19 de junho de 2026

O efeito Strangelove e tensão entre EUA e Rússia

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O efeito Strangelove – ou como somos levados a aceitar uma nova guerra mundial

por John Pilger

Há poucos dias estive a rever o filme Dr. Strangelove [1] . Já o assisti talvez uma dúzia de vezes; dá sentido a notícias sem sentido. Quando o major T.J. ‘King’ Kong entra em conflito com os russos e envia o bombardeiro nuclear B52 contra um alvo na Rússia, quem tem que tranquilizar o Presidente é o general ‘Buck’ Turgidson [2] . Ataque primeiro, diz o general, afinal “são apenas 10 a 20 milhões de mortos, no máximo”

Presidente Merkin Muffley: “Não vou ficar na história como o maior assassino de massas desde Adolf Hitler”.

General Turgidson: “Talvez fosse melhor, senhor Presidente, que se preocupasse mais com o povo americano do que com a sua imagem nos livros de história”.

O génio do filme de Stanley Kubrick é que representa com rigor a loucura e os perigos da guerra-fria. A maior parte dos personagens baseia-se em pessoas reais e em maníacos reais. Não há hoje ninguém equivalente a Strangelove, porque a cultura popular está dirigida quase totalmente para as nossas vidas interiores, como se a identidade seja o zeitgeist moral e a verdadeira sátira seja redundante; mas os perigos são os mesmos. O relógio nuclear parou às cinco para a meia-noite; as mesmas bandeiras falsas estão hasteadas sobre os mesmos alvos pelo mesmo “governo invisível”, como Edward Bernays, o inventor das relações públicas, descreveu a propaganda moderna.
Em 1964, o ano em que foi realizado Strangelove, “a diferença de mísseis” era a falsa bandeira. A fim de construir mais armas nucleares, e maiores, e de prosseguir uma polícia de domínio não declarado, o presidente John Kennedy aprovou a propaganda da CIA de que a União Soviética estava mais avançada do que os EUA na produção de Mísseis Balísticos Intercontinentais. Isso encheu primeiras páginas como a “ameaça russa”. Na realidade, os americanos estavam muito à frente na produção de ICBMs, os russos nunca estiveram lá perto. A guerra-fria baseou-se largamente nesta mentira.

Desde o colapso da União Soviética, os EUA têm cercado a Rússia com bases militares, aviões nucleares e mísseis, ao abrigo do “Projecto de Ampliação da NATO”. Renegando uma promessa dos EUA feita ao presidente soviético Mikhail Gorbachev em 1990 de que a NATO não avançaria “nem um centímetro para Leste”, a NATO entrou à grande na Europa de Leste. No antigo Cáucaso soviético, a ocupação militar da NATO é a mais ampla desde a segunda guerra mundial.

Em Fevereiro, os Estados Unidos montaram um dos seus golpes “coloridos” contra o governo eleito da Ucrânia; as tropas de choque eram fascistas. Pela primeira vez, desde 1945, um partido pró-nazi, abertamente anti-semita controla áreas chave do poder estatal numa capital europeia. Nenhum líder da Europa ocidental condenou este renascimento do fascismo na fronteira com a Rússia. Morreram cerca de 30 milhões de russos na invasão do seu país pelos nazis de Hitler, que foram apoiados pelo Exército Insurgente Ucraniano, o UPA, responsável por inúmeros massacres de judeus e polacos. O UPA era a ala militar, que inspira o actual partido Svoboda.

Desde o golpe de Washington em Kiev – e da reacção inevitável de Moscovo na Crimeia russa, para proteger a sua Frota do Mar Negro – a provocação e o isolamento da Rússia têm sido invertidos nos noticiários como uma “ameaça russa”. Isto é uma propaganda fossilizada. O general da Força Aérea americana que chefia as forças da NATO na Europa – nada mais nada menos que o general Breedlove – afirmou há mais de duas semanas que tinha fotos que mostravam 40 mil tropas russas a “concentrarem-se” na fronteira com a Ucrânia. Também Colin Powell afirmou ter fotos de armas de destruição maciça no Iraque. O que é certo é que o golpe temerário e predatório de Obama na Ucrânia desencadeou uma guerra civil e Vladimir Putin está a ser atraído a uma armadilha.

Na sequência dos conflitos de 13 anos que começaram no Afeganistão muito depois de Osama bin Laden ter fugido, de terem destruído o Iraque sob uma falsa bandeira, depois de inventarem um “inimigo nuclear” no Irão, de enviarem a Líbia para uma anarquia hobbesiana e de apoiaram os jihadistas na Síria, os EUA têm finalmente uma nova guerra fria para complementar a sua campanha mundial de morte e terrorismo com aviões telecomandados.

Um Plano de Acção para Adesão à NATO (MAP) – directamente da sala de guerra de Strangelove – é o presente do general Breedlove à nova ditadura na Ucrânia. “Rapid Trident” [3] vai instalar tropas americanas na fronteira com a Rússia e “Sea Breeze” [4] vai colocar navios de guerra americanos à vista de portos russos. Simultaneamente, os exercícios de guerra da NATO por toda a Europa de Leste destinam-se a intimidar a Rússia. Imaginem qual seria a resposta se esta loucura se invertesse e acontecesse nas fronteiras da América. É ver o general ‘Buck’ Turgidson.

E ainda há a China. A 24 de Abril, o presidente Obama vai iniciar uma visita à Ásia para promover a sua “Campanha para a China”. O objectivo é convencer os seus “aliados” na região, em especial o Japão, a rearmarem-se e prepararem-se para a eventual possibilidade de guerra com a China. Em 2020, quase dois terços de todas as forças navais no mundo estarão concentradas na área Ásia-Pacífico. É a maior concentração militar naquela grande região desde a II Guerra Mundial.

Num arco que se estende desde a Austrália até o Japão, a China enfrentará os mísseis e os bombardeiros nucleares americanos. Está a ser construída uma base naval estratégica na ilha coreana de Jeju a menos de 640 km da metrópole chinesa de Xangai, centro industrial do único país cujo poder económico vai provavelmente ultrapassar o dos EUA. A “campanha” de Obama destina-se a minar a influência da China naquela região. É como se uma guerra mundial tivesse começado por outros meios.

Isto não é uma fantasia Strangelove. O secretário da Defesa de Obama, Charles ‘Chuck’ Hagel, esteve em Beijing na semana passada para entregar um aviso ameaçador de que a China, tal como a Rússia, pode vir a conhecer o isolamento e a guerra se não se vergar às exigências dos EUA. Comparou a anexação da Crimeia à complexa disputa territorial da China com o Japão sobre as ilhas desabitadas no Mar da China Oriental. “Não podem ir pelo mundo afora”, disse Hagel descaradamente, “e violar a soberania das nações pela força, coerção e intimidação”. Quanto ao movimento maciço de forças navais e de armas nucleares da América para a Ásia, isso é “um sinal da ajuda humanitária que as forças armadas americanas podem proporcionar”.

Obama está neste momento à procura de um orçamento para armas nucleares, maior do que no pico histórico durante a guerra-fria, a era de Strangelove. Os Estados Unidos estão a avançar na sua antiga ambição de dominar o continente eurasiano, estendendo-se da China à Europa: um “destino manifesto” assegurado pelo poder.
Notas:

[1] Dr. Strangelove (Dr. Estranhoamor): filme de Stanley Kubrick realizado em 1964, uma comédia de humor negro, que satirizou a tensão nuclear vivida pelo mundo durante a guerra-fria. Considerado “a melhor sátira política do século”.

[2] A personagem Turgidson sabe como fazer a guerra, mas falta-lhe a perspectiva de decidir se deve ou não fazer a guerra. Compreende a política do Presidente contra ataques nucleares mas tem dúvidas quando se lhe apresenta a possibilidade de anular essa política e varrer do mapa a Rússia. Sente-se feliz em apresentar a ideia de desencadear o ataque mais destrutivo contra um inimigo que não fez nada.

[3] Rapid Trident: exercício militar conjunto de 12 países na Ucrânia, que deve iniciar-se em Julho, com a participação dos EUA.

[4] Sea Breeze: exercícios militares anfíbios organizados à escala multinacional (NATO), realizados anualmente na Ucrânia.

O original encontra-se no Guardian e em johnpilger.com/… . Tradução de Margarida Ferreira.

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

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7 Comentários
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  1. alfredo machado

    26 de abril de 2014 5:34 pm

    USA USA

    Almeida,

    Mesmo que a “diferença de mísseis” permaneça, o certo é que um conflito, iniciado por provocação gratuita de Tio Sam ao quintal de VPutin, tem capacidade suficiente prá não deixar uma árvore deste planeta intacta.

    As motivações geopolíticas e sempre megalômanas de Washington já são do conhecimento de muitos, nenhuma novidade. “Rapid Trident” e “Sea Breeze”, compreendo qualquer um deles como um gesto de atear fogo às vestes.  

  2. Otaviani

    26 de abril de 2014 5:53 pm

    Loucura,loucura,loucura.

    Loucura,loucura,loucura,plagiando o “narigudo” apresentador global,o tio Sam continua com sua infidavel ambição de controlar o mundo,mesmo que isto nos leve a beira da destruição total (se o mundo não é meu,então não sera de ninguem).O que me causa surpresa neste embrólio,não é a adesão de todo o alto escalão yanque,mas dos euroupeus que se situam bem no meio,literalmente deste fogo cruzado.E quem pagara a conta deste novo expancionismo.O custo de uma empreitada como descrita no poste é algo que ronda ha uns poucos trilhões de dólares.A América e Europa não tem cacife para bancar.Afora que os chineses alem de poderio militar,são os maiores credores e finaciadores da divida americana,vai dai………

    A elite brasileira realmente é cria da americana,pois as 2 vivem,pensam um mundo completamente dissociados da realidade.A unica coisa que os mantem em seu status é que dominam ainda a máquina de informação,mas até nisto vem perdendo.

  3. Alexandre Weber - Santos -SP

    26 de abril de 2014 6:27 pm

    Obama’s Pax Americana – China aproveita
    US ‘pivots’, China reaps dividendsBy Pepe Escobar Let’s start with a flashback to February 1992 – only two months after the dissolution of the Soviet Union. First draft of the US government’s Defense Planning Guidance. It was later toned down, but it still formed the basis for the exceptionalist dementia incarnated by the Project for the New American Century; and also reappeared in full glory in Dr Zbig “Let’s Rule Eurasia” Brzezinski’s 1997 magnum opus The Grand Chessboard. 

    It’s all there, raw, rough and ready:

     Our first objective is to prevent the reemergence of a new rival, either on the territory of the former Soviet Union or elsewhere, that poses a threat on the order of that posed by the Soviet Union. This … requires that we endeavor to prevent any hostile power from dominating a region whose resources would, under consolidated control, be sufficient to generate global power. These regions include Western Europe, East Asia, the territory of the former Soviet Union, and Southwest Asia. 

    That’s all one needs to know about the Obama administration’s “pivoting to Asia”, as well as the pivoting to Iran (“if we’re not going to war”, as US Secretary of State John Kerry let it slip) and the pivoting to Cold War 2.0, as in using Ukraine as a “new Vietnam” remix next door to Russia. And that’s also the crucial context for Obama’s Pax Americana Spring collection currently unrolling in selected Asian catwalks (Japan, South Korea, Malaysia and Philippines). 

    Obama’s Asia tour started this week in full regalia at the famed Jiro restaurant in Ginza, Tokyo, ingesting hopefully non-Fukushima radiated nigiri sushi (disclosure: I was there way back in 1998, when sushi master Jiro Ono was far from a celebrity and the sushi was far from atomic). Obama’s host, hardcore nationalist/militarist Prime Minister Shinzo Abe, obviously picked up the bill. But the real bill comes later, as in Japan bowing to strict US demands – on trade, investment, corporate law and intellectual property rights – embedded in the 12-nation Trans-Pacific Partnership (TPP), which is code for American Big Business finally cracking open the heavily protected Japanese market. 

    Abe is a tough customer. His rhetoric is heavy on “escaping the post-war regime”, as in re-weaponizing Japan and not playing second fiddle militarily to Washington in Asia anymore. The Pentagon obviously has other ideas. Post-sushi at Jiro, what matters for Obama is to force Tokyo to bend over not only on TPP but also on keeping the weaponizing subordinated to the larger US agenda. 

    Beijing, predictably, sees all that for what it really is, as expressed in this Xinhua op-ed; the actions of an “anachronistic”, “sclerotic” and “myopic” superpower that needs to “shake off its historical and philosophical shackles”. 

    The Southeast Asia leg of the Spring collection tour is all about making sure to Malaysia and Philippines, not as strong militarily as Vietnam, that the US Navy will never be replaced as the hegemon in the South China Sea – or even allow China to reach parity with it. It’s at the heart of the “pivoting to Asia” as containment of China, whose aim is preventing China from becoming a naval power simultaneously in the Indian Ocean and the Western Pacific. 

    The Pentagon is predictably paranoid, accusing China of waging not only one but “three warfares” against the US. The fact is Beijing is developing a state-of-the-art underground base for 20 nuclear submarines in Hainan island just as Malaysia boosts its own submarine base in Borneo and the Philippines keeps imploring Washington for more planes, ships, airstrips and cyber capabilities as protection for what it regards as its absolute priority: explore for oil and gas in the West Philippine Sea to boost the economy. 

    Radiate me with trade deals, baby
    The Spring collection is far from derailing other pivoting – whose latest offering is the current “anti-terrorist” campaign in eastern Ukraine by the Kiev regime changers, which follows a most curious calendar. CIA’s John Brennan hits Kiev, and the regime changers launch their first war on terra. Dismal failure ensues. Vice President Joe Biden visits Kiev and the regime changers, right on cue, relaunch their war on terra. 

    Thus the pivoting to Cold War 2.0 proceeds unabated, as in Washington working hard to build an iron curtain between Berlin and Moscow – preventing further trade integration across Eurasia – via instigation of a civil war in Ukraine. German Chancellor Angela Merkel remains on the spot: it’s either Atlantic high-fidelity or her Ostpolitik – and that’s exactly where Washington wants her. 

    As for the batshit crazy factions fully deployed across the Beltway revolving door, everything goes, from “warning” China not to pull a Crimea to advocating war in Syria and even the North Atlantic Treaty Organization entering a nuclear war, as shown here by the appropriately denominated Anne Marie Slaughter. This is what she’s teaching her exceptionalist students at Princeton. 

    How’s Beijing reacting to all this hysteria? Simple: by reaping dividends. Beijing wins with the US offensive trying to alienate Moscow from Western markets by getting a better pricing deal on the supply of Eastern Siberian gas. Beijing wins from the European Union’s fear of losing trade with Russia by negotiating a free-trade agreement with its largest trading partner, which happens to the be the EU. 

    And then, the sterling example. Just compare Obama’s Spring collection tour, as a pivoting appendix, to the current tour of Cuba, Venezuela, Brazil and Argentina by Chinese Foreign Minister Wang Yi. It’s a business bonanza, focused on bilateral financing and, what else, trade deals. 

    It’s all in the mix: Peruvian and Chilean copper; Brazilian iron and soybeans; support for Venezuelan social programs and energy development; support for Cuba in its interest for greater Chinese involvement in Venezuela, which supplies Cuba with subsidized energy. 

    And all this against the background of a Beltway so excited that the Chinese economy is in deep trouble. It’s not – it grew at 7.4% year-on-year for the first quarter of 2014. Demand for iron and copper won’t significantly slow down – as the Beijing-driven urbanization drive has not even reached full speed. Same for soybeans – as millions of Chinese increasingly start eating meat on a regular basis (soybean products are a crucial feedstock). And, of course, Chinese companies will not losee their appetite for diversifying all across South America. 

    For the large, upcoming Chinese middle class – on their way to becoming full-fledged members of the number one economic power in the world by 2018 – this Spring collection is a non-starter. He or she would rather hit Hong Kong and queue up in Canton Road to buy loads of Hermes and Prada – and then strategically celebrate with Jiro quality, non-Fukushima-radiated, sushi. 

    Pepe Escobar is the author of Globalistan: How the Globalized World is Dissolving into Liquid War (Nimble Books, 2007), Red Zone Blues: A snapshot of Baghdad during the surge (Nimble Books, 2007), and Obama does Globalistan (Nimble Books, 2009). 

  4. Hélio Jorge Cordeiro

    26 de abril de 2014 8:00 pm

    “USA, Inglaterra, Alemanha,

    “USA, Inglaterra, Alemanha, Espanha, França, Israel versus Rússia, China, Coréia do Norte – Índia versus Paquistão… Era uma vez um planeta, onde habitavam seres medíocres que além de se auto exterminarem, também desestabilizaram as orbitas de planetas vizinhos!” – Etê de Varginha Neto

  5. anarquista sério

    26 de abril de 2014 10:34 pm

    ””’
    e tensão entre EUA e

    ””’

    e tensão entre EUA e Rússia

      E existe  ”tensão”  do bundão  Obama com quer que seja?

      Ele colocou os E U A de joelhos.

           Afina com qualquer um.

        QUE  colosso horrososo é esse tal de Obama.

  6. heutre

    26 de abril de 2014 11:42 pm

    Louca ilusão

    Somente a louca  elite política norte-americana acredita que possuem a hegemonia do planeta.

    O Sr. Putin não está blefando em sua visão geopolítica. Irá a guerra sem medo de ser feliz.

  7. junior50

    27 de abril de 2014 1:05 am

    ” 40.000 homens na fronteira” – normal

      Um grande problema de comunicação e de entendimento, é que a esmagadora maioria dos ocidentais, não conhecem porra nenhuma da Ucrania, e com a Russia os preconceitos anteriores, ainda continuam validos, portanto a quantidade de abobrinhas, que  ambas as midias/propagandas exploram, a reboque de seus interesses ( governos e ideologias) e idiossincrasias.

       Rostov – on – Don, fica á umas duas horas, de carro, da fronteira russo – ucraniana, e na Budennovisky Prospect, 43, fica sediado o maior comando militar da Federação Russa, o Distrito Militar – Sul, responsavel por toda a area, desde o Cáspio, Caucaso, até a Criméia, sendo desde a era soviética responsavel pela “proteção” destas areas e do estratégico “coração industrial ucraniano” ( Donbass, Zaporozhie, Dniepropretovsk, Sloviansk), tanto que a Frota do Mar Negro, sua infantaria naval, unidades especiais, aviação naval, artilharia de costa (misseis), com sede na Criméia, sempre, respoderam a este comando ( DM-Sul), organicas a ele, mesmo após a dissolução da URSS.

        Com dois exércitos + brigadas independentes + spetnaz/mil * + tropas VDV *, o DM-Sul realizar manobras com 40.000 efetivos, equipados e treinados ( profissionais ), combinados a seu componente aereo e naval, na realidade não significa nem mesmo 60% de seus efetivos; se trata-se de uma “demonstração de força” ? NÃO, não se demonstra o que já lá está, sempre esteve, trata-se, caros ideologos escrivanicos e politicos de carteirinha, de um ensaio tático – estratégico ( movimentação coordenada de unidades conjuntas, que objetiva ensaiar os pontos de inflexão/ assalto,avaliando e corrigindo, os planos de contingência prévios – no conceito doutrinario NATO: avaliar, corrigir , determinar, as OFRAGS – ordens fragmentarias, demandas da operação estratégica).

           Glossário:

          Tropas VDV: Paraquedistas e Aerotransportadas – na doutrina russa, desde a década de 30, mesmo que organicas aos DMs, os “vozduya”, são independentes, subordinados diretamente ao Comando Central  ( o pós-Stavka), destinados a operações especiais de grande envergadura: tomada de aeroportos, estruturas criticas, pontos de inflexão e/ou retenção, casos de “frentes” simétricas ou assimétricas.

            Spetnaz/mil: Forças especiais russas militares, atuam em todos os ramos ( VVS – Força Aerea. Naval e Exército), são caracterizados por usarem, em desfiles e cerimonias, a camiseta listrada horizontalmente, nas cores azul e branco – não confundir com as proximas unidades, os spetnaz ligados aos “guardas de fronteira”, e os do “diretório”, ambos ligados, de acordo com a missão: ou ao GRU, ou ao FSB.

           

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