafezinho e nos comentários do Nassif.

Nestes casos, para que vou esperar o JN ou ler a entrevista editada num jornal ou revista se tenho acesso a ela antecipadamente no blog do Nassif, p.ex.?

Coitado daquele que não tiver lido ela na íntegra como eu e quiser discutir comigo. Claro, se esta entrevista for deliberadamente editada de forma a tentar passar uma idéia diferente daquela que o entrevistado procurou transmitir... 

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A verdade sobre Pasadena - CHEGA DE DESINFORMAÇÃO

A verdade sobre a Refinaria de Pasadenahttp://s0.wp.com/wp-content/themes/pub/k2/images/time.png); background-position: 0% 50%; background-repeat: no-repeat no-repeat;">Publicado março 20, 2014 r Uncategorized http://s0.wp.com/wp-content/themes/pub/k2/images/comment.png); background-position: 0% 50%; background-repeat: no-repeat no-repeat;" title="Comentário para A verdade sobre a Refinaria de Pasadena">1 Comment 
Tags:por  no Blog O Cafezinho

Já que o assunto do momento é Pasadena, fomos pesquisar a origem da refinaria, e tentar esclarecer algumas confusões.

A nossa mídia, como de praxe, está muito mais interessada em produzir uma crise política do que em esclarecer a sociedade.

A refinaria de Pasadena foi fundada em 1920, pela Crown Central Petroleum, uma das companhias remanescentes do império Rockfeller, cujo grupo Standard Oil havia chegado a controlar 88% do refino de petróleo nos EUA.

Em 1911, a Suprema Corte americana valida uma lei anti-truste defendida pelo governo (Sherman Antitrust Act) e a Standard é dividida em 34 empresas. Uma delas, será a Standard Oil of Indiana, que depois será renomeada para Amoco, a qual, por sua vez, dará origem a Crown Central Petroleum.

Os herdeiros mais conhecidos da Crown, os Rosenberg, decidiram, no início dos anos 2000, vender os ativos da companhia, incluindo a refinaria de Pasadena.

Não foi uma venda fácil. Em 2003, um artigo no Baltimore Sun explicava porque se tratava de um negócio complexo. Construir uma nova refinaria igual àquela custaria mais de US$ 1 bilhão, estimava o autor da matéria, Jay Hancock. Nos livros contábeis da Crown, ela vinha avaliada por US$ 270 milhões, mas operadores do mercado diziam que os Rosenberg teriam sorte se conseguissem US$ 100 milhões por ela.

Ao cabo, a refinaria foi vendida para Astra Holding USA, uma subsidiária da Astra Oil, sediada na California, e que por sua vez é controlada pela belga Transcor Astra Group.

Nunca se soube o preço final da refinaria. A imprensa tem repetido que a Astra adquiriu a refinaria em 2005 por US$ 42 milhões. Mas eu ainda não consegui encontrar esse valor em lugar nenhum. É preciso verificar qual era o estado da refinaria antes da compra pela Astra, e que melhorias, exatamente, foram feitas. O que eu sei é que a refinaria vinha enfrentando, há décadas, uma dura oposição da comunidade local, por causa da poluição emitida, e que a justiça havia tomado decisões, mais ou menos na época da venda, que obrigavam a refinaria a se adaptar às novas exigências ambientais do governo.

Está claro que a Astra, logo após a compra, fez uma série de investimentos na refinaria. Aí entra a primeira grande confusão: compara-se o preço de compra pela Astra em 2005, com o preço pago pela Petrobrás, em 2006. São negócios diferentes. A Astra compra uma refinaria que há anos não era modernizada. No momento da compra, o novo presidente da refinaria, Chuck Dunlap, declaraque a Astra investiria US$ 40 milhões nas instalações, preparando-as para processar outros tipo de petróleo e fabricar mais variedades de derivados. “Nós temos grandes planos”, asseverou um animado Dunlap à imprensa local.

Uma refinaria moderna é altamente tecnificada, com poucos funcionários. Seu principal ativo são os equipamentos e a tecnologia usada, mas a localização é fundamental, naturalmente. A refinaria de Pasadena, por exemplo, fica bem no coração do “Houston Ship Channel”, uma espécie de eixo no porto de Houston, aberto para o Golfo do México (onde ficam os principais poços de petróleo em operação nos EUA) e com ligações modais para todo os EUA.

Em 2006, a Petrobrás pagou US$ 360 milhões para entrar no negócio, sendo US$ 190 milhões por 50% das ações e US$ 170 milhões pelos estoques da refinaria. No balanço da Petrobrás de 2006, o valor total para a aquisição da refinaria de Pasadena, incluindo despesas tributárias, ficou estabelecido em US$ 415,8 milhões.

Isso tudo aconteceu no início de 2006.

Ao final do mesmo ano, o negócio foi abalado com a descoberta do pré-sal no Brasil.

Até então a Petrobrás tinha planos de investir na refinaria de Pasadena para adaptá-la ao refino de óleo pesado vindo do Brasil. A companhia planejava abocanhar um pedacinho do mercado de refino dos EUA, de longe o maior do mundo.

Com a descoberta do pré-sal, houve uma revolução nos planos da Petrobrás. Todo o capital da empresa teve de ser imediatamente remanejado para o desenvolvimento de exploração em águas profundas e prospecção nas áreas adjacentes às primeiras descobertas. A refinaria de Pasadena teria que esperar.

Aí veio 2008, e a crise financeira que fez evaporar os créditos no mundo inteiro. A Astra, provavelmente já aborrecida porque a Petrobrás havia deixado Pasadena de lado, e espremida pelo aperto financeiro que asfixiava empresas em todo mundo, decide sair do negócio. E obtém uma vitória judicial espetacular na Corte Americana, obrigando a Petrobrás a pagar US$ 296 milhões pelos 50% da Astra, mais US$ 170 milhões de sua parcela no estoque.

Esses estoques de petróleo e derivados, sempre é bom lembrar, não constituíram prejuízo à Petrobrás, porque foram consumidos e vendidos.

A esse montante foram acrescidos mais US$ 173 milhões, correspondente a garantias bancárias, juros, honorários e despesas processuais.

Com isso, o total a ser pago pela Petrobrás elevou-se a US$ 639 milhões. Como a Petrobrás recorreu, naturalmente, a decisão final saiu apenas em junho de 2012, após acordo extrajudicial. O total, agora acrescido de mais juros e mais custos legais, ficou em US$ 820 milhões.

A refinaria continua lá. É um ativo da Petrobrás. A presidente da Petrobrás relatou a ministros do TCU que teria recebido propostas de venda da refinaria entre US$ 50 e US$ 200 milhões, mas rejeitou as ofertas.

A descoberta sucessiva de novos campos do pré-sal demandam cada vez mais capital da Petrobrás, a qual não pode, por isso, desviar nenhum recurso para investir na refinaria de Pasadena, cuja capacidade de refino permanece em torno de 120 mil barris por dia.

O problema principal da refinaria de Pasadena, portanto, foi a descoberta do pré-sal, conforme a própria Petrobrás respondeu, em fevereiro de 2013.

Eis a resposta da Petrobrás, publicada no blog da companhia.

A aquisição de 50% das ações da Pasadena Refining System Inc. (“PRSI”) – proprietária de refinaria em Pasadena, no Texas (EUA) em 2006, estava alinhada ao Planejamento Estratégico da Petrobras, à época, no que se referia ao incremento da capacidade de refino de petróleo no exterior, contribuindo para o aumento da comercialização de petróleo e derivados produzidos pela Companhia. Vale destacar que a refinaria está estrategicamente localizada no Houston Ship Channel, facilitando o transporte de derivados de petróleo ao mercado consumidor norte-americano.

Todas as aquisições de refinarias no exterior cumpriam com o mesmo objetivo estratégico que determinava a expansão internacional da Petrobras, apoiada nos seguintes pilares: processamento de excedentes de petróleos pesados brasileiros; diversificação dos riscos empresariais e atuação comercial em novos mercados de modo integrado com as atividades da companhia no Brasil e em outros mercados.

É importante esclarecer que a aquisição ocorreu antes da confirmação do potencial dos reservatórios descobertos na camada pré-sal, quando o crescimento da produção de petróleo da Petrobras se dava basicamente por descobertas de petróleos cada vez mais pesados. Portanto, para atender às necessidades da época, era estrategicamente interessante para a Companhia adquirir, no mercado americano, refinarias desenvolvidas para processar óleos leves, as quais apresentam valores de mercado mais baixos, e adaptá-las para processar óleos pesados, exatamente como a Petrobras havia feito com suas refinarias no Brasil.

 

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Globo Kd Odarf

A verdade sobre Pasadena - CHEGA DE DESINFORMAÇÃO

Wsobrinho,

Parabéns! Este é o melhor post  que li até agora.

Infelizmente o caso vem sendo mal contado pelos dois lados. Pelo lado da Mídia tendenciosa e pelo lado da BR, que deveria responder em linguagem amigável, mas lamentavelmente o ranço de arrogância ainda permanece.

A Mídia tendenciosa não se deu ao trabalho de fazer uma simples conta de padaria para explicitar que a parcela de US$170milhões paga pela BR ao preço médio do WTI em 2006, equivale a 2,57milhões de barris de óleo, que em 2005 ao preço médio do WTI de U$$ 56,64  => US$145,78milhões, metade do estoque existente à época, o que é bem maior do que os US$ 42,5 milhões que dizem qu a Astra Oli pagou pela refinaria. 

Outro fato não esclarecido é quanto foi o passivo ambiental que a Astra Oil assumiu ao comprar a refinaria, pois são conhecidos casos em que o comprador paga um valor simbólico e assume o passivo, que no caso da refinaria de Pasadena era ambiental e tecnológico.

Mais na frente, com o revamp da refinaria, que a BR não disse quanto aportou, e a alta do óleo que em 2012 estava a um preço médio de US$94,05/bbl (WTI), elevando para US$ 242milhões, a metade do estoque pertencente a Astra Oil . 

O mais importante disso tudo é a confusão de conceitos. O prejuízo só se realiza quando se vende. O resto é especulação.

Ou seja de um lado temos notícias editadas de forma maldosa e de outro falta de informação.

Se tudo isso tiver sido orquestrado para de forma evidenciada desmoralizar a Midia tendenciosa, tiro o meu boné para a BR, o que vai ser muito difícil de acontecer.

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Calvin

Certo.... então aproveita

Certo.... então aproveita Nassif e justifica aí a refinaria Abreu e Lima, prevista em 2,5 bilhões e que vai custar R$ 20 bilhões, para refinar somente o tipo de petróleo que a Venezuela produz...

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Quem pode comprovar que a Astra Holding pagou U$$42 mi

Não há, e esta informação está sendo chutada literalmente e tomada como verdade, o preço de compra pela Astra Holding da Pasadena Refining Sistem.
Em todas as buscas realizadas temos: "Terms of the deal were not disclosed".
O que temos são declarações sobre investimentos em Pasadena:
"We have big plans," said Chuck Dunlap, the new president and chief executive officer of Pasadena Refining.One of the first goals of the new owners is to put $40 million, over the next two years, into meeting the new low-sulfur rules for gasoline."
É um número bastante próximo dos aventados U$$ 42 milhões que estão pululando na mídia. Tem gato sendo vendido por lebre. A mídia tem como mostrar este documento comprovando que a Astra pagou esta valor em 25 de janeiro de 2005? Aonde está? Será que junto com o DARF da Globo?

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"O processo de jumentalização da classe BBB no Brasil é algo estarrecedor."

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Crisitano

Não é papel do conselho e dos

Não é papel do conselho e dos conselheiros saber detalhadamente de todos os pontos dos contratos de fusões e aquisições.

Esse trabalho compete ao departamento jurídico da empresa, aos grandes escritórios de consultoria, bancos, e executivos envolvidos nas negociações

Os conselheiros aprovam essas questões baseados nos relatórios apresentados pelos executivos da empresa com o respaldo das consultorias externas e os bancos.

Se tem algum culpado nessa história são os executivos da Petrobrás que participaram tanto de compra, quanto da venda...

 

Ou foram maus assessorados, ou emitiram informações ao conselho, ou sabiam de tudo que estavam fazendo, a conta que poderiam vir a pagar,  quanto cada uma iria levar/levou, e onde foi parar esaa montanha de $$$$$$....

Nesse episódio Dilma não tem culpa, mas faltou habilidade, para variar, para lidar com a questão..colocou o elefante na sala....

O que mais me estranha é como uma empresa em que a Petrobrás teve que pagar R$ 1,3 bi, foi oferecida ao mercado e só apareceu 1 comprador oferencendo R$ 114 milhões.......

FOLLOW THE MONEY!!!!

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A.Araujo

É exatamente o papel dos

É exatamente o papel dos Conselheiros aprovar aquisições de ativos, especialmente nesse nivel de valor, a responsabilidade civil e criminal é dos conselheiros NÃO é de assessores, advogados ou consultores. 

Estes embasam a Diretoria que propõe o negocio e o Conselho aprova ou não, respondendo por isso.

Assessor não veta negocio e nem aprova, apenas faz analises.

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Márcio Carioca

Onde está a incompetência?

Pois é, então devemos considerar que são totalmente incompetentes os conselheiros do setor privado, que também aprovaram o negócio:

Jorge Gerdau - o empresário mais bem sucedido do Brasil; Fábio Barbosa - atual presidente da Editora Abril; Roger Agnelli - então presidente da Vale; Cláudio Haddad - economista consagrado, um dos responsáveis pelo crescimento do Banco Garantia; Arthur Sendas - já falecido, outro empresário que dispensa apresentações. 

O fato é que a compra fazia sentido no plano de negócios da empresa, que foi totalmente alterado pela descoberta do pré-sal. O preço por capacidade de refino estava abaixo da média das aquisições daquele ano. A Petrobras não tinha muitas opçãos de expansão no mercado, e principalmente: construir uma refinaria nova custaria bem mais do que o valor pago pela aquisição.

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brunoferreira

Tudo depende, né seu AA. Se

Tudo depende, né seu AA. Se os assessores, advogados, consultores, auditores, apresentaram balanços criativos, relatórios inidônios com meias verdades, gráficos e expectativas extraordinariamente lindos, com meio conteúdo, muita retórica, e tudo mais, com interesses escusos (e aí seria a questão de apurar tudo isso) pode haver sim uma responsabilização desses, pq não?

Se o Conselho admininstrativo e fiscal agiu de boa fé, vc vai ter que provar o contrário se quiser incriminá-los, e  no caso em tela, não vejo nenhuma possibilidade. Vai ficar apenas na questão política, um bafafa.

 

 

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evandro condé de lima

Assessor é funcionário de

Assessor é funcionário de carreira ou escolhido a bel prazer?

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Assustado

Nassif,   o que aconteceu de

Nassif,

 

o que aconteceu de tão extraordinário entre 2005 e 2006 para a refinaria valer 20 X mais ??????????

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Aonde está a comprovação deste pagamento de U$$42 mi

Você pode procurar aonde quiser que vai encontrar:  "Terms of the deal were not disclosed".

Só na mídia nacional saiu este valor. Em todos os outros relatos na Imprensa Internacional sobre a compra da Pasadena Refining System pela Astra em 25 de janeiro de 2005, nínguem fala em $42 milhões de dólares. O que temos é o CEO à época falando em "investimentos" de $ 40 milhões na refinaria recém adquirida.

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"O processo de jumentalização da classe BBB no Brasil é algo estarrecedor."

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XZ

Esse valor foi dito pelo

Esse valor foi dito pelo próprio Gabrielli.

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Arnaldo Costa

Chifre em cabeça de cavalo

Não foi a Petrobrás que fez um mau negócio em 2006, foi a Astra que fez um bom negócio em 2005. Isso acontece diariamente. Vemos no Brasil empresas sendo vendidas em questão de meses por 10 vezes, 40 vezes o valor da compra. É politicagem mesmo da oposição em véspera de eleição. Por que não investigam as grandes falcatruas das privatizações?

Conselho da Petrobras na época da compra:

Conselheiros:

Silas Rondeau Cavalcante,

Guido Mantega,

Roger Agnelli,  (VALE)

Fábio Barbosa , (ABRIL)

Arthur Sendas, 

Gleuber Vieira,

Jorge Gerdau Johannperter, (GERDAU)

José Sérgio Gabrielli
 

 

Gabrielli: "Foi abaixo do preço de mercado, pela capacidade de destilação. Nós compramos a refinaria, os primeiros 50% da refinaria, por 190 milhões de dólares, por 50 mil de barris por dia de capacidade de refino, portanto, pagamos 3.800 dólares por barril destilado dia.

A média das operações de 2006 é de 9.478 dólares. Portanto, a refinaria de Pasadena foi comprada, em termos de destilação, abaixo da média do preço na compra de refinarias em 2006. O que está sendo confundido é que, além disso, a Petrobras também adquiriu estoques de petróleo e derivados, que foram processados e foram vendidos. Isso levou dos 190 milhões, para os 360 milhões, pelos 50% iniciais.

Os 50% finais, que são fruto de um processo de contestação judicial e arbitral mútuo, tanto da Petrobras como da Astra [sócia da Petrobras no negócio], foram adquiridos por 296 milhões de dólares. Portanto, 296 milhões, mais 190 milhões dá 486 milhões de dólares por 100 mil barris de capacidade de processamento. 4.860 é menos ainda do que a média de aquisições em 2006 que foi de 9.478 dólares por barril em capacidade de refino.

Portanto, volto a dizer, em termos de capacidade de refino, o negócio foi muito bem, dentro da conjuntura de mercado de 2006. Além disso, a Petrobras comprou estoques, e pagou por garantias bancárias, para as transações comerciais. Isso quer dizer que o valor total que a Petrobras pagou não pode ser todo atribuído à refinaria. Tiveram estoques, que foram processados, vendidos e que geraram faturamento. Por uma linha muito simples, a Petrobras faturou nesse período o equivalente – se fizermos a suposição de que ela operou com 70% da capacidade, ela processou 70 mil barris por dia, um processamento de 70 mil barris por dia, mesmo que não tenha margem nenhuma, a preço igual ao petróleo Brent – da um faturamento de 16 bilhões de dólares.
"

 

 

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Como qualquer negócio...

A clareza do Sérgio Gabrielli, em elucidar os números envolvidos, e a certeza, de que o retôrno seria garantido e rápido, foram diminuídos(não findos) com a inesperada crise, que afetou tambem a área de prospeção de petróleo, e mesmo assim e embora num prazo maior, a Petrobrás, recuperou(para sí e para os acionistas)os recursos investidos, e manteve os contratos internacionais envolvidos no processo, que é a coisa mais importante neste contêxto.

Efetivamente não houve prejuízo, e como em qualquer negócio, riscos fazem parte.

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O preço da liberdade, é a eterna vigilancia.

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Pedro Penido dos Anjos

Elementar, não? A decisão

Elementar, não?

A decisão judicial que ocasionou esse imbróglio todo foi de uma Câmara Arbitral norte-americana, a quem a própria Petrobrás recorreu para resolver as pendências com a sua associada na propriedade da refinaria, como previa o contrato em caso de desentendimentos entre os sócios. Não foi a Astra Oil quem recorreu a "justiça", que fique claro.

 A Petrobrás, como se sabe, perdeu. E a decisão da arbitragem foi pelo cumprimento da cláusula contratual que estipulava a liquidação da sociedade através da aquisição, pela Petrobrás, da parte pertencente à Astra Oil. A decisão obviamente se ateve ao valor dos ativos da refinaria no momento da arbitragem e não pela série histórica dos valores que nos são apresentados agora pela mídia de oposição. Por outro lado, a transação realmente tem muitos pontos ainda obscuros. Talvez obscurantíssimos. Eu me arriscaria a dizer que o Gabrielli subiu no telhado. E que o Roberto Costa, o tal ex-diretor preso na operação da PF por lavagem, já caiu do telhado. Já do outro diretor todo-poderoso, atualmente na BR, eu diria que voou providencialmente para outros telhados. O que a Dilma fez foi deixá-los à própria sorte, numa evidente operação de redução de eventuais danos eleitorais, entre outros. No que foi imediatamente acompanhada por alguns dos representantes do Conselho da época. Entre outros, pelo Jorge Gerdau Johannpeter.... Elementar, não?  

 

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Horacio Duarte

Dados consistentes

Procurei mas não achei dados consistentes. A nova refinaria da Petrobrás, em Pernambuco, está custando quanto? Uma refinaria ter custado 48 milhões só se o comprador assumir as dívidas. Um jato de 200 passageiros custava 120 milhões à época, o preço do terreno e do equipamento, parte dele sucateado, daria mais do que isto. Este valor é besteira, o contrato deve ter outras cláusulas. O problema não é o quanto custou na assinatura do contrato, mas quanto de investimento foi feito no período.

Horacio V. Duarte

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Será esse um dos motivos dos ataques à Petrobras?

"Fundos [estrangeiros] querem vaga no conselho [de administração] da Petrobrás" -http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,fundos-querem-vaga-no-conselho-da-petrobras,1142465,0.htm

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Nada! É que você vê coisas

Nada!

É que você vê coisas demais, Burburinho! Rsrsrsrsrsrsrsrsrs

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aliancaliberal

Imagina se fosse um Serra ou

Imagina se fosse um Serra ou Alkimin que tivesse feito o mesmo era a reedição da "privataria".

Como seria a visão dos fatos , os comentários dos petistas? 

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Sorvete

O serra e sua filha pagaram 100 milhões por uma sorveteria que vale 20.

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Seja reacionário, porem não seja incoerente.

Resposta: 1º) Efetivamente, esta compra, não deu prejuízo à nação;

2º) As Privatarias foram literalmente "doações" das joias da Coroa, aos amigos do Rei, e deram efetivos prejuízos ao erário público.

O resto é chororô.

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O preço da liberdade, é a eterna vigilancia.

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