
Por André Araújo
O MITO DA ESTABILIDADE MONETÁRIA - O Plano Real de 1994 construiu o telhado da casa sem fazer as paredes.
A montagem da estabilidade através de fórmulas de conversão não desmontou os buracos negros da Constituição de 1988, COMO A AUTONOMIA FINANCEIRA COM DINHEIRO PÚBLICO, COISA QUE NÃO HÁ NO PLANETA, beneficiando o Congresso, o Poder Judiciário, o MP, universidades, corporações e programas que têm direito a um pedaço do Orçamento sem necessidade de prestar contas a outro Poder.
AUTONOMIA é para as funções, não é para o dinheiro publico mas aqui se confundiu o que é autonomia de uma Instituição, o Tesouro entrega cheques da verba total e quem recebe faz o que quer com o dinheiro, geralmente 100% vai para salários, mordomias, vantagens, benefícios, dentistas, Hospital Sírio Libanes, para o funcionário e toda a familia, até a mãe da sogra.
Esses imensos dispendios forçosamente trariam a inflação de volta como MECANISMO DE AJUSTE de um modelo que matematicamente faz as despesas superarem as receitas por causa da estabilidade.
No tempo da inflação, todo mês a arrecadação subia e a despesa não, era corroída pela inflação.
No conjunto do ideário do Plano Real venderam vários dogmas falsos.
1. "A estabilidade é uma conquista da sociedade". Não. A estabilidade é uma conquista dos RENTISTAS , aqueles que detém ESTOQUE DE MOEDA. Para estes a estabilidade é essencial, para quem vive de salário não. Os pregadores da estabilidade, todos alinhados à escola monetarista que eleva a santidade da moeda acima de qualquer outro valor, diziam "o trabalhador recebia um salário e durante o mês ele era corroído pela inflação". Falso. O trabalhador recebia o salário no dia 5 e no dia 6 toda a compra do mês para a casa já estava feita, assim como material de construção, ele NÃO guardava dinheiro no bolso para ser corroído pela inflação, o trabalhador brasileiro nunca foi o imbecil que esses economistas imaginam, ele sabia que precisava aplicar o salário imediatamente em bens de necessidade de sua casa.
De 1946 a junho de 1994 o Brasil NÃO teve estabilidade monetária, 48 anos de inflação, duas gerações de trabalhadores,25 milhões de casas foram construídas nesse periodo nas PERIFERIAS das metrópoles brasileiras, como? Comprando lotes de terreno a prestação e a cada mês material de construção, depois faziam a casa sob sistema de mutirão.
O trabalhador brasileiro se virou perfeitamente bem sob inflação, ele de forma intuitiva sabia se proteger da inflação.
2. A estabilidade da moeda é FUNDAMENTAL para os rentistas. Todos os economistas do REAL vivem de administrar fortunas de rentistas, nunca houve uma concentração de capital financeiro no Brasil como ocorreu APÓS O PLANO REAL, que possibilitou a formação de imensas reservas de liquidez geridas pelos economistas da escola do monetarismo, todos ficaram milionários com escritórios de "asset management", negócio que depende de moeda estável para existir.
Com a atual crise os RENTISTAS nada perdem, desde que os juros se mantenham altos, ao contrário, ganham mais do que sem crise. Com a crise ATIVOS FICAM MAIS BARATOS, quem tem dinheiro líquido pode comprar imóveis a preço de liquidação, o dinheiro aplicado a cada mês engorda com os juros e os ativos reais tem o preço no chão porque a economia está parada.
3. A inflação não é sempre ruim, pode ser necessária para reativar a economia e aguar o endividamento do Estado, das empresas e dos cidadãos. A inflação é um método de AJUSTE da economia interna, assim como a DESVALORIZAÇÃO DA MOEDA é um metodo de AJUSTE DO CÂMBIO, tornando as exportações mais competitivas.
4. Há mecanismos testados para derrubar a inflação causada por excesso de demanda , é um processo relativamente simples, baseado no Plano alemão de 1923 (Plano Schacht) que foi o mesmo modelo usado no Plano Real.
MAS NÃO HÁ MECANISMO PARA ACABAR COM UMA RECESSÃO, não se descobriu ainda.
5. Entre INFLAÇÃO E RECESSÃO, esta última é infinitamente pior. Ambas são desequilíbrios da economia mas a RECESSÃO causa desemprego, a inflação não. Então é melhor tolerar inflação COM EMPREGO do que recessão SEM EMPREGO.
Com emprego o trabalhador se vira mesmo com a inflação, mas não há como se virar sem emprego.
6. A operação de um programa anti-recessão no Brasil pode ser executado COM GRANDES INVESTIMENTOS EM INFRAESTRUTURA, só um programa de saneamento pode absorver 600 a 700 bilhões de Reais, o Brasil tem índices pavorosos de falta de saneamento. Não tem dinheiro? Claro que há, basta inverter a política do Banco Central, ABANDONAR as metas de inflação, começar a resgatar a dívida pública com emissão de moeda e financiar um super PAC para infraestrutura, aliás os projetos já existem, o que não há é dinheiro para executá-los, dinheiro cria-se com emissão de moeda. Para resgatar a dívida pública basta baixar os juros de 14,5% para 7%, os rentistas não renovam e a dívida vai sendo paga, aumenta de imediato a liquidez da economia e os rentistas vão procurar negócios para investir, o juro já não compensa.
É essencial reavivar a FIRCE do BC, o controle de cambio, para não haver fuga de dinheiro para o exterior, mecanismo PERMITIDO pelas regras do FMI em circunstâncias de crise. Hoje é uma aberração, os próprios bancos fazem o controle de câmbio, o Banco Central, irresponsavelmente desde 2013, por uma Circular abriu mão de controlar o câmbio, já escrevi aqui um artigo sobre essa leviandade, um País no nível da economia que temos não pode deixar o câmbio solto.
E o mais interessante é que pouca inflação ocorrerá PORQUE HÁ ABUNDÂNCIA DE OFERTA DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO E MÃO DE OBRA, há muita capacidade ociosa no setor e nova demanda não pressionará preços. O que é preciso é coragem, determinação e cara feia para enfrentar o sistema financeiro e ir pagando a dívida, eliminando a absurda conta de juros da dívida pública QUE EM 2016 chegará a 500 BILHÕES DE REAIS para nada, dinheiro que vai engordar os rentistas QUE NÃO VÃO INVESTIR NADA NO BRASIL, provavelmene esses juros vão direto para o Exterior.
Evidentemente será preciso trocar toda, sem exceção, a Diretoria do Banco Central, todos pro-rentistas e colocar outro time, com outra visão de País e de economia, manda-se de volta para o Canadá o Diretor da Área Externa, para nós não serve, aliás ele é o campeão do time que quer AUMENTAR os juros ainda mais na próxima reunião do COPOM.
A economia está em CRISE porque ninguém tem a ousadia de agir para combater a crise, todos esperam que a crise desapareça por encanto, sozinha e isso nunca vai acontecer. O Presidente Hoover em 1933 também achava que a Grande Depressão iria acabar sozinha, precisou vir Roosevelt com Keynes a tiracolo para fazer exatamente isso, JOGAR LIQUIDEZ NA ECONOMIA e um grande programa de obras para começar a acabar com a recessão pavorosa.
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Comentários
E .............................
seg, 04/01/2016 - 20:36
Muitos comentários e confesso que não lí todos. Meu comentário, não sendo de um especialista da área, ficaria fora de propósito, então dexiso aos mais esclarecidos no assunto o tema.
Digo porém que, se qualquer governo for começar uma guerra contra os rentistas, abaixando juros, controlando remessas para o exterior, ou qualquer outro movimento que não agrade a Banca, podem ter certeza de que não ficará impume por muito tempo.
Vejam os vários exemplos que a história retrata, e estes abutres, sanguessugas, parasitas, não perdoam, e nehum governo, eu disse que, nenhum governo fica de pé se não rezar pela cartilha destes Donos do Capital.
Quem tem o poder econômico detem o poder politico. Nada mais !!!!!!!!!!!!!!!!
De fato, logo que inflação
seg, 04/01/2016 - 15:35
De fato, logo que inflação iria se transformar em progresso para o Brasil, FHC e sua turma americanóide, acabou com a nossa única oportunidade de ser uma grande potência
O André trabalha com as
seg, 04/01/2016 - 17:46
André trabalha com as ideias do imperialismo para o mercado financeiro quebrar as nações do terceiro mundo.
Isso é a chamada desinformação para o BACEN entregar o produto da inflação.
Por que não fala em base monetária com soberania do governo?
Uma ideia ou intuição dita de modo próprio pode servir de via de acesso em direção a percepção metafísica do ser e o quanto no universo ele é capaz de constituir por si mesmo para tal transcendência existencial.
Quantos países desenvolvidos tem a inflação que temos?
seg, 04/01/2016 - 13:03
Uma pergunta simples, já que desenvolvimentistas como André Araújo adoram fingir que não existe empiria (afinal, caso se ativessem aos fatos, teriam que jogar seus experimentos mentais no lixo). Que se faça agora uma comparação do Brasil com países com inflação na casa de dois dígitos, como nós. Quantos deles são desenvolvidos? De cabeça já podemos apontar Venezuela e Argentina como dois exemplos a serem seguidos, segundo ele. Além disso, Dilma já tentou a política de tolerância para com a inflação, e hoje temos estagflação como resultado. Não preciso dizer que esperar resultados diferentes mantendo as mesmas práticas é uma estupidez, claro. Já quanto à nossa Constituição, até que enfim estão começando a perceber que bagunça aquilo gera em termos administrativos e econômicos... pelo menos isso, felizmente.
Não se trata de manter a
seg, 04/01/2016 - 19:38
Não se trata de manter a mesma politica, trata-se de reduzir os juros e resgatar mes a mes a divida e investir pesadamente em infra estrutura com emissão primaria de moeda, se nada for feito pagaremos este anos 600 bilhões de Reais de juros e não há
ARRECADAÇÃO para pagar essa absurda conta, em vez de emitir mais titulos sem nenhum objetivo emite-se moeda, isso não tem nada a ver com a politica atual que é de enxugar gelo e não sair do lugar.
Essa é mais uma solução imediatista
ter, 05/01/2016 - 07:42
Chegamos ao ponto em que chegamos por falta de planejamento a longo prazo. O Palocci propôs em 2005 acertar completamente as contas públicas num prazo de 10 anos. Eram tempos de bonança e a época ideal para isso. Mas o pensamento imediatista de curtíssimo prazo dos desenvolvimentistas mais uma vez prevaleceu. O que você está propondo é uma mirabolância de curto prazo e altíssimo risco para o país em cair numa hiperinflação que irá esmagar os mais pobres (podemos estocar comida, mas não comprar gasolina, fazer refeições na rua, comprar jornais ou ter lazer apenas no primeiro dia do mês, como mencionado em outro comentário mais abaixo). Até os investimentos em infraestrutura poderem ter o efeito que você pretende, já teremos afundado em hiperinflação, já que o resultado de emissão de moeda é muito mais imediato. Reformar o estado gastador e a burocracia sufocante nem pensar, não é? Não fomos previdentes como país nos últimos dez anos, agora temos que ter paciência e administrar bem os próximos 4 ou 5 anos de estagnação, para ver se não perdemos a próxima janela de oportunidade. Política econômica deve ser algo perene, responsável e de longo prazo, e não funcionar como uma biruta de aeroporto tomando decisões aventureiras e imediatistas a cada segundo. Haja irresponsabilidade para querer continuar fazendo do país um laboratório para experimentos mentais de gabinetes acadêmicos.
Previsibilidade
seg, 04/01/2016 - 10:36
Pior que a inflação alta e dólar alto é a imprevisibilidade.
Qualquer grande empresa só sobrevive fazendo um bom planejamento de longo prazo. Isto inclui a parte financeira.
Você consegue planejar a empresa em cenário de inflação alta e dólar caro, mas desde que exista uma previsibilidade de cenários. Se você não tem idéia de para onde pode ir seus custos de produção e valor de venda de seus produtos, você suspende investimentos e espera a situação clarear.
Hoje o impasse político tornou qualquer cenário imprevisível. Isto é a maior causa da estagnação econômica. Precisamos do Cunha fora eva questão do impeachment resolvida (seja com Dilma impedida ou não, mas todos os rituais cumpridos) para o Brasil sair desta sinuca.
Mas infelizmente a classe política está com rabo preso pra todo lado e pensando nos seus interesses exclusivamente.
Relativo
seg, 04/01/2016 - 11:18
A previsibilidade é muito relativa.
O mais previsível que um dito "investidor" brasileiro possui é a sua iminente saída para Miami, seja em forma honesta ou desonesta. A elite brasileira mora no que parece ser uma casa alugada, onde não está interessada em reparos no teto, nas paredes, infiltrações e etc., pois, no final, ele quer dar "uma vida melhor" a sua família em Miami.
Outra turma que gosta de "previsibilidade" é aquela que privatiza serviços públicos prontos, sem risco nem inversão, e, ainda, com a fatura pronta para passar, depois de apenas 30 dias do "investimento" a milhões de consumidores já registrados e com endereço certo.
Há outra previsibilidade, de gente que desenvolve o seu talento ou negócio em forma profissional e luta pelo seu sucesso, aqui no Brasil, com a "previsibilidade" correta de que o dinheiro teria que ser uma consequência inevitável de um trabalho bem feito. Quando isso não acontece, aí sim devemos destravar os fatores que impeçam a verdadeiros brasileiros serem premiados pelo seu esforço.
Estou considerando boas
seg, 04/01/2016 - 15:25
Estou considerando boas práticas em gestão de negócios, não rentismo, oportunismo ou mesmo outras teorias.
Quem vai fazer um investimento (qualquer investidor) precisa prever o retorno financeiro deste investimento e em quanto tempo. Este investimento tem que ser proporcional ao risco.
Quando não consegue prever ou o risco é alto em proporção ao retorno, ele busca outra alternativa. Procure os conceitos de ROI (retorno do investimento), taxa mínima de atratividade e payback descontado.
Tirando exceções, empresas não são instituições filantrópicas. Elas vão colocar seu dinheiro naquilo que dá retorno. Se não fizerem isso, é falência certa no médio ou longo prazo.
Em parte
seg, 04/01/2016 - 15:55
Você fala de um investidor que possui algum dinheiro e cogita entre montar uma padaria ou investir numa pequena fazenda.
Eu me refiro a um universo de milhões de pessoas que possuem algum talento ou formação (como meu caso) e montamos a nossa empresa como sendo a projeção empresarial do nosso trabalho.
Tenta olhar o empreendedorismo por esse lado.
Ok, Mas vou fazer uma
ter, 05/01/2016 - 00:40
Ok,
Mas vou fazer uma provocação. Quantos de vocês fizeram um curso de gestão financeira?
Lembro que no meu tcc do MBA em Gestão tive que pesquisar os principais motivos que levam novos negócios a fechar em até 5 anos, e cerca de 80% destes negócios fecharam por falhas no planejamento financeiro (entre elas, receitas superestimadas, planejamento incorreto de fluxo de caixa, tomada de empréstimos através de produtos bancários errados como cheque especial ou rotativo de cartão, mistura de contas pessoais com as contas da empresa, entre outros) .
Esta estatística pode estar obsoleta e a taxa de empresas falidas tem felizmente diminuído, mas é fato que falta ao brasileiro, inclusive autônomos e microempreendedores, mais educação financeira.
E como diria um velho ditado, dinheiro não aceita desaforo.
Esse com certeza é um dos
seg, 04/01/2016 - 10:15
Esse com certeza é um dos melhores posts que li no blog.
Digo não só pela coragem e brilhantismo do André Araújo em abordar o tema e provocar o debate, os comentários estão muito bons, embora eu acredite que muitos não entenderam bem o ponto de vista do autor, creio que o tema 'inflação" tenha se tornado dogmático para muitos, muito devido à atuação da grande mídia e seus porta-vozes do rentismo.
Boa parte dos comentários prós e contras o artigo nos levam a grandes reflexões, muito diferente das marteladas da grande mídia para que sejamos meros papagaios.
Posts assim que me fazem ter a certeza que este blog está à frente de outros blogs e a anos-luz à frente da mídia tradicional. Aqui os debates ocorrem, a grande mídia e seu noticioso econômico estão definitivamente superados.
Deixo aqui meus parabéns ao André Araújo pelo post, ao Nassif pela divulgação, e aos inúmeros comentaristas (não irei nominar para não cometer injustiças).
prezado mota araujo, somente
seg, 04/01/2016 - 09:32
prezado mota araujo, somente um detalhe.. quando a inflação está em torno de 10% ao ano, mais inflação não gera mais crescimento, ela passa a ser inócua em relação ao cresimento. pode ser que haja crescimento se a inflação salta de 3% para 6% (que no entanto poderá ser revertida no médio prazo).
só uma dúvida.. sim, podemos fazer as compras do mês no dia 6.. mas... podemos estocar a gasolina/etanol do mês no dia 6? podemos fazer todas as refeições fora de casa no dia 6? podemos comprar todos os jornais, revistas do mês até o dia 6 do mês? todos os gastos extras podem ser concentrados no dia 6 do mês?
fala sério...
Pois é, com hiperinflação, esqueçam o lazer dos pobres também...
seg, 04/01/2016 - 14:56
A não ser que eles apenas possam sair para fazer alguma coisa com a família no dia em que recebem o salário. E esse pessoal ainda se diz de esquerda...(coisa de quem vive em gabinetes acadêmicos isolados do mundo). Esse, juntamente com os ótimos exemplos do Expertexx acima, apenas mostram como é simplória a análise do colunista. Além disso, se com 10% de inflação ainda temos estagflação, qual seria o limite para o seu aumento? 100%? 1000%? Qual será o limite para o colunista desistir de lutar contra os fatos?
Desorganização
seg, 04/01/2016 - 08:28
Já escrevi isso há dois dias, mas o moderador continua me patrulhando: a alta inflação, que depende do tipo de controle monetário de cada país, desorganiza macroeconômicamente o mercado. Quem planeja custos de médio e longo prazo; quem trabalha com investimentos sabe do que estou falando. Somente a escola do autor é que não lhe ensinou isto.
Mais um dedo na ferida
seg, 04/01/2016 - 08:24
O texto do André, complementado por excelentes comentários abaixo (incluindo vídeo imperdível de Maria Lúcia Fattorelli que explica a dívida pública) traz a tona um excelente assunto para discutir.
Muitos aqui foram ao extremo, colocando ao AA como apostando apenas numa coisa (na inflação) ao invés de estabilidade financeira. Eu já acho que foram aqui colocadas opções, ou situações extremas das quais não podemos escapar, e, dentro deste contexto, AA acha que a opção de desenvolvimento nacional (sugere obras de infraestrutura) seria mais conveniente que a mera estabilidade financeira e o controle da inflação. Em nenhum momento foi dito acabar com uma ou outra opção.
A apresentação da Maria Lucia Fattorelli deveria ser obrigatória, até nas escolas do Brasil. Que luxo de candidatura o PSol apresentou para Deputada Federal em Minas (e que pena não ter sido eleita).
Para gatos escaldados - como nós (mais ainda para quem teve o privilégio de ouvir as palavras do Brizola), nada mais sintomático que o fato do PIG fugir deste tipo de discussão e nunca, nenhum dos seus “urubólogos”, apresentarem este tema ao público. Aí fica praticamente demonstrada a veracidade e seriedade do assunto.
Sou partidário de aprofundar ambos os assuntos: uma completa devassa sobre a dívida pública (manter ou estender a CPI anterior – que parece não deu em nada) e, ainda, como sustenta André, explorar caminhos de crescimento real em atividades simples com uso intensivo de mão de obra e de geração (ou movimentação) apenas interna do dinheiro, o que converte o investimento numa ação benéfica e não apenas numa despesa.
Noutros textos tenho apresentado opções, como é o caso da geração interna de aço no Brasil. Outras iniciativas poderiam ser pensadas, como o caso do saneamento, apresentado por AA.
Parabéns ao André Araújo por mais este novo post e pela oportunidade que Nassif nos dá para discutirmos o tema.
Reservas Cambiais
seg, 04/01/2016 - 07:55
E se os juros fossem reduzidos a 6%a.a. e o Brasil se utilizasse das reservas cambiais depositadas no FED para cobrir eventuais desistências dos "investidores" em continuar com os títulos do governo? O Brasil reduziria drasticamente sua dívida interna, pagaria bem menos juros e teríamos superávit nominal. E ainda o Bacen poderia comprar os dólares oriundos da balança comercial superativitária prevista para 2016 sem valorizar o Real. Além disso, não haveria emissão de dinheiro, aumentaria a liquidez do sistema financeiro e forçaria as instituições financeiras e os "investidores" a procurar soluções produtivas para o capital.
Cria-se a FRP.
seg, 04/01/2016 - 06:19
Se as autoridades governamentais e os políticos instituissem a FRP (Fator dr Recomposição Salarial). Todo salário seria pago em Reais mas ganho em FRP. Começa na proporção 1 pra 1, um real vale 1 FRP, no mês seguinte, calculada a taxa SELIC ( por exemplo 2%), a FRP seria acrescida na proporção da taxa SELIC mais 10% da própria taxa SELIC. Neste caso, como a taxa SELIC foi 2% a FRP seria acrescida em 2,02%, assim o salário sempre manteria o poder compra pelo menos; a inflação não atingiria muito o trabalhador. Outra implantação interessante seria instituir uma Lei em que obrigaria os Bancos ( que não produzem nada ) a emprestar para o Capital Produtivo ( Indústria, Comércio e Serviços ), sem ganho algum com juros, 50% do Lucro Líquido obtido no ano anterior. Isto fomentaria a produção!
Como era no tempo do Sarney
seg, 04/01/2016 - 10:34
Ou seja, você propõe o reajuste mensal dos salários, igualzinho era no tempo do Sarney.
Viva José Sarney!
''''O trabalhador recebia o
seg, 04/01/2016 - 04:51
''''O trabalhador recebia o salário no dia 5 e no dia 6 toda a compra do mês para a casa já estava feita, assim como material de construção, ele NÃO guardava dinheiro no bolso para ser corroído pela inflação, o trabalhador brasileiro nunca foi o imbecil que esses economistas imaginam, ele sabia que precisava aplicar o salário imediatamente em bens de necessidade de sua casa.''
Pergunto eu : e no mês seguinte ? e no outro ? etc. Porque o salário não aumenta mês a mês ,e a inflação sim.Ou seja, o poder de compra do trabalhador cai drasticamente.
A inflação é um pré-requisito
seg, 04/01/2016 - 01:06
A inflação é um pré-requisito para qualquer estabilidade economica, sem a inflação sentar em cima do dinheiro é mais lucrativo do que perseguir qualquer atividade economica baseada na troca, uma auto-asfixia economica, é o rigor mortis como a estabilidade dos necrófilos. A inflação vai ser maior nos países periféricos por estarem na ponta curta da troca e pelos desenvolvidos exportarem as atividades menos lucrativas e produtos acabados pra cá, o que só é contabalanceado pelo crescimento, a inflação pela disparidade dos lucros ou crescimento. Para o lucro ou se aumenta o mercado ou a exploração do trabalhador, o philocrescimento é distribuidor.
Nos países avançados com
seg, 04/01/2016 - 00:20
Nos países avançados como EUA, Japão, e na Europa, as taxas de juros foram fixadas em condições negativas ou aproximadas a zero pelos governos - neutralizando o endividamento público.
O BACEN, com a ajuda de consultorias, a inflação criada artificialmente passou de 10%.
Meta de inflação demonstra que é um alvo para que a meta atinja o objetivo de inflacionar, e não para segurança.
Na minha opinião, não deveria existir base monetária via endividamento público, porque o país não é a potência econômica para conferir a identidade do crescimento como grandeza. Os estrangeiros e banqueiros que querem se inverter na conversão das riquezas que possuimos é que deveriam se endividar com a emisão do nosso dinheiro, porquanto fazem o papel do governo com o ideal de potência da base monetária.
Uma ideia ou intuição dita de modo próprio pode servir de via de acesso em direção a percepção metafísica do ser e o quanto no universo ele é capaz de constituir por si mesmo para tal transcendência existencial.
O André criou a sua vigarice
dom, 03/01/2016 - 23:19
O André criou a sua vigarice intelectual já no título de seu Post.
O MITO da estabilidade monetária.
A estabilidade monetária não é um MITO, é uma necessidade a ser perseguida.
Só que não dá para conseguir essa estabilidade monetária, com uma farra de gastos públicos e corrupção.
A Dilma justamente abandonou o controle da inflação, e o controle dos gastos públicos a pretexto de impulsionar a economia e mais crescimento.
Qual foi o resultado? Eu preciso lembrá-lo dos resultados?
O título correto do POST é "O MITO DE QUE INFLAÇÃO MAIS ALTA E GASTOS PÚBLICOS PODEM IMPULSIONAR A ECONOMIA".
Agora a crise econômica subiu de nível. Temos além de inflação e de gastos descontrolados, temos agora explosão da dívida pública e recessão.
Numa coisa o AA tem razão. Isso tudo vai desaguar numa tremenda inflação para se conseguir reduzir a dívida pública.
Mas o Brasileiro não tem o que se preocupar. Nossos destinos estão nas mãos seguras e serenas da PRESIDENTA DILMA que nos levou ao inferno, e saberá como nos tirar de lá todos sãos e salvos.
Meu caro, o sentido do titulo
seg, 04/01/2016 - 10:37
Meu caro, o sentido do titulo é a ESTABILIDADE MONETARIA COMO UM FIM EM SI MESMA, a estabilidade a qualquer custo.
É esse o MITO a que me referido e não ao conceito neutro da estabilidade monetaria.
Eu tambem sou a favor da estabilidade monetaria mas não se ele tiver que reduzir o Pais a um cemiterio de industria, empregos e esperanças.
AA. Explique porque no
seg, 04/01/2016 - 14:04
AA.
Explique porque no período FHC com a selic o dobro da atual o Brasil crescia com inflação inferior à atual.
Não é a selic a 14 que está emperrando o brasil.
Tinhamos selic a 25% e o Brasil crescia absurdamente mais do que hoje.
Explique.
farra das importações
seg, 04/01/2016 - 15:14
A taxa de crescimento do PIB no plano real foi de 2,5%, nessa época em que a SELIC foi fixada em 25%, e só ocorreu porque houve um boom do setor de serviços (impulsionado pela aumento aparente de riqueza com o cambio artificial e produtos básicos com preço no chão, graças às importações) e também por causa da alta das margens do comércio e da industria "maquiadora", que colocavam seu sobrepreço sobre os produtos que importavam. Esse aumento de sobrepreço apareceu no PIB.
Tudo falso, um grande estelionato. A indústria que crescia era a maquiadora, que agregava pouco valor aqui mas cobrava uma margem gigantesca sobre os componentes importados e acrescidos aos seus produtos, que eram adquiridos a valores baixíssimos em real.
Depois a coisa degringolou em 1999.
Vamos ver o crescimento
ter, 05/01/2016 - 07:19
Vamos ver o crescimento economico pós 1999 então:
1999 0,5%
2000 4,4%
2001 1,3% (ano do racionamento de energia elétrica)
2002 3,1%
Não fosse a crise hídrica, que exigiu o racionamento de energia, seriam 3 anos de vigoroso crescimento após a arrumação da casa e correção dos rumos em 1999.
E detalhe, 1999 com crescimento 5 vezes maior do que com a Dilma em 2014. Nem dá para comparar com 2015.
E agora? Qual a desculpa para tentar negar que no governo FHC a economia cresceu 40% em termos reais mesmo com selic alta?
a desculpa
ter, 05/01/2016 - 13:50
A "desculpa" é que o dólar, de 1999 para 2000, passou para um valor equivalente, em termos de competividade, ao que seria um valor de R$ 4,50 atualmente. Houve também, na época, um forte crescimento dos serviços de telefonia (incluindo internet), o que ajudou sobremaneira o crescimento do PIB nos anos seguintes. Mas se a SELIC tivesse sido menor, o crescimento no longo prazo teria sido MUITO MAIOR, com um endividamento público e um déficit nominal MUITO MENOR. A inflação se estabilizaria de qualquer jeito.
Veja. Eu não defendo Dilma, Lula ou FHC, porque a política que eles praticaram é basicamente a mesma, com exceção do que tentou fazer a Dilma no final de 2012 (infelizmente ela não teve coragem de manter essa trajetória e, o que é pior, deixou nesse contexto de reajustar preços, empurrou com a barriga o ajuste que era necessário, com medo da histéria do discurso anti-inflacionista). Todos eles usam ou usaram o câmbio, via juros altos, para dar uma "seguradinha" na inflação, com prejuízos imensos na evolução da dívida pública e na próprio horizonte de planejamento dos investimentos produtivos.
A queda agora só é maior que em 1999 porque a indústria já não tinha mais o folego de recuperação que tinha naquele tempo, e o endividamento da população é bem maior. Só isso.
De todo modo, simplesmente não se justifica manter uma SELIC nesse patamar nominal, que no médio prazo é inflacionista per si. Essa é a questão. De resto, todos eles praticaram estelionato econômico, não há dúvida.
A estabilidade monetária não é um cemitério
seg, 04/01/2016 - 10:44
E sim um campo pronto para receber a semeadura.
Resumindo: 1- inflação acima
dom, 03/01/2016 - 22:28
Resumindo:
1- inflação acima de 3%/ano é ruim ao trabalhador;
2- juros da taxa selic acima de 1% são um escândalo:
3- juros da taxa selic acima de 1% são antiprodutivos;
4- juros da taxa selic acima de 1% são alimento dos especuladores;
5- juros da taxa selic acima de 1% são favoráveis ao capital internacional;
6- entre a inflação alta e os juros altos, o melhor seria um equilíbrio numério (equilíbrio na curva das equações);
7- os juros alto da taxa selic não segura a inflação a longo prazo, e induz a economia na recessão em tempo menor que a inflação;
8- a inflação não traz perdas de imediatas a economia (como no juros altos), principalmente se com o país com divisas e estoques;
9- a alta do dólar era prevista e esperada a muito tempo, sendo diretamente ligada ao juro americano, logo há pressão de capital especulativo que força o aumento das taxas de juros, e não está relacionado com o capital de investimento;
10- isto tudo é uma guerra que está sendo travada em torno da moeda chinesa que ganhou estatus de aplicação semelhante ao dolar, libra, etc.;
11- logo, o brasil devia fazer grande reserva de moeda chinesa, afim de forçar (juntos com membros dos brics) uma guinada na economia mundial, e sair na frente nesse quesito e começar a ditar regras no mercado;
12- o brasil deve combater o dinheiro especulativo, a começar pelo banco central e fazer uma revisão em todo mercado;13-...
Dívida Pública X Reservas cambiais
dom, 03/01/2016 - 22:01
E se o Brasil reduzisse a SELIC para 6%a.a. e utilizasse as reservas cambiais depositadas no FED para resgatar a dívida pública das mãos dos "investidores" desistentes dos títulos públicos?
Acho que sobraria dinheiro suficiente para o Bacen comprar as moedas estrangeiras que entrarão no Brasil com o superávit da balança comercial previsto para 2016. E ainda o Brasil evitaria uma nova sobrevalorização do Real.
Eu acho que a maior parte dos "investidores" estrangeiros já levaram seus dólares para fora do Brasil.
Inflação e recessão
dom, 03/01/2016 - 21:33
A discussão parece ter se centrado na inflação, mas eu tenho a impressão que o foco do artigo é a recessão. Inflação não é remédio nem causa mas sabemos que existem muitas causas para ela estar presente.O que me parece inconteste é que o remédio do ajuste com recessão leva a mais recessão e com os problemas de cambio e desvalorização leva a mais inflação. Estou falando não como economista mas como mero cidadão que viveu sob a política economica de Levy, neste último ano e durante muitos anos quando o Brasil vivia a política economica do FMI. Há pouco eu revi uma manchete do jornal Globo na época do plano Real , com desemprego crescendo em 38% e taxas do BC sendo elevadas a 45% para debelar uma inflação que no final do governo FHC estava em 12%. Naquela época também se dizia que o remédio era fazer a lição de casa segundo o FMI e as agências internacionais.
Inflação.....tô fora!
dom, 03/01/2016 - 21:15
Gosto dos textos do André Araujo. É um livre pensador que transita pela esquerda e direita sem medo da polêmica. Mais: tem a serenidade e a elegância de não responder com o fígado comentários onde um "vá pra PQP" não destoaria. Rs.
Nesse caso discordo do André. Esse namoro circunstancial com a inflação é uma temeridade. Os EUA sempre se deram muito bem serm ela como o Diogo Costa afirma com fundamentos em um dos comentários. E acho que o Brasil melhorou com a estabilidade produzida pelo Plano Real, em que pese a velha polêmica cambial. E toda a política social (elogiável) só foi possivel graças à estabilidade monetária. E essa herança só foi chamada de maldita por marquetagem política.
Mas não vou ser pretensioso para fazer uma avaliação da economia nacional. Vou falar por mim. Comprei meu primeiro imóvel em 1980 (tinha 29 anos). Dei 20% e financiei os 80 pelo SFH (ainda na epoca da ditadura) em 15 anos. Meu salario não acompanhava os reajustes. Embora não tenha atrasado prestações fiz duas renegociações para não ficar comendo ovo e sardinha. Lembro de um emprestimo pessoal feito no Banespa num determinado mes do Governo Sarney. Ainda não tinha usado o dinheiro e uma semana depois devia 85% só de CM sem juros.
Nos 16 anos de FHC a Lula tive a melhor fase da vida. Com confiança na estabilidade eu sabia que meus rendimentos seriam semnpre compativeis com dívidas de prestações fixas. Assim, comprei terrenos a prestação e construi 3 casas para 3 filhos. Dei essa herança em vida. Hoje isso não seria possível. E voltei a ter as preocupações de 30 anos atrás porque erros de avaliação do Governo estão destruindo as conquistas e os avanços conseguidos.
Meu caro, agradeço a
dom, 03/01/2016 - 21:42
Meu caro, agradeço a elegancia do comentario. Para simplificar, se a divida publica NÃO parar de crescer e ela não vai parar,
a inflação nao sera uma opção, SERÁ A UNICA OPÇÃO, é um caso de realismo e não de escolha por ideologia economica.
E se essa for a saida, é melhor que seja uma saida ORGANIZADA e com algum beneficio no emprego, do que uma saida caótica. O Pais, nenhum Pais, pode continuar pagando juros de 14,5% sobre a divida publica, isso é inviavel.
A taxa basica dos EUA está abaixo da inflação americana, essa é a regra mundial, o investidor paga um premio para o Tesouro americano guardar o dinheiro dele, o juro sequer empata com a inflação.
Não temos receita fiscal para pagar esses juros, então eles vão se somando ao principal da divida. Alguma hora isso explode.
É melhor uma INFLAÇÃO PLENEJADA do que uma inflação como consequencia de uma quebra fiscal.
A HIPERINFLAÇÃO alemã de 1923 decorreu da divida alemã impagavel para com as potencias vencedoras de 1918.
Uma vantagem que o Brasil tem hoje em relação a outras dividas publicas do passado é que a atual pode ser paga em Reais.
Não existe inflação planejada
seg, 04/01/2016 - 08:43
É melhor uma inflação planejada? Muito bem! O problema é que não existe uma inflação planejada, pois ela se realimenta por si mesma. Isso me lembra uma passagem que eu li no livro de memórias de Roberto Campos, que foi ministro de Kubitchek. O presidente lhe disse certa vez em uma conversa que era contra produzir inflação para aumentar o número de funcionários públicos, mas era a favor quando se tratava de investimentos produtivos. "Como se a cédula que sai da prensa da Casa da Moeda estivesse ciente de servir ou não a um investimento produtivo", comentou o Bobby Fields...
Passados 60 anos, a tecnologia atual já permite cartões com chip´s de memória que controlam o saldo, mas um chip que distingua entre um investimento produtivo ou mero gasto, isto ainda está além da ciência...
Você não acredita que Vargas, Kubitchek e os militares também não tinham a ilusão de que promoviam uma inflação "planejada", obviamente para o bem do povo?
O perigo dessa ilusão é aquele que eu já citei aqui: a inflação é o fim dos problemas do governo. E o início dos problemas do povo. Você não acha que o governo esteja ansioso para resolver seus problemas? Quanto mais o Estado é inchado, mais arrogante e indiferente à sorte dos "outros" ele se torna. Basta girar a manivela da prensa da Casa da Moeda e pronto! Não precisa mais fechar ministério, vender empresa, dispensar funcionário, e quem paga é o cidadão comum, tudo isso sem aquela chatice de arrumar votos no congresso para um novo imposto!
O que tem impedido até agora do governo fazer isso é aquela outra circunstância que eu citei: diferente dos outros ciclos de rápido crescimento por que o país passou no passado, desta vez a causa da melhora é a estabilidade econômica. O crescimento da economia não foi tão grande assim, média de 5%, contra 10% dos ciclos anteriores. Por isso que antes o crescimento podia conviver com inflação - os preços subiam, mas o salário também subia - mas na última década, o incremento do consumo das classes baixas foi puxado por uma grande expansão do crédito, com financiamentos de longo prazo, algo que obviamente só é possível em um cenário de estabilidade. Se a inflação voltar, tudo isso vira pó. O Governo petista terá que se ver nas ruas, não com os ridículos coxinhas, mas com o povão enfurecido.
Você está correto
dom, 03/01/2016 - 22:53
A partir da situação fiscal hoje, a economia brasileira tem claramente três caminho à frente :
- Austeridade fiscal para baixar a dívida. Com tudo o que ela representa, arrocho, desemprego, recessão, etc. Enfim, baixo nível de atividade econômica ;
- Ir levando de barriga com a dívida crescendo, até onde der, cada vez pagando mais juros. Depois vem FMI, planos econômicos, calote, etc e tal
- Calote infllacionário, que funciona por um tempo. Ou é revertido a tempo ou sai do controle das ferramentas que o governo tem a mão de política fiscal e monetária.
O grande problema é saber se temos capacidade para a terceira opção,
O fato é que, o que se está pregando de austeridade com crescimento retornando logo ali na frente, mediante alguns ajustes aqui e ali, é mentira. "Eczo nom ecziste", diria o Pe Quevedo.
Sem recessão, a inflação virá, por bem ou por mal.
"Nascem demasiados homens, para os supérfluos criou-se o Estado" Zaratustra
Acredito que será a segunda opção
seg, 04/01/2016 - 09:02
Pela minha experiência, eu acredito que o que vai acontecer será a segunda opção. Vamos empurrar com a barriga, com tanto a inflação quanto a recessão crescendo devagar até terminarmos no FMI, igualzinho aconteceu no início dos anos 80. Com a diferença de que naquela época a crise causou a desmoralização de um governo de direita, e desta vez a crise vai causar a desmoralização de um governo de esquerda. O povão nunca mais vai acreditar no PT, e o terreno estará livre para os aventureiros de direita, talvez um daqueles evangélicos.
A austeridade fiscal é uma opção difícil porque o governo está entre a frigideira e o fogo: sabe que provocar recessão vai causar impopularidade, mas também sabe que a inflação simplesmente reduzirá a pó todas as conquistas da última década, as quais foram obtidas menos com o crescimento da economia, que foi modesto, mas principalmente com a expansão do crédito que veio como produto da estabilidade econômica. Só isso tem impedido até agora o governo de recorrer ao velho truque de imprimir dinheiro. Enfim, é isso: entre recessão e inflação, o governo prefere ficar no poder o máximo tempo possível.
Já o calote inflacionário, esse também é uma opção, mas há um ponto aqui que vocês não perceberam: o que acaba com a crise não é a inflação, e sim a recessão que vem como consequência do calote inflacionário. Foi o que aconteceu na Alemanha em 1923: o calote inflacionário funcionou, mas à custa de uma brutal recessão, aliás mero eufemismo para a ruína total da economia. Naqueles dias o povopassava fome, literalmente. É verdade que no quadro de pós guerra, com parque industrial saqueado e indenizações a pagar, tal recessão não poderia ser evitada, mas o sofrimento da população teria sido muito menor sem a hiperinflação daquele ano.
Trocando em miúdos, é isso: não existe esta escolha entre recessão ou inflação, a saída de uma crise sempre passa por uma recessão. O que podemos escolher é se ela será curta ou longa.
Concordo com o André em
dom, 03/01/2016 - 20:55
Concordo com o André em gênero, número e grau.
O que o Brasil precisa desde uns trinta anos atrás é se livraro dos rentistas e do rentismo. Enquanto não enfrentarmos este problema não vamos a lugar nenhum.
A Dilma tentou e quase foi derrubada por isto(mas ainda pode ser).
A respeito da inflação, eu vivi o período inflacionário e hiperinflacionãrio e como o André afirma, inflação NUNCA foi problema para mim. E digo mais, era até boa. Admito até que pode não ter sido boa para alguns, mas não há na neste mundo que seja bom para todos.
Mas quem lucrava eram justamente os rentistas
seg, 04/01/2016 - 11:06
O que é um rentista? Um indivíduo que vive da renda do capital. E quem lucrava com a inflação alta? Os rentistas que aplicavam seu dinheiro naquelas miríades de aplicações que rendiam diariamente, a ciranda financeira como dizíamos na época. O infeliz trabalhador que só tinha papel-moeda no bolso, esse se ferrava, mas como você bem observou, não há nada no mundo que seja bom para todos. Nem todos são rentistas.
A impressão que eu tenho, nesse e em outros comentários, é que vocês usam o rótulo de rentista como mero totem, uma entidade maléfica culpada de todos os males, sem sequer saber definir o que é um rentista.
A visão do André, embora não
dom, 03/01/2016 - 20:52
A visão do André, embora não concorde toltalmente, é uma visão nacional-desenvolvimentista. Um governo de coragem o faria, implomdindo com o vampirismo/Agiotagem dos rentistas. Mas, teria que ter coragem para enfrentar a Sociedade da agiotagem por parte da oligarquia dos cinco bancos: Itaú, Bradesco, Santander, Caixa e Banco do Brasil? Já que o HSBC está a venda.
Muita gente não entende do assunto e corre para o padrão Rede Globo de pânico.
Sobre o tema acho que deveríamos primeiro desprivativar o orçamento (dinheiro arrancado do setor produtivo) por parte de algumas corporações de funcionários públicos: "A AUTONOMIA FINANCEIRA COM DINHEIRO PÚBLICO, COISA QUE NÃO HÁ NO PLANETA, beneficiando o Congresso, o Poder Judiciário, o MP, universidades, corporações e programas que têm direito a um pedaço do Orçamento sem necessidade de prestar contas a outro Poder."
Observe que essa verdadeira privatização do dinheiro da coletividade produziu os setores mais atrasados do Brasil. Só perdendo talvez para a impresa nacional.
Voltando ao tema, como não sou nacionalista. O nacionalismo produziu guerras demais. Acredito que a solução seja um choque de Estado Mínimo com liberalismo. Liberdade mesmo. O Estado brasileiro e seus funcionários públicos em 100 anos não produzem o que o liberalismo é capaz de produzir em um único ano.
Adeus rentismo
dom, 03/01/2016 - 20:26
É só colocar a taxa de juros em 1% ao anos que adeus rentismo. Provavelmente todo capital fugira do Brasil, mas quem precisa dele. O Araujo simplificou demais a coisa.
Não quer pagar juros? Pergunte-me como.
dom, 03/01/2016 - 23:14
É só não pegar dinheiro emprestado. O Bradesco pode dobrar ou triplicar os juros, não vai me fazer mais pobre ou endividado.
Mesma coisa com o governo. O André disse que os EUA pagam juros abaixo da inflação, justo: será que o Brasil pode fazer isso? Para deixar bem claro: o que ele está sugerindo é de substituir o financiamento externo pela impressão de reais sem lastro.
No que pese minha ignorância econômica, acho uma ideia temerária, para dizer o mínimo. Talvez funcionasse numa economia fechada e autossuficiente. Não creio que funcione no Brasil de hoje.
Surpreendente
dom, 03/01/2016 - 20:23
Nem me envolvi na discussão, fiquei observando atentamente o desenrolar da mesma.
Apenas duas coisas :
Primeiro, a incrível quantidade de pessoas que ainda acreditam que é possível alguém de levantar do chão puxando-se pelo próprios cabelos. Começando pelo autor do texto.
Segundo, quando Diulma procurou o Finacial Times em outubro de 2012 para avisar aos donos do capital, com sua tradicional necessidade de auto-afirmação e conhecida empáfia, que "o Brasil tinha sido o último almoço grátis do mundo", vocês já deveriam ter percebido que lá por 2014 estaríamos servindo a sobremesa de cortesia e nos próximos anos o jantar. Na faixa.
"Nascem demasiados homens, para os supérfluos criou-se o Estado" Zaratustra
Há saída para o BR.Assistam p/ entender e divulguem
dom, 03/01/2016 - 20:14
Este vídeo é completíssimo e recente. Se tiverem paciencia para assistir até o final, tenho certeza de que voces vao se engajar nessa luta, a nossa verdaderia luta, para resolvermos de vez o problema do país e do seu povo. Enquanto nao entendermos aonde está o problema nao haverá soluçao para nós. Essa luta para ter sucesso necessita de que nós brasileiros estejamos dispostos a entender e tomar consciencia e isso só de nós.
video:https://www.youtube.com/watch?v=7I_TZQLgPBo]
¨E o mais interessante é que
dom, 03/01/2016 - 20:09
¨E o mais interessante é que pouca inflação ocorrerá PORQUE HÁ ABUNDÂNCIA DE OFERTA DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO E MÃO DE OBRA, há muita capacidade ociosa no setor e nova demanda não pressionará preços.¨
A sutileza para os arautos do ¨quanto pior...melhor¨,no caso aqueles que já estiveram no poder mas não tem votos para retornar por serem incompetentes,é...incompreensível.Ou é má fé mesmo.
Inflação,inflação e...inflação.Quem gosta,não é mesmo?
Estou tentando, como diz o Maestri,separar o joio do joio.
Ps.Ontem executaram 47 na Arábia Saudita e o circo já pegou fogo.
Usar a inflação como forma de
dom, 03/01/2016 - 19:59
Usar a inflação como forma de evitar um mal maior - uma recessão = Isso pode equivaler a uma pessoa que sabe que tem um problema gravíssimo na coluna que só cirurgia pode resolver e decidi apelar pra morfina pra poder ter o mínimo de qualidade de vida até a cirurgia. Mas vai que ela usa essa suspenção temporária da dor para ir adiando e adiando a operação na coluna? Se viciará na morfina e não terá feito a operação - o pior dos mundos. Na grande depressão Roosevelt usou essa 'morfina' no tempo certo e na quantidade precisa e, controlada a dor, fez reformas na economia americana que tornarm os EUA a maior força econômica até hoje . Não vejo em Dilma ou em qualqur outro político com alguma projeçao capacidade para realizar tal operação com sucesso. Mas, pelo andar da coisa, vai ser essa a medida que o governo adotará na prática.
Única saída para o BR é esta proposta no vídeo
dom, 03/01/2016 - 19:11
Nassif, nunca inseri vídeo em comentário. Se eu fiz errado, desconsidere. É que tenho a sensaçao de que se o vídeo estiver disponível no comentário o interesse em assistir é maior.
A saída real para o BR é esta abaixo. O resto é vazio.
dom, 03/01/2016 - 18:51
Nao sou quem diz e sim os maiores especialistas brasileiros: Não haverá saída para o Brasil se nao entendermos aonde está o nosso verdadeiro problema e qual é a soluçao, e a raíz do problema é um sistema corrupto contido no nosso endividamento público e a soluçao é fazer a auditoria da dívida pública. Sem atacar esse problema todas as soluçoes sao vazias e passageiras. Por favor, leiam o resumo abaixo e assistam aos vídeos[links ao final] e divulguem para todos seus contatos. Essa é que é a nossa verdadeira luta, pois sem ela perderemos o nosso país de vez.
Maria Lúcia Fattorelli foi a auditora da CPI da dívida pública em 2009/10. Ela desvendou, escancarou, desnudou o problema brasileiro que é o "Sistema da Dívida" - corrupçao contida no endividamento brasiliero - e com base em documentos oficiais e muito estudo em cima constatou o óbvio - Maior parte do nosso endividamento nao tem comprovoçao de existencia no mundo rea e a falta de coragem dos nossos presidentes em auditar a dívida pública e o modelo economico adotado no Brasil é instrumento de subtraçao de recursos públicos em favor dos sistema financeiro nacional e internacional, ponto final. Qualquer coisa para resolver os problemas brasileiros que nao seja o enfrentamento do esquema ou do sistema da dívida pública através de uma auditoria é soluçao vazia que nao se sustenta concretamente, porque nao passarao de remendos provisórios aqui e ali sem jamais resolver o real problema. Economistas e "entendidos" para especular soluçoes é que nao faltam. Difícil é ir no cerne do problema e partir para uma soluçao definitiva, que é a auditoria.
O Equador fez a auditoria da dívida pública, inclusive submetida à crivo jurídico, porque seu presidente nao tinha o rabo preso com banqueiros e ficou comprovado que 70% da dívida nao se sustentava a nao ser por mecanismos fraudulentos de operaçoes financeiras ilícitas, o que fez com que 70% dessess credores da dívida equatoriana reconhecessem a ausencia da dívida e declinassem delas. Nenhum de nossos presidentes auditou a dívida até agora porque todos tiveram o rabo preso com os financiadores de campanha, maioria bancos. Bingo !!! Se Dilma quiser auditar a dívida, pode, mas os financiadores da sua campanha, maioria banqueiros, vao dar um murro na mesa dela e dizer assim: Cale a sua boca, nós é que te financiamos para voce estar aí, entao tire essa idéia da sua cabeça. O seu mandato pertence à nos, entendeu bem?
AUDITORIA SÓ ACONTECERÁ SE HOUVER PRESSAO DO POVO ENGAJADO NESSA LUTA . Há 15 anos esse trabalho de conscientizaçao da necessidade de auditoria vem sendo feito pela Auditoria Cidadã. Há núcleos em todos os estados. Nestes 2 ultimos anos, mais ainda em 2015, intensificou-se a abordagem da necessidade de auditoria nos estados e no congresso com a comissao do orçamento. No 2° semestre de 2016 vai entrar na pauta e será montada uma comissao no congresso. Vamos partir prá cima com todo barulho possível para chamar atençao da importancia da realizaçao da auditoria. Espero que os blogs progressistas colaborem dando o ma´ximo de atençao para apoiar a causa porque a rede precisa participar ativamente nisso.
Link 1 completíssimo https://www.youtube.com/watch?v=7I_TZQLgPBo
Link 2 mais resumido https://www.youtube.com/watch?v=R0ul_npVJQg
Assistam aos vídeos sobre os debates desse tema no youtube. Façam a busca por -Maria lúcia Fattorelli 2015- e divulguem essa luta que é de todos nós.
Ih, entrou pra
dom, 03/01/2016 - 18:17
Ih, entrou pra "esquerdolandia"!
PJ não VOTA!
O Jornalismo acabou e a eleição não tem fim!
Um Pouquinho de Inflação...Um Pouquinho de Corrupção...
dom, 03/01/2016 - 16:35
É quase inacreditável o que se lê por aqui nos dias atuais...rsrsrsrsrs...PELO AMOR DE DEUS!!!!!
O cidadão quer convencer aos incautos que não viveram a inflação - EU VI E VIVI - que um pouco NÃO TEM PROBLEMA. ISTO NÃO É VERDADE.
Eu, menino, ia até a padariazinha da esquina comprar o pão da tarde e me perguntava porque a cada 3 dias o dinheiro não comprava mais o mesmo pão. É a derrubada do mito de que com a velhice vem a sabedoria. SÓ PARA ALGUNS.
Nosso querido Motta tenta convencer os mais bobos do seguinte...rsrssrsrsrs: INFLAÇÃO não tem maiores problemas para os POBRES e é muito ruim para quem tem dinheiro....rsrsrsrsrsrsrsrs...COF...COF....COF....rsrsrsrsr...É tanta BOBAGEM escrita junta que é difícil acreditar que saiu da cabeça de alguém com algum estudo.
Olha só esta pérola: "...O trabalhador recebia o salário no dia 5 e no dia 6 toda a compra do mês para a casa já estava feita..."...rsrsrsrsrs....PELO AMOR DE DEUS!!!!
Pois é meu caro trabalhador, segundo nosso vetusto Motta ao receber seu suado salário - suado para VOCÊ ganhar e suado para seu PATRÃO pagar - Você compra PÃO e LEITE para o mês inteiro...rsrsrsrsrs...Para falar besteiras deste naipe era melhor ficar fazendo às vezes de enciclopédia britânica para os iletrados de sempre. HAJA PACIÊNCIA !!!!
Bom, não que eu estranhe, ultimamente, este tipo de raciocínio raso por parte do Motta. Já disse várias vezes que o Motta PASSOU. E parece que anda meio confuso.
Afirma ele peremptoriamente: "...MAS NÃO HÁ MECANISMO PARA ACABAR COM UMA RECESSÃO, não se descobriu ainda..."...rsrsrsrsrs...Para logo em seguida: "...A operação de um programa anti-recessão no Brasil pode ser executado COM GRANDES INVESTIMENTOS EM INFRAESTRUTURA, só um programa de saneamento pode absorver 600 a 700 bilhões de Reais..."...SEI NÃO...rsrsrsrsrs...
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