25 de junho de 2026

Para Le Monde, Brasil se tornou estrela pálida no cenário internacional

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Foto: Marcos Correa/PR
 
Jornal GGN – No jornal francês Le Monde, uma análise assinada pela correspondente Claire Gatinois e publicada nesta quinta-feira (22) classifica o Brasil como uma “estrela pálida” no cenário internacional. 
 
As viagens internacionais do presidente Michel Temer – primeiro para a Rússia, e depois para a Noruega – são consideradas como um ativismo do presidente que quer “mostrar que seu país não está paralisado”, diz Gatinois. 
 
O periódico europeu também diz que Temer tenta, em vão, a convencer outros países que o Brasil não virou uma República das Bananas. Na análise, a correspondente também aponta como sinal da queda do prestígio do país o fato de que nenhum chefe de Estado vem visitar o Brasil

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Do RFI
 
 
O jornal francês desta quinta-feira (22) publica uma análise da crise econômica que o país atravessa e do escândalo de corrupção sem precedentes que influenciaram a imagem do Brasil no exterior.
 
“A estrela pálida do Brasil na cena internacional” é o título da análise que o Le Monde traz nesta quinta-feira, assinada pela sua correspondente no país, Claire Gatinois. Segundo ela, o presidente brasileiro ignorou a ameaça da Justiça e foi para Rússia em viagem oficial, posando até mesmo ao lado do chefe de Estado russo Vladimir Putin em um espetáculo do balé Bolshoi, em Moscou.
 
Para o Le Monde, a viagem, que termina na Noruega nesta sexta-feira, é uma “demonstração do ativismo internacional de um presidente que está “determinado a mostrar que seu país não está paralisado.”
 
Apesar da Operação Lava-Jato, que revelou um esquema de corrupção com tentáculos mais longos do que o esperado, Temer busca convencer os outros países que o Brasil não se transformou em uma República das Bananas. Segundo o Le Monde, a tentativa é em vão.
 
Crise moral e ostracismo
 
A crise moral no país se aprofunda e o mergulha em um ostracismo diplomático. Impossível, lembra o diário, não notar que nenhum chefe de Estado vem visitar o país, contrariamente à época de Lula, admirado por pesos pesados da política internacional como o ex-presidente dos EUA Barack Obama, por exemplo. Período em que o Brasil também foi escolhido para sediar a Copa do Mundo (2014) e os Jogos Olímpicos (2016).
 
A destituição de Dilma e os escândalos de corrupção também fragilizaram a imagem do Brasil dentro da América Latina, lembram especialistas citados pelo Le Monde, onde o país também não exerce mais uma liderança.
 
A perda de influência na cena internacional, lembra o Le Monde, começou entretanto com Dilma – economista tecnocrata que nunca foi uma “expert” em política externa, observa o jornal. Foi início de uma derrocada que se concretizou depois do impeachment. Paulo Sergio Pinheiro, ex-secretário dos Direitos Humanos, relator da ONU, diz querer acreditar em um “parênteses maldito”.
 
Para o jornal francês, o tamanho do Brasil e seus recursos naturais podem ajudar o país virar novamente o jogo e voltar a ser um ator nas questões internacionais. “Mas é necessária uma limpeza de sua paisagem política”, conclui o artigo.

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11 Comentários
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  1. JB Costa

    23 de junho de 2017 8:24 pm

    Na realidade, essas viagens

    Na realidade, essas viagens não são de um presidente “que está determinado a demonstrar que seu país está paralisado”, e sim, de um usurpador-golpísta-desleal que foge da refutação unânime do povo e busca disfarçar sua nulidade posando de estadista. 

    Vergonha, esse é o termo preciso para qualificar esse périplo desnessário e caro aos cofres públicos. 

  2. Antonio C.

    23 de junho de 2017 9:20 pm

    Ué, tá tudo ótimo!

    Com Serra e o Aloysio, o Brasil retorna ao protagonismo, perdido com o governo petralha.

    Manja ser governado por imbecis – e, em muitos casos, por opção livre?

    Cadê os coxinhas?

     

  3. jardelsander

    23 de junho de 2017 10:24 pm

    Tá tudo perfeito! Brasil segue em céu de brigadeiro…só que não

    E o risco Brasil? E as agências de avaliação de risco?!? Não se passava uma semana, nos tempos idos dos governos eleitos, sem que a grande mídia estampasse em suas manchetes a “penúria econômica” brasileira… Mas agora, não! Está tudo ótimo. Se não há nada na mídia, devemos pensar que o Brasil segue de vento em popa. Ou não????

  4. aureliojunior50

    24 de junho de 2017 12:19 am

    Palidez exangue explicavel

      Temer , o “mordomo de filme de terror “, o ex-ministro do MRE foi Zé Serra, um clone mal ajambrado de Nosferatu, já seu sucessor Aloysio Nunes, uma cópia mal feita revivida de alguma catacumba, a vociferar teses dos anos 50,  quase um simulacro de um Frankestein anoréxico.

       Com este quadro tétrico, o “Le Monde” queria o que ? 

    1. Diógenes de Sinope

      24 de junho de 2017 12:47 am

        Concordo com você  só que o

        Concordo com você  só que o Temer tá mais para Vampirão, com a sua palidez indifarçável e que precisa sem demora sugar sangue de vítimas incautas. No caso do Conde Temeroso ele se lançou vorazmente a sugar o sangue da massa trabalhadora do Brasil. Ele e sua troupe das sombras estão trabalhando ardorosamente para retirar toda e qualquer garantia e proteção dos cidadãos operários deste país. Como disse um comentarista da TV Portuguesa Miguel Sousa Tavares: “Quando um grupo de notórios bandoleiros, neste caso políticos, se reúnem, com certeza que não é para conspirar para o bem, mas sim, pro mal” e disse mais: Michel Temer nunca teve vergonha, não tem cara de pessoa de bem!

  5. Andre Araujo

    24 de junho de 2017 1:24 am

    https://jornalggn.com.br/notic

    https://jornalggn.com.br/noticia/o-impacto-das-delacoes-na-imagem-do-brasil-por-andre-araujo

    Cantei essa bola aqui há exatamente um ano. As delações vão liquidar com a imagem do Brasil por dez anos.

    Estamos nos auto flagelando, lavando roupa suja na janela para o mundo ver. Os outros paises tem mais mazelas, mais corrupção que o Brasil mas só nos mostramos nossas fraquezas dessa forma tão vil,, os outros não cometem essa

    monumental estupidez, mantem sua vida politica resguardada exatamente para manter uma boa imagem externa.

  6. Frederico69

    24 de junho de 2017 2:31 am

    estrela pálida, não, corrige: um buraco negro!

    massivo

     

  7. Silver

    24 de junho de 2017 2:39 am

    A estrela não é pálida, ela

    A estrela não é pálida, ela desapareceu, se traduzirmos corretamente. O artigo original do Le Monde é bem mais claro, objetivo e contundente, e além disso, relembra muito bem como era o Brasil de antes do golpe aos olhos do mundo, que não é tão idiota como certos brasileiros que denominam o PT de Lula de antro de “petralhas” gostariam que fosse.

  8. Silver

    24 de junho de 2017 2:41 am

    A estrela não empalideceu, ela desapareceu

    A estrela não é pálida, ela desapareceu, se traduzirmos corretamente. O artigo do Le Monde é bem mais objetivo, claro e contundente. Ele lembra muito bem de como era o Brasil antes do golpe.

  9. C.Poivre

    24 de junho de 2017 3:04 am

    ONG “humanitária” infiltrada pelos EUA na Síria

    White Helmets, ONG supostamente humanitária infiltrada na Síria pelos EUA, participa com terroristas da decapitação de soldados do Exército Sírio e os descarta num lixão. O documentário sobre esses colaboradores dos terroristas ganhou o Oscar de “melhor documentário”:

    https://actualidad.rt.com/actualidad/242252-miembro-cascos-blancos-cuerpos-mutilados-siria

  10. Serjão

    24 de junho de 2017 7:06 am

    A Estrela vai voltar

    É só querer, com vontade e muita luta!

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