
Na CPMI de Carlinhos Cachoeira foram encontrados indícios sólidos de associação criminosa entre o bicheiro e a revista Veja. Não se tratava de uma reportagem eventual, mas de anos de parceria em reportagens que atendiam os interesses da revista e do bicheiro.
Na Inglaterra, a cumplicidade de jornais e jornalistas com o terceiro escalão da polícia resultou em processos e prisões. Por aqui, a parceria permanente com uma organização criminosa não resultou em nada.
Houve enorme pressão do chamado Cartel da Mídia contra medidas que poderiam ser tomadas pela Justiça. O alarido inédito em torno da AP 470, aliás, foi disparado, inicialmente, para abafar os ecos da CPMI.
O relator da CPMI, do PT, acovardou-se, assim como a bancada do partido, o Procurador Geral da República não moveu uma palha – apesar da divulgação pública de crimes – e as denúncias não foram adiante. Evaporaram? Não. Estão aí abundantemente registradas na blgosfera e nas redes sociais.
Esse é o fato novo, que nem a PGR nem o Supremo entenderam.
Antes das redes sociais, em ambientes de cartelização da opinião pública a tática do macarthismo era de fácil aplicação. Cria-se a guerra santa, do bem contra o mal, do “nós” contra “eles”. Na guerra tudo é permitido, o saque, os abusos, os exageros em favor da fé e – já que ninguém é de ferro – os ganhos individuais. Todos recebem a mesma blindagem porque qualquer tentativa de coibir abusos de “nós” fortalece “eles”.
Quando se coloca a Justiça a reboque da mídia, é a mídia quem define culpados e inocentes, a que blinda ou escandaliza. Faz um enorme bem ao país ao limitar a atuação indevida dos “eles”. Mas é cúmplice e joga contra a transparência pública, ao blindar qualquer atuação de “nós”.
Em muitas reportagens, Cachoeira trazia denúncias aparentemente legítimas. Sua divulgação ajudava a derrubar adversários e, por conseguinte, a fortalecer sua posição. As denúncias seletivas muitas vezes ocultam esse jogo de quadrilhas.
Por inúmeras razões, em vez de uma posição isenta, muitos Ministros e juízes preferem se perfilar com “nós”. Há razões e razões para isso.
Caso Ayres Britto
Se não fosse essa blindagem, por exemplo, o ex-Ministro Ayres Britto teria passado incólume pelos episódios que protagonizou?
1. Tinha posição aberta a favor da Lei da Ficha Limpa e contra a candidatura dos implicados nas eleições de 2010. Seu genro e sua filha procuraram Joaquim Roriz e propuseram que, mediante o pagamento de R$ 4,5 milhões, eles seriam aceitos como advogados auxiliares e Britto se declararia impedido de votar. Roriz considerou caro e contrapos R$ 1,5 milhão. Os dois não aceitaram. No dia do julgamento, saíram da ação, Britto não se considerou mais impedido e deu o voto que alijou Roriz da disputa. O episódio restringiu-se ao sogro ingênuo sendo enrolado pelo genro esperto. Mas havia uma filha advogada na história.
2. No inquérito do “mensalão mineiro”, Britto pediu vistas, saiu para tomar café e nunca mais devolveu o inquérito. Com um mero esquecimento, trancou a ação.
3. Ação milionária do DEM contra as centrais sindicais, visando acabar com o repasse de parte do imposto sindical para elas. Britto pede vistas e esquece o processo na sua gaveta. Mais de meio bilhão de reais rolou nesse período, enquanto o processo mofava.
É possível que o ex-Ministro seja inocente em todos os episódios relatados; é possível que não. Quem julga? A velha mídia. E quem julga, cobra. O preço foi a adesão de Ayres a todos os reclamos da mídia, inclusive anulando o direito de resposta, porque é um direito difuso da sociedade, e direito difuso não possibilita contrapartidas.
Do mesmo modo, capaz de escandalizar qualquer episódio de “inimigos”, a velha mídia passa ao largo das ações de grandes escritórios de advocacia que trazem, no corpo de advogados, esposas, filhas e parentes de Ministros do STF que integram a bancada do “nós”.
Ora, não curvar-se aos reclamos da opinião pública – como defendem bravamente muitos Ministros – significaria comprometer – também – a indústria do parentesco que campeia no STF.
A velha mídia não pede explicações nem mesmo quando um Ministro “nosso” do STF, Gilmar Mendes, consegue até o apoio da AGU (Advocacia Geral da União) “deles”, Luiz Adams, em uma pendência comercial contra ex-sócio.
Caso PGR
O inquérito e, agora, o julgamento da AP 470 traz inúmeros pontos obscuros da atuação da PGR, que poderiam ser subdivididos em alguns grupos.
No primeiro grupo, a ocultação de provas que poderiam beneficiar os réus. Pode-se atribuir ao instinto acusatório do PGR.
No segundo grupo, desmembramentos de ações visando blindar outros partidos que recorreram aos mesmos esquemas. Pode-se atribuir ao partidarismo do PGR.
No terceiro grupo, a exclusão de financiadores do “mensalão” – como a Telemig Celular e a Brasil Telecom –, ignorando inquérito da própria Polícia Federal, e, na sequencia, aposentadoria do responsável pela decisão, PGR Antônio Fernando de Souza e sua posterior premiação com um contrato da Brasil Telecom. Entra em qual classificação? Qual o nome que se dá a isso?
Ao criar o clima de macarthismo, blindam-se todos, independentemente da motivação sagrada ou profana.
O Supremo e a PGR receberam críticas do PT – que, em inúmeras oportunidades, tentou criar esse mesmo clima contra adversários valendo-se do mesmo MPF. Mas receberam críticas de não-petistas, de juristas de renome, inconformados com o grau de arbítrio do julgamento.
Todas foram jogadas na mesma vala.
A dessacralização do Supremo
Não há nenhuma sofisticação ou maquiavelismo nessas ações de catarses e de macarthismo. A tolice é julgar que, após a exposição exaustiva da imagem do STF no julgamento e da consolidação das redes sociais, tudo poderia ficar como antes, repetindo o mesmo script.
À luz do que se sabe e do que se consegue divulgar hoje em dia, torna-se tudo tão tosco, hipócrita, previsível que é impossível que não caia a ficha até do mundo jurídico sobre a natureza desses pactos midiáticos-jurídicos.
Até então tinha-se um Executivo baleado pelas campanhas insistentes da mídia e por mérito próprio, um Legislativo baleado por suas próprias ações e um STF que se configurava uma ilha de exceção.
Agora, todos estão no mesmo balaio, graças ao trabalho de Gilmar Mendes, Marco Aurélio de Mello, Luiz Fux, Joaquim Barbosa, na outra ponta Dias Toffoli, e dos ex-PGRs Antônio Fernando de Souza e Roberto Gurgel.
No futuro, sua contribuição para a desmoralização da Justiça será equiparada à dos Renans, Cunhas, Sarneys e Alves para o Congresso.
Apenas os muito cínicos podem julgar que, atendendo aos clamores da velha mídia, ter-se-á uma Justiça mais transparente. Será o contrário. Aliás, seria o contrário, não fosse o fato novo.
O que os Ministros não entendem é que, a cada dia que passa, menos a velha mídia manterá sua condição de pauteira exclusiva das denúncias e da blindagem. A Internet já permite o reaparecimento da competição no mercado de ideias e de denúncias, equilibrando um pouco a falta de freios e contrapesos na atuação dos “nós”.
Mais dia, menos dia, todos terão que prestar contas, de forma isonômica, à opinião pública ampliada.
JB Costa
18 de setembro de 2013 1:14 pmComo cidadão me sinto
Como cidadão me sinto ultrajado com esse jogo entre a mídia e as instituições. Nunca, jamais, em tempo algum, as relações entre mídia(seja “velha”, tradicional, nova) poderiam se dá no patamar ora vigente no pais.,
É possível se imaginar isso nos EUA, Inglaterra, França, Japão? Podemos ao menos imaginar uma Juiz se rendendo ás chantagens da imprensa? Ou um parlamentar? Pode ocorrer, sim, mas como casos isolados. Mas não por aqui onde a pressão midiática transforma agentes públicos, seja de que escalão for, em reféns dos seus interesses políticos-ideológicos.
Regra geral, nós, todos, brasileiros, temos a tendência de tudo sacralizar ou banalizar. Um “oito ou oitenta” que nos afasta do exame equilibrado e equidistante dos fenômenos, das pessoas e das instituições. Destacam-se nessas unanimidades os que ousam levantar a cabeça e afirmar “isso não é bem assim”.
Esse processo deletério envolvendo as relações da mídia com outras instâncias da sociedade só se efetivou, e efetiva, porque queremos ser mais realistas que o rei. Avaliar que em nome da liberdade de expressão é um valor absoluto e que em nome e por ela devemos subir no altar da imolação moral. Acovardar-se perante os excessos da imprensa por conta dos suas prerrogativas constitucionais.
Enquanto não sairmos desse impasse continuaremos a sofrer essas recorrentes crises de fundo esquizofrênico nas quais se contrapõem valores que não podem nem deve ser excludentes, mas complementares, quais sejam: a liberdade de expressão e imprensa e a autonomia das instituições quando do exercício das suas funções.
SergioMedeirosR
18 de setembro de 2013 1:30 pmArtigos que mostram tal forma de manipulação são essenciais
A pressão de mídia tem duas finalidades, a primeira e mais visível, impedir o acolhimento dos embargos infringentes, e a segunda, largamente utilizada pelo Ministro Joaquim Barbosa em conjunto com a mídia, criar fatos políticos tendentes a enquadrar os integrantes do Supremo Tribunal Federal, colocando em xeque a imagem da instituição.
A mais perniciosa, por estranho que possa parecer é a segunda, pois, disfarçada de legitimidade.
A ampla análise realizada pelo Nassif é essencial para mostrar de forma clara como se dá tal atuação espúria da mídia e como a adesão dos diversos atores é feita de forma consciente, ou seja, com conhecimento de causa, em nome da manutenção de seu espaço seja profissional seja político.
CarlosI
18 de setembro de 2013 1:49 pmCHANTAGEM vérsus
CHANTAGEM vérsus GLORIFICAÇÃO. Acredito que estas duas palavras resumam, com propriedade, as práticas nefandas utilizadas, à larga, pela nossa grandemídia, nos dias atuais. Chantageia os seus inimigos e glorifica, até as proximidades da canonização, aqueles que lhe interessa bajular.
JBA
18 de setembro de 2013 2:02 pmO Poder e suas práticas necessárias
Dentre muitas outras acepções, Poder pode ser definido como o exercício da atividade de influenciar ou determinar a conduta de outras pessoas visando o alcance de fins que satisfazem interesses. Para tanto, o homem usa de três recursos instrumentais básicos, cuja eficácia depende da adequação contextual e pessoal – portanto em consideração ao ambiente e às virtudes ou limitações do sujeito cujo comportamento se quer controlar. Para os fracos ou medrosos, a força. Para os ignorantes ou ambiciosos, a manipulação. Para os sábios e virtuosos, a persuasão. Essas três técnicas são usadas permanentemente, aplicadas adequadamente, nas relações de poder de todos os ambientes sociais em que é necessária a obtenção de cooperação em contexto em que ocorrem, também, relações de competição para a tomada de decisões coletivas. É assim que as vontades vão ‘se formando’ nas relações entre o Executivo e o Legislativo; dentro do Parlamento, entre grupos, bancadas, situação e oposição.
A obtenção do apoio para a tomada de decisão por um grupo organizado começa, em regra, pela cooptação dos que – comprometidos com os fins institucionais – se convencem pelo discurso persuasivo: o fim é bom para o bem geral e os meios estão submetidos aos princípios que o legitimam eticamente. As razões são convincentes pela própria racionalidade. Os virtuosos são cada vez em número reduzido. Daí, a necessidade de se recorrer à manipulação: oferecer aos descompromissados uma vantagem de ordem pessoal em troca do apoio à causa, preferencialmente de forma oculta, para que ele suponha que o que está em jogo é a satisfação de seu interesse e não o bem comum em relação ao qual o manipulado é indiferente ou até contrário. Se os dois métodos falharem, então resta o uso da força: a ameaça de causar ou de antever um evento danoso à sua segurança ou a seus interesses.
A política pode ser compreendida como a arte de articular – com astúcia – o uso dessas três ferramentas de exercer influências na construção das decisões coletivas.
Nesse sentido, O STF também é um órgão político.
Na última sessão, vimos os Ministros – em seus discursos de exercício do poder simbólico – usarem essas ferramentas. Uns, com a maestria de bom esgrimadores, argumentaram para persuadir; outros escancaram na manipulação no tempo e das argumentações travestidas de lógica jurídica; outros, partiram para a força bruta: chegou-se até a pedir o apoio de ‘poderosas’ forças externas.
Há um forte indício de que Roberto Jefferson usou de manipulação quando denunciou a prática de ‘mensalão’ para a formação de maioria dentro do Congresso (de duas Casas Decisórias). Ora, quando Claus Roxin fala de domínio do fato, relaciona-o com domínio do resultado… Como obter a consumação do delito exercendo controle somente sobre alguns poucos membros da Câmara dos Deputados? Para quê manipular os parlamentares que integram o partido do governo?
Se o uso da manipulação e da força direcionadas ao ministro decano não funcionar – sendo homem sábio, corajoso e consciente de seu dever de Magistrado – na fase seguinte da apreciação do mérito dos recursos, é preciso que os juízes da Suprema Corte ponham como ponto de partida uma tomada de posição em face da discussão sobre o caráter manipular da trama que se construiu com o apelido de Mensalão.
Que fenômeno factual é esse com o qual estão lidando?
O ministro Barbosa diz que é manipulação para obtenção de apoio parlamentar dentro da Câmara dos Deputados. O ministro Barroso afirma ter certeza de que é circulação de dinheiro de Caixa Dois de campanha eleitoral.
Essa é a questão básica, central.
O Judiciário é a esfera de poder governamental vocacionada a produzir decisões com suporte forte na técnica de persuasão. Na execução, sua especialidade é o uso da força pública do Estado policial.
Zanchetta
18 de setembro de 2013 2:03 pmGostei desse título
A
Gostei desse título
A percepção SOCIAL da Justiça
seria a percepção dos socialistas da Justiça que pode estar contra eles?
Marco T.
18 de setembro de 2013 5:35 pmNão meu bem…
A simples percepção de que a justiça tem que ser justa, simples assim!
Sem ‘ismo’ nenhum!
BRAGA-BH
18 de setembro de 2013 2:29 pmParabéns
Parabens ao Nassif pela análise criteriosa. É uma pena que a única casa que ainda tínhamos a esperança de não ter sido contaminada pelo ar apodrecido de Brasília se mostra igual ou tão pior quanto as demais da capital. Pior porque sabendo qual o nível de conhecimento dos senhores ministros era de se esperar deles um comportamento mais liso, mais transparente e não esta balbúrdia que vimos neste ultimos tempos.
Fr@ncisco
18 de setembro de 2013 2:41 pmSe a ministra suprema Carmem
Se a ministra suprema Carmem Lúcia, mesmo mantendo a tese da isonomia de pé único, onde cobra a inexistência de infringentes no STJ sem importar-se que no STJ recorre-se ao STF e nesse não há a quem recorrer, daí os infringentes, tivesse um segundo de reflexão ao tomar conhecimento do registro da negativa do legislativo em tentativa de suprimir-se os embargos infringentes no governo FHHC, ou seja pós a lei que suscita as duvidas da vigência, tomaria uma atitude própria de quem deseja o engrandecimento e a solidificação da justiça brasileira, pediria a palavra antes de Celso de Mello, refaria seu voto dado as escancaradas informações que tornaram-no equivocado, tiraria a corda midiática do pescoço de seu par, Celso de Mello, salvaria o judiciário e em particular o STF de terrível lambança que o marcará negativamente para sempre e dignificaria com a atuação sua pessoa eternamente nos anais da justiça brasileira.
Jandui Tupinambás
18 de setembro de 2013 3:29 pmBravo, Francisco!
Mas a probabilidade é menor do que o sucesso da minha “surpresinha” da mega sena que fiz hoje!
Plínio J. V. Lins
18 de setembro de 2013 6:13 pmTambém tive essa ilusão. Mas
Também tive essa ilusão. Mas ela tá dominada.
Marco St.
18 de setembro de 2013 2:41 pmPiada Pronta:
A Rádio Band
Piada Pronta:
A Rádio Band News FM mandou uma equipe de repórteres para Tatuí, interior de SP, cidade natal de Celso de Mello, para entrevistar amigos e familiares do Ministro a respeito da grande decisão de hoje da AP. 470.
Virou final de copa do mundo:
Mídia X Justiça
Salve-se quem puder!
Marco St.
18 de setembro de 2013 2:49 pmMinistro pressiona
Ministro pressiona Ministro.
No Globo. Inacreditável !
Nem no regime militar se viu um Ministro pressionar outro, no dia de voto decisivo !
Saiu no Globo, o 13º voto no Supreminho, no mesmo dia em que o Ministro Celso de Mello decide sobre os embargos infringentes:
O Supremo e os embargos infringentes
(…)
O sistema não fecha, no que, considerado o crivo do Supremo, é assentada a revisão pelo próprio Tribunal, colocando-se em dúvida o acerto do ato condenatório formalizado. Ao lado disso, a admissão do recurso gera consequências. A primeira refere-se à quebra do princípio igualitário, porque apenas os acusados com quatro votos a favor terão o direito a eventual reforma do que decidido. A segunda concerne à mudança na composição do Tribunal em virtude da aposentadoria de dois ministros que participaram do julgamento. É dizer: caso os integrantes que chegaram depois somem os votos aos quatro da corrente minoritária, a condenação poderá ser transformada em absolvição, dando-se o dito pelo não dito, para a perplexidade geral. Isso já ocorreu presente a cassação de mandato parlamentar, no que o novo Supremo concluiu, apesar da prática de crime contra a administração pública, não lhe incumbir o implemento. Acrescente-se a problemática da prescrição, uma vez que existe a possibilidade de haver a diminuição das penas.
Esta quarta-feira promete definição sobre a quadra vivenciada. É reveladora de novos tempos? Com a palavra o decano do Supremo, o douto ministro Celso de Mello, a quem cabe o voto decisivo, ante o empate verificado, de cinco votos pela admissibilidade do recurso e outros tantos no sentido da revogação tácita do Regimento Interno. Que o resultado seja alvissareiro!
Marco Aurélio Mello é ministro do Supremo Tribunal Federal e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral.
Lionel Rupaud
18 de setembro de 2013 3:43 pmMais uma pérola do MAM
Tinha que ser de alguem que respondeu tranquilamente a um jornalista que “a ditadura foi um mal necessário”.
Mas como o jornalista era empregado dos Frias, tava tudo em casa!
Luzonaldo
18 de setembro de 2013 4:03 pmPosso estar enganado mas acho
Posso estar enganado mas acho que essa lametável atitude, usando um termo bem leve, vai fazer com que Celso de Mello vote a favor dos infringentes, se ele tinha alguma dúvida, afinal ele não deve aceitar esse tipo de pressão e caso seja contra o embargos sempre vai ficar a dúvida no ar se foi por conta do Marco Aurélio Mello.
Fiódor Andrade
18 de setembro de 2013 4:11 pmartigo 36 da lei da magistratura
Pois é…
Art. 36 – É vedado ao magistrado:
I – exercer o comércio ou participar de sociedade comercial, inclusive de economia mista, exceto como acionista ou quotista;
II – exercer cargo de direção ou técnico de sociedade civil, associação ou fundação, de qualquer natureza ou finalidade, salvo de associação de classe, e sem remuneração;
III – manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem, ou juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças, de órgãos judiciais, ressalvada a crítica nos autos e em obras técnicas ou no exercício do magistério.
Parágrafo único – (Vetado.)
[A dica veio do twitter do Stanley Burburinho]
edisilva
18 de setembro de 2013 5:43 pmO supremo ministro não lê o globo?
Esta é uma confissão de que ele não lê o jornaleco, ou que não consegue entender o quê lê, ou, ainda, que prefere ignorar o que não interessa a sua suprema pessoa.
E o rapaz falou nos comentário que os “300 blogs de esquerda” conseguem fazer pressão sobre estas figuras impolutas.
Ledour
18 de setembro de 2013 2:51 pmA pressao negativa da midia
A pressao negativa da midia parece ser apenas quando das opinioes do Merval, do An, do RA, do Alexandre Garcia, etc., quando a pressao sobre os Ministros do SFT parte de PHA, LN, Janio de Freitas, PML, Paulo Nogueira e de mais 300 mil blogs de esquerda que fazem uma campanha feroz contra alguns juizes do Supremo, dai nao e’ pressao, e’ analise politica. Muita hipocrisia!!!!
JB Costa
18 de setembro de 2013 3:26 pmMas que gracinha, o bebê
Mas que gracinha, o bebê Ledour! Tão bestinha. Comparar as pressões dos blogs ditos “sujos” com todo o poderio da mídia convecional.
Ô Nassif! Traz um mingauzinho para essa criança ingênua! Bilu, bilu.
Cafezá
18 de setembro de 2013 4:05 pmhehehehehehehehe… É tanta a
hehehehehehehehe… É tanta a ingenuidade que chega a estar saindo pelas fraldas.
P Pereira
18 de setembro de 2013 8:43 pm😛
***
https://jornalggn.com.br/noticia/o-clamor-da-midia-e-a-transparencia-da-justica
Nonato Amorim
18 de setembro de 2013 7:12 pm“Tem horas que me dá medo…”
JB, tava em uma dessas estradas aqui do sul agora a pouco quando vi à minha frente num parachoque de caminhão a frase em epígrafe, E eu pixaria, completando” . . . quando leio indivíduos como o Ledour”
Nonato Amorim
18 de setembro de 2013 7:13 pm“Tem horas que me dá medo…”
JB, tava em uma dessas estradas aqui do sul agora a pouco quando vi à minha frente num parachoque de caminhão a frase em epígrafe, E eu pixaria, completando” . . . quando leio indivíduos como o Ledour”
Lionel Rupaud
18 de setembro de 2013 3:41 pmPiada do dia
Obrigado por esta boa piada que vai concorrer a melhor do dia, alias com grandes chances de ganhar.
Emilio GF
18 de setembro de 2013 4:41 pmExiste ação e existe
Existe ação e existe reação.
E você não sabe disso, ou melhor, não quer saber.
Jandui Tupinambás
18 de setembro de 2013 6:32 pmsó rindo de ti
Cunha
18 de setembro de 2013 2:58 pmHoje vamos ver quem manda no
Hoje vamos ver quem manda no Brasil: a mídia ou a Lei.
Cafezá
18 de setembro de 2013 3:21 pmAnálise irretocável. As
Análise irretocável. As peçonhas citadas no post deveriam ser impedidas de mencionarem a palavra JUSTIÇA. As faculdades de Direito deveriam fazer autocrítica por terem formado raposas para cuidar do galinheiro. É o caso de se propor uma lei para que essas faculdades tenham, no mínimo, cinco aulas de ÉTICA diárias, inclusive nos finais de semanas.
Nadraas
18 de setembro de 2013 3:41 pmAlguem acredita que Gilmar
Alguem acredita que Gilmar Mendes, Ayres Brito ou Fux, etc, estao preocupados com o que a historia dira deles? Se nao tem um minimo de preocupacao de honrarem a toga e o cargo vao ter com um “prestar contas” que jamais os fara ter algum tipo de perda financeira ou liberdade?
Estao se lixando!
Cristiana Castro
18 de setembro de 2013 4:50 pmPuxa, Nassif! Arrasou!
Puxa, Nassif! Arrasou! Sensacional esse post. Comparilhando no FB
Calvin
18 de setembro de 2013 5:04 pmBolivarianismo, e não o
Bolivarianismo, e não o macarthismo é o perigo que nos ronda na minha opinião
vera lucia venturini
18 de setembro de 2013 6:12 pmPor que?
E bolivarianismo e
Por que?
E bolivarianismo e macartismo são movimentos completamente distintos. O macartismo diz respeito a perseguição política e a supressão de direitos individuais. Bolivarianismo é um movimento político de relacionamento entre nações latino americanas.
Marco T.
18 de setembro de 2013 5:20 pmAssunto que está chato
Essa ação tá um ‘pé no saco’, todos estão de cheios e o principal responsável pela ‘carnavalização’ do processo foi exatamente o Senhor relator sob os auspicios do Congresso de 2005 e da mídia pulgenta!
Espero, porém, que os condenados (principalmente sem provas) tenham uma segunda chance!
Calvin
18 de setembro de 2013 5:20 pmFico boquiaberto em ver que
Fico boquiaberto em ver que quase todos os ministros do STF são considerados aqui réus, menos os réus condenados no processo…
vera lucia venturini
18 de setembro de 2013 6:06 pmNão sei porque você esta
Não sei porque você esta boquiaberto uma vez que de juizes se espera lisura e justiça. Quando assim não agem se tornam mais condenáveis do que os réus. Afinal os réus estão sendo julgados pelo que fizeram e juizes corruptos, partidários e autoritários jamais serão julgados e continuarão a deturpar o Poder Judiciário destruindo uma instituição que constitui um dos poderes da República.
Alessandro
18 de setembro de 2013 6:20 pmNão se espante…
Não se espante….
É comum, em sociedades recheadas de moralismo seletivo, o hábito de ficar boquiaberto.
Na época do Udenismo e à beira do golpe de 64 muita gente ficava boquiaberta.
Neste casos geralmente é a verdade que fica de boca fechada.
Carlos Dias
18 de setembro de 2013 8:06 pmFico boquiaberto em ver que
Fico boquiaberto em ver que quase todos os ministros do STF são considerados aqui réus, menos os réus condenados no processo…
Então fecha a boca porque em boca fechada não entra mosca.
Voce ficou de boquinha aberta qdo um safado soltou o Cachoeira? Não ficou né… Então agora mantenha sua boquinha bem fechada.
E aprenda o sábio ditado, “minha boca será um túmulo”.
JoaoMineirim
18 de setembro de 2013 5:32 pmParabéns
Nassif, Parabéns ! Excelente texto.
Silvio S. L. Bandeira
18 de setembro de 2013 6:25 pmComentário
“A mídia no Brasil é concentrada em poucas mãos em decorrência da má distribuição de todas as riquezas do país. O período da ditadura acentuou ainda mais essa situação. No caso da imprensa, isso se verificou pelo apoio que o regime deu a empresas de meios de comunicações que lhes era favoráveis. A maior parte da imprensa saudou o golpe euforicamente e forneceu apoio e colaboração ao regime; assim como boa parte do empresariado de então. A ditadura durou vinte e um anos, com o apoio desses setores sociais. Essa aliança entre ditadura, mídia e setores econômicos tem ainda muita influência sobre a realidade política e social do país hoje e sobre a configuração e a forma de agir da mídia”. (Página 15 do livro A Ditadura Continuada: Fatos, Factoides e Partidarismo da Imprensa na Eleição de Dilma Rousseff. Livro de autoria do jornalista Jakson Ferreira de Alencar).
Carlo
18 de setembro de 2013 6:30 pmCelso de Mello acaba de
Celso de Mello acaba de decidir que haverá novo julgamento de alguns réus do chamado mensalão! Antes que inocentes úteis, leigos de toda sorte, aves de rapina, direitistas travestidos e canalhas de toda espécie saiam a campo pregando o apocalípse, saio na frente dizendo que estou orgulhoso do Supremo! Deu uma banana para a mídia, para o efeito manada e teceu loas ao ordenamento jurídico e ao direito dos réus, base do devido processo legal. Venceu a democracia! Viva o Brasil!!!
mario silva
18 de setembro de 2013 6:56 pmAmigo, desculpa-me!
Hoje o
Amigo, desculpa-me!
Hoje o STF encontra-se na lama. Essa decisão, na realidade, terá pouco efeito praticado nas condenações em si. As fraudes processuais que acorreram nesse julgamento não terão como a história apagar. O grande perdedor desse julgamento está sendo o próprio STF. Isto é: a instituição está sendo jogada no lixo. A história nos dirá.
JoãoP
18 de setembro de 2013 8:35 pmAcho pouquíssimo provável que
Acho pouquíssimo provável que os Ministros examinem todas as provas, as presentes nos autos e as outras escondidas em processos sob sigilo, e decidam com mais seriedade, e menos pré-julgamentos. Mas mesmo assim, valeu a pena o desempate de hoje, passamos a ter um fio de esperança. É melhor para todos, inclusive para a imagem do STF.
Ricardo JC
18 de setembro de 2013 8:45 pmPrezado Mario
Faço minhas as
Prezado Mario
Faço minhas as suas palavras. E ainda temos que tomar lição de moral do tal do Argolo que só vem aqui descarregar sua verborragia improdutiva posando de sábio, quando na verdade não enxerga um palmo na frente do nariz. Gostaria que a grande maioria pudesse enxergar a grande farsa por trás deste processo, que o resultado de hoje não poderá sequer minimizar.
Frederico69
18 de setembro de 2013 8:45 pmvenceu por um voto
vitória bem apertada. não deram tanta banana assim não.
na verdade eu acho que a coisa se encaminha pro resultado correto, embora para isso precise e seja conduzido de forma tão torta.
perdeu o stf e mais ainda a nação sabendo que se fossem outros não seria assim.
tal qual como o caso do metro, na noticia piguenta de hoje anunciam que o governador do psdb tenta incluir a siemens no Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas.
até onde eu entendi as outras empresas não estão sendo incluídas….
Marly
18 de setembro de 2013 6:31 pmMinistro Celso de Melo
Não sei o que virá futuramente, mas hoje, o Ministro Celso de Melo está brilhante! Cristiana deve estar dando pulos de alegria! Que resposta à Midia! Excelente!
agincourt
18 de setembro de 2013 6:45 pmisonomia
“O relator da CPMI, do PT, acovardou-se, assim como a bancada do partido”
Nassif, diz pra gente: Por que o PT acovardou-se?
Hipótese: o PT “confundiu-se” tanto com o “excesso de pragmatismo” que ficou com medo de achar o fim do fio de Ariadne, em meio a tanto labirinto, amarrado no próprio rabo.
…
“Mais dia, menos dia, todos terão que prestar contas, de forma isonômica, à opinião pública ampliada.”
No momento, essa opinião pública já ficaria satisfeita com a prisão dos mensaleiros.
Uma Papuda dividida em facções – tais como, PT, PSDB, PMDB, bancada da Bíblia, juízes e causídicos, midiáticos etc – fica pro futuro.
Alessandre de Argolo
18 de setembro de 2013 7:12 pmOs palpiteiros não entendem nada de direito, de STF e de justiça
O voto do ministro Celso de Mello, indicando que os embargos infringentes ainda são cabíveis no âmbito do STF, mostra que a maioria dos palpiteiros que se arrisca a dar seus pitacos sobre direito, sobre STF e sobre o funcionamento do Poder Jidiciário não entende de PN.
A capa da Veja deu em água. Só mesmo um ministro decano do STF, acostumado a confrontar interesses todo o tempo, para deixar de exercer o seu poder de dizer o direito, com autonomia e com independência. Quem um dia pensou no contrário é um “pato”, como, diz a lenda, teria dito P.T. Barnum, naquela famosa frase, “nasce um otário – ‘pato’ – a cada minuto”, algo assim. Quem duvidou que o ministro Celso de Mello fosse votar diferente disso, assumiu sua função de “pato”.
Quem fala esse tipo de asneira pela Internet brasileira, duvidando levianamente do caráter dos ministros do STF, assina atestado de imbecilidade, reconhecido em cartório.
Deve ser por essa razão que existe uma alta densidade demográfica de fakes entre aqueles que defendem esse tipo de opinião inequivocamente idiota.
Diferentemente do que se leu por aqui e em outras plagas (não necessariamente neste post, mas em outros), o que se discute nessa rodada de sessões no STF é a subsistência ou não dos embargos infringentes no âmbito do STF. Isso não tem nada a ver com analisar os requisitos de admissibilidade, intrínsecos e extrínsecos, do recurso e muito menos tem relações com dar provimento a um recurso. A discussão é completamente diferente. Discute-se apenas se os embargos infringentes são um figura recursal ainda em vigor e que pode ser validamente usada pelas partes no STF.
O voto do ministro Celso de Mello é uma aula de direito imperdível e um cala boca em que vive falando asneiras, uma atrás da outra, sobre o STF, sobre os seus ministros e sobre o funcionamento do Poder Judiciário.
Numa hora, Barroso não presta. Na outra, basta considerar subsistentes os embargos infringentes no âmbito do STF, decisão correta, ele vira um “herói”. Isso é coisa criança, de gente babaca. Isso não é postura de gente séria. Isso é coisa de palpiteiro, os mais experimentados logo percebem,
Isso não acontecerá com o Celso de Mello porque o constrangimento de vê-lo acolhendo a tese da susbsistência dos embargos infringentes não permite, como convém aos que ostentam um péssimo caráter, uma péssima índole.
Carlos Dias
18 de setembro de 2013 8:25 pmEm que cartório aqui do Rio eu posso tirar cópia do seu atestado
Quem fala esse tipo de asneira pela Internet brasileira, duvidando levianamente do caráter dos ministros do STF, assina atestado de imbecilidade, reconhecido em cartório.
Então isso deve valer prá voce.
Em recentes comentários não apagados pelo Nassif (após um surto psicótico em que voce resolveu xingar todos aqui) se viu voce desandar a deitar falação e dúvidas sobre a conduta do ministro Wandovisk.
Neste caso, voce deu atestado com reconhecimento de firma por semelhança ou presencial?
Me dá o endereço do cartório aqui da capital do RJ que guarda o seu certificado de imbecilidade.
Ricardo JC
18 de setembro de 2013 8:42 pmQuem tem boca fala o que
Quem tem boca fala o que quer…
Me espanta a maneira pouco cortes e arrogante com que você se coloca. Vir aqui escrever o que escreveu, depois da decisão do Min. Celso de Mello, é só fazer o papel do comentarista de futebol que comenta o resultado depois do jogo. Qualquer um faz. Discordo frontalmente de você. O que tenho lido neste blog e em outros é justamente o contrário. As pessoas entenderam perfeitamente do que se tratava, apenas a análise da admissibilidade ou não dos embargos infringentes. Entretanto, querer minimizar o que se passa a apenas esta questão, como se esta decisão não fosse nada, aí sim é querer tapar o sol com a peneira. Estamos no meio de uma luta política feroz. Negar isto e dizer que o problema é meramente jurídico, é burrice. Nestas semanas ouvimos votos totalmente divergentes!!! Será que a letra da lei é tão confusa assim que nem os “maiores” especialistas são capazes de interpretá-la com um mínimo de coerência? É óbvio que não. Os votos estão movidos pelos mais diferentes sentimentos e razões. Na minha opinião, Celso de Mello não quis manchar sua biografia com uma decisão totalmente em desacordo com as ideias que já havia defendido. Acredito que vontade de encerrar a peleja não lhe faltou…faltou coragem para fazer isso. Mas até para ser canalha é preciso coragem. Você “viu” o voto de Gilmar Mendes? Que sentido jurídico teve o voto de Gilmar Mendes, se comparado ao voto de Celso de Mello, hoje? E olha que não sei bulhufas de direito, apesar de ser filho de juíza. E o voto de Carmen Lúcia que perdeu totalmente a sua razão depois do que lemos na própria imprensa durante o fim de semana? É evidente que estamos vendo uma guerra muito mais política do que jurídica. Talvez para a situação, esta decisão de hoje se transforme num martírio, já que a decisão pode ir para perto das eleições. Entretanto, sob o ponto de vista da justiça ela é absolutament necessária.
Orlando
18 de setembro de 2013 7:12 pmGanhou o Lula/Dirceu. E perde
Ganhou o Lula/Dirceu. E perde a Dilma e o PT. Terminou em PIzza. O Ministro Celso foi aquele mesmo que deu Habeas Corpus ao Pimenta da Veiga, aquele cara que matou a namorada com três tiros nas costas.
A próxima eleição para presidente pode começar a ser perdida aqui – nesse julgamento do mensalão. Na verdade, um dos maiores perdedores é o próprio STF.
vera lucia venturini
18 de setembro de 2013 8:21 pmE como não se trata neste
E como não se trata neste caso de discutir a próxima eleição ganhou a Justiça e o direito ás garantias individuais que todo cidadão brasileiro deve ter. De outro lado foi derrotada com certeza a grande imprensa brasileira que neste processo inteiro manifestou-se de forma autoritária submetendo juizes que se esqueceram de exercer a Justiça para exercer a vaidade, o autoritarismo e a submissão.
Rodney
18 de setembro de 2013 11:27 pmVc está bem mal informada.
Vc está bem mal informada. Pimenta NEVES. E não terminou nada em pizza, visto que não terminou nada.
DGS
18 de setembro de 2013 7:41 pmSTF
O Ministro Celso de Mello julgou de forma republicana, respeitando os direitos individuais.
Orlando
18 de setembro de 2013 9:33 pmVera Lúcia Venturini
Justiça
Vera Lúcia Venturini
Justiça é uma palavra com inúmeros significados e que sobretudo depende de ponto de vista. O pessoal do mensalão deveria ser julgado pela justiça comum e não ter foro privilegiado no Supremo. Como é o Supremo, isto é a última instância, não caberia recursos. No caso a aceitação dos embargos infringentes questionam a autoridade do Supremo – o mesmo não ocorreria na justiça comum. Em relação ao julgamento do mensalão, na verdade, fica um vazio onde não há nem sombra de justiça. Ademais, nem tudo que é “legal” é justo ou implica justiça.
vera lucia venturini
18 de setembro de 2013 10:07 pmJustamente pelo fato de
Justamente pelo fato de alguns réus da AP470 terem direito a serem julgados pela justiça comum é que a decisão favorável aos embargos infringentes tem que que ser saudada. Na justiça comum existem tribunais superiores para apelação e o embargo infringente corrige esta distorção. Só que a forte pressão da mídia impunha a supressão deste direito assim como pressionou desde o inicio para a efetivação das distorções desta ação.
Se a justiça não se fez por inteiro nesta ação ao menos foi recuperado um um direito aos réus na seção de hoje.
Jorge Juka
27 de outubro de 2013 9:02 pmListão
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