15 de junho de 2026

O debate sobre impeachment de Dilma no Parlamento alemão

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Jornal GGN – Ontem, dia 20 de outubro, o Parlamento alemão (Bundestag) debateu o processo de impeachment da presidente eleita por 54,5 milhões de votos, Dilma Rousseff, no Brasil. O partido A Esquerda pediu ao Legislativo que repudie a cassação da ex-presidente. O deputado da legenda, Wolfgang Gehrcke, começou o debate classificando como golpe o impeachment de Dilma, e citou as ações do vice-presidente, agora de posse da cadeira de presidente, Michel Temer. Gehrcke citou a PEC 241, que congela por 20 anos os gastos, principalmente na área da educação, saúde e políticas sociais.

O deputado do CDU, Andreas Nick, do mesmo partido de Angela Merkel, ressaltou a crise econômica vivida no Brasil e sua importância como parceiro da Alemanha, principalmente nos governos do PT. Disse ainda que a perda de popularidade entre os eleitores no Brasil e sem base no Congresso já justificariam o afastamento da presidente em países como a Alemanha.

Porém, o representante do CDU não reconheceu crimes que justificassem o impeachment, mas lembrou que o Bundestag não é lugar para que se faça um estudo sobre a Constituição brasileira, ressaltando ainda que não cabe ao governo alemão tomar a função do Supremo Tribunal Federal brasileiro e que a decisão do Congresso no Brasil deve ser respeitada.

O deputado do Partido Verde, Omid Nouripor, com a palavra, disse que o governo de Dilma cometeu muitos erros, mas que não se pode deixar de perceber os muitos avanços ocorridos nos anos de PT, principalmente no combate à pobreza e em direitos para as minorias. E esses avanços estão em risco com o novo governo. Disse ainda que não usaria a palavra golpe, mas que o impeachment foi uma conspiração motivada politicamente e que voltavam ao poder as antigas elites.

Klaus Barthel, do Partido Social-Democrata (SP) também chamou de golpe o impeachment da presidente Dilma. “Um impeachment só é possível quando o presidente cometeu um crime grave, mas esse foi um processo conduzido por interesses políticos”, disse ele. Reafirmou ainda que Dilma é muito mais íntegra do que a maioria daqueles que foram contra ela, lembrando que Eduardo Cunha, o arquiteto do impeachment, foi preso. Berthel ainda criticou o papel das empresas alemãs no Brasil, que ficaram felizes com a possível diminuição dos direitos trabalhistas no país.

Com a maioria dos deputados a favor da moção da legenda A Esquerda, o requerimento foi enviado para ser avaliado pela Comissão de Relações Exteriores do Bundestag.

Com informações do Deutsche Welle – DW

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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8 Comentários
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  1. Cesar Saldanha

    21 de outubro de 2016 11:56 am

    O Brasil que não queremos

    Até o parlamento alemão tem a mesma visão nossa, o partido da base do Governo Alemão compartilha o golpe com o que há mais de podre na nossa sociedade, comparando Constituição Brasileira ao da Alemanha – um sofismo sem igual usando chavões que Dilma não tinha apoio popular e sem base no Congresso. Mas fiu rechaçada por outro deputado, que reconheceram em sua maioria que o Brasil passa pelo golpe branco, que será contínua até que destrua a esquerda brasileira. 

  2. Genesio Moura

    21 de outubro de 2016 12:12 pm

    Sr Klaus Barthel resumiu o

    Sr Klaus Barthel resumiu o porque e o sucesso do golpe: “empresas alemãs no Brasil, ficaram felizes com a possível diminuição dos direitos trabalhistas no país.”.

    Se as sérias multi nacionais alemãs, na Alemanha, estão felizes com a nossa desgraça, imaginem as norte americanas, francesas, holandesas, portuguesas, espanholas, canadenses, mexicanas, japonesas… São empresas altamente caras para o povo brasileiro, que vivem inflacionando os seus preços no país, principalmente alimentos, torcendo para que a inflação dispare e vivam de lucro inflacionário como ha alguns anos atras. Banqueiros perto deles são trouxas… E as empresas que são de fora desse grupo, ou pedem benção pros “nossos” governantes, ou não entram. 

     

  3. Frederico Firmo

    21 de outubro de 2016 12:37 pm

    Uma boa notícia para Serra.

    Com certeza Serra deve estar agora de olhos esbugalhados e deve continuar não entendendo nada, perguntando o significado das letrinhas. Nesta semana o parlamento alemão soletrou a palavra golpe. Enquanto isto no Japão, uma foto de um presidente risonho, recebendo a critica dura do premier Japonês, contra os desmandos da Lava Jato, que ao invés de propiciar acordos de leniência, visou destruir as empresas brasileiras e com isto  comprometeu duramente a sociedade japonesa em nossos estaleiros com OAS, UTC etc…. Em mais um ato, a critica e desconfiança criada pela quebra de contratos em andamento do BNDES para empreendimentos em  países africanos, centro-americanos e sulamericanos.  Ainda nesta semana a clara  perda não só de influência e proeminência como a desconfiança dos BRICS com relação ao Brasil. Talvez Serra queira retaliar o Japão, a Alemanha, e queira transformar os BRICS em RICS, e nossa mídia vai encobrir tudo isto, ou minimizar o que parece ser uma bola de neve.

    1. Rodrigo Pontara

      21 de outubro de 2016 12:58 pm

      2% do parlamento quer a moção

      2% do parlamento quer a moção de repúdio, o Serra deve estar achando até engraçado

  4. Roxane

    21 de outubro de 2016 4:01 pm

    E vamos esperar mais um

    E vamos esperar mais um pouco.

  5. Sérgio da Mata

    21 de outubro de 2016 10:08 pm

    A foto que ilustra a matéria acima é tabajara…

    A sessão estava bem vazia e monótona. É só conferir no site do Bundestag.

     

    1. Elo

      22 de outubro de 2016 2:00 am

      Você poderia esclarecer seu
      Você poderia esclarecer seu comentário? Não entendi!

  6. margot riemann

    25 de outubro de 2016 5:52 pm

    Os três partidos: Verde,
    Os três partidos: Verde, Socialdemocrata e Esquerda, afirmaram ter ocorrido golpe no Brasil. O representante dos cristão democratas negou a tipificação de golpe, mas censurou o que chamou de “criminalização” de divergências, que seriam na verdade de fundo apenas político.

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