Israel deve realizar eleições nacionais em 27 de outubro, segundo confirmou neste domingo (12) a coalizão liderada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Será a primeira votação desde o ataque do Hamas em 2023 e os conflitos que se seguiram em Gaza, no Líbano e no Irã.
A data do pleito estava indefinida desde maio, quando o Parlamento israelense aprovou sua própria dissolução, abrindo caminho para uma possível antecipação das eleições. Nesta manhã, porém, o líder da coalizão governista, Ofir Katz, informou a uma comissão parlamentar que será mantida a data já prevista em lei, 27 de outubro.
Levantamentos recentes indicam que a coalizão de Netanyahu, formada por partidos nacionalistas e religiosos, enfrentaria dificuldades para vencer o pleito. Ainda assim, seus principais adversários não têm, até o momento, uma rota clara para chegar ao poder, e o quadro político do país pode se alterar significativamente até a votação.
Menos de um ano depois de retornar ao cargo em 2022 à frente do governo mais à direita da história de Israel, Netanyahu viu sua reputação na área de segurança sofrer um golpe duro com o ataque surpresa do Hamas em 7 de outubro de 2023. Pesquisas de opinião apontam insatisfação de parte da população com sua condução à frente do país, especialmente após os desdobramentos da guerra contra o Irã.
Governos israelenses raramente completam mandatos integrais de quatro anos. Netanyahu, o líder que mais tempo permaneceu no poder na história do país, segue sendo descrito como um dos maiores sobreviventes políticos de Israel.
*Com informações da Reuters.
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