Parece que a turma de companheiros da imprensa começa a perceber que rolezinho:
– não é de direita nem de esquerda, pois não é movimento político;
– não é movimento social e, portanto, não exige explicações de sociólogos;
– não é movimento racista e, portanto, dispensa a infeliz opinião da ministra da Igualdade Racial (?) Luiza Bairros;
– não é um debate ideológico, portanto dispensa a opinião dos ideológos de esquerda ou de direita;
– não é movimento de gente sem terra, portanto dispensa o apoio o MST;
– não é um movimento cultural, portanto dispensa apoio do culturistas de plantão.
A turma quer apenas se divertir, quer zoar. A grande questão é o limite. Apenas isso.
Marco St.
18 de janeiro de 2014 1:56 pmRolezinho de analistas e especialistas
Mas no Brasil o que mais tem é “analista e especialista” fazendo filas em emissoras de tv, rádios e jornais p/ nos explicar tudinho sobre qualquer coisa.
Chegou a hora de algum “especialista” nos explicar esse fenômeno também.
Pegue a senha e entre na fila.
Fábio de Oliveira Ribeiro
18 de janeiro de 2014 2:06 pmNão vejo nada demais neste
Não vejo nada demais neste comentário Nassif. O garoto apenas expressou a opinião pessoal dele. Muitos destes garotos que participam do rolezinho provavelmente pensam a mesma coisa que ele. Outros certamente pensam diferente ou tem algum tipo de simpatia pela esquerda. O problema evidente da avaliação que ele fez do próprio movimento é a superficialidade. O rolezeiro em questão não tem uma idéia muito clara do ninho de marimbondos que foi cutucado com os rolezinhos. Zoeira em Shopping promovida por garotos da periferia pobres e escurinhos equivale a romper barreiras sociais e limites raciais que a direita racista de São Paulo sempre desejou preservar. Vi o comentário de um outro garoto rolezeiro que rejeitou a esquerda e fez uma defesa apaixonada do capitalismo e da propriedade privada. O problema neste caso, Nassif, é que “mais capitalismo e propriedade para os neguinhos da periferia usarem tênis de marca e pegarem as minas no Shopping” é exatamente que a direita tradicional branca e racista chama de “comunismo”.
J. Alberto
18 de janeiro de 2014 2:12 pmFalou bonito
Mas que esses rolezinhos escancararam a estrutura classista de São Paulo ninguém pode negar.
Andre Araujo
18 de janeiro de 2014 7:07 pmA estrutura classista da
A estrutura classista da odiada Sao Paulo e a MAIS ABERTA DO PAIS, e a unica estrutura que permite rapido acesso de uma classe a outra PELO TRABALHO,, PELO ESFORÇO, PELA DEDICAÇAO, ou voce acha que e facil a ascensao social no Maranhao, em Alagoas, na Paraiba?
Em Sao Paulo se voce e deidicado a produzir e e competente voce ascende de classe de forma rapida e segura, PORISSO E QUE SAO PAULO ATRAIU TANTOS MIGRANTES de outros Estados, milhoes deles, que no geral se deram bem em Sao Paulo porque nos seus Estados de origem havia uma estrutura coronelistica de CLASSE , de natureza MEDIEVAL, que e intrasponivel.
Os que querem paz e segurança para andar em shoppings com sua familia sao em grande parte pessoas que vieram de fora de Sao Paulo, paulistanos natos de varias geraçoes sao minoria em Sao Paulo.
Ninguem, absolutamente ninguem, e obrigado a tolerar BAGUNÇA, BADERNA no seu espaço de circulaçao, nem mesmo em parques publicos, que dira em espaços privados.
Esses rolezinhos sao primos das invasoes de todos os tipos, como os que deprederam e roubaram a eitoria da USP Leste, depois de 4 meses de ocupaçao, com a inacreditavel tolerancia do Governo de Sao Paulo, incapaz de agir e quando age, erra.
Invasoes de lojas, shoppings, restaurantes, escolas, predios publicos, NAO SAO TOLERADAS EM NENHUM PAIS CIVILIZADO, nao ha leniencia com esses movimentos porque se nao forem contidos podem destruir tudo, ate o Estado.
E sem essa de sociologia de boteco, da esquerda rosa chique, uns bestalhaes que na sua vida privada nao dao um Real de esmola a um paraplegico, que nao ajudam ninguem e que jamais criariam um recem nascido largado na sua porta ,
vem aqui ditar regras de tolerancia porque o rolezinho nao esntrou na casa deles para partilhar o churrasco.
Obelix
18 de janeiro de 2014 8:21 pmMais uma.
Prezados e prezadas,
Ontem, em um post que não me recordo, o Senhor André disse, mais ou menos que São Paulo é exemplo de estado construído a base da ordem civilizatória, ou algo parecido.
Eu lia o comentário para me aventurar a responder ao debate com tão ilustre comentarista, de densidade conservadora e direitista à toda prova, com honestidade sem par.
Mas depois daquela frase sobre civilização, ordem e SP eu desisti.
Confessei-me decepcionado, pois gosto de debater com conservadores, mas tudo tem limites, e uma frase daquelas nos coloca em terreno perigoso.
Vai ver a suprema inteligência do Senhor André estava a pregar uma peça de ironia, e eu, burro que sou, não captei? Pois é, decepcionei-me pela inoportunidade, e recolhi-me.
Eis que hoje o Senhor André nos brinda com sua participação, e eu disse a mim mesmo: “eis aí a sua chance de aprender com ele, e quem sabe travar um bom debate direita X esquerda”.
Qual não foi minha decepção, novamente. Leiam o que consta no seu texto, e em “voz (caixa) alta”:
“Em Sao Paulo se voce e deidicado a produzir e e competente voce ascende de classe de forma rapida e segura, PORISSO E QUE SAO PAULO ATRAIU TANTOS MIGRANTES de outros Estados, milhoes deles, que no geral se deram bem em Sao Paulo (…)”
Confesso que não sou capaz de debater com quem acredita em “troço” destes. Também não vou ceder a tentação da galhofa rasteira, do escárnio. Democracia é respeitar os direitos de todos, até dos que atentam contra ela.
A incapacidade de retrucar uma frase tão asquerosa é um defeito meu, eu sei, e só posso me desculpar por ele, mas oque são os erros senão a exata medida de nossa humanidade?
Fica para outra vez, ou quem sabe, nunca mais?
Saudações.
aliancaliberal
18 de janeiro de 2014 2:16 pmPara defender os rolezinhos,
Para defender os rolezinhos, petista Eduardo Guimarães cria novas raças: baianos, pobres, favelados, etc.
http://lucianoayan.com/2014/01/17/para-defender-os-rolezinhos-petista-eduardo-guimaraes-cria-novas-racas-baianos-pobres-favelados-etc/
Vamos esclarecer toda essa bagunça criada por Guimarães.
A partir do momento em que a opinião pública entendeu o racismo como algo abjeto (com muita justiça, diga-se de passagem), grande parte da esquerda optou por “ressignificar” o termo de forma ridícula e descabida. Basicamente, o que eles fazem é esvaziar o termo racismo de sentido de forma que, quase sempre que ouvimos eles gritarem “racismo”, já podemos suspeitar de embuste. Como sempre, a esquerda presta um desserviço aos grupos que finge defender.
Na ótica estapafúrdia de Guimarães, os protestos contra os rolezinhos são “racismo”. É evidente que na imagem citada por Guimarães vemos uma ou outra instância de preconceito racial, mas totalmente descompromissado e geralmente baseado em provocação juvenil – que existe de todos os lados, como, por exemplo, esquerdistas criticando “brancos de olhos azuis”. O mais risível surge quando, segundo ele, pobres, favelados, baianos, nóias e funkeiros são raças, o que é absolutamente patético.
Um pouco sobre a questão da zoação de alguém devido ao estado em que nasceu. Qualquer paulista, gaúcho ou mineiro já foi satirizado por alguém que mora em outro estado. O mesmo pode ocorrer com baianos. Em muitos casos, as pessoas se sentem incomodadas com essas brincadeiras. Mesmo que exista o incômodo, não temos um caso de de racismo, pois não existe raça baiana, paulista ou mineira.
Em relação a serem pobres e favelados, é verdade que muitos praticantes de rolezinhos são moradores de favelas e pobres. Mas é exatamente por isso que deviam dar o exemplo e pararem de invadir shoppings para fins que não os de consumo. Enfim, cidadãos pobres e favelados precisam de uma melhor representação do que os adeptos de rolezinhos.
Seja lá como for, confundir a maioria das críticas feitas aos adeptos de rolezinhos como “racismo” é uma demonstração cabal de que a capacidade que um esquerdista radical possui de maquiar a realidade parece realmente não ter fim.
Jaime Balbino
18 de janeiro de 2014 3:21 pmNão seria racismo, apenas
Não seria racismo, apenas preservação de um espaço tradicional destinado a um grupo social específico que sempre concedeu generosamente acesso aos demais, com condições.
Para resguardar seu espaço e evitar que se corrompa e se pareça com os demais, se permitem usar violência e a máquina do Estado. Nada mais legítimo para salvaguardar algo bom e raro. Só quem não é do bem, como esses invasoras, ou petista não percebe isso.
Anarquista Lúcida
18 de janeiro de 2014 4:37 pmVc esqueceu o IRONIA ON, ou é reaça assim mesmo?
Ironia tem seus perigos. Apesar de discutir muito com vc, nunca notei reacionarismo em vc, por isso acho que é ironia. Mas o comentário está muito parecido com outros que acham isso mesmo, melhor identificar a ironia.
Jaime Balbino
18 de janeiro de 2014 5:33 pmIRONIA ON
Até tinha editado
IRONIA ON
Até tinha editado para deixar mais claro mas é claro que não foi suficiente.Meu objetivo foi demonstrar que não é possível retirar o viés racista ou justifica-lo, como quer AL.
Anarquista Lúcida
18 de janeiro de 2014 7:02 pmEsse AL é o Aliança Liberal? Pq se vc acha q eu justifico racism
Nesse caso, enloqueceu novamente…
Gunter Zibell - SP
18 de janeiro de 2014 9:18 pmVocê não acredita em esoterismo…
Mas ter as mesmas iniciais que Aliança Liberal só pode ser karma!
Anarquista Lúcida
19 de janeiro de 2014 12:52 amPois é. Ninguém merece…
.
Jaime Balbino
19 de janeiro de 2014 12:44 amClaro que é o Aliança
Claro que é o Aliança! Quando a gente quer abreviar seu nick costuma usar só “anarquista”. Nem tinha reparado nesse seu karma, como disse o Gunter.
Anarquista Lúcida
19 de janeiro de 2014 12:53 amAinda bem…
Temos nossas diferenças, mas senso de justiça é indispensável…
leonidas
18 de janeiro de 2014 5:15 pmAliança vc nao entendeu que
Aliança vc nao entendeu que para a esquerda pobre tem necessariamente que ser ladrao, vandalo , ou incapaz?
Se nao for assim nao pode ser tutelado …rs
Acha mesmo que a esquerda tem interesse em admitir que pobre é alguem capaz da andar sozinho caso tenha acesso a educaçao, saude e segurança apenas por ser cidadao ( nao pq seja negro, gay, ou de algum outro rotulo? rs)
O negocio dos caras e criar o maior numero de guetos possivel para em cima disso criar factoides para manipulaçao politica atraves do peleguismo…
aliancaliberal
18 de janeiro de 2014 6:37 pmleia se possivel Leonidas, e
leia se possivel Leonidas, e muito bom.
Jogo esquerdista: Verdade de classe
Jogo esquerdista: Verdade de classe por LUCIANOHENRIQUE
Observe duas alegações, que não podem ser mutuamente verdadeiras. Ou uma das duas é falsa, ou ambas são falsas. Ei-las:
Animais humanos são uma tábula rasa, e seus desejos e preferências são meras construções culturaisAnimais humanos herdam desejos e preferências de seus genes, não podendo alterá-los por influência do meio
A afirmação 1 é proferida pelas feministas, enquanto a afirmação 2 é proferida pelo movimento gay. Mesmo que ambos os grupos caminhem juntos enquanto pedem dinheiro do estado para corrigir a situação de “opressão” em que viveriam, cada um sustenta suas alegações em princípios mutuamente auto-excludentes.
Para tornar tudo mais irônico ainda, se observarmos o que a psicologia evolutiva tem a nos dizer, ambas as duas afirmações estão erradas. Na verdade, animais humanos não são uma tábula rasa, pois seus instintos e tendências são herdados biologicamente, mas o meio cultural pode influenciá-los no melhor uso de seus instintos ou desejos, ou mesmo no abandono ou adaptação de alguns desses instintos, desejos e preferências.
Em resumo, tanto gayzistas como feministas mentem em suas alegações centrais a respeito do mundo, e, se suas demandas são iniciadas em mentiras deslavadas, é claro que não demora para encontrarmos as fraudes não só em suas alegações centrais como também na maioria de suas teses derivadas dessas alegações.
O problema é que todos os tipos de discurso esquerdista são elaborados a partir de fraudes, e eles aparentemente não se sentem nem um pouco constrangidos em criarem fraudes todos os dias. Para eles, criar uma nova fraude intelectual parece ser uma diversão.
Alguns questionamentos imediatos podem surgir. O que leva os esquerdistas a apreciarem tanto a prática de contar mentiras, sem se importar com a veracidade do que dizem, mas apenas com o efeito político de seu discurso? Será que eles não ficam incomodados planejando discursos mentirosos quando conversam entre eles? Eles não se envergonham desse tipo de atitude?
Para compreender como funciona este modelo mental, que não vê problemas em inventar fatos sobre o mundo de maneira deliberada para justificar suas ações, temos que voltar no cerne do jogo da Simulação da Guerra de Classes, onde aprendemos que o esquerdista simula estar no meio de várias “guerras” entre classes em conflito. Uma dessas classes será definida como oprimida e a outra como opressora, e o esquerdista dirá que está do lado da classe oprimida. Entretanto, muitas dessas “opressões” na verdade são ilusões, feitas para capitalização política.
Exemplos de fraudes estão no fato de atualmente eles definirem as mulheres como oprimidas em conflito contra opressores, que são os homens. Ou mesmo de gays serem definidos como oprimidos em conflito contra opressores, que seriam os heterossexuais. Na verdade, nossa sociedade ocidental, considerando os paradigmas da liberdade individual iluminista (num contexto muito mais democrático do que o fascismo defendido pela esquerda), não tem posições para homens/mulheres ou heterossexuais/heterossexuais que os classifique como opressores ou oprimidos. (Cuidado: um homem pode oprimir uma mulher, e uma mulher oprimir um homem, ou um gay pode oprimir um heterossexual, e um heterossexual pode oprimir um gay, mas isso ainda não significa classes em conflito)
Biologicamente, temos boas explicações para o fato de muitas mulheres escolherem um marido com maior status que ela, assim como para o relacionamento heterossexual ter se tornado normatizado em nossa sociedade.
Pois bem. Se mostrarmos a teoria de Darwin demonstrando que hoje em dia as demandas esquerdistas vão na contra-mão do que a biologia tem a nos ensinar, eles se enfezam e, em muitos casos, citam a teoria crítica, criada pelos teóricos da Escola de Frankfurt. Nessa teoria, prega-se que se a realidade vai contra a ideologia, dane-se a realidade. Em outras palavras, a verdade é aquilo que atende aos interesses de classe. Verdade de classe.
Quando o esquerdista joga este jogo, seus “argumentos” são selecionados não por sua validade empírica ou filosófica, mas por que atendem ao interesse da “classe”. (Mesmo que, como eu já tenha apontado anteriormente, essas classes sejam definidas de forma arbitrária, com o único objetivo de capitalização política)
No exemplo do feminismo, a teoria de gênero já foi demonstrada como uma fraude completa, e um dos melhores desmascaramentos foi publicado em um post recente aqui. Mas, quando confrontados com os fatos, esquerdistas começam a protestar dizendo que “as informações divulgadas privilegiam a classe opressora, portanto devem ser renegadas”.
Assim sendo, este jogo constitui-se em uma falácia ad hominem levada às últimas consequências, em que as idéias são aceitas como válidas se atendem ao interesse da classe definida como oprimida, e inválidas se atendem ao interesse da classe definida como opressora.
Em resumo, o esquerdista mente em quantidade impressionante por que isso faz parte do jogo dele.
http://lucianoayan.com/2013/08/17/jogo-esquerdista-verdade-de-classe/
Lucas Gomes
18 de janeiro de 2014 2:34 pmnão é movimento social? ué, e
não é movimento social? ué, e eu que achei que a coisa era um fenômeno de um setor específico da sociedade.
não é movimento racial? ué, e eu que achei que ele era composto quase que integralmente por jovens negros e pardos.
dispensa apoio do MST? ué, e eu que achei que movimento social classista existia entre outras coisas para prestar solidariedade aos demais setores precários da sociedade e da classe trabalhadora quando eles são vítimas de violência do Estado.
A grande questão do limite não é o limite da diversão, é o limite da aplicabilidade da força repressora e da lei. Pode a polícia bater em jovens pobres para coibir um evento de tipo “rolezinho”? Com tanta naturalidade eles descem o sarrafo e mandam os jornalistas não gravarem as cenas… Pode a justiça permitir que os shoppings passem um filtro em seus frequentadores? Vamos deixar que os shoppings privatizem enormes espaços da cidade assim sem mais nem menos? Dizem que é opção de lazer, mas fica claro que é só para alguns. Esse é o limite tenso a ser discutido: os shoppings privatizam o espaço público e lazer e parecem não querer acrescentam nada à sociedade.
Mario Marinho, o novo sociólogo express que não gosta de sociólogos.
João Morais
18 de janeiro de 2014 2:38 pmexige explicação sociológica sim
os shoppings centers são lugares onde jovens de distintas classes sociais podem perceber de modo ostensivo suas diferenças socioeconômicas.
leonidas
18 de janeiro de 2014 5:10 pmComo shopping Aricanduva e
Como shopping Aricanduva e Itaquera né potencia? rs
Alias sempre ha diferenças socioeconomicos, mesmo para os da dita classe média
Incluindo ai a sua ilustre pessoa, que imagino nao aceitar ser rotulado como um impedante nocivo aos interesses dos menos favorecidos, ainda que nao conceba a ideia de dividir seus bens com nenhum deles ( No que esta absolutamente certo )
Agora errado é a DEMAGOGIA de jogar a acusaçao de ” elite ” em cima dos outros é achar que é sempre os ” outros ” os viloes ainda que voce nao tenha a menor ideia das diferenças socioeconomicas das partes envolvidas ( tanto do lado de quem faz, como do lado de quem se sente agredido ) nestes tais rolezinhos né?
Cada uma… rs
Obelix
18 de janeiro de 2014 2:51 pmA ditadura das explicações e a democratura das inexplicações.
Prezados e prezadas, pemitam-me a piada.
No décimo oitavo dia, do mês de janeiro do ano de dois mil e catorze, da Graça do Nosso Senhor Algorítmo, o pronunciamento da sabedoria virtual do Sumo Pontífice, Mario Marinho (coincidência o sobrenome?), ou:
E do Feicebuquistão, as trevas.
No mundo das simplificações amplificadas, há um movimento linear de planificação do entendimento, surgido como resposta a complexificação excessiva dos cientistas sociais, porém nem sempre dispensável.
Os sacerdotes da obtusidade declaram que aquilo que não se entende, se explica por si mesmo, porque simplesmente é.
A intenção não é clara, pois os sacerdortes nunca poderão aprofundar nada, sob pena de declararem a si mesmos como infieis de seu credo minimalista de conteúdo, mas maximalista de forma.
Cabe a nós acreditar de joelhos, ou blasfemar.
Vamos a dissecação do cânone:
“Parece que a turma de companheiros da imprensa começa a perceber que rolezinho:”Comentário: Aqui há a classificação inicial, onde o termo “companheiros”, ao contrário do termo de tratamento mútuo dos jornalistas “descolados e imparcais”, que se chamam de “coleguinhas”, já revela a presunção de colocar o “outro” (“os companheiros”) em um campo definido e rejeitável. “- não é de direita nem de esquerda, pois não é movimento político;”Comentário: A materialização do sonho ideológico contemporâneo dos legionários do Feicebuquistão é despolitizar qualquer manifestação, antes que qualquer grupo a capture politicamente (ou não), ou antes que estes movimentos façam suas escolhas. Dizer que não é de direita ou de esquerda, é dizer antes que ele não pode ser de esquerda NUNCA, porque a direita nunca se apresenta como ela é, pelo seu nome. Diz-se sempre imparcial, apartidária, neutra, pelo fim da corrupção, etc, etc. Como veremos lá no final desta pequena manifestação da sharia feicebuquistanesa, as coisas são o que são, as pessoas fazem as coisas só por “zoar”, “curtem por curtir”.A base comum dos regimes autoritários, ainda que virtuais: a classificação pela desclassificação ideológica, política e social. – não é movimento social e, portanto, não exige explicações de sociólogos;Comentário: Neste caso, é a religiosidade feicebuquistanesa a serviço do cacoete autoritário de viés duplo: a) Determina aquilo que não é, embora desconheça que qualquer manifestação coletiva é um movimento social, ainda que reconheçamos que seu caráter seja multifacetado ou não coeso ideologicamente (ou não reconhecível a “olho nu”); b) Afasta e rejeita a produção de conhecimento por aqueles que podem ou desejam fazê-lo, manifestando o ódio conhecido dos sacerdotes do Feicebquistão pela construção do saber acadêmico que lhes fuja do controle. Especialista crível só aqueles “eleitos”. Esta é a base filosófica da queima de livros, ou de conceitos como arte degenerada. – não é movimento racista e, portanto, dispensa a infeliz opinião da ministra da Igualdade Racial (?) Luiza Bairros;Comentário: O que seria um movimento racista? Onde, em nossa sociedade, permanentemente filtrada por escolhas raciais, e onde a desigualdade racial está presente em quase todos os nossos conflitos, poderá o sacerdote dizer-nos que a Ministra tem ou não o direito de dar sua opinião institucional? Quando usa o termo racista, o sacerdote manda uma mensagem subliminar aos que detestam a admissão de que temos conflitos raciais permanentes no país. É um racismo de sinal invertido, ou melhor, um tipo novo: o racismo preventivo.Espantosa inversão de valores: Antes brigávamos para que o Estado e seus entes não nos censurasse, agora temos que cuidar para que o sacerdote do Feicebquistão não pretenda censurar uma integrante do governo. Seria até cômico se não fosse trágico. – não é um debate ideológico, portanto dispensa a opinião dos ideológos de esquerda ou de direita;Comentário: Vale o mesmo comentário que fiz sobre direita e esquerda. – não é movimento de gente sem terra, portanto dispensa o apoio o MST;- não é um movimento cultural, portanto dispensa apoio do culturistas de plantão.Comentário: Mais do mesmo. Tanto que juntei os dois últimos para não gastar mais o meu, e o tempo de vocês. Neste caso, o sacerdote tenta bloquear a possibilidade de articulação e a dinâmica dos movimentos sociais. É claro que os meninos e meninas do rolê não tem (ou tem, não sabemos ainda) noção dos parâmetros que estão movimentando, ou seja, é bem provável que não tenham consciência de si mesmos.Mas o que mais se ouviu do lado dos sacerdotes do Feicebuquistão, como este aí é: de um lado a criminalização estúpida, de outro a descaracterização de qualquer chance de que eles possam aprender com seus movimentos espontâneos e se articularem como movimentos integrados aos demais. A turma quer apenas se divertir, quer zoar. A grande questão é o limite. Apenas isso.
Comentário: E para fechar a lógica religiosa feicebuquistanesa, reduzem tudo a diversão (e é), como se diversão e mobilização política fossem antagônicas, ou mais ainda, como se pessoas que querem se divertir não pudessem ultrapassar as fronteiras da mobilização pela diversão para outras questões mais densas.
Quando reduz tudo a “zoar”, ou “curtir”, e a uma questão de “limite”, o sacerdote apenas revela que quer manter o controle sobre aquilo que ele deseja manter ininteligível, fluído, disforme mas conectado aos limites do seu país de obscurantismo virtual.
E o título dado pelo editor do blog mostra que a mensagem do sacerdote angariou apoio até onde não se imaginava.
Carlos FM
18 de janeiro de 2014 5:41 pmVai virar “post” quando?
Nassif, se a porcaria de comentário do M. Marinho virou postagem do blogue, quando o mesmo acontecerá com a excelente refutação escrita pelo Obelix?
RVeiga
18 de janeiro de 2014 2:55 pmUm vídeo antigo sobre
Um vídeo antigo sobre racismo, muito bom: http://www.fatocurioso.com/o-comercial-anti-racismo-mais-impactante-que-voce-ja-viu/
RVeiga
18 de janeiro de 2014 3:01 pm> A turma quer apenas se
> A turma quer apenas se divertir, quer zoar. A grande questão é o limite. Apenas isso.
Esta frase sintetiza tudo o que interessa quanto aos “rolezinhos”. À esquerda e à direita, tem muita gente pegando carona e querendo faturar politicamente em cima da zoeira dos meninos e meninas da periferia. Que, basta olhar alguns vídeos postados, se excedeu e muito nessa zoeira. Milhares de jovens correndo e gritando dentro do espaço fechado de um shopping, atrapalhando o fluxo de pessoas, excede qualquer limite tolerável.
peregrino
18 de janeiro de 2014 3:11 pmé o nonsense mais divertido do mundo…
por isto pode ser qualquer coisa
Jaime Balbino
18 de janeiro de 2014 3:12 pmDe fato não é movimento
De fato não é movimento racista, mas a analise ignora que há DOIS MOVIMENTOS: um são os rolezinhos e o outro é o CONTRA-ROLÊ. É esse forte movimento de resistência aos rolezinhos que tem todas as características apontadas no texto. Principalmente o preconceito e o racismo, como bem identificou a ministra.
Rabuja
18 de janeiro de 2014 3:55 pmOs rolezinhos são apenas para
Os rolezinhos são apenas para zoar, concordo. A internet apenas amplificou e radicalizou as posições, como acontece com tudo atualmente.
Mas os shoppings são a cidadela de uma classe que está inconformada depois de perder a exclusividade nos aeroportos, nas universidades e em outros lugares que tinham uma barreira enorme aos que estavam embaixo.
Não está tão fácil mais ser sacoleiro em outlets de Miami depois que o dólar e o IOF no cartão pré-pago subiram…
João Jorge
18 de janeiro de 2014 4:01 pmO Marinho tá por fora: a
O Marinho tá por fora: a questão não é o “rolezinho”. A questão é “a proibição e a repressão ao rolezinho”, tanto dos empresários, donos de shopings, quanto do Governo do Estado, através de sua polícia, quanto do judiciátio.
Anarquista Lúcida
18 de janeiro de 2014 4:42 pmO objetivo ser diversao nao anula a dimensao sociológica
O texto é de uma mediocridade enorme, mistura alhos com bugalhos, e só diz clichês. Que os próprios integrantes dos rolês nao tenham intenção de fazer um movimento reivindicatório ou de denúncia da exclusao é bem provável; o que nao impede que seja efetivamente um, e mereça sim análises.
CELSO ORRICO
18 de janeiro de 2014 4:54 pmkd o AA??
kd o AA para ler esse artigo e repetir que o rolezinho espanta investimento e prejudica os negócios?? veja que só tem grandes franquias..
Do Tijolaço..
O “rolé” do comércio pelas favelas e periferias
18 de janeiro de 2014 | 12:09 Autor: Fernando Brito
O (ótimo) blog do economista Fernando Nogueira da Costa reproduz artigo, publicado no Valor Econômico, no final do ano passado, sobre um fenômeno muito curioso.
Aliás, até irônico, enquanto uma mídia de mentalidade elitista se escandaliza com o rolezinho dos jovens de periferia nos shoppings de São Paulo.
É o avanço das lojas de franquia – base do comércio dos shoppings – nas áreas de favela e periferia dos centros urbanos.
Ao contrário da garotada, eles não estão lá para “zoar e dar beijo na boca”, mas para ganhar dinheiro.
Cuja cor, qualquer que seja, é muito apreciada.
Inclusão Mercantil: Potencial de Consumo nas Favelas Brasileiras
Kátia Simões (Valor, 29/11/13) informa que “uma massa de renda igual ao consumo total de países como Paraguai e Bolívia, nada menos do que R$ 63,2 milhões, e uma população de 11,7 milhões de consumidores, o equivalente ao quinto maior Estado de país. Essa é a realidade das favelas brasileiras e o cenário que muitos empreendedores esperam conquistar nos próximos anos. Algumas redes de franquias saíram na frente, embaladas pelo movimento de pacificação das comunidades no Rio de Janeiro e o crescimento do poder de compra das classes C e D, que neste universo representa 65% dos habitantes.
“No início dos anos 2000, quando a marca chegou ao Brasil, nosso projeto era expandir em regiões voltadas à classe A/B. Sequer imaginávamos que pouco mais de uma década depois abriríamos lojas em comunidades”, salienta Roberta Damasceno, gerente nacional de expansão da Subway. “À medida que fomos crescendo no país, fomos ganhando espaço em regiões mais populares com respostas muito positivas, o que nos incentivou a subir o morro.” A primeira unidade em comunidade foi aberta há dois anos, na Rocinha, na sequência, veio Rio das Pedras e até janeiro de 2014 a Subway marcará presença, também, no Complexo do Alemão. Os resultados, de acordo com a executiva, superaram as expectativas. Nos primeiros meses, o faturamento chegou a ser 30% superior ao registrado nas demais lojas e as filas eram constantes na porta.
Embalada pelo bom desempenho nas comunidades cariocas, a rede de sanduíches americana se prepara para expandir, a partir de 2014, em regiões mais afastadas do ABC paulista, de Salvador e nas cidades satélites de Brasília. “Nosso maior desafio é encontrar espaços grandes disponíveis e a preços aceitáveis, porque nossas lojas têm em média 80 metros quadrados”, declara Roberta. “A valorização imobiliária nas comunidades cresceu muito e alugar um espaço na Rocinha custa tanto quanto no asfalto, às vezes até mais”. Hoje, a Subway conta com 1.321 lojas no Brasil, distribuídas em 400 cidades e espera crescer pelo menos mais 300 unidades em 2014, algumas em regiões mais populares.
Renato Meirelles, sócio do Instituto Data Popular, ressalta que encontrar um ponto é, sem dúvida, um dos grandes desafios de redes que desejam crescer em comunidades. “A oportunidade é gigantesca, mas engana-se quem acredita que a concorrência é baixa e os pontos fartos e baratos”, alerta. “No Rio, por exemplo, as comunidades são verticalizadas, o que dificulta o acesso e a disposição de áreas para unidades de grande porte, por exemplo. Já em Salvador e São Paulo, são mais horizontalizadas, facilitando o processo”.
A concorrência também não é das menores. Segundo Meirelles, do total de brasileiros morando em favelas,aproximadamente 20% vivem economicamente da exploração de um pequeno negócio. Pesquisa feita pelo Data Popular, com apoio do Sebrae, revela que 47% dos empreendedores iniciaram na atividade atual há menos de três anos, reflexo direto do incremento do poder de consumo registrado no país nos últimos tempos.
Presente na Rocinha há cinco anos, o Bob’s, com mais de mil pontos de venda no país, vê com bons olhos a chegada de novos varejistas por lá. “Desde que abrimos a primeira franquia da rede no morro não tivemos nenhum tipo de problema, pelo contrário, a comunidade valoriza muito quem oferece produto e serviço de qualidade“, assegura Marcello Farrel, diretor geral da marca. “Para atingir uma gama grande de consumidores, temos sanduíches a partir de R$ 4, o que torna o nosso negócio acessível a todos”. A marca vive um momento deinteriorização, seguindo em direção a cidades entre 60 mil e 80 mil habitantes, e para bairros distantes, mais populares, porém com bom potencial de consumo, como Queimados e Mesquita, ambos no Rio de Janeiro.
Na visão de Beto Filho, presidente da ABF Rio, um dos segredos do bom desempenho das redes nas comunidades está na escolha do franqueado. “Quando o parceiro é da comunidade ou conhece bem a região, facilita a escolha do ponto e a própria operação”, observa Filho. “Para o franqueador, o ponto é igual a qualquer retorno, se a viabilidade é boa, por que não investir?”
Demanda tem de sobra, principalmente para as áreas de serviços e educação. Outro cuidado é investir na contratação de mão-de-obra local. Além da boa disponibilidade, ainda há muita resistência por parte das pessoas em se deslocar para trabalhar na comunidade.
Esta é a receita da rede VestCasa, especializada em cama, mesa e banho, com 120 lojas, 60% em bairros populares. Inspirada no bom desempenho alcançado pelas unidades da Rocinha e Rio das Pedras, o franqueador Ahmad Yassin se prepara para inaugurar ainda em dezembro uma loja de 60 metros quadrados na comunidade de Paraisópolis, em São Paulo. “Nossa estratégia é estar o mais próximo possível do nosso público-alvo, as mulheres das classes C/D“, afirma Yassin.
“Deste modo, as favelas se ajustam plenamente ao nosso projeto, já que concentra boa parte desta população“. Hoje, a rede tem três lojas em comunidade e seis em cidades com menos de 30 mil habitantes. Em todas procura recrutar e treinar mão de obra local, pessoas que conhecem bem a região, que fazem uma boa divulgação boca a boca e têm o desejo de trabalhar próximo de casa. “O faturamento das lojas assemelha-se às demais, na casa dos R$ 70 mil mensais“, afirma o empreendedor, observando que vem crescendo o interesse dos moradores das comunidades em se tornar um franqueado, um movimento que há poucos anos não existia.
Há 12 anos, Sila Vieira, Carlos Pedro e Elaine Ramos tinham por missão correr o Morro dos Macacos, no Rio de Janeiro, batendo de casa em casa para completar as entrevistas para o senso do IBGE. O desafio era grande mesmo para quem, assim como eles, nascera e crescera na comunidade. Becos e vielas muitas vezes se fundiam e o risco de alguém ficar fora do recenseamento era grande. Foi quanto eles perceberam que poderiam transformar o desafio em uma oportunidade de negócio, afinal os Correios também tinham dificuldades para encontrar os moradores.
leonidas
18 de janeiro de 2014 5:01 pmé incrivel…rs
o maluko
é incrivel…rs
o maluko coloca a informaçao de que há comercio em favelas e acha qufe isso é o mesmo que rolezinho no shopping
putz…
CELSO ORRICO
18 de janeiro de 2014 7:33 pmmaluco?
é esse o tratamento usual no seu meio? ou vc não leu direito ou fumou o cigarro do capeta e eu que sou “maluko”..ah bão..
Nicolas Crabbé
18 de janeiro de 2014 6:02 pmNão entendi
Desculpe, mas não vejo a relação entre o aumento das franquias e do comércio nas favelas, decorrente do aumento do poder aquisitivo da sua população, e os rolezinhos em shopping.
CELSO ORRICO
18 de janeiro de 2014 7:30 pmé que vc não leu..
Nicolas, é que vc não leu um comentário da AA sobre os rolezinhos onde ele dizia que os “pobres e sua zoação” espantariam os investimenos e mancharia a imagem do Brasil lá fora..as franquias estão se expandindo exatamente nos locais de origem daqueles que fazem o rolezinho…contraditório, não?
leonidas
18 de janeiro de 2014 5:03 pmOs politicos sem vergonhas de
Os politicos sem vergonhas de sempre ( PT, PSDB, PMDB e afins ) mais uma vez usam da demagogia para tentar lucrar com algo que nao tem relaçao alguma com protesto de nada…rs
O MP que é composto ( deveria ao menos ) de gente lucida esta tentando articular entendimento com os ” jovens ” do rolezinho para nao haver excessos segundo li hoje na midia
Isso é a coisa MAIS IDIOTA do ano, como vc argumenta com pessoas que NAO TEM lideres e mesmo que tivessem nao possuem o menor controle sobre nenhum jovem alias nem os imbecis que marcam o envento tem ideia de quanta gente pode vir e no que dara caso ocorra principio de panico dos frequentadores dos shopping por alguma reaçao impensada de um popular ao se sentir incomodado.
E outra COMO NEGOCIAR COM GENTE INIMPUTAVEL?
rs
È ridiculo!!!!!!!!
E como tentar falar com crianças, elas se comprometem no momento por achar que estao tendo ibope e acabou a conversa a zona volta como de inicio
Pra finalizar esses vagabundos que agora sao taxados de pobres negros impedidos de ir ao shopping, SEMPRE FORAM AO SHOPPING e NUNCA FORAM BARRADOS
Só começaram a ser barrados ( e muito bem feito por isso ) quando adotaram principios de TORCIDA ORGANIZADA algum dos idiotas que alega haver cerceamento da liberdade de um bando acha inconstitucional a escolta da PM nos deslocamentos de torcida organizada?
Oras essa todo grupo organizado deve ser visto como algo com potencial para causar disturbios, e a experiencia PRATICA ja deixa claro qufe eses vagabundos sao mestres na arte de vandalizar e atentar contra as autoridades constituidas, com o agravante repito de tratar-se de gente em sua imensa maioria INIMPUTAVEIS
Só mesmos os imbecis para achar que trata-se de gente com um nivel minimo de noçao do que faz….
Fernando Lopes
18 de janeiro de 2014 5:27 pmPreconceito é a palavra !!
Concordo com tudo o que você disse mas você se esqueceu de que o problema em si não é o “rolezinho”. O problema é a reação a ele!! A reação ( dos shoppings e de toda a elite) é que revela (no sentido de desvendar, deixar a mostra) como a sociedade brasileira é racista.
E como a elite e a classe média tem vergonha de ser brasileiro!! Acham que é menor ser brasileiro ! Tanto que caem nesta estupidez de ficar usando têrmos em inglês para as coisas mais “cool”, mais “hype”e etc. Por isso surgiu esta verdadeira estupidez da cultura nacional que é o Shopping Center!! Começa pelo nome, continua naquela estética e arquitetura horríveis que todo shopping apresenta, se reforça nas marcas famosas que são vendidas a preço de ouro apesar de ter qualidade de cocô, nos seguranças ostensivos, nas portas elétricas fechadas…
Sabendo disso eu diria aos pais de família que o pior lugar para seu filho frequentar é um shopping, não por causa do rolezinho mas por causa do shopping em si !
Em tempo em Portugal não tem shopping, tem CENTRO COMERCIAL e ainda dizem que o burro é o português!!!
Mauro Segundo 2
18 de janeiro de 2014 5:37 pmPara mim, parece um movimento
Para mim, parece um movimento de uma juventude alienada, que quer fazer parte de um mercado de consumo, ter acesso a marcas de grife e de ostentação etc, que é o que ele vê nas músicas, na TV, na revista, na novela.
São sub-produto do sistema capitalista selvagem que reina no Brasil.
Representam o oprimido que quer ser um dia opressor, como poderia dizer Paulo Freire.
São o resultado da educação e consciência de cidadania absolutamente tortas, ofertada por 20 anos de governos de direita em SP.
Essa garotada não sabe o que é CPMF, não protestou na época da sua queda, e curte ” funk ostentação” porque acha que as pessoas valem pelo que têm, não pelo que são.
Pior que suas atitudes, só o preconceito da classe média e seus representantes, que acha que um dia poderão construir um muro que de fato os separem da realidade que produzem.
Anarquista Lúcida
18 de janeiro de 2014 7:12 pmConcordo q o movimento indique alienação dos participantes; mas
É tb manifestação de exigência de reconhecimento do direitos (até mesmo do direito a ser consumista e ao espetáculo), e de revolta contra a exclusao de certos espaços. Quer saber? É uma manifestação de luta de classes, EMBORA NAO ACOMPANHADA DE CONSCIÊNCIA DE CLASSE. A vivência subjetiva dos participantes pode ser outra, mas o significado objetivo dos rolês é por aí.
CELSO ORRICO
18 de janeiro de 2014 7:26 pmestrelei pra vc..
estrelei pra vc Analu, nada mais que luta de classe nos tempos modernos e sob novas modalidades..não lembro de Marx ter dito que o Lumpen Proletariado tinha consciência de classe, o que era um exército industrial de reserva (almeijavam o emprego) pode ter se tornado um exército consumista de reserva (almeijam consumir também)..
“tudo muda, a única coisa que não muda é mudança”
Anarquista Lúcida
18 de janeiro de 2014 8:01 pmMas mtos querem q a reali// se encaixe mecanica/ nas categorias
Problema de esquematismo mental. Nada mais anti-dialético (e portanto anti-marxista) do que uma interpretação fossilizada (ou formolizada…) das idéias de Marx. Q continuam super válidas, mas têmn que ir integrando as mudanças ocorridas nas sociedades.
Juliano Santos
18 de janeiro de 2014 5:49 pmE esse cara não percebe
E esse cara não percebe que:
Não é de esquerda nem de direita, certo. Mas o apolítico também é político. E “hordas” de negros entrando em shopings de luxo sempre vai ser um gesto político no Brasil. Mesmo que nenhum deles saiba quem foi Marx, que alias nunca foi lido pelo Lula.
Se sociólogos esperassem que movimentos sociais os chamassem para que analisassem alguma coisa, não exisitiria sociologia. Os movimentos mais orgânicos acontecem sem grandes teorizações a priori. O movimento não é racista claro. Mas a reação a eles, botando seguranças na porta fazendo triagem, é. Qual seria o critério? Adivinhe. Portanto exigiu sim o pronunciamento da ministra
Não é ideológico, mas não impede a abordagem do fenômeno por esse viés. Os que acham que os garotos tem que tomar cassete no lombo são facistas. Os que acham que tem que permitir o rolezinho são libertários. Isso é ideologia. Não são sem teto, mas são sem shoping. E se são funkeiros, o que é um movimento musical, cultural, o debate sobre a legitimidade dessa expressão e todo preconceito entorno dela é válido.
Tirando isso, é verdade que existem excessos de “especialistas” na mídia, que são chamados a toda hora para qualquer assunto. E esse cara foi mais um que fez uma analise rasteira
aliancaliberal
18 de janeiro de 2014 6:58 pmE automático tem que ter o
E automático tem que ter o uso do termo “facistas”, num texto esquerdopata.
Se o objetivo é protestar contra as injustiças, o shoping é o lugar menos adequado, se é para protestar que se faça rolezinho na casa do governador, prefeito, presidente, deputado.
A elite frequenta é shopings de NY, Londres, Paris, Miami.
Gunter Zibell - SP
18 de janeiro de 2014 8:25 pmAntes de ver seu comentário
comentei muito parecido.
Só acho que o post foi irônico. Só pode ser. Deve estar se referindo a análises rasas feitas na imprensa, meio que as resumindo..
Eu discordo da sua frase ‘apolítico também é político’. Eu acho que em sociedades organizadas na forma de Estados a maior parte, se não a totalidade, de manifestação é de algum modo política.
Por isso eu preferi a expressão ‘apartidário mas não apolítico’.
RVeiga
18 de janeiro de 2014 9:35 pm> E “hordas” de negros
> E “hordas” de negros entrando em shopings de luxo (…)
Shopping de luxo? Em Itaquera?
peregrino
18 de janeiro de 2014 7:06 pmquando vejo um bando de Alices moderninhas…
invadindo o templo das maravilhas e correndo ao lado de um bando de Che Guevaras que usam orelhões de michey mouse ao invés da boina tradicional, fico com a certeza de que tudo que é dito por especialistas de direita ou de esquerda não passa de uma babaquice mais divertida ainda
é onda, gente, que vem e que vai, aqui, ou em qualquer outro mar pouco profundo
BHZ
18 de janeiro de 2014 7:38 pmNão é movimento que tem sido objeto de racismo?
Criminalização de “rolezinhos” gera explosão de racismo na internet
Posted by eduguim on 16/01/14 • Categorized as denúncia
A criminalização de que o movimento desorganizado dito “rolezinhos” foi alvo por ação de textos recriminatórios da grande imprensa e da decisão judicial que permitiu aos shoppings de São Paulo promoverem, sob critérios obscuros, triagem de quem podia ou não ingressar nesses empreendimentos comerciais gerou uma onda de racismo nas redes sociais.
Essa mesma criminalização dos “rolezinhos” foi a senha a estimular jovens a postarem comentários com termos como “Negrada” e “baianada” (forma como classe média paulista se refere a nordestinos) naquelas redes sociais sem demonstrarem qualquer preocupação
Em 1951, foi promulgada a Lei 1390/51, mais conhecida como Lei Afonso Arinos. Proposta por Afonso Arinos de Melo Franco, proibia a discriminação racial e a separação de “raças” diferentes que, até então, era aceita.
A lei Afonso Arinos acabou se revelando ineficiente por faltar rigor nas punições que previa mesmo em casos explícitos de discriminação racial em locais de trabalho, em estabelecimentos comerciais, em escolas e nos serviços públicos.
Em 1989, o governo José Sarney promulgou a Lei 7716/89, mais conhecida como “Lei Caó”. Proposta pelo jornalista, ex-vereador e advogado Carlos Alberto Caó Oliveira dos Santos, essa lei determinou a igualdade racial e o crime de intolerância religiosa.
Apesar de ser menos usada do que deveria, a lei 7716/89 inibiu fortemente o racismo explícito no país por tê-lo tornado inafiançável. Contudo, a leniência da Justiça mesmo com os casos mais graves continua estimulando o racismo aberto em vários setores da sociedade e, sobretudo, em regiões específicas do país – sobretudo no Sul e no Sudeste.
Onde andará o Ministério Público e a mesma Justiça que foi tão ágil em dar permissão aos shoppings para barrarem a entrada daqueles que essa “juventude” chama de “negrada” e de “baianada”? Com a palavra, o doutor Rodrigo Janot, Procurador Geral da República Federativa do Brasil.
*
Veja, abaixo, alguns dos milhares de crimes de racismo que estão sendo cometidos na internet enquanto você lê este texto.
Obelix
18 de janeiro de 2014 8:29 pmA verdade nua e crua.
Prezados e prezadas,
Para quem ainda insiste em não enxergar, apesar da violência da polícia, da segregação bancada pelo Judiciário, e outras manifestações, eis que estas mensagens escancaram a natureza classista, racial, ideológica da reação dos filhos da classe mé(r)dia e das elites.
Como alguém (ou muitos) já disseram aqui: estes ingredientes não se expressam nas intenções de quem faz o rolê, mas na reação de quem quer repirmí-lo.
Estas manifestações em nada ficam a dever com muitos dos comentários escritos no blog, com a diferença da sutileza em relação ao racismo, em muito represada pela mediação do dono do blog, que nunca permitira tais expressões racistas explícitas aqui.
Mas a simbiose é prefeita.
Um fato que entristece a gente.
Saudações.
Leo V
18 de janeiro de 2014 7:45 pmO que o nobre comentarista
O que o nobre comentarista não percebe é que o tal ‘limite’ depende da raça e da classe social.
Por isso o ‘rolezinho’ se torna político, ideológico, etc. etc.
Gunter Zibell - SP
18 de janeiro de 2014 8:11 pmEntendo que o post é ironia, não?
Considerando que sim, e não tenho acompanhado muito como analistas de imprensa estão falando, infelizmente, acho que é claro que é quase tudo ao contrário.
Rolezinhos podem até ser apartidários, mas apolíticos não. Não existe nada apolítico posto que política é a base para qualquer mudança de posturas. Em algum momento insatisfações são canalizadas para a política, só que as vezes sabemos o beneficiário depois, e não antes das manifestações.
Pode até não haver um debate ideológico (como para as questões LGBT, por exemplo, muitas vezes não há) mas não tem como deixar de ser considerado movimento social. Mesmo que não centralizado, se é um movimento (ou turma) para testar “limites” trata-se de um movimento para “inclusão” (no espaço além dos limites pré-existentes) e é assim, no mínimo, “social”.
E, como é evidente que há um recorte sócio-econômico que coincide com o racial, provavelmente deriva para componentes antirracistas e pode inclusive derivar para debate ideólogico, posto que há mais de um modo de se obter ascensão social e inclusão, em geral com proposições pela ‘esquerda’. (Mesmo quem não é de esquerda pode perceber isso, de tão óbvio.)
Marcelo Castro
18 de janeiro de 2014 8:34 pmtapando o sol com a peneira
“A turma quer apenas se divertir, quer zoar. A grande questão é o limite. Apenas isso.”
Apenas isso (sic) !
3000 jovens querendo se divertir e zoar num ambiente confinado é o que ?
Enquanto a mídia e as autoridades aguardam – OPORTUNISTICAMENTE – a evolução das manifestações, o mais fácil é deixar os donos dos shoppings passarem por vilões diante desta evidente crise de segurança pública.
alexis
18 de janeiro de 2014 9:26 pmA vida “ao vivo”
Concordo com o autor deste post. Ainda, agregaria que este modismo vem dos EUA e apenas está sendo copiado aqui. Depois de ficar o dia inteiro gastando “digitais” no celular e, ainda de férias, milhares de meninos estão rapidamente conectados e inventam alguma forma de viver a vida ao vivo. Estádios caros, barzinhos onde não é admitida música ao vivo, falta de dinheiro, etc., as pessoas vivem hoje muito virtualmente A turma jovem segue essa moda dos EUA, para sair de apartamentos quentes de 60 m2 e curtir estas oportunidades de brincadeira e paquera. Gente quer ver gente. È apenas “curtição”. Limites? O cumprimento das leis.
joselacerda
18 de janeiro de 2014 9:43 pmQue miséria de post!
Ao afirmar essas certezas (argh!), você já fez análise política, sociológica, cultural… E, ao dizer que a turma quer apenas se divertir, também já fez análise. Entrando no mérito de seu post, ele é uma miséria de análise.
Jandui Tupinambás
18 de janeiro de 2014 10:26 pmIronia
e nem é movimento. Estão chegando ao mesmo tempo por coincidência.
peregrino
18 de janeiro de 2014 11:12 pmcolocação muito boa…
e se chegassem cada um, dois, três ou quatro no tempo de cada um, dois, três ou quatro, entrando por diferentes portarias que geralmente são três ou quatro?
acredito que até poderiam se reunir numa boa na praça de alimentação sem destoar do todo
vejo duas situações completamente diferente, uma do local e da forma que acontece e outra da reação nas redes sociais
acredito que reação local é normal, simples sentimento de rejeição pelo ajuntamento e correria, o que aconteceria em qualquer lugar, até nos bairros ou comunidades
já a reação de alguns das redes sociais, dos que são contra ou não toleram, esta sim, um estúpido sentimento ou ideologia de superioridade
juntando como uma só coisa a rede social e a vida, geralmente em conflito, jamais saíremos do marco zero da internet
Antônio CDS
18 de janeiro de 2014 11:49 pmEra para ser, não é mais
Provavelmente o comentarista estivesse certo na origem do “movimento(?)”. Deixou de ser quando os donos dos shoppings e do Alckmin resolveram transformar o caso (como é de praxe) em uma nova Cracolândia ou uma nova Pinheirinho. Provavelmente deixou de ser pelos 20 centavos.
Lucinei
19 de janeiro de 2014 12:23 amQue chique!
É exatamente assim que se esvazia qualquer crítica às desigualdades nesse país – e por isso elas se mantêm do modo mais estúpido do mundo.
Todo esforço é para pulverizar qualquer traço de consciência por parte do pessoal envolvido. Todo esforço é para NEGAR que a rapaziada sabe muito bem o que está “causando”; que sabem muito bem que existe preconceito; que os outros olham “atravessado”, sim; que os outros acham que a a rapaziada não tem “condições” de comprar a mesma mercadoria (com aquele salário!); que a rapaziada é “invejosa” só porque não aceita (e nunca aceitou) ser diminuída!
Os “modernos” deste país estão ainda na repúoblica velha, quando se proibia a “correria”.
Não adianta: a correria está aí!
Em 2001, aqui no rio, ocorreu uma manifestação – sim, manifestação – no shopping rio sul denunciando a ausência de negros trabalhando nas lojas (ninguém precisa ser phd para ser vendedor de loja de shopping). Poucos viram o medo das “classes perigosas” na cara da ignorantada.
Gunter Zibell - SP
19 de janeiro de 2014 12:39 amNovos tempos
Do facebook de Miguel Rios
Walker
19 de janeiro de 2014 12:41 amCerto.
Como a direita liberal
Certo.
Como a direita liberal sempre falou: é apenas brincadeira de garotos adolescentes com testosterona a mil querendo caçcar garotas com estrogênio a flor da pela. O que pegou foi que as reuniões da garotada, tudo combinado pelos Facebook (pobres?) reuniu muita gente em ambiente fechado e natueralmente as pessoas que frequentam centros comerciais junto com o lojistas nã gostaram de ver hordas de adolescentes fora de controle.
Mas a esquerda nunca poderia (claro, é da sua natureza) perder a chance de fazer seu proselitismo racialista, socilológico, antrológico e de luta de classes quando os “vandalinhos” que merecem borracha no lombo, só queriam beijar e “causar” fotos para o Face…
Gunter Zibell - SP
19 de janeiro de 2014 12:50 amNovos tempos
Matuto
19 de janeiro de 2014 10:08 amRolê Stones
Ok cara. Entendi.
O rolezinho não existe.
Que tal você ir lá e falar prá eles.
joao b henrique
14 de março de 2014 11:54 amrolezinho
Penso como Marinho,a origem do rolezinho não tem explicação a não ser divertimento apenas isso.