Com um arranjo de metais que lembra a fase soul de Roberto Carlos, a mais nova versão para “Sociedade Alternativa” (1974), de Raul Seixas e Paulo Coelho, surpreendeu o Brasil. Quem cantava era o norte-americano Bruce Springsteen, na abertura de seu show em São Paulo, na quarta-feira 18 de setembro de 2013.
Nem deveria surpreender: o belíssimo encontro de lendas do rock, uma daqui e outra de lá, é o que acontece quando um ídolo gringo traz na mala de viagem um pouco de respeito pelo lugar onde vai ganhar uma montanha de dinheiro, em vez de simplesmente obrigar a colônia a cantar que é “born in the U.S.A.”. Muchas gracias, signore Springsteen.
Em tempo: trata-se, parece, de um hábito de Bruce. No Chile, dias atrás, no Chile, o artista cantou e fez discurso político esquerdista por Victor Jara, o genial músico preso, torturado e fuzilado em 1973 pela ditadura então recém-inaugurada naquele país.
morallis
23 de setembro de 2013 8:09 pmA montanha
A montanha permanece..au..au..au!
allegro82
23 de setembro de 2013 8:17 pmRessuscita Raul!
Ressuscita Raul!
Guga - o não registrado
23 de setembro de 2013 8:57 pmSempre lembrando…
… que “Born in the U.S.A.”, longe de ser uma música patriótica em defesa incondicional aos EUA, é um tremendo petardo cheio de críticas ao próprio país dele. É só dar uma olhada na letra.
O show dele foi do @#$@#$.
Tamára Baranov
23 de setembro de 2013 8:59 pmHappy Birthday Bruce !
Bruce Springsteen sempre provou ser uma raridade entre os músicos populares pelo respeito ao seu público, nunca poupou esforços para agradar às platéias e fãs. E para completar, a sua banda ‘E Street Band’ é extremamente talentosa.
E parabéns aos seus 64 anos de muita vitalidade completados hoje, 23 de setembro.
morallis
23 de setembro de 2013 9:33 pmSpirit in the night ![video:
Spirit in the night ![video:
morallis
23 de setembro de 2013 9:34 pmSpirit in the night ![video:
Spirit in the night ![video:
morallis
23 de setembro de 2013 9:35 pmOnde foi parar o embed?
Onde foi parar o embed?
emerson57
23 de setembro de 2013 9:49 pmo cara
the boss
Marco T.
23 de setembro de 2013 9:54 pmViva Raul!
Grande!
Melhor ainda ver que o excelente baterista “Mighty” Max Weinberg voltou a tocar!
Leonardo M. G.
24 de setembro de 2013 12:27 amBruce Springsteen arriscou…
E se deu bem! Poderia muito bem ter tocado “I am” (Gîta) ou “Morning Train” do mesmo saudoso Raulzito, mas conseguiu cantar em português mesmo. Arrasou!
Não que eu esteja admirado, afinal o Boss sempre teve atitudes como essas… Esvaziou um comício do Bush Jr. em New Jersey com um show próximo ao local (tudo pago por ele mesmo). Há lendas de que sua passagem de som é longuíssima e ele testa CADA lugar dos estádios para receber seu som. Caso não esteja satisfeito, proíbe a venda de ingressos próximos ao local com acústica ruim. Proíbe seus shows de terem ingressos mais caros que 90 dólares, nunca saiu de sua antiga vizinhança e outras atitudes que o fazem ganhar e muito meu respeito e admiração… Além de ser um excelente músico, junto com a E Street Band.
Marcelo Pedro
24 de setembro de 2013 5:40 amValeu Bruce!
É preciso um músico gringo vir ao país, na cidade do Rock para que o mestre Raul fosse lembrado. Foi preciso que Bruce springsteen fizesse uma homenagem ao Raulzito para não deixá-lo passar em branco neste festival de rock. Sinto vergonha dos músicos brasileiros.
É deprimente perceber a inveja e rancor ( sim inveja e rancor) que grande parte dos artistas esboçam ao verem alguém gritando “TOCA RAUL” em seus shows, é deprimente sentir a síndrome de vira-lata pequeno burguês que emana desses “artistas”, que nem personalidade própria formaram mas tem um ego equiparado à sua ignorância.
“O PROBLEMA É QUE TEM MUITA ESTRELA PRA POUCA CONSTELAÇÃO”.
Valeu Bruce, tapa de luva na cara desses bunda moles!
Sérgio Santana
24 de setembro de 2013 11:36 amMas teve uma homenagem ao
Mas teve uma homenagem ao Raul, com o mega-chato (tem hífen?) do Tico Santa Cruz! Achei uma porcaria!
ilton marques
24 de setembro de 2013 10:34 amtomar banho de chapéu
Simplesmente maravilhoso. Obrigado, Bruce,
al-Chwarizmi
24 de setembro de 2013 11:18 amTolerância
Pode ser que eu viaje no que eu vou dizer a frente, então paciência. Vendo o “Boss” cantando com esse português arrastado me fez pensar uma coisa, imagina algum brasileiro ou outro estrangeiro cantando uma música de lá em Inglês nesse nível nos USA. Qual a reação quando Caetano canta Nirvana? É interessante como todo mundo se sente a vontade em arriscar algo em Português quando aqui está. Isso é mostra de respeito? Ou falta do mesmo? Já vi alemão cantando música autoral em português, o sotaque era horrível, mas o mesmo parecia não se incomodar. Somos nós pouco exigentes com a nossa língua? Ou somos tolerantes? Já vi físico alemão, dando coloquios na USP em português, assim como aula para a pós graduação, novamente um sotaque muito ruim, dava para entender tudo, mas o cara chamava O areia, e parecia não se incomodar com o fato de não saber os artigos que tanto perturbam a vida dos aprendizes de alemão. Eu não imagino um estrangeito dando um colóquio em alemão na maior universidade alemã com um sotaque desse nível. Quando um estrangeiro arrisca, e o seminário fica meio lento, a reclameira é geral. Eu pessoalmente acho isso muito positvo, quando um estrangeiro se solta e tenta sempre mostrar o pouco que sabe, daí acaba aprendendo mais rápido, pois é forçado a praticar. Por outra lado, as coisas tendem sempre a informalidade quando a língua é o português. Isso é uma vantagem? É o português uma lingua engraçadinha, por isso as pessoas arriscam, mas não tentam aprender bem a fundo? Essa visão que os extrangeiros tem que somos amigáveis e festivos é sempre positiva? Fica meu comentário.
Quanto ao show, fenomenal! Grande artista!
Link para o colóquio do físico alemão. O colóquio é bom, apesar da qualidade do português do palestrante.
http://video.if.usp.br/video/f%C3%ADsica-das-dunas
LUCIANO M
24 de setembro de 2013 1:07 pmA relação de um estrangeiro
A relação de um estrangeiro com a sua língua materna será sempre a relação de um estrangeiro com uma língua materna. Não há como ser diferente.
Não existe sotaque bonito ou feio. Existe realização efetiva de língua e seus resultados.
A canção ficou muito boa, o simpósio cumpriu seu objetivo.
Toda realização da língua é bela, merce ser respeitada como tal.
al-Chwarizmi
24 de setembro de 2013 2:28 pmCaro Luciano,de forma alguma
Caro Luciano,
de forma alguma estava questionando a qualidade da versão do “Boss”. Queria ver as opinões quando as coisas acontecem na outra direção. Tenho a impressão, q nós os Brazucas(apelido dado por argentinos, e usamos sem problema), gostamos de ver nossa língua falada com outros sotaques. A minha pergunta é p q? As razões foram a nossa colonização? Os portugueses parecem se incomodar com o nosso falar, apesar de tb ser português. Espero que nos ajude nesse ponto. De forma alguma quero fazer polêmica, apenas foi uma observação. Eu gosto q seja assim, gosto de fer o português soave na boca dos árabes, dos alemães, dos russos etc.
Abraços
LUCIANO M
24 de setembro de 2013 1:04 pmEle fez o mesmo na Argentina…
Ele fez o mesmo na Argentina… só que com uma canção da Mercedes Sosa. E ficou muito bom
http://www.huffingtonpost.es/2013/09/17/bruce-springsteen-video-solo-pido-dios_n_3939717.html
morallis
24 de setembro de 2013 2:21 pmAcho que estão “dourando a
Acho que estão “dourando a pílula”, desconfio e muito que o Bruce(boss?) conhecesse Raul Seixas antes desse
evento, no mais ele se sempre se mostra respeitoso com o público e o país onde se apresenta.Nunca assisti a
um show do Bruce ao vivo mas do Raul vi pelo menos uns 10, e alguns até inteiros. Raul sonhava ter nascido
americano ( quem o conheceu sabe bem disso) fico pensando se o mesmo não se” revirou no caixão ao ouvir
um de seus clássicos cantado em português por um “gringo , que por alguns instantes deixou a “garota de
ipanema” descansar.