
Jornal GGN – Em sua coluna de domingo, Janio de Freitas aborda o que tantos se questionam: a mistura, nada saudável, entre a convicção sem provas e a simples ilação. A ação dos procuradores da Lava Jato está inaugurando um novo ciclo de ataques à Constituição, e a peça acusatória é um duro exemplo.
Segundo Janio, a função da peça é demonstrar que convicção, ilação e prova pertencem a um mesmo mundo, em que o acusado não pode se defender pois já existe a convicção de que a prova, apesar das ilações, são incontestáveis.
O articulista cita Deltan Dellagnol, em sua pérola acusatória: “Provas são pedaços da realidade que geram convicção sobre um quadro”. Muito bem. E daí vem a importância do artigo para o momento que vivemos. Janio é categórico ao trazer às letras a situação, pontuando que provas sobrepõem-se à convicção, pois enquanto a segunda é pessoal e subjetiva, a primeira, as ditas provas, são objetivas.
Leia o artigo a seguir.
da Folha
Procuradores da Lava Jato querem igualar provas a convicção e ilação
por Janio de Freitas
A exposição acusatória feita por procuradores da Lava Jato contra Lula foi um passo importante, como indicador do sentido que determinados objetivos e condutas estão injetando no regime de Constituição democrática.
O propósito da exposição foi convencer da igualdade de ilação, convicção e prova, para servir à denúncia judicial e à condenação pretendidas sem, no entanto, ter os necessários elementos comprobatórios.
Orientador do grupo de procuradores, Deltan Dallagnol expôs o argumento básico da imaginada igualdade: “Provas são pedaços da realidade que geram convicção sobre um quadro”.
O raciocínio falseia. Provas dispensam a convicção, a ela sobrepondo-se. Daí que o direito criminal atribua à prova o valor decisivo. A convicção é pessoal e subjetiva. A prova é objetiva. A convicção deixou no próprio Supremo Tribunal Federal uma evidência da sua natureza frágil e da relação precária que tem com a Justiça.
Recém-chegado ao Supremo, Luís Roberto Barroso encontrou ainda o julgamento do mensalão. Em uma de suas primeiras intervenções, acompanhou uma decisão já definida mas, disse, não se sentia à vontade para dar seu voto à outra: proposta pelo relator Joaquim Barbosa e já aprovada, era a condenação dos réus petistas e vários outros, além do mais, também por formação de quadrilha. Causou espanto. Dois ou três ministros teriam apoiado a condenação por impulso ideológico ou político. Os demais, considerado o seu hábito, votaram por convicção.
Barroso foi breve e simples na recusa de fundamento à condenação. O espanto passou a insegurança. Mas foi só alguém rever o voto que dias antes dera à condenação, logo seguiram-se os capazes de retirar da sentença final a formação de quadrilha. Da qual não havia prova e tinham sobrado convicções.
Em artigo na Folha (sexta, 16), Oscar Vilhena Vieira notou a perplexidade decorrente de que as “grandes adjetivações” aplicadas a Lula pelos procurados, “como ‘comandante máximo’ [da ‘organização criminosa’], não encontrem respaldo nas acusações formais presentes na denúncia”. O mesmo se pode dizer de afirmações como esta, de Dallagnol, de que Lula “nomeou diretores PARA que arrecadassem propina” [maiúsculas minhas]. E muitas outras do mesmo gênero.
De todas os integrantes da Lava podem ter convicção: é assunto de cada um. Mas que de nenhuma apresentem prova, por limitada que seja, e ainda assim busquem apoio emocional para sua “denúncia” vazia, fica claro que trilham caminho à margem da Constituição. E não estão sozinhos, como demonstra a tolerância conivente com sua escalada de abusos de poder, sobre fundo político.
O século passado viu muitas vezes a que levam essas investidas. Não poucos países viveram situações que ainda os levam à pergunta angustiante: “como foi possível?”. Aqui mesmo temos essa experiência: como foi possível ao Brasil passar 21 anos sob ditadura militar? Em nenhum desses países houve causa única. Mas em todos uma das causas foi a mesma: os que deviam e podiam falar, enquanto era tempo, calaram-se por covardia ou conveniência, quando não aderiram à barbárie pelos dois motivos.
É de um ministro do próprio Supremo, Dias Toffoli, que vem rara advertência para “o risco de que o Judiciário cometa o erro dos militares em 64”, se “criminalizar a política e exagerar no ativismo judicial”. Dias Toffoli fala em “totalitarismo do Judiciário”.
Antonio Uchoa Neto
18 de setembro de 2016 11:50 amFim de papo.
Quem tem prova
Fim de papo.
Quem tem prova não precisa de convicção.
Mas como o Moro e seus morinhos adoram os EUA, vale observar essa definição da palavra “conviction”:
law : the act of proving that a person is guilty of a crime in a court of law
(Na lei: ato de provar a culpa de uma pessoa por um crime, em tribunal)
Talvez o inglês do Moro e seus morinhos seja o inglês do Falcão, ou como se diz aqui na Bahia, “embromation”.
Convicção = conviction.
Será que foi isso?
Será esse o atestado final de estupidez dessa gente?
alexis
18 de setembro de 2016 11:53 amA acusação contra Lula
Nada neste mundo faria que uma pessoa, ou alguma instituição, ou até grupo organizado, emita esta declaração de tal gravidade se não tivesse algo ou alguém muito poderoso por trás. Mesmo se tivesse (estou falando em tese) algum mínimo de prova, quem se arrisca para a plateia e a TV para dizer algo assim, em forma drástica e definitiva, somente o faria se tivesse apoio explícito ou até ordem de instancia superior, mesmo que isso seja oculto e em conversas paralelas (do tipo: Vai enfrente que a gente te dá apoio!). Não é apenas um gesto de loucura de algum meritocrático isolado, mas sim com a convicção de que tem algo superior e forte dando suporte.
Quem?
Quem teria autoridade como para autorizar essa acusação em público, ainda sem um mínimo de provas?
Logo, em seguida, poderíamos nos perguntar: Quem dá suporte a esses procuradores para falar isso em público?
Chutaram o balde; o balde final da lava-jato. Somente se alguém orientou a fazer.
Por quê?
Afastar Lula, não apenas de 2018, mas debilitar a sua liderança perante o povo;
Fazer perder importância a qualquer outro desdobramento da lava-jato, ao indiciar o hipotético chefe.
Parar a sangria de aliados do golpe, incluindo o Governo Temer.
Mas, por que agora?
O prazo de término da lava-jato estava concluindo (eles vinham trabalhando naquele Power Point há algum tempo);
Cunha começou a falar demais: envolveu a rede Globo e, muito recentemente, ao Moreira Franco, o que colocaria o golpe em perigo;
Precisavas-se de uma manobra de distração;
Quem ganhou com isso?
Ganha o “golpe continuado”. Conseguiram tirar o Eduardo Cunha das manchetes e recolocar o Lula e o PT na mira da população bovina.
E agora José?
Deixaram a peteca nas mãos do Janot (que já saiu fora) e Moro, que terá que decidir sobre aceitar ou não a denuncia.
Se o Moro aceitar, prova então que ele faz parte da acusação e segue o comando de quem está por trás do golpe.
Se não aceitar, prova então que Moro não receve ordens das mesmas pessoas que mandam nos procuradores, e que haverá lava-jato para muita gente ainda.
A ação a seguir definirá o papel que cada um joga na história
Roberto S
18 de setembro de 2016 1:10 pmperdeito
nãp pode haver “convicção” do absurdo se não houver o apoio pela força.
Rpv
18 de setembro de 2016 4:26 pmO objetivo foi cumprido
Quem tem medo de perder não entra em campo.
Além do mais, não há muito o que perder. Ou melhor, só se tem a ganhar se a Lava Jato encerrar depois de formalizada a acusação contra o Lula e sua posterior condenação.
Assim, matou-se três coelhos:
1) “Conseguiram tirar o Eduardo Cunha das manchetes e recolocar o Lula e o PT na mira da população bovina.” >>>> ESSE FOI O OBJETIVO PRINCIPAL.
2) Formalizar a acusação contra o Lula.
3) Dar um mote para encerrar a Lava Jato – pós condenação do Lula.
Ah, e a apoteose do PODER da plutocracia (estatal-empresarial) será escancarar, para todo mundo ouvir, essa sua parcialidade e seu objetivo político. Deixando diante disso duas alternativas: LOUVEM-ME ou CALEM-SE. Assim brada o MÁXIMO PODER ao longo da história.
O Aparelho Judiciário do Estado brasileiro é parcial. Ele tem lado. Tem cor. Credo. As leis servem como parâmetro, mas o que determina sua atuação são os interesses da turma da bufunfa, tendo a GLOBO como Farol a clareá-los. Simples assim.
A PROVA é que há um “mensalão petista” onde praticamente todos foram condenados e um “mensalão mineiro (sic)” ANTERIOR, que se quer foi definitivamente julgado.
Chris
18 de setembro de 2016 12:43 pmUma das maiores qualidades de
Uma das maiores qualidades de Janio é que ele não precisa se estender muito para dizer o que precisa ser dito. Só não entende quem não quer, ou melhor, quem dispensa os fatos (ou provas) em favor da sua ideologia (convicção).
ze sergio
18 de setembro de 2016 12:52 pmsobre….
O pior (ou o melhor) desta história toda é mostrar que não temos Estado. O Brasil é uma aberração aventureira que muda toda semana, dependendo das circunstâncias e dos interesses postos. Esta afirmação do promotor é a mesma no caso da morte da menina da famíilia Nardoni em SP. (e não me interessa este ou aquele resultado do julgamento) quando os peritos mesmo não podendo atestar cientificamente, afimaram categoricamente a procedência do sangue encontrado. Como? É o Brasil onde o STF julga se haverá prisão em condenação em 2.a Instância, onde 82% da populaçao carcerária está presa sem julgamento. Não importa as paixões políticas, como inacreditavelmente, um PROMOTOR afirma numa acusação formal: “não tenho provas, mas convicções” para acusar uma pessoa legalmente? É o Brasil, que precisa mudar sua rota desesperadamente. É surreal.
mello
18 de setembro de 2016 1:36 pmPode um jornalista saber mais
Pode um jornalista saber mais de Direito e de Justiça do que um delegado de polícia, um procurador ou mesmo um juiz ? Tenho mais que convucção, provas; Janio de Freitas as deu.
francisco bt
18 de setembro de 2016 2:49 pmA PROVA
ÓTIMO OU EXELENTE. EU TINHA MUITA CONVICÇÃO DESTA AFIRMAÇÃO, MÁS AGORA SE COMPROVA. BREVE ESTENDEREMOS NÃO SÓ PARA JORNALISTA.
eu
19 de setembro de 2016 1:12 amVc pode está certo…
Vc pode está certo…
Mas e essa critica http://www.conjur.com.br/2016-set-16/streck-nao-papel-mp-adjetivar-moralmente-acusacao-faz
Uma critica de um procurador serve…
Jair Fonseca
18 de setembro de 2016 3:43 pmConforme apontou abaixo o
Conforme apontou abaixo o colega Antônio, o termo em inglês conviction significa condenação, em português.
Frederico Firmo
18 de setembro de 2016 4:16 pmEnquanto Jânio
Enquanto Jânio faz uma análise, Rossi e Cony ampliam as ilações. Veremos nos próximos dias uma criação cada vez maior , em cima de delações, extraídas a forceps. Colunistas e escritores antes sérios continuam em sua derrocada, destruindo a própria biografia. Cony que viveu tanto na Republica do Rio de Janeiro, afirma que a vassoura de Lula sujou o país. Isto ou é senilidade ,( a exemplo de Serra) ou profunda má fé. Rossi não se horroriza com aquele assassinato publico de um cidadão, apenas pega frases para ajudar mais ainda o linchamento. Pensar que já o considerei um dia um jornalista decente. Enquanto isto outros vão criando ilações e começam, obviamente municiados pelos propios procuradores, a arranjar justificativas para aquele crime midiático , para aquele assassinato publico da honra de um cidadão. Assim a delação de Leo Pinheiro, segundo eles rejeitada, agora implica Vaccari numa negociação ( obviamente sobre propina) para a reforma de um apartamento que sequer é de Lula. Isto é uma vergonha. Agora querem de qualquer forma associar o dinheiro da petrobrás a obra do triplex, que não pertence a Lula. E assim vão criando mais um enredo, e vão se enredando cada vez mais na propria mentira. Mentira sim, mas que pode ter consequências funestas. Caso esta delação tivesse ocorrido de fato , obviamente isto já faria parte do inquérito. Mas chantageam Leo Pinheiro, querendo que ele incrimine Lula a todo custo. Assim ele entra e sai da masmorra de Curitiba. Todos no país sabemos disto mas isto não importa, o que importa como no impeachment é conseguir criar um ritual, aparentemente legal, mesmo que baseado em ilegalidades e falta de provas . De novo me parece que provas vem depois da condenação. Sem vergonha ou pejo, os procuradores confessaram que não tem provas. Existe um único fato: Lula e família jamais usaram, moraram ou compraram o triplex. Existe um documento de fe publica,atestando a propriedade do imóvel. Se fossem tão zelosos com as regras e rituais legais, obviamente teriam que aceitar este documento legitimo . Mas negam e continuam negando pois sabem que possuem uma parcela cafajeste da imprensa que faz parte da tropa de choque da Lava Jato.
Mas não tenho a menor esperança de que isto vá acabar bem. Como diz a Carta Capital. Em novembro mais um criminoso confesso, Youssef, será solto, ganhará um Green Card, do Departamento de Estado Americano, e servirá de testemunha contra a Petrobrás nas cortes americanas. E nese momento reafirmarão que a delaçao premiada é um instrumento legal. A destruição da Petrobrás, da eletronuclear de várias empreiteiras e a prisão de Lula é o objetivo maior. Imaginam que com isto chegam ao poder. Mas me parece que com isto eles apenas conseguem o tempo suficiente para destruir um passado virtuoso do país, e colocar minas de explosão retardada no caminho do futuro. Deste grupo, os mais conscientes querem vender e lucrar o mais rapido possível, enquanto que outros imaginam tolamente que podem permanecer no poder. A direita só fica no poder através da repressão. Mas o pior é que neste meio tempo a destruição que causarão pode ser muito grande e com certeza dará muitos lucros ao Deus mercado.
Hydra
18 de setembro de 2016 4:55 pmÁgua mole em pedra dura, tanto bate até que…?
Os procuradores não são doidos, ingênuos ou tolos.
Os procuradores têm a exata dimensão do momento no qual vivemos, e sabem que suas teses não precisam de provas. Não precisaram de uma prova sequer para manter em cárcere os réus da ação 470 até hoje.
Qualquer estudo sério que se faça, com o distanciamento histórico necessário, revelará que o estado de sítio jurídico que vivemos começou faz muito tempo, é verdade, pretos e pobres sabem disso, mas atingiram recentemente os escalões superiores com um obejtivo principal:
Impedir que a vontade das urnas se mantivesse como signo de alguma alteração (por tímida que fosse) no gigantesco fosso das desigualdades brasileiras.
Então, o problema agora é ad hominen.
O passo arriscado, já fora ensaiado com a condução coercitiva de Lula e os vazamentos das conversas da Presidenta (aquilo per si já deveria tornar suspeito a comarca inteira de Curitiba, e sustar o andamento do processo por vícios insanáveis).
E o que foi feito?
Nada! Absolutamente nada que restituísse os direitos de Lula e outras pessoas atingidas, incluindo aí a Presidenta.
Ora bolas, estamos sob um regime golpista, senhores!
A única coisa que impede os torquemadas é o medo.
E eles estão testando hipóteses, alargando a percepção sobre os riscos, tateando os prejuizos frente ao ato final que preparam…
Como uma criança que brinca com fogo, ou aprende a andar.
E nós?
Nós ainda acreditamos que é possível devolver as coisas a alguma “normalidade”, e o próprio Lula acredita que a redenção será feita pelo desagravo das urnas!
Não acho que tenhamos direito a tamanha ingenuidade.
Tirando alguma bravata dita ali ou acolá, Lula será preso e ficará por isso mesmo.
Clovis 50
18 de setembro de 2016 9:44 pmPerfect. D’acordo.
Perfect. D’acordo.
Ederson Jaguarassú Lopes Aquistapasse
18 de setembro de 2016 5:50 pmLógica do Deltão Data Point Power Ranger dos Dentes
LÓGICA DO GAÚCHO
O Gaúcho chega para o Amigo e Pergunta:
Gaúcho _Amigo meu, o que é lógica?
Amigo _É assim… tu tens aquário em casa?
Gaúcho _Sim, eu tenho. Mas por que?
Amigo _Se tu tens aquário em casa, então tu gostas de peixe. Não é?
Gaúcho _Sim, eu gosto de peixe.
Amigo _Então, se tu gostas de peixe, tu gostas de sereia. Porque a sereia tem a metade mulher e a metade peixe. Certo?
Gaúcho _Sim, eu gosto de sereia.
Amigo _Se tu gostas de sereia, tu gostas de mulher. Porque a sereia é metade mulher e metade peixe.
Gaúcho _Sim, eu gosto de mulher. Tu estás plenamente certo.
Amigo _Então, se tu gostas de mulher, tu és macho. Isso que é lógica Gaúcho.
_O Gaúcho sai louco de feliz com a descoberta da lógica. Logo em seguida encontra um outro amigo no meio do caminho e lhe pergunta:
_Tu tens aquário em casa?
Outro Amigo _Não!
Gaúcho _Então tu és viado!
AGORA VEM A MELHOR…
(Em tempo, nota de correção: o mapa emaranhado do Afeganistão é a Vista Aérea da Tomografia Computadorizada do Célebro do INTELEJUMENTO)
LÓGICA DO INTELEJUMENTO “DELTÃO DATA POINT POWER RANGER DOS DENTES”.
O Deltão chega para o Nero e Pergunta:
Deltão _Amigo meu, o que é lógica?
Nero _É assim… tu tens cofre em casa?
Deltão _Sim, eu tenho. Mas por que?
Nero _Se tu tens cofre em casa, então tu gostas de dinheiro. Não é?
Deltão _Sim, eu gosto de dinheiro.
Nero _Então, se tu gostas de dinheiro, tu gostas de usá-lo. Porque o dinheiro tem a metade para gastar e a metade guardar. Certo?
Deltão _Sim, eu gosto de usá-lo.
Nero _Se tu gostas de usá-lo, tu gostas de fazer um caixa 2. Porque o caixa 2 é metade guardado e metade gastado (particípio).
Deltão _Sim, eu gosto de caixa 2. Tu estás plenamente certo.
Nero _Então, se tu gostas caixa 2, tu és, baseado em “convicções”, um cidadão exemplar e as “provas são cabais”. Isso que é lógica Deltão.
_O Deltão sai louco de feliz com a descoberta da lógica. Logo em seguida encontra com o LULA no meio do caminho e lhe pergunta:
_Tu tens cofre em casa?
LULA _Não!
Deltão _Então tu és “O general do maior esquema de corrupção da História”, “não temos provas mas temos convicação”.!
Essa tem que cair na boca do povo!!!
Fr@ncisco
18 de setembro de 2016 6:01 pmCony, Ando com Pena de Ti
Cony, se ler o que Janio escreveu e manter ainda alguma percepção do que representa o seu legado, ligaria imediatamente e agradeceria pelo alerta, “Os que podiam e deviam falar, enquanto era tempo, calaram-se por covardia ou conveniência, quando não aderiram à barbárie pelos dois motivos”, no mesmo dia em que perpetra, também na Folha, outro atentado a inteligência, mesmo sabendo que nessa seara “rolabosta”, tanto ele, quanto o Ruy Castro, não chegam aos pés dos pioneiros na categoria, disponíveis no jornal para atender a esse tipo de encomenda.
jose adailton v ribeiro
18 de setembro de 2016 8:58 pmCarlos Heitor Cony
” Em 1960 entrou para o Correio da Manhã, jornal que publicara o polêmico editorial “Basta!” contra João Goulart[6]. Cony foi um dos que se arrependeram de apoiar a queda de Goulart[6] que resultou no golpe militar de 1964 e veio depois a opor-se abertamente ao golpe, tendo sido preso por seis vezes ao longo do período do regime militar[1]. Como editorialista do Correio da Manhã,[7] escreveu textos de crítica aos atos da ditadura militar. Foi incitado a se demitir do matutino (cerca 1965).”
Frederico Firmo
19 de setembro de 2016 1:33 amCony
Sem dúvida Adailton , vamos esperar então que de novo ele se arrependa . Mas desta vez Cony não tem mais a juventude para justificar seus erros ( embora não fosse tão jovem na epoca). Uma pena pois era um dos autores que eu gostava de ler.
JOSE PEDRO DE PAIVA REIS
18 de setembro de 2016 8:03 pmConvicções convenientes
É interessante observar que, no caso de Lula, o MPF está convicto da culpa apesar de não apresentar provas. No caso de Aécio Neves, ao que tudo indica, há provas, mas o MPF não tem nenhuma convicção de que haja alguma culpa…
Trunfim
19 de setembro de 2016 4:08 amMesmo os leigos podem ler
bons textos e, principalmente, os julgados da Justiça Brasileira e fazer comparação.
Esse sentimento que o brasileiro trás, principalmente os mais pobres, de que no Brasil vão preso somente os integrantes dos três p, não é à toa. É a mais pura realidade.
Ruy Barbosa já escrevia sobre o Juiz covarde e Sobral Pinto (como lembrou comentarista) afirmava que “advocacia não é profissão para covardes”.
Todos nós devemos tentar pelo menos agir como Sobral Pinto que defendia os direitos dos seus adversários.
O crítico Wilson Martins comentando sobre um livro de direito afirmou que, no Brasil não existe uma grande obra de direito. Acho que ele quis dizer que não existe uma grande obra que fizesse escola, ganhasse a alma das pessoas. Existem muito manuais de direito.
O Jornalista Jânio de Freitas descreveu julgado do Dr. Luiz Barroso e assim, a partir de um Jurista, faz comparações.
O Escritor Émile Zola não era grande jurista de renome, mas interveio no caso Dreyfus. Trecho que havia lido: “Zola arriscou a carreira – e a vida – ao publicar J’accuse, uma carta aberta ao presidente da República francesa, editada na primeira página do jornal L’Aurore, na qual defendia a inocência de Alfred Dreyfus e criticava a postura antissemita e autoritária do alto escalão do exército francês. Em função disso, Zola foi condenado à prisão e expulso da Legião da Honra em 1898. Conseguiu escapar para a Inglaterra, onde permaneceu até 1899. Nesse mesmo ano, Dreyfus – após o perdão presidencial – foi solto, mas somente em 1906 o Estado reconheceu a injustiça cometida.
Em 29 de setembro de 1902, sob misteriosas circunstâncias, Zola morreu asfixiado por monóxido de carbono enquanto dormia. De acordo com algumas especulações – inclusive do filho de Zola, Jacques-Émile –, os seus inimigos teriam bloqueado a chaminé do seu apartamento para matá-lo. Em 1908, os seus restos mortais foram transferidos para o Panteão de Paris.”
Luiz Carlos de Oliveira e Silva
20 de setembro de 2016 3:30 pmREALIDADE, PROVAS E CONVICÇÃO
1. O procurador-chefe da força-tarefa da operação Lava-Jato disse que “provas são fragmentos da realidade que geram convicção”.
2. Esta frase não é, propriamente, falsa. Ela é incompleta, ingênua e, no limite, cínica.
3. Incompleta, por reduzir a problemática a três elementos: fragmentos da realidade, provas, convicção, escondendo o elemento principal.
4. Ingênua, por considerar a convicção, uma realidade subjetiva, como efeito da realidade objetiva, isto é, como efeito dos “fragmentos da realidade” tomados como “prova”.5. Cínica, por ser a ingenuidade em questão conveniente aos interesses dominantes na Lava-Jato. (Por definição, quando uma ingenuidade é conveniente, quando ela dá “lucro”, não temos mais ingenuidade e sim cinismo.)
6. Na tese, os “fragmentos de realidade” seriam a realidade primeira, que, num segundo momento, tornar-se-iam “provas”, tudo isto no âmbito da realidade objetiva, para, em seguida, e por decorrência, gerar convicção, esta última no âmbito da subjetividade.
7. Segunda a tese, a subjetividade só aparece no fim, e, mesmo assim, como efeito da objetividade.
8. Ingênuos ou cínicos? Os “fragmentos de realidade” não são a realidade primeira. A realidade primeira é o princípio de seleção que recolhe alguns e rejeita tantos outros “fragmentos de realidade”.
9. A realidade primeira é uma realidade subjetiva, o princípio de seleção, porque constituída por faculdades psíquicas da percepção e da cognição, estas sempre e necessariamente afetadas por afetos e valores.
10. Em última instância, o que importa é a realidade primeira, porque será ela que selecionará os “fragmentos de realidade” de modo a configurarem “provas” e convicções.
11. Com que interesses está comprometida a “realidade primeira” dos procuradores? Estariam seus afetos e valores comprometidos com os interesses nacionais, democráticos e populares do povo brasileiro, e apenas com estes, como manda a lei?
12. Ou estariam eles comprometidos com o preconceito de classe e com o ódio a Lula e ao PT?
13. Os meus afetos e valores, e, por decorrência, a minha percepção e cognição não me permitem vacilar na resposta a esta pergunta.