3 de julho de 2026

Para 2018, Janine articula bancada da Educação no Congresso

Foto: Fotos Públicas

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Jornal GGN – O colunista Lauro Jardim informou nesta terça (19) que o ex-ministro Renato Janine Ribeiro articula “uma frente de candidatos a deputado federal pela Educação”. A ideia é eleger, em 2018, pelo menos 10 parlamentares especializados na área “para qualificar a condução de temas educacionais no Congresso.”

No Facebook, Janine disse que apenas conversa a respeito da eleição de uma bancada menos preocupada com números e mais interessada em discutir a “qualidade” do ensino. Ele ainda afirmou que não sabe se será candidato em 2018, e que, no momento, dedica-se à vida acadêmica, com previsão de lançar um livro dia 18 de agosto.

Leia abaixo a publicação do ex-ministro sobre a nota de Lauro Jardim:

“Não deixa de ser uma boa ideia.

Mas esclareço: falei sim disso a várias pessoas. Penso que deveríamos ter um grupo sólido, de vários Estados, de vários partidos,comprometido com a qualidade da educação. Não é (apenas) dinheiro para educação, é qualidade mesmo. Sei que existe uma frente parlamentar a respeito, e é ótimo que assim seja. Mas o ideal é um grupo muito focado na qualidade da educaçao como grande fator a promover a igualdade de oportunidades no País. Gente que discuta o conteúdo mesmo das medidas a propor.

Eu candidato: realmente não sei. Gostei de ser ministro, apesar das dificuldades de um ano terrível. Vi que as demandas eram quase todas concentradas em mais dinheiro. Senti a ausência de debates sobre a qualidade. Mas realmente não sei se gostaria de ser candidato. No momento, estou pondo em dia os livros que queria, há muito tempo, escrever. Dia 18 de agosto, sai o primeiro deles, A Boa Política, pela Companhia das Letras.

Lauro Jardim detalhou muito bem, mas o desenvolvimento da ideia é dele – com quem nunca conversei – não meu. Mas penso que seria muito bom termos um compromisso sério com a qualidade da educaçao, sobretudo básica.”

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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7 Comentários
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  1. vera lucia venturini

    19 de julho de 2017 4:15 pm

    Deus (e no Brasil atual só

    Deus (e no Brasil atual só Deus mesmo!) permita que a articulaçao de Janine dê certo. Nós não merecemos os canalhas safados que estão na Câmara atualmente

  2. Casadei

    19 de julho de 2017 4:18 pm

    Vai Janine!

    Tô aqui torcendo e muito.

  3. WG

    19 de julho de 2017 6:04 pm

    Sem educação de qualidade,

    Sem educação de qualidade, aquela que desperta o cidadão, o país e a população permanecerão reféns da mídia oligárquica, da juristocracia e do deus-mercado. 

  4. Fernando J.

    19 de julho de 2017 6:28 pm

    Lá, onde a jurupoca pia

    21 de novembro – Dia da consciência negra – movimentos sociais, coletivos de periferia concentram no vão do Masp, depois saem em passeata até a República. Milhares. Representação/bancada nos parlamentos municipais, estaduais e federal? Pouquíssimaa, quase nada, sequer dá para chamar de bancada. Enquanto isso, a Direita elege Fernando Holiday, que rapidinho vai mudar de vereador para deputado, em 2018;

    8 de março – As mulheres ocuparam as redes sociais, nunca houve tantos movimentos de periferia, coletivos, tantas mulheres falando para mulheres, feminismo em alta como nunca se viu, marchas e passeatas pelos direitos, empoderamento e por aí vai, afinal, segundo o IBGE, são mais de 52% da população. As mulheres tomaram a Paulista neste ano e realizaram uma passeata histórica. No dia do ato e pelos dias seguintes, relatos emocionados da passeata nas redes sociais. Representação no congresso? Pífia, para chamar de bancada precisava eleger mais umas 80, pelo menos. 

    Junho – A comunidade LGTBS [ era GLTBS, pas as mulheres bateram o pé e a sigla passou a contemplar as lésbicas em primeiro lugar, o poder feminino] realiza a sua tradicional Parada do Orgulho LGTBS, a maior do mundo, segundo os organizadores. Representação no Congresso? Apenas 1 (UM) deputado, a bancada do eu sozinho. Há 2 semanas participei de uma roda de conversa após a exibição do documentário Lampião da Esquina, com a diretora e o João Silvério Trevisan, a quem questionei a respeito da representatividade parlamentar da comunidade LGTBS, como era possível botar 2 milhões de pessoas na Paulista e 1(UM) no congresso. Resposta: despolitização da classe, barreiras partidárias, entre outros motivos. 

    MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – Um exército de 30 mil pessoas, que o Boulos põe no Largo da Batata ao estalar dos dedos [eles nunca se concentram na Paulista, ninguém corre na raia do Boulos a não ser o …Boulos], suficientes para eleger ao menos UM mísero vereador em SP, no entanto a representação/representatividade é ZERO. 

    Conclusão: Nunca se falou tanto em movimentos sociais disso e daquilo, coletivos de periferia, em organizações etc e tal. Muito bonito. No papel. Lá nos parlamentos municipais, estaduais e federal, onde a jurupoca pia, passamos vergonha. Não temos a manha. nem a tradição. Só agora, com a água no nariz, nos demos conta disso. Que não seja tarde. 

     

     

    1. Marcos Videira

      19 de julho de 2017 9:54 pm

      Somos um povo individualista ?

      Fernando

      Concordo com você. Não adiante eleger um Presidente democrático e um Congresso com 80% de deputados e senadores escravocratas, fascistas.

      Já questionei o Jean Wyllys sobre o paradoxo: (a) 2 MILHÕES participam da Parada do Orgulho LGBT; (b) uma manifestação contra homofobia e assassinato de LGBT reúne cerca de 1 MIL pessoas (se tanto!).

       

       

      1. Fernando J.

        20 de julho de 2017 1:35 am

        Marcos,

        Cara, não sei, deixo isso, de sermos individualistas, para quem é do ramo (sociólogos, psicólogs, antro´pólogos, politólogos, etc), minha bronca é a frustração de ver tanta efervescência não se traduzir em votos e representatividade. É de tirar pica pau do oco. 

  5. sergior

    19 de julho de 2017 7:37 pm

    Soa cômico um uspiano (sempre

    Soa cômico um uspiano (sempre eles!), midiático, falar que as demandas que recebeu no MEC são sempre por dinheiro  e não por qualidade. Dá para separar? Para muitos deles, docência, para os outros, tem de ser sacerdócio missionário. Não as aulas dele, é claro. Conforme outros, aulas podem ser debaixo de árvores e os professores que não garantem a qualidade são uns incompetentes e preguiçosos. Turmas com mais de 50 alunos de ensino médio. Janine nunca entendeu o que seria ser ministro. Havia estado na Capes no período Lula, como diretor de avaliação, por pouco tempo e foi rapidamene defenestrado por Jorge Guimarães. Pela sua visão, mal teve contato com os muitos parlamentares que atuam na área de educação, que, no Congresso, fazem a quixotesca tarefa de defesa da educação pública, contra os desmandos, o desinteresse e as ações de destruição de seguidos governos. Está mais para Cristovão Buarque que para Ivan Valente, Alice Portugal, Fatima Bezerra, Chico Alencar.  

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