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O novo está acontecendo, apesar da política velha

O início foi na cidade de São Paulo, com o Plano Diretor acabando com espaços fechados, obrigando os novos prédios a terem comunicação com a calçada, procurando juntar várias classes sociais em uma mesma região. Depois, com a invasão das bicicletas, com a abertura da Paulista para músicos, vendedores alternativos.

Algumas ruas laterais ganharam espaços de madeira, nos quais os transeuntes podem sentar-se, com uma mesa no meio para poder até trabalhar com seus notes, se necessário.

***

O conceito de "apropriar-se da cidade" tornou-se vitorioso.

Antes, a cidade era apenas dos automóveis. Havia poucos espaços de convivência.

Durante algum tempo, eu tinha o hábito de ir até a Paulista com a Augusta para comer milho assado, vendido em um carrinho. O vendedor foi expulso por alguma norma municipal. Na praça Buenos Aires com a rua Sergipe, o carrinho da água de côco era parada obrigatória para bate-papos. Fui expulso por outra norma municipal.

Essas normas eram tidas como políticas disciplinadoras do espaço urbano, quando não passavam de práticas higienistas, desumanizadoras.

O mérito maior da atividade política é a capacidade de assimilar e de implementar o novo. Mas a política convencional não consegue. O novo passou debaixo do nariz burocrático de José Serra e de engenheiro de Gilberto Kassab, e ambos não se deram conta.

Quando Haddad deu início às novas práticas, durante um curto espaço de tempo o cidadão reclamou, por não entender. Em tempo surpreendentemente curto, no entanto, aceitou o novo como se tivesse sido sempre óbvio.

***

É essa falta de compreensão sobre o novo, e falta de ousadia de implementar novos paradigmas, que explica a crise política atual.

O país atravessa uma efervescência inédita, similar a registrada nos anos 50, com os primeiros influxos de internacionalização da classe média, ou nos anos 80, com os primeiros vagidos da nova sociedade civil.

A liberalização da sociedade civil, a internacionalização da classe média, a inclusão das classes populares, o embricamento de todas elas na nova cultura digital, liberaram uma energia monumental, que se manifesta em vários pontos do corpo social, como células saneadores, mas ainda vistas isoladamente.

Na cultura da classe média, um movimento vasto de jovens músicos desenvolvendo-se em todos os estilos, do choro ao jazz, com um grau de informação musical inédito. Nas periferias um furacão em forma de poesia, hip hop, funk.

Para a juventude, o empreendedorismo deixou de ser matéria de oba-oba das seções de jornais. A cultura digital criou não apenas uma nova geração de empreendedores, ousando em aplicativos, como de jovens praticando trabalho colaborativo em rede.

A complexidade e diversificação da economia abriram um sem-número de novas possibilidades de negócios, que estão sendo testadas pelos futuros campeões nacionais.

***

No plano nacional e estadual, o que se vê no entanto é o velho tentando enquadrar o novo em fórmulas antigas e desgastadas.

Nesse ponto, governo Dilma e oposição se irmanam: nenhum dos dois conseguiu enxergar o novo. A crise de representatividade explode nessa tentativa infrutífera de tentar enquadrar um furacão dentro de uma caixa fechada.

 
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128 comentários

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Marcus Miklos

Ousadia Se Faz Necessária

Acredito que toda mudança, seja qual for sua natureza, gera sob o ponto de vista emocional uma insegurança em aceitar o diferente, porém todo crescimento é necessário e para que isso aconteça, mudanças são necessárias.Temos alguns casos recentes que nos mostram isso. Ex: temos o fechamento de grandes vias de acesso da cidade de São Paulo aos domingos para o trânsito de bicicletas, o que em um primeiro momento gerou uma insatisfação muito grande na maioria da população da cidade, pois não estão habituadas a mudanças. Passado alguns dias depois, não apenas foi aceita pois aqueles que criticaram, que os mesmos passaram a conviver com esse lazer.Vivemos em um momento em que grandes mudanças, ousadas ou não se fazem necessárias para que nosso país volte a crescer. Enquanto países desenvolvidos crescem todos os dias, nosso Brasil parou no tempo. Leis antigas e arcaicas que em vez de ajudar prejudicam, desenvolvimento social estagnado, criminalidade aumentando porque o novo se faz necessário, mas infelizmente uma parte de nossos governantes continua vivendo no passado.Precisamos criar novas fronteiras, atrair grandes investidores com pensamentos e ideias inovadoras, leis que resolvam nossos problemas, governantes que tenham a ousadia para criar e enfrentar as mudanças para que tenhamos um país novo, justo, equilibrado e desenvolvido.

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  Humanizar uma cidade é algo

 

Humanizar uma cidade é algo incrível e é isso que Fernando Haddad está tentando fazer a partir de diversas mudanças no atual cenário de São Paulo. Infelizmente tais mudanças não parecem estar sendo bem recebidas pelos paulistanos, especialmente pelos das classes mais abastadas que só conseguem enxergar nas medidas do atual prefeito ameaças aos seus privilégios individuais. Realmente, toda mudança gera resistência mas elas são fundamentais para o progresso. Creio que além de mudar a cidade também é preciso mudar a mentalidade das pessoas!

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F.

  Humanizar uma cidade é algo

 

Humanizar uma cidade é algo incrível e é isso que Fernando Haddad está tentando fazer a partir de diversas mudanças no atual cenário de São Paulo. Infelizmente tais mudanças não parecem estar sendo bem recebidas pelos paulistanos, especialmente pelos das classes mais abastadas que só conseguem enxergar nas medidas do atual prefeito ameaças aos seus privilégios individuais. Realmente, toda mudança gera resistência mas elas são fundamentais para o progresso. Creio que além de mudar a cidade também é preciso mudar a mentalidade das pessoas!

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F.

Humanizar uma cidade é algo

Humanizar uma cidade é algo incrível, e é isso que Fernando Haddad está tentando fazer a partir de diversas mudanças de seu governo no atual cenário de São Paulo. Infelizmente tais mudanças não parecem estar sendo bem recebidas pelos paulistanos, especialmente pelos das classes mais abastadas que só conseguem enxergar nas medidas do atual prefeito ameaças aos seus privilégios individuais. Realmente, toda mudança gera resistência mas elas são fundamentais para o progresso. Creio que além de mudar a cidade também é preciso mudar a mentalidade das pessoas!

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André Góes

Brasil e seu governo "novofóbico"

É evidente que a maioria dos brasileiros é conservadora, com medo de inovações propostas pelo novo mundo moderno.Concordo com você Nassif, ao dizer que a falta de compreensão sobre o ''novo'' e a falta de ousadia do governo de implementar novos paradigmas é capaz de explicar a nossa atual crise política. Afinal como nos desenvolvermos sem nos modernizarmos ?

O principal problema do brasilerio , ao meu ver , esta neste tal medo de tomar novas decisões e medidas , esta também na hipocrisia do nosso complexo de vira-latas em admirar a modernidade e a beleza de tudo que esta lá fora e não ser capaz de ver o que temos e o que podemos construir aqui dentro.

Assim a ousadia de Haddad de implementar o "novo", mostra que ainda podemos esperar alguma coisa de nossa sociedade e de nossa política, e que estamos torcendo para que seus projetos de melhorar o espaço público continuem a dar certo, e que mais políticos brasileiros sigam esse exemplo e não se mantenham como conservadores com medo do "novo".

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ThaigoJ

A luz do entendimento

O comportamento reacionário de certos setores da sociedade tem levado o país à ruína. É necessário que a população perceba que está chegada a hora de mudar sua conduta e aceitar que transformações são essenciais para o progresso das sociedades.

Tal “evolução” torna-se possível apenas quando há o entendimento de que não é factível manter políticas de outrora, velhas e ultrapassadas, como modelo para uma sociedade em que as transformações são frequentes e, muitas vezes, radicais. Como evidenciado em São Paulo, após as novas práticas de Haddad, uma vez que a população compreende que é necessário mudar a maneira com que se faz política e se governa a aceitação das mudanças torna-se natural.

Como já muito bem colocado, se os políticos- desde a presidente até o prefeito da menos populosa cidade- percebessem que as mudanças são inescusáveis, não estaríamos em tão grave crise. É preciso criar políticas novas, e não tentar enquadrar as transformações em modelos buídos.

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Beatriz Sakata

Melhorias em São Paulo

No Brasil já faz parte da cultura substituir os espaços públicos (que poderiam ser usado para o lazer) por avenidas para automóveis. Por isso acredito que as medidas tomadas por Haddad podem mostrar para o povo brasileiro que estes espaços ainda estão disponíveis para serem usados.

Ciclovias, barracas de comidas nas ruas, música de rua, etc. Tudo isso já existe nos países Europeus e estão em ótimas condições. Mas a pergunta é: as pessoas vão realmente freqüentar esses novos espaços de lazer?

Cada vez mais as classes médias e as classes populares estão tendo influência no cotidiano e cada vez mais entendem a necessidade de que o Brasil precisa progredir. Além disso, Nassif disse “A cultura digital criou não apenas uma nova geração de empreendedores, ousando em aplicativos, como de jovens praticando trabalho colaborativo em rede”. Ou seja, com o aumento do número de pessoas que querem melhorar o país e o surgimento de empreendedores que pensam de um jeito inovador, acho que é possível levar as propostas de Haddad adiante.

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Matheus Bagarolli

Necessita-se de uma Nova Visão?

Primeiramente gostaria de falar sobre o Plano Diretor. Ele, tem como seus principais objetivos,uma facilitação na vida dos trabalhadores, ou tambem uma maneira de conseguir melhorá-la, mas para que isso ocorra, é necessário o combate a terra ociosa, em outras palavras, a terra que não cumpre função social. Seguindo-se essa lógica, são espaços fechados, lugares públicos, praças onde, por exemplo, pessoas podem viver parte da cultura, para descontrair de seus trabalhos cansativos e aproveitar o lazer. Acabar com isso seria uma opção boa para os trabalhadores?

Mudando um pouco, a cidade continua sendo dos automóveis e não são incentivos pouco valorizados pelo governo que mudarão isso. O principal problema é pelo fato do tranporte público ser ineficiente, enquanto a implantação de políticas alternativas tem custo muito menor e tomando países desenvolvidos como exemplo, tem chances de dar certo, claro se feita da maneira correta.

Por fim, concordo com Nassif quando ele diz que políticas disciplinadoras não são nada mais que práticas desumanizadoras. Um homem que toca seu violão sentado em um banco está causando algum tipo de problema? Um vendedor de milho causa algum tipo de prejuízo ao estar ali ganhando dinheiro para sustentar a sua família? Muitas leis municipais o impedem de realizar aquilo que antes faziam. Potanto alguns conceitos de visão da sociedade precisão ser revistos.

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Rodolfo F. Dostal

A rua é do povo

 Essa reutilização do espaço publico é muito benéfica para a sociedade pois, antigamente as cidades eram apenas dos carros, hoje elas pertencem ao povo. A rua é o lugar em que o medico rico que morra em condomínio fechado se encontra com o carteiro (sem desvalorizar a profissão) que morra no bairro mais popular, as ruas são publicas e todos tem acesso a elas, logo nas ruas nao tem negros, brancos, homens, mulheres, pessoas de esquerda, pessoas de direita, nas ruas há apenas cidadãos.

 Esse contato entre pessoas de opiniões, classes sócias e etnias diferentes, é muito benéfico para a sociedade, pois assim essas pessoas percebem que tem mais coisas em comum do que em comum.

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Maria Virginia

Paralisia é o oposto de melhoria

            O medo de inovação é um ponto assustador no governo brasileiro. Utilizar a história para fundamentar a repetição de ações governamentais é factível, mas para avançar é preciso arriscar com novas políticas e metas.
            Ao incentivar pequenos comerciantes, a utilização da bicicleta e a cultura musical, Haddad provou que mudança que realmente faz diferença sempre tem resistência, pois seres humanos não gostam de sair de sua zona de conforto, e a iminente possibilidade da falha.
            Qualquer político que visa fazer algo relevante tem de saber lidar com esses dois pontos. A oposição é fundamental para o funcionamento de uma democracia, visto que sem ela não haveriam questionamentos à autoridade, o que levaria a monopolização do poder. Quando colocada desta maneira, é difícil ver porque esses temem tanto a oposição. Demasiados projetos não são postos em prática por medo da crítica, o que é sem nexo, já que esta existe para aperfeiçoar as práticas implantadas. A estagnação impossibilita crítica, e, consequentemente, melhoria.
            O segundo ponto é a possibilidade do erro. “O abuso não tolhe o uso”. Este direito implica que se tudo que envolve risco de erro é ilegítimo, todo tipo de criação da sociedade seria inválida. Impossibilitar a instalação de um projeto por que pode chegar a falhar é sem fundamento.
            A paralisia de políticas sociais e urbanas vêm da covardia dos políticos com medo da oposição e da falta de apoio que aqueles que lutam pela modernização recebem da população.
        Concordo com Nassif quando este afirma que riscos são essenciais para aprimorar o país. Utilizar medidas obsoletas para novos problemas é sem sentido. Tememos tudo aquilo que altera a nossa realidade, e assim não chegaremos a lugar algum. Paralisia é o pior que podemos fazer se buscamos melhoria, pois mostra que não estamos nem tentando.

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Mateus Miareli

Por em pratica

Essas "novas" políticas do governo como o plano diretor são muito importantes para a população, por conta do fato de unir as diferentes classes sociais em lugares públicos e indiretamente estar colaborando contra a desigualdade.

Único fato lamentável é considerar essas medidas como criar ciclovias, praças (espaços públicos) serem "novas", sendo que na Europa por exemplo já utilizam essa medida com muito sucesso.Se essas medidas acontecerem mesmo, será muito benéfico para todos que utilizarão dela. Agora temos que torcer para que essas medidas passem a não ficar apenas no papel , pois com o governo que temos não podemos nos iludir.

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Breno Foltran

O novo é necessário.

Achei interessante a interação criada por Nassif para correlacionar, como o “novo”, em épocas de paradigmas desatualizados pode vir a ser a melhor solução, dando o exemplo das novas práticas criadas por Haddad que conseguiram assimilar as imperfeições na cidade de São Paulo e implementar o novo, que no iniciou pode causar certo estranhamento porem pouco tempo depois todos virão as novas práticas como o óbvio.

Concordo que essa falta de compreensão sobre o novo, e falta de ousadia de implementar novos padrões, que explica a crise política atual. E acho que a forma como devemos nos fundir a este novo é a tarefa dos nossos políticos. De acordo com o ex-Presidente da República checa, Vaclav Havel: "A tarefa política central nos próximos anos será a criação de um novo modelo de coexistência entre as diversas culturas e a constante evolução do meio habitacional".

E por fim, acho que este novo, que tem a função de atualizar nossa sociedade, não deve ser visto como algo de grande tamanho e assim consecutivamente algo que gere muito esforço. Esse novo deve ser simples, e facilmente colocado em prática. De acordo com Leonardo Boff: ”é urgente adotarmos um novo modelo de civilização que prega a solidariedade nos atos mais simples”. 

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Felipe R. Oliv

Tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe...

   Com o decorrer dos anos, o Brasil passou por mudanças profundas em relação ao caráter social de sua população. Com o aumento na popularidade do uso de automóveis como principal meio de locomoção, fora os elevados índices de violência do país e vários outros fatores fizeram com que o uso de espaços públicos declinasse cada vez mais. Porém, atualmente, com o novo Plano Diretor proposto por Fernando Haddad, vem sendo estabelecidas na cidade de São Paulo, normas que procuram incentivar o uso de bicicletas como meio de transporte, fora a reutilização dos antigos espaços públicos para fins sociais, musicais e comerciais.

   Por mais que eu concorde com aprovação dessa política, é necessário levar em consideração que ela não pode ser aplicada em toda sua capacidade. Tais espaços públicos foram praticamente abandonados nos últimos anos, ou seja, eles se encontram em condições precárias, depredados. Sendo assim, é necessário por parte da prefeitura realizar investimentos nessas áreas para que assim elas se tornem novamente acessíveis à população.

   Outro fator seria a infraestrutura do governo. Não basta apenas aprovar uma lei e esperar que ela se concretize sozinha. Se não houver um governo capaz de cumprir à administração e prestação de serviços públicos à sociedade, objetivando a qualidade das obras adequabilidade dos prazos e preços justos, a probabilidade de uma mudança que atenda  tais demandas é praticamente nula...

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Inaê Soares

Muito bem colocado, Nasif. O

Muito bem colocado, Nasif.

O governo brasileiro parece não ter a capacidade de abrir os olhos para as mudanças e os avanços da sociedade e, aqueles poucos que o fazem, parecem se sentir mais confortáveis deixando tudo como está ou mesmo criando medidas ainda mais retrógradas.

Então, finalmente (e tardiamente também), alguém decide tomar uma atitude em favor da sociedade e ainda há aqueles que encontram do que reclamar, sendo que esses são os mesmos que idolatram a arte de rua e a integração do povo com as cidades nos países europeus (cadê o sentido?).

Vamos torcer para que esta atitude tomada por Haddad seja a primeira de muitas e que os governantes de outros estados e cidades se influenciem com suas ações, não deixando que uma iniciativa tão boa seja deixada de lado. Mas, para que isso não aconteça, deve haver também certo apoio por parte da população. Devemos todos exigir que o novo pare de ser ignorado ou tratado com pouco caso, mostrando o quando ele pode beneficiar a todos.

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Anac

Um país democrático??? Onde

Um país democrático??? Onde apenas quem estabelece um padrão do que é "limpo" é o ex prefeito da cidade de São Paulo, Gilberto Kassab,tirando o vendedor de milho, artistas, etc, da rua,praça,calçadas,etc. O povo, em oposição ao Kassab, gostava daquilo e obviamente não achavam que eles estavam "sujando" a praça. Mas, sem o consentimento da população foi determinado isso. O prefeito deveria ouvir o que o povo pensa e tem a dizer sobre a cidade em que eles moram, para mostrarem os prós e contras, se manifestando. Com a Internet, eles conseguem se manifestar com mais facilidade, mostrando que a política velha já está falida e ultrapassada. Entretanto,não conhecem muito bem o novo, tendo receio de utilizá-lo.

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Lucas F. M.

Uma nova política

Para manter uma cidade em ordem, e acima disso, os cidadãos satisfeitos, é necessário agradá-los, e caso decida contrariar isso, eles acabarão manifestando contra o governo. E isso vem ocorrendo em São Paulo e em todo o Brasil, onde o governo parece "ignorar" a opinião do povo para determinar o que seria melhor para cada cidade, de acordo com os princípios de um grupo de políticos. E em São Paulo, uma parte da cultura brasileira foi removida das praças das cidades, onde muitos artistas de ruas foram proibidos de apresentar suas obras ao povo, e isso fez com que a população manifestasse contra o governo. Porém, como dito anteriormente, a opinião da população está sendo descartada. Todos querem participar diretamente da política, através de protestos, porém a velha política parece desprezá-los, atribuindo somente a um grupo seleto de políticos, o direito de mudar uma cidade.

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Jerônimo Pattaro

Mudanças na cidade de São Paulo

Vejo que já estava na hora de ocorrer uma revitalização em  São Paulo, uma vez que grandes cidades do mundo estão fazendo ou já fizeram o mesmo, como  Amsterdã e  Nova York.  Além do mais, o país vêm sofrendo uma mudança nos últimos anos, como a internacionalização da classe média, a inclusão das classes populares tanto ao mundo digital quanto à agenda cultural das cidades, ou seja,  uma aproximação de classes, que diminui aquela desigualdade social que existe há tempos em nosso país.  Além disso, as medidas que Haddad vêm realizando são mínimas, porém essenciais para o início de uma mudança na cidade de São Paulo, sendo elas na parte urbana e social.

Logo, creio que com todos esses aspectos ocorrendo, esse seria o momento ideal para essa mudança na cidade de São Paulo, deixando de ser uma cidade atrasada em relação ás grandes cidades do mundo.

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Paulo Emílio

Mundo novo, política velha

Esse "novo" (que na realidade é velho em outros lugares do mundo) só vem acontecendo graças a mobilização da população brasileira, que finalmente percebeu que era possível usar os espaços públicos brasileiros da mesma forma que o usam na Europa e em outros lugares do mundo.

O atraso brasileiro não se monstra somente nas políticas públicas, mas também na economia, que se baseia na exportação de commodities. 

Os governos municipais não investem em transporte público, um exemplo disso é a falta de estações metrô nas cidades, e o fato da malha ferroviária brasileira ser quase insignificante. Mas enfim vemos a luz no fim do túnel, a população acordou e se mobilizou, pressionou os governantes e as mudanças já são visíveis na maioria das capitais brasileiras. Agora só o tempo dirá onde essa onda de mudanças vai parar. 

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Lucca Cursino

Não temer para inovar

   A ideia de abrir novos espaços para áreas de entretenimento e socializacão me parece favoràvel. Além de unir diferentes classes sociais em um mesmo ambiente e entreter a população, a criação desses espaços poderia ser um grande passo para corrigir um dos principais erros presentes entre os governantes do país.

  Algo que sempre existiu e não parece diminuir nunca é o medo de implantar novas políticas no Brasil por conta da oposição. Os políticos têm medo da crítica, têm medo das consequências que uma inovação pode trazer, mas eles não vêem que a crítica é essencial para o sucesso de um projeto. As críticas são fundamentais para melhorar e corrigir os projetos apresentados, logo os políticos não deveriam temer a oposição, mas sim analisá-la com cautela, buscando absorver o que nela há de útil. 

   Não adianta insistir em políticas já ultrapassadas para que o país vá adiante. A inovação é necessária para o bom futuro de um país. Deve-se analisar bem um projeto antes de colocá-lo em prática, é claro, mas não deve-se temer as críticas que virão em seguida. É por isso que Haddad teve uma atitude exemplar. No começo, a maioria das pessoas não apoiou os seus projetos inovadores, mas com o tempo foram vendo que tratavam-se de projetos interessantes. 

   O essencial é pensar em inovações sem temer as consequências. Precisamos de mais políticos que pensem dessa forma.

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Pietro B

Avanço em meio à regressão

      É inegável que a tendência mundial é que os espaços públicos tornem-se cada vez mais uma fonte de lazer para os moradores de uma cidade. Há décadas nações progressistas européias, por exemplo, investem em praças, ciclovias e parques a fim de diminuir a distância entre as classes sociais, oferecendo um espaço de convivência mútua e tirando a soberania dos automóveis.     Acredito ser interessante que mudanças assim estejam sendo realizadas, criação de ciclovias (apesar de seus planejamentos serem as vezes questionável), investimentos em áreas comúns de lazer e etc em meio a onda de conservadorismo e polarização política atual, indo contra a tendência nacional retrógrada.

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Mariana Tatagiba

A disputa pela cidade.

Quase de pára-quedas, o prefeito Fernando Haddad, foi colocado como o nome do PT em São Paulo. Foi comendo pelas bordas, se aproximando de modo sutil e muito carismático e conseguindo, com pouca pressão da mídia e do próprio partido, conquistas importantíssimas como as ciclovias, citadas por Nassif.

Apesar de todos os avanços, resultado destas políticas, ainda vemos que a cidade ainda não é para todos. Temos uma barreira entre quem circula e se expressa nos espaços públicos.

A Avenida Paulista é um grande exemplo de um espaço público cheio de cultura e personalidade. Um passeio recomendado com ótimos restaurantes e, em todas as vezes que visitei, boa energia. Mas, ainda sim não vi a caixa de som tocando funk, muito menos as batalhas de rimas entre Mc's, mas é inevitável que esta cultura periférica lute por seu lugar na cidade.

Mas como colocaremos a outra perspectiva da cultura para atuar neste espaço? Qual será o limite imposto para que todos possam de expressar e serem ouvidos? E quem vai guiar a definição destes limites?

A arte da periferia também vai chegar, com muita energia e com muita vontade de ser notada. Os pixos e grafites irão rolar assim como as manobras de skate. O fato é que a nova ideia de espaço público vai ter um momento muito importante de reconstrução. E nele chegaremos ao momento que vem sendo procrastinado a muito tempo em São Paulo: quebraremos os muros que separam as classes sociais e suas respectivas culturas ou iremos apenas construir alamedas para trabalharmos com Mac Books sem medo de sermos roubados?

O novo só irá sair do enquadramento do velho quando o moleque da favela e o filinho de papai transitarem por culturas diferentes, podendo entender a própria diferença na realidade vivida. Se conseguirmos dar uma chance a cultura e a convivência social, teremos um trânsito de informação e experiências, de tal forma que a cidade vire uma exposição da diversidade, sem deixar ninguém de fora.

A discussão aqui vai muito alem de uma reapropriação das ruas, da arte independente e do comercio informal. Estamos falando de interesses, que inevitavelmente, se chocarão enquanto pensamos em uma reformulação e construção da ideia de espaço público.

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Arthur Santos

Plano Diretor

O Plano Diretor pode ser entendido como elemento definidor dos objetivos e diretrizes estratégicas e globais do desenvolvimento urbano e rural da cidade. 

Deve configurar-se como um instrumento de indução e articulação dos processos de tomada de decisões, servindo de principal referência para a definição e implementação de mecanismos legais, administrativos e políticos, envolvendo as ações de longo, médio e curto prazo, visando tornar a cidade mais equilibrada, sob o aspecto físico-territorial, ambiental, econômico e social. 

Os governos sejam tanto esfera federal, estadual e municipal, representado por nossos políticos, quase na sua maioria se encontram em estado de letargia quando o assunto é propiciar condições melhores para a população dentre os vários aspectos citados anteriormente, pois seus objetivos são outros. 

São poucos aqueles que querem levar adiante uma política, que não é nova, mas dentro do que deveria ser ação comum entre todos nossos governantes. 

Haddad propôs para a cidade de São Paulo e colocou em prática tal ação, reorganizando espaços e incentivando para locais mais agradáveis de convivência social, tratando da questão de mobilidade social, entre outros. 

A cultura digital aliada à prática de reurbanização integrou tribos, unindo a diversidade cultural, sejam elas de classes sociais diferentes. 

 

 

 

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Igor P.L

Tudo para o Novo

Com o nossa política enfrentando uma seríssima crise, vejo a opinião de Nassif congruente com este tema. Nosso governo se fecha para as tão necessárias mudanças, negando até o fim, a sua podridão que se manifesta na corrupção descarada.

O país passa por um período de drásticas mudanças, a influência da classe média e das classes menos favorecidas no cotidiano é cada vez maior com o advento da internet. A população se encontra num papel cada vez mais importante para levar o país a um rumo melhor, fazendo com que nossos políticos "acordem" para os problemas da nação.

O cidadão cansou de ser figurante e agora quer ser o protagonista do país, como deveria ser desde o princípio. O jovem cansou de ver o país estagnado num estado no qual não existe progresso e somente mais e mais atrasos, ele agora luta para ser o responsável pelas mudanças, e isso podemos perceber com o próprio exemplo citado no texto, de jovens empreendedores que  revolucionam o mercado e os seus arredores com ideias ousadas e das periferias, que começam a sair das margens da sociedade e se transformam em verdadeiros polos musicais inovadores.

Assim, o governo como um todo precisa seguir o exemplo de Haddad e "abrir seus olhos" para esse desejo da população e trazer novamente o foco de suas ações para o benefício do povo, São Paulo é o melhor exemplo disso. Enquadrar o novo no velho, decadente e corrompido sistema não funciona, é preciso recomeçar do zero em prol do novo.

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Júlia Grannier

Falta a congruência

Infelizmente, tudo o que Luiz Nassif afirma neste texto esta correto. Quando ele diz que "É essa falta de compreensão sobre o novo, e falta de ousadia de implementar novos paradigmas, que explica a crise política atual", realmente capta a essência dos problemas do Brasil que é entre o novo governo que apresenta propostas um tanto quanto arcaicas de comparada a nova geração do povo brasileiro que possui ideais mais liberais comparados as últimas gerações.

Talvez não seja possível achar uma solução que englobe todas as "bolhas sociais" do corpo social do Brasil, mas, se as propostas dos políticos brasileiros e as reivindicações da população brasileira fossem mais congruentes, provavelmente haveria um país que confortaria uma parte maior do Brasil. Isso se mostra quando Luis cita a política feita por Haddad que se encaixa nas propostas que o povo deseja para o nosso país.

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Guilherme S.

Espaço Público é lazer!

Realmente estamos passando por tempos difíceis em nosso país, com as novas formas de comunicação as pessoas tendem a ficar em casa cada vez mais e aquelas que ainda gostam de sair para um simples caminha na praça já não terão mais esse privilégio.

O governo está limitando algo que além de ser prazeroso e gratuito, é algo saudavel e que une pessoas de diferentes etnias, religiões e classe em um mesmo local, havendo o mínimo de preconceito. Isso é o que nosso país precisa, de lugares onde as pessoas possam ir e ter o que fazer com seus amigos e familiares, é hora do governo começar a se arriscar de vez em quando e não ter medo de mudanças, pois somente com um povo unido se tem um país forte.

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Victor Castro

Novo desorganizado

 

O novo é importante sim, desde que planejado, organizado. Devemos sim com os erros do velho, aprimorar e inovar no novo.

Falar de politica é muito dificil, mais ainda de politica cultural. Se os investimento destinados a educação fossem direcionados e não desviados, nossa sociedade já estaria a muito tempo lutando por mudanças estruturais, conscientes que não somos apenas marionetes de uma politica falida. Merecíamos respeito como cidadãos racionais e pensantes, infelizmente minoria em um País tão extenso em território e curto de humanidade política;

Falar de mudanças culturais nesta hora caótica que estamos politicamente vivendo, seria como esconder o sol com a peneira. E a saúde, neste momento quantas pessoas  estão morrendo sem atendimento, quantos hospitais sem estrutura nenhuma de funcionamento, problemas que a meu ver mais urgentes de foco. Quantas famílias desabrigadas, o desemprego aumentando a cada dia.

Não estou querendo mudar o foco do assunto, só gostaria de exaltar o que a política social esta fazendo, desviando o foco para problemas não tão prioritários.

 

 

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Guilherme S.

Espaço público é lazer!

Realmente estamos passando por tempos difíceis em nosso país, com as novas formas de comunicação as pessoas tendem a ficar em casa cada vez mais e aquelas que ainda gostam de sair para um simples caminha na praça já não terão mais esse privilégio.

O governo está limitando algo que além de ser prazeroso e gratuito, é algo saudavel e que une pessoas de diferentes etnias, religiões e classe em um mesmo local, havendo o mínimo de preconceito. Isso é o que nosso país precisa, de lugares onde as pessoas possam ir e ter o que fazer com seus amigos e familiares, é hora do governo começar a se arriscar de vez em quando e não ter medo de mudanças, pois somente com um povo unido se tem um país forte.

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Ana Paula C Carvalho

Nação conservadora

De fato, o Plano Diretor ocasionou aspectos positivos para a cidade de São Paulo que, teoricamente, passaria a valer-se mais de seus espaços públicos. Mas será que isso funcionará na prática, ou consistirá somente em uma novidade a curto prazo?

Concordo com Nassif quando expõe que “É essa falta de compreensão sobre o novo, e falta de ousadia de implementar novos paradigmas, que explica a crise política atual”. Os políticos, assim como povo brasileiro, ainda se manifestam muito conservadores e parecem ter medo de mudanças. O que falta no Brasil é a afoiteza em inovar e aceitar a inovação. O brasileiro possui uma cultura de rebaixar-se e admira tudo o que vem de fora, mas argumenta que tais “maravilhas” dos países civilizados e desenvolvidos não funcionaria no Brasil porque não somos nenhuma Alemanha...somos o Brasil.

Além disso, o que falta no povo é saber aproveitar de seus espaços públicos. O brasileiro foi moldado em uma cultura que não sabe sair pela cidade, desfrutar de um museu, usufruir de praças públicas e muito menos de ciclovias. Nassif diz que São Paulo era uma cidade de automóveis. A verdade consiste em que ainda é. Falta também a existência de uma política. Ao exemplo das ciclovias, o problema não está somente na sua má utilização, mas também no fato de que há muita desorganização e falta de respeito entre pedestres, ciclistas e motoristas.

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Igor Marques

A reformulação é necessária, mas há um exagero

A publicação traz alguns temas polêmicos e que devem ser discutidos com maior frequência no país, visto que é evidente o surgimento do “novo”, ou seja, a sociedade está mudando, formando novas possibilidades. Por exemplo, no passado, alguns estilos de música eram específicos para tal região, mas, hoje, com a rápida propagação de informações por conta da informatização dos meios, é possível perceber que diferentes regiões, ou até mesmo diferentes classes sociais, já ouvem alguns estilos de música iguais. Porém, há um exagero quando se fala que a crise no país se deve pela insistência dos políticos em ignorar esse surgimento do “novo”, pois olhando o contexto mundial, é possível perceber que muitos países, até mesmo desenvolvidos, também estão em crise. Enfim, é necessária uma reformulação na política brasileira, com maior aceitação das novas possibilidades que estão surgindo, porém focar apenas no país e colocar toda a culpa da crise nos políticos é algo totalmente infundado.

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Marina Bomfim

A mudança é um bem necessário

O medo da maioria população perante a mudança citada por Nassif no início do texto, é algo justificavel, porém preocupante. As melhorias, independentes de quais sejam elas, vem da mudança, portanto ter cidadões acomodados e complacentes se torna um problema. Por esse motivo, necessitamos de políticos menos conservadores e mais encorajadores de inovações.

Em oposição a parcela da população que receia a mudança, estão as pessoas que, com a ajuda da internet, vem mudando a maneira de criar empreendimentos, fazer trabalhos colaborativos, ajudar e disseminar causas socias, entre outras coisas, como dito por Luiz Nassif "A cultura digital não criou apenas uma nova geração de empreendedores, ousando em aplicativos, como de jovens praticando trabalho colaborativo em rede".

Assim como Nassif, acredito que temos que motivar as mudanças, e mesmo a pesar da parte apreensiva da população, teremos uma chance de melhora graças a estas novas gerações e aos politicos inovadores.

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Matheus Immer

Um pouco do de sempre...

A meu ver, o texto peca em afirmar que tudo que São Paulo, assim como o resto do Brasil precisa, é conciliar o novo com o velho, no caso, sobre a política brasileira. Isso ocorre porque o Governo se encontra em cima do muro em todas as decisões que toma, não importando sua poisição ideológica, em relação a esses antônimos. O objetivo, consequentemente, permanece o mesmo: reeleição ou manutenção do poder.

Portanto, os anseios populares podem até ser pelo "novo" (lazer e bem-estar nas grandes cidades), porém quando nem o velho bem estruturado está (toma-se de exemplo sistemas-base para o bom funcionamento de um país, como tributações, estes que sempre se encontram decaindo de qualidade desde a implantação), não há como gastar tempo e, principalmente, dinheiro, no acessório, no anexo, no "novo" - é uma questão de planejamento.

Todas essas decisões orbitam um ponto no qual sempre há divergências: a verba pública. Quer-se agradar a uns a custo de estar refreando o crescimento econômico, como é o caso do Plano Diretor, gastando indevidamente, quando existem casos muito mais sérios que requerem investimento público tão cedo quanto possível, sempre "para inglês ver". E inglês viu tão bem que decaiu o Brasil no grau de investimento internacional por parte da Standard & Poor's, mas isso fica para a próxima.

Em minha opinião, o foco das prefeituras deveria se manter por enquanto no "velho" (escolas, segurança pública) para que com o tempo o país inteiro se adeque ao "novo" (usar a ciclofaixa aos domingos na Paulista) e, nesse momento, nos igualemos aos países sobre os quais tanto se discorre e compara.

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iohan

espaço urbano

As políticas adotadas pelo prefeito Haddad ao meu ver são de extrema importância pois valorizam o espaço público, a ideia do coletivo, que a muito havia-se perdido nas cidades brasileiras, portanto iniciativas como a implantação de ciclovias e a abertura da paulista para músicos e vendedores alternativos são fundamentais para apropriarmos de fato da cidade. 

     No entanto a proposta de Haddad de fechar a paulista aos domingos não é a melhor maneira de promover um encontro entre as diversas classes sociais, pois esta avenida não possui apenas prédios comerciais, há um fluxo de moradores que precisam transitar por meio desta. Ademais medidas como essa devem ser tomadas de forma que beneficiem à todos.  

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Ana Zullo

Mudanças

É fato que o espaço das cidades brasileiras, principalmente as cidades grandes, é muito mal aproveitado. Nesse sentido, é bom saber que algumas mudanças estejam ocorrendo, que o espaço esteja sendo ocupado pelas pessoas e que leis sem sentido e/ou mal pensadas que tenham retirado pequenos comerciantes das ruas, tais como o carrinho de milho e de água de coco, como Nassif mencionou, estejam sendo reformadas ao favor da população.

Porém, pelo fato de essas mudanças estarem ocorrendo, mesmo apesar do alarme inicial, podemos perceber que isso se deu justamente pelo surgimento de políticas novas, e não apesar das velhas. Isso mostra que a política pode sim estar timidamente mudando.

É bom também apontar que por estarmos considerando a criação de ciclovias e a otimização do espaço urbano como algo novo é, de certa forma, preocupante. Tais medidas, assim como muitas outras do gênero, deveriam ser simples e óbvias, assim como ocorre em outros países, mas que aparentemente se tornam um assunto delicado no Brasil. Então, talvez seja mais apropriado chamar a política brasileira não de velha, mas de falha. Mas falando de “política velha”, mencionada inclusive no título do artigo, talvez ela tenha sido pouco discutida, dando uma enfase muito maior no “novo” do que na política.

Mas, de forma geral, concordo que a política brasileira esteja ultrapassada e necessite se adaptar e mudar para que o avanço do país, que já está acontecendo, mesmo que de forma lenta, ocorra mais eficientemente para que tenhamos mudanças notáveis em nossa sociedade.

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Amanda C. Lima

Politica ineficaz

A política de hoje realmente não é eficaz, considerando o fato de que estão ocorrendo mudanças na população, claramente não acompanhadas pela política velha. 

As pessoas estão deixando de lado o contato social e partindo para uma vida isolada, focando-se no emprego, escola, etc. Esse problema é muitas vezes causado pela restrição dos ambientes sociais, já que hoje em dia, os espaços que temos para convivência nas cidades não são tão acolhedores como os de antigamente. Segundo Nassif, a população está novamente buscando o convívio social, porém não há lugares suficiente para tal. O bom da situação é que os cidadãos não estão abaixando a cabeça para o governo, e sim fazendo protestos e passeatas em prol de uma política moderna e correndo atrás de seus direitos para a tentativa de que finalmente tenhamos um governo entendedor das vontades da população. 

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João Duran

Melhorias de São Paulo

    É muito engraçado o fato de que os turistas brasileiros, em suas viagens à Europa ou aos EUA, aproveitem os ambientes de lazer presentes nesses países, e pouco usam, ou apoiam esses lugares no Brasil. Praças, Parques, Calçadões e etc são, infelizmente, pouco aproveitados nas grandes capitais brasileiras, e São Paulo, não fica fora disso.

    Acredito que as medidas que o prefeito Haddad tomou, como por exemplo: O fechamento da avenida Paulista para carros nos Domigos, ou a volta dos comerciantes e músicos de rua, são uma vitória para o lazer paulista, afinal, a única coisa que nos restava, em termos de recreação, eram os shoppings centers e as boates. Além disso, o plano diretor vem querendo mudar as ruas de São Paulo, com a implementação de ciclovias e o aumento no numero de veículos para o transporte público, ou seja, outra vitória.

   Creio que o projeto para melhoria de São Paulo está longe de ser perfeito, porém, acredito que ao longo dos anos, a maior cidade da América Latina possa vir a ser, a capital das praças e ciclovias.

   

 

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otimo texto juca....

otimo texto juca....

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Alice C. Lima

População à frente da politica

   A frase de Luis Nassif: “A crise de representatividade explode nessa tentativa infrutífera de tentar enquadrar um furacão dentro de uma caixa fechada.” resume muito bem a situação atual do Brasil. Todo esforço do governo para reprimir o lazer e conforto do morador de uma cidade grande, uma hora não será suficiente devido tamanha insatisfação do trabalhador brasileiro, porem como citado no texto, o governo de Dilma não consegue enxergar o novo, ou melhor, não quer enxergar.

   Pequenas inovações nas cidades não são o bastante para satisfazer ”o novo” que já esta muito além de tais melhorias.Mesmo com as mudanças que estao ocorrendo na população, o governo continuará nos reprimindo. O necessário é um governo que represente e coloque em pratica ideais modernos, para que finalmente as idéias da população se igualem ás intenções do governo.

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Alice C. Lima

População à frente da politica

   A frase de Luis Nassif: “A crise de representatividade explode nessa tentativa infrutífera de tentar enquadrar um furacão dentro de uma caixa fechada.” resume muito bem a situação atual do Brasil. Todo esforço do governo para reprimir o lazer e conforto do morador de uma cidade grande, uma hora não será suficiente devido tamanha insatisfação do trabalhador brasileiro, porem como citado no texto, o governo de Dilma não consegue enxergar o novo, ou melhor, não quer enxergar.

   Pequenas inovações nas cidades não são o bastante para satisfazer ”o novo” que já esta muito além de tais melhorias.Mesmo com as mudanças ocorrendo na populção, o governo continuará nos reprimindo. O necessário é um governo que represente e coloque em pratica ideais modernos, para que finalmente as idéias da população se igualem ás intenções do governo.

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Camila Fozzatti

Os espaços públicos são a solução

  O grande problema esta em pensar que esses espaços de entretenimento e socialização não são importantes á sociedade e que apenas a saúde publica, a enocomia e a educação, são temas que devem ser discutidos entre os governantes. O que geralmente não pensamos é que muitas vezes os problemas que ocorrem na economia, na saúde, na educação, podem ser evitados através de medidas de socialização.

  O Brasil é um país miscigenado e não podemos esconder isso, muito pelo contrario, é preciso que isso seja mostrado. Através desses novos espaços haverá a mistura de classes sociais e de culturas, mostrando a vasta diversificação existente no Brasil, principalmente em uma área como São Paulo, um enorme centro urbano.

  Dizer que é preciso apresentar o Brasil aos brasileiros parece algo sem lógica, mas com esses novos espaços conseguiríamos aprender muito mais sobre o nosso pais, nossas culturas, diversidades e os diferentes pensamentos.

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Maria Virgini

Paralisia é o oposto de melhoria

O medo de inovação é um ponto assustador no governo brasileiro. Utilizar a historia para fundamentar a repetição de ações governamentais é factível, mas para avançar é preciso arriscar com novas políticas e metas.
Ao incentivar pequenos comerciantes, a utilização da bicicleta e a cultura musical, Haddad provou que mudança que realmente faz diferença sempre tem resistência, pois seres humanos não gostam de sair de sua zona de conforto, e a iminente possbilidade da falha.
Qualquer político que visa fazer algo relevante tem de saber lidar com esses dois pontos. A oposição é fundamental para o funcionamento de uma democracia, visto que sem ela não haveriam questionamentos da autoridade, o que levaria a monopolização do poder. Se colocada desta maneira, é díficil ver porque esses temem tanto a oposição. Demasiados projetos não são postos em prática por medo da crítica, o que é sem nexo, já que esta existe para aperfeiçoar as práticas implantadas. A estagnação impossibilita critíca, e, consequentemente, melhoria.
O segundo ponto é a possibilidade do erro. “O abuso não tolhe o uso”. Este direito implica que se tudo que envolve risco de erro é ilegítimo, todo tipo de criação da sociedade seria inválida. Impossibilitar a instalação de um projeto por que pode chegar a falhar é infundamentável.
A paralisia de políticas sociais e urbanas vem da covardia dos políticos com medo da oposição e da falta de apoio que aqueles que lutam pela modernização recebem da população. Tememos tudo aquilo que altera a nossa realidade, e assim não chegaremos a lugar algum. Riscos são essenciais para aprimorar o país. Utilizar medidas obsoletas para novos problemas é sem sentido. Paralisia é o pior que podemos fazer se buscamos melhoria, pois mostra que não estamos nem tentando. 

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Brenopgn

Espaços públicos e arrumados

     A sociedade brasileira atual tem realmente procurado passar mais tempos em espaços públicos socializando diretamente com seus amigos e conhecidos do que fechados em shoppings ou casas. Mas muitas vezes o que os impede de visitar as praças ou os parques que quiserem e o descuidado com a manutenção do local e com a segurança das pessoas naquele local, ou seja, o recorrente descaso dos políticos e os próprios moradores daquela região com a manutenção do local.

     Eu discordo com a politica de retirada de todos os vendedores de comida em espaços públicos como carrinho de pipoca, milho, cocô, etc... Mas uma regulamentação deveria ser feita nesse tipo de estabelecimento para proteger a saúde dos frequentadores do espaço. Esse não é o único problema, há também diferentes tipos de vandalismo como pichações, danos a bebedouros e brinquedos de parquinhos, lixo espalhado pelo espaço e também ocasionais roubos. E todos esses problemas são facilmente percebidos ao dar uma volta nos espaços públicos, principalmente os menos famosos.

     Uma possível solução para esses problemas seria a conscientização da população para não degradar ou não deixar que degradem o espaço público, por não jogar lixo no chão e manter o local sempre limpo. Teria de haver também uma ajuda governamental aumentando a segurança nesse tipo com vigilâncias noturnas para e instalação de câmeras, e também criando um espaço específico para que pessoas que fazem pichações tenham a oportunidade de mudar suas pichações para grafites e deixar em muros onde passarão de vandalismo para expressões artísticas.

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Ana M.

No Brasil, a maneira antiga

No Brasil, a maneira antiga de fazer política definitivamente não satisfaz a necessidade de mudanças exigidas pela população. Políticas públicas que visam melhorias para a cidade limitam, na verdade, oportunidades de trabalho e formas de expressão popular. O que não aconteceria se os governantes levassem em conta a opnião do povo, que vive e representa essa cidade.

Felizmente não estamos conformados. Em todos os setores, nossa população tem encontrado maneiras de escapar desse enquadramento imposto. Existem movimentos tentanto modificar e disseminar opniões, criar novos campos de trabalho e unir as diferentes classes sociais em prol de um bem comum que seja realmente novo.

 

 

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Henrique Freitas

Política velha, ou mentirosa?

O Plano Diretor tem, entre seus principais objetivos, uma melhoria na vida dos trabalhadores, uma maneira de facilitá-la, mas para isso, é necessário o combate a terra ociosa, ou seja, a terra que não cumpre função social. Seguindo-se essa lógica, são removidos lugares públicos, espaços fechados, praças onde pessoas podem viver parte da cultura, para descontrair de seus trabalhos cansativos e aproveitar o lazer. Acabar com esse lazer, é melhorar ou facilitar a vida dos trabalhadores?

Concordo com Nassif quando diz que as políticas disciplinadoras não são nada mais que praticas desumanizadoras. Um vendedor de milho causa algum tipo de prejuízo ao estar ali ganhando seu dinheiro? Um homem que toca seu violão sentado em um banco está causando algum tipo de problema? Normas municipais e seus motivos ridículos (poluição sonora, visual, etc.) os impedem de fazer o que antes faziam.

         A cidade continua sendo dos automóveis, não são incentivos pouco valorizados pelo governo que mudarão isso. O transporte público é ineficiente, enquanto a implantação de políticas alternativas tem custo muito menor e tomando países desenvolvidos como exemplo, pode dar certo, se feita da maneira correta.

         Também penso ser ingenuidade achar que o governo Dilma e oposição não enxergam o novo, acredito que eles somente fingem não enxergar.

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Juca e Breno

Fortes argumentos

Fortes argumentos

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Juvilson da silva

Respondendo

Oi henrique freitas, discordo de seu comentário, pessimo!!!! Melhores da proxima .

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Sofia V.

Melhorias na política

Segundo Nassif, a população está retornando ao hábito, já perdido devido a chegada dos automóveis, de procurar espaços públicos para a socialização e convivência, fato com que eu concordo. O problema aparece quando esses espaços, que já foram muito utilizados, estão desgastados e sem o devido ajuste. O governo vai ter que se preocupar em reformas e melhorias para tentar acompanhar com os desejos do povo.

Outra medida, significativa, de socialização é a nova "cultura digital", que vem ajudando no processo de inovação. É por meio de redes sociais que as pessoas estão marcando manifestações, por exemplo. A população aceitou e abraçou as mudanças, a política não.

O governo está tomando as mesmas medidas ultrapassadas para novos problemas. É preciso da ação do povo para tentar renovar a política. 

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Nicolas RioBranco

Os espaços públicos

Os espaços públicos brasileiros sempre foram mal aproveitados pela população. Criminalidade, depredação, sujeira e complexo de vira lata não são os únicos motivos. Afinal temos alguns espaços públicos seguros e em ótimas condições de conservação como na Europa e Estados Unidos mas que também são subaproveitados. O fator que impede os brasileiros de ocupar esses espaços é cultural, não temos o costume e tradição de frequentar áreas públicas. Mas já tivemos. 

É só ver fotos de São Paulo nos anos 40. Cidadãos de todas as idades e classes sociais caminhavam pelo centro, passeavam nas praças, andavam de bonde. Hoje foram todos (de carro) para os shoppings, e deixaram o centro para os mendigos. 

O rodoviarismo de JK, que construiu Brasília para os carros e não para as pessoas, atiçou o individualismo no brasileiro. Depois veio a perimetral do Rio e o Minhocão de São Paulo, que degradaram os centros das respectivas cidades. Hoje são abertas novas ruas e avenidas sem calçada todos os dias. Loteamentos sem praça e espaços públicos. Só lotes para construir sua casa e se fechar no muro e na cerca elétrica. Ou seja, há mais de cinquenta anos trocamos o espaços públicos pelos privados.

Discordo que "Antes a cidade era apenas dos automóveis". Ainda é. Aos poucos os brasileiros vão redescobrir a cidade, e é bom saber que esse processo já começou. Historicamente o Estado brasileiro tenta atrapalhar novas iniciativas, mas se o povo quiser mesmo voltar a usar o espaço público, nenhum prefeito segura.

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Juliana.

Não faz sentido!

    Assim como Luis Nassif, sou completamente contra o Plano Diretor que vem acabando com os espaços fechados, removendo lugares públicos, ciclovias, enfim, tudo de interessante em uma cidade.
    Estão acabando com a chance de nos socializarmos, para que fiquemos fechados em casa, ou no trabalho. O que é uma péssima ideia, pois segundo pesquisadores da cidade de Chicago, EUA, pessoas que não tem uma hora de lazer no seu dia, possuem tendências a serem indefesas, e tem altos riscos de depressão, também comprovaram que a socialização tem benefícios à funções cerebráis. Então para que retirar? Os hospitais públicos já estão lotados, e mesmo assim, querem destruír medidas que ajudam na saúde humana. Não faz sentido!
    Nassif, também se refere à moderna cultura digital em que temos novos empreendedores, mas isso também está sendo bloqueado pela nossa política atrasada. E mais uma fez digo, não faz sentido! Segundo a Ibope Mídia, a internet é o maior meio de alcance, acessibilidade e interatividade do mundo. E por que não usar a nosso favor? Devemos aproveitar esse meio de comunicação, tanto para o trabalho, para lazer, afinal, músicas, vídeos e jogos, também podem ser acessados online.
    Devemos incentivar a mudança, mas para isso é preciso de um governo que se importe.

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Rodrigo PA

Até quando isso vai durar?

   De antemão já vou dizendo, considerar essas atitudes (criar ciclovias, insentivando e apoiando o uso de bicicletas e instalar banquinhos na calçada) como novas é uma triste realidade de nosso país. Não é necessário ser desenvolvido, rico ou colonizador como os países da Europa para fazer isso em ainda mais quantidade e, principalmente, qualidade, pois o custo de implantação é extremamente baixo, assim como o tempo e mão de obra necessários.

   O pior é que, mesmo que por um milagre isso aconteça, cumprindo o mínimo que nossa sociedade pós-moderna e tecnológica requer, com certeza essas instalações tão desejadas seriam logo esquecida, deixando para um futuro (infelizmete próximo) apenas resquícios destruídos do que um dia foi um direito conquistado de toda a população.

   E então pergunto: até quando isso vai durar? Até quando seremos vítimas de um jogo político ridículo há muito ultrapassado?

   Comentando agora mais diretamente sobre o seu texto, senti que a "política velha" presente no título foi muito mal explorada. É claro que uma explicação de 20 linhas não é necessária, mas nem sequer um exemplo foi dado para comprovar a colocação "Nesse ponto, governo Dilma e oposição se irmanam: nenhum dos dois conseguiu enxergar o novo." Também não fica clara a atual situação do plano nacional estadual.

   Mas isso (repito, infelizmente) faz parte de tal jogo político. Um jogo em que os corruptos e aproveitadores não precisam sequer usar máscaras - seu maior esforço está em pensar em novas formas de rir da cara do povo brasileiro.

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Rafaella Whitaker

            Muito se ouve

            Muito se ouve falar sobre a “cultura digital”, e, em sua maioria, críticas envolvendo a não-socialização. Esse texto, por outro lado, exalta esta nova cultura e lhe dá o merecido reconhecimento.

            É preciso renovar a política, e o melhor jeito de fazê-lo é com ajuda da população. Esta população que finalmente percebeu que, sim, é possível andar de bicicleta na ciclovia da avenida e aos domingos fechá-la para fazer piquenique. (Não é só na Europa que isso acontece.)

            Por outro lado, sobre o fragmento na qual se comenta sobre os cidadãos reclamarem das inovações, não acredito que isto aconteça apenas por falta de de compreensão do novo, mas por egoísmo e puro prazer de criticar qualquer mudança significativa, principalmente se oriunda do partido político que o cidadão não apoia.

            Não sejamos ingênuos de pensar que todos estão felizes com as ciclovias e novas mudanças na cidade, porque esta é ainda uma minoria, infelizmente.

 

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