12 de julho de 2026

IBGE dá início à coleta da Pesquisa Nacional de Saúde 2026

O levantamento vai até 30 de novembro e envolverá cerca de 1,8 mil entrevistadores, que visitarão por amostragem aproximadamente 140 mil domicílios em todo o país
Foto de Helena Pontes - Agência IBGE Notícias

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) começou, na semana passada, a etapa de coleta de dados da terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), em parceria com o Ministério da Saúde. O levantamento vai até 30 de novembro e envolverá cerca de 1,8 mil entrevistadores, que visitarão por amostragem aproximadamente 140 mil domicílios em todo o país.

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A pesquisa domiciliar busca traçar um retrato das condições de saúde da população brasileira, incluindo hábitos de vida, acesso e uso dos serviços de saúde, presença de doenças crônicas e fatores ligados à qualidade de vida. Os resultados devem subsidiar o acompanhamento e a avaliação de políticas públicas, o planejamento de ações do SUS, o fortalecimento da saúde suplementar e o monitoramento de metas nacionais e internacionais na área da saúde. Segundo o instituto, os dados também ajudam a entender melhor a realidade do país e a embasar estudos voltados à promoção da saúde e à redução de desigualdades.

Exames gratuitos

Uma novidade da edição de 2026 é a coleta de biomarcadores por meio de exames de sangue e urina, oferecidos gratuitamente entre julho e outubro. Entre 15 mil e 20 mil moradores com 35 anos ou mais, em capitais e regiões metropolitanas, serão convidados a participar da coleta em suas próprias residências, e os voluntários receberão os resultados sem custo posteriormente.

Estão previstos exames como hemograma, lipidograma — que mede os níveis de colesterol —, hemoglobina glicada — usada para identificar pré-diabetes e diabetes com base na média de glicose nos últimos três meses —, além de creatinina, ácido úrico, sódio, potássio, sorologia para chikungunya e verificação da presença de metais pesados, como chumbo e mercúrio, no organismo. Os resultados devem gerar indicadores sobre doenças crônicas, fatores metabólicos, função renal e exposição a contaminantes ambientais, entre outros aspectos.

Questionário

Durante a visita, o entrevistador aplica um questionário geral sobre o domicílio, as condições de saúde dos moradores e fatores que afetam sua qualidade de vida. Os temas abrangem doenças crônicas não transmissíveis — como diabetes, hipertensão e colesterol alto —, saúde da mulher, saúde da pessoa idosa, saúde bucal e mental, atividade física, alimentação, tabagismo, consumo de álcool, acidentes, violência, doenças transmissíveis como dengue e chikungunya, pessoas com deficiência, cobertura por planos de saúde e utilização dos serviços de saúde.

Em cada domicílio, um morador com 15 anos ou mais é sorteado para responder a um questionário individual, etapa em que também são aferidas pressão arterial, peso e altura. A medida busca aprimorar a qualidade dos dados e monitorar indicadores de risco como hipertensão e excesso de peso. Todas as informações fornecidas ao IBGE têm caráter confidencial.

Entrevistadores

O instituto reforça que a colaboração dos moradores dos domicílios sorteados é essencial para que os resultados reflitam com precisão as condições de saúde da população. Por isso, orienta que, ao serem procurados por um pesquisador, os moradores atendam e respondam ao questionário.

Os cerca de 1,8 mil profissionais que atuam em campo passaram por treinamento nacional específico, com foco na aplicação dos questionários, em procedimentos de antropometria e na aferição da pressão arterial. Todos devem estar identificados com crachá, uniforme institucional e um dispositivo eletrônico usado na coleta das informações.

Para conferir a identidade dos entrevistadores ou obter mais detalhes sobre a pesquisa, a população pode consultar o site Respondendo ao IBGE ou ligar gratuitamente para o número 0800 721 8181, disponível de segunda a sábado, das 8h às 21h30, no horário de Brasília.

Pesquisa

A PNS teve sua primeira edição em 2013, seguida por uma segunda em 2019, e chega agora à terceira rodada. A nova coleta permitirá comparar os indicadores das três edições e acompanhar as mudanças no perfil de saúde da população brasileira ao longo do tempo. Pela metodologia adotada, cada domicílio sorteado representa um grupo maior de domicílios com características semelhantes, de forma que os resultados finais reflitam a realidade do país como um todo.

*Com informações da Agência Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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