O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que integrantes do governo de Israel promoveram uma campanha para influenciar a opinião pública norte-americana e enfraquecer o apoio às negociações diplomáticas entre Washington e Teerã.
Durante participação no podcast do apresentador Joe Rogan e foram divulgadas pela Al Jazeera, Vance declarou que setores do governo israelense buscaram mobilizar a sociedade e o debate político nos Estados Unidos para inviabilizar o entendimento firmado entre Washington e o Irã com o objetivo de encerrar o conflito.
O vice-presidente afirmou que esse tipo de atuação é relativamente comum nas relações internacionais, mas ressaltou que considera problemático quando governos estrangeiros tentam influenciar decisões de política externa norte-americana.
Segundo informações da Al Jazeera, Vance também revelou que enfrentou ataques pessoais durante o processo de negociação com Teerã. De acordo com ele, a iniciativa diplomática gerou forte resistência de grupos favoráveis à continuidade da pressão militar sobre o Irã, incluindo aliados de Israel dentro e fora do governo norte-americano.
Divergências expõem fissuras entre Washington e Tel Aviv
As declarações evidenciam um caso de divergência pública entre integrantes do governo do presidente Donald Trump e autoridades israelenses. Embora os EUA sigam como principal aliado estratégico de Israel no Oriente Médio, Vance sugeriu que os interesses de ambos os países nem sempre coincidem.
Embora Vance continue defendendo a parceria estratégica com Israel, ele afirmou que os interesses nacionais dos Estados Unidos podem, em determinados momentos, divergir das prioridades do governo israelense, especialmente quando o objetivo é evitar uma guerra prolongada no Oriente Médio.
Vale lembrar que os comentários de Vance foram feitos em meio ao recrudescimento do conflito entre Estados Unidos e Irã. Nas últimas semanas, ataques militares voltaram a atingir alvos iranianos, enquanto Teerã respondeu com ofensivas contra interesses americanos e de seus aliados no Golfo Pérsico, aumentando o risco de uma escalada regional.
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