
da Carta Maior
O PSDB virou um partido golpista?
Se a direção histórica e nacional do PSDB se move contra a democracia, que a democracia brasileira se ponha em movimento contra o PSDB.
Juarez Guimarães
Se for correto o juízo que se expõe e se documenta neste artigo, estamos diante do maior desafio posto à democracia brasileira desde que se completou a transição da ditadura militar através da aprovação da Constituição de 1988. A passagem do PSDB de um partido que busca a maioria nas urnas para um partido golpista mexe com o centro do sistema partidário brasileiro, pelas forças que representa, organiza e mobiliza. É diverso do impeachment de Collor, que foi desde sempre um outsider do sistema partidário que estruturava a democracia brasileira.
É exatamente pela gravidade deste juízo, que o autor deste artigo adiou por vezes a sua escrita. Mas já não é mais possível evitá-lo, contorná-lo ou mesmo adiá-lo. Pelo contrário, é preciso que este juízo se torne consciência prática para as forças políticas da democracia brasileira que são capazes, temos a certeza, de evitar o golpe.
É preciso, em primeiro lugar, qualificar o juízo. Embora tenham partilhado atos e manifestações públicas com setores (inclusive do próprio PSDB mas não representativas das posições do partido) que defendem abertamente um golpe militar, as principais lideranças do PSDB já reiteraram seguidas vezes, em tom inequívoco e enfático, que não defendem tal solução. Mas que tenha sido necessário que tenham vindo a público desmentir tal hipótese é um sintoma que denuncia o caminho alternativo proposto para o golpe.
Este caminho seria o de criar um clima público de afirmação político-midiática da ilegitimidade do segundo governo Dilma, possibilitando uma manobra judicial de contestação da sua legalidade através de setores da Polícia Federal e do Judiciário que são claramente instrumentalizados pela direção nacional do PSDB.
Em segundo lugar, seria necessário afirmar que esta diretiva golpista que parece claramente dominante na direção nacional do PSDB, expressa por sua maior liderança histórica (FHC) e apoiada por suas mais expressivas lideranças nacionais, Aécio e Serra, não parece ainda coesionar a maior liderança pública eleita pelo PSDB em 2014, o governador reeleito de São Paulo, Alckmin. Mas nada impede que ela mesma, no momento oportuno, caminhe na mesma direção.
Em terceiro lugar, este juízo identifica uma vontade estratégica em ação do PSDB que não formou ainda as condições de sua viabilização. Entre esta vontade estratégica e seu objetivo de desestabilização de um governo democrático há ainda muitos e profundos obstáculos – de legitimidade pública, de cooptação instrumental, de superação de hesitações em relação a um pedido de impeachment – a serem cumpridos. Mas, em um plano estratégico como o que vem sendo claramente construído, a superação destes obstáculos pode procurar se acelerar e se concentrar em uma conjuntura artificialmente criada.
A retórica do golpe
Se Aécio é quem teatraliza a cena do golpe, é preciso entender que a peça vem sendo escrita por Fernando Henrique Cardoso. Até o seu juízo mais agressivo – o de caracterizar o PT como uma organização criminosa – não é propriamente seu, mas de FHC. Este vem caracterizando desde 2005 o governo nacional do PT como “neo-patrimonialista”, isto é, que faz apropriação ilegal e ilegítima de recursos do Estado brasileiro. Ou na linguagem criminalística que se tornou jurisprudência no mal chamado “ mensalão”, os dirigentes do PT chefiariam uma “organização criminosa”. E se Aécio e Serra falam hoje a mesma linguagem política, é porque eles estão sob uma liderança comum.
No princípio de 2005, o cientista político mais longevo e perceptivo dos rumos da democracia brasileira, Wanderley Guilherme dos Santos, anotou em sua análise de conjuntura que FHC mudara de tom, estava então falando a “linguagem dos jagunços”, que era necessário “sangrar até a morte” o governo Lula. Logo depois, viria a crise do mal chamado “mensalão”. Agora, em plena conjuntura do mal chamado “petrolão”, seria necessário registrar a irrupção da nova retórica golpista.
Esta retórica golpista passa por três movimentos coerentes. O primeiro deles é o de afirmar a ilegitimidade do segundo governo Dilma , a sua “quase ilegitimidade”, a sua “discutível legitimidade”. Dilma teria sido eleita por uma reduzida margem de votos, o seu voto vem dos “setores menos dinâmicos do país e que mais dependem do governo”, “metade do país” não votou nela, como escreve FHC em O Estado de S. Paulo, de 7 de dezembro. Esta mesma retórica, aliás, de um país dividido aparece sintomaticamente na fala do juiz Moro em seu anúncio dos primeiros resultados da Operação Lava Jato, no dia 14 de novembro:
“As chamadas provenientes de duas das principais autoridades do país, localizadas em campos políticos opostos, confirmam a necessidade de resposta institucional imediata para interromper o ciclo delitivo descoberto pelas investigações criminais tornando inevitável o remédio amargo, isto é, a prisão preventiva”.
Ora, dr. Moro: seria correto dizer, ao invés, que existe uma presidente do país, a maior autoridade, a presidente em exercício e reeleita, e um senador, líder da minoria no Senado e que foi derrotado nas eleições!
O segundo movimento é o de acenar com um cenário provável de ingovernabilidade política, no qual se justificaria o recurso à judicialização, isto é, à resolução da ingovernabilidade por uma decisão técnica do Judiciário. Esta alternativa é três vezes referida no discurso pronunciado por FHC no dia 26 de novembro na Academia Brasileira de Letras: Dilma pode “enfrentar um tremendo problema político” e até a “judicialização de decisões importantes porque não tem condições efetivas de hegemonia no Congresso”; “se a situação social e econômica se agravar, é possível que a saída seja a judicialização das decisões”; “dada a situação política e o constrangimento para mudar esta situação, não é de estranhar-se que no Brasil a solução para o imbróglio político não venha a partir do sistema político mas do sistema judicial”. O artigo já citado em O Estado de S. Paulo, do dia 7 de dezembro, conclui-se no mesmo tom: “Tomara não sejam os juízes os únicos a purgar nossos males, como ocorreu na Itália, até porque no exemplo citado o resultado posterior, a eleição de um demagogo como Berlusconi, não foi promissor.”
O terceiro movimento desta retórica golpista é o de prescrever uma linha agressiva, frontal, no limite sempre da produção da deslegitimação e da ingovernabilidade para a atuação das oposições. No artigo de O Estado de S. Paulo, FHC chama a oposição às falas; ”O “petrolão” será uma ventania ou um tufão a derrubar as muralhas do governo e da “base aliada”? E a oposição, ela se oporá ou embarcará no tecnicismo e na boa vontade à espera que o “mercado” sobretudo o financeiro, se acalme e tudo volte à moda antiga!” Entenda-se: “ a moda antiga” é a existência de um governo democrático e uma oposição que trabalha para ser vitoriosa em outro turno eleitoral. Aécio entendeu o recado; diz que não está disposto a recuar um milímetro do seu novo personagem selvagem de oposição. E é Serra quem diz, no ato pelo impeachment de Dilma realizado em São Paulo no dia 6 de dezembro: “Nossa luta será longa, não é coisa de uma semana, de um mês, mas irá adiante…” Isto é, não se trata mais de anos, de disputar em 2018?
Então, vale tudo: quatro dias após as eleições, o PSDB pediu, através do seu Coordenador Jurídico Nacional, Carlos Sampaio, uma “auditoria especial” do resultado das eleições presidenciais; depois, encaminhou ao STF um pedido de suspensão da tramitação do PLN 36, que alterava legalmente o superávit primário, ao mesmo tempo em que Aécio pronunciava-se publicamente pela impugnação da presidente Dilma por crime de responsabilidade; enquanto isso, o PSDB promovia atos de violência no Congresso Nacional para impedir a votação da emenda na qual sabia ser minoritário. No dia 29 de novembro, o PSDB requereu a rejeição das contas da campanha de Dilma, o que poderia levar à cassação da presidente eleita por abuso de poder econômico. O Ministério Público Eleitoral recomendou, no entanto, a rejeição do requerimento do PSDB.
A estratégia do golpe
“A melhor maneira de acabar com a corrupção no Brasil é tirar o PT do governo”: a fórmula propagandística simples expressou a principal intervenção de Aécio no último debate televisivo do segundo turno das eleições, na Rede Globo. Ela servia tanto para vencer as eleições ( como esperava a direção nacional do PSDB) como pode servir hoje para derrubar um governo democraticamente eleito.
Hoje, não pode haver uma alma tão ingênua no Brasil que possa acreditar ser mera coincidência a deflagração da operação de combate à corrupção na Petrobrás com o calendário eleitoral de 2014, em seus momentos mais decisivos. São tantas as correlações entre esta operação da Polícia Federal e a inteligência estratégica do PSDB que a negação desta hipótese, com o que já se conhece, soaria absurda.
A começar pela estranha leniência ou aprazamento ou adiamento ou prescrição de prazo de imputabilidade para um sem número de escândalos de corrupção, com denúncias fartamente documentadas, que atingiriam lideranças do PSDB? Mas, suponhamos por um momento, que foi mera e extraordinária coincidência que o calendário técnico das investigações de corrupção na Petrobrás pela PF do Paraná tenha coincidido exatamente com as eleições de 2014.
Como interpretar, então, a calúnia estampada por Veja às vésperas do segundo turno, acusando através de um suposto depoimento de Youssef Dilma e Lula de saberem da corrupção que se praticava na Petrobrás? A antecipação da saída da revista para quinta-feira, com prazo maior para incidir nas tendências de voto, sincronizou-se com o ato público convocado na rede para quarta-feira à noite por FHC e Aécio para “livrar o Brasil da sujeira da corrupção”. Já foi documentado que quem espalhou o boato da morte de Youssef foi o líder do PSDB na Assembléia Legislativa do Paraná, assim como o PSDB fez ampla panfletagem da revista até o dia das eleições, mesmo após a sua condenação pelo TSE.
Logo em seguida tomou-se conhecimento que o coordenador das ações da Polícia Federal na Operação Lava Jato, assim como vários dos agentes de direção envolvidos, não só são apoiadores do PSDB, como estampavam na internet termos ofensivos ao ex-presidente Lula e à presidente Dilma, como apoiavam entusiasmadamente Aécio para presidente. Agora, se sabe também que a mulher do juiz Moro é assessora do vice-governador do Paraná, do PSDB. E que o advogado de Youssef ocupou também cargo importante no governo do PSDB no estado!
O que foi um crime eleitoral gravíssimo – o vazamento de informações de depoimentos de autos de delação sob segredo de justiça – passou a ser o cotidiano do processo de investigação. Mas sempre ou quase sempre, seletivamente, atingindo lideranças do PT, como o senador Humberto Costa, a ex-ministra Gleisi Hoffmann e agora o tesoureiro do PT, João Vaccari. E sempre para os mesmos jornais ou revistas que fazem oposição sistemática e difamatória ao governo Dilma.
E, para concluir, por um procedimento extraordinário do presidente do TSE, Tóffoli, o mais tucano dos membros do STF, Gilmar Mendes, é sorteado, por duas vezes, para ser o relator das contas de campanha da presidente Dilma. Na semana que antecede o seu “imparcial” juízo sobre a legalidade destas contas, a mídia tucana converge para a notícia, artificialmente formulada de que a propina de um empresário à Petrobrás teria se dirigido à campanha de Dilma, através de uma “doação legal de recursos” à tesouraria do PT.
As correlações entre o PSDB e este processo de investigação são tantas e tão fartas e tão documentadas que não é possível evitar o juízo: a “judicialização” da crise de legitimidade do recém eleito governo Dilma, como prescreve FHC, está em curso por uma escandalosa instrumentalização partidária dos órgãos que deveriam mais zelar pelos critérios republicanos de Estado.
A estratégia do PSDB certamente aguarda o juízo de Gilmar Mendes sobre as contas da campanha de Dilma ou a divulgação dos nomes dos políticos denunciados como envolvidos na corrupção da Petrobrás para entrar em um tempo de convergência e catalização.
Um PSDB golpista?
A transformação do PSDB de um partido de oposição neoliberal radical em um partido golpista significa uma mudança de qualidade mais do que um mero aprofundamento de uma dinâmica e só pode ser entendida em uma perspectiva histórica.
De novo, coube a Wanderley Guilherme dos Santos já nos anos noventa flagrar uma tendência programática contra-majoritária do PSDB em suas propostas de “reforma política”. A derrubada da obrigatoriedade do voto nas eleições, a adoção do distrital ao invés do sistema representativo, a recusa ao veto ao financiamento empresarial das campanhas eleitorais, a adoção de cláusulas de barreira altas em nome da governabilidade, a defesa da judicialização da política apontavam para um padrão de democracia tipificada pelo padrão norte-americano. Neste, o princípio da vontade das maiorias é sucessivamente “quebrado”: votam menos de 50 % para presidente, menos de 40 % para o Congresso Nacional, menos de 30 % para governos estaduais. A eleição dos representantes é distrital, o financiamento empresarial cada vez maior e incontrolado, o pluralismo restrito, a judicialização cada vez maior.
Sem ter força parlamentar para imprimir a direção de uma reforma política nos anos FHC, o PSDB viu-se na oposição nacional desde 2002. Ao que tudo indica, desde a conjuntura de 2005 passou a operar instrumentalmente com o aparelho judicial e policial do Estado para interferir de forma decisiva na dinâmica da disputa nacional majoritária do voto, sempre com a cobertura política-midiática das principais empresas de comunicação do país.
Ao que tudo indica, esta opção culminou na estratégia do segundo turno de 2014 que foi, de fato, preparada claramente desde 2011. Tratava-se, diante da falta de popularidade de um programa claramente neoliberal, de relegitimar a presença do PSDB através do uso concentrado do anti-petismo, formulando o que Aécio chamou já em 2011 de “mutirão das oposições”: um pluralismo alargado de candidatura de oposições no primeiro turno deveria convergir para a candidatura de Aécio em um segundo turno. Esta estratégia, como já se demonstrou, baseava-se numa radicalização e internacionalização do programa neoliberal do PSDB e na criação, através de um esforço midiático ampliado, do anti-petismo em todas as esferas da vida social, disseminando preconceitos e intolerâncias.
Diante da quarta derrota eleitoral nacional em 2014 e com a dramática diminuição do horizonte das possibilidades de vitória em 2018 – com as possibilidades abertas ao governo Dilma e uma possível candidatura Lula – , o PSDB, então, parece aprofundar qualitativamente agora a sua identidade liberal-conservadora. Já atua em frente com setores que devem ser publicamente nomeados como proto-fascistas ou de ultra-direita, repetindo aqui um fenômeno hoje político-cultural cosmopolita muito frequente no liberalismo conservador norte-americano e europeu.
Para esta identidade política liberal-conservadora, a judicialização instrumental da democracia é um recurso legítimo. Em junho de 2012, em entrevista em Washington, FHC julgou legítimo o impeachment do presidente Lugo do Paraguai, ao contrário do juízo das principais lideranças do Mercosul. O golpe sequer “arranhou a Constituição do país”, segundo ele. O fato do impeachment ter se realizado em 30 horas, com apenas 4 horas para a preparação da defesa do mandato do presidente eleito, deveria para FHC ser julgado pela Justiça do Paraguai ( favorável ao golpe).
A democracia contra o PSDB
Se este juízo está correto – o de que a direção histórica e nacional do PSDB está mudando a sua identidade e estratégia, passando de uma “guerra de posição” a uma “guerra de movimento” – , deveriam ser evitados dois erros simétricos.
O primeiro deles seria a estratégia do “esfriamento”, isto é, supor que apenas um trabalho de mediação e interlocução institucional seja suficiente para retornar à normalidade governo/ oposição. Há uma vontade de desestabilização estratégica em curso que está forçando os seus espaços de legitimação para além da institucionalidade democrática e constitucional e que não será paralisada ou isolada por procedimentos ou acordos.
O segundo erro seria o de adotar uma estratégia de confrontação apenas confinada a uma polaridade governo/oposição, “pobres” versus “ricos, ou de corte classista, ou que tenda a reproduzir meramente as polaridades ideológicas esquerda/direita. Estas dimensões precisam ser conduzidas a uma dimensão agora hegemônica. O governo eleito representa as forças da maioria democrática e se pretende tornar-se hegemônico, ser capaz de definir a agenda, produzir governabilidade política e econômica, aprofundar o sentido republicano e democrática da experiência de transformação do país.
Se a direção histórica e nacional do PSDB se move contra a democracia, que a democracia brasileira – com a sua consciência acumulada, suas lideranças e suas bases políticas e sociais – se ponha em movimento contra o PSDB. Que este partido seja isolado e tenha sua legitimidade derrotada ao ponto de perder totalmente a sua capacidade de desestabilização da democracia brasileira.
Isto pode ser construído com dois movimentos simultâneos: um, que retire base de legitimação econômica e política institucional para o movimento de desestabilização do PSDB através da interlocução e pactação e outro que ponha em movimento público a base política e social majoritária que reelegeu a presidente Dilma. O que os une é a defesa republicana da democracia brasileira e do programa eleito em 2014. Se o governo Dilma é o principal protagonista do primeiro movimento – que se confunde com a instalação de novas bases de sua governabilidade -, o PT eos movimentos sociais devem ser os principais protagonistas do segundo movimento, que retoma as ruas, as redes e a comunicação pública para a agenda das mudanças vitoriosas em 2014.
Não deixa de ser impressionante que a pesquisa Datafolha, publicada neste 7 de dezembro, traga Dilma com 42 % de aprovação ótimo/bom, 46 % de opinião de que o seu governo é o que mais combate à corrupção ( contra apenas 4 % de FHC) e que, apesar de um mês de um bombardeio diário de notícias negativas e distorcidas, apenas 43 % julguem que a presidenta tenha muita responsabilidade sobre a corrupção na Petrobrás. E que 50 % tenham uma expectativa de que ela tenha um desempenho “ótimo/bom” antes da posse. Apenas 21 % têm uma expectativa “péssimo/ruim”.
As cerimônias públicas de posse de Dilma Roussef em seu segundo mandato deveriam ser já vistas como a expressão possível e articulada destes dois movimentos combinados, na institucionalidade, na comunicação pública e na sociedade democrática brasileira. É preciso e é claramente possível construir desde já a saída do cenário da desestabilização potencial e iniciar um novo e promissor ciclo de esperanças políticas na transformação do Brasil.
Regina Azevedo
15 de dezembro de 2014 10:50 amDeus te ouça e Dilma te leia
Deus te ouça e Dilma te leia bem como o PT.
Rodrigones
15 de dezembro de 2014 10:50 amA retórica de que o PSDB
A retórica de que o PSDB promove essa indignação de parte da população é balela.
O PSDB tenta capitalizar a indignação para si.
Há um anti petismo capaz de dar seu apoio a qualquer partido ou candidato.
A princípio Marina Silva conseguiu capitalizar esse indignação, sendo que na sequencia perdeu o apoio desses que se voltaram a Aécio Neves.
Textos como estes colocam a dita esquerda cada vez mais torta e perdida.
Lucinei
15 de dezembro de 2014 11:03 amNão sei porque tanto “dedo”.
Não sei porque tanto “dedo”. A oposiçao sempre tratou o pt, o pt, o pt como partido revolucionário bolchevique, coisa que ele jamais fora; jamais. O pt, o pt, o pt, vive tendo que “dar provas”, sempre insuficientes (essa é a tática), como um enamorado adolescente.
Ora, é evidente que se trata de retórica golpista.
Está na hora dessa oposição também “dar provas” de que não é uma golpista cínica.
Não há mais outro tratamento possível: “é golpe”.
Antônio - Minas Gerais
15 de dezembro de 2014 11:04 amPSDB é golpista?
PSDB é golpista? Sim. Qual a novidade? Nenhuma, uma vez que se tornou representante de parte da elite paulistana e parte da elite paulista quer uma democracia sem povo. Novidade e estranhesa é o silêncio do governo e do PT de colar na testa do PSDB o título de golpista e defensores do retorno da ditadura militar. O silêncio do Governo e do PT tornam co-responsáveis pela aventura golpista do PSDB.
Bruno Cabral
15 de dezembro de 2014 11:13 amDilma precisa acordar
E perceber que precisa de estrategistas melhores. Continuar dando a cara a bater não está funcionando!
Sugestões: pare de anunciar na midia golpista, cobre o darf da globo, se livre do fogo “amigo” dentro do governo
AlvaroTadeu
15 de dezembro de 2014 11:38 amNão vou pra rua defender governo proto-tucano.
Dilma venceu as eleições e convidou para o ministério dois indivíduos claramente comprometidos com o programa tucano. Se mantiver o ministro da justiça, o Zé Cardozo e não nomear alguém de peso para a SECOM (Franklin Martins, por exemplo), seus eleitores retirarão o apoio e ela estará entregue aos tigres dentro da jaula. Ou Dilma procura o povo ou o STG (Sistema Tucano Golpista) com sua imprensa, sua “justiça” e sua PF botam-na pra fora em 3 tempos.
Motta Araujo
15 de dezembro de 2014 12:22 pmO PSDB perdeu as eleições
O PSDB perdeu as eleições presidenciais e voltou a ser um partido de oposição, como é seu papel, direito e dever.
Qual a novidade? Golpismo onde, como, de que? Qual o ato concreto?
Tem gente que vive em estado de permanente delirio.
ruyacquaviva
15 de dezembro de 2014 12:38 pmNinguém aqui é idiota
Quem parece estar sob efeito de alguma substância estupefaciente de alto impacto é o Sr.
Um candidato derrotado que insiste em falar de impeachment da candidata eleita, que convoca passeatas para defender tal impeachment (por sinal passeatas onde se defende um golpe militar sob o eufemismo de “intervenção militar constitucional), que fala em “ilegitimidade” do processo eleitoral da forma mais leviana e oportunista possível, que procura paralizar o governo e promete uma oposição raivosa sem compromisso com as necessidades do país, esse sujeito não é golpista?
E o partido que da suporte a tais sandices, que insiste em jogar pela instabilidade política motivada por puro revanchismo, que faz acordos com o candidato à presidencia do Congresso em troca de compromissos em aceitar pedidos de impeachment apenas para gerar crises institucionais é o que senaõ golpista.
O Sr. é muito incoerente. Se o PT fizesse um décimo dessas coisas na oposição ao governador Alckmin no estado de São PAulo o Sr. estaria falando o contrário dessa conversinha mole para boi dormir em defesa dos golpistas.
Há uma diferença muito grande entre a atuação de um partido de oposição por “papel, direito e dever” como o Sr. cita e uma atitude golpista e antidemocrática. E ninguém aqui é criança nem idiota para não conseguir dicernir uma coisa da outra.
Rodrigones
15 de dezembro de 2014 12:56 pmRuy deve ter fumado algo
Ruy deve ter fumado algo realmente.
Acordo com o candidato a Presidência do Congresso ?
Mais o Renan Calheiros não é o queridinho de Dilma ? rs
Juliano Santos
15 de dezembro de 2014 3:41 pmE voce não precisa fumar nada
E voce não precisa fumar nada para ser burro. Ele está falando obviamente do Eduardo Cunha, que é esperança da oposição para que aceite um pedido de impeachment, o que é condição sine qua non.
Acrescento ao post do Rui que o PSDB pediu revisão da contagem eleitoral porque “viu na internet pessoas falando em fraude”. Todas as jogadas para o golpe serão tentadas, nenhuma descartada, pelos comandados do FHC, desde essa patética até as menos ridículas
Motta Araujo
15 de dezembro de 2014 4:55 pmA oposição póde falar o que
A oposição póde falar o que quiser, é um direito deles, o PT na oposição tambem falou muito, nem Aecio e nem Cunha e nem FHC apresentaram pedido de impeachment e se apresentarem não tem os 2/3 dos votos para tramitar o pedido,
numa democracia e dentro da lei luta-se pelo poder, qual o problema?
ruyacquaviva
16 de dezembro de 2014 12:45 amNenhum candidato derrotado fez como Aécio
Não Sr. Araujo, nenhum candidato derrotado em eleição fez como Aécio jogando para produzir crises institucionais e não aceitando o resultado das urnas.
Nem o PT nem nenhum outro partido fez isso.
Não é coisa de oposição, é coisa de golpismo.
Como eu disse, não somos crianças nem idiotas. Não tente enganar os leitores do blog com essas desculpinhas esfarrapadas porque nós observamos o quadro político e temos dicernimento. Aécio não apresentou pedido de impeachment porque não tem a mínima base para isso, no entanto vive falando no impeachment, não aceita a legitimidade da eleição e convoca passeatas golpistas. A atitude dele e do PSDB é golpista sim e sua conversa só convenceria alguém que não tenha um mínimo de informação ou nenhuma noção do funcionamento das democracias.
E como eu já disse, o Sr. mesmo não aceitaria um comportamento desses de um candidato derrotado no estado de São Paulo, no Paraná ou em Goiás eu tenho certeza que o Sr. não acharia um comportamento natural da oposição.
Rodrigones
15 de dezembro de 2014 5:42 pmÉ que o Eduardo Cunha não vai
É que o Eduardo Cunha não vai ser Presidente do Congresso porque ele é Deputado e não Senador.
Para quem ainda esta falando de bobagem de impeachmant deveria ao menos saber que o Presidente do Congresso é o Presidente do Senado Federal.
ruyacquaviva
16 de dezembro de 2014 12:31 amGosto por irrelevâncias…
Para aqueles vazios de idéias e argumentos apegar-se a detalhes e irrelevâncias é o único recurso.
Por isso mesmo trocar uma palavra em um texto escrito sem revisão passa a ser tratado por eles como se tivesse importância fundamental, apesar de não alterar o conteúdo do que foi dito.
Daqui a pouco estará, o mesmo cabeça oca reclamando da posição das vírgulas e erros de digitação.
Falta de conteúdo dá nisso.
Errata: Onde lê-se “Congresso” leia-se “Câmara”
Pronto, agora isso muda o que no conteúdo do que eu disse?
NADA
Agora pode apelar para as vírgulas…
Álvaro Noites
15 de dezembro de 2014 12:26 pmBasta cortar a grana do PIG,
Basta cortar a grana do PIG, Dilma tem a faca e o queijo na mão.
O resto acontece por inércia.
maria rodrigues
15 de dezembro de 2014 12:35 pmA cada ano de eleição, com o
A cada ano de eleição, com o PT no Poder tem-se um escândalo para minar as forças petistas. Foi assim em 2010, em 2012, e neste ano. Se Dilma sobreviver a 2018 será nesse ano em que o julgamento do Petrolão estará no auge, podem escrever isso.
O mais duro é ver que esses políticos, macomunados com a imprensa, sempre golpista, não tem o menor amor pela Pátria, como se fossem mesmo apátridas. Querem o cada vez pior para justificarem suas derrotas e desconstruírem o Governo eleito pelo povo.
Marco Antonio Bergamaschi
15 de dezembro de 2014 12:55 pmO PSDB como instituição não é
O PSDB como instituição não é golpista. O que acontece é que muitos de seus apoiadores e algumas lideranças, exacerbando seu sentimento anti-petista, estão flertando com este caminho. É triste para a democracia brasileira que o principal partido de oposição esteja passando por esta situação. Os democratas do PSDB deveriam se posicionar mais claramente sobre este tema e oportunidades não faltam: vide o recente caso envolvendo o deputado Bolsonaro e as principais lideranças do PSDB se calam.
Luís Henrique Donadio
15 de dezembro de 2014 1:43 pmO problema deste artigo é que
O problema deste artigo é que ele parte do pressuposto de que a agressividade é necessariamente um sinal de força.
Não é assim necessariamente, e não creio que seja no caso concreto.
O PSDB hoje se encontra fragmentado e em desequilíbrio: um dos dois pilares que sustentava o partido, a seção de Minas Gerais, foi apeada do governo estadual. Sem acesso ao governo federal, o PSDB tende – como o PMDB antes – a desagregar-se em uma simples federação de grupos políticos estaduais; a principal diferença é que o principal desses grupos – a seção de São Paulo – é forte demais em comparação aos outros, motivo pelo qual se sente compelida a encarnar os interesses do PSDB nacional (o que, na prática, significa o oposto, isto é, fazer do PSDB nacional o porta-voz de interesses provincianos, meramente paulistas).
O que deixa a seção mineira, até então a segunda em importância dentro do partido, em situação desesperadora: não apenas perdeu o controle do executivo estadual, como deixa de ser uma postulante séria à hegemonia dentro do próprio partido. É por isso que Aécio aparece hoje destrambelhado, querendo ter uma importância que não tem mais (vejamos como mesmo em Minas, o senador recém-eleito do PSDB, Anastasia, não parece nem um pouco entusiasmado pelas coisas que hoje fascinam Aécio).
Nestas condições, o PSDB precisa primeiro cuidar das próprias feridas, que não são poucas nem superficiais.
O problema está em outro lugar: o verdadeiro coração da oposição no Brasil de hoje é a imprensa, não o PSDB ou qualquer outro partido político; e esta já ameaçou, durante a última campanha eleitoral, abandonar o PSDB (ou o que mais foi o episódio Marina Silva?) e encampar outra formação partidária.
E a imprensa não se tornou golpista; ela sempre foi. E também ela tem bons motivos para radicalizar: percebe que sua situação econômica se deteriora, que o avanço da internet é inexorável, que os anunciantes procuram outros meios, que o número de assinantes se retrai, que a venda nas bancas desaba – e que o público que permanece fiel é o público que procura sensacionalismo e não informação. E que sua dependência dos anúncios do poder público aumenta, correndo risco de asfixiá-la.
São essas fraquezas que geram essa radicalização estapafúrdia.
Por que do ponto-de-vista de médio prazo, a oposição – se fosse apenas uma oposição política, isto é, uma alternativa programática ao PT – teria motivos para estar tranquila. A crise econômica internacional só piora, e não tem como não se refletir no país. Isso deveria dar fôlego à oposição para 2018; afinal a experiência europeia mostra como, pelo menos na primeira fase da crise, a direita tradicional é perfeitamente capaz de ganhar eleições, mesmo com um programa neoliberais, quando governos social-democratas se atrapalham com a crise.
Mas talvez não dê para esperar essa bonança política, por que economicamente as empresas da imprensa estão todas com água na altura do nariz.
Por outro lado, não há esquema, golpista ou não, que dê jeito na profunda esquizofrenia da oposição. Democratas que querem um golpe militar, opositores do bolsa-família que votam em um candidato que promete mantê-la, motoristas de classe média que votam em quem promete majorar o preço da gasolina por que ela está cara demais, fanáticos contra a corrupção que acobertam escândalos do tamanho do Banestado, gente que quer defender a Petrobrás destruindo-a, separatistas que acusam os outros de serem anti-ancionais, anti-abortistas que fazem abortos, políticos seculares que querem mais Jesus na política, gente que não consegue se manifestar nas ruas por que não sabe o que quer.
Enquanto isso não se resolver, eles não ganham eleição, e, se ganharem, não conseguem governar, por que as promessas que fizeram são contraditórias e portanto não podem ser todas cumpridas.
janes salete
15 de dezembro de 2014 2:04 pmO psdb necessita dos cofres
O psdb necessita dos cofres públicos federais para pagar suas imensas despesas para os amiguinhos do partido. Precisa, urgentemente, voltar ao poder para cumprir promessas nada republicanas aos seus aliados de pe$o. A imprensa sempre foi aliada do atraso (só ler a ditadura militar na AL) Sim, o psdb não promove o antipetismo, porque nem capacidade para isso ele tem (o psdb tem voto contra o PT, não pró-psdb, então a bolinha deles é murchinha mesmo). O psdb não tem história digna longe da máfia jurídica e midiática, que, diuturnamente, os eleva à deuses de retidão (mayjésus), Aecioporto, helicóptero com 500 kg de cocaina, a privataria (na verdade, o maior assalto aos cofres públicos dessa nação e não porque li, mas vivi e sentia a roubalheira (proer, as privatizações e tantos outros que sabemos que foi desvio de dinheiro, muito dinheiro dos cofres públicos para os amiguimhos e para o “principe” dos amiguinhos). Já começo a achar que ACM( ele mandava na imprensa), que todos sabiam ser um corpo inteiro de corrupção, era mais leal e mais objetivo do que esse partido de egocentristas tolinhos, cujos só permancem vivos, porque a imprensa necessita de homens que andem de joelhos para ela poder se beneficiar. Portanto, o psdb não tem dignidade nos seus currículos ´reais de vida pública , eles se sustentam no currículo virtual que a imprensa criou para eles em troca da total subserviência dos vira-latinhas desse partido.
Eduardo Lima
15 de dezembro de 2014 2:07 pmDESESPERO + FALTA DE PERSPECTIVA = GOLPISMO
O PSDB ainda tem fôlego porque o Governo não está fazendo o que deve para tirar-lhe todos os discursos. É preciso reformar o Brasil.
E o que mais precisa de reforma neste país, depois da mídia, é a “justiça”. É preciso reduzir o número de recursos, acelerar os processos judiciais, eliminar as manobras jurídicas, confinar os juízes a seus papéis, restringir sua ação aos autos. Juízes, promotores e procuradores devem ser punidos severamente se atuarem de forma seletiva, atrasarem ou impedirem investigações. Toda essa sensação de impunidade, discriminação e seletividade que emanam da “justiça” brasileira atinge em cheio a Classe C e mudar isso é um dos passos que mais vai garantir a reconquista dessa parcela da população pelo governo. É sobre isso a nossa reflexão desta semana no link abaixo.
http://reino-de-clio.com.br/Pensando%20BR6.html
altamiro souza
15 de dezembro de 2014 2:43 pmexcelente artigo, que
excelente artigo, que comprova a existencia de
um golpe em andamento, segundo os dados
brilhantemente apontados no texto.
aliás, é preciso ficar atento a estes dados, claros, objetivos.
não é delírio, são fatos.
fatos que a grande mídia e seus conluoos transformam em versões.
aversões.
seletividade contra o governo progressita.
isso é evidente.
só não quer admitir quem é favorável a esse golpismo, a esse
sangramento contínuo do atual governo proposto pelo psdb e seus conluios
evidenciados categoriicamente nesse texto-denúnica,
histórico mais uma vez.
há que desmontar essas colusões corrosivas da democracia.
sob pena de voltarmos aos anos de horrores do obscurantismo fascista.
serralheiro 70
15 de dezembro de 2014 3:32 pmPerda de identidade
O PSDB ao ser fundado buscou identidade social democrata,diterencial que separava algun do retante do PMDBquena resistência ao poder militar virou uma grande agrmiação sem coloração definida,O envelhecimento e morte das maiores expressõea montoro e covas o que restoufoi a liderança de FHC,desde 98 entrgue ao maior movimento de liberalismo após a fusão com o PFL, substituto da ARENA.De social democracia para o mais puro golpismofoi o caminho escolhido pela usa liderança maior desde 98, o ex-presidente FHC, quea muito se distanciou de suas primeiras convicções por oportunismo político. o mesmo estamos obesrvando com o PSB, hoje diferente dos tempos de Miguel Arrais.
Juliano Santos
15 de dezembro de 2014 3:49 pmSó um adendo para esse muito
Só um adendo para esse muito bem escrito artigo. Lembro que o FHC em 2005 chegou a propor que Lula não concoresse a reeleição em troca da oposição não pedir o impeachment, para “evitar mais traumas ao país”.
Embora ele tenha se achando muito nobre ao propor uma saída “republicana” e “honrosa”, Wanderley Guilherme dos Santos, tachou tal proposta pelo nome verdadeiro, “golpe branco”.
Evidentemente que não era movido por uma vontade de que o país tivesse uma saída menos traumática para a crise. Era sim medo de que Lula viessa a se recuperar e se reelegesse, como de fato aconteceu. O golpista FHC sentiu a oportunidade de rifar o Lula, em seu momento mais vunerável, e atacou.
Jair Fonseca
15 de dezembro de 2014 5:07 pmPerfeito o texto de Juarez
Perfeito o texto de Juarez Guimarães.
…”FHC mudara de tom, estava então falando a “linguagem dos jagunços”, que era necessário “sangrar até a morte” o governo Lula.”
E lembro novamente Gonzaguinha: “se puxou do punhal, ah, tem que sangrar, eh, tem que sangrar, ah!” É o que a grande mídia, toda de oposição, faz, a cada momento, a cada dia.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=dsDj2XKM3E8%5D
Daniel Alencar
16 de dezembro de 2014 1:41 pmPARTIDO GOLPISTA + IMPRENSA
PARTIDO GOLPISTA + IMPRENSA GOLPISTA = GOLPE
Lutemos pela democracia, em respeito a tantos que perderam suas vidas por ela!
Júlio Cardoso
9 de maio de 2015 1:58 pmComentário
PT, partido golpista! As regras de acesso ao seguro-desemprego e abono salarial não resistiram ao ímpeto do PT, da mesma forma que os servidores públicos aposentados e pensionistas foram garfados com a instituição, em 2003, da contribuição previdenciária de 11% sobre os seus salários. O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), fez a defesa da MP 665: “Não estamos votando qualquer coisa para o governo, estamos votando uma matéria em que o que está em jogo é o futuro do Brasil. Queremos sinalizar aos trabalhadores que não estamos tirando direito dos trabalhadores e das trabalhadoras, estamos votando ajustes em nome da responsabilidade pública que a presidente Dilma tem com o Brasil.” Mentira! O ajuste fiscal é justamente para corrigir os erros da política econômica da mandatária Dilma Rousseff. E como sói acontecer, a corda sempre arrebenta primeiro nas costas dos trabalhadores. O deputado José Guimarães e outros não têm estatura para envergar o nome do Parlamento Nacional, pois não defendem os verdadeiros interesses e direitos dos trabalhadores. Aliás, o seu irmão, José Genoino, foi condenado por corrupção, quando deveria estar empenhado apenas em representar no Congresso os trabalhadores brasileiros e não participando de politicagem corrupta em nome de um partido, que hoje está desacreditado e em decomposição, como ficou demonstrado com a recente saída da senadora Marta Suplicy e de outros que desertarão como o senador Paulo Paim. É simplesmente lamentável: depois de toda a incompetência do governo Dilma Rousseff, que desestabilizou o país, agora o trabalhador, por medida provisória, é convocado a pagar a conta, da mesma forma como a sociedade em geral foi onerada com tarifaços. E o pior, temos uma cambada de parlamentares petistas velhacos e da base de apoio, que não veste a camisa dos trabalhadores e da sociedade, mas com olhos voltados na distribuição de cargos públicos defendem sem escrúpulo um governo identificado com a corrupção da Petrobras. Por isso, deram respaldo à aprovação da MP 665, que altera regras de acesso ao seguro-desemprego e abono salarial, prejudicando os trabalhadores. Onde estava a CUT, comprada pelo PT, que não compareceu às cercanias e recinto do Congresso para defender o trabalhador? Os trabalhadores não devem esquecer alguns políticos patetas, traidores, do PT e da base de apoio: Sibá Machado (AC), Vicentinho (SP), Maria do Rosário (RS), Érika Kokay (DF), José Guimarães (CE), Alessandro Molon (RJ), Alfredo Nascimento (AM), Leonardo Picciani (RJ), Jandira Feghali (RJ), Orlando Silva (SP), Paes Landim (PI), Marcelo Castro (PI), Paulo Maluf (SP), Décio Lima (SC), Jorginho Mello (SC), Rodrigo Maia (RJ), Alice Portugal (BA), Sarney Filho (MA), Sérgio Souza (PR), Dilceu Sperafico (PR), Nelson Meurer (PR), Edmundo Arruda (PR), Evandro Rogério Roman (PR), Enio Verrir (PR),Toninho Wandscheer (PR), Zeca Dirceu (PT) etc. Registro aqui indignação anônima: “A Dilma e o PT querem que a viúva fique só com a metade do que ganhava o marido. E a viúva vai pagar só a metade do aluguel, das compras no supermercado, do plano de saúde, do custo com vestimentas, do custo com dentistas, do botijão de gás, da conta de água e luz etc.”? Assim, o panelaço ao governo e ao PT é muito justo, inclusive por Dilma Rousseff não ter coragem de arrostar os seus erros e se esconder em 1º de maio da população brasileira.