Jornal GGN – Os mandos e desmandos de juízes no estado do Rio de Janeiro garantiu nesta sexta-feira (18), a liberdade dos 31 manifestantes que na quinta-feira (17) tinham recebido ordem de prisão preventiva, por formação de quadrilha ou bando.
As pessoas haviam sido detidas na terça-feira (15), durante os protestos que ocorreram após a passeata dos professores na Cinelândia. Boa parte foi presa quando estava sentada nas escadarias da Câmara Municipal. Os manifestantes foram levados em três ônibus para delegacia de polícia e posteriormente encaminhada para cadeias públicas.
Há dois dias, a juíza Barbara Alves Xavier, havia decretado que as pessoas deveriam ser presas preventivamente, em condição jurídica mais pesada, garantida para pessoas que cometeram crimes graves.
No entanto, nesta sexta-feira (18) a juíza Claudia Pomarico Ribeiro, da 21ª Vara Criminal, determinou a soltura de todos os 31 manifestantes, rebatendo o indiciamento das pessoas por formação de quadrilha, segundo o inquérito da Polícia Civil.
“Tal delito não se pode comprovar em uma situação flagrancial, pois para sua prática exige-se estabilidade e ato isolado não configura estabilidade, tampouco vínculo entre os associados e permanência. Ainda que se tenham apreendidos objetos materiais suscetíveis de reação à ação estatal, isto por si só não faz caracterizar novamente o delito, pois qualquer pessoa poderia estar portando sozinha máscara, respirador ou até leite de magnésio, a fim de se proteger”, relatou a magistrada.
A juíza também rebateu o fato dos jovens estarem usando roupas pretas como pretexto para classificá-los como de um mesmo grupo, no caso o Black Bloc. “Ademais, não há como demonstrar a existência de um grupo voltado para a prática de crimes apenas de acordo com a roupa e a faixa etária. Torna-se imperioso, portanto, demonstrar o vínculo dos participantes e a estabilidade desta associação criminosa, o que, por meio de um fato isolado e em uma situação flagrancial, resta impossível […] A dura lei não pode ser aplicada em virtude apenas do clamor social, ao passo que se afasta da ética, da verdade real e da própria Justiça”, relata.
A juíza encaminhou a decisão ao Juizado da Infância, Juventude e Idosos, para a tomada das medidas cabíveis no tocante à apreensão de sete menores, também durante os protestos.
Com informações da Agência Brasil
morgana profana
19 de outubro de 2013 6:20 pmHum-hum, sei…
Enquanto isto, qualquer moleque soltando pipa ou fogos no morro apodrece em alguma masmorra por associação ao tráfico…
Teve gente por aqui, e até juiz, escoltado em uma suposta purificação do gosto musical, defendendo a repressão ao funk proibidão como apoologia ao crime…
Como se vê, é tudo uma questão de classe…
Titia não defende que a barbárie jurídica deve ser universalizada como signo de Justiça, mas a seletividade dos juízos de valores sobre condutas é algo ainda mais aterrador…
Só por esta razão gilmar dantas sentiu-se à vontade para sumular o uso de algemas, e dar HC com supressão de instância…
E agora, os bat-coxinhas que cuspiam na deusa Têmis, agora ajoelham em reverência…
Titia pergunta:
Se um grupo marca suas reuniões por meio telemático, arrecadam e utilizam objetos artesanais destinados ao dano (clavas, maças, socos ingleses, bombas incendiárias artesanais, explosivos, etc), vestem-se de máscaras para impedir sua identificação,e investem contra alvos de forma indiscriminada (bancos, lojas, prédios públicos, veículos, etc), e contra policiais, qual é o nome, e qual a medida que lhes deve ser aplicada?
santo deus…santos deus…ai meus sais…
Adilson.
19 de outubro de 2013 6:41 pmEntrevista com jovem saído da
Entrevista com jovem saído da prisão revela um pouco do sentimento da revolta burguesa que tomou conta das ruas do Rio.
Assim falou o jovem estudante Ciro Oitica, o “preso político”(ênfase nas aspas) mais comentado do momento, logo após a sua libertação, na entrevista exclusiva que deu a O Globo. Atentem a primeira pergunta, pois as demais são apenas uma decorrência desse pensamento geracional.
Ao ser perguntado pelo jornalista quando foi a sua primeira manifestação e a sua motivação para ir as ruas, o jovem ativista respondeu:
Desde junho eu tenho participado. As motivações foram inicialmente os serviços públicos de péssima qualidade, a pouca representatividade e a profundidade da desigualdade social.
A reivindicação por melhoria dos serviços públicos, é uma demanda legítima, colocada na pauta pelo MPL e incorporada também a agenda da classe média que sofre com o transporte e o caos urbano nas cidades. Até aí tudo, ok.
A questão da baixa representatividade é polêmica, pois é muito vaga. Existe a opção de reformar o sistema por dentro através de reformas, ou de explodir a democracia representativa de vez, com bombas no parlamento. Caminhando ao lado da turma do PSOL, e de black blocs, fica difícil entender qual é o sentimento das pessoas que ali estão. Me parece um sentimento difuso e confuso também…Muitos votam no Freixo, mas, pelo visto, não hesitariam em queimá-lo vivo dentro da Alerj.
Por fim, quando o jovem fala no aumento da desigualdade social demonstra um total e inacreditável descolamento da realidade. Em que mundo ele viveu nos últimos dez anos para não ver o que aconteceu aqui no Brasil, que reduziu suas discrepantes diferenças sociais como em nenhum momento ao longo da História?!
Ou seja essa grita pela redução da desigualdade é muito semelhante a grita contra a corrupção. Tá na boca da elite desde os tempos da Ditadura Militar, e na maioria das vezes, da boca pra fora, ou por desconhecimento, como parece ser o caso do jovem, ou por acomodação intelectual de ocasião mesmo, como certamente é o caso de muita gente boa que se deixou levar de bom grado pela enxurrada midiática dos últimos anos de que o Brasil está numa merda só, num buraco sem fim como jamais esteve.
Se a Globo não pode quebrar o país de vez, não tem problema, se utiliza da boa fé ou da inocência útil de uma parcela da população cheia de energia e depois a joga as feras contra a opinião pública, como se não tivesse nada a ver com isso. Mas tem sim. O papel que fazem é muito sujo e perverso, dão o fósforo e a gasolina, depois lamentam o circo queimado e criminalizam sem perdão aqueles que atearam o fogo.
Regulação dos meios de comunicação já!
luiz valentim
19 de outubro de 2013 6:46 pmEla inventa crime(está preto e agrupados)para inocentá-los
E se a moda pega (inventar crime que não tem punição)?
Duvido que Delegados experientes tenham alegado que os menininhos estavam de preto e agrupados na escadaria para pedir a prisão.
Quem deve ter inventado isso?
Justifica-se a impunidade DESCONSIDERANDO O CRIME COMETIDO , isso é gravíssimo pra democracia!
Esquece-se os fatos (depredações , ataque a policiais) para justificar a libertação !
Ela SE ATEVE AOS AUTOS?
eLA arranjou subterfúgios?
Paulo Kautscher
19 de outubro de 2013 7:09 pmDE DERROTA EM DERROTA ( ATÉ A VITÓRIA FINAL )
Os manifestantes presos são nossos militantes, independentemente de nossas diferenças táticas e organizativas, pois na luta de classes não há fronteiras que nos dividam contra o inimigo comum. Eles estão presos porque reconhecem e lutam abertamente contra este inimigo, pedagogicamente atacando coisas e não pessoas.
Pela imediata libertação dos presos políticos nas manifestações.
processos arbitrários contra manifestantes.
Pela anulação dos
Pelo Fim da Policia Militar.
Abaixo o Capitalismo.
Lutar, criar o Poder Popular.
Partido Comunista Brasileiro (PCB
morgana profana
20 de outubro de 2013 1:08 amKamarada Bob Kuspe!
Danoninho para todo mundo…
Leite com sucrilhos de manhã…
E TV a cabo na hora que a gente quiser…
A vitória é minha, ganhei na porrinha…
Paulo Kautscher
19 de outubro de 2013 7:09 pmDE DERROTA EM DERROTA ( ATÉ A VITÓRIA FINAL )
Os manifestantes presos são nossos militantes, independentemente de nossas diferenças táticas e organizativas, pois na luta de classes não há fronteiras que nos dividam contra o inimigo comum. Eles estão presos porque reconhecem e lutam abertamente contra este inimigo, pedagogicamente atacando coisas e não pessoas.
Pela imediata libertação dos presos políticos nas manifestações.
processos arbitrários contra manifestantes.
Pela anulação dos
Pelo Fim da Policia Militar.
Abaixo o Capitalismo.
Lutar, criar o Poder Popular.
Partido Comunista Brasileiro (PCB
Sergio Saraiva
19 de outubro de 2013 8:24 pmAh, “comuna” ingênuo.
Ah, “comuna” ingênuo.
Ele vê um bando de burgueses tocando o terror no Rio e em Sampa e enxerga o início da revolução comunista no Brasil.
Não consegue entender que a extrema direita também é capaz de entoar cantos de oposição. Também sai às ruas e atira pedras enquanto canta “eu sou brasileiro, com muito orgulho…”.
Esquece que no Rio são os mesmos que aplaudiram Sergio Cabral quando ele construiu muros cercando as favelas para defender a “mata nativa”. São os mesmos que são capazes de sair em passeata pela liberdação dos blac blocks presos mas nada falam quando a polícia executa 11moradores da Rocinha.
Querem saber onde está Amarildo mas aplaudem o Capitão Nascimento.
A ilusão ideológica não o deixa perceber que entre os “manifestantes contra o capitalismo” podem estar os tais milicianos que perderam poder nas comunidades que dominavam. Nem que partidos políticos possam estar utilizando-se das manifestações em uma “pré-campanha eleitoral”. Só vai perceber quando após o “Fora Cabral” eles começarem a gritar “Fora Dilma” com o Bolsonaro e o Plínio Arruda Sampaio puxando a passeata dos indignados com “tudo isso que está aí”.
Esquece que esses são os mesmos que pedem pena de morte e redução da maioridade penal para 12 anos.
O ingênuo chama-os de “nossos militantes”.
Nossos quem, “comuna” ingênuo?
Ivan de Union
19 de outubro de 2013 8:57 pm“Nossos” que, Paulo?!
“Nossos” que, Paulo?! (2)
Nao ta vendo que sao infiltrados?
André Sousa
19 de outubro de 2013 8:57 pmRevolução comunista com
Revolução comunista com certeza não, muito pelo contrário: Basta ver os Black Blocs egipcios, que são espelho para os BB tupiniquins. Lá eles não estão protestando contra a ditadura militar, tmbm não reclamam da ditadura da Arábia Saudita. A lista deles é: Brasil, Tuquia…. Pq será, só pq são democracias em construção, claro.
Gunter Zibell - SP
20 de outubro de 2013 1:02 amUai, também não reclamam da Rússia, né?
Por que será?
Paulo Kautscher
19 de outubro de 2013 9:32 pmO QUE DIFERE UM REFORMISTA DE UM DIREITISTA?
No seu caso ‘petista” ingênuo.
O ingênuo chama-os de “nossos militantes”.
Nossos quem, “comuna” ingênuo?
Do PT que não são, pois o PT é governo junto com PMDB.
Gunter Zibell - SP
19 de outubro de 2013 9:40 pmPode ser.
Mas os partidos que apoiam a redução da maioridade penal em seus programas de tv são PP, PMDB, PSC e PR.
morgana profana
19 de outubro de 2013 11:17 pmarf…
Outro dogma do her Gunter…E o que dizer da sociedade inglesa, onde crianças podem ser julgadas de acordo com o crime, e com sua capacidade de entenderem o que se passa?
Serão os ingleses uns selvagens?
E os estados da federação estadunidense onde se punem jovens com mais rigor, são territórios da barbárie? Como andam os ínidices de letalidade violenta por lá?
Fica a pergunta, o que fazer?
Titia não sabe, e talvez a diminuição da idade para imputabilidade penal seja inócua no Brasil, talvez sim, talvez não…Será que a manutenção deste paternalismo hipócrita formal tem dado os resultados que se esperava quando se promulgou o ECA?
Mas quem ganha quando os gunters saem a vociferar contra qualquer possibilidade de debate do tema? Ora, os mais conservadores que oeferecem respostas simples e autoritárias…
Um pérola esta divisão binária do mundo que o Gunter fez, e ainda se dá ao luxo de criticar a visão binária dos outros…
morgana profana
19 de outubro de 2013 11:21 pmAté tu, Sérgio?
Sérgio, meu santo, o que deu em você para debater(?) com fóssil da linha albanesa?
Chuta que é macumba, Sérgio, chuta logo e devolve pr’o mar esta oferenda de péssimo gosto…
Ivan de Union
19 de outubro de 2013 8:29 pm“Os manifestantes presos são
“Os manifestantes presos são nossos militantes”:
Sem chance, Paulo, nao sao. ELA ERROU na aplicacao da lei ou eu tou ficando doido, como dito anteriormente. Isso NAO acontece aleatoriamente no Brasil, eh sempre intencional -juiz nao presta, nunca prestou.
So que… NINGUEM SABE QUEM OS LIBERTOS SAO. Entendeu agora? Nao eh suficiente voce dizer que sao “dos nossos”. E eu tou quase apostando que nao sao “dos nossos”…
… por causa do erro na aplicacao da interpretacao da lei -ou da lei em si, ainda estou esperando mais dados daquiloque esta escrito sobre o que eh e nao eh “suscetivel aa acao estatal”…
André Sousa
19 de outubro de 2013 7:20 pmA dura lei não pode ser
A dura lei não pode ser aplicada em virtude apenas do clamor social, ao passo que se afasta da ética, da verdade real e da própria Justiça”, relata.
Será que os ministros do STF que condenaram réus do mensalão baseados nessa premissa vão vestir a carapuça, ou será que pau que bate em Chico não bate em Francisco.
Anarquista Lúcida
19 de outubro de 2013 7:43 pmOs manifests violentos devem ser punidos mas nao c/ leis d exceç
Puni-los por “formaçao de quadrilha” e coisas semelhantes é criar um precedente muito perigoso para qualquer movimento social, e aliás nao é impossível que a funçao que esses manifestantes (que é bem provável que sejam financiados por “forças ocultas”) estejam pretendendo seja exatamente essa: colocar a sociedade a favor de medidas autoritárias.
Agora, poderiam ter sido presos PELO QUE FIZERAM EFETIVAMENTE: pelas depredaçoes, por ex. (mas nao por estarem sentados na escadaria… presunçao de culpa nao vale…). A juíza está certa nisso.
Nós daqui do Blog, que em maioria fomos tao contra o dito “mensalao” por julgar sem provas, nao podemos apoiar isso para outras pessoas. E, lembremos, o direito de cada um só está protegido quando está protegido o direito de todos.
Gunter Zibell - SP
19 de outubro de 2013 8:32 pmÉ isso.
Mas muita gente é binária.
Se a manifestação é contra o interesse de um governador que eu gosto, pau neles.
Se a manifestação é contra o interesse de um governador que eu não gosto, maravilha, ‘a polícia é fascista’, a ‘mídia é golpista’, ‘pode bater que o agredido é parente de jornalista do PIG’.
Essas arbitrariedades nos julgamentos assustam.
E não vale mais ficar dizendo que é tudo ‘troll de direita’, posto que os mais conhecidos sequer comentam nessas horas. Eles se divertem vendo as contradições e pessoas que se pensam de esquerda defendendo modelos neofascistas.
Eu penso que governistas deviam fazer o que você está fazendo, salientar que algumas posturas são contraditórias e prejudicam o próprio discurso do governo.
Mas nesse esforço de realpolitik eleitoreira ficam defendendo qualquer coisa indefensável (ou que jamais defenderiam há 4 ou 5 anos atrás.)
E depois não vão entender porque o PT talvez faça menos governadores em 2014 que em 2010 e vão afundar mais ainda na areia movediça da ‘governabilidade’.
Isso simplesmente não tem como dar certo.
Anarquista Lúcida
19 de outubro de 2013 9:20 pmTudo bem, mas nao tenho compromisso nenhum c/ o gov do RJ
Detesto Sérgio Cabral, em quem nao votei. Mas acho que ficar demonizando-o por coisas que já existiam, e eram até piores antes dele (no governo de Garotinho, por ex., em que as milícias estavam no poder), é isso que você está dizendo, combate pelo combate, sem nenhuma preocupaçao com a verdade do que se está dizendo; por outro lado, defendê-lo pelo fato de ser da base aliada é falta de perspectiva política, e de honestidade intelectual. O pensamento binário agora é perigoso, porque tanto apoiar os manifestantes violentos quanto a arbitrariedade policial podem ter péssimas consequências.
Gunter Zibell - SP
19 de outubro de 2013 9:37 pmEu sei.
Você sempre criticou Cabral. Desde uns 3 anos atrás, quando havia conversas no Forum.
Não acho que se deva demonizar só Cabral. Não deve ser seletivo. E não se deve demonizar ou endeusar pessoas ou partidos, mas ideias e conceitos.
Quem for criticável, que seja criticado no que é criticável. Quem for elogiável, idem.
O pensamento binário está pior, a meu ver, que isso que você fala.
Às vezes me deparo com o seguinte:
Uma mesma pessoa apoia a arbitrariedade polical de SP, mas critica a do RJ.
Outra pessoa apoia Malafaia quando ele fal bem de Lindberg, mas critica quando fala bem de Serra.
Tem quem ache que BBs em SP são ‘luta democrática’, mas que no RJ são ‘vandalismo’.
Se ‘meu eleito’ fala A, A é uma proposta justa. Se o antagonista fala A, A é uma cilada.
Isso já deu, né?
Eu acho que mantive, pelo menos e ao longo dos meses, alguma coerência nos mais variados episódios políticos (ou ‘politizados’)
– Truculência policial > sou contra
– Vandalismo devidamente apurado e julgado, sem recurso a leis por encomenda > sou a favor
– Greves e manifestações em geral > sou a favor
– Secularismo > sou a favor
– Concessões a fundamentalismo religioso > sou contra
– Messianismo, hipocrisia, discursos seletivos > sou contra
Ocorre que essa postura não me deixa em nenhum ‘campo’ grande. Faz parte!
morgana profana
19 de outubro de 2013 11:25 pmIsto quer dizer que você é
Isto quer dizer que você é contra o Estado de Israel na íntegra?
Hu-hum, entendi…
Mandemos o her Gunter na próxima reunião da ONU:
Ele vai propor o fim do estado judeu, afinal:
É a polícia e exército mais violento do mundo!
Massacra um outro povo e faz todas as concessões de violência em nome de uma religião ou de uma coesão estatal religiosa…
Tem hipocrisia, discurso seletivo para dar com pau…
Então ‘tá combinado, o Estado Palestino ganhou mais um militante…
Alah salam maleikum
morgana profana
19 de outubro de 2013 10:28 pmUm apelo a lucidez.
Cara anarquista, leia o nosso ordenamento jurídico e reflita:
Art. 288 – Associarem-se mais de três pessoas, em quadrilha ou bando, para o fim de cometer crimes:
Pena – reclusão, de um a três anos. (Vide Lei 8.072, de 25.7.1990)
Parágrafo único – A pena aplica-se em dobro, se a quadrilha ou bando é armado.
Constituição de milícia privada (Incluído dada pela Lei nº 12.720, de 2012)
Art. 288-A. Constituir, organizar, integrar, manter ou custear organização paramilitar, milícia particular, grupo ou esquadrão com a finalidade de praticar qualquer dos crimes previstos neste Código: (Incluído dada pela Lei nº 12.720, de 2012)
Pena – reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos. (Incluído dada pela Lei nº 12.720, de 2012)
A questão vai um pouco além, e a doutrina explica um bocado de coisa para que determinemos se há ou não a conduta típica, minha cara:
Não há necessidade, sequer, de que os vários integrantes se conheçam, basta alguma estabilidade delitiva, a presença de dois ou mais crimes (é o caso). Há também o requisito da estabilidade (ou seja, não pode ser um evento aleatório), ou uma certa coesão do grupo. Outras vez, é o caso.
Veja você que estas teses serviram para condenar milhares de jovens nas periferias, todos dedicados a atividades complementares do tráfico, ainda assim, colocados no saco da associção (a modalidade de bando para o artifo 35 da lei 11343/06).
Não dá, minha cara, para punir os crimes e seus autores de forma isolada, porque há um nexo causal entre todos os autores e todas as condutas, gostemos ou não…
Eu pergunto, e se fosse um bando de skin heads, ou de nazis, o que você diria?
Anarquista Lúcida
20 de outubro de 2013 1:55 amNao estou a fim de que movimentos sociais sejam criminalizados
Ponto.
Acho que os manifestantes violentos devem ser punidos. PELOS ATOS QUE PRATICARAM, nao por nada mais. Esse seu raciocínio é aplicável ao MST, e se a moda pega pode vir a ser aplicado a sindicatos, e a qualquer tipo de organizaçao com causa.
Ivan de Union
19 de outubro de 2013 10:44 pm“Puni-los por “formaçao de
“Puni-los por “formaçao de quadrilha” e coisas semelhantes é criar um precedente muito perigoso para qualquer movimento social”:
AnaLu, foi rapido demais e foi muitas pessoas e a juiza fez um erro que ainda nao esta explicado pra mim aa luz da jurisputencia brasileira,que nao conheco e que ja conheco, ambos simultaneamente.
Tem alguma coisa errada independente de voce estar certissima. E ta mesmo.
Anarquista Lúcida
20 de outubro de 2013 1:52 amSó me preocupo com pretextos para autoritarismos…
E até desconfio que a funçao dos black blocker (ao menos uma das funçoes) é essa mesmo (além da de impossibilitar outro tipo de manifestaçoes).
Sergio Saraiva
19 de outubro de 2013 7:50 pmComo diria Sócrates – o macaco: eu só queria entender.
Deixa ver se eu entendi:
“Tal delito (formação de quadrilha ou bando) não se pode comprovar em uma situação flagrancial, pois para sua prática exige-se estabilidade e ato isolado não configura estabilidade, tampouco vínculo entre os associados e permanência.”
Logo, meia dúzia de assaltantes presos em flagrante quando roubavam um carro-forte não podem ser acusados de formação de quadrilha. Seria necessário estabelecer antes o “vínculo entre os associados e permanência”. Acertei?
“Ainda que se tenham apreendidos objetos materiais suscetíveis de reação à ação estatal, isto por si só não faz caracterizar novamente o delito,…”
Por esse entendimento, caibro de madeira, barras de ferro, morteiros e pedras nas mochilas, são caracterizados pelo eufemismo de “objetos materiais suscetíveis de reação à ação estatal” e seu porte em uma situação onde foram utilizados para vandalizar e depredar patrimônio público e privado não é motivo para flagrante e detenção. E isso?
Por analogia, estar portando um revólver fumegante ao lado do cadáver de uma pessoa morta a tiros instantes antes também não tornaria o portador suspeito nem sujeito a detenção em flagrante. Entendi?
“… pois qualquer pessoa poderia estar portando sozinha máscara, respirador ou até leite de magnésio, a fim de se proteger”, relatou a magistrada.”
Sim, é do cotidiano, o uso para “proteção” de máscaras e respiradouro. Leite de magnésio, então. Qualquer pessoa que vai a um aniversário infantil, culto religioso ou outra atividade social carrega uma mascara contra gases consigo. Então não há porque suspeitar que as pessoas assim detidas fizessem parte do bando ou quadrilha que as usa para enfrentar o gás lacrimogênio da polícia enquanto arrebenda uma agência bancária. Essa eu acertei, não acertei?
“Ademais, não há como demonstrar a existência de um grupo voltado para a prática de crimes apenas de acordo com a roupa e a faixa etária.”
Isso creio que entendi. Um homem branco, jovem adulto, com a cabeça raspada, usando coturnos e uma camiseta preta com uma suástica estampada, não pode ser acusado de ser um neo-nazista. Nem um outro homem branco vestido em um manto e capuz cônico brancos junto a uma cruz incendiada e portanto um cartaz com a sigla KKK pode ser acusado de pertencer a Ku Klux Klan. Certo?
“A dura lei não pode ser aplicada em virtude apenas do clamor social, ao passo que se afasta da ética, da verdade real e da própria Justiça”
Bravo, afinal prender um jovem todo vestido preto portando uma máscara contra gases em um local conflagrado por depredações feitas por jovens vestidos de preto usando máscaras contra gases seria ceder ao clamor social.
Eu julgo que seria se ater à provas circunstanciais. Mas que sei eu? Um ignorante, isso é o que eu sou.
Ivan de Union
19 de outubro de 2013 8:18 pmEu ia falar (mais pra latir)
Eu ia falar (mais pra latir) tudo que voce disse, Sergio. Voce me roubou. Note a hipocrisia:
“Ainda que se tenham apreendidos objetos materiais suscetíveis de reação à ação estatal, isto por si só não faz caracterizar novamente o delito, pois qualquer pessoa poderia estar portando sozinha máscara, respirador ou até leite de magnésio, a fim de se proteger”, relatou a magistrada”:
Eh, mas ou ela nao conhece legislacao suficientemente e caiu em contradicao no “por si so” ou eu tou ficando doido. Ignorando ate o leviano “qualquer pessoa”, ainda ta mal, muito mal. Vejamos:
MATERIAL SUSCETIVEL DE ACAO ESTATAL eh bomba atomica, evidentemente. Ou DENTRO DE CONTEXTO, faca, molotov, porrete, bomba atomica e H, etc. So que com “respirador” e “leite de magnesio”, que sao claramente defensivos, ela enfiou um “mascara”. Errou feio DENTRO DO CONTEXTO da prisao deles. Ou era ou nao era “material suscetivel aa acao estatal”. De novo… dentro do contexto. Isso ja esta escrito na lei ou nao esta?
Se esta, ela estava tergiversificando pois “por si so” nao inclui mascara e ela nao tem liberdade judicial para assumir que a mascara eh “defensiva” pois isso inclui julgamento de intencao ao qual evidentemente nao chegamos ainda porque ela nao deixou!
(Mais uma vez? Entao ta: dentro do contexto das depredacoes! Eu tou pouco me lixando pra eles serem guilty ou nao, eu quero que ela siga a lei e ela nao o fez, e nem sequer mencionou a INTENCAO da MASCARA que ela enfiou no meio de um contexto de instrumentos DEFENSIVOS que “qualquer pessoa” usaria.)
Em resumo: todos ricos, ninguem sabe o nome deles e nao vai poder checar se sao ou nao sao “gente de bem”, isso eh, conectados.
Alessandre de Argolo
19 de outubro de 2013 9:07 pmCla clap clap
Sensacional hehehe.
luiz valentim
19 de outubro de 2013 8:21 pmRomânticos, Mal Intencionados e Oposicionistas defendem os Black
Há treis tipos de defensores dos Saqueadores, Arruaceiros e Dilapidadores do Patrimônio Público
e Privado:
1- Os Românticos: acham muito bonito ver jovens protestando , mesmo Eem atos anti-democráticos
2- Os Mal Intencionados: Direitistas, Goklpistas e defensores da Ditadura .
3- Opiscionistas: Querem tirar proveito político e se postam contra Governos Locais.
Tem comentarista achando correto libertar por ter os presos se agrupado e vestirem preto. Eu também sou na favor caras pálidas maS NÃO É O CASO EM TELA. Esse contexto foi ARRANJADO SÓ PRA INOCENTÁ-LOS.
joao
20 de outubro de 2013 3:02 amA democracia não tem dono,
A democracia não tem dono, representante, protetor, nem regula livres-arbítrios.
Sem medo da democracia.
Democracia não é direito exclusivo da maioria e nem a defesa da minoria.
Sem medo da diferença
Liberdade Geral
Movimento na contramão atrapalhando o tráfego
Criminalizar e bandidalizar.
Marginalizar “os rios” sempre consistir em ser leal ao domínio, não atrapalhe!
Muitas vozes em muitos movimentos.
Anarquista Lúcida
20 de outubro de 2013 3:25 amCara de pau misturar Luther King c/ 1 movimento violento
Ele que sempre defendeu a nao violência. Google e Facebook estao aí para tumultuar.
marcio valley
20 de outubro de 2013 1:15 pmSobre os black blocks
É muito difícil debater assuntos tão complexos em espaço tão limitado, todavia, tentarei resumir o que penso. Considero que nós, seres humanos, já alcançamos um tal grau de pensamento e civilização que certos modelos de organização social deveriam ser abandonados. Não mais é possível conviver com um sistema que autoriza um pequeno grupo de pessoas a acumular bilhões em dólares, simultaneamente à existência de outro tipo de bilhões, o de pessoas passando fome ou à beira de. Doze milhões e quinhentas mil pessoas morrem todos os anos de fome. São trinta e cinco mil por dia. Isso é produto direto do tipo de sistema econômico que gostamos de defender, no qual a presa (nós) acostumou-se a defender o predador (os donos do poder). Nos últimos vinte anos, o capitalismo matou de fome mais pessoas do que todas as guerras do século XX somadas. Os miseráveis se veem num beco sem saída. Nascem miseráveis e, por isso, são excluídos do sistema desde a origem, como se fossem os párias indianos. E o fato de um ou outro conseguir escapar desse destino não mitiga a perversidade do sistema, sendo apenas exceções que confirmam a regra. É por isso que se elogia tanto um favelado que chegou ao Supremo. Aos olhos das pessoas, isso é quase um milagre. E é mesmo. A realidade não são as casas de classe média, a realidade é a fome da África. Se somos, de fato, seres inteligentes, racionais e civilizados, precisamos adaptar o capitalismo a essa nova verdade de estágio de desenvolvimento. O capitalismo precisa de arranjos e não serão os donos do poder que irão fazê-lo. Nunca foi assim na História. Quem muda o mundo é o povo. As perguntas que martelam minha cabeça são: o sistema pode matar milhões de fome todos os dias, mas o indivíduo não pode se rebelar contra isso? Onde começa o direito à propriedade e termina o direito de revolução? O Estado possui o direito de quebrar a cabeça de alguém, ou de matá-lo, por quebrar a vitrine de um banco? Estamos vivendo uma sociedade onde a propriedade do milionário vale mais do que a vida ou a integridade física dos pobres? Não tenho respostas prontas, mas penso que a solução deve estar próximo de qualquer coisa que preserve a dignidade da pessoa humana, maior de todos os valores. Imagino um sistema econômico futuro onde as metas não sejam de crescimento, mas de decrescimento, com igual descrescimento da população através de intensos programas de natalidade. Imagino um futuro melhor e mais digno, com menos pessoas, menos agressões ao meio-ambiente e menos ou nenhum milionário. Uma social-democracia avançada ao máximo. Isso será possível sem a quebra de alguns paradigmas ou de algumas vidraças?
Gão
21 de outubro de 2013 2:53 amQue conversa mais esquisita
Blackblocks tem complexidade zero. Não tem nenhuma idéia na cabeça, só porretes na mão.
já alcançamos um tal grau de pensamento e civilização…
Jura ? graças a uma atitude backblock, certo ?
Hoje você tem todas as possibilidades de chegar ao poder e modificar qualquer coisa, substituir qualquer sistema, através da palavra e convencimento, quem vir com pedras e bombas incendiárias , além de perder apoio da população vai perder da polícia na porrada, estão tão preocupado com esses meninos mas mandando eles para o matadouro!
Se não tem capacidade de chegar ao poder por vias civilizadas disponíveis imagina que capacidade terão de governar, nenhuma, quem sabe dar paulada está bem longe de saber governar uma cidade, muito menos um país.