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Jornal GGN – Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira, advogados do ex-presidente Lula, enviam mais uma nota contra as inexatidões cometidas pela grande mídia. Inexatidão, no caso, para tentar influenciar magistrados no processo de Lula contra O Globo. Os advogados afirmam que o jornal não retrata a realidade dos votos proferidos e tentam influenciar indevidamente no julgamento do recurso a ser interposto.
A nota afirma que, em momento algum, os desembargadores disseram, no caso da “Yousseff deu direito à firma ligada à obra do prédio de Lula”, que a reportagem era verídica, mas que estava caracterizada “por margem tolerável de inexatidão”. O jornal desvirtua o teor e sua repórter, em suas próprias palavras ao se explicar na Justiça é de que “não se preocupou em constatar se a investigação mencionada na reportagem realmente existia”, evidenciando aí uma ligação de sua fonte com a investigação.
Leia a nota a seguir.
Nota
Reportagem veiculada por O Globo (Lula perde em 2ª. instância processo contra O Globo – 29/08/2016) a respeito de julgamento concluído na data de ontem (28/09/2016) pela 14ª. Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) não retrata corretamente a essência dos votos proferidos pelos julgadores ao negarem provimento ao recurso do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de tentar influenciar indevidamente no julgamento de recurso que ainda será interposto. Na condição de advogados do ex-Presidente esclarecemos que:
1- Em momento algum os Desembargadores do TJRJ afirmaram ser verídico o teor da reportagem de O Globo intitulada “Yousseff deu direito à firma ligada à obra de prédio de Lula”, de agosto de 2015, veiculada em agosto de 2015; ao contrário, afirmaram, conforme o voto do Relator, que o jornal tratou de “fato controvertido, caracterizado por margem tolerável de inexatidão“;
2 – É reprovável o fato de o jornal usar suas páginas para tentar influenciar os Tribunais Superiores a rejeitar o recurso que será interposto pelos advogados de Lula, fazendo afirmações genéricas sobre a “jurisprudência”; a verdade é que o Superior Tribunal de Justiça tem firme o entendimento de que a imprensa,”ao informar acerca do que ainda não foi comprovado, julgado, tido como verdadeiro, deve-se utilizar de expressões que façam esse destaque, sob pena de desvirtuar a função precípua de informar dos meios de comunicação” (STJ, 3ª. Turma, REsp 1328914/DF, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, DJe 24/03/2014) — o que não foi observado por O Globo na reportagem questionada;
3 – A jornalista Cleide Carvalho, que também subscreve a reportagem questionada na Justiça, afirmou em seu depoimento “que não se preocupou em (…) constatar que a investigação mencionada na reportagem efetivamente exista“; a situação sugere que a fonte da jornalista participa da própria investigação;
4 – A reportagem publicada nesta data também faz referência, sem o devido contraditório, à denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal contra Lula e outros em 14/09/2016; a peça do MPF não está lastreada em provas, mas apenas nas “convicções” de seus subscritores, situação que, associada ao deplorável espetáculo promovido naquela mesma data e às inúmeras violações às garantias fundamentais de Lula no curso da Lava Jato – inclusive a indevida relação estabelecida entre os investigadores e O Globo -, não deixa dúvida de que o processo judicial instaurado é um instrumento com o claro objetivo de afastar de forma ilegítima o ex-Presidente do cenário político eleitoral de 2018.
Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira
anarquista sério
29 de setembro de 2016 6:45 pm‘Inexatidão ”?
E quem
‘Inexatidão ”?
E quem escreve com Exatidão ?—nem o corretor ortográtifico..
E muito menos este jornal, né…
Por vários motivos, ou motivo algum(meu caso) ,somos todos tendenciosos.
Antonio Uchoa Neto
29 de setembro de 2016 7:19 pm“Margem tolerável de
“Margem tolerável de inexatidão.”
Mais um aleijão jurídico criado pela indigência da escória golpista.
Parecem estar num concurso, para ver quem consegue criar a justificativa mais criativa (leia-se, tortuosa) para o injustificável.
Embora ainda não tenham alcançado o grau de excelência do Moro, nesse aspecto.
Só o Dallagnol chegou perto.
Schell
29 de setembro de 2016 8:09 pmOu seja, pelo visto o dito
Ou seja, pelo visto o dito tribunal também está naquela de que se o desMoronado pode, eles também podem (muito mais); afinal, assassinar a reputação de alguém, não lhe conceder direito de resposta e, na ação indenizatória dizer que a “liberdade” da globo em mentir é maior do que a integridade do agredido, em si, nada mais do que jogar as leis, a legislação e a ética no lixo, via (in)justiça. Pobre país.
Sérgio Rodrigues
29 de setembro de 2016 9:23 pmPau na Globo!..
Fora fascsitas!…
gesiel
29 de setembro de 2016 9:23 pmninguem eh criminoso por querer comprar alguma coisa
Ninguém pode ser acusado de algum crime, se entrar numa loja de automoveis dizendo que quer comprar uma Ferrari, ou muito menos se entrar numa imobiliaria dizendo querer comprar uma cobertura no Guarujá ou um sitio em Atibaia. -Em caso de suspeita de alguma coisa, “a justiça jamais pode indiciar alguém”, sendo o correto fazer é “Perguntar se o possivel comprador tem dinheiro para comprar?” E “em caso da resposta ser sim, cabe a justiça investigar da onde veio o dinheiro, podendo começar, fazendo uma rapida pergunta ao suposto comprador, de onde ele conseguiu os recursos pra comprar estes bens de luxo”. Estas perguntas foram feita ao Lula e ele “respondeu que tem sim os recursos, provenientes de Palestras que ministra, mas que, apesar disso não é dono do Sitio em Atibaia e nem do triopex no Gurarujá”. Ora em qualquer investigação isso ja o inocentaria, ja se arquivaria este processo.” No entanto, a justiça prefere continuar com esse processo “e com as suas suposições”, e sequer abre o processo contra o FHC, onde “esse sim a provas, e confissão da amante dele”, de que, que pagava a pensão que ele havia prometido a ela e ao filhos, era uma empresa que prestava serviço ao governo dele Fernando Henrique Cardoso. -E querem que, não somente os brasileiros, mas as maiores midias do mundo, acreditem que a justiça brasileira está sendo justa?
CBarros
30 de setembro de 2016 11:33 amJustiça a causa do caos.
Caso tivéssemos uma Justiça rápida, justa e apartidária certamente não chegariamos à situação que chegamos. Portanto, o caos, a impunidade, a injustiça que se instalou no Brasil tem nome: Procuradoria Geral da República e STF. Eles que permitiram que inocentes fossem condenados, criminosos fossem soltos e absolvidos, suspeitos não fossem investigados. Corrupção sempre existiu e vai continuar existindo, porém a justiça foi feita para isso, atuar no momento que for chamada e não ser lenta, partidária e condecendente com determinados grupos.