4 de julho de 2026

O pensamento econômico e o trabalho de manejo da opinião pública

Por Arthur Taguti

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Comentário ao post “Política econômica: a arte de não entrar em dividida

Em “A consciência de um liberal”, de Paul Krugman, ele descreve bem uma das armas que os conservadores estadunidenses utilizaram para influenciar a opinião pública a desmantelar parcialmente as políticas de bem-estar do New Deal: além do grande abraço ao ideário construído por Milton Friedman, criaram a figura do chamado “conservador profissional”, que em suma eram (e ainda são) economistas, sociólogos e historiadores cuja profissão era (e ainda é) basicamente ser um conservador.

Nessa toada, “ser conservador” tornou-se uma profissão rentável, e estes indivíduos se reuniam (e ainda se reúnem) nos chamados “Think Tank’s”, erigidos com milionárias doações dos donos do dinheiro. Como nos EEUU, as políticas implementadas por Roosevelt resultaram numa sociedade relativamente igualitária e próspera, foi preciso um trabalho de manejo da opinião pública muito grande antes de Reagan implementar sua agenda neoliberal.

Quando aqui vemos institutos como o tal do Millenium, ou a Casa das Garças, não passam de imitações tupiniquins do que se vê lá no Tio Sam, e “conservadores profissionais” podem ser elencados aos montes por aqui, só abrir o jornal em qualquer dia, qualquer tempo, ou ver os convidados de debates na Globo News. Acadêmicos que prostituem sua opinião nada mais são do que parte de uma estratégica de convencimento da opinião pública, perpetrada pela turma da bufunfa.

O problema é que aqui no Brasil não existe um referencial de Welfare, como o New Deal ou Roosevelt, para iniciarmos ou até equilibrarmos esta discussão. Enquanto Krugman por exemplo fala sobre a necessidade de um “New New Deal”, nós aqui partimos do ponto zero. Para falar a verdade, o mercado no Brasil nem precisaria dos tais dos “Think Tank’s”, como o Millenium, já que a mídia já ecoa em uníssono suas cantilenas e seus membros são figuras cativas do noticiário.

Depois que observamos a iniciativa do IPTU de Haddad ser deplorada até pelos seus beneficiários, salta aos olhos a falta do que Nassif fala de centros de pensamento consolidados, principalmente os não atrelados a uma visão mercadista. Ora, se nos EEUU, por exemplo, consegue-se ter uma discussão menos desonesta sobre o aumento de impostos sobre a renda dos mais ricos, já que a alíquota máxima lá já foi de 70% antes de Reagan, governante nenhum aqui conseguirá taxar mais a riqueza enquanto a discussão sobre tributos estiver plenamente dominada pelos Afif Domingos e turma do Impostômetro da vida.

Não sei se por falta de capacidade, ou simplesmente falta de interesse, mas não vejo uma disputa pela opinião pública em torno de questões econômicas. Toda a propaganda que o conservadorismo atrelado ao mercado faz tem por objetivo, um tanto óbvio, de convencer a população a sistematicamente votar e possuir opiniões que conflitem com os seus próprios interesses (como p. ex. pobres que são contra o IPTU do Haddad, ou que abraçam a tese da redução da carga tributária), tomadas como verdade incontestável por absoluta falta de contraditório.

Pensamento econômico desvinculado do mercado conseguimos encontrar razoavelmente, na Unicamp e na UFRJ, por exemplo, mas não possuem nem de longe os holofotes que os conservadores profissionais têm nos Milleniuns, Globonews, Jornais de TV aberta e colunas semanais da vida. Mesmo Márcio Pochmann, um economista que há muito vem pensando o país, pouco ou nada influi na opinião pública, mesmo comandando fundação ligada ao partido do governo, o que deveria (em tese) dar grande visibilidade a ele.

Em suma, partido político, movimento social, sindicato ou grupo que queira ver a política econômica desvinculada do “mercadismo”, vai precisar antes de um grande trabalho de convencimento da opinião pública, não através apenas de panfletos, ou protestos, ou palavras de ordem, mas construindo um conjunto de pensamento sério, coeso, que dispute os holofotes com o conservadorismo. E, claro, para esta disputa, precisará de muito apoio político, que atualmente não existe.

Sem isso, o que ocorre é o que estamos vendo, barrigada atrás de barrigada, idas e vindas, e medidas (não-mercadistas) que no fim são consideradas impopulares até por quem se beneficia dela.

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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23 Comentários
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  1. vigor

    6 de março de 2014 7:32 pm

    Site fonte de ataques

    Nassif, o google está informando que inspecionou o site de luis nassif e constatou ser ele fonte de ataques, e que o acesso pode danificar o computador.

    O que é isso?

  2. Calvin

    6 de março de 2014 8:35 pm

    Não vejo essa hegemonia

    Não vejo essa hegemonia toda. 

    A Cepal já faz esse papel de “think tank” do lado estatista há algum tempo, na América Latina. Também a academia brasileira é quase toda esquerdista. Até Delfim Netto, quem diria, está deste lado!!!

    Para não falar do grande industrial brasileiro, sempre governista enquanto estiver recebendo seus caraminguás.

    1. ArthurTaguti

      6 de março de 2014 10:18 pm

      A academia brasileira pode

      A academia brasileira pode ser o que for.

      No final, quem sempre estará na bancada do Globo News, ou sendo entrevistado no Jornal Nacional, ou escrevendo nas colunas dos principais jornais e revistas brasileiros serão os Sardenberg’s, Magnoli’s, Villa’s, Schwartzman’s e congêneres.

      1. Calvin

        7 de março de 2014 3:29 pm

        É possível. Mas não é culpa

        É possível. Mas não é culpa deles de o vermelho.org ou TV CUT não ser assistida por ninguém…

  3. alfredo machado

    6 de março de 2014 8:50 pm

    Manejo no noticiário

    Arthur,

    O noticiário da grande mídia, com destaque a televisão, é tendencioso e assim continuará, pois ninguém reclama.

    A sociedade brasileira tolerou, sem reclamar, a presença das sessões do STF de Joaquim Barbosa no horário da tarde, assunto que a maioria não consegue compreender. Enquanto as pessoas não desligarem a TV e deixarem determinadas publicações apodrecendo na banca de jornais, nada se altera para alegria da banca e da turma do $$. 

    Parece que a turma tem orgulho em pagar 30% a mais por um carro novo zerado, quando o governo enfrentou os grandes bancos com CEF e BB, menos de 20% dos correntistas migrou para os juros mais baixos, é assim que funciona esta coisa macunaíma do “vamo botar os gringo na roda”. Enquanto isto, a Grobo permanece utilizando com sucesso todo o arsenal de técnicas trazido pelo “bruxo” Homero Icaza Sanchez..

    Não sei a sua opinião, mas a minha é que este estado de coisas não mudará nunca, pois a maioria está inteiramente desabituada a se informar, não tem a necessária capacidade de se indignar contra, por exemplo, a abordagem sobre o IPTU de Haddad, uma loucura total. 

    1. ArthurTaguti

      6 de março de 2014 10:13 pm

      Eu também não vejo

      Eu também não vejo perspectivas alvissareiras no horizonte. Antes de disputar a preferência do eleitorado com os conservadores/mercadistas, é preciso de muita vontade política para que o pensamento desvinculado do mercado consiga holofotes para chegar a um número maior de pessoas.

      Haddad, por exemplo, até tenta entrar numa guerra retórica com a elite paulistana, mas os preconceitos já estão  arraigados, existem “verdades incontestáveis” muito difíceis de romper, e a propaganda do pensamento conservador é massiva e cotidiana.

      Antes de batalhar de novo pelo IPTU progressivo, a Prefeitura de SP deveria promover campanhas para conscientizar o cidadão sobre a função dos impostos, explicar o porque eles devem ser progressivos, e porque é justo que ricos paguem mais e pobres paguem menos.

      Isso sim seria uma disputa pela opinião pública. Claro que, feito isto, a elite paulistana fecharia-se em Copas e montaria barricadas editoriais de toda ordem para defender seus privilégios, transformando o político que faz isso em inimigo público número 1, mas caso se pretenda romper com determinadas ordens de pensamento, é isso mesmo, nunca a ruptura será pacífica.

       

       

  4. Marcel Moreira

    6 de março de 2014 9:12 pm

    Malware

    Nassif,

    O Chrome está avisando que o site contém malware e está bloqueando o acesso.

    1. Roberto Weber

      6 de março de 2014 10:59 pm

      Aviso de Malware…

      Só estou conseguindo acessar o site usando o navegador Tor.

    2. Roberto Weber

      6 de março de 2014 10:59 pm

      Aviso de Malware…

      Só estou conseguindo acessar o site usando o navegador Tor.

  5. Gui Oliveira

    6 de março de 2014 9:40 pm

    Discordo
    Tudo considerado, o texto conclui que a responsabilidade pelo desequilíbrio pró-conservadorismo na disseminação social do pensamento econômico resultaria da carência de um ideário econômico não-mercado “sério” e “coeso”.
    É claro que é saudável a reflexão sobre as responsabilidades das partes, escapando da vitimização paralisante, mas isto é insuficiente para justificar a omissão do papel sufocante sobre a produção intelectual progressista representado pela assimetria gritante na vocalização dos discursos antagonistas.
    Enquanto nem mesmo os mais sólidos e estabelecidos pensadores da economia dissonantes do discurso pró-mercado conseguem ter suas idéias minimamente conhecidas, qualquer tatibitate tipo Sardenberg é ungido à condição de portador de “seriedade e coesão”.
    Como não considerar isto como fator desmotivador crucial ao fortalecimento do campo de idéias não conservador?
    Nada de novo em termos de diversificação do conhecimento público do pensamento econômico brasileiro será possível sem políticas específicas de desconcentração dos canais de veiculação destas idéias. Ou seja, não se trata de melhorar a qualidade da produção de idéias alternativas ao “mainstream” conservador, mas de considerar formas de retirar estas idéias do limbo midiático em que encontram, criando assim condições mais favoráveis para que floresçam e se avolumem em termos de repercussão pública.

    1. ArthurTaguti

      6 de março de 2014 10:01 pm

      Mas foi exatamente isto que

      Mas foi exatamente isto que eu defendi. A construção de uma linha de pensamento que dispute holofotes com o conservadorismo.

      E, para a criação de condições para tanto, seria preciso vontade política em várias frentes, como tomar medidas de desconcentração midiática, fortalecimento de instituições de estudo/pesquisa “progressistas” e/ou ligadas a partidos de esquerda, maior divulgação dessas ideias por sindicatos, movimentos sociais, partidos, e por aí vai.

      1. Gui Oliveira

        7 de março de 2014 5:35 am

        Ficou dúbio

        Seu texto em algumas passagens dá margem a uma interpretação segundo a qual a assimetria da percepçã pública das idéias econômicas se deve a insuficiêncis do pensamento progressista. Se vai apresentá-lo em alguma outra instância e esta não é a intenção, então sugiro uma revisão cuidadosa.

  6. MarcosLP

    6 de março de 2014 10:11 pm

    Chrome bloqueou meu acesso à pagina jornalggn.com.br

    Apenas para avisar…

    Fui acessar o site pelo chrome e ele acusou que estava infectado por malware…

  7. Eduardo Pereira da Silva

    6 de março de 2014 11:15 pm

    NASSIF, NÃO SEI SE JÁ TE AVISARAM!

     

    Caro Nassif, não vou comentar essa matéria, mas apenas te alertar que o Google Chrome está bloqueando sua página alertando que ela tem Malware e que pode roubar identidades. Isso é muito ruim porque vai afastar leitores ou ao menos novos leitores da sua página. Verifique esse problema. Não se se isso está acontecendo com outros navegadores também.

    1. Brasileiro aguerrido

      7 de março de 2014 12:16 am

      Na verdade não vírus algum.

      Na verdade não vírus algum. Só pelo fato de o Nassif ter trocado de servidor e deixado o yahoo o pessoal do google faz isto com o site. Para o Google é assim, ser espionado pelo Obama pode, deixar o servidor deles, não. O google tem sido relatado como um motor de busca de fácil espionagem pelos EUA.

      Ah, e uma dica para os leitores do blog do Nassif, tentem entrar no site do Nassif sem usar o google que eles não te bloqueiam, tem vários motores de busca concorrentes do google, o baidu, o duck duck, e muitos outros. Eu estou usando o duck duck e funcionou sem problemas.

      Não tenho medo de virus, só uso Linux

      1. Marco St.

        7 de março de 2014 12:54 am

        É só ignorar o “alerta” e

        É só ignorar o “alerta” e entrar no site.

        Não há problema algum, muito menos “malware” .

  8. Marcos Antônio

    7 de março de 2014 12:18 am

    Isso pode ser uma aposta

    Isso pode ser uma aposta entre bilionários.

    Se derrubarem o governo faturam mais 10 bilhões e se não, perdem uns 300 milhões, coisa pouca, logo logo recuperam…

    Um jogo, uma mera aposta de poder!

    Quem serão eles!

    Quando o PIG foi identificado numa entidade, ele começou a cair…

    Partidos que atuaram neste conluio estão caindo…

    Falta encontrar os outros integrantes que dão suporte ao PIG e a estes partidos.

  9. Chico Pedro

    7 de março de 2014 1:03 am

    Texto muito bom. Há varias
    Texto muito bom. Há varias explicações, por celular não há como colaborar. De modo geral, a informação está – de longa data – tanto a serviço de monopólios quanto é altamente centralizada em paises latinoamericanos. Muito poderia ser feito e nao apenas no tocante a economia, mas vários outros pontos de grande importancia para a sociedade.

  10. Eduardo Ramos

    7 de março de 2014 7:22 am

    A luta de todos, na guerra da comunicação

    Por isso sou completamente apaixonado por esse tema: comunicação! O maior poder, nunca foi o “político”, este, é uma consequência… o maior poder, detém quem tem o maior poder de se comunicar com a sociedade, impor vontades, idéias, ideologias, crenças, valores…  isso só se torna exceção em regimes ditatoriais, é claro, a comunicação passa a ser tão farsesca que poder e povo fingem que há verdades nas informações dos órgãos estatais. Mas nos países livres, onde o poder é escolhido pelo voto, a informação é a arma principal de manipulação ou convencimento do cidadão. Por isso os muito ricos gastam alegremente bilhões de dólares em todo mundo “livre”, para exercerem sua influência massacrante e manipuladora, principalmente sobre as classes alta e média, historicamente falando, com predominância cínica, ou conservadora, ambas sedentas por argumentos que corroborem seus preconceitos e medos, muitos vindos do inconsciente, o desejo de manter um “status quo” que lhes é amplamente favorável, ao menos no aspecto econômico-social.  Por isso a rede Globo investe tão pesado em institutos fajutos, fascistas, de discurso único e de baixo nível intelectual, mas que vem maquiado de intelectualidade e lógica, graças aos polpudos pagamentos feitos aos que se vendem, por trocados e aplausos da mídia e seus pares. Junte-se a isso os pit-bulls raivosos, que gritam dia e noite sobre o quanto são ladrões, cínicos, mentirosos e perversos de alma quem está no poder, e temos toda uma parte da sociedade sofrendo de lavagem cerebral, perdendo a capacidade de raciocínio, e aceitando as distorções como fato, as mentiras, como fato, as acusações, como fato, o “pavor que devemos ter desses imundos” (PT) como fato… E nasce o medo coletivo e histérico, semelhante, de certo modo, ao que Hitler conseguiu na Alemanha, ao que essa mesma mídia ordinária, torpe, conseguiu em 1964. Muito interessante, muito simples, verificarmos o perfil social, econômico, filosófico, moral,dos que hoje dizem “tenho medo”, “prendam esses bandidos”, “o que será do Brasil, meu Deus???!!!” – hoje em dia, provavelmente, filhos e netos das mesmas classes sociais, dos mesmos brasileiros bem posicionados, de classe alta e média, que imploraram por um golpe militar em 1964 – para livrá-los do comunista, Jango, os ditadores de esquerda, que querem “tirar nossa liberdade, e nossa irmã, a imprensa bendita…” – pobres brasileiros…..  Comunicação tem esse poder!!! Usada com inteligência, malícia e histeria, cria a ilusão nas mentes propensas a ser enganadas, porque aquele discurso farsesco, atende a seus medos inconscientes, de que “a mudança, o novo, pode me atingir, e à parcela da sociedade que EU pertenço…” – daí o desconforto, de muitos, em dividirem praias, aviões, shoppings, com quem até ontem, era excluído. Lutar contra essa rede MALIGNA de comunicação, é DEVER de todo cidadão consciente, de todo aquele que pensa, que vê a realidade por trás do grande circo armado pelos poderosos, pelos que odeiam o povo, a democracia, a justiça, a verdade. Lutemos, pois.

  11. Marcos K

    7 de março de 2014 10:04 am

    A discussão é extrememante

    A discussão é extrememante interessante é mereceria uma análise profunda, mas vou apenas chamar a atenção para dois pontos:

    1. Observe como o discurso liberal (e o de extrema exquerda também) é recheado de sofismas, ou seja, afirmações lógicamente verdadeiras sem nenhum respaldo na realidade. Esse é um truque que essa turma exercita desde 1776 (desde Adam Smith) e no qual os incautos (chame a este de homem médio, ou comum) sempre caem;

    2. No Brasil esta discussão não prospera porque, além de ser esmagadoramente hegemônica na mídia as pessoas em geral, por seu baixíssimo padrão cultural, nem sabem do que você está falando. Elas simplesmente aceitam o que a mídia diz e pensam a curtíssimo prazo, afinal é o máximo que sua visão alcança

    Tam muito mais coisas, mas acho que só por aí dá uma bela discussão.

  12. Assis Ribeiro

    7 de março de 2014 1:19 pm

    Excelente

    Daí se entender o que leva milhões às ruas.

    O Brasil não fez ainda a política do bem estar social que todas as democracias consideradas avançadas já experimentaram.

    Alie-se isso, ou por causa disso, as nossas instituições, como por exemplo o poder judiciário, bastante arcaico.

    Falta – nos cidadania para empurrar os governos a implementarem algo que seria muito bom para toda a sociedade, como os transportes públicos, educação, e mais eficiência na máquina.

     

  13. Motta Araujo

    7 de março de 2014 2:02 pm

    Não há pensamento conservador

    Não há pensamento conservador importante no Brasil, Millenium, Casa das Garças e depois? 95% do pensamento ideologico no Brasil é de esquerda, ninguem é declaradamente de direita no Brasil com exceção de meia duzia entre milhares. O tipo Caetano-Chico-Gil predomina em tudo, esquerda light, esqurda caviar, esquerda Prada, os ricos são de esquerda, o Eike era de esquerda, ninguem se assume como conservador e nem defende ideias conservadores.

    Nos EUA um terço dos 800 principais think thanks são conservadores, os maiores são o CSIS-Center for Strategic and International Studies, Heritage Institute, American Enterprise Institute, Catho Institute, todos em Washington, os think thanks conservadores tem orçamentos, muitos professores assim como os liberais como Brookings, Woodrow Wilson Center, etc é tudo bem definido e estrtuurado. Aqui é tudo esquerda Vila madalena e esquerda Ipanema, de direita só o Bolsonaro e o Reinaldo Azevedo, são peças raras, qual é o partido conservador no Brasil?

  14. Assis Ribeiro

    7 de março de 2014 4:25 pm

    Nassif

    O firefox acabou de elitir o mesmo alerta que os colegas falaral em relação ao Crome

    “página avaliada como foco de ataque!”

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