24 de julho de 2026

Além dos bancos: como reconstruir o financiamento no Brasil (4), por Maurício Luperi

Uma empresa em São Paulo dispõe das mesmas alternativas encontradas por outra em Campinas, Goiânia, Recife, Manaus ou no Nordeste?
Reprodução

O acesso ao crédito varia conforme a localização da empresa, influenciando opções, custos e garantias disponíveis.
Nos EUA, bancos comunitários e programas como SBA diversificam o crédito para pequenas empresas, valorizando o relacionamento.
No Brasil, a concentração do sistema financeiro limita o acesso e a diversidade de instrumentos para pequenas e médias empresas.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

Além dos bancos: como reconstruir o financiamento das empresas e famílias no Brasil

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Artigo 4 – O mapa do crédito: por que o lugar onde a empresa está muda suas opções de financiamento

por Maurício Martinelli Luperi

Nos artigos anteriores desta série mostramos que aprofundamento financeiro não significa apenas aumentar o volume total de crédito.

Significa ampliar a diversidade de instituições, instrumentos, investidores, garantias e prazos disponíveis para empresas e famílias.

Também mostramos que a existência jurídica de um instrumento não significa que ele tenha escala, liquidez ou acessibilidade suficientes para modificar a estrutura do financiamento.

Uma debênture pode estar prevista na legislação, uma fintech pode receber autorização para operar e um fundo pode adquirir recebíveis empresariais. Nada disso assegura, entretanto, que uma pequena indústria do interior consiga efetivamente acessar essas alternativas.

A partir deste artigo acrescentaremos uma nova dimensão à análise:

a geografia do financiamento.

Não basta saber quanto crédito existe em um país. É necessário investigar onde estão as instituições que o oferecem, quem consegue acessar seus recursos, quais garantias são exigidas e quanto custa superar a distância entre o tomador e o financiador.

A pergunta central passa a ser:

Uma empresa encontra as mesmas opções de financiamento em Nova York, Charlotte, Chicago, Dallas, San Francisco ou em uma cidade média do interior dos Estados Unidos?

E, no Brasil:

Uma empresa instalada em São Paulo dispõe das mesmas alternativas encontradas por outra localizada em Campinas, Goiânia, Recife, Manaus ou no interior do Nordeste?

Provavelmente não.

O financiamento não se distribui uniformemente pelo território. Ele acompanha a localização dos bancos, fundos, investidores, cadeias produtivas, agências públicas, garantias, redes empresariais e centros de decisão.

Por isso, comparar apenas Brasil e Estados Unidos como dois blocos nacionais pode ocultar uma parte essencial do problema.

O crédito possui uma geografia

Empresas não procuram recursos em um espaço abstrato chamado “mercado financeiro”.

Elas se relacionam com instituições concretas.

Um empresário pode conhecer o gerente de um banco local. Outro pode ter acesso a uma cooperativa de crédito ligada à sua região. Uma startup pode estar próxima de fundos de venture capital. Uma indústria pode operar em uma cidade onde existem instituições especializadas no financiamento de máquinas, estoques ou recebíveis.

Uma pequena empresa também pode participar de um programa público de garantias que reduza o risco da instituição financeira.

Essas diferenças influenciam:

  • o número de propostas que a empresa consegue receber;
  • a taxa cobrada;
  • o prazo do financiamento;
  • as garantias exigidas;
  • o conhecimento do credor sobre o negócio;
  • a possibilidade de renegociação;
  • a velocidade da aprovação;
  • o acesso a instrumentos não bancários.

Portanto, um sistema financeiro profundo não é apenas grande.

Ele precisa também estar territorialmente distribuído e ser acessível a empresas de diferentes portes.

O exemplo norte-americano

Os Estados Unidos possuem grandes bancos nacionais, mas também contam com bancos regionais, bancos comunitários, cooperativas de crédito, fundos privados, plataformas digitais e programas públicos de garantia.

Essa diversidade não elimina a importância do crédito bancário para as pequenas empresas. A pesquisa da Federal Deposit Insurance Corporation — FDIC mostra que os bancos continuam tendo papel central nesse segmento e que instituições de diferentes portes adotam modelos distintos de concessão. Os bancos menores tendem a valorizar mais o relacionamento pessoal e o conhecimento da comunidade, enquanto instituições maiores recorrem com maior intensidade a procedimentos centralizados e modelos padronizados de risco.

Caixa explicativa — O que é a FDIC?

FDIC é a sigla de Federal Deposit Insurance Corporation, ou Corporação Federal de Seguro de Depósitos.

Trata-se de uma agência independente criada pelo Congresso norte-americano para contribuir para a estabilidade e a confiança no sistema financeiro. Suas funções centrais são:

  • garantir depósitos mantidos em bancos segurados;
  • examinar e supervisionar determinadas instituições financeiras;
  • proteger consumidores no âmbito de suas competências;
  • administrar a resolução de bancos que entram em falência.

A cobertura padrão é de US$ 250 mil por depositante, por banco segurado e por categoria de titularidade da conta. Portanto, não se trata simplesmente de US$ 250 mil por pessoa, independentemente do número de bancos e do tipo de conta.

Para esta série, a FDIC é importante não apenas por suas funções regulatórias, mas porque mantém bases sobre instituições, agências, depósitos, concentração regional e práticas de crédito para pequenas empresas.

O equivalente funcional brasileiro não está concentrado em uma única entidade. A supervisão bancária cabe principalmente ao Banco Central, enquanto a garantia privada de determinados depósitos é realizada pelo Fundo Garantidor de Créditos.

A pesquisa anual do sistema do Federal Reserve também permite identificar quais instituições as pequenas empresas procuram, quanto solicitam, quanto conseguem obter e qual o grau de satisfação com grandes bancos, pequenos bancos e financiadores digitais. A edição de 2026 baseia-se na pesquisa realizada em 2025 com pequenas empresas empregadoras. É uma amostra nacional, mas não um censo obrigatório de todas as empresas; seus resultados precisam, portanto, ser interpretados conforme a metodologia e as ponderações divulgadas pelos Federal Reserve Banks.

Isso sugere que o aprofundamento financeiro não substitui necessariamente os bancos.

Ele diversifica o próprio sistema bancário e cria instituições concorrentes ou complementares.

O que é um banco comunitário?

Um community bank, ou banco comunitário, é uma instituição cuja atuação se concentra predominantemente em uma comunidade ou região.

Ele recebe depósitos de famílias e empresas e utiliza parte desses recursos para conceder empréstimos a clientes geralmente localizados em sua área de atuação.

Sua vantagem potencial é o conhecimento local.

Ao acompanhar de perto os negócios, os fornecedores, os clientes e a trajetória dos empresários, o banco comunitário pode considerar informações que não aparecem facilmente em balanços padronizados ou modelos automáticos de risco.

Esse tipo de avaliação é conhecido como relationship lending, ou crédito baseado no relacionamento.

O empréstimo continua sendo bancário. A diferença está no processo de análise.

Em vez de depender exclusivamente de indicadores quantitativos, o credor também pode considerar:

  • o histórico do empresário;
  • sua reputação local;
  • o comportamento da empresa ao longo do tempo;
  • a relação com clientes e fornecedores;
  • as características da economia regional.

Esse modelo pode ser particularmente importante para empresas que não possuem classificação pública de risco, títulos negociados no mercado ou demonstrações financeiras sofisticadas. Os estudos da FDIC associam os bancos comunitários a modelos baseados em relacionamento, embora não exista uma única definição baseada apenas no tamanho dos ativos: a própria FDIC utiliza critérios que combinam porte, atividades, localização e alcance geográfico.

O que é uma cooperativa de crédito?

Uma credit union, equivalente aproximado das cooperativas de crédito brasileiras, é uma instituição financeira pertencente aos próprios associados.

Os cooperados podem depositar recursos e contratar empréstimos, cartões e outros serviços.

Diferentemente de um banco comercial tradicional controlado por acionistas, a cooperativa é organizada em benefício dos associados. Seus resultados podem ser utilizados para ampliar os serviços, fortalecer o capital da instituição ou retornar aos cooperados conforme as regras aplicáveis.

Essas organizações podem aumentar a presença financeira em cidades e regiões pouco atendidas pelos grandes bancos.

Contudo, sua simples presença não garante concorrência suficiente. É necessário investigar:

  • quantas cooperativas operam na região;
  • quantos associados possuem;
  • quais produtos oferecem;
  • sua participação no crédito empresarial;
  • se atendem pessoas jurídicas;
  • quais limites regulatórios condicionam sua atuação.

No Brasil, o Banco Central oferece dados de cooperados por município e por cooperativa. A base permite mapear a presença territorial do cooperativismo, mas o número de cooperados não deve ser confundido automaticamente com o volume de crédito concedido às empresas locais.

O papel da SBA

A Small Business Administration — SBA é uma agência federal norte-americana voltada ao apoio às pequenas empresas.

Em seus principais programas, a agência não substitui os bancos nem entrega necessariamente os recursos diretamente ao empresário. Ela estrutura programas de garantia e financiamento que operam por meio de credores e intermediários autorizados.

O programa 7(a)

O 7(a) é o principal programa de crédito empresarial da SBA.

O empréstimo é concedido por uma instituição participante. A pequena empresa recebe os recursos do credor e paga juros e principal de acordo com o contrato. A SBA garante parte da operação, reduzindo a perda potencial do financiador em caso de inadimplência.

Para a maioria das modalidades, a garantia pode chegar a 85% nos empréstimos de até US$ 150 mil e a 75% nos valores superiores, embora existam percentuais diferentes em programas específicos.

Portanto, o 7(a) não é um título empresarial negociado no mercado.

É um empréstimo privado com garantia pública parcial.

Os recursos podem ser utilizados, conforme a modalidade e as condições do programa, para capital de giro, aquisição de equipamentos, imóveis comerciais, refinanciamento autorizado e compra ou expansão de negócios.

O programa 504

O programa 504 oferece financiamento de longo prazo e taxa fixa para grandes ativos permanentes, como imóveis, instalações, máquinas e equipamentos.

A operação é realizada por meio de Certified Development Companies — CDCs, organizações comunitárias sem fins lucrativos certificadas e supervisionadas pela SBA.

O desenho normalmente combina a participação de um credor privado, da CDC, da empresa e da garantia ou estrutura financeira vinculada à SBA. Não se trata de uma linha ordinária para despesas correntes, mas de um mecanismo voltado à expansão produtiva e à aquisição de ativos fixos.

O programa de microcrédito

No Microloan Program, a SBA fornece recursos a intermediários comunitários sem fins lucrativos.

Essas entidades analisam os pedidos e concedem empréstimos de até US$ 50 mil às empresas elegíveis. Também podem prestar orientação administrativa e assistência técnica. O valor médio divulgado pela SBA é muito inferior ao limite máximo.

Esse desenho combina crédito e capacitação.

Em muitos casos, o obstáculo enfrentado por uma pequena empresa não é apenas a ausência de recursos, mas também a dificuldade de preparar:

  • fluxo de caixa;
  • plano de negócios;
  • projeções de receita;
  • documentação contábil;
  • pedido de financiamento;
  • estratégia de pagamento.

Instrumentos diferentes para empresas diferentes

A geografia financeira também reflete a especialização dos instrumentos.

Uma startup tecnológica pode procurar venture capital.

Uma empresa média pode contratar private credit.

Uma indústria com grande volume de recebíveis pode recorrer ao factoring, à securitização ou a um fundo especializado.

Uma companhia de grande porte pode emitir títulos corporativos.

Cada instrumento possui emissores, financiadores, formas de remuneração e riscos diferentes.

Venture capital

O venture capital, ou capital de risco, é um financiamento por participação societária.

A empresa não recebe um empréstimo convencional que deverá ser pago em parcelas. Um fundo ou investidor aporta recursos e, em troca, adquire participação no negócio, normalmente por meio de ações, quotas ou instrumentos conversíveis.

O fundo busca obter ganho futuro com a valorização e posterior venda dessa participação.

Não existe, nesse caso, um papel que seja “descontado” por um banco. A operação é negociada entre a empresa, os investidores e seus intermediários.

Esse modelo é adequado principalmente a empresas jovens, inovadoras e com elevado potencial de crescimento. Não constitui solução geral para uma transportadora, uma pequena loja ou uma indústria tradicional.

Private credit

O private credit, ou crédito privado não bancário, consiste em financiamento concedido diretamente por fundos e outros investidores.

A operação pode ser estruturada como empréstimo direto, dívida privada, crédito garantido por ativos ou financiamento para expansão e aquisições.

A empresa paga juros e amortizações ao fundo ou veículo financiador.

Sua principal diferença em relação a um título distribuído publicamente é que as condições são negociadas privadamente entre um conjunto restrito de participantes. Nos Estados Unidos, colocações privadas de valores mobiliários podem ocorrer sob regimes de dispensa de registro, como os previstos na Regulation D, sujeitos às respectivas regras e restrições.

O private credit não representa necessariamente crédito barato. Os fundos podem assumir riscos maiores, mas exigem remuneração correspondente.

Asset-based lending

O asset-based lending é um empréstimo cujo valor e condições dependem principalmente dos ativos oferecidos como garantia.

Podem ser utilizados:

  • estoques;
  • máquinas;
  • equipamentos;
  • contas a receber;
  • imóveis;
  • determinados contratos.

O credor aplica um desconto sobre o valor desses ativos para considerar riscos de inadimplência, deterioração, concentração e dificuldade de venda.

O financiamento pode ser concedido por um banco ou por um fundo especializado. Não exige necessariamente a emissão de um título negociado no mercado.

Factoring

No factoring, ou fomento mercantil, a empresa transfere recebíveis a uma instituição especializada.

Suponha que uma indústria possua uma duplicata de R$ 100 mil com vencimento em 90 dias.

Em vez de esperar, ela vende o direito de recebimento por um valor menor. A diferença remunera o adiantamento, a análise, a cobrança, o risco assumido e a margem da instituição.

A empresa não está emitindo uma ação ou debênture. Está cedendo um direito de receber determinada quantia no futuro.

O que é um FIDC?

O Fundo de Investimento em Direitos Creditórios — FIDC é um veículo coletivo que aplica seus recursos predominantemente em direitos creditórios.

Esses direitos podem decorrer de operações comerciais, industriais, financeiras, imobiliárias ou de prestação de serviços.

O processo básico é:

  1. investidores adquirem cotas do fundo;
  2. o fundo compra direitos creditórios;
  3. os devedores pagam esses créditos ao longo do tempo;
  4. os recursos retornam ao fundo;
  5. os cotistas recebem a remuneração, descontados custos e perdas.

Para a empresa que vende os recebíveis, o benefício é antecipar recursos que entrariam apenas no futuro.

O FIDC não recebe depósitos como um banco. Ele é um fundo regulado pela Comissão de Valores Mobiliários. As regras específicas atualmente integram o Anexo Normativo II da Resolução CVM nº 175.

A CVM mantém uma base de informes mensais dos FIDCs com histórico disponível. Esses dados permitem acompanhar patrimônio, composição da carteira, direitos creditórios e outras informações regulatórias. Entretanto, a base descreve os fundos e seus ativos; ela não identifica necessariamente, de maneira simples e uniforme, todas as empresas beneficiadas economicamente em cada município.

O que é securitização?

A securitização transforma conjuntos de créditos futuros em valores mobiliários adquiridos por investidores.

Uma empresa ou instituição reúne recebíveis, que são transferidos a uma securitizadora ou veículo específico. Com base nesses fluxos, são emitidos títulos cuja remuneração depende dos pagamentos realizados pelos devedores originais.

A estrutura pode envolver:

  • o originador dos créditos;
  • a securitizadora;
  • administradores e custodiantes;
  • agentes fiduciários;
  • classificadores de risco;
  • plataformas de registro;
  • investidores.

A securitização transforma ativos pouco líquidos em instrumentos que podem ser distribuídos ou negociados.

Entretanto, também alonga a cadeia entre o tomador original e o financiador final. Por isso exige transparência sobre a qualidade dos créditos, critérios de seleção, inadimplência e distribuição dos riscos.

Títulos corporativos e debêntures

Um corporate bond é uma obrigação de dívida emitida por uma empresa.

Ao comprar o título, o investidor empresta recursos à companhia. Em troca, a empresa assume o compromisso de pagar juros e, normalmente, devolver o principal no vencimento.

O papel pode ser adquirido por fundos, seguradoras, fundos de pensão, bancos e outros investidores.

Sua colocação pode ocorrer por oferta registrada ou, em determinadas condições, por colocação privada. Depois da emissão, alguns títulos são negociados no mercado secundário.

No Brasil, o instrumento mais próximo é a debênture.

A debênture é um título de dívida emitido por sociedade por ações. A empresa recebe os recursos dos investidores e assume as obrigações estabelecidas na escritura da emissão.

Ela não é necessariamente “descontada” em um banco.

Uma oferta pública é estruturada e distribuída por intermediários autorizados, seguindo as regras da CVM. A Resolução CVM nº 160 disciplina as ofertas públicas de valores mobiliários e sua posterior negociação nos mercados regulamentados.

Commercial paper e nota comercial

O commercial paper é um instrumento empresarial de dívida de curto prazo.

Nos Estados Unidos, é normalmente emitido por companhias com boa capacidade de crédito para financiar capital de giro, estoques e necessidades temporárias de caixa.

O papel pode ser comprado por fundos monetários, bancos, empresas, seguradoras e outros investidores institucionais.

No Brasil, a modalidade correspondente é a nota comercial, utilizada por empresas para captar recursos mediante emissão de título de dívida.

Sua existência formal, porém, não garante acesso generalizado. A empresa precisa organizar a emissão, produzir informações, contratar os serviços necessários, encontrar investidores e suportar os custos jurídicos e financeiros da operação.

A pergunta relevante continua sendo:

Quantas empresas médias e pequenas conseguem utilizar esse instrumento em condições competitivas?

Como construiremos o mapa do crédito

Para evitar comparações impressionistas, cada cidade ou região será estudada segundo o mesmo conjunto de perguntas.

Quem oferece recursos?

Investigaremos a presença de:

  • grandes bancos nacionais;
  • bancos regionais;
  • bancos comunitários;
  • cooperativas de crédito;
  • fintechs;
  • empresas de factoring;
  • fundos de private credit;
  • fundos de venture capital;
  • instituições públicas;
  • programas de garantia.

Quais empresas são atendidas?

Separaremos, sempre que os dados permitirem:

  • microempresas;
  • pequenas empresas;
  • médias empresas;
  • grandes empresas;
  • startups;
  • empresas exportadoras;
  • empresas industriais;
  • comércio e serviços;
  • produtores rurais.

Quais instrumentos são utilizados?

Examinaremos:

  • empréstimos tradicionais;
  • linhas rotativas;
  • leasing;
  • factoring;
  • antecipação de recebíveis;
  • asset-based lending;
  • títulos corporativos;
  • notas comerciais;
  • private credit;
  • venture capital;
  • securitização;
  • FIDCs;
  • garantias públicas.

Quais são as condições?

Quando as bases permitirem, compararemos:

  • taxa de juros;
  • prazo;
  • carência;
  • garantias;
  • documentação;
  • tempo de aprovação;
  • proporção aprovada;
  • possibilidade de renegociação.

Quem fica excluído?

Essa talvez seja a pergunta principal.

Um mercado pode apresentar grande volume de crédito e ainda excluir:

  • empresas novas;
  • negócios pequenos;
  • empresas sem imóveis para oferecer em garantia;
  • tomadores localizados fora dos grandes centros;
  • empreendedores sem histórico bancário;
  • setores considerados arriscados;
  • empresas de baixa intensidade tecnológica.

Os ecossistemas norte-americanos

Selecionaremos diferentes tipos de centros financeiros.

Nova York representará o grande mercado de capitais, com bancos globais, fundos, seguradoras e investidores institucionais.

Charlotte permitirá estudar um centro fortemente bancário e a convivência entre grandes instituições e empresas locais.

Chicago ajudará a observar a interação entre bancos, indústria, mercados futuros, agronegócio e logística.

Dallas e Houston permitirão examinar ecossistemas relacionados à energia, construção, imóveis, empresas familiares e bancos regionais.

San Francisco e o Vale do Silício serão utilizados para compreender o financiamento de startups por fundos de venture capital, sem tratar esse modelo como solução universal.

Também serão incluídas cidades médias do interior, essenciais para observar bancos comunitários, cooperativas, programas da SBA e crédito baseado em relacionamento.

Os ecossistemas brasileiros

O mesmo método será aplicado ao Brasil.

São Paulo concentra os maiores bancos, a B3, gestores de fundos, investidores e parte substancial do mercado de capitais. Por isso, não representa todo o país.

Campinas e Ribeirão Preto permitirão estudar indústrias, tecnologia, agronegócio, serviços especializados e empresas médias.

Belo Horizonte e Curitiba ajudarão a observar ecossistemas empresariais diversificados, cooperativas e fintechs.

Porto Alegre será relevante para o cooperativismo e para as cadeias industriais e agroindustriais.

Goiânia permitirá analisar a relação entre crédito urbano, agronegócio, logística e empresas familiares.

Recife e Fortaleza serão importantes para avaliar a distribuição regional das instituições e dos instrumentos financeiros no Nordeste.

Manaus permitirá examinar como distância, logística e estrutura industrial específica influenciam o acesso ao financiamento.

Fontes de dados e o que cada uma mede

Estados Unidos

FDIC — Small Business Lending Survey

A Small Business Lending Survey — SBLS é uma pesquisa nacional representativa dos bancos norte-americanos.

Ela pergunta às próprias instituições sobre:

  • práticas de concessão;
  • definição de pequeno negócio;
  • organização das decisões;
  • uso de tecnologia;
  • alcance geográfico;
  • relacionamento com clientes;
  • concorrência;
  • volumes de crédito.

A pesquisa não é um levantamento direto das experiências de todas as empresas. Ela descreve o lado da oferta bancária, com respostas fornecidas pelos bancos. A edição divulgada em 2024 baseou-se na coleta realizada em 2022.

Federal Reserve — Small Business Credit Survey

A Small Business Credit Survey — SBCS pesquisa as próprias empresas.

Reúne informações sobre:

  • desempenho;
  • dificuldades financeiras;
  • necessidade de crédito;
  • instituições procuradas;
  • resultados das solicitações;
  • satisfação;
  • endividamento;
  • características regionais.

Diferentemente da pesquisa da FDIC, observa a experiência dos tomadores. Trata-se, porém, de uma amostra voluntária ponderada, e não de um censo ou registro administrativo de todas as operações. A base oferece recortes por características empresariais e, em determinadas publicações, por estados e áreas metropolitanas.

FDIC — Summary of Deposits

O Summary of Deposits — SOD é uma pesquisa anual dos depósitos existentes nas agências das instituições seguradas pela FDIC na data de 30 de junho.

Ela permite identificar:

  • localização das agências;
  • depósitos atribuídos a cada unidade;
  • participação das instituições nos mercados locais;
  • concentração geográfica dos depósitos.

A base é excelente para mapear presença bancária e participação no mercado de depósitos. Entretanto, depósitos registrados em uma agência não equivalem ao crédito concedido naquele município. Um banco pode captar em uma localidade e emprestar em outra.

SBA — Lender Reports

Os relatórios da SBA oferecem dados sobre empréstimos aprovados em programas como o 7(a) e o 504.

Permitem identificar:

  • instituições participantes;
  • número e valor das operações;
  • distribuição por estado;
  • modalidades;
  • desempenho dos credores nos programas.

Esses dados cobrem empréstimos apoiados pela SBA, e não todo o mercado de crédito para pequenas empresas.

Federal Reserve — Financial Accounts of the United States

As contas financeiras, conhecidas como Z.1, registram estoques e fluxos de ativos e passivos dos diferentes setores da economia.

Elas permitem observar nacionalmente:

  • empréstimos bancários;
  • títulos corporativos;
  • ações;
  • recebíveis;
  • outros passivos empresariais.

São fundamentais para conhecer a estrutura agregada do financiamento, mas não possuem o mesmo detalhamento municipal das bases de agências e depósitos.

SEC — dados sobre títulos corporativos

A Securities and Exchange Commission — SEC, agência reguladora do mercado de valores mobiliários dos Estados Unidos, fornece dados e documentos sobre ofertas de títulos corporativos.

Essas informações permitem acompanhar características das emissões, mas não representam, isoladamente, todo o crédito empresarial, especialmente empréstimos bancários e operações privadas não registradas.

Brasil

Banco Central — ESTBAN

A Estatística Bancária Mensal por Município — ESTBAN reúne informações contábeis das dependências bancárias por município.

Ela permite acompanhar:

  • operações de crédito registradas;
  • depósitos;
  • contas contábeis;
  • distribuição territorial da atividade bancária.

É uma base fundamental para mapear o sistema bancário municipal. Entretanto, a atribuição contábil de uma operação a determinado município não necessariamente informa com precisão o local final de utilização econômica dos recursos.

Banco Central — IF.Data

O IF.Data apresenta informações trimestrais consolidadas das instituições autorizadas pelo Banco Central.

Permite analisar:

  • ativos;
  • carteiras de crédito;
  • captações;
  • resultados;
  • patrimônio;
  • segmentos institucionais;
  • concentração.

A unidade principal de análise é a instituição ou conglomerado financeiro, não cada tomador individual ou município.

Banco Central — cooperativismo

As bases sobre cooperados permitem identificar o número de pessoas físicas e jurídicas associadas às cooperativas por município e instituição.

São úteis para medir presença e capilaridade, mas precisam ser combinadas com dados de operações para avaliar o peso efetivo das cooperativas no financiamento empresarial.

CVM — FIDCs e ofertas públicas

A CVM fornece dados regulatórios sobre:

  • FIDCs;
  • fundos de investimento;
  • ofertas públicas;
  • companhias abertas;
  • securitização;
  • valores mobiliários.

Os informes mensais dos FIDCs permitem acompanhar patrimônio e composição das carteiras. Já as bases de ofertas públicas ajudam a identificar títulos emitidos, valores captados e características das distribuições.

B3 e ANBIMA

A B3 e a ANBIMA fornecem dados complementares sobre:

  • emissões;
  • registros;
  • negociação;
  • estoques de títulos;
  • prazos;
  • remuneração;
  • fundos;
  • investidores.

Essas fontes serão confrontadas com os registros da CVM para evitar dupla contagem e esclarecer diferenças metodológicas.

BNDES

Os dados do BNDES permitem examinar:

  • desembolsos;
  • setores;
  • regiões;
  • porte dos beneficiários;
  • produtos;
  • agentes financeiros repassadores.

Eles abrangem o financiamento realizado ou apoiado pelo banco de desenvolvimento, e não todo o crédito empresarial brasileiro.

Sebrae

As pesquisas do Sebrae ajudam a analisar a experiência das micro e pequenas empresas:

  • procura por crédito;
  • instituições procuradas;
  • recusas;
  • garantias;
  • dificuldades de acesso;
  • finalidade dos recursos.

Como ocorre com qualquer pesquisa amostral, seus resultados dependem do período, do universo pesquisado e da metodologia utilizada.

CADE

Os estudos e decisões do Conselho Administrativo de Defesa Econômica serão utilizados para investigar:

  • concentração;
  • fusões;
  • barreiras à entrada;
  • concorrência bancária;
  • meios de pagamento;
  • efeitos da entrada de fintechs.

O que a comparação poderá revelar

A pesquisa poderá identificar quatro situações distintas.

A primeira é a existência sem acesso.

O instrumento existe, mas poucas empresas conseguem utilizá-lo.

A segunda é o acesso sem concorrência.

A empresa consegue crédito, mas depende de uma ou duas instituições.

A terceira é a concorrência sem condições adequadas.

Há diversos credores, mas todos oferecem recursos caros, de curto prazo ou com garantias incompatíveis com a realidade do negócio.

A quarta é o aprofundamento efetivo.

Nesse caso, a empresa consegue comparar:

  • diferentes instituições;
  • instrumentos;
  • garantias;
  • prazos;
  • modelos de remuneração.

É essa quarta situação que caracteriza um sistema financeiro verdadeiramente profundo.

Uma hipótese para o Brasil

O problema brasileiro não parece estar na ausência absoluta de instrumentos.

O país já possui bancos públicos e privados, cooperativas, fintechs, empresas de fomento, FIDCs, securitizadoras, debêntures, notas comerciais, plataformas de investimento, fundos garantidores, BNDES, agências de fomento e Open Finance.

O problema está na distribuição desigual da escala, do acesso, da informação e do poder de negociação.

Os instrumentos mais sofisticados permanecem concentrados nas maiores empresas e nos principais centros financeiros.

As pequenas e médias empresas continuam dependentes do crédito bancário, da antecipação de recebíveis de curto prazo e, frequentemente, das garantias pessoais de seus proprietários.

O desafio do aprofundamento financeiro é transformar instrumentos existentes em alternativas efetivamente acessíveis.

A Selic continua importante, mas não explica tudo

Nada disso significa que a taxa básica de juros seja irrelevante.

A Selic influencia o custo de oportunidade dos investidores, a remuneração dos títulos públicos, o custo de captação e o retorno exigido nos ativos privados.

Mas empresas submetidas à mesma Selic enfrentam condições muito diferentes.

Uma grande companhia pode emitir debêntures, captar no exterior, negociar com vários bancos e acessar fundos.

Uma pequena empresa pode depender de uma única instituição, oferecer bens pessoais em garantia e contratar crédito de curto prazo.

A Selic é, portanto, uma variável decisiva, mas seus efeitos são mediados pela estrutura financeira.

Quanto mais concentrado, desigual e estreito o sistema, mais severa tende a ser a transmissão dos juros básicos aos tomadores com menor poder de negociação.

O aprofundamento financeiro não substitui a redução da Selic.

Ele reduz a dependência da economia em relação a poucos bancos e a uma única forma predominante de financiamento.

Conclusão

O mapa do crédito poderá mostrar que o lugar onde uma empresa está instalada é quase tão importante quanto seu balanço.

Empresas inseridas em ecossistemas financeiros diversificados podem apresentar seus projetos a diferentes credores e investidores.

Empresas localizadas em regiões pouco atendidas permanecem dependentes de poucas instituições.

Por isso, uma política nacional de aprofundamento financeiro precisa possuir uma dimensão regional.

Não basta criar instrumentos em Brasília ou São Paulo.

É necessário construir canais capazes de chegar a Campinas, Goiânia, Recife, Manaus, ao interior do Nordeste e às centenas de cidades médias nas quais existem empresas produtivas sem acesso adequado ao financiamento.

No próximo artigo entraremos em um dos principais canais de financiamento das grandes empresas norte-americanas: o mercado de títulos corporativos.

Veremos quem emite o papel, quem estrutura a operação, quem o compra, como o título chega aos investidores, onde é negociado e por que esse mercado consegue competir com o crédito bancário.

Porque reconstruir o financiamento brasileiro exige compreender não apenas quanto dinheiro circula.

É preciso saber por quais canais ele circula, quem controla esses canais e até onde eles chegam.

Leitura recomendada

  • ALLEN, Franklin; GALE, Douglas. Comparing Financial Systems. Cambridge, Massachusetts: MIT Press, 2000.
    Obra fundamental para compreender como diferentes combinações entre bancos, mercados e instituições financeiras produzem estruturas distintas de financiamento.
  • ZYSMAN, John. Governments, Markets, and Growth: Financial Systems and the Politics of Industrial Change. Ithaca: Cornell University Press, 1983.
    Analisa como a organização institucional do sistema financeiro condiciona o investimento, a política industrial e as trajetórias nacionais de desenvolvimento.
  • STUDART, Rogério. Investment Finance in Economic Development. Londres: Routledge, 1995.
    Discute o financiamento do investimento sob uma perspectiva keynesiana e mostra por que sistemas financeiros devem ser avaliados por sua capacidade de sustentar o desenvolvimento produtivo.
  • DE PAULA, Luiz Fernando. Sistema Financeiro, Bancos e Financiamento da Economia: uma abordagem keynesiana. Rio de Janeiro: Elsevier/Campus, 2014.
    Apresenta o papel dos bancos, da preferência pela liquidez e das instituições financeiras na determinação das condições de crédito e financiamento.
  • BERGER, Allen N.; UDELL, Gregory F. “Relationship Lending and Lines of Credit in Small Firm Finance.” Journal of Business, v. 68, n. 3, p. 351–381, 1995.
    Estudo clássico sobre o crédito baseado em relacionamento e sua importância para pequenas empresas que possuem poucas informações públicas disponíveis.
  • BERGER, Allen N.; UDELL, Gregory F. “A More Complete Conceptual Framework for SME Finance.” Journal of Banking & Finance, v. 30, n. 11, p. 2945–2966, 2006.
    Mostra que o financiamento das pequenas e médias empresas envolve diferentes tecnologias de crédito, como relacionamento bancário, garantias, recebíveis e análise de demonstrações financeiras.
  • PETERSEN, Mitchell A.; RAJAN, Raghuram G. “The Benefits of Lending Relationships: Evidence from Small Business Data.” Journal of Finance, v. 49, n. 1, p. 3–37, 1994.
    Examina como relações duradouras entre empresas e credores podem ampliar a disponibilidade de crédito, ainda que seus efeitos sobre o custo dependam da estrutura de mercado.
  • PETERSEN, Mitchell A.; RAJAN, Raghuram G. “The Effect of Credit Market Competition on Lending Relationships.” Quarterly Journal of Economics, v. 110, n. 2, p. 407–443, 1995.
    Discute a relação entre concorrência bancária, poder de mercado e oferta de financiamento para empresas jovens e pequenas.
  • STEIN, Jeremy C. “Information Production and Capital Allocation: Decentralized versus Hierarchical Firms.” Journal of Finance, v. 57, n. 5, p. 1891–1921, 2002.
    Ajuda a compreender por que instituições menores e descentralizadas podem apresentar vantagens na avaliação de informações locais e não padronizadas.
  • FEDERAL DEPOSIT INSURANCE CORPORATION. Community Banking Study. Washington, D.C.: FDIC, 2020.
    Estudo institucional sobre a definição, a presença regional e o papel dos bancos comunitários no sistema financeiro norte-americano.
  • FEDERAL DEPOSIT INSURANCE CORPORATION. 2024 Small Business Lending Survey Report. Washington, D.C.: FDIC, 2024.
    Pesquisa sobre práticas de crédito dos bancos norte-americanos, incluindo critérios de decisão, relacionamento com clientes, uso de tecnologia e alcance geográfico.
  • FEDERAL RESERVE BANKS. Small Business Credit Survey. Relatórios anuais.
    Fonte para analisar a experiência das pequenas empresas na procura por crédito, as instituições procuradas, os resultados das solicitações e as diferenças regionais.
  • UNITED STATES SMALL BUSINESS ADMINISTRATION. 7(a) Loan Program, 504 Loan Program, Microloan Program and Lender Reports. Washington, D.C.: SBA.
    Documentação oficial sobre os programas de garantia e financiamento voltados às pequenas empresas norte-americanas.
  • BANCO CENTRAL DO BRASIL. Relatório de Economia Bancária. Brasília: BCB, publicação anual.
    Reúne informações sobre crédito, concorrência, spreads, cooperativas, fintechs e estrutura do sistema financeiro brasileiro.
  • BANCO CENTRAL DO BRASIL. Estatística Bancária Mensal por Município — ESTBAN. Brasília: BCB, publicação mensal.
    Base essencial para mapear a distribuição territorial de depósitos, operações de crédito e dependências bancárias no Brasil.
  • COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS. Bases de dados sobre ofertas públicas, debêntures, notas comerciais, FIDCs, securitização e fundos de investimento. Rio de Janeiro: CVM.
    Fonte para avaliar a dimensão, a composição e a concentração dos instrumentos não bancários de financiamento empresarial.

Mauricio Martinelli Luperi é economista, doutor pela FGV-SP e mestre pela USP. Professor e pesquisador há mais de duas décadas, dedica-se ao estudo da macroeconomia, do desenvolvimento econômico, da política monetária e da história do pensamento econômico. Autor de trabalhos sobre equilíbrio geral, metodologia da economia, industrialização e regime de metas de inflação, tem concentrado suas pesquisas recentes na relação entre sistema financeiro, Banco Central e desenvolvimento, formulando o conceito de “autonomia capturada” para analisar a condução da política monetária brasileira.

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para [email protected]. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.

“Democracia é coisa frágil. Defendê-la requer um jornalismo corajoso e contundente. Junte-se a nós: https://www.catarse.me/JORNALGGN

Mauricio Luperi

Mauricio Martinelli Luperi é economista, doutor pela FGV-SP e mestre pela USP. Professor e pesquisador há mais de duas décadas, dedica-se ao estudo da macroeconomia, do desenvolvimento econômico, da política monetária e da história do pensamento econômico. Autor de trabalhos sobre equilíbrio geral, metodologia da economia, industrialização e regime de metas de inflação, tem concentrado suas pesquisas recentes na relação entre sistema financeiro, Banco Central e desenvolvimento, formulando o conceito de “autonomia capturada” para analisar a condução da política monetária brasileira.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados