24 de julho de 2026

Quem aposta na violência

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SP e Rio: quem aposta na violência

Assassinatos de garotos e ataques midiáticos a manifestações confirmam: há interessados em generalizar repressão. Black-bloc é complexo, mas pode estar sendo usado
 
Por Antonio Martins

Uma espiral de fatos graves e estranhos está se sucedendo em São Paulo desde sexta-feira (25/10), quando mascarados agrediram, num ato de violência gratuita, um coronel da Polícia Militar. Comandantes da PM emitiram declarações como se fossem o governo do Estado. Quase duzentas pessoas foram presas de maneira arbitrária e, ao que tudo indica, a esmo. Um jovem de 17 anos foi assassinado domingo pela polícia em ação torpe, provavelmente com intuito de provocar reações de revolta. Ontem (28/10), caminhões e ônibus apareceram em chamas na rodovia Fernão Dias, em horário propício a exposição nos noticiários de maior audiência – sem que apareçam indícios de quem os incendiou.

Episódios anteriores sugerem: pode estar em gestação uma crise fabricada, em que a população, insegura e temerosa, clama pela ação das “forças da ordem” – seja quais forem a truculência e os desdobramentos. Por isso, é importante soar o sinal de alarme e convidar a um exame mais amplo do cenário. Talvez ele revele que certas formas de radicalização artificial têm efeito contrário ao que imagina quem nelas se envolve. Na aparência, elas desafiam o Estado; na realidade, libertam seus mecanismos mais brutais de controle social, repressão e destruição da democracia.

Vale a pena recompor a sequência dos fatos, para tentar interpretá-los e identificar seu sentido comum.

1. Talvez a agressão black bloc ao coronel Reynaldo Rossi, no terminal de ônibus D. Pedro II, sexta-feira, tenha sido mais que um ato grotesco e covarde. Na mídia, as imagens do espancamento estão sendo repetidas à exaustão. Mas qual o contexto em que se produziram? Presente à cena, o repórter Piero Locatelli, de Carta Capital, fez um relato perturbador (1 2), do qual se destacam os seguintes trechos-chaves: “A Polícia havia acompanhado a manifestação com um efetivo de 800 policiais […] No terminal, mais cedo, manifestantes utilizando a tática black bloc haviam queimado um ônibus e destruído catracas. […] A polícia pouco agiu para conter a depredação – uma fila de policiais assistia ao que acontecia no local”.

Foram quebrados bilheterias, banheiros, quiosques, orelhões, extintores e 15 caixas eletrônicos. Só mais tarde a repressão e as prisões começaram: na Praça da Sé, a quase um quilômetro dali, tendo por alvo não os “vândalos”, mas manifestantes pacíficos.

Locatelli prossegue: “Os 800 policias que acompanhavam o ato [no Terminal D. Pedro II] esperaram o fim dele para agir com contundência. Instantes depois de um jogral na praça da Sé, os militantes cantavam em clima de festa ‘violência é a tarifa, fascista é a policia’. Foi quando ocorreu uma chuva de gás lacrimogêneo, vinda de todos os lados da praça. Milhares de pessoas tentavam correr dela, sob disparos de balas de borracha, muitas delas sozinhas. A depredação na região se intensificou, e o medo era a regra pelas estreitas ruas do centro. A partir dali, ocorreu uma série de ‘detenções para averiguação’”.

2. Quem fala em nome do Estado, num regime democrático: as autoridades eleitas? Em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin calou-se no sábado (27/10), um dia depois da agressão ao coronel Rossi. Mas o chefe do Centro de Comunicação Social da Polícia Militar, major Mauro Lopes, convocou entrevista coletiva em que assumiu ares de chefe de governo. “O Estado vai dar uma resposta muito forte a este bando de criminosos”, disse. O jornalista Luís Nassif captou a mensagem percebeu o risco: “Essa história da PM anunciar que vai até as últimas consequências – respaldada por uma condenação generalizada contra os vândalos – provoca calafrios maiores do que assistir a um quebra-quebra de black blocs. Na última vez que a PM se comportou assim, em maio de 2006, foram assassinadas mais de 500 pessoas”. Agora, a polícia começou a barbarizar menos de 24 horas após a fala do major Mauro Lopes.

3. As circunstâncias em que se deu o assassinato do garoto Douglas Rodrigues, na tarde de domingo, em Jaçanã (zona norte) são espantosas – mesmo para quem está acostumado com a banalidade do mal, nas periferias brasileiras. A impressão nítida é de incitação à revolta. A polícia foi chamada para uma ocorrência vulgar: uma caixa de som em volume alto demais (“perturbação do sossego”). Mas o PM Luciano Pinheiro Bispo “desceu do carro e pá”, no peito de Douglas, segundo testemunhas (1 2), que negam com veemência a hipótese de disparo acidental. O garoto – estudante, trabalhador e querido dos moradores – chegou a indagar ao algoz, segundo a mãe: “Senhor, por que o senhor atirou em mim”?

4. A previsível reação começou de imediato. Os moradores queimaram três carros e enfrentaram a pedradas a tropa de choque, enviada pra reprimi-los. Houve saques de lojas. Algo menos claro – porém, muito mais visível – deu-se ontem, na região. Cerca de 500 pessoas participaram, em protesto, do velório de Douglas, próximo ao local onde morreu. A manifestação pelo garoto quase não foi noticiada pela mídia. Nos jornais da noite, as telas de milhões de telespectadores, em todo o país, foram ocupadas por outras imagens. Na rodovia Fernão Dias (SP-Belo Horizonte), a centenas de metros de distância da multidão, três grandes caminhões e seis ônibus arderam. As fotos de quem os incendiou são escassas; e a polícia não parece ter sido capaz de identificá-los (embora tenha prendido mais 90 pessoas…). Mas hoje, os três jornais mais vendidos do país apontam, em manchete (1 2 3), os “responsáveis”. Em todos eles, as palavras “manifestantes” e “protesto” estão repetidamente associadas a “quebra-quebra”, “violência” e “saques”…

II.

O comportamento da PM nos últimos dias, em São Paulo, não é exceção. Uma vasta reportagem da jornalista Tânia Caliari revela que, desde as manifestações de junho, as polícias militares têm mantido um comportamento apenas aparentemente ambíguo. Elas alternam dois tipos de desvios complementares. Em certos momentos (como em 13/6, em São Paulo), agem com selvageria cega. Em outros (como em 7/10, no Rio), desaparecem ou assistem, impassíveis, a cenas de enorme gravidade – como a tentativa de atear fogo à Câmara Municipal.

As duas atitudes policiais retroalimentam-se uma à outra, em espiral. A brutalidade da tropa exalta os ânimos dos manifestantes e leva pequenos grupos a reagir de modo violento. As depredações promovidas por estes, nos momentos em que a polícia se omite, amedrontam a população e sugerem que a saída, diante dos protestos, é mais repressão.

Este esforço para instigar apoio à violência do Estado é reforçado pela mídia. Os jornais e TVs já não pedem abertamente repressão aos protestos, como ensaiaram sem sucesso em junho. Agora, agem por sugestão e omissão. Cenas como a do espancamento do coronel Reynaldo Rossi, ou da depredação de bens públicos, são repetidas exaustivamente na TV e decoram as capas dos jornais. Mas procure encontrar, após cada episódio, uma única matéria examinando criticamente o comportamento da polícia. As manifestações repetem-se há cinco meses; os abusos policiais de ambos os tipos, também. Os jornais e TVs fecham os olhos…

III.

O surgimento, no Brasil, dos black-blocs, que praticam atos destrutivos nas manifestações de rua, não pode ser analisado apenas à luz da ciência política clássica. Militantes de quase todos os partidos de esquerda (do PT ao PSTU), além de inúmeros ativistas autônomos, produziram, nos últimos meses, dezenas de textos críticos ao bloco negro. Lembram, com base em fartos exemplos históricos, que a ação violenta de pequenos grupos, sem apoio popular maciço, foi sempre manipulada pelas classes dominantes para legitimar a repressão. Muitos dos autores ressaltam que não propõem atitude pacifista incondicional. Defendem as rupturas, quando as maiorias, convictas de que é preciso estabelecer novas relações sociais, são impedidas de fazê-lo por leis e instituições retrógradas. Mas se opõem a atos narcísicos, cujos praticantes tentam assumir condição de libertadores da multidão.

Se todos estes argumentos têm sido insuficientes para aquietar os black-blocs; se o apoio a eles, embora ínfimo entre a sociedade, mantém-se expressivo entre os que se reconhecem como parte das “Jornadas de Junho”, é preciso sondar as razões. Duas hipóteses, em especial, parecem promissoras.

A primeira é o descolamento nítido entre duas gerações da ativistas anti-capitalistas. Uma militou ou milita no amplo arco de organizações políticas de esquerda, amplamente predominantes até a queda do “socialismo real”. Outra começou a se formar na virada do século, sob influência dos protestos de Seattle (1999), dos Fóruns Sociais Mundiais (2001-2009, no Brasil) ou dos ecos do levante zapatista (1994). Entre ambas, há um intervalo de dez anos. Mas, muito mais importantes, um abismo teórico e de inserção política e social.

A geração histórica teve influência reduzida nas Jornadas de Junho. PT e PCdoB tornaram-se partidos de atuação principalmente institucional. Os sindicatos tiveram sua força devastada pela reorganização produtiva do capital pós-moderno. PSTU e PSOL, por ora, parecem tão incapazes de dialogar com a nova geração quanto a esquerda radical europeia. Os movimentos sociais clássicos, muito atuantes na primeira década do século (do MST às grandes redes, como a que lutou contra a ALCA), ainda não conseguiram situar-se na segunda.

A nova geração anticapitalista é extremamente ativa. Mas com raras exceções (como o Movimento Passe Livre – MPL) não fazem parte de sua cultura e preocupações conceitos como correlação de forças; estratégias e táticas; momentos de avanços ou recuo. Mais: ela sente o esvaziamento da democracia e a impermeabilidade das instituições. Não viveu o suficiente para enxergar as mudanças tímidas, mas inéditas, vividas pelo país na última década. Para quem tem 25 anos, por exemplo, o Bolsa-Família e a redução da miséria não são uma conquista – mas um dado da paisagem política, que precisa ser transformada. Por isso, a nova geração tende a ver a geração histórica como mais um grupo acomodado e participante do condomínio das elites no poder.

Esta hipótese – a do choque de gerações anticapitalistas – articula-se com outra. A ação truculenta da polícia é indispensável para explicar a relevância do black-bloc brasileiro. Ele está muito longe de ser majoritário, entre as novas gerações. Reúne, no máximo, algumas centenas de ativistas, em cada uma das maiores capitais. As críticas que recebem são constantes, nas redes sociais: por legitimarem a violência; por se julgarem heróis e superiores; por não dialogarem. Mas cada novo ato de violência policial parece ressuscitar sua legitimidade.

Há aqui algo que deveria alegrar a velha geração: consciência de classe. A agressão ao coronel Reynaldo Rossi devastou a popularidade do black-bloc por alguns dias, nas redes sociais. Era comum ver mensagens de ira contra eles, mesmo nos comentários das comunidades dos Facebook que os apoiam. Mas isso se desfez após o assassinato do garoto Douglas. Nos últimos meses, em meio ao debate, um poema do marxista Bertolt Brecht foi citado inúmeras vezes, por quem se julga anarquista: “Diz-se violento o rio, que tudo arrasta; mas não as margens, que o oprimem…”.

IV.

Não há problema algum em que as culturas políticas anticapitalistas sejam muito distintas entre si: a longo prazo, esta diversidade pode ser uma riqueza. Mas, numa época de crises e instabilidades um pré-requisito para a sobrevivência e o futuro é saber identificar ameaças comuns. Estamos todos, neste momento preciso, sob uma delas.

Armou-se uma cilada. As grandes mobilizações de junho refluíram e não parece possível retomá-las, ao menos no momento. O ataque aos símbolos do capitalismo, promovido pelos black-blocs, não é eficaz contra o sistema, ao menos por enquanto. Não há razões para duvidar das pesquisas de opinião, segundo as quais 95% da população opõem-se a estes atos. Recua rapidamente, além disso, o apoio ao próprio sentido das manifestações. Em junho, em São Paulo, 89% eram a favor delas; em poucos meses, este índice caiu para 66%.

A polícia e a mídia perceberam a oportunidade. Na madrugada desta terça-feira (29/10), mais um garoto foi morto por PMs em São Paulo, em circunstâncias muito semelhantes às de Douglas. Pouco mais tarde, mais uma manifestação de protesto ocorreu. Nas próximas horas, os meios de comunicação que (ainda) dominam, voltarão a associar “manifestantes” e “protesto” a “vandalismo”, “saques” e “quebra-quebras”.

Está se consumando, rapidamente, o cenário desastroso previsto por Luís Nassif. Ele pode dar-se tanto como tragédia (na forma de um novo morticínio “corretivo” contra a periferia, semelhante ao de 2006) quanto como drama arrastado (um longo sangramento dos movimentos sociais de todos os tipos, até que percam legitimidade junto à maioria e tornem-se impotentes para influir em 2014, que será decisivo para o futuro do país).

Ser incapaz de mudar de tática revelaria inteligência reduzida – como a das moscas que se batem contra o vidro, recuando a cada choque mas insistindo no mesmo trajeto, condenado de antemão. É preciso buscar outros caminhos, e esta responsabilidade cabe a todos, solidariamente.

Para que todos sejamos capazes de escapar à cilada, ninguém pode ser humilhado. Haverá muito tempo para os debates político-ideológicos entre as várias culturas anticapitalistas e suas nuances – mas insistir neles agora seria desastroso para todos.

A violência simbólica nas manifestações precisa refluir, rapidamente. Como os black-blocs não estão inseridos nos debates que outros coletivos travam costumeiramente entre si, será decisiva para isso a ação de grupos que souberam manter diálogo com eles – em especial o Movimento Passe Livre (MPL), um caso notável, por ligar-se simultaneamente às duas culturas políticas de esquerda. Mas este silêncio da tática do bloco negro não pode (inclusive para que funcione) significar que foram derrotados. Ao contrário, deve abrir espaço para incorporá-los ao debate.

São Paulo e Rio estão em sintonia, desde junho: as mesmas lutas, repressão, esperanças e angústias. A grande manifestação preparada pelos cariocas para a próxima quinta-feira (31/10), contra a violência policial e prisões arbitrárias das últimas semanas pode ser um ponto de virada. Uma resposta semelhante às de 17/6, quando milhares demonstraram que as ruas, geridas autonomamente, podem ser um espaço “sem polícia e sem violência”.

 

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27 Comentários
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  1. Ivan de Union

    30 de outubro de 2013 1:19 pm

    Agora sim.  Visivelmente.
    OS

    Agora sim.  Visivelmente.

    OS MILITARES estao atraz disso.

    Eh Sao Paulo pensando que vai abanar o Brasil de novo.

  2. IV AVATAR

    30 de outubro de 2013 1:21 pm

    Golpistas de sempre se assanham mais uma vez
    Vou repetir aqui um link postado ontem pela Cristiana, ai vcs entenderão que os BB cairam do céu para estas forças que, sem voto, vêem no golpe a única forma de voltar ao poder e para isso nem se importam se estão associadas ao crime organizado pois nesta situação logo logo haverá uma convocação para que entrem em cena as “forças da ordem” e, quando este momento chegar, vcs não mais verão BB em ação, foi assim no Egito e noutros paises, eles só não prostestam na Arábia Saudita, preferem destruir democracias em construção, daí que priorizaram, segundo informe de um “camarada egipcio”, paises como Chile, Brasil e Turquia. O objetivo é a destruição do Brasil enquanto nação e, neste sentido, os BB são uma tática a serviço de uma estratégia das forças ocultas, inimigos internos e externos,  que não são tão ocultas assim, basta olhar o que se sucedeu noutros paises que saberemos quem são as tais forças de olho no dinheiro.

    imagem de Cristiana CastroCristiana CastroOlha isso aqui,

    Olha isso aqui, Ivan

    http://ensaiosde-igorbuys.blogspot.com.br/2013/10/proposicao-de-uma-tatica-anti-black.html?m=1

     

    1. Luis Rossi

      30 de outubro de 2013 8:06 pm

      Fala mais sobre as “forças

      Fala mais sobre as “forças ocultas”. Queremos saber mais. “Democracia em construção” também é um bom tópico. Outro tópico: “pessoas que jamais trabalhariam para um bom jornal, mas que encontram lugar garantido nas redes sociais, pela ingenuidade e pobreza da argumentação”. 

  3. Lucas Gomes

    30 de outubro de 2013 1:23 pm

    os black blocks continuarão

    os black blocks continuarão com presença garantida na mídia conservadora.

    Já o Douglas e o Jean serão estatística.

    Será uma boa forma de medir quão independentes são os blogs progressistas da pauta conservadora.

  4. janes salete

    30 de outubro de 2013 1:25 pm

    Essa violência repentina

    Essa violência repentina e generalizada é orquestrada. Só não constata isso quem não quer, ou é um absoluto alienado, ou faz parte do “pacto”. Protestos com economia equilibrada, pleno emprego, só tem um objetivo: desestabilizar o governo que ousou diluir o poder dos antigos colonizadores que explovaram um país riquíssimo como é o Brasil. O vira-lata fhc, o serviçal dos colonizadores, envergounhou  nosso país e também batalha para que o Brasil volte a ser dependente e colonizado. Vide suas falas no exterior. VERGONHOSO, seu fhc!

    1. Cristiana Castro

      30 de outubro de 2013 2:15 pm

      Concordo e postei no FB, onem

      Concordo e postei no FB, onem qdo vi que o Governo tentaria “dialogar”  seja lá com quem for que apareça: ”  Podem falar o que quiserem mas não em jeito. Pra mim, essa onda toda tinha como objetivo isso mesmo que estamos assistindo. Agora saem os cheirosinhos e seus professores e entra o grupo que vai pegar pesado. Aqui todo mundo que mora/morou em comunidade já esperava por isso. A elite intelectual, sai de circulação acreditando que a intenção era boa, de fato, só seguiram, como sempre, orienttções de fora e, tb como sempre, não conseguiram pensar sem autorização Europa/EEUU, que afinal, é que garante seus títulos. Aramaram em cima do elo frágil da sociedade, a nossa acadêmia, vaidosa e vira-lata e, como sempre, cairam. Agora eles somem e vão escrever p/ seus patrões e a gente que encare o bicho pq, eles, vieram mascarados ou Anonymous, exatamente, para não terem que assumir que trairam o país por mais uns títulos ou vagas na panela. O diálogo,agora é com o PCC, ADA e Terceiro Comando, Ministro, vai lá…”

  5. IV AVATAR

    30 de outubro de 2013 1:27 pm

    O medo como estratégia para continuar no poder

    O medo é uma das mais eficientes armas eleitorias e o PSDB sabe disso e tem loga experiência no uso deste tipo de estratégia. Em todos os anos, em período pré-eleitoral, o PSDB e a mídia que o apoia saca o Kit PCC, neste ano começaram com a divulgação de gravações que repetiam o velho modus operandi tucano: Nós temos que ser reeleitos sob pena de o PCC tomar de ocnta de tudo. Só mudou a sigla: Agora é Black Bloc. A troca foi bem rápida. E o PCC, dizem, está junto mais uma vez, agora em aliança com os BB. Como diria a Regina Duarte, tenho medo

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=DEeNSkXn5mY%5D

    1. MThereza

      30 de outubro de 2013 2:33 pm

      O que espanta é a inércia do

      O que espanta é a inércia do governo. Já tem 2 cadáveres, comerciantes fechando as portas mais cedo, população amendrontada. Espera ter um cadáver de classe média, pra coisa explodir. Os 2 meninos foram apenas “ensaio”. Em 2014 teremos tudo isso elevado à enésima potência. 

  6. hc.coelho

    30 de outubro de 2013 2:05 pm

    Tudo muito suspeito

    Começou com a guinada de 180 graus do jabour, lembram-se. falou mal mas depois , chamado a atenção, virou todo. Interssa ou não ser contra ou a favor, se for bom para o que queremos, o que podemos fazer para piorar a situação, etc. Tudo depende, mas o pior é o melhor. É o pig e o submundo do poder que ele tanto conhece e com ele forma quadrilha. A quadrilha da revistinha do esgoto e do cachoeira, por exemplo, deu bons resultados (e inquerito nenhum). O pig opera o que acha que é melhor para um possível golpe.

  7. Sergio Saraiva

    30 de outubro de 2013 3:21 pm

    Haja teoria da conspiração

    Um longo texto para tentar provar, utilizando a teoria da conspiração, que a “culpa” é da “violência policial”.

    1. Ivan de Union

      30 de outubro de 2013 3:35 pm

      30 e muitos anos de violencia

      30 e muitos anos de violencia contra manifestantes e qual eh a UNICA na qual nao houve nenhuma contra os manifestantes?

      A de extrema direita.

      Ah, sim, houve violencia.  Mas nao contra os BB’s.  Nenhuma.  Zero.

      Foi a policia militar sim.  Quem esta garantindo as “manifestacoes” dos Black Blocs eh a policia sim.

  8. André Paulistano

    30 de outubro de 2013 3:56 pm

    Ótimo texto!

    Vou espalhar pelo Face

  9. Flavio Galib

    30 de outubro de 2013 5:06 pm

    A tática da provocação

    A tática da provocação gratuita com fins de aumentar a violência e a repressão é bem manjada. Vários governos fazem ou ja fizeram isso. Por exemplo, a segunda Intifada teve início em 29 de setembro de 2000, justamente no dia seguinte à caminhada de Ariel Sharon pela Esplanada das Mesquitas e no Monte do Templo, nas cercanias da mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém – área considerada sagrada tanto por muçulmanos quanto por judeus.

    Também percebi que os jornalões e TVs tem dado um destaque acima do normal a estes protestos.

    Preparemo-nos para as eleições de 2014….

     

  10. Anarquista Lúcida

    30 de outubro de 2013 5:55 pm

    É óbvio q a “tática BB” quis criar motivos p/ golpe

    e que usar de repressao extrema na reaçao só vai piorar o problema. 

    Tá na hora de serenidade e uso da inteligência, nao de violência. 

    E é grande a responsabilidade de todos que, nesse momento, apostem na radicalizaçao. 

    1. jura

      30 de outubro de 2013 6:32 pm

      Black bloc não é nome e sobrenome

      Então use a sua e me diga quem foi o black bloc que fez isso.

      Enquanto a polícia não apresentar um culpado comprovado ela é tão suspeita quanto quqlquer um deles.

      Uniforme não é prova de inocência.

      1. Anarquista Lúcida

        30 de outubro de 2013 8:03 pm

        E daí, cara pálida? E quem disse q uniforme é prova d inocência?

        “Jura”, né? Velha conhecida… Com problemas de compreensao (e outros, bem mais graves, tb). Passe muito bem, viu? 

  11. jura

    30 de outubro de 2013 6:28 pm

    A polícia não consegue largar o vício

    Quem bateu no coronel Rossi?

    Do Diário do Centro do Mundo inShare

    Postado em 30 out 2013por :

    Onde está a chapa que mostra a fratura?

    Onde está a chapa que mostra a fratura?

    A política de segurança pública brasileira foi cercada pela polícia.

    Para romper o cerco, há dois dentre milhares de crimes cujo esclarecimento é indispensável.

    Onde está Amarildo?

    Quem agrediu o coronel Rossi?

    A violência policial em São Paulo atingiu níveis inadmissíveis numa suposta democracia e estado de direito há muito tempo.

    Os atuais conflitos com black blocs – nunca é demais lembrar – foram precedidos por crimes gratuitos em sucessão, desde omissão durante a Virada Cultural paulistana até tiros no olho de fotógrafos e senhoras de idade.

    A história de crimes violentos cometidos pela polícia é antiga. Pode-se recordar facilmente justiceiros como o cabo Bruno e as reações aos ataques do PCC em 2006 que marcam o início da escalada que estamos vivendo até hoje.

    A tragédia da família Pesseghini foi a gota d’água. Ela revelou a perda do controle da violência dentro de casa. Mais, que ela já se tornou uma cultura. Ninguém quis admitir a hipótese de uma violência contra a polícia que não viesse de fora, que não fosse obra de black blocs e PCCs.

    A violência já estava transbordando pelo ladrão. A Polícia Militar percebeu que todo mundo percebeu, e entrou em pânico.

    O que deveria ser a solução tornou-se um problema. Apesar de ter percebido, ela foi incapaz de admitir e mudar de atitude. Pior, entrou em crise existencial e, como uma criança mimada, passou a se eximir de culpa e a acusar todo mundo, só ou com apoio dos amigos.

    Foi assim que chegou a haver um protesto na avenida Paulista contra a violência. Da polícia carioca, é claro.

    E é assim que ela agora elege os “black blocs” como a grande ameaça à paz social. Exatamente nos dias seguintes aos protestos contra a morte do jovem estudante e trabalhador da periferia que pararam a via Fernão Dias. Essa foi uma manifestação considerada legítima e não foi reprimida. Afinal, a repressão maior já estava feita.

    “Por que o senhor atirou em mim?”, foi a última dúvida da vida de Douglas Rodrigues, aos 17 anos.

    “Por que vocês bateram em mim?” é a pergunta que o coronel Rossi – agredido por manifestantes no centro de São Paulo na última manifestação legitima do Movimento Passe Livre – deveria fazer a si mesmo e a seus companheiros de farda.

    Porque, se os black blocs são uma novidade a ser ainda compreendida, a polícia paulista não é novidade alguma. É o que sempre foi.

    O ataque de supostos black blocs ao coronel Rossi ainda não foi esclarecido. Durante as manifestações anteriores do mesmo Passe Livre o responsável pelo ataque à sede da Prefeitura Municipal – fartamente documentado por repórteres e cinegrafistas – foi rapidamente identificado.

    O esclarecimento da morte de Amarildo se arrastou durante meses no Rio de Janeiro, e só começou a ser desvendado a partir da confissão dos policiais envolvidos.

    Sem confissão não há perdão, nem salvação.

    A promiscuidade entre a polícia e os meios de comunicação cresceu e se intensificou com os programas de reportagem policial na TV, uma mistura perigosa de entretenimento e jornalismo. Perigosa porque entretenimento é ilusão e jornalismo deve ser verdadeiro.

    Os programas fizeram sucesso, tanto para a polícia quanto para as emissoras de TV, que puderam melhorar suas combalidas audiências. Das perseguições hollywoodianas – ou bolywoodianas? – de bandidos em favelas, chegaram, enfim, aos protestos no Parque Dom Pedro. Em ambos os casos a ilusão impera sobre o jornalismo.

    Dezenas de fotógrafos e milhares de fotogramas foram incapazes de apontar quem bateu no coronel Rossi, e por quê. Não foram identificados sequer os repórteres e o autor da única gravação disponível.

    Sem imagens televisivas, a polícia não teve ainda capacidade para apontar um culpado indiscutível. As versões são contraditórias. As primeiras diziam que o coronel teve a clavícula quebrada. Como a agressão foi pelas costas, ele declarou que os omoplatas foram quebrados.

    A imagem mais importante nessa investigação é a do raio X do coronel, não o vídeo do YouTube.

    Por enquanto, só há um suspeito. Seu advogado alega que a agressão ao coronel não pode ser classificada como tentativa de homicídio, que ele não aparece agredindo ninguém em nenhuma imagem gravada e que só poderia ser preso em caso de flagrante. Se a Justiça der razão à defesa, temos aí mais uma vítima da violência policial.

    A violência dos outros, a da polícia carioca contra Amarildo, está cada vez mais próxima de uma solução. Talvez pela certeza de que seu desfecho será tão familiar, a milícia policial paulista está tão empenhada em encontrar um álibi. E os black blocs servem com uma luva negra.

    O depoimento do coronel Reinaldo Rossi à TV Globo não deixa dúvida. Ao se tornar um herói nacional defendido até pela presidente Dilma, Rossi tornou-se porta voz não só da polícia, mas do Estado. Depois de estrelar a maior videocassetada da TV brasileira, o coronel Rossi voltou à tela da Globo para afirmar e reafirmar seis vezes, do princípio ao fim, por 21 minutos, a necessidade de endurecer a legislação para a polícia poder amolecer a pancadaria nos inocentes das manifestações legítimas.

    Mais uma vez a polícia percebe a própria violência e mais uma vez indica que não consegue parar.

    É um vício e precisa ser tratado antes que o paciente continue reincidindo.

    Como no caso Amarildo, a confissão é indispensável para a cura.

    O doente que não percebe a própria doença não pode ser curado.

  12. Gardenal

    30 de outubro de 2013 7:02 pm

    Os black blocs são uma

    Os black blocs são uma espécie de bando de Lampião……… SEM O LAMPIÃO.

    1. IV AVATAR

      30 de outubro de 2013 10:57 pm

      Sim

      As pessoas parecem não ter a menor noção sobre bandos de criminosos, do seu poderio bélico e ímpeto para a selvaria . Imagina só se o crime orgniazado estive realmente aliado aos Black Blocs ou se não estiverem, vierem a atuar juntos, adeus Brasil, por isso amigos e amigas, juizo, não é hora para emocionalismos e romantismos, a situação é séria

      http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/impunidade-agora-em-video

      1. Gardenal

        31 de outubro de 2013 1:05 am

        Então, tente estabelecer um

        Então, tente estabelecer um diálogo com o líder dos Back Blocs. Se puder identificá-lo.

         

  13. Gilberto .

    30 de outubro de 2013 7:05 pm

    Ainda um saco de gatos

    Armou-se uma cilada. As grandes mobilizações de junho refluíram e não parece possível retomá-las, ao menos no momento. O ataque aos símbolos do capitalismo, promovido pelos black-blocs, não é eficaz contra o sistema, ao menos por enquanto. Não há razões para duvidar das pesquisas de opinião, segundo as quais 95% da população opõem-se a estes atos. Recua rapidamente, além disso, o apoio ao próprio sentido das manifestações. Em junho, em São Paulo, 89% eram a favor delas; em poucos meses, este índice caiu para 66%.

     

    Acho difícil considerar um terminal de público como o do Parque Dom Pedro e até mesmo os onibus, que se não são públicos servem à população, possam ser considerados “símbolos do capitalismo”.

    Pouca se falou desta nota sobre a última manifestação, da revista Época:

    …………………………………………………………………………………………………………….

    Black bloc sem máscara: Líder de grupo assume dinamites 

     

    LEONEL ROCHA 28/10/2013 11p0 – Atualizado em 28/10/2013 13p7    

    O movimento anarquista Ação Direta diz que são dele as 119 bananas de dinamite apreendidas pela polícia paulista em Guarulhos, na quarta-feira passada (23). O jornalista Leonardo Morelli, que se apresenta como líder e porta-voz do grupo, afirma que elas foram fabricadas artesanalmente. A Ação Direta promete um “dia de fúria” em novembro.

    119 bananas de dinamite e cordões detonantes foram apreendidos na quarta-feira (23), em Guarulhos

    (Foto: Polícia Militar/Divulgação)

    119 bananas de dinamite e cordões detonantes foram apreendidos na quarta-feira (23), em Guarulhos (Foto: Polícia Militar/Divulgação)

    ……………………………………………………………………………………………………………………

    A fonte não é digna de confiança, mas de qualquer forma há algum recado implícito na notícia. É ele que tentarei decodificar.

    Conheci Leonardo Morelli, jornalista citado na matéria, nos idos de 1980 no Centro de Cultura Social, através de Jaime Cubero. O Centro de Cultura Social é um dos mais antigos remanescentes do movimento anarquista em São Paulo. Jaime Cubero, já falecido, anarquista histórico e figura impecável, foi um de seus fundadores.

    Leonardo Morelli, jovem então, começou sua atividade política no Sindicato dos Ferroviários, antiga potência já em decadência nos anos 80, em razão do desmanche do setor pela Fepasa. Ligou-se ao pequeno CCS vendo nele uma possibilidade de ação. Contou a princípio com a total confiança de Jaime, que enxergou nele a chance de atrair jovens para a militância no CCS. Mesmo contando com parcos recursos, o Centro patrocinou várias viagens de Leonardo pelo Brasil e até para o exterior para manter contato com outros grupos anarquistas. 

    Em torno de 1986, salvo engano meu, Leonardo foi expulso do CCS acusado de ser um trotskista infiltrado no movimento. Há registros, em vário sites anarquistas, afirmando sua ligação com a Força Sindical. Manteve, mesmo assim, o elo com alguns grupos anarquistas. Utilizou para tal contato que estabeleceu com um grupo anarquista uruguaio de pequena expressão.

    Eis que ressurge agora como porta voz de um grupo, Ação Direta, e se aproveita do momento para surgir novamente como uma liderança “importante”.

    A história toda serve para mostrar a não unidade, do movimento ou grupo, e das facções que participam das manifestações. Mesmo que horizontais, é evidente que escolhem um sentido de direção e logo aparecerá a preponderância de alguma liderança nos grupos. É a isto, no meu entender, que assistimos: A busca desta liderança. Não afirmo que o movimento seja composto exclusivamente por pessoas com o mesmo histórico que o de Leonardo, mas é importante saber da existência delas. Todos os grupos são relativamente pequenos individualmente, e existem várias tendências de luta entre eles. Será difícil ouvir a todos e mais difícil ainda localizar lideranças que sejam consideradas representativas dos vários grupos.

    De qualquer forma recomendo a todos que, ao menos, pesquisem e localizem os grupos anarquistas de maior penetração, antes de elaborar teorias mirabolantes e falar, no genérico e como um movimento único, em Blac Blocks. Não é uma tarefa tão difícil atualmente. 

    Link para uma entrevista (mal transcrita e com alguns erros) de Jaime Cubero em que fala de Leonardo Morelli e do CCS:

    http://www.nodo50.org/insurgentes/textos/brasil/08cuberoentrevista.htm

  14. democracia direta

    30 de outubro de 2013 8:00 pm

    A quem interessa a violência?

    Eu acho que essa não é uma pergunta tão difícil de responder.

    Difícil é saber quem são os Black Blocs, e o que querem. 

    E se, em sua maioria, eles no fundo quiserem o caos, pouco se importando com nossa sociedade e democracia?

    Sugiro a leitura desse artigo:

    http://democraciadiretabrasileira.blogspot.com.br/2013/10/os-black-blocs.html 

    O Nassif não está exagerando. Estamos denunciando isso há meses também. Os partidos de extrema esquerda tem sua culpa nisso, eles gostaram de dividir o espaço com os BBs. O terror foi espalhado nas ruas, agora quem manda nas manifestações são eles, ninguém mais os obrigam a baixar suas bandeiras.

    E aí, extrema esquerda? Não era isso que vocês queriam, uma oportunidade para o levante? Onde está a falência dos EUA e Europa? Onde está a população a exigir o comunismo?

    Um pouco de realidade e pés no chão não fazem mal a ninguém: 

     

    http://globalvoicesonline.org/2013/03/16/peru-controversy-ahead-of-limas-recall-referendum/

     

    NO PERU, O POLÍTICO DESAGRADOU, O POVO MANDA PRO OLHO DA RUA

     

    ISSO CHAMA-SE RECALL – REFERENDO REVOCATÓRIO DE MANDATO

     

     

    “ O referendo para revogar as autoridades municipais na Área Metropolitana de Lima [es] será realizada no domingo, 17 de março, 2013.”

     

    __Veja a atitude das esquerdas peruanas, que também arrasta seus movimentos sociais:

     

    “a esquerda, que não é ressentida, mas pragmática, considerou que sua estratégia estava em apoiar a administração, sendo a favor da Villarán e adotando sua agenda. Assim como aconteceu nos anos 90 e na década de 2000, OS INIMIGOS QUE TEMOS DE ENFRENTAR SÃO AUTORITARISMO E CORRUPÇÃO. “

    Corrupção se combate com o RECALL, e o autorismo, com MAIS DEMOCRACIA.

     

    ISSO NÃO ESTÁ ACONTECENDO NO BRASIL

     

    É PRECISO DENUNCIAR

     

    O POVO ESTÁ SENDO TRAÍDO PELOS PARTIDOS DE ESQUERDA, E POR SEUS PRÓPRIOS MOVIMENTOS SOCIAS, AS BASES DA SOCIEDADE

    A questão é a seguinte, eles querem instalar a ditadura comunista no Brasil. Só que não existe a menor possibilidade disso. Então, em vez de fazer como a responsável esquerda peruana, e procurar fazer o melhor ao país, radicalizando em sua democracia; eles adotaram a tática do urubu, e ficam torcendo pelo quanto pior melhor. Só que esse tiro pode sair pela culatra, e em vez de implantar uma ditadura de extrema esquerda, acabarem dando combustível para a extrema direita. 

    Os Black Blocs já demonstraram que vieram pra ficar, e qualquer barulho que acontecer eles estarão por lá. Se ainda houver um mínimo de razão na extrema esquerda, é possível melhorar a situação. Basta criar vergonha na cara, e não erguer suas bandeiras, para que os apartidários voltem às ruas. Se forem só com suas camisas nos protestos, marcarão também sua presença, e garanto que ganharão muito mais simpatia por parte do povo, que se sentirá respeitado. Os protestos devem ser feitos durante o dia, e na concentração precisam fazer uma votação entre os presentes, para decidir se haverá violência e uso de máscaras. Decidido o protesto pacífico, com a votação sendo filmada; se eles promoverem a violência, ficará evidente sua ação contra o próprio protesto. Acho que o repúdio às depredações também deve partir dos próprios manifestantes (militância é para essas coisas…)

    Ou seja, a extrema esquerda partidária pode e deve fazer muita coisa a esse respeito. A questão é se está disposta a isso, ou se no fundo está intimamente ligada aos BBs, e não quer mudar em nada essa situação. De qualquer forma devemos expô-los, assim como todos os políticos que vem traindo o povo, e dando combustível à violência. Porque enquanto eles brigam, que apanha e muito é a própria população.

    O autor apontou muito bem a atuação estranha da polícia, que deve ser melhor  focada e cobrada pela mídia. A polícia tem sistema de câmeras, agentes infiltrados e helicópteros. Só que não está usando esse aparato para defender quem sai às ruas, em seu legítimo direito de protestar, inclusive pacificamente e sem máscaras; e precisa ser cobrada. Os chefes de polícia, os governadores, também precisam ser expostos e cobrados, tanto quando abusam da violência, como quando são omissos e ineficientes. 

    Tudo isso precisa ser observado e denunciado. A deplorável filosofia do “quanto pior melhor” tem que ser abolida de vez. As forças progressistas do país devem cobrar uma atitude mais produtiva por parte desses partidos, e se não houver uma resposta, denunciá-los igualmente. Porque a situação em que vivemos hoje, longe até das democracias vizinhas como a da Argentina, Uruguai, Venezuela, Bolívia, Peru, e Equador; se deve muito mais a eles, do que à propria extrema direita.

    1. Ivan de Union

      30 de outubro de 2013 8:36 pm

      Nunca imaginei que voce

      Nunca imaginei que voce tivesse capacidade de postar algo tao ruim, Democracia Direita.

      Parabens!

      Colar?  Nao, nao cola, mas…  parabens!

      1. democracia direta

        4 de novembro de 2013 3:29 pm

        Se for mais específico,

        Se for mais específico, podemos enriquecer mais esse debate.

    2. Anarquista Lúcida

      30 de outubro de 2013 9:09 pm

      Clap, clap, clap, clap, clap

      Falou e disse. 

  15. Jorge Moraes

    30 de outubro de 2013 9:17 pm

    Douglas

    Douglas morava em Jaçanã. 

    Até que a terra auto-assumida por locomotiva passou por cima de seus mais do que prováveis sonhos. 

    O trem das onze não atrasou quando mais devia fazê-lo. 

    Quantos feridos eternamente Douglas deixa nas redondezas das quebradas dessa vida, pobre vida, a valer cada vez menos e menos e menos?

    …………………………………………………………………………………………………………………..

    As ciências políticas, por melhores – mais abertos – que sejam os cientistas, as filosofias, as engenharias e as psicologias, a das massas e a das bandas podres, as antropologias e as palpitagens profissionais, nada dá conta sozinho de explicar suficientemente esse enigma proposto por multidões e multidinhas, a gozar nas redes sociais pela exposição exibicionista de seus gostos, amigos e pretensões, e nas cavernosas ruas das grandes cidades por seus indisfarsáveis disfarces: a violência enquanto norma punitiva e – provavelmente – autopunitiva e capas de herois insondáveis. 

    A esfinge precisa ser decifrada. 

    O texto em comento deita alguma luz nesse tortuoso caminho do hoje. E do sempre. 

     

     

  16. emerson57

    30 de outubro de 2013 10:04 pm

    os patriotas…………………….

    http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=gN5_WfWqBts

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