6 de junho de 2026

Os políticos são analógicos e os jovens são digitais, por Danilo Strano

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A participação da juventude na política institucional

por Danilo Strano

Em meio a crise política e de representação que vivemos, se faz urgente a identificação de novos protagonistas no cenário político. Muito se fala de velhos personagens conhecidos da política como salvadores da pátria, mas onde estão os jovens?

Em recente pesquisa Datafolha (2014), 76% dos eleitores entre 16 e 24 anos disseram ter algum interesse pelas eleições (política institucional), sendo que 30% afirmaram que têm um “grande” interesse. Já pesquisa Data Popular (2015), apontou que 70% dos jovens acreditam que o voto pode transformar o país, mas 59% opinaram que o Brasil estaria melhor sem os partidos políticos.

A hipótese de não existir partidos é nula em uma democracia, inclusive, a história mostra que governos sem partidos tendem a oprimir interesses das minorias, dentre elas, os jovens. Logo, essa opinião retrata uma insatisfação com o a atual relação com a política institucional, pois não representam os anseios dos jovens.

Um dos culpados por esse cenário são os políticos, que não sabem levar a pauta política para o cotidiano dos jovens. Eles não falam a linguagem desse eleitorado, que luta historicamente por mudanças mais radicais. Os políticos são analógicos e os jovens são digitais!

O debate político está presente o tempo todo na vida dos jovens. Nas conversas de corredores das escolas/faculdades, nos bares, nas ruas, a todo instante os jovens estão partilhando suas vidas, comentando sobre problemas que atravessam seus cotidianos. É preciso fazer o jovem perceber que uma questão pesada pra ele e que diz respeito à maioria dos jovens é algo público. O debate político precisa virar política institucional, para trazer essas pautas de maneira definitiva para sociedade.

Os jovens precisam participar da política institucional para impor suas demandas, as manifestações tem sua relevância, mas só o cotidiano dentro das instituições permitirão as tão necessárias mudanças na política nacional.

Danilo Strano – 28 anos, cientista político, especializado em comunicação e redes sociais

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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